Estudando o Espiritismo

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domingo, 12 de junho de 2016

PUREZA DE CORAÇÃO


766- A pureza de coração é um estado de espírito; a abertura de coração, um exercício de vontade.

767- Recomendação expressa de Jesus, cabe ao encarnado manter seu coração livre de maus sentimentos e longe das vibrações negativas.

768- Pureza significa limpidez de propósitos e nitidez de virtudes. Afasta-se com isso o rancor e a malícia, maiores detratores da pureza de coração.

769- Ser puro quer dizer ser bom. Bondade é uma sensível virtude que todos os encarnados apreciam receber.

770- Ser puro significa ainda ser humilde, modesto e simples, no mais pleno sentido desses vocábulos. Porém, não basta a aparência; é preciso que a pureza esteja no coração.

771- O encarnado até pode enganar seus semelhantes, transmitindo uma imagem de pureza que não possui, mas não consegue ludibriar a Justiça Divina. Logo, perde tempo e incide em desvio de conduta.

772- A simplicidade no agir não é facilmente conquistada, pois depende de reforma íntima e o orgulho é seu maior inimigo. Sendo tendência natural de muitos encarnados cultivar a soberba, não é tarefa branda dominar o âmago rebelde, tornando-o manso e humilde.

773- Tentar é dever do cristão e a meta merece ser a pureza de coração.

774- O mau exemplo dado pelos pais, nesse contexto, é doloroso e profundo, marcando as crianças. No lar, deve o ser humano refutar completamente o orgulho. Não há justificativa para ser altivo e prepotente no núcleo onde o amor deve imperar sempre, natural e cultivado pelos laços de sangue e de espírito.

775- Por outro lado, pais orgulhosos produzem, de regra, filhos com igual conduta. Passa a ser sinônimo de "valor", "nobreza", de "superioridade" tal nefasto comportamento.

776- O modo de ser e de agir de genitores briosos dessa forma evidencia aos infantes um modelo cruel de anticristianismo.

777- Quem vive modestamente porque quer, vive mais feliz. Não lhe são cobradas posturas artificiais, seus valores são os mais próximos possíveis da simplicidade que deve coroar as virtudes humanas e não existirá pressão para que fomente o egoísmo.

778- Quem age com autêntica modéstia nem mesmo percebe, porque plenamente natural, seus atos destacados e virtusos Em Planos Superiores não se cultiva a prática de elogios, visto que o puro de coração, em face da elevada força moral que possui é avesso aos louvores.

779- No atual estágio do Globo, o gabo, para muitos, é fator de incentivo. Sem elogios, não conseguem progredir, desenvolver-se, atuar cumprindo suas obrigações. Esse costume secular pode durar longo período ainda, não obstante ser preciso que aos poucos, através da pureza do coração, consiga o homem romper tais barreiras da vaidade, abrindo mão, com honestidade, de ser elogiado e de incentivar a prática do louvor.

780- Quem cumpre sua obrigação, é responsável nos seus afazeres, cultiva os valores cristãos, enfim é disciplinado na busca das virtudes, não pode ser, por contraditório que isso representa, um obstinado pelo elogio, um apaixonado pela vaidade e um praticante da falsa modéstia.

781- Ser maledicente, malicioso e constantefiscal da vida alheia não é comportamento digno do puro de coração. É preciso que o encarnado ocupe-se de sua própria vida, deixando que os outros vivam as suas. Opinar em demasia, criticar com exagero, invadir a privacidade individual ou familiar de terceiros e interpretar mal atitudes alheias são patentes desvios de conduta.

782- A fim de atingir maior depuração, deve o encarnado evitar maus pensamentos. Suas vibrações são capazes de romper fronteiras e prejudicar terceiros. Clareando a mente, estará tornando apto o cenário para que o coração fomente os bons sentimentos.

783 - A religião jamais deve servir ao encarnado para ser a antítese da pureza de coração. Jesus jamais a ostentação, a soberba, a fartura sem solidariedade, a riqueza material como um fim em si mesma. Dizer o contrário é agir de modo impuro, visando benesses indevidas e sendo anticristão.

784 - A pureza de coração - deve lembrar sempre o encarnado - é fonte de felicidade, algo tão almejado por todo espírito.

Cairbar Schutel