Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Preocupações íntimas

Queridos irmãos, bom dia.

Ultimamente venho sentindo a necessidade de expressar alguns sentimentos mais íntimos que têm me incomodado um pouco e, claro, o melhor lugar para expressar as opiniões é aqui em nosso pequeno espaço.



Venho percebendo, para minha tristeza, uma preocupação cada vez maior com o "ter" e menor com o "ser"; uma busca incessante pelo "material" e, muitas vezes, um total descaso pelo "espiritual"; um apelo quase irresistível para que sejamos "povo" e um esquecimento pelo que significa ser "gente".

Quero, antes de tudo, deixar claro que as opiniões expressas aqui são minhas e não se dirigem a ninguém em especial; apenas representam uma reflexão e a voz que clama no "deserto" de minha consciência.

Esquecemos da mensagem do Cristo e negligenciamos os seus ensinamentos; passamos hoje a ter uma sociedade onde a maioria considera a honestidade, retidão, caráter e moral risíveis, para não dizer ridículas.

Estamos nos aproximando de um momento social onde o "certo" será fazer o "errado" e quem busca seguir corretamente será taxado de "idiota" ou coisa pior.

Nossas crianças perderam o respeito pelos pais, avós ou parentes - para não dizer por todos os outros que não são familiares. Não se pede "licença", "desculpa" ou "por favor", todas as diferenças são resolvidas com violência - inclusive em casa - e não se conhece mais a palavra "diálogo". Estamos criando pequenos ditadores em nosso próprio lar, que perderam a noção dos limites e da educação, porque os pais buscam aliviar a culpabilidade da ausência com liberdades, presentes e desregramentos.

Somos a única sociedade na história onde os pais tem "medo" de educar seus filhos e onde os filhos tem "liberdade" para fazer o que querem, quando querem, como querem e com quem querem.

Talvez por conta disso tenha aumentado tanto o número de pacientes em consultórios das chamadas "psico"-logias - É o íntimo de cada ser humano que cobra inconscientemente por uma resposta da qual estamos cada vez mais nos afastando - nós mesmos.

Nossa sociedade "moderna" está cada vez mais criando pessoas "espelho" que são levadas e buscam gostar igual, vestir igual, comer igual, ter igual, ser igual aos modelos de perfeição que a mídia cria - esquecemos quem somos, o que queremos, como gostamos, onde desejamos chegar - e passamos a viver os sonhos e objetivos que outras pessoas criaram para nós; e, como não conseguimos, nos frustramos por isso.

Esquecemos que se não somos tão bons em determinada coisa ou se não temos a determinada forma física que desejamos não é porque "não prestamos para nada"; é porque não fomos criados iguais e cada um recebe o que deve ter para cumprir a sua programação. Não somos simplesmente uma massa - um povo - somos pessoas e cada pessoa tem seu jeito, sua maneira, suas vontades e seus desejos.

Quando não conseguimos entender isto vamos nos frustrando e afundando cada vez mais em uma solidão que não tem explicação - mesmo tendo em nossas mãos os meios de comunicação mais modernos do mundo estamos cada vez mais isolados em nós mesmos.

Temos receio do contato humano, esquecemos como conversar pessoalmente e, na maioria das vezes, se nos juntamos é para "curtir" e "farrar", sem a mínima preocupação nem respeito as limitações do meu corpo o dos outros.

Nos viciamos em sensações prazerozas ao corpo, porém prejudiciais à saúde; Buscamos o êxtase fisiológico e nos afastamos da plenitude espiritual - Estamos errando e sabemos disso, mas não conseguimos frear o "cavalo selvagem" de nossos impulsos mais primitivos que corre à nossa frente.

Somos criados, em nossa imensa maioria, com a idéia que se aceitarmos uma religião, comungarmos ou nos batizarmos, e formos a igreja pelo menos uma vez por mês estaremos salvos; Nossos lídres religiosos ainda apregoam infernos e penitencias que não se enquadram mais com as idéias sociais das pessoas e isto causa um desagregamento nos valores morais que uma religião pode fornecer, afastando as pessoas do verdadeiro sentimento de "amor a Deus" e criando uma legião de religiosos "por conveniencia", que conhecem as leis divinas, mas não acreditam no modo como elas são ensinadas e, desta forma, não se importam com as consequencias que possam advir de seus atos - quem duvida basta olhar para a nossa juventude.

Por outro lado temos grupos que esquecem a "graça de Deus" e procuram o "Deus da Graça" - aquele que promete dar em favores e recompensas materiais o que nós não temos a vontade de lutar para conseguir ou a compreensão de entender quando não conseguimos - "ele tem que nos dar"!

Hoje, e cada dia mais, me convenço que o homem necessita da orientação segura de uma família equilibrada e de uma religião acolhedora e esclarecedora, bem como de acompanhamento educacional e social que possa dar dignidade e condições para que aquele carvão bruto se torne o diamante que vai auxiliar a impulsionar a sociedade com seus exemplos.

Governos vão e vem, fazem e acontecem, porém sempre buscando recompensas nas urnas ou no poder; auxiliam a alguns, atendendo suas necessidades de fome e sede físicos; porém são incapazes de aliviar a sede do espírito.

Nós, os que nos dizemos religiosos, necessitamos buscar alternativas para fomentar a compreensão, exemplificar o esforço no bem como caminho construtor da felicidade, orientar a fé em Jesus como amparo em todas as horas - E o esforço começano lar, seguindo para as cercanias e depois para mais além.

Não nos portemos como os fariseus da parábola que "louvam com os lábios, mas ocoração está distante". Façamos o que é certo - não porque é "politicamente correto" e seremos vistos pelos outros - mas porque em nosso coração temos a certeza de fazer com amor verdadeiro o que o nosso próximo necessita.


Sejamos alguns dos "poucos trabalhadores" da vinha que "é imensa"; e vivamos diariamente a mensagem do evangelho em nossos corações, trazendo através de nossos atos e de nossa vida o exemplo que modificará, um dia, aos que nos observarem atentamente, tentando encontrar algum deslize - não é fácil e seremos muitas vezes ridicularizados, mas como disse um amigo espiritual certa vez "vale a pena cada passo"!

Paz com todos

João Batista Sobrinho

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