Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Maria de Nazaré, e o Espiritismo e movimento Espírita.


Oscar Roberto

Sabemos, e Leon Denis coloca bem no livro Cristianismo e Espiritismo que a adoração a Maria de Nazaré foi criado no concílio de Niceia com a proclamação da Imaculada Conceição.
A meu ver, o catolicismo assim criou esse mito com o propósito de afastar as mentes do pensamento do Cristo o qual em tudo prega contra tudo que representa a Igreja. O poder, as hierarquias, os templos etc.
Nada como a figura de mãe que todos instintivamente respeitam para poder conseguir tal desvio.
E se mãe é tudo, mãe de Cristo mais que tudo.
Bom, isso é lá com o Catolicismo com o qual nada temos a ver como Espíritas.
Mas a verdade é que no movimento Espírita Brasileiro tal mito foi incorporado e arraigado.
A maioria esmagadora dos Espíritas cultuam Maria como Espírito senão puro, elevadíssimo.
Se fosse só isso nada demais. Mas é cultuada fervorosamente no meio Espírita com a mesma reverência que no catolicismo. Ou seja, como Rainha dos Anjos, Mãe Santíssima, Mãe da Humanidade, e por aí vai.
E tal crença é corroborada por autores médiuns os mais consagrados.
Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, pra citar os principais e seus Espíritos guias e outros tantos que escreveram sob suas penas.
Emmanuel, Bezerra de Menezes, enfim a lista é enorme.
Muito comum se ver na prece de abertura das casas Espírita a evocação de "Maria Santíssima"
Sem tentar imaginar qual a dimensão de evolução espiritual desse Espírito que animou Maria de Nazaré e que foi progenitora de Jesus o Cristo, ao menos na Bíblia não consta nada que justifique um Espírito de grande elevação.
Não deixou qualquer doutrina, qualquer enunciado.
E parecia mesmo não compreender, como se depreende de algumas passagens a missão de Jesus, tanto que Ele algumas vezes a repreende.
Nos meus anos de trabalho no movimento espírita observei que mesmo cabeças extremamente racionais, melindravam e ficavam emocionalmente abalados quando eu ou quem fosse, contestasse essa idolatria e títulos e definições supra humanas.
Rainha dos anjos, só pode ser um arcanjo, ou seja Espírito puro do mais alto grau.
Mesmo o fato de ter sido mãe de Jesus, tal em si, não condiciona qualquer qualidade a mais que não um Espírito comum.
Ao menos para mim, o fato de Maria ter sido mãe de Jesus não lhe confere qualquer especialidade, assim como a Palestina e lugares que Jesus percorreu nada tem de santo.
Certamente esse Espírito que merece todo nosso respeito por ser nosso próximo, evoluiu nesses dois milênios e ha reencarnado algumas vezes. Mas não chegado a condição de Puro Espírito.
É alias o que afirma Kardec em OESE. É o que diz o Espiritismo.
E curiosamente, não vemos sequer esse Espírito, ao contrário de outros tantos que animaram figuras contemporâneas de Cristo e posteriormente, não vemos esse Espírito figurar na codificação, nem na falange do Espírito de Verdade.
Acho desrespeitoso o termo Mariólatra ou Mariolatria, mas acho absurdo tal idolatria que grassa e se consagra bem como ocorreu no meio católico, no meio Espírita.
Gigantesco e incompreensível equívoco penso eu.
Fraternalmente convido os colegas a opinarem esse polêmico tema.
Abraço a todos.