Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Escândalos - II

Escândalos - II
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A - Texto de Apoio:

É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.
É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vitimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. E assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.

Sendo assim, dirão, o mal é necessário e durará sempre, porquanto, se desaparecesse, Deus se veria privado de um poderoso meio de corrigir os culpados. Logo, é inútil cuidar de melhorar os homens. Deixando, por m, de haver culpados, também desnecessário se tornariam quaisquer castigos. Suponhamos que a Humanidade se transforme e passe a ser constituída de homens de bem: nenhum pensará em fazer mal ao seu próximo e todos serão ditosos por serem bons. Tal a condição dos mundos elevados, donde já o mal foi banido; tal virá a ser a da Terra, quando houver progredido bastante. Mas, ao mesmo tempo que alguns mundos se adiantam, outros se formam, povoados de Espíritos primitivos e que, além disso, servem de habitação, de exílio e de estância expiatória a Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, expulsos de mundos que se tornaram felizes.

Mas, ai daquele por quem venha o escândalo. Quer dizer que o mal sendo sempre o mal, aquele que a seu mau grado servir de instrumento à justiça divina, aquele cujos maus instintos foram utilizados, nem por isso deixou de praticar o mal e de merecer punição. Assim é, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que sofre com isso, porque esse pai talvez tenha sido também um mau filho que fez sofresse seu pai. Passa ele pela pena de talião. Mas, essa circunstancia não pode servir de escusa ao filho que, a seu turno, terá de ser castigado em seus próprios filhos, ou de outra maneira.

Se vossa mão é causa de escândalo, cortai-a. Figura enérgica esta, que seria absurda se tomada ao pé da letra, e que apenas significa que cada um deve destruir em si toda causa de escândalo, isto é, de mal; arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa. Quer dizer também que, para o homem, mais vale ter cortada uma das mãos, antes que servir essa mão de instrumento para uma ação má; ficar privado da vista, antes que lhe servirem os olhos para conceber maus pensamentos. Jesus nada disse de absurdo, para quem quer que apreenda o sentido alegórico e profundo de suas palavras.

Muitas coisas, entretanto, não podem ser compreendidas sem a chave que para as decifrar o Espiritismo faculta.

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - Dizendo ser preciso haver o escândalo, Jesus deixou implícito que o mesmo é obrigatório?

2 - Por que é digno de compaixão aquele que provoca o escândalo?

3 - "Se a vossa mão é causa de escândalo, cortai-a." Como devemos interpretar essa expressão de Jesus?

Escândalos - II - Conclusão Voltar ao estudo

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
Sala Virtual Evangelho

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EESE043b - Cap. VIII - Itens 13 a 17
Tema: Escândalos - II
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A - Conclusão:

O escândalo constitui recurso de que a Providência Divina se utiliza para aplicar corretivos aos que se desviaram do caminho traçado pelo Evangelho. Nem por isso significa que o causador do escândalo fique impune, uma vez que a lei de causa e efeito atinge a todos.

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - Dizendo ser preciso haver o escândalo, Jesus deixou implícito que o mesmo é obrigatório?

Não. Sendo ele decorrente da imperfeição dos homens, na medida em que estes se esclarecem, seus atos tendem a se ajustar à lei de Deus.

"Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo."

2 - Por que é digno de compaixão aquele que provoca o escândalo?

Porque, sob o influxo da lei de causa e efeito, sofrerá ele o que houver feito sofrer ao próximo. Contudo, a sua resignação diante do sofrimento tornará este mais ameno e suportável.

Aquele que causa escândalo serve de instrumento à Providência Divina para esta aplicar corretivos àqueles que erraram no passado. Contudo, nem por isso o escândalo de hoje ficará impune.

3 - "Se a vossa mão é causa de escândalo, cortai-a." Como devemos interpretar essa expressão de Jesus?

Sem desconsiderarmos que a nossa mão pode, efetivamente, ser objeto de escândalo, devemos, das palavras de Jesus, entender que é necessário cada criatura eliminar de si tudo que possa ser objeto de escândalo: sentimento de ódio ou rancor, desejo de vingança, complexo de superioridade, etc.

"Jesus nada disse de absurdo, para quem quer que apreenda o sentido alegórico de suas palavras."



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