Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

O espírito irmão Estrela

http://www.oconsolador.com.br/ano5/233/entrevista.html 

Como surgiu o Espiritismo no Sertão da Bahia? 


No início do século XX nasceu na fazenda Retiro, que é um pequeno povoado do município de Biritinga, Bahia, um jovem de nome Lourival da Silva Lima, que aos dezessete anos começou seu desenvolvimento mediúnico na área da vidência, da clarividência e da clariaudiência, quando passou a receber a assistência de um Espírito superior denominado Irmão Estrela. Este o convocou para a instauração do Evangelho do nosso senhor Jesus Cristo no Sertão da Bahia. Na sequência, o Espírito Irmão Estrela, por intermédio da psicofonia de Lourival, convidou um grupo a se reunir na cidade de Serrinha-BA para estudar o Pentateuco Kardequiano. Dentre os que compunham esse grupo destacamos: Aristóteles Damasceno Peixinho, Tenente Melo, Sr. Profeta, Sr. Limeirinha, Sr. Felipe Mira, os quais fundaram na data de 3 de outubro de 1946 o Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade. 


http://memoriaespiritual.blogspot.com/2012/08/aristoteles-damasceno-peixinho.html

domingo, 23 de outubro de 2022

Conto: A lenda do quarto rei mago

 Conto: A lenda do quarto rei mago

Dizem que houve um quarto rei mago que também viu a estrela brilhar e decidiu segui-la. Como presente, pensou em oferecer ao menino um baú cheio de pérolas preciosas.

No entanto, em seu caminho, ele encontrou várias pessoas que estavam pedindo sua ajuda.

O rei mago os auxiliou com alegria e diligência e doou uma pérola a cada uma dessas pessoas. Ele encontrou muitos pobres, doentes, aprisionados e miseráveis e não podia deixá-los sem ajuda. Ficou o tempo necessário para aliviar a dor de todos eles, depois partiu. Mas novamente encontrava outro desamparado pelo caminho. O rei tinha um coração nobre e bom e, mesmo ficando atrasado para chegar até o menininho, parava sua viagem e socorria todos os que dele necessitavam.  Ao partir entregava sempre uma de suas pérolas preciosas…

A estrela guia brilhava luminosa no alto céu noturno e o rei pôde segui-la com confiança.

Aconteceu que, quando finalmente chegou a Belém, os outros reis magos já não estavam mais lá. José, Maria e o menino Jesus também não estavam na casa indicada pela estrela-guia que agora brilhava cada vez mais suave até desaparecer no céu infinito. Os pais do menininho haviam recebido a visita dos anjos celestes a anunciar: “José, Maria, peguem o menino divino e fujam para as distantes terras do Egito. Herodes, o rei caído nas sombras, quer matar o menininho”. Eles imediatamente haviam se colocado a caminho.

O quarto rei mago decidiu, mesmo sem ter a estrela guia no céu, continuar sua busca até encontrar a criança divina. Ele sentia que a estrela brilhava também em seu coração e de lá ela o conduziria.

Ele procurou e procurou e procurou… e dizem que ele passou mais de trinta anos viajando pela terra, procurando a criança e ajudando os necessitados. Até que um dia chegou a Jerusalém justamente no momento em que o Cristo era crucificado. Conseguiu perceber, ao redor dele, o mesmo brilho da estrela que o guiara primeiro do céu e depois de dentro de seu coração. Eis a criança que ele havia procurado por tanto tempo.

A tristeza encheu seu coração, já velho e cansado pelo tempo. Embora ainda guardasse uma pérola na bolsa, era tarde demais para oferecê-la à criança que, agora, transformada em homem, pendia de uma cruz. Ele havia falhado em sua missão. E sem ter mais para onde ir, ficou em Jerusalém para esperar a morte chegar.

Apenas três dias se passaram quando uma luz, ainda mais brilhante do que mil estrelas, encheu seu quarto. O Ressuscitado veio ao seu encontro! O rei mago, caindo de joelhos diante dele, pegou a pérola que restava e estendeu-a a Jesus Cristo que a segurou e carinhosamente disse: “Você não falhou em sua missão. Pelo contrário, você me encontrou por toda a sua vida. Eu estava nu e você me vestiu. Eu estava com fome e você me deu comida. Eu estava com sede e você me deu de beber. Eu fui preso e você me visitou. Eu estava em todas as pessoas pobres que você ajudou no seu caminho. Muito obrigado por tantos presentes de amor! Agora você estará comigo para sempre, porque o céu é a sua recompensa”.


Autor /a desconhecido/a

Ampliada por Viviane Trunkle

sábado, 16 de abril de 2022

A velha ilusão das aparências[1]

Ermance Dufaux


Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia.

Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente; é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade.

Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana.


Lázaro (Paris, 1861)


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. 9, Item 6



Os adeptos sinceros do Espiritismo mais que nunca carecem de abordar com franqueza o velho problema da hipocrisia humana. Nesse particular, seria muito proveitoso que as agremiações doutrinárias promovessem debates grupais acerca dos caminhos e desafios que enfrentamos todos nós, os que decidimos por uma melhoria moral no reino do coração.

O chamado “vício de santificação” continua escravizando o mundo psicológico do homem a noções primitivas e inconsistentes sobre como desenvolver o sagrado patrimônio das virtudes, que ele encontra adormecido de vida superconsciente do ser.

Hipocrisia é o hábito humano adquirido de aparentar o que não somos, em razão da necessidade de aprovação do grupo social em que convivemos. Intencional ou não, é um fenômeno profundo nas suas raízes emocionais e psíquicas, que envolve particularidades específicas e cada criatura, mas que podemos conceituar como a atitude de simular, antes de tudo para nós mesmos, uma “imagem ideal” daquilo que gostaríamos de ser. Difícil definir os limites entre o desejo sincero de aperfeiçoar-se em direção a esse “eu ideal”, e o comportamento artificial que nos leva a acreditar no fato de estarmos nos transformando, considerando a esteira de reflexos que criamos nas fileiras da mentira.

Aliás, para muitos corações sinceros que efetivamente anelam por aprimoramento e mudança, detectar uma atitude falsa e uma ação que corresponda aos novos ideais costuma desenvolver um estado psicológico de insatisfação consigo mesmo, que pode ativar a culpa e a cobrança impiedosa. Instala-se assim um cruel sistema mental de inaceitação de si mesmo, que ruma para a mais habitual das camuflagens da hipocrisia: a negação, a fuga.

Não podemos asseverar que todo processo de defesa psíquica que vise negar a autêntica realidade humana seja algo patológico e nocivo. Muitas almas não teriam a mínima saúde mental não fossem semelhantes recursos que, em muitas ocasiões, funcionam como um “escudo protetor” que vai levando a criatura, pouco a pouco, ao conhecimento doloroso da verdadeira intimidade, até ter melhores e mais seguros recursos de libertação e equilíbrio. No entanto, quando nesse processo existe a participação intencional de ações que visem impressionar os outros com qualidades ainda não conquistadas, principalmente para auferir vantagens pessoais, então se estabelece a hipocrisia, uma ação deliberada de demonstrar atitudes que não correspondem à natureza dos sentimentos que constituem a rotina de sua vida afetiva.

As vivências sociais humanas com suas exigências materialistas conduziram o homem à aprendizagem da hipocrisia. A substituição de sentimentos foi um fenômeno adquirido. O hábito de camuflar o que se sente tornou-se uma necessidade perante os grupos, e certas concepções foram desenvolvidas nesse contexto que estimulam a falsidade. Convencionou-se por exemplo que homens não devem chorar, criando a imagem da insensibilidade masculina, em torno da qual bilhões de almas trafegam em papéis hipócritas e doentios. Certas profissões como a de educador, durante séculos aprisionadas nas sombras do mito, levaram à criação de um abismo entre educador e educando, que eram ambos obrigados a disfarçar emoções para respeitarem seus limites, impostos pela perversa institucionalização dos “super-heróis da cultura”. Naturalmente todos esses convencionalismos vêm sofrendo drásticas reformulações para um progresso das comunidades em direção a um dia mais feliz e pleno de autenticidade nas atividades humanas.

Acompanhando essas renovações de mentalidade na cultura, é imperioso que os líderes e condutores espíritas tenham a coragem de sair de seus papéis, perante a coletividade doutrinária, e erguerem a bandeira do diálogo franco e construtivo acerca das reais necessidades que todos carregamos, rompendo com um ciclo de “faz de conta”. Ciclo esse que somos infelizmente obrigados a afirmar, tem feito parte da vida de muitos adeptos espíritas e até mesmo de grupos inteiros. Sem qualquer reprimenda, vejamos esse quadro como sendo inevitável em se tratando de almas como nós, mal saídas do primarismo evolutivo. Nada mais fizemos que caminhar para a nossa hominização, ou seja, largar a selvageria instintiva e galgar os degraus da humanização – o núcleo central do aprendizado na fase hominal, a qual estamos apenas penetrando.

Adquirir essa consciência de que a evolução não se faz aos saltos, e sim etapa a etapa, é um valoroso passo na libertação desse “vício de santificação”, essa necessidade neurótica que incutimos ao longo de eras sem fim, especialmente nas letras religiosas, com o qual queremos passar por aquilo que ainda não somos. Disso resulta o conflito, a dor, a cobrança, o perfeccionismo e todo um complexo de atitude de autodesamor.

Sejamos nós mesmos e não nos sintamos menores por isso. Aparentar santificação para o mundo não nos exonera da equânime realidade dos princípios universais. Ninguém escapa das leis criadas pelo Criador. A elas todos estamos submetidos. Que nos adiantará demonstrar santificação para os outros, se a vida dos espíritos é um espelho da Verdade que mostrará, a cada um de nós, particularmente, como somos?

Se acreditamos, portanto, na imortalidade e sabemos da existência dessas “leis espelho”, deveríamos então concluir que o quanto antes, para aqueles que se encontram na carne, tratamos nossa realidade sem medos e culpas, maior será o bem que fazemos a nós mesmos.

Recordemos, nesse ínterim, que a caridade para com o outro, conquanto seja extenso tributo de ajuste aos Estatutos Divinos, não é “passaporte de garantia” par a movimentação nas experiências de autoridade e de equilíbrio nos planos imortais. Aprendamos o quanto antes a cultivar essa “sensação de salvação”, experimentada nos serviços de doação, também em nossos momentos de autoencontro. Essa conquista realmente nos pertence e ninguém nos pode tirar em tempo algum.

Viver distante da hipocrisia necessariamente não significa expor a vida íntima e as lutas que carregamos a qualquer pessoa, mas expô-las antes de tudo, a nós mesmos, assumindo o que sentimos, os desejos que nutrimos, os sonhos que ainda trazemos, os sentimentos que nos incendeiam de paixões, os pensamentos que nos consomem as horas, esforçando-se por analisar nossas más condutas. Por outro ângulo, esse mesmo processo de “detecção consciente” precisa ser realizado com nossos valores, as decisões infelizes que deixamos de tomar, o sacrifício de construir uma atividade espiritual, os novos costumes que estamos talhando na personalidade, os sentimentos sublimes que começam a ensaiar projetos de luz na nossa mente, as escolhas que temos feito no bem comum.

Reforma íntima, como a própria expressão comunica, quer dizer a mudança que fazemos por dentro. E jamais, em caso algum, ela se dará repentinamente, num salto. A santificação é um processo lento e gradativo. Cuidemos com atenção das velhas ilusões que nos fazem acreditar na “angelitude por osmose”, ou seja, de que a simples presença ou participação nos ofícios doutrinários é garantia de aperfeiçoamento.

Temos recebido na vida espiritual inúmeros companheiros de ideal, cuja revolta consigo próprios leva-os a tormentos patológicos de graves proporções, quando percebem o equívoco em acreditar que tão somente suas adesões às atividades de amor lhes renderam o “reino dos céus”. A ilusão é tão intensa que requer tratamentos especializados e longos em nosso plano. E vejam, os meus amigos na carne, o que a mente é capaz, pois muitos desses corações poderiam intensamente se beneficiar das realizações a que se entregaram, podendo mesmo alguns obter um trespasse tranquilo, todavia, sem exceção, estão esperando mais do que merecem, é quando surge a inconformação diante das expectativas de honrarias e glórias injustificáveis na espiritualidade. Então esbravejam ao perceberem que são tratados com muito carinho e amor, a fim de assumirem sua verdade realidade de doentes com baixo aproveitamento na reencarnação, colhendo espinhoso resultado de seu autoengano.

Espíritas amigos e irmãos, lembrai-vos de que todos estamos na Terra, planeta de testes infindáveis ao nosso aperfeiçoamento. Mesmo os que nos encontramos fora do corpo ajustamo-nos a essa conotação evolutiva. E nessa conjuntura o caminho da santificação se amoita à realidade do homem que nela habita. Se, por agora, estivermos pelo menos nos esforçando para sair do mal que fazemos a nós e ao próximo, dirigimo-nos para essa proposta sagrada. Todavia, se ansiamos por concretizar em mais larga escala as luzes de nossa santificação, lancemo-nos com louvor a outra etapa do processo e aprendamos como criar todo o bem que pudermos em torno de nossos passos, soltando-nos definitivamente de todos os grilhões do terrível sentimento do fingimento, o qual ainda nos faz sentir que somos aquilo que supomos ser.




[1] Reforma Íntima sem Martírio – Wanderley S. de Oliveira

domingo, 28 de novembro de 2021

O HOMEM NO MUNDO

 O HOMEM NO MUNDO

Escrito por João Lima em 6 de fevereiro de 2016

 


Todos somos espíritos imortais, temporariamente encarnados.


À luz da ciência Espírita, somos espíritos imortais, temporariamente estamos habitando uma veste carnal (encarnados no corpo físico).


Temos portanto um corpo físico por empréstimo divino, e não o inverso.


Acreditamos na imortalidade do espírito portanto nós não morremos.


O espiritismo veio comprovar de maneira indubitável a continuidade da vida do espírito ora encarnado, no mundo espiritual, quando este se despe da veste física.


Portanto o espiritismo veio “Matar a Morte”. Nós não morremos, o nosso corpo se desfalece mas nós não.


Este tema foi psicografado.


Psicografia recebida de UM ESPÍRITO PROTETOR, na cidade francesa de Bordeaux, 1863, e transcrita para nós pelo Codificador de nossa querida doutrina, Allan Kardec.


A historia humana, segundo os paleontólogos, estudiosos dos resíduos fósseis, remonta a aproximadamente 2 milhões de anos atrás.


Segundo portanto estes cientistas e após comprovações feitas através de datação por carbono, o ser humano, ou hominídeos como são chamados surgiram neste orbe a aproximadamente 2 milhões de anos.


Já o homo sapiens – a nossa espécie surgiu a aproximadamente 200 mil anos atrás.


Com isto entendemos que, a historia humana neste planeta já é longa, e que ela não se resume aos poucos séculos que nossos historiadores conseguem descrever em detalhes.


É necessário que entendamos que no princípio o mundo influenciou muito mais o homem do que o inverso. Naquela época pré-histórica os seres estavam expostos aos intempéries da natureza e eram pequenos grupos. Imaginemos os temores destes primeiros hominídeos diante da selva que os envolvia.


Os temores destes quanto os animais selvagens, e da noite que sempre trazia pavor.


Alguns grupos deixaram inscrições que falavam do céu noturno e dos sonhos.


Certos povos que viveram próximos á baia de Hudson no Canadá, denominados hoje de Inuítes, acreditavam que sua alma iria para outro mundo enquanto sonhavam.


Portanto no principio os homens adotaram como “forças sobrenaturais” tudo que não conseguiam compreender, como o porque do Sol, da lua, das estrelas, dos próprios animais e plantas e as pedras.


Mas o homem evoluiu ao longo da história e passou a desempenhar um importante papel diante do mundo, desta forma influenciando muito mais do que sendo influenciado.


Hoje em dia temos o homem influenciando fortemente o mundo de inúmeras maneiras. Através por exemplo da Economia, da Política, da diversidade dos povos e das crenças diversas.


Com esta introdução podemos então adentrar mais profundamente ao estudo do nosso tema que é praticamente 1 pagina de O Evangelho Segundo o Espiritismo, mas que é de uma profundidade enorme.


Para uma melhor didática, o tema foi subdividido em 6 partes.


1 – Pois bem, nos fala o Espírito Protetor:


“Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob o olhar do Senhor, implorando a assistência dos Bons Espíritos. Purificai, portanto, os vossos corações.Não deixeis que pensamentos fúteis ou mundanos os perturbem. Elevai o  vosso espírito para aqueles a quem chamais, a fim de que eles possam, encontrando em vós as necessárias disposições favoráveis, possam lançar em profusão as sementes que devem germinar os vossos corações, para neles produzir os frutos da caridade e da justiça.”


Elevai os vossos corações, o vosso espírito, que em vossa mente não seja povoada por pensamentos mundanos, profanos, fúteis.


Quantas vezes nos temos estes pensamentos ? Talvez possa ser até na maior parte do nosso dia, não é mesmo ?


Pois os pensamentos fúteis, mundanos, as notícias de caráter menos nobre elas circulam sempre em maior quantidade do que as noticias boas.


Desta maneira, torna-se um desafio para nós manter o pensamento elevado.


Mas este é o desafio, educar os nossos instintos, é sair do “homem velho”. O que é o homem novo senão a elevação a renovação dos nossos sentimentos.


Do que adianta nos orarmos, virmos á Casa Espírita, se nos aqui estamos pensando no mundo lá fora. Se ficamos nos preocupando apenas com o que ainda está por ser feito amanhã.


Elevar os vossos corações… Por quantas vezes pedimos, meu anjo de guarda, por favor me ajude….mas nós não nos ajudamos, por mantermos um pensamento, uma posição mental deletéria ou seja extremamente nociva e prejudicial.


Como é que nossos amigos bem feitores irão nos ajudar, se nós mesmos não nos ajudamos ?


Desafio: Educar instintos, impulsos e ações mundanas fúteis.


Evitar os excessos em geral: alimentação, sono, ócio, trabalho.


Evitar exteriorizar tensões e anseios através de instintos grotescos: vícios.


Procurar viver integralmente o presente, elevar os nossos corações, estar completo, estar por inteiro onde nós estivermos. Vivenciar o presente na sua integralidade. Dominar os instintos substituindo tensões por sentimentos elevados.


É claro para nós que instintos nós ainda os temos. São bagagens trazidas de nossas existências pretéritas.


Porem temos que nos trabalhar firmemente para substituí-los por sentimentos nobres e elevados.


2 – Na segunda parte continua nosso Espírito Protetor:


“Não penseis, porém, que queiramos […] vos levar a viver uma vida mística, isolado do mundo, que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, da vossa época, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às futilidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar.”


NO Livro dos Espíritos – Parte Terceira– Das leis morais


CAPÍTULO VII


DA LEI DE SOCIEDADE


 


Necessidade da vida social

 


Questão: 766. A vida social está na Natureza?


“Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação social.”


Nos temos os 5 sentidos para serem utilizados…


Tudo tem uma razão de ser na obra divina, e deve ser bem utilizado.


Questão: 767. É contrário à lei da Natureza o insulamento absoluto?


“Sem dúvida, pois que por instinto os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente.”


 


Nós temos pois um objetivo enquanto homens no mundo, enquanto seres humanos encarnados.


É concorrer para o progresso.


E aí pensamos, mas este mundo é tão grande tenho 7 bilhões de irmãos e irmãs que eu preciso ajudar ?


Mas devemos nos ater principalmente ao “nosso mundo” que é a principio o meio familiar, nossos vizinhos, nossos parentes, colegas de escola, colegas de trabalho, nossa cidade. É neste meio social que nós devemos concorrer para o progresso.


Temos as vezes aquele vizinho ou aquele colega que perde a paciência e aí é que entra o nosso auxilio. Seja ficando em silencio, seja fazendo uma prece, seja auxiliando mais diretamente este nosso irmão.


Pois no âmago todos nos somos irmãs em humanidade.


Nos aqui podemos atuar em papeis como pais, mães, filhos, avós, tios, chefes, subordinados, mas na essência todos nós somos irmãos.


Na 3ª parte continua o Espírito Protetor:


“Fostes chamados ao contato de espíritos de naturezas diversas, de características opostas: não magoeis a nenhum daqueles com quem vos encontrardes. Estai sempre alegres e contentes, joviais e ditosos, mas com a alegria de uma boa consciência e a ventura do herdeiro do céu, que conta os dias que o aproximam de sua herança.”


Aqui o Espírito Protetor nos lembra que no mundo vamos conviver com os mais diversos indivíduos. E que estes na maioria das vezes serão diferentes de nós, pensando diferente, com crenças e ideologias diferentes, posicionamentos e comportamentos distintos dos nossos. Ou seja, em maioria, totalmente diferente de nós.


Aí imaginamos….Mas seria melhor se Deus colocasse junto de mim pessoais iguais, que pensassem como eu penso…..


Mas se todos pensássemos igual não haveria espaço para o progresso, pois o crescimento vem da diversidade. E é justamente na diversidade que vamos encontrar a dificuldade. Vamos enxergar a possibilidade de crescermos mais um pouco e entendermos aquele nosso irmão, que não foi educado como eu fui. Preciso pois entende-lo e respeita-lo.


Sede joviais…sede ditosos…mas que sua jovialidade provenha de uma consciência limpa.


O Espírito Francisco de Paula Victor, na obra “Quem é o Cristo?” Cap. 29 – Psicografia de Raul Teixeira diz: “Em chegando ao mundo terrestre, todo Espírito, desde os mais simplórios até os mais aquinhoados de valores gerais, estará a braços, com as condições do planeta.”


Exemplificando:


Socrates, não teve que sorver o veneno mortal ?


Gandhi, pregador da não violência, não foi assassinado ?


E continua Francisco de Paula… “Os que sonham com uma vida sem problemas, mesmo estando na terra, com certeza se julgam injustiçados por Deus, por tê-los internado nesta e não noutra paragem cósmica.


   Ref.“Quem é o Cristo?” Cap. 29 – Psicografia de Raul Teixeira.


     Precisamos compreender que o crescimento, o nosso papel de cristãos e Espíritas e enquanto seres humanos é sim uma diferença. É entender aquele meu semelhante muitas vezes difícil. É aí que eu vou crescer.


Neste ínterim, analisando o primeiro parágrafo refletimos…. Quantas vezes ao adentrarmos a um colégio, uma academia, a uma doutrina, e por este motivo adotar um posicionamento, uma atitude sombria. Jesus quer que nós sejamos alegres, felizes. Não deve ter nenhuma relação negativa o meu crescimento intelectual e moral por exemplo, com minha postura com relação ao meu semelhante. Por que agora sou Espírita não possa dizer, irmão, que bom que você veio. Que bom que está aqui, vamos dialogar.


Joanna de Angelis nos diz:


Alguém que cultiva a alegria de viver já possui um tesouro. Espalhe-o onde te encontras e oferta-o a quem te acerque, tornando mais belo o dia-a-dia de todos os seres com o sol de tua alegria.


     (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco)


Muitas vezes algum irmão nosso está triste, depressivo, isolado, passando por determinada situação e a gente chega e dá um bom dia…sorri para ele. Este seu simples ato pode fazer a diferença.


Nós não sabemos quando vamos partir deste plano, temos que refletir, nós estamos aproveitando a nossa vida, deixando de lado as nossas boas marcas. Quais marcas deixarei para que os meus familiares se lembrem de mim? Não importa a idade…


Na figura visualizamos pessoas jovens e pessoas idosas, mais maduras, com alegria de viver.


Uma pessoa velha o que é ? É aquela que não vê o maravilhoso em viver. É aquela pessoa que se isola. E hoje nós temos muitos jovens velhos.


O envelhecimento é uma condição humana. Mas podemos aprender a ser felizes e a sorrir em qualquer fase da nossa vida. Este é o convite que a Joanna de Angelis nos faz. Exteriorizarmos a nossa alegria de viver. E não temos ideia de como isto pode ser importante para o nosso semelhante.


Na 5ª Parte continua o Espírito Protetor:


“A perfeição, como disse o Cristo, encontra-se inteiramente na prática da caridade sem limites, pois os deveres da caridade abrangem todas as posições sociais, desde a mais íntima até a mais elevada. O homem que vivesse isolado não teria como exercer a caridade. Somente no contato com os semelhantes, nas lutas mais penosas, ele encontra a ocasião de praticá-la. Aquele que se isola, portanto, priva-se voluntariamente do mais poderoso meio aperfeiçoamento: só tendo de pensar em si, sua vida é a de um egoísta. “


Nosso papel é muito relevante neste mundo.


Pensamos então naquelas pessoas eremitas, aqueles monges isolados que estão nas montanhas do Tibet….e esquecemos de que nós diariamente nos isolamos de nossos semelhantes. Em casa, eu converso com os meus familiares ? Muitas vezes nos nos isolamos nos meios eletrônicos. E aí observamos familiares que conversam mais através dos meios eletrônicos do que pessoalmente. Isto não seria um isolamento ? O isolamento está em nós….não é necessário subir numa montanha ou fechar-se num claustro. O que estamos fazendo para mudar isto ? Como poderemos praticar a caridade absoluta se nós estivermos isolados ?


O Cristo estava somente com os seus apóstolos, ou com os doutores da lei ? Não, ele estava sempre no meio da multidão passando sua mensagem de amor para a humanidade.


Neste ambiente em que vivemos, com pessoas as vezes de má fé. E é neste ambiente em que devemos atuar, para dar a nossa contribuição, mesmo que seja pequenina, uma parcela mínima, mas que uma palavra que nos digamos ou uma ação que nos tenhamos possa modificar a forma de pensar do nosso semelhante. Independente da posição social. Pois que uma pessoa pode ter muitas posses materiais mas estar necessitando de forma extrema de uma palavra de consolo.


O Homem no mundo.


   “Vós porem que vos retirais do mundo, para lhe evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na terra.”


   (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 5 – Bem aventurados os aflitos – item 26. Kardec A.)


A 6ª parte:


   “Não imagineis, portanto, que para viver em constante comunicação conosco, para viver sob o olhar do Senhor, seja preciso entregar-se ao cilício (ao martírio) e cobrir-se de cinzas. Não, não, ainda uma vez: não! Sede felizes no quadro das necessidades humanas, mas que na vossa felicidade não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus, ou fazer que se envergonhe a face dos que vos amam e vos dirigem.”


Esta é a essência do Capitulo XVII do Evangelho Segundo o Espiritismo. “Sede Perfeitos”


É uma META para todos nós.


Quando gradualmente chegamos ao final do dia e fazemos nossa autoanalise… E pensamos por exemplo….Hoje eu não ofendi a ninguém. Ou então hoje eu perdi a paciência…Hoje eu deixei de sorrir….ou de dar um bom dia….assim começa a auto analise que leva a uma melhoria continua do ser.


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O homem no mundo - um minuto de reflexão

 Hoje vamos refletir um pouco sobre o capítulo XVII, Sede Perfeitos, de O Evangelho Segundo o Espiritismo – mais especificamente o item O homem no mundo.


Em primeiro lugar, essa mensagem é direcionada para seres humanos de ambos os sexos, não é restrita ao sexo masculino; Ela fala sobre a postura que o Espírito encarnado deve ter durante sua passagem pelo plano físico.


Muitos perguntam: como o espírita deve se comportar? O que pode ou não pode fazer? E a resposta é muito simples: ele faz o que quiser e achar certo. A Doutrina Espírita o esclarece quanto a sua origem e o seu destino, qual o objetivo de sua encarnação e as leis divinas que regem o Universo, bem como as consequências positivas ou negativas que certas atitudes acarretam para sua existência atual e também para as futuras. Em momento algum o Espiritismo faz exigências de como se comportar, se vestir, ou uma lista de “certo ou errado”. Contudo, os Espíritos Superiores, que já caminharam mais do que nós e que seguem o caminho indicado por Jesus, orientam a humanidade com seus conselhos e aprendizados, sempre estimando o progresso da mesma. O Espiritismo, então, é uma dádiva de Deus para o despertar da luz no mundo, pois de forma clara e simples revela o mundo espiritual e os meios de interação deste com o plano físico.


Assim, a mensagem ditada por um Espírito protetor é mais uma orientação da Espiritualidade Superior para aqueles que desejam viver de forma mais equilibrada. Começa dizendo:


Não consitais que pensamentos fúteis ou mundanos os perturbem. Elevai o vosso espírito para aquele a quem chamais, a fim de que eles possam, encontrando em vós as disposições favoráveis, lançar em profusão as sementes que devem germinar em vossos corações.


Ora, é a questão da sintonia. Não faz sentido esperar o apoio dos bons Espíritos enquanto estivermos, por exemplo, irritados, contrariados, cultivando paixões inferiores em nossos corações sem a menor preocupação de mudar.


Ninguém precisará se transformar da noite para o dia, mas a vontade sincera de ser uma pessoa melhor abre espaço para que Espíritos benevolentes se aproximem de nós e nos ajudem no que for possível. Então, se esforçar para purificar os sentimentos e os pensamentos é fundamental.


Lembrem-se de que nossa vida exterior reflete o nosso interior, tudo começa com nossa criação mental. Mas se engana quem pensa que para realizar tal tarefa é preciso se isolar ou abandonar compromissos que a vida física nos impõe. Não. Desde que estejamos com o pensamento elevado, buscando manter nosso coração em sintonia com o Amor e o Bem, toda tarefa, por mais corriqueira que seja, será banhada de luz – independente de o ambiente ou as pessoas ao nosso redor estarem nessa sintonia ou não.


Jesus, nosso modelo e guia, não se isolou em um palácio, sentado a espera daqueles que se reconheciam como necessitados da alma ou do corpo. Ele andou no meio da multidão, foi ao encontro de pessoas com todos os tipos de desequilíbrios e que, não raro, tinham uma antipatia gratuita por sua pessoa, foi à festas, à templos, à casa de ricos e pobres, de virtuosos e de viciados, e não deixou de cumprir sua missão de amor, não perdeu sua sintonia com o Pai.


Nós estamos aqui para evoluir e a vida em sociedade é repleta de oportunidades para desenvolver nossas potencialidades divinas. Nos momentos aparentemente insignificantes é que estamos sendo testados e fortalecidos em variados aspectos. Por isso o Espírito Protetor diz:


Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar.


Ao fazer qualquer coisa, voltai vosso pensamento à fonte suprema; nada façais sem que a lembrança de Deus venha purificar e santificar os vossos atos.


Sede felizes no quadro das necessidades humanas, mas que na vossa felicidade não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus.


Assim, atendamos aos compromissos que a vida nos traz, seja no trabalho, na família, no grupo de amigos; tenhamos nossos momentos de diversão, que são necessários; estejamos em casa, na rua, no centro espírita, em uma festa ou um show; se nossos pensamentos e sentimentos estiverem harmonizados com as leis divinas, tudo estará bem.

O homem no mundo

 O homem no mundo

Escrito por Dilton Pereira


O homem no mundo


Podemos, por um determinado tempo de nossa vida material, que pode ser de

maior ou menor duração, viver de forma descuidada, indiferente, sem a menor

noção de solidariedade, vivendo somente para nós, esquecidos de tudo e de todos

que nos cercam. Uma vida egoísta, onde tudo que interessa são as satisfações de

nossas vontades, e nada mais.


Mas… existe sempre um mas… na vida de cada um – chega para todos aquele

momento em que se acende uma luzinha vermelha em nossas mentes, e passamos a nos

perguntar: “Afinal, quem realmente sou eu? O que estou fazendo no mundo? De onde

vim? Para onde vou? Qual a minha destinação?”


São perguntas que brotam na mente de todos, uma a uma, em determinado momento

da vida. Essas considerações, essas perguntas que passam a martelar a mente do

ser humano, podem demorar a chegar, mas chegam. Para atingir este estágio, o

homem pode consumir mesmo muitas existências – de forma que, de experiência em

experiência, de luta em luta, de queda em queda, vai moldando seu caráter.


Em um dos muitos diálogos com seus discípulos, Jesus exortou a todos: “Sede

perfeitos, como perfeito é o vosso Pai Celestial”. Evidentemente, o Mestre não

queria, com tal exortação, dizer que todos podem chegar à perfeição do Pai

Celestial. Deus é um só, é único, é onipotente, é a causa primária de todas as

coisas, e a criatura jamais poderá igualar-se ao Criador.


O que certamente Jesus quis dizer é que todos possuímos dentro de nós um

potencial de crescimento espiritual que nós mesmos desconhecemos, e que muito,

muito mesmo, poderemos fazer, dentro daquilo que Ele pregou e exemplificou.


Mas… como chegar a esse estágio de perfeição relativa face à perfeição

absoluta de Deus?


As lutas a que somos compelidos a enfrentar no mundo, as desavenças, as

incompreensões, as atitudes alheias que nos chocam, as pessoas, com grau de

parentesco ou não, que gozam de nossa intimidade, que vivem conosco o dia-a-dia,

e que tantas vezes agem de forma a agredir ou contrariar nosso modo de ser e

pensar, são outros tantos obstáculos a impedir ou retardar nosso esforço no bem.


Como vencer tudo isso, como superar tantos obstáculos, se a vida material nos

oferece tão somente algumas dezenas de anos de existência? Cinqüenta, sessenta,

oitenta ou até mesmo cem anos constituem um espaço de tempo muito pequeno para

que tenhamos condições de atingir um grau tal de tolerância, de paciência,

tamanha capacidade de perdão, para amar os que nos odeiam, perdoar os que nos

ofendem, abraçar os que nos traíram, compreender no irmão faltoso o irmão

necessitado de compreensão e carinho.


Foi para responder tantas perguntas, esclarecer tantas dúvidas, que Allan

Kardec, sob a orientação de Espíritos superiores, codificou a Doutrina Espírita,

interpretando com clareza o pensamento de Jesus. Não resta a menor dúvida que,

baseando-nos no raciocínio simplista de uma só existência, torna-se praticamente

impossível conciliar alguns ensinamentos de Jesus com a realidade da vida, ao

passo que, com a reencarnação, sublime concessão de Deus para com todos os seus

filhos faltosos, tudo se esclarece, tudo se torna de fácil entendimento. Com a

Lei dos Renascimentos, já não somos os condenados ao sofrimento eterno.


Todos nós, Espíritos falíveis, estamos sujeitos a cometer erros, e somente a

certeza da reencarnação nos fortalece para prosseguir a caminhada. O próprio

Apóstolo Paulo, num rasgo de humildade, exclamou: “Sinto que faço o mal que não

quero, mas não faço o bem que desejo”, sintetizando, naquele momento, as

dificuldades que encontramos pelo caminho. Mas, para demonstrar que temos

condições de superar todos os obstáculos da caminhada. afirmou em outra ocasião:

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

E exortando os discípulos a atitudes corajosas, afirmou: “Em tudo somos

atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos,

mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”. E no final da jornada,

afirmou: “Combati o bom combate, terminei minha tarefa, conservei a fé”.


A fidelidade, a coragem e a perseverança do Grande Apóstolo foram a mola

propulsora do Cristianismo no mundo, e poderão ser, também, a mola propulsora do

nosso crescimento espiritual.


Texto extraído do Jornal “Macaé Espírita” – maio e junho/98.


(Jornal Mundo Espírita de Agosto de 1998)