Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Rigidez 3 - Hammed

Para melhorarmos as circunstâncias de nossa vida, precisamos transformar nossos padrões de pensamentos limitados. Isolando-nos dentro dessas fronteiras estreitas, passamos a encarar o mundo de forma reduzida e nos condicionamos a pensar que a vida é uma fatal provação. Assim, não mais viveremos intensamente, mas limitando-nos apenas a sobreviver.

Explorando opções, diversificando nossas opiniões, conceitos, atitudes e recolhendo os frutos do progresso aqui e acolá, teremos expandida a nossa visão, que será a base para agirmos com prudência e maleabilidade diante das nossas decisões.

A arquitetura de uma ponte prevê os movimentos oscilatórios, para que sua estrutura não sofra dano algum. As estruturas imobilizadas nunca são tão fortes como as flexíveis. Mentalidade rígidas não são consideradas desembaraçadas e rápidas, pois nunca estão prontas para mudar ou para receber novas informações.

"... Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá um resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem".

"... Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. (...) A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento ...".

Paixões podem ser consideradas predisposições impetuosas e violentas, se levadas ao extremo. Elas atingem as diversas áreas do relacionamento humano como, por exemplo, as áreas política, social, afetiva, religiosa e sexual.

Predileção pelo lucro é útil; o exagero é cobiça.
Predileção pelo afeto é valoroso; o exagero é apego.
Predileção pela religião é evolução; o exagero é fanatismo.
Predileção pela casa é necessária; o exagero é futilidade.
Predileção pelo lazer é saudável; o exagero é ociosidade.

Entendemos, portanto, que predileção pelas nossas convicções é racional, mas o exagero é inflexibilidade, obstinação, ou seja, paixão.

Ser flexível não quer dizer perda de personalidade ou "ser volúvel", mas ser acessível à compreensão das coisas e pessoas. Encontramos pessoas que se mantêm presas durante anos e anos a fio a conceitos e crenças imobilizadoras. Convergiram toda a sua atenção para sentimentos, objetivos ou pensamentos obstinados, dificultando uma amplitude de raciocínio e discernimento.

Esse fenômeno não somente ocorre no mundo físico, mas também com as pessoas na vida espiritual que permanecem estacionadas, compulsoriamente, a uma paixão doentia ligada a uma ideia única.

Criando uma pluralidade de pensamentos reflexivos, teremos, obviamente, um melhor discernimento para perceber, escutar, ler, aprender e seguir nossos caminhos.

Nossa saúde mental está intimamente ligada a nossa capacidade de adaptação ao meio em que vivemos, e nosso progresso intelectual se expressa por meio da habilidade psicológica de associações de idéias.

Na atualidade, os estudiosos da mente acreditam que os indivíduos duros e intransigentes  por não se adaptarem à realidade das coisas, possuem uma maior predisposição para a psicose. Fogem para m universo irreal, classificado como loucura. Essa fuga é, por certo, uma forma de adaptação, para que possam sobreviver no mundo social que eles relutam em aceitar.

Deixar a rigidez mental é fator básico para o crescimento interior. Para aprendermos o "bem viver", é preciso que abandonemos as condutas da paixão, quer dizer, das emoções exageradas. As atitudes inovadoras e consideradas inusitadas na vida dos grandes homens foram as que fizeram com que eles fossem denominados criaturas extraordinárias.

Jesus Cristo, o sublime Renovador das Almas, é considerado a maior personalidade "sui generis" de toda a humanidade. O Mestre não somente teve procedimentos e atitudes nobres, mas também inéditos e inovadores, substituindo toda uma forma de pensar rígida, impetuosa e fanática dos homens de caráter austero e intolerante que viviam em sua época.

Hammed - As dores da alma