Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Justiça e Direitos Naturais


A perfeição é o destino de todos nós.
Todos temos como único objetivo o progresso,
tanto o  material, intelectual quanto o espiritual.

Jesus nos ensinou que o progresso ocorre com a observância das Leis Morais e
uma destas leis é a de Justiça, Amor e Caridade.

Quando se estuda o homem de bem o Evangelho Segundo o Espiritismo nos diz:

“O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a  lei de justiça,
de amor e de caridade em sua maior pureza.
Se interroga a consciência sobre os seus próprios atos,
pergunta a si mesmo se não violou essa lei;
se não fez o mal e se fez todo o bem que podia;
se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil;
se ninguém tem o que reclamar dele;
enfim, se fez a outrem tudo o que quereria que se fizesse para com ele”.

Vê-se que a observância desta lei é importante para o nosso progresso,
por esta razão, é de grande valia estudá-la um pouco mais
e sobretudo coloca-la em prática.

Inicialmente, estudaremos a justiça e os direitos naturais,
abordados nas questões 873 a 879 de o Livro dos Espíritos.

Para sermos justos, necessitamos saber o que é justiça.

Justiça, segundo o dicionário Aurélio é a conformidade com o direito;
a virtude de dar a cada um aquilo que é seu.
É a faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

E o mesmo dicionário também define direito,
como aquilo que é justo, reto e conforme à lei.

Percebe-se que segundo a definição dos homens,
justiça é a aplicação das leis humanas.

Mas será que estas leis são justas?
São legais por serem leis emanadas de um ente público competente,
porém, justas, veremos ....

O Livro dos Espíritos define justiça, na questão 875
– a justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.

Vemos que a palavra direito também é utilizada pelos espíritos na definição de justiça,
porém, o direito estabelecido neste conceito é muito mais abrangente que o aplicado pelos homens.

Assim, para sermos justos devemos respeitar os direitos de nossos semelhantes.
E quais são esses direitos? Quem os estabelecem?
Os próprios espíritos respondem:

esses direitos são determinados por duas coisas:
a lei humana e a lei natural.

A lei humana, é importante para regular a nossa vida em sociedade e
respeita-la é necessário para vivermos organizados e em harmonia.
Ocorre que os homens fazem as leis segundos os seus costumes,
suas necessidades e não é mistério para ninguém, que inúmeros atos,
atitudes não são reguladas por estas leis e  muitos outros
sofrem alteração segundo o progresso da sociedade.

Ora, por estes fatos já percebemos que a lei humana é falha, ou seja,
ela é apropriada para o seu tempo, mas tem que sofrer inúmeras modificações
segundo o progresso ou necessidade da sociedade.

Desta forma, a idéia de justiça, que está ligada a ela,
também passa por estas transformações, isto é,
o que é justo em uma época não o é em outra.

Aliás, os espíritos já nos disseram, que:
“O direito estabelecido pelos homens, portanto,
não está sempre conforme a justiça”. Q. 875 de OLE.

Vimos que para sermos justos, temos que respeitar os direitos de
nossos semelhantes estabelecidos pela lei humana, todavia, devemos também,
e sobretudo respeitar os direitos estabelecidos pela lei natural.

E quais são os direitos previstos pela lei natural?

Esses direitos já nos foram revelados há séculos, porém,
como somos ligeiramente distraídos, os espíritos nos relembraram:

“O Cristo vo-la deu:
Desejar para os outros o que quereríeis para vós mesmos. (...)
Na incerteza do que deve fazer em relação ao seu semelhante em uma dada circunstância,
o homem se pergunta como ele desejaria que se fizesse para com ele
em circunstância semelhante: Deus não poderia lhe dar um guia mais seguro
do que a sua própria consciência” Q. 876 de OLE.

Se antes de agirmos, passarmos os nossos atos, atitudes por este crivo,
e analisarmos se estamos respeitando os direitos de nossos semelhantes,
se estamos agindo conforme as leis divinas e se tivermos forças
para mudarmos ao perceber que determinado ato está infringindo estas leis,
seremos homens a caminho do bem.

Por fim, vale lembrar o conselho de Santo Agostinho,
deixado na questão 919 de O Livro dos espíritos e tentarmos conhecermo-nos a nós mesmos,
analisando, todos os dias os nossos atos, atitudes e verificarmos se
em algum momento deixamos faltar com o nosso dever,
se fizemos mal para alguém ou
se não fizemos todo o bem que poderíamos ter feito.



 Clarice Cristina de Oliveira
                              Araçatuba/SP