Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

ORAÇÃO DOMINICAL

ORAÇÃO DOMINICAL
(PAI NOSSO)
I – PORQUE “DOMINICAL”
Conforme vemos no Evangelho (Matheus, 6 vs. 9-13 e Lucas, 11 vs. 2-4), Jesus ensinou aos discípulos uma oração. Ela é conhecida como “PAI NOSSO”, porque começa com essas palavras. Mas também é chamada de “ORAÇÃO DO SENHOR” ou “ORAÇÃO DOMINICAL”, porque os discípulos chamavam Jesus de Senhor (“dominus”, em latim).

II – COMENTÁRIOS DE ALLAN KARDEC
Em “ O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Cap. XXVIII), o Codificador comenta que nesta oração encontramos:
- um resumo de todos os deveres do homem: para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo;
- uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão;
- o pedido das coisas necessárias à vida;
- o princípio da caridade.
Em seguida veremos uma adaptação especial para nosso estudo.

PAI – Jesus nos faz reconhecer a existência do Criador e ensina como nos dirigimos diretamente a ele, com confiança, como ao Pai amoroso que é, pois vela com previdência e solicitude por toda a criação.
NOSSO – de todas as criaturas; saímos do egoísmo para reconhecer, nos outros, filhos de Deus também, com os mesmos direitos que nós.
QUE ESTÁS NO CÉU – Deus é espírito; do plano espiritual, onde fundamentalmente está, irradia por todo o Universo; desde que nos coloquemos em sintonia, poderemos sentir as emanações divinas a qualquer hora e em qualquer lugar;
SANTIFICADO SEJA O TEU NOME – que nós e todos os seres louvemos a Deus; “cego é o que não o reconhece nas suas obras, orgulhoso aquele que não o glorifica e ingrato o que não lhe rende graças”;
VENHA A NÓS O TEU REINO – o reino de Deus é o império do que é espiritual, justo e bom. Portanto, estamos pedindo que o que é espiritual, justo e bom venha para nós na Terra. Mas...
SEJA FEITA A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU – sem o cumprimento das leis divinas, que traduzem a vontade de Deus, não conseguiremos instalar em nós, em todos e em tudo ao nosso redor uma vida espiritualizada, correta, bondosa. Por isso precisamos estar dispostos a aceitar e cumprir as leis divinas.
O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, DÁ-NOS HOJE  -  Que Deus não nos deixe faltar tudo aquilo que Ele nos proporciona dentro do Universo e que é Fundamental para a vida! É o que pedimos.
Porém, será o nosso trabalho que tiraremos do Universo o que nos for necessário. Portanto, que não nos faltem, igualmente, os meios para trabalhar (saúde, inteligência, etc...).
E, como “ nem só de pão vive o homem “, que Deus nos conceda também o sustento espiritual (conhecimento, fé, amor, etc.) e os meios de trabalhar no campo do espírito para obtermos tudo isso.
PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES – Sendo imperfeitos, erramos. Por isso, pedimos que Deus nos dê novas oportunidades (perdão). E nos dispomos também a dar novas oportunidades aos que falharem conosco, pois eles também são falíveis e precisam, como nós, de compreensão e ajuda.
NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRA-NOS DO MAL – O mal resulta da própria imperfeição de que ainda somos portadores. Ela é que enseja afinidade com o que é inferior.
Pedimos, então:
- que não sejamos expostos a situações perigosas demais ou a influências muito negativas;
- que nos dê forças para lutar e vencer, se for necessário enfrentarmos essas situações e influências;
- que, pouco a pouco, possamos ir nos aperfeiçoando, libertando-nos de nossas más tendências.
ASSIM SEJA – Praza a vós, Senhor, que os nossos desejos se cumpram! Mas nos inclinamos diante da vossa sabedoria infinita. Sobre todas as coisas que não nos é dado compreender, que seja feito segundo a vossa santa vontade, e não segundo a nossa, porque não quereis senão o nosso bem, e sabeis melhor do que nós o que nos é útil.

III – CONSIDERAÇÕES GERAIS
Do começo ao fim da oração, usar um só tratamento: tu ou vós.
Se já se fez uma oração espontânea, com nossas próprias palavras, não há necessidade de recitarmos em seguida o Pai Nosso, como se fosse um fecho obrigatório em nossas preces.

Referência Bibliográfica:
No limiar do Infinito – Divaldo Pereira Franco
Evangelho Segundo Espiritismo – Allan Kardec