Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

AQUELE QUE SE ELEVA SERÁ REBAIXADO

AQUELE QUE SE ELEVA SERÁ REBAIXADO
• Vou destacar três momentos da vida de Jesus, no convívio com Seus discípulos, que encontramos no O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, itens 3 a 6, quando Ele aproveita para nos ensinar a necessidade de sermos humildes, "o cartão de ingresso no Reino dos Céus.” • Humildade é sentimento contrário ao orgulho. • É o sentimento capaz de levar o homem a perceber que, mesmo conhecedor de muitas coisas, outros existem que sabem mais. • Somente a humildade leva o homem a não se sentir, nunca, em circunstância alguma, superior a quem quer que seja, porque reconhece sua pequenez diante do Pai e sabe que muito tem ainda que aprender. • E só pode ser humilde aquele que compreende que a posição de superioridade é acréscimo de responsabilidade espiritual para produzir o Bem, para amparar, para servir. • Como sabemos, Jesus nada escreveu, e seu método de ensino era aproveitar às situações, as conversas, as perguntas do momento para explicar as leis divinas. • Jesus nos trouxe belíssimos ensinamentos por meio de parábolas. • E nessa sua maneira de ensinar, ele nos deixou a norma mais perfeita do ensino, ou seja, vivenciar o que se quer ensinar. • Dentro deste capítulo, que trata de todo aquele que se elevar será rebaixado, São Mateus resalta o episódio onde os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram? Quem seria o maior no Reino dos Céus? • Item 3, Item 4, Item 5 • Ao colocar um menino como modelo a ser seguido, Jesus exaltou a simplicidade e a humildade das crianças em geral, na facilidade com que elas brigam e se reconciliam, não guardando rancor, na confiança e na fé que demonstram aos outros, principalmente, aos adultos, no seu anseio e entusiasmo de aprender. • O homem sempre buscou sentir-se orgulhoso e poderoso em relação à sua capacidade e às suas conquistas. • A vida em sociedade estimula a competição. • Somos estimulados constantemente a corrermos atrás de títulos e riquezas. • Medindo-nos em relação aos outros: “se tenho mais sucesso é porque sou melhor”, e nos comportamos como se vivêssemos não entre companheiros, mas entre adversários. • Às vezes procuramos escolher posições de destaque para que possamos ser bem vistos pela sociedade. • Para tanto, deixamos de observar as regras básicas da boa convivência e em muitas oportunidades atropelando o nosso próximo. • Quando todos nossos projetos são coroados de êxito, nos sentimos grandes, vencedores, cheios de vaidade. • Deixamos-nos levar pelas vaidades e pelo desejo de poder. • Muitas vezes quando estamos na condição de liderança, os que se pensavam humildes e pacíficos, muitas vezes se revelam arrogantes, lutadores para manterem seus privilégios a qualquer preço, mesmo o da violência física e da coerção moral. • Abandonamos a postura da obediência e vestem a toga da autoridade com a qual pretende escravizar os outros, indo à forra de todas as frustrações que tiveram de engolir no período em que era um “nada”, no meio dos outros “nadas”. • Agora que subiram de posição, sentem prazer em humilhar os outros para dizer-lhes, com isso, que continuam “nadas”, mas que eles ao contrário, subiram de posto, passando a ser-lhes superior. • Devo lembrar a fala de JESUS: Todo aquele que se eleva será rebaixado, se quiser ser o maior seja o menor. Como assim ser rebaixado se fui um vencedor? • Muitos justificam suas atitudes prepotentes e arrogantes, dizendo não se humilharem e nem se rebaixarem diante de ninguém, porque só os que sabem se impor vencem no mundo. • Frequentemente, dizemos que certas pessoas são indispensáveis e que muitos indivíduos são improdutivos, e perguntamos mais além: qual o propósito da vida para com estas criaturas ociosas? • Façamos uma análise mais profunda da situação. • Tudo o que existe sobre a Terra é criação divina; logo, útil e proveitosa, mesmo que agora não possamos compreender seu real significado. • Podemos ter a certeza de que todos somos importantes e todos fomos convocados a dar nossa contribuição ao Universo. • O progresso da humanidade é inevitável. • Todos estão progredindo e crescendo, ainda que, algumas vezes, não nos apercebamos disso. • Nenhuma pessoa pode realizar a tarefa de outra. • As experiências pelas quais passamos em nossa jornada terrena são todas aquelas que mais necessitamos realizar para nosso aprimoramento. • Enquanto o orgulho for uma alavanca para nos elevar, seremos rebaixados por deixá-lo nos conduzir a uma suposta elevação sobre o nosso próximo. • A nossa vitória só será real quando conquistarmos a elevação sobre nós mesmos, na consciência daquele que diz: hoje, eu cresci em conhecimento; hoje, eu sou melhor do que fui ontem; hoje, eu sou mais paciente, tenho mais coragem moral, sou mais prudente, sou mais calmo; hoje, eu cresci nos meus valores afetivos, nas minhas qualidades ... • O Espiritismo vem confirmar os ensinamentos exemplificando-o se mostrando-nos que os grandes no mundo dos Espíritos são os que foram pequenos na Terra, e frequentemente são bem pequenos lá aqueles que foram os maiores e os mais poderosos na Terra. • É que os primeiros levaram, ao morrer, aquilo que faz unicamente a verdadeira grandeza no Céu e não se perde: as virtudes; • Enquanto os outros tiveram que deixar o que fazia sua grandeza na Terra e que não se leva: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza. • Não tendo nenhuma outra coisa, chegam ao outro mundo sem nada, como náufragos infelizes, que perderam tudo, até mesmo suas roupas. • Conservaram apenas o orgulho que torna sua nova posição ainda mais humilhante, pois veem acima deles, resplandecentes de glória, aqueles que humilharam na Terra. • A reencarnação vem possibilitar o despertar desses espíritos, através de encarnações sucessivas, em papéis variados de riqueza e de pobreza, de poder e de subjugação. • Situações onde eles têm a oportunidade de receber e de doar, de precisar e de merecer. • Logo, devemos perceber que sendo o maior em recursos materiais, possivelmente, seremos o menor em recursos espirituais, • Pois enquanto ficamos escolhendo lugares que nos proporcionam destaques no meio material, esquecemos-nos de escolher lugar nos planos posterior à vida física, • Necessário é que busquemos vivenciar a humildade em toda sua plenitude possibilitando assim um passaporte de bem aventuranças no pós-vida terrena.