Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

INTELIGÊNCIA E INSTINTO

INTELIGÊNCIA E INSTINTO

INSTINTO: para os filólogos, caracteriza-se como fator inato de comportamento, mostrando-se por atividades elementares e automáticas; forças que atuam, embora de modo inconsciente, mas com finalidade precisa e independente de qualquer aprendizado. EXEMPLOS: instinto de sucção (mamar) dos mamíferos irracionais; instinto de migração de certas aves (clima); instinto de conservação (busca de comida, defesa dos filhotes); instinto sexual (perpetuação da espécie — acasalamento) etc. POR QUE É QUE O ANIMAL NADA, SEM JAMAIS TER TIDO AULA DE NATAÇÃO? POR QUE O BEZERRO, O CABRITO, O CAVALO, AO NASCER, TÃO LOGO SE PONHA DE PÉ E SINTA FOME, PROCURA O ÚBERE DA MÃE PARA MAMAR? ....
INTELIGÊNCIA: para os filólogos, é o mesmo que intelecto, sendo este a faculdade de conhecer, através das impressões recebidas pelos sentidos; percepção ou capacidade de compreender e adaptar-se a situações novas; poder de reestruturar idéias recebidas. A INTELIGÊNCIA FAZ O HOMEM PARTIR DO CONHECIDO PARA O DESCONHECIDO. PELA SUA INTELIGÊNCIA, O HOMEM DOMINA A FERA E CONSTRÓI O PROGRESSO. PELA INTELIGÊNCIA, MELHOR DISTINGUE O BEM DO MAL, O JUSTO DO INJUSTO.
RAZÃO E PAIXÃO: razão é a faculdade de conhecer o real, por oposição ao que é aparente ou acidental (sentido filosófico). A razão está inserida na inteligência, porém chega mais longe, porque leva o homem a estabelecer relações lógicas e atingir o bom senso, que se traduz também como lei moral ou justiça. Por seu lado, a paixão, dentre outros sentidos, representa a emoção exasperada ou elevada a grau tão intenso, que se sobrepõe à razão. A paixão desenfreada ultrapassa os limites da lógica, podendo levar à parcialidade, ao fanatismo, “à cegueira mental”. O homem, dotado da inteligência, não fazendo bom uso da razão, corre o risco de matar ou morrer, pelo descontrole da paixão.
INTELIGÊNCIA E MATÉRIA: esses elementos são independentes; um não depende do outro. Inteligência e matéria independem uma da outra: o corpo pode existir sem inteligência. Todavia, a inteligência só se manifesta através da matéria. É o Espírito que permite inteligência à matéria animal. VEJAMOS A MATÉRIA, RESUMIDAMENTE, NOS REINOS DA NATUREZA:
a)  O mineral — aqui o ser é inanimado, formado apenas de matéria e sem vitalidade. (A água se move pelo declive da terra, não por si mesma). O mineral não tem inteligência; é corpo bruto: a pedra, por exemplo.
b)  O vegetal — aqui, o ser formado de matéria é dotado de vitalidade, mas também sem inteligência. Exemplo: uma planta, um arbusto. Aqui, por vezes, o instinto se manifesta: a flor abre-se ao sol; fecha-se à chuva; a planta procura o claro; outra procura a sombra etc.
c)  O animal — quando ser irracional e em profundo atraso, embora dotado de vitalidade, não é pensante, não é dotado de inteligência. Exemplo: certos moluscos, répteis etc. Há, entretanto, animais, como o macaco, o papagaio, o cachorro, o cavalo que, bem treinados, desenvolvem rudimentar inteligência.
d)  O homem — é, por excelência, o ser pensante, animado, formado de matéria e dotado de vitalidade, munido do princípio inteligente, com faculdade de pensar. Só o homem desenvolve PENSAMENTO CONTÍNUO, PARTINDO DO CONHECIDO PARA DESCONHECIDO E CHEGANDO À RAZÃO, PELA INTELIGÊNCIA.

EM SUMA: INSTINTO — inteligência protetora, não-racional, emana da Justiça Divina. INTELIGÊNCIA — atributo da alma; ato de vontade, refletido, premeditado, pensado.
(Apostila do Centro Espírita Ismael)