Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS



Os Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem, com o tempo. A princípio eles se encontram numa espécie de infância, carentes de vontade própria e sem a consciência perfeita de sua existência.
A medida que o Espírito se distancia do ponto de partida, desenvolvem-se-lhe as idéias, como na criança, e com as idéias o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não fazer, que é um dos atributos essenciais do Espírito.
O objetivo final de todos consiste em alcançar a perfeição de que é suscetível a criatura. O resultado dessa perfeição está no gozo da suprema felicidade.
Com este objetivo, os Espíritos revestem transitoriamente um corpo material.
A vida espiritual é a vida normal do Espírito: é eterna; a vida corporal é transitória e passageira: não é mais do que um instante na eternidade.
O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio labor, ele avança na razão de sua maior ou menor atividade ou da boa vontade em adquirir as qualidades que lhe faltam.
Não podendo, numa só existência, adquirir todas as qualidades morais e intelectuais, ele chega a essa aquisição por meio de uma série de existências, em cada uma das quais dá alguns passos para frente, na senda do progresso e se liberta de algumas imperfeições.
Para cada nova existência, o Espírito traz o que ganhou em inteligência e em moralidade nas suas existências pretéritas, assim como os germens das imperfeições de que ainda não superou. Não perde jamais uma vitória alcançada: um vício vencido jamais lhe será problema. Tampouco poderá retrogradar, pois os Espíritos não degeneram. Podem permanecer estacionários, mas jamais retrogradam.
Quando o Espírito empregou mal uma existência, isto é, quando nenhum progresso realizou na senda do bem, essa existência lhe resulta sem proveito: ele tem que a recomeçar em condições mais ou menos penosas.
É indeterminado o número de existências; depende da vontade do Espírito reduzir esse número, trabalhando ativamente pelo seu progresso moral.
No intervalo das existências corpóreas, o Espírito vive a vida espiritual, que Kardec chama de erraticidade.
Quando os Espíritos realizam a soma de progresso que o estado do mundo onde estão lhes faculta efetuar, eles o deixam, passando a encarnar noutro mais adiantado, onde entesouram novos conhecimentos. Prosseguem assim, até que nenhuma utilidade mais tenha a encarnação em corpos materiais. Entram, então, a viver exclusivamente a vida espiritual, em que progridem noutro sentido e por outros meios. Galgando o ponto culminante do progresso gozam da felicidade suprema.

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