Estudando o Espiritismo

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domingo, 27 de dezembro de 2015

Obstáculos à reprodução

Obstáculos à reprodução

Apresentamos nesta edição o tema no 55 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.

Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.

Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.

Questões para debate

1. Em quantos tipos se dividem os obstáculos opostos à reprodução humana?

2. O casal tem o direito, após estar encarnado, de limitar o número de filhos?

3. Que acontece à mãe que deveria receber três filhos e não o fez, devido ao uso de anticoncepcionais?

4. Como interpretar a atitude dos casais que sistematicamente se valem de anticoncepcionais?

5. A que devemos atribuir os obstáculos naturais à reprodução humana impostos a certas pessoas?

Texto para leitura


Os filhos não são realizações fortuitas

1. Existem basicamente dois tipos de obstáculos à reprodução humana: os que podem ser chamados naturais ou cármicos, decorrentes de faltas cometidas no passado, e os artificiais, fruto da ação do homem com o fim de impedir a reprodução humana. Estes últimos expressam-se em medidas ou métodos anticoncepcionais.

2. Kardec formulou a seguinte pergunta aos Espíritos (O Livro dos Espíritos, item 693): “São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?”. Responderam os imortais: “Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral”.

3. A posição de Joanna de Ângelis (Após a Tempestade, cap. 10, obra psicografada por Divaldo P. Franco) é bem clara quanto ao assunto. O homem – assevera Joanna – pode e deve programar a família que deseja e lhe convém ter: número de filhos e período propício para a maternidade, mas nunca se eximirá aos imperiosos resgates a que faz jus, tendo em vista o seu próprio passado. Os filhos não são realizações fortuitas. Procedem de compromissos aceitos antes da reencarnação pelos futuros genitores, de modo a edificarem a família de que necessitam para a própria evolução. É lícito aos casais adiar a recepção de Espíritos que lhes são vinculados, impossibilitando mesmo que se reencarnem por seu intermédio. Mas as Soberanas Leis da Vida dispõem de meios para fazer que aqueles rejeitados venham por outros processos à porta dos seus devedores ou credores, em circunstâncias talvez mui dolorosas, complicadas pela irresponsabilidade desses cônjuges que ajam com leviandade, em flagrante desconsideração aos códigos divinos.

Planejamento familiar é questão de foro íntimo
4. Dr. Jorge Andréa entende (Encontro com a Cultura Espírita, págs. 77, 105 e 106) que o planejamento familiar é questão de foro íntimo do casal. As pílulas anticoncepcionais têm suas indicações e muitos motivos, escusos ou não, estarão ligados ao seu uso. Se uma mãe deveria receber três filhos e não o fez, pelo uso das pílulas anticoncepcionais, ficará com a carga de responsabilidade transferida para uma outra época ou, fazendo a substituição, por trabalho construtivo equivalente em outro setor. No caso das ligaduras de trompas, a indicação poderá estar na faixa ajustada diante de precisas indicações médicas, como também nas faixas desajustadas e sem razão de ser. Todos esses atos desencadearão reações. Ninguém granjeará os degraus superiores da vida sem a autêntica vivência das menores faixas de evolução.

5. Será preferível um Espírito reencarnar num lar pobre com as habituais dificuldades de subsistência, ou ficar aturdido e acoplado à mãe que lhe fechou os canais, criando, nessa simbiose, neuroses e psicoses de variados matizes? Respondendo a essa questão, diz Dr. Jorge Andréa (Forças Sexuais da Alma, cap. V, págs. 124 a 126) que, na maioria das vezes, os Espíritos, quando vêm para a reencarnação, de há muito já estão em sintonia com o cadinho materno. Se os canais destinados à maternidade são neutralizados e fechados, é claro que haverá distúrbios, principalmente no psiquismo de profundidade, isto é, na zona inconsciente ou espiritual, onde as energias emitidas por essas fontes não encontram correspondência em seu ciclo.

6. Seria melhor, portanto, não opor obstáculos à volta dos Espíritos a um corpo de carne, pois o espírita não ignora a seriedade da planificação reencarnatória. É razoável pensar, portanto, que antes de retornarmos às experiências físicas, nos tenhamos comprometido a receber, como filhos, um número determinado de Espíritos. A prole estaria, assim, com sua quota previamente estabelecida quando ainda nos achávamos nos planos espirituais.

Há obstáculos à reprodução que constituem situações de prova
7. No livro Entrevistas, pergunta 102, assevera Emmanuel: “Não acreditamos que a coletividade humana esteja, por enquanto, habilitada espiritualmente a controlar o renascimento na Terra sem prejudicar seriamente o desenvolvimento da lei de provas purificadoras”.  

8. Como interpretar, desse modo, a atitude dos casais que evitam filhos e, embora dignos e respeitáveis, sistematizam o uso de anticoncepcionais? O instrutor Silas, ao responder a semelhante pergunta, ponderou (Ação e Reação, pág. 210):  “Se não descambam para a delinqüência do aborto, na maioria das vezes são trabalhadores desprevenidos que preferem poupar o suor, na fome de reconforto imediatista. Infelizmente para eles, porém, apenas adiam realizações sublimes, às quais deverão fatalmente voltar, porque há tarefas e lutas em famílias que representam o preço inevitável de nossa regeneração. Desfrutam a existência, procurando inutilmente enganar a si mesmos; no entanto, o tempo espera-os, inexorável, dando-lhes a conhecer que a redenção nos pede esforço máximo. Recusando acolhimento a novos filhinhos, quase sempre programados para eles antes da reencarnação, emaranham-se nas futilidades e preconceitos das experiências de subnível, para acordarem, depois do túmulo, sentindo frio no coração”.

9.  Quanto aos obstáculos naturais ou cármicos à reprodução humana, explica Emmanuel em O Consolador (pergunta 40) que, no quadro de interpretações da Terra, podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras; todavia, se considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, somos obrigados a reconhecer que a esterilidade não existe para o Espírito que, na Terra ou fora dela, pode ser fecundo em obras de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção.

Respostas às questões propostas

1. Em quantos tipos se dividem os obstáculos opostos à reprodução humana? R.: Existem basicamente dois tipos de obstáculos à reprodução humana: os que podem ser chamados naturais ou cármicos, decorrentes de faltas cometidas no passado, e os artificiais, fruto da ação do homem com o fim de impedir a reprodução humana. Estes últimos expressam-se em medidas ou métodos anticoncepcionais.

2. O casal tem o direito, após estar encarnado, de limitar o número de filhos? R.: Kardec perguntou aos Espíritos se são contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução. Responderam os imortais: “Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral” (L.E., 693) Em uma de suas obras, Joanna de Ângelis diz que o homem pode e deve programar a família que deseja e lhe convém ter: número de filhos e período propício para a maternidade, mas nunca se eximirá aos imperiosos resgates a que faz jus, tendo em vista o seu próprio passado, visto que os filhos não são realizações fortuitas.

3. Que acontece à mãe que deveria receber três filhos e não o fez, devido ao uso de anticoncepcionais? R.: Tratando dessa questão, Dr. Jorge Andréa explica que na maioria das vezes os Espíritos, quando vêm para a reencarnação, de há muito já estão em sintonia com o cadinho materno. Se os canais destinados à maternidade são neutralizados e fechados, é claro que haverá distúrbios, principalmente no psiquismo de profundidade, isto é, na zona inconsciente ou espiritual, onde as energias emitidas por essas fontes não encontram correspondência em seu ciclo. É isso que pode perfeitamente ocorrer em tais casos.

4. Como interpretar a atitude dos casais que sistematicamente se valem de anticoncepcionais? R.: No livro “Ação e Reação”, de André Luiz, o instrutor Silas deu a essa pergunta a seguinte resposta: “Se não descambam para a delinqüência do aborto, na maioria das vezes são trabalhadores desprevenidos que preferem poupar o suor, na fome de reconforto imediatista. Infelizmente para eles, porém, apenas adiam realizações sublimes, às quais deverão fatalmente voltar, porque há tarefas e lutas em famílias que representam o preço inevitável de nossa regeneração. Desfrutam a existência, procurando inutilmente enganar a si mesmos; no entanto, o tempo espera-os, inexorável, dando-lhes a conhecer que a redenção nos pede esforço máximo. Recusando acolhimento a novos filhinhos, quase sempre programados para eles antes da reencarnação, emaranham-se nas futilidades e preconceitos das experiências de subnível, para acordarem, depois do túmulo, sentindo frio no coração”.

5. A que devemos atribuir os obstáculos naturais à reprodução humana impostos a certas pessoas? R.: Segundo informa Emmanuel em seu livro “O Consolador”, esses obstáculos podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 693 e 694.  

O Consolador, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, 8a edição, pergunta 40.

Entrevistas, de Francisco Cândido Xavier, IDE, 3a. edição, pergunta 102.

Após a tempestade, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P.Franco, pp. 58 e 59.

Ação e Reação, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, 8a. edição, p. 210.

Forças Sexuais da Alma, de Jorge Andréa, cap. V, págs. 124 a 126.

Encontro com a Cultura Espírita, de Jorge Andréa, págs. 77, 105 e 106.