Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A baixa auto-estima infantil

A baixa auto-estima infantil

Quais as consequências de uma baixa auto-estima nas crianças

O ambiente familiar é o fator que mais influencia na auto-estima das crianças. Constantemente nossa auto-estima se vê afetada pelas experiências e exigências que recebemos do mundo exterior. A sociedade exige que nos moldemos e que sigamos padrões de comportamentos, escolhas, iguais aos da maioria.
Se não cumprimos os requisitos exigidos tanto no ambiente familiar como na sociedade de um modo geral, a nossa auto-estima, ainda que positiva, pode ser abalada. Por essa razão, a construção de uma auto-estima positiva deve ser sólida em todos os momentos da vida da criança. Somente assim, ela não se sentirá inferior por ter, por exemplo, um corte de cabelo que goste mas não agrada aos demais.

Consequências de uma baixa auto-estima na infância

A baixa auto-estima nas crianças
Uma baixa auto-estima pode desenvolver nas crianças, sentimentos como a angústia, a dor, o desânimo, a preguiça, a vergonha, e outros sentimentos ruins. Em razão disso, manter uma auto-estima positiva é uma tarefa fundamental para o crescimento das crianças.
Dentro de cada um de nós, existem sentimentos ocultos que muitas vezes não percebemos. Os maus sentimentos, como a dor, a tristeza, o rancor, e outros, se não remediados, acabam convertendo-se e ganhando formas distintas. Esses sentimentos podem levar uma pessoa não somente a sofrer depressões contínuas, como também a ter complexo de culpa, mudanças repentinas de humor, crise de ansiedade, de pânico, reações inexplicáveis, indecisões, inveja excessiva, medos, hipersensibilidade, pessimismo, impotência e outros males.

Uma criança que não se valoriza

Uma baixa auto-estima também pode levar uma criança a sentir-se desvalorizada, e, em razão disso, a estar sempre comparando-se com os demais, supervalorizando as virtudes e as capacidades dos demais. Os vêem como superiores a ela. Sente que jamais chegará a ser como elas.
Essa postura pode levá-la a não ter objetivos, a não ver sentido em nada, e a convencer-se de que é incapaz de conseguir qualquer coisa que se proponha. O que acontece é que não consegue compreender que todos somos diferentes e únicos, e que ninguém é perfeito. Que todos erramos e começamos de novo.
É dentro do ambiente familiar, principal fator que influencia na auto-estima, onde as crianças vão crescendo e formando sua personalidade. O que sua família pensa dela, é de fundamental importância. Em razão disso, é recomendável que os pais não se esqueçam das conquistas dos seus filhos. Se o bebê começa a andar, mas os maiores vêem a situação como uma obrigação, e não como uma conquista do bebê, a criatura não se sentirá suficientemente estimulada a seguir se esforçando para conseguir outras conquistas, para superar-se.
O importante em todo o processo de crescimento dos nossos filhos é que demos a eles a possibilidade de ser, de sentir-se bem com eles mesmos. Que nosso esforço esteja vinculado ao afeto, ao carinho, à observação, a valorizar suas qualidades, e apoiá-los quando algo vai mal. E para isso é necessário conhecê-los a cada dia, favorecendo os encontros, as conversas, e o contato físico.

Uma boa auto-estima

A valorização de si mesmo é um grande passo para uma boa auto-estima.  A aceitação e a valorização, são tijolos básicos dentro da construção de uma boa auto-estima. A criança que se sente aceita como é, é uma criança que aprende a assumir seus erros, e posteriormente, a convertê-los em melhorias. Os pais devem ter uma idéia realista e clara de como é seu filho e amá-lo por inteiro, o lado bom e o mau que possa ter. E não deixar de assumir isso diante de todos, e principalmente dentro deles mesmos, essa postura.

Cada criança evolui segundo seu próprio ritmo

O respeito é um dos pilares no trabalho de construção da auto-estima. É necessário avaliar as qualidades das crianças e dar-lhes força para que superem seus problemas, e tentem melhorar suas debilidades, respeitando sobretudo sua maneira de ser, pensar e sentir. Não se deve tentar mudar a ninguém. E sim moldar o que necessite mais atenção. Devemos respeitar o tempo dos nossos filhos. Cada criança evolui segundo seu próprio ritmo.
Muitas vezes, os pais imaginam uma criança ideal, e chegam a destruir a criança real, que nada tem a ver com a que eles idealizaram. Quando isso ocorre, o desenvolvimento pessoal da criança será quebrado. Se os pais não podem ver como seu filho realmente é, não o estará ajudando a conhecer-se a si mesmo. O melhor, quando existem diferenças, é ajudar-lhes a corrigir seus defeitos de uma forma carinhosa, positiva, fundamentada na necessidade.
Os limites e a disciplina são também uma boa base nesse trabalho. As crianças necessitam de limites firmes, consistentes, claros e adequados. Necessitam de uma boa disciplina, e não que lhes rotulem de culpados, medrosos, agressivos...que são fatores que deformam a educação.
Para que seu filho se sinta com uma boa auto-estima, não existem receitas pré-concebidas. O que existem são considerações que poderão servir de ajuda
1- Para que uma criança se sinta segura, é necessário que seja aceito, valorizado e querido por ser o que é. A segurança fará com que a criança aja com mais liberdade.
2- Para que uma criança se sinta capacitada para fazer frente às diferentes situações que ocorrem durante seu desenvolvimento, é necessário que seus pais lhes dêem a oportunidade de escolher, assim como de errarem. E proporcionar-lhe o estímulo necessário para aceitar responsabilidades e assumir consequências.
3- Para que uma criança se sinta integrada ao seu meio, é necessário que respeitem sua raça, religião, classe social, cultura, etc.

4- Para que uma criança sinta que pode superar-se, é necessário que algo a motive. Cabe aos seus pais motivá-las para atividades que beneficiem seu desenvolvimento pessoal, sem esquecer-se de suas capacidades.
Antes de adotar essas considerações, é necessário que os pais conheçam as carências dos seus filhos, assim como suas qualidades. Somente assim, poderão avaliar em que etapa se encontram a criança para poder dar-lhes a mão.

Problemas de auto-estima nas crianças

Como se manifestam os problemas de auto-estima nas crianças

Como se manifestam os problemas de auto-estima em uma criança? Como saber se meu filho tem problemas de auto-estima? Estas são perguntas que em algum momento os pais fazem a si mesmos.
Para obter respostas, o melhor é que os pais estejam atentos para detectar comportamentos que sejam mostras de baixa auto-estima. Para isso, é preciso estar com os filhos, conversar com eles, escutá-los, se interessar pelas suas atividades, dúvidas, questionamentos, etc.

Perfil de uma criança com baixa auto-estima

Como se comporta uma criança com baixa auto-estima
Existem alguns sinais que podem identificar quando tudo vai bem ou que algo vai mal na auto-estima de uma criança. Normalmente, durante seu desenvolvimento, as crianças podem apresentar muitas alterações de conduta. E isso é totalmente normal, já que a criança necessitará contrastar diferentes situações. Mas existem ações que persistem e se convertem em comportamentos quase crônicos. Por exemplo:
- Quando a criança começa a evitar atividades intelectuais, esportivas ou sociais por medo do fracasso;
- Quando engana, mente, e coloca a culpa nos outros;
- Quando, por não confiar em si mesma e em sua capacidade, faz-se pequena diante dos demais,
- Quando se mostra agressiva ou violenta, e extremamente tímida;
- Quando se nega a tudo e se mostra frutrada diante de qualquer situação, ou a opinião alheia domina suas decisões.
Quando isso ocorrer, o primeiro que devem fazer os pais é aproximar-se mais do seu filho, ter consciência do problema que tem, e tentar ajudá-lo como puderem. O apoio da família é fundamental no processo de recuperação. Mas se você notar que a situação é mais séria e sentir que requer a ajuda de um especialista, não pense duas vezes antes de recorrer a este serviço. Melhor prevenir do que lamentar-se depois.
O papel da escola também é importante, já que é a que deve ter habilidade e meios para identificar o problema e ajudar a criança a dar uma saída a esses sentimentos tão distorcidos que lhes causam tantos problemas.

Criança com boa auto-estima

Em geral, uma criança com boa auto-estima pode demonstrar o desejo de tentar coisas novas, de aprender, de provar novas atividades; de ser responsável pelos seus próprios atos; de ter comportamentos sociáveis; de ter confiança em si mesma e em suas capacidades; de colaborar com os demais; de reconhecer seus erros eaprender com eles. Nesses casos, não tem nada com que se preocupar. Seu filho estará construindo uma boa auto-estima. Mas não se esqueça de que nem ela nem ninguém são perfeitos.

http://br.guiainfantil.com/auto-estima/179-a-baixa-auto-estima-infantil-.html