Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

DAÍ A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR



Vejamos, irmãos e companheiros de jornada terrena, que não há de ser por acaso, como nada o é, o estudo da passagem em que o Mestre é provocado pelos fariseus acerca da justiça ou não do pagamento do tributo a César, compreendido no capítulo 11 do Evangelho Segundo o Espiritismo, que trata do resumo de  toda a lei e os profetas: AMARÁS AO SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA TUA ALMA E DE TODO O TEU ESPÍRITO E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO (Mateus , 22: 34  a 40).

Com efeito,  há uma cultura instalada em nossa sociedade de tradição judaico-cristã, de completa contrariedade ao pagamento de tributos a César, tendo-se evidentemente como César, o Estado.

 Devemos pois questionar em nossas consciências a causa profunda desse desagrado com o pagamento dos tributos de forma geral; em nosso sistema, os impostos, as taxas, por vezes as contribuições de melhoria e as parafiscais.

O primeiro argumento que se levanta, contra o pagamento de tributo, é o de que seu valor é  por demais pesado e sua destinação inadequada, ineficaz ou desconhecida da sociedade.

 É, destarte,  o mesmo argumento sob outro enfoque de que se valiam nossos antepassados ou quiçá nós próprios em outras encarnações.

 Mas o que é o Estado em síntese e sem embargo de inúmeras definições doutrinárias e filosóficas, senão a sociedade política e juridicamente organizada ou todos nós por ele representados.

 Em sendo assim, que razões justificariam não a satisfação pelo pagamento de tributo, mas o desagrado,  quando não a resistência e a sonegação criminosa.

E não se diga aqui que isso dependeria de uma maior ou menor simpatia pelo governo ou correta destinação dos tributos, porque em todos os tempos e sob qualquer governo (e não é o Estado mais do que um de seus elementos constitutivos, ao lado do povo e território),  não se tem notícia histórica da satisfação geral de uma sociedade pelo pagamento de tributo. Quando à luz da doutrina cristã o pagamento de tributo deveria ser motivo de júbilo de todos nós.

Não  é, por força de nosso egoísmo, imperfeição ainda  predominante na humanidade, que não faz espontaneamente e muito menos obrigada pelo Estado, com alegria, o que em última análise representa um princípio de justiça e dever social.

A tão alegada mal aplicação dos tributos pelos governos de uma forma geral, não deve ser para o cristão motivo de contrariedade com o  seu  pagamento e sim de uma  contribuição efetiva para o aperfeiçoamento das instituições jurídico-políticas, a partir da reforma interior do homem fadado que está à evolução espiritual por lei eterna e imutável, quando então amará a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si próprio.



Pensemos sobre isso. Deus Seja Louvado.