Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

“Sede Perfeitos” - Capítulo XVII - Caracteres da Perfeição


Ao ler a máxima que proferiu Jesus, “sedes perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito”, é preciso que saibamos no que consiste a perfeição, e como podemos alcançá-la.

Antes de tudo, devemos notar que a perfeição da criatura - ou seja, nós, que fomos criados por Deus - não é a mesma perfeição do Criador. Se pudéssemos alcançar a Deus em sua perfeição, nos igualaríamos a ele, o que é, como nos dizem os bons espíritos, inadmissível. Quando, através de nossos esforços, alcançarmos a perfeição, ela será de natureza relativa - e não absoluta, como a perfeição divina.

É a esta perfeição relativa que nos referimos quando falamos dos Espíritos Perfeitos, tais como Jesus. Ela consiste, basicamente, no maior grau de pureza possível a nós, espíritos imortais.

Herculano Pires, em seu livro “O Ser e a Serenidade”, dá algumas boas explicações a propósito da perfeição, visto que, para ele, o homem torna-se sereno ao respeitar três simples princípios:
- elevar-se sobre as circunstâncias;
- buscar sempre a perfeição;
- não se deixar abater.

Por enquanto, nos focaremos somente  na “busca da perfeição”. Para Herculano, a perfeição começa nas minúcias para, mais tarde, passar às estruturas de nosso comportamento. Com cuidado para não tombar na agonia do perfeccionismo, cada tarefa à qual nos dedicamos deve ser feita com a maior perfeição possível - ou seja, com atenção, paciência e dedicação. Esta busca pela perfeição é um dos primeiros passos na busca da serenidade, a qual Herculano define como “aproximar-se de Deus”.

No Evangelho, fala-se sobretudo da perfeição moral, que tem suas bases em princípios que já nos são bem conhecidos: a caridade e a humildade, que se contrapõem ao orgulho e ao egoísmo.

Conforme o homem evolui, percebemos que, moralmente, ele produz um movimento de abertura em relação aos outros homens. O egoísmo e o orgulho o mantém fechado em si mesmo, temeroso e ressentido; a caridade e a humildade, por outro lado, fazem com que o espírito se desenvolva, crescendo na direção de todos os seus irmãos, para amá-los e ampará-los.

Herculano Pires têm toda a razão em citar a busca da perfeição como uma das fontes da serenidade, pois uma não existe sem o amparo da outra. Uma vez que o homem se liberta de seu próprio egoísmo e de seu próprio orgulho, ele já não tem o que temer: ele se posiciona corretamente abaixo de seu criador e ao lado de seus irmãos, ganhando em perspectiva e confiança, o que só pode resultar num estado de serena resignação.

A perfeição resume com maestria a finalidade de nossa estadia na Terra. Que estamos esperando para empreender em sua busca?