Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CORDÕES ENERGÉTICOS

https://www.youtube.com/watch?v=iiroFDz_Uyk

CORDÕES ENERGÉTICOS II - TÉCNICAS DE LIMPEZA E CURA

"Os encontros, que costumam dar-se, de algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de uma certa relação de simpatia?

Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor."

O livro dos espíritos, questão 388.

— Os cordões energéticos são laços de energia tecidos pelos fios afetivos que conectam as almas umas às outras. Existem os cordões luminosos, tecidos pelo amor e pelo respeito e que persistem para sempre nutrindo os corações dos que os cultivam. Na presente abordagem, chamaremos de cordões energéticos os laços que existem nas chamadas relações tóxicas, ou seja, aquelas que um dia foram elos de afetividade e carinho e que, com o tempo e os acontecimentos, se degeneraram em ligações de ódio, desgosto, mágoa e vingança. Tais cordões mantêm pessoas conectadas energeticamente, mesmo que o tempo e a distância as separem, e podem ser a causa de inúmeras doenças orgânicas, encontros noturnos atormentadores e, principalmente, a razão de travar a vida em todos os sentidos.

— Quer dizer que...

— Afia precisa primeiro tirar o fio Carlos da sua casa.

— Ele não vai lá há mais de 5 anos, pai João.

Não, fia, engano seu. Ele está lá e vosmecê não sabe. Não estou entendendo.

A energia dele está na sua casa por completo e é retroalimentada pela fia.

Como?

Aquele lençol preferido dele que afia fica passando a mão. A cama de casal que a fia não pensa e nem aceita mudar de posição. Os retratos na cabeceira, as camisas que a fia ainda lava e passa sem precisar, só para lembrar nos momentos de saudade. As cartas escritas nas quais a fia já derramou muitas lágrimas e até o cachorrinho que ele tanto amava e a fia não aceitou que ele levasse. Afia precisa separar.

Pai João, não é possível. Como o senhor sabe de tanta coisa?

Sua mãezinha sabe.

Eu sinto muita falta dele.

É hora de aprender a viver sem ele, fia.

0 senhor acha que se eu me desapegar de todas as coisas dele, isso passa?

Não basta! Isso só vai ter valor quando vier acompanhado pelo perdão que dona Amélia te ensinou e o reconhecimento de sua falha.

O senhor tem razão! As fichas estão caindo na minha cabeça. Eu sou mesmo uma infeliz manipuladora de amor. Sinto-me tão inferior, que tenho que ficar comprando, como disse minha mãe, o amor dos outros. Estou farta!

Que bom, fia. O cansaço, nesse caso, é um ótimo sinal.

0 que eu tenho que fazer para me desligar definitivamente desses cordões de Carlos, meu velho?

Os cordões não são dele fia. São de vocês dois. E não podem ser desligados. Essa é a beleza desse tema. As pessoas que amamos jamais se desligam de nós, pois o amor une eternamente as almas.

Tornamo-nos responsáveis por tudo aquilo que cativamos. Você pode, sim, se libertar da parte tóxica de um cordão energético e resgatar o fio luminoso do amor com quem você está conectada. Você pode limpar o seu elo com Carlos, mas não desligá-lo. Existe limpeza de cordões e não ruptura. E fique sabendo que mesmo que a outra parte não deseje perdão e amor, você tem o direito de viver sem o peso que pertence à outra parte.

Pai João, estou pensando aqui. Essa doença na minha traquéia...

É fruto dos cordões energéticos criados pela mágoa e pelo ressentimento.

Quer dizer que Carlos está me fazendo algum mal?

Isso seria possível se ele a odiasse ou se estivesse com algum sentimento tóxico com vosmecê. Mas não parece que é isso que está acontecendo, néfia?

— Não, eu não acredito nisso, mas haveria possibilidade... - e pai João nem a deixou completar para lhe chamar a atenção de forma mais firme.

— Na verdade, fiinha de Deus, é vosmecê com sua mágoa que tem feito muito mal ao fio. Ele também está adoecendo e nem sabe de onde vem a causa. E afia já tem notícias disso.

— É, eu realmente tive notícias. - E começou a chorar, dizendo: - Preciso me livrar disso rápido pai João, me ajude.

— Nego vai te ensinar, muzanfia. Vamos começar fazendo a separação física. Pensa no que afia vai dispor e trocar em casa e retorne aqui dentro de um mês.

Depois do diálogo, pai João de Angola orientou-a a fazer uma limpeza astral em seu corpo e em sua casa e ainda realinhou dois dos chacras mais alterados em seu duplo etérico.

Passado um mês daquele encontro, Marta retornou para mais uma consulta.

— Fia Marta, fia Marta, Deus seja lorvadol

— Assim seja, meu veio! - respondeu sorridente.

Vejo que teve mioras,fia.

Muitas, meu pai. Sou outra mulher. 0 senhor não deu detalhes do que eu deveria fazer com minha casa, mas mudei tudo por lá. Vendi a cama, doei as roupas, procurei o Carlos e devolvi o cachorro e até consegui dar um abraço nele sem sentir nenhuma dor. Acho que estou livre, graças a Deus.

Benzadeus, muzanfial Benzadeusl

0 senhor e minha mãe abriram mesmo os meus olhos. Parei de sentir raiva e resolvi viver. Até a sensação de sufocamento acabou. Fui ao médico, e o cisto apresentou pequenina redução. Nem os médicos acreditam. E o melhor é que os resultados são positivos, cisto benigno. Em um mês, sou outra pessoa, até me alimento melhor. Sonho com ele de vez em quando, mas não acordo com aquela dor. Entendi minha responsabilidade em tudo isso. Acho que perdoei, pai João.

A quem?

A mim mesma. E, fazendo isso, consegui olhar de outro jeito para tudo. Parece mágica.

Destravou a vida?

Impressionante, pai! Impressionante!

É dentro, fia, e não fora de nós, que estão as travas da vida.

Parece milagre!

Milagres acontecem, fiai Não do jeito que falam algumas religiões, como se fossem obras sem explicação ou sobrenaturais. Milagres acontecem quando entramos em comunhão com a natureza divina e assumimos a responsabilidade por nós mesmos diante do universo.

E o senhor pode me dizer algo sobre como estão meus cordões com Carlos?

Mais luminosos, fia. Com o tempo, o restante do asseio necessário vai se fazer. Isso é como uma obsessão de encarnado para encarnado.

Há pessoas conectadas umas às outras e nem imaginam em que teia de vibrações elas vivem. Existem pessoas, muzanfia, brigando na justiça por meio metro quadrado de terra, outros por centímetros do muro que invadiram sua propriedade, repletos de ódio, malquerença e disputa. Brigam por um pedaço de terra tão pequeno, que não daria nem para enterrá-los ao morrerem. Outros lutam por heranças, direitos e questões diversas, mantendo sua vida completamente paralisada, sem dar um passo. Aprisionam-se ao passado. Outras pessoas nem imaginam, mas estão presas a lugares, objetos e lembranças enfermiças. São os cordões energéticos que nos enlaçam ao foco do nosso interesse e do nosso afeto. As conexões são muitas. Os homens se preocupam com os trabalhos de magia que alguém possa lhes ter feito na condição de crianças espirituais, que se sentem lesadas sem assumirem a responsabilidade por suas próprias escolhas. Fazem pedidos, querem ajuda, solicitam que limpem o mal que alguém possa estar lhes fazendo, entretanto assim agem como se nada tivessem a ver com a construção de desafetos e inimizades que eles próprios geraram nos seus instantes de desrespeito, cobiça, inveja ou maldade. É assim que cada um de nós respira e se movimenta nas teias de energias que criamos e alimentamos. Só mesmo quando adquirimos consciência das repercussões de nossos sentimentos e atitudes na nossa vida e na vida alheia, é que reunimos condições para começar a burilar nossa conduta tendo por divisa o sublime ensino do Cristo de só fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fosse feito. É através dessas conexões de cordões energéticos que nos mantemos vinculados a pessoas e a contextos ao longo de milénios na fieira das reencarnações.

Os encerramentos de relações afetivas mal orientados mantêm as pessoas em vínculos de dor. Ainda somos muito inexperientes para encerrar o que precisa ser encerrado. Quando encerramos, fazemo-lo corroídos pelos sentimentos tóxicos. Entretanto, relacionamentos de amor nunca se encerram, muzan-fia. Passado, presente e futuro se unem em torno dos passos de quem, algum dia, se enlaça pelo amor. Se o que permanece for o amor, depois de um encerramento de ciclo, seja pela morte ou por outro qualquer motivo, as pessoas se libertam e avançam. Se permanece o ódio e o veneno da mágoa, as pessoas ficam literalmente amarradas sob as constrições da neurose de controle, da ofensa e da tristeza persistente, quase sempre a caminho da depressão e de outras enfermidades.

Pais e filhos, maridos e esposas, familiares e parentes, afetos ocasionais, enfim, nas relações em que existe a edificação de laços de afeto consistentes e intensos, independentemente de sexo, raça e classes sociais, as pessoas edificam cordões energéticos. Esse é um dos capítulos mais importantes da medicina energética na ótica dos técnicos de saúde aqui do mundo espiritual.

As doenças atuais e os dramas da convivência muito raramente poderão ser esclarecidos e apresentar resultados mais satisfatórios se não contarmos com essa hipótese fundamental de trabalho e exame.

Fácil acusar as pessoas da nossa convivência pelas atitudes como se nada tivéssemos com elas.

Pais cobram de filhos condutas que nunca viveram. Mães exigem de filhas ações sob impulsos manipuladores. Maridos desejam esposas mais seguras. Todos esperam respostas de amor e não se aplicam ao amor que esperam dos outros.

Os cordões, muzanfia, se iluminam quando resolvemos desintoxicá-los do egoísmo corrosivo. Quem exige do outro espera mais que merece ou precisa.

Somente o autoamor é que nos promove à condição de tecer um escudo contra os excessos de nosso comportamento inchado de expectativas.

Quando nos amamos, somos amáveis com nossos limites e reunimos mais recursos de tolerância, respeito e compreensão com as diferenças alheias, evitando as típicas ilusões de mudança e adaptação das pessoas que amamos ao nosso interesse pessoal.