Estudando o Espiritismo

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domingo, 27 de novembro de 2016

Cuidado com as reclamações e lamentações

https://joanadarc.wordpress.com/2011/05/10/cuidado-com-as-reclamacoes-e-lamentacoes/

Reclamar é algo que deve ser muito refletido.

Não devemos deixar de lado oportunidades de interferência corretiva. É nosso dever moral ter a caridade de tentar corrigir alguma situação ou alguém que incorre em erro.

Também não devemos deixar ser lesados e não buscar algum tipo de medida de ressarcimento ou de justiça.

Mas em nosso dia-a-dia é comum existir uma insatisfação com muitos acontecimentos e com o próprio indivíduo. Mesmos sabendo que ninguém é perfeito a sociedade exige que sejamos bonitos, ricos, bem sucedidos e com um vasto histórico de viagens para contar vantagem.

Devemos assim antes de mais nada saber que muitos impedimentos que temos para a riqueza, muitos traços fora do padrão de beleza da sociedade, muitos dos fatos que nos prendem a pessoas problemáticas são reações que estamos colhendo de atitudes nossas em vidas passadas.

E não só colhendo, mas cumprindo nossos carmas, assim posso dizer.

Da mesma forma como nascemos com dons e qualidades, com intuições e aptidões em determinadas áreas, também nascemos com más  tendências , todas produzidas pelas vivências em tempos anteriores.

São traços lógicos que cada um de nós apresenta pelas vivências em nossas vidas anteriores – e assim podemos sentir a verdade da reencarnação em nós mesmos.

Alguns ainda nascem com deficiências físicas ou mentais devido a algo mais grave  praticado anteriormente. Mas não devemos nos martirizar tentando descobrir o que se praticou. O mais importante nesses casos é  ter a satisfação da certeza da quitação do praticado nessa vida.

Porém familiares e o próprio indivíduo tentem a reclamar da posição social, da falta de recursos materiais, da deficiência intelectual, e das restrições que a vida lhe proporcionou.

Com esse conhecimento, devemos assim nesses momentos de angústia relativo a situações imutáveis, saber que estamos quitando dívidas, pagando prestações carmáticas de nossas próprias ações em vidas anteriores. Isso é o mais importante. O sofrimento que não podemos fugir é assim – aquele mal que praticamos em vidas anteriores sendo perdoado já.

Pode levar uma vida inteira de sofrimento, mas com fé em Deus no cumprimento de toda essa jornada com alegria e gratidão estaremos todos livres para uma vida melhor no plano espiritual e nas próximas reencarnações.

Finalmente digo ainda que as reclamações nesse caso, mesmo quando estamos sozinhos, dificulta a quitação da dívida. A ira, raiva, não aceitação da realidade, e todas as ações negativas decorrentes dessa fuga prejudicam ao próprio indivíduo acentuando ainda mais a dor nessa vida e em vidas futuras.

É claro que devemos sempre nos esforçar para ser melhores a cada dia, superando a pobreza, cuidando da beleza e saúde, tendo lazer e buscando a felicidade. Não é por saber dessa natureza dos fatos que vamos ficar estagnados sofrendo parados. A falta de ação no bem próprio e da sociedade é uma ação negativa que praticamos.

Portanto, diante da dor inevitável vamos refletir em nossas ações com fé no futuro por ter superado mais um obstáculo – geralmente criado por nós mesmos anteriormente – e buscar sempre uma atitude mental positiva mesmo diante da sofrimento. E claro com a prática do bem que ilumina e perdoa.

Muitas dessas atitudes de lamentos são produzidas inconscientemente pela vaidade que todos temos. Abaixo deixo um texto retirado da obra Reforma Íntima organizada por Daise Mariza F. Leal do site Espiritismogi sobre vaidade. Mais abaixo uma Palestra Espírita de Mariangela sobre Vaidade que achei bastante interessante.

A VAIDADE É DECORRENTE DO ORGULHO, E DELE ANDA PRÓXIMA. DESTACAMOS AS SUAS FACETAS MAIS COMUNS:

Apresentação pessoal exuberante (no vestir, nos adornos usados, nos gestos afetados, no falar demasiado);

Evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa ou algo que realiza;

Esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais;

Intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde, não evitando a eles referências desairosas. Aspiração a cargos ou posição de destaque que acentuem as referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa;

Não reconhecimento à sua própria culpabilidade nas situações de desentendimento diante de infortúnios por que passa;

Obstrução mental na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar.

O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu. No seu íntimo é sempre bem diferente daquele que aparenta, e, de alguma forma, essa dualidade lhe causa conflitos, pois sofre com tudo isso, sente necessidade de encontrar-se a si mesmo, embora às vezes sem saber como.

 COMO COMBATER A VAIDADE? Com reflexão, análise tranqüila, para nos aprofundarmos até as raízes que geraram aquelas deformações, ao mesmo tempo que precisamos identificar nossas características autênticas, nosso verdadeiro modo de ser, para então nos despir da roupagem teatral que utilizávamos e colocando-nos amadurecidamente, assumindo todo o nosso íntimo, com disposição de melhorarmos sempre.