Estudando o Espiritismo

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domingo, 31 de julho de 2016

BREVES REFLEXÕES SOBRE O CASAMENTO ENTRE ESPÍRITAS


BREVES REFLEXÕES SOBRE O CASAMENTO ENTRE ESPÍRITAS

Jorge Hessen

Recentemente ocorreu uma tragédia numa festa de “casamento” no estado de Pernambuco. O noivo se matou após assassinar a noiva e o padrinho. Conforme informou o programa “Fantástico” da Rede Globo(1), o evento era uma cerimônia “espírita”.

Cerimônia espírita?… Que absurdo!

Infelizmente têm surgido confrades em torno dos quais se formam grupos e “indivíduos portadores de mediunidade, nobre ou não, que não poucas vezes tornam-se líderes esquisitos e esdrúxulos, com comportamentos alienados, procurando apresentar propostas de exaltação do seu ego e gerando à sua volta uma mística que infelizmente vem desaguando em determinadas posturas incompatíveis com o Espiritismo, como o casamento espírita, por exemplo.” (2) (grifei)

Observam-se algumas vezes, entre alguns dirigentes de casas espíritas, posturas tradicionalmente religiosas (igrejeira) na maneira de entender e de se relacionar com a Doutrina Espírita. Esse entendimento dá margem a gravíssimos transtornos ao Movimento Espírita, como a ritualização de certas práticas, abuso de poder nas hierarquias e outras lamentáveis práticas. Como se não bastassem tantas asneiras, há dirigentes espíritas celebrando cerimônia de “casamentos”, assumindo uma postura de “oficiantes”, na condição de “dirigente-mor” de algumas instituições. Tais dirigentes “oficiantes” (pasmem!) estão com agendas lotadas, inclusive para “celebrarem batizados”. Ficamos estupidificados diante de tais anomalias doutrinárias.

No casamento entre espíritas só deve haver cerimônia civil; JAMAIS cerimônia religiosa. E nenhum presidente (“dirigente-mor”) de centro espírita ou sociedade de orientação espírita deveria “oficiar” casamentos, pois o Espiritismo não instituiu sacramentos, rituais ou dogmas.

Se, por força das circunstâncias, o cônjuge não-espírita possuir sincero fervor pela religião que professa, e tiver tendência a ficar traumatizado sem a cerimônia tradicional, o espírita poderá aceitar (sem traumas) a cerimônia religiosa do casamento, segundo o costume da religião do seu pretendente. Esta condescendência, todavia, tem suas linhas demarcatórias. Só é aceitável se houver uma profunda necessidade espiritual do(a) noiva(o), porém não se justifica quando a pessoa for apenas uma religiosa de fachada, por convenção social, ou quando a exigência é feita pela família dela. Todavia, se houver por bem ceder, que o espírita não se submeta aos sacramentos individuais como no caso do batismo, da confissão, da comunhão etc., etc., etc. Nesse aspecto, caberá ao cônjuge não espírita providenciar a dispensa dos sacramentos individuais para o espírita.

Reflitamos o seguinte: quem é que dá a um homem o direito de estabelecer esse vínculo sagrado entre duas pessoas? Casamento não depende de nada exterior, de nenhuma ação alheia aos noivos. As duas criaturas se casam e ninguém tem o poder de estabelecer vínculos entre elas. Nem o Juiz de Paz promove o casamento. Essa Autoridade apenas registra nos anais da sociedade, para os efeitos legais, o casamento que é diante dela declarado. Portanto, “o casal espírita apresenta-se diante da autoridade civil apenas para declarar o seu casamento, solicitando seja ele registrado, e não para receber qualquer tipo de legitimação. A legitimidade do casamento é dada pelo grau de responsabilidade e de amor que presidiu a formação do casal.” (3)

Naturalmente, os noivos espíritas devem ter consciência de como se casar perante a sociedade e a espiritualidade, respeitando as convicções dos familiares “não espíritas”, mas tentando fazer prevalecer as suas certezas doutrinárias. O legítimo espírita precisa colaborar para que haja a renovação das concepções religiosas, e não logrará êxito se em nome de uma “falsa humildade e fingida tolerância” ocultar o que já conhece e se curvar ante os costumes religiosos tradicionais. Se somos espíritas, por que então nos mantermos algemados às fórmulas religiosas que nada significam para nossos ideais?

Muitas vezes, confrades nos indagam se poderia e como seria realizada uma cerimônia de casamento espírita. Considerando que o assunto é de alta gravidade e de grande repercussão, atestamos, sem muitas delongas, que não existe ritual nem cerimônia religiosa para o casamento entre espíritas.  O Espiritismo é uma doutrina filosófico-religiosa, com aspectos científicos e consequências éticas e morais, mas não se constitui numa estrutura clerical formalizada. Dessa forma, diferentemente de outras correntes religiosas, não comporta em suas práticas nenhum cerimonial, rito ou aspecto específico ligado ao casamento convencional. Ou seja, não há cerimônia de casamento religioso espírita.

“O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota, e nem usa em suas práticas, altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.” (4) No local escolhido para a cerimônia civil, uma prece singela poderá ser feita por um familiar dos noivos. Não há necessidade de convidar um presidente (“dirigente-mor”) de centro, um orador espírita, um médium, nem é preciso que um “guia” se comunique para “abençoar” o consórcio.

Alias, sendo a prece sincera a sublimação do sentimento e a exaltação do amor, em realidade, por questões de afinidade e afetividade, certamente os familiares e os amigos amam mais os noivos que o dirigente espírita, o “oficiante”; portanto a oração feita por eles será bem mais produtiva. Ainda, os noivos espíritas, junto à família, no abençoado reduto do lar, poderão fazer o Culto do Evangelho, usufruindo de um ambiente espiritual mais sereno e pacificado do que a exposição pública no ato da cerimônia civil ou de festas, onde muitas criaturas lá comparecem com o único interesse social.

Dessa forma, o dirigente espírita, consciente das suas enormes responsabilidades e conhecedor das bases doutrinárias do Espiritismo, saberá esquivar-se dos convites que recebe para “oficiar” casamentos, informando, com humildade e educação, os pretendentes, quase sempre pouco conhecedores do Espiritismo, que na Doutrina Espírita tal prática não existe. Se aceitar o convite demonstrará que conhece o Espiritismo ainda menos que os noivos.

O casamento é a eliminação do egoísmo; não fere as leis da Natureza; “é um progresso na marcha da Humanidade. Sua abolição seria regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.”(5). O casamento, enfim, é um compromisso livremente assumido por dois Espíritos perante o altar de suas consciências. Está muito acima de qualquer bênção religiosa ou da assinatura de qualquer documento diante de uma autoridade civil ou religiosa. Trata-se de uma sociedade conjugal, estabelecida pelo próprio casal, num plano eminentemente moral, ético.

O que nos parece deve prevalecer, em vez da ritualística que lentamente vai sendo introduzida e aceita por desconhecimento doutrinário, é que se leve em consideração a proposta filosófica de uma visão ampla, de uma observação cuidadosa dos fatos da vida e de como o Espiritismo os explica e os orienta, ensejando, deste modo, um comportamento ético-moral mais compatível com a Terceira Revelação.

Em tese, não há e NUNCA haverá espaço no universo doutrinário para a celebração de um “casamento religioso espírita”. E para os contumazes dirigentes “oficiantes” de casamentos recomendamos buscarem outros quintais “espiritualistas” e se distanciem depressa do Espiritismo para não conspurcá-lo ainda mais!

http://jorgehessen.net

Referências Bibliográficas:
(1)           Disponível no link http://olhar45.blogspot.com/2010/12/noivo-mata-noiva-e-padrinho-em-festa-de.html, acessado em 25 de dezembro de 2010
(2)           Entrevista do orador espírita Divaldo Pereira Franco concedida para a equipe de redação do Jornal Mundo Espírita, durante a 8ª Conferência Estadual Espírita, em Curitiba, PR, no dia 24 de março de 2006.
(3)           José Passini. Artigo O Casamento, Disponível em http://doutrinaespirita.com.br/?q=node/35, acessado em 24 de dezembro de 2010
(4) Disponível no site http://www.febnet.org.br/site/conheca.php?SecPad=9&Sec=247, acessado em 25/12/2010.
(5)           Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Editora FEB , 2000, questão 695

(Extraído de http://aluznamente.com.br/breves-reflexoes-sobre-o-casamento-entre-espiritas/)

CONFIRA SE SEU CASAMENTO É PROVACIONAL OU...

CONFIRA SE SEU CASAMENTO É PROVACIONAL OU...


Gerson Simões Monteiro


Casamento: progresso na marcha evolutiva da humanidade - Na poligamia não há afeição real – Sexo e responsabilidade – Classificação dos casamentos: acidentais, provacionais, sacrificiais, afins, e transcendentes – Compromissos esposados no lar

Como se sabe, o ser humano é uma criatura sociável que necessita do convívio com outros seres para desenvolver-se e por em prática os ensinamentos adquiridos numa permuta constante de experiências, e isso é feito em sociedade. A sociedade como a conhecemos é composta de várias outras sociedades menores que são as famílias, e elas principiam no casamento.

O resultado natural do amor entre pessoas de sexos diferentes é o casamento, quando se tem por meta o relacionamento sexual e afetivo, geradores da família e do companheirismo. O casamento representa um alto estágio de evolução do ser, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem, independente do tempo de duração deste casamento.

POLIGAMIA

Na resposta à questão 701 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos afirmaram a Allan Kardec que “a poligamia é lei humana, cuja abolição marca um progresso social”. Eles disseram que “o casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem, porque na poligamia não há afeição real. O que há é apenas sensualidade e nada mais”.

A ligação sexual entre dois seres na Terra, segundo Emmanuel, Guia Espiritual de Chico Xavier, na obra Vida e Sexo, envolve a obrigação de proteger a tranquilidade e o equilíbrio de alguém que, no caso, é o parceiro ou a parceira da experiência “a dois”. E, muito comumente, os “dois” se transfiguram em outros mais, na pessoa dos filhos e demais descendentes.

Aconselha Emmanuel que a criatura humana deve evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, para que a desordem nos ajustes propostos ou aceitos não venha a romper a segurança daquele ou daquela que tomamos sob nossa assistência e cuidado, com reflexos destrutivos sobre todo o grupo em que nos arraigamos.

SEXO E RESPONSABILIDADE

Para o Benfeitor Espiritual, as relações sexuais envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjugação afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão somente pensar em si. Não se trata exclusivamente da ligação em base do matrimônio legalmente constituído.

Se os parceiros da união sexual têm deveres a observar entre si, em face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no plano das chamadas ligações extralegais, acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza.

Pelo exposto, é evidente que o casamento representa um avanço, um progresso nas relações humanas, fazendo com que o homem cada vez mais discipline os impulsos sexuais e desenvolva o sentimento do amor. Portanto o casamento se concretiza pelo compromisso moral dos cônjuges e é assumido perante o altar da consciência no Templo do Universo. Naturalmente, o casamento civil é um dever a ser cumprido pelos espíritas, porque legitima a união perante as leis vigentes, que asseguram ao homem e à mulher direitos e deveres.

TIPOS DE CASAMENTOS

Martins Peralva, no capítulo 18 do livro Estudando a Mediunidade, apresenta uma classificação dos tipos de casamentos na Terra, ao analisar o capítulo "Em serviço espiritual" do livro Nos domínios da mediunidade, quando André Luiz comenta as figuras de Celina e Abelardo, pelo fato do esposo desencarnado continuar ao lado da médium, confirmando, assim, alguns casos em que o matrimônio constitui alguma coisa além da união dos corpos. Em razão disso, Martins Peralva de uma forma didática classificou os casamentos em cinco tipos principais, assim compreendidos:

ACIDENTAIS: É o encontro de almas inferiorizadas sem ascendentes espirituais. Caracterizam-se pela falta de ligação afetiva. A aproximação dá-se através dos impulsos inferiores do casal e o relacionamento é desprovido de simpatia ou antipatia. Esses casamentos ocorrem em grande número e, segundo Peralva, podem até dar certo, pois é possível os cônjuges se adaptarem um ao outro, consolidando a união no tempo.

PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. Deus permite a união deles, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, seja por eles exercida nas lutas comuns. A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
O Espiritismo, pelos conhecimentos que espalha, é meio eficiente para que muitos lares em provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem. O Espírita esclarecido sabe que somente ele irá reparar as suas faltas, porém contando sempre com o auxílio Divino.

SACRIFICIAIS: Deus permite, aí, o reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se perdeu pelo caminho. Reúnem almas possuidoras de virtude a outras de sentimentos opostos. Acontece quando uma alma esclarecida, ou iluminada se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.

Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um deles. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofredor, o objeto de sua afeição. Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardatário, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.

O Culto do Evangelho no Lar, como em toda a parte, funciona à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento. Um exemplo desta categoria é o de Lívia com o senador Publio Lêntulus, transcrito no livro Há Dois Mil Anos. O senador, embora evoluído intelectualmente, era moralmente inferior à Lívia, devido ao seu orgulho.



AFINS: Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam velhos laços de afeição.

TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo.

Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo o caso, por essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior. E enquanto caminhamos, o Espiritismo, abençoada Doutrina, cumulará os nossos dias das mais santas esperanças…

É evidente que o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido sob o mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.

Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado. Porém, a maioria dos lares funcionam como oficina e hospital purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, lentamente, na direção da Vida Superior.

Muito raro é o encontro de almas iluminadas com objetivos elevados para trabalharem juntas com fins altamente construtivos. Um exemplo de casamento transcendente é o do próprio Allan Kardec com Amélie-Gabrielle Boudet, que embora seu nome não seja citado na Codificação, sua participação e apoio na vida de Kardec foram fundamentais para o cumprimento de sua missão.

CONCLUSÃO

O Espiritismo nos esclarece, portanto, que a instituição do casamento é uma importante oportunidade concedida pela Misericórdia Divina para o nosso aperfeiçoamento, e também dos espíritos de nossos familiares, na jornada ascensional de nossa evolução. Por isso mesmo vale lembrar a recomendação de Emmanuel no livro A Fé, Paz e Amor:

“Se encontrastes em casa, o campo de batalha, em que sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na dúvida! Suporta os conflitos à própria redenção, com valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolver a guerra a que foi trazido. Não te esqueças de que o lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidas e tranquilas nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-los e santificá-los.”

Veja mais

http://cursodeespiritismo.blogspot.com.br/2015/12/casamento-e-celibato-poligamia.html

Casamento

Casamento

Será contrário à lei da Natureza o casamento,
isto é, a união permanente de dois seres?
“È um progresso na marcha da Humanidade.”
“O Livro dos Espíritos”, item 695

    Como se vê, pela pergunta do Codificador, casamento para ele não era um ato formal levado a efeito perante as leis da sociedade, nem uma bênção sacerdotal dada numa solenidade religiosa. Depreende-se da sua pergunta que ele entendia que casamento é um compromisso livremente assumido por dois Espíritos, perante o altar de suas consciências.

    A alguns pode parecer estranha a presença do adjetivo permanente no contexto, o que parece contrariar o exercício do livre-arbítrio. Mas a dúvida se desfaz quando se atenta para prosseguimento do diálogo mantido entre Kardec e os Espíritos, registrado no item 697: Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? Ao que os Espíritos responderam: “É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis”.

   Kardec, com a sua visão voltada para o futuro, anteviu o questionamento sério a que seria submetido o casamento nas décadas vindouras, e, querendo que ficasse registrada a opinião dos Espíritos Superiores, formula ainda a seguinte pergunta: Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento? A resposta não deixa dúvidas quanto à vinculação do casamento à lei Natureza: “Seria uma regressão à vida dos animais”.

    Pelo visto, depreende-se que a expressão permanente, nesse contexto, significa com perspectivas de permanência, isto é, que não se trata de uma união fortuita, baseada apenas num impulso passageiro, mas no amor. E quando há realmente amor, o casamento não acaba. Se acaba, pelo menos um dos dois não experimentou realmente o amor,  pois o verbo amar só tem pretérito na gramática...

    Conforme se vê, casamento, na conceituação do Codificador e dos Espíritos que lhe responderam as perguntas, está muito acima de qualquer bênção religiosa ou da assinatura de qualquer documento diante de uma autoridade civil. Trata-se de uma sociedade conjugal, estabelecida pelo próprio casal, num plano eminentemente moral, ético. É compromisso sagrado, que leva um a ver no outro o próximo mais próximo.

    À medida que o tempo passa, mais se evidencia o avanço do pensamento do Codificador em relação aos seus contemporâneos, pois o casamento tem perdido, ao longo dos anos, o caráter de ato social, religioso, passando a ser conceituado e respeitado como ato pessoal, íntimo. Atualmente, um casal se impõe perante a sociedade como legitimamente constituído, não mais por ter sido o seu compromisso matrimonial assumido num templo, mas sim pelo ambiente de respeito e seriedade em que ambos vivenciam a união.

    Além do mais, quem é que dá a um homem o direito de estabelecer esse vínculo sagrado entre duas pessoas, e de dizer, ao final da cerimônia: “O que Deus uniu, o homem não separe”? Casamento não depende de nada exterior, de nenhuma ação alheia aos dois. As duas criaturas se casam, pois ninguém tem o poder de estabelecer vínculos entre elas. Na gramática, aprende-se que o verbo casar pode, entres outros regimes, ser transitivo, mas filosoficamente essa classificação é falsa. Poder-se-ia dizer que o verbo é recíproco, pelo fato de as pessoas se casarem, sem a interveniência de ninguém.

    Nem o Juiz de Paz promove o casamento. Essa Autoridade apenas registra nos anais da sociedade, para os efeitos legais, o casamento que é diante dela declarado.

    Com esse entendimento, conclui-se que o casal espírita apresenta-se diante da autoridade civil apenas para declarar o seu casamento, solicitando seja ele registrado, e não para receber qualquer tipo de legitimação. A legitimidade do casamento é dada pelo grau de responsabilidade e de amor que presidiu a formação do casal.

    Quanto mais espiritualizado o casal, mais o casamento transcende os limites da vida material, atingindo níveis de consciência espiritual, o que leva naturalmente ao desejo de uma comunhão com o Alto, através de uma prece, que poderá ser proferida por um ou por ambos os nubentes, ou por alguém afetivamente ligado a eles, pois só o amor pode legitimar a condição de alguém na condição de suplicante de bênçãos sobre uma união matrimonial.

José Passini
Juiz de Fora
passinijose@yahoo.com.br

O Casamento na visão Espírita

O Casamento na visão Espírita



Sem dúvida um dos assuntos mais procurados na página tem sido problemas conjugais e se isso pode ser motivado pro influências espirituais. Bem : sim e não.

Sabemos que o casamento é uma lei de evolução e progresso da natureza como listado na pergunta:

695. O casamento, ou seja, a união permanente de dois seres é contrária à lei da Natureza?

      — É um progresso na marcha da Humanidade.

Logo entendemos que o casamento é uma das formas de crescermos e evoluirmos espiritualmente de forma a entender nossas qualidades e nossos defeitos junto de um outro ser que escolhe a nossa companhia como a do espírito afim de se evoluir conjuntamente.
Existem casamentos missionários, onde o par é de espíritos amigos e que realmente se amam e buscam o aperfeiçoamento de suas habilidades, rever seus débitos e quita-los a fim de se desprender dos laços materiais que nos atrasam em busca de uma evolução.
E existem os casamentos onde são prioritariamente de provas e espiações. Onde reside a necessidade urgente de se estabelecerem laços, reverem problemas do passado e ajustar-se perante a lei universal.

Muita gente se pergunta: “qual seria o meu tipo de casamento?”. Bom, isso é difícil se precisar, visto que inúmeros fatores corroboram para o tipo de relação entre os espíritos numa encarnação. Uma coisa é fato, nada acontece atoa e tudo tem uma necessidade de ser. Se você está com alguém agora é porque isso estava no seu plano reencarnatório e – bom ou ruim – era uma necessidade da sua vivência. Desde que nos envolvemos num relacionamento com uma pessoa criasse um laço espiritual. Normalmente esses laços são programados pela agenda reencarnatória do indivíduo, mas existem casos em que isso é modificado durante a vida ou até mesmo adiado ou adiantado.

A questão mais importante é talvez a de diferenças entre o casal que levam normalmente a brigas e a acumulações de débitos. Segundo os espíritos o casamento é o que nos agrega valores emocionais e espirituais e nos difere dos animais na questão de reprodução e vivência. Nós com nossa capacidade intelectual somos capazes de nos compreender, viver e aprendermos juntos. O ser humano é com certeza um indivíduo que nasceu para viver em sociedade e conforme esta evolui, esse se torna melhor devido à troca de experiencias e sensações, elevando nosso acumulo espiritual de experiencias diversas.

Como-lidar-com-a-crise-na-vida-a-doisEstou com o relacionamento em crise, o que fazer?

Bom como todo espírita sabe, ante a qualquer problema devemos orar e pedir serenidade acima de tudo para as resoluções de nossas provações. Muitos de nossos problemas são meras criações de nossas ansiedades em busca de alguma paixão ou sentido. Esquecemos porém dos sentimentos envolvidos em um relacionamento seja ele de qual teor for e , no caso, um casamento que é a união entre dois espíritos a fim de crescer mutuamente numa jornada difícil seria um crime grave agir por egoísmo de forma a violentar o sentimento alheio. Pede-se que existe respeito antes de tudo e que a admiração nunca sesse durante os anos de convivência.

Neste ponto chegamos a um fator que influenciou a criação deste artigo: a influência espiritual. Bem inúmeros casos de influência espiritual tem nos mostrado que em qualquer questão de nossa vida estamos sempre sendo influenciados pelos espíritos e pelos outros. Certamente obsessores ou espíritos mais atrasados tentando de certa forma frear a nossa evolução moral podem nos colocar ideias de medo, raiva, rancor ou criar até mesmo mecanismos obsessivos mais pesados a fim de nos desviar do caminho do bem. Isso tudo pode ocorrer e não há como fugir de certa forma estamos todos fadados a receber essas influências. Podemos apenas nos proteger disso frequentando casas espíritas, mantendo o ambiente no lar sadio e com o padrão vibratório alto. Focar nas qualidades é dever de todo casal que pretende estar junto.

É claro também que nem tudo que nos acontece é somente espiritual e podemos estar passando por dúvidas intimas que não seriam “culpa” de nenhuma espiritualidade a não ser a de nós mesmos. Neste caso necessitamos ouvir a voz do coração, que seria nossa alma se comunicando conosco, através do silêncio em prece nos alertando e enviando sinais do como proceder nas questões aflitivas de ordem matrimonial.

Uma boa metáfora é a da balança. Sempre que estiver com um problema que envolva atitudes de outrem busque pesar numa balança um bloco no lado esquerdo para o mal e o outro no direito para o bem. Cada bloco será uma atitude boa (direito) ou ruim (esquerdo) que você colocará nesta balança. Se fizermos isso com raiva ou rancor perceberás que esqueceremos sempre as coisas boas e lotaremos o lado ruim de “blocos”. Mas se fizermos de forma equilibrada teremos a balança mais próxima do real possível e isso poderia ser uma forma de pensarmos todas as nossas mazelas físicas e espirituais. SERENIDADE é a palavra chave ante as dificuldades enfrentadas.

E quem não quer casar ou pretende viver sozinho?

Mas há quem diga que não nasceu para viver com outras pessoas ou que prefira viver sozinho. O livro dos espíritos de Allan Kardec nos fala na pergunta:

698.0 celibato voluntário é um estado de perfeição, meritório aos olhos de Deus?

     — Não, e os que vivem assim, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam a todos.

699.O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

     — Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.

Comentário de Kardec: Deus não se contradiz nem considera mau o que ele mesmo fez. Não pode, pois, ver um mérito na violação de sua lei. Mas se o celibato, por si mesmo, não é um estado meritório, já não se dá o mesmo quando constitui, pela renúncia às alegrias da vida familiar, um sacrifício realizado a favor da Humanidade. Todo sacrifício pessoal visando ao bem e sem segunda intenção egoísta eleva o homem acima da sua condição material.

Nesse trecho, Kardec e os espíritos nos esclarecem que não existe mérito em viver uma vida solitária e egoísta e que fugir do casamento por meros caprichos seria uma afronta a lei natural. Mas ressalta que há casos em que o celibato é dado por motivo nobre e muito altruísta o que eleva esta atitude a uma doação de sí para a humanidade ou para o progresso geral.

Como proceder então em um casamento de forma que estejamos aplicando a lei de Deus?

cccAntes de qualquer coisa : Com amor. o Amor não possessivo, mas o amor que liberta. O amor que entende as aflições alheias e busca a evolução e não a paixão. Entendamos que o espiritismo é contra o divórcio até o ponto em que a união já não tenha mais respeito e que manter-se unido o que pode levar a riscos a um dos dois será preferível que se separe o que pode acabar muito mal.  Mas nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: “Moisés, pela dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres”? Isto significa que, desde os tempos de Moisés, não sendo a mútua afeição o motivo único do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Mas acrescenta: “ no princípio não foi assim”, ou seja, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e orgulho, e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, fundadas na simpatia recíproca e não sobre a vaidade ou a ambição, não davam motivo ao repúdio.

Seja qual for os problemas que atravessem em seus casamentos, se eles irão terminar ou não, se buscarão a mudança ou não. Meus amigos lembrem-se de uma coisa somente, segundo Jesus, tudo pode ser vencido apenas repetindo 3 atitudes simples porém muito difíceis para nós:

AMA, PERDOA E CONFIA!

Muita paz!

CASAMENTO NA VISÃO ESPIRITA

CASAMENTO NA VISÃO ESPIRITA


O Namoro
Todo o relacionamento conjugal precede de um determinado tempo de maturação afetiva, marcado por um período denominado NAMORO.
O Namoro, segundo a visão espírita, se traduz por suave encantamento, onde dois seres descobrem um no outro de maneira “imprevista”, motivos e apelos para a entrega recíproca, numa relação matrimonial e familiar.
No plano espiritual estes encontros são traçados obedecendo às Leis da reencarnação entre espíritos que, possivelmente, já tenham partilhado experiências passadas a nível afetivo e sexual.
Embora os estudos terrenos estejam propensos a designarem a atração entre dois seres através da libido, não podemos negligenciar que esta ligação vai além do físico, pois contamos com inteligências desencarnadas neste “jogo afetivo” resguardando e guiando companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.

O Casamento
O Espiritismo ensina-nos que o casamento “é um progresso na marcha da Humanidade” e que a sua abolição significaria o “retorno à vida animal”.
(O Livro dos Espíritos, Questões 695 e 696 )

O casamento ou união de dois seres origina um regime de vida em comum pela qual duas criaturas se confiam uma à outra no campo da assistência mútua, na criação e desenvolvimento de valores para a vida implicando em direitos e deveres de um para com o outro.
Para além da união física e moral, o ser liga-se a outro com um compromisso afetivo, sendo estabelecido entre ambos um circuito de forças pelo qual se alimentam psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade.
Quase sempre recebemos como cônjuge a quem muito prejudicamos no passado ou a quem conduzimos ao desequilíbrio.
Há quem fuja à responsabilidade do matrimônio para evitar problemas ou sofrimentos inerentes aos compromissos previamente assumidos no plano espiritual. Estará assim adiando o seu resgate.
(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
A maior parte dos relacionamentos matrimoniais que se distinguem felizes, só o são, relativamente pelas afinidades de suas inclinações e instintos.
Apenas nas esferas superiores, advertem-nos a Espiritualidade, é que se encontra a verdadeira união e reciprocidade entre os espíritos.

União Feliz
Quando dizemos que ansiamos para encontrar a nossa “cara metade”, estamos desejando uma relação a dois feliz. Pensamos encontrar alguém que nos complemente de todas as formas.
Geralmente marcada por resgates de provas ou expiações, é o tipo de união mais propenso no nosso estágio evolutivo. Com mais ou menos intensidade, dependerá de várias condicionantes pretéritas para determinar a sua complexidade.
Nas ligações terrenas encontramos as grandes alegrias; no entanto é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isto porque, embora não percebamos de imediato, recebemos “quase sempre no companheiro da vida íntima os reflexos de nós próprios”. (Emmanuel)
Através dos princípios cármicos – Lei da ação e reação – vamos resgatando nossos débitos através das provas, tentações, crises ou situações expiatórias.
Aquilo que passamos hoje, possivelmente, fizemos o nosso companheiro experimentar no passado.

As Responsabilidades Mútuas
Nos casos de aborto, a responsabilidade é comum quando de conhecimento mútuo.
Em casos de casais sem filhos, a causa poderá estar fundada em infertilidade de um dos cônjuges, ou de ambos, resultando em instabilidade emocional a nível familiar. Ou no caso de um dos dois não optar por filhos, tal gerará desentendimentos também a este nível. Tanto na primeira como na segunda hipótese a situação é delicada e poderá ser encontrada uma resposta através do passado espiritual.
Terapêutica: No primeiro caso a doutrina aconselha a adoção, pois nunca se saberá se os laços espirituais estarão próximos independentemente da consangüinidade. No segundo, é recomendada a paciência e o respeito pelo outro, ponderando em conjunto a melhor solução para a manutenção da família.
O Respeito e a cooperação em casa, nos afazeres domésticos, são importantes detalhes para a manutenção equilibrada e harmoniosa de uma relação conjugal. Principalmente, nos dias de hoje, que os jovens casais fracionam o seu dia entre o seu trabalho profissional e a casa e que, muitas vezes, se vêm confrontados com situações delicadas a este respeito. A formação por parte dos pais, por melhor que seja, nem sempre se ajusta às necessidades atuais, visto que as gerações vão modificando as suas expectativas.
A cooperação nas pequenas coisas deve ser constante na vida a dois, principalmente hoje, na vida moderna.

Diálogo
Através do diálogo e bom senso, o casal passa a conversar acerca das suas diferenças e mutuamente procuram um consenso.
A primeira condição para o sucesso do diálogo está em saber ouvir.
A falta de paciência de um dos cônjuges em ouvir o outro contribui para que haja mágoa, decepção, influindo negativamente no próprio relacionamento do casal.
E quando se diz dialogar é em tom baixo e respeitoso e não pendendo para a discussão.
Terapêutica: O diálogo é edificante, a discussão desestabilizadora.
É de tal conveniência para a harmonia do casal que tanto o esposo quanto a a esposa reservem sempre tempo para conversar, seja à noite seja fins-de-semana.
É preciso não permitir que o diálogo torne-se cada vez mais raro.
O casal deve saber ceder.
Na convivência conjugal, nenhum deve deixar prevalecer a sua vontade de forma impositiva e nem deixar que o outro se anule para atender as suas exigências egoísticas.
Cada um tem a sua personalidade e consciência que precisam e devem ser respeitadas. Nenhum tem o direito de cercear a liberdade do outro, desde que esta não corrompa o respeito e as responsabilidades mútuas assumidas enquanto casal.
Infelizmente ainda possuímos o desejo de “limar” as imperfeições e defeitos do outro segundo os nossos critérios e modelos mentais.
Devemos aceitar as diferenças com carinho, respeito e dignidade.

As Diferenças entre os cônjuges
Não esperemos que o nosso cônjuge não tenha defeitos. Todos os temos. Bastará algum tempo de convivência para nos darmos conta dos defeitos dele e ele dos nossos.
A aceitação será o melhor caminho.
Sem dúvida o cônjuge poderá ajudar o outro a combater as suas más inclinações. Mas essa ajuda terá que ser dada com muito cuidado, de forma amiga, respeitosa, longe de terceiras pessoas, para não ferir a sua sensibilidade, caso contrário, será uma atitude profundamente infeliz e deselegante.
Infelizmente, constatamos muito mais as atitudes constrangedoras.
Para o cidadão comum, deveria representar um código de ética as atitudes baseadas na benevolência e indulgência; para nós espíritas, para além de um código de ética moral, representa uma atitude cristã.
Outro hábito anticristão é o de utilizar expressões depreciativas para os defeitos do cônjuge – incluindo
também as brincadeiras de mau gosto. As qualidades é que devem ser exaltadas contribuindo para uma harmonia constante e admiração mútua entre o casal.

Alterações afetivas no Casamento
No princípio tudo é sonho – é Lua de Mel!
Depois o quotidiano se encarrega de moldar o nosso olhar para as experiências, retirando o véu de ilusões. Em muitos casos a afeição perdura e amadurece. Mas em uma esmagadora maioria a união se desencanta e aí verificamos se os cônjuges estão unidos verdadeiramente em espírito.
Com a chegada dos filhos, a situação agrava-se, pois o carinho e a afeição que está dividida entre duas pessoas, passa a ser partilhada por mais.
O casamento repentinamente promissor “adoece”. Os desafios do quotidiano representam conflitos, moléstias, falhas de formação e temperamento.

Ciúme
A união conjugal deve estar apoiada na confiança mútua, conquistada e não imposta.

Confiança:
Motivos de abalo
Pequenas mentiras
(muitas vezes antes do casamento)
Traição
(dificilmente a confiança é reconquistada)
O cônjuge ciumento fere profundamente o outro quando por motivos infundados, arriscando o desgaste da relação e frequentemente provocando separações.
O ciumento é infeliz, vítima da sua insegurança.
Por outro lado, o cônjuge que é vítima do ciúme deve armar-se de muita compreensão para evitar o desgaste e a dissolução do casamento.
A doutrina nos orienta ajudando-nos a entender que muitas causas reais de males e aborrecimentos estão radicadas em vidas anteriores.
Terapêutica: Os cônjuges devem procurar a educação permanentemente para terem e concederem liberdade ao parceiro sem que venham a abusar dela.
Caso o desajuste seja de difícil solução deve-se sempre ponderar saídas alternativas à separação.

Crises na vida conjugal
Podem afetar ambos ou a um dos dois.
As causas podem ser as mais variadas, dentre as quais:
Problemas financeiros
(mais comuns)
Processo obsessivo
(não perceptível claramente)
Ambos os motivos podem gerar certa indiferença afetiva com evidentes repercussões no relacionamento conjugal.
O casal, principalmente o espírita, deve estar preparado para enfrentar estes momentos de crise, recorrendo a medidas preventivas que estão no Evangelho de Jesus, instruindo-se através das obras da codificação.
Problemas Financeiros – Costumam exercer grande influência no relacionamento conjugal, quando:
O marido deixar de colocar à disposição do lar o dinheiro necessário para as despesas normais.
Quando há controlo rígido por parte do marido acerca do dinheiro que disponibiliza para a esposa.
Por vezes torna-se problemático a mulher ganhar mais que o marido.
Quando há escassez ou excesso de dinheiro que possa influenciar a estabilidade emocional do casal.
A Doutrina Espírita fornece meios para que modifiquemos o nosso olhar para as diversas situações problemáticas, através do entendimento do presente, considerando as provas e expiações inerentes ao nosso passado espiritual. O ser ao deparar-se com a sua situação de vida motivada pela compreensão dos fatos, tornar-se-á mais resignado e prudente na sua conduta mental e ativa.
Estará mais motivado em todos os aspectos, fomentando a fé e a esperança no dia de hoje para que o amanhã seja mais promissor.
Portanto, não há passividade e sim atitude pacífica de aceitação e na confiança de que nada acontece por acaso.
Tanto na escassez como na abundância, o dinheiro representa um empréstimo que Deus confere aos homens para o uso ao bem geral. Alimentando paixões é desvirtuar-lhe a finalidade justa.
O dinheiro familiar deve ser empregue para a sua manutenção, sem deixar melindres tanto ao homem como à mulher, de reter a sua pequena porção para o seu uso pessoal.
Problemas obsessivos – Tanto a vítima da obsessão quanto o cônjuge, na maioria das vezes, nada percebem; porquanto os obsessores não criam o mal da vítima; apenas identificam as tendências e as estimulam de forma intensa e persistente procurando exacerbá-las.
Entre as várias conseqüências da ação obsessiva, a que ocorre com mais freqüência é a

INFIDELIDADE CONJUGAL.
Os obsessores atraem para o obsedado, pessoas com necessidades afetivas e determinados desejos sensuais.
Passada a fase de júbilo, de grandes satisfações, os obsessores mudam de tática levando a vítima ao desinteresse gradual e à infelicidade incitando-o ao sentimento de culpa.
Terapêutica – Eis porque o casal deve cultivar o Cristo no Lar. O trabalho persistente na seara do bem, a oração constante e a harmonia em casa, são recursos de valor inestimável para proteger a família das investidas das entidades infelizes:
” Vigiai e orai para não cairdes em tentação ” – disse Jesus.

Separação
O homem da atualidade tem encarado com muita naturalidade a separação conjugal, não exigindo motivos muito fortes para consumá-la – uma simples incompatibilidade de gênios.
À luz do Espiritismo, a separação se constitui em decisão muito séria, que só deve ser tomada em situações extremas.
A maioria dos casamentos na Terra, por serem provacionais, requerem muita renúncia para serem levados até ao fim.
Frequentemente os casais confundem diferenças de gostos e ideais com incompatibilidade. É muito raro que as pessoas não apresentem tais diferenças.
É necessário aprenderem a dialogar e a se respeitarem mutuamente, e assim poderão viver em paz no lar. Mas o egoísmo leva o casal a a agir de forma antagônica.
Sob o ponto de vista espiritual é recomendado o esforço para melhorar-se a si próprio, tomando consciência dos seus defeitos corrrindo-os, auxiliará à melhoria da relação, possivelmente convertendo aversões do pretérito em razoável amizade.
A separação não será solução pois significará o protelamento de reajustes indispensáveis e, por conseguinte, a falência da união perante as Leis de Deus.
Quando envolve filhos, a separação pode significar profundas alterações de rariz imprevisível, desviando-os do curso da própria vida, em situações por vezes debilitantes e de graves conseqüências – vícios, desajustes psicológicos, etc.
Se for desejada por um dos cônjuges por fuga ao compromisso assumido, não haverá outra alternativa senão aceitá-la pacificamente.
Neste caso, se a relação implicava reajuste, àquele que sucumbiu ao seu compromisso será exigido resgate futuro.
Mesmo assim não devemos julgar os motivos de uma separação. Cada caso é um caso.

Romantismo
A preservação do romantismo é indispensável à consolidação da vida conjugal.
Muitas vezes o romantismo se dilui devido a vários fatores do quotidiano e envolvência excessiva pela rotina diária, conduzindo o afeto mútuo ao engano através de decepções, indiferença, desprezo, falta de diálogo, egoísmo, grosseria, maus tratos, infidelidade, etc.
A mente tem papel importantíssimo neste assunto. Se ela está voltada constantemente para a pessoa amada, nosso sentimento para com ela aumenta, evolui.
Lembra-se quando você estava apaixonado pelo seu companheiro?
Pequenos gestos são importantes e afastam a indiferença que afeta corrosivamente a relação a dois.
É muito importante continuar com as suas “pequenas investidas” no seu parceiro, tal como no princípio, mantendo a chama acesa.
Se a fase da vida não lhe permite vivenciar este romantismo, seja qual for a razão, então encontre na amizade e carinho pelo seu parceiro o caminho para o mais elevado sentimento de amor espiritual, dando-lhe muita ternura de forma prazerosa sem nada querer receber.
Jesus nos ensina que onde está o nosso tesouro aí está também o nosso coração.
Se um cônjuge considera o outro o seu tesouro, com ele estará o seu coração e toda a sua afetividade.

(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um se reunirá?
“Não; não há união particular e fatal de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.”

(Questão 303 do Livro dos Espíritos)
Podem tornar-se de futuro simpáticos, Espíritos que presentemente não o são?
“Todos o serão. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário.”

(Questão 303 a) do Livro dos Espíritos)
Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam?
“Certamente, se um deles for preguiçoso.”

Kardec ainda complementa:
A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram. Necessariamente, limitado sendo o campo de suas ideias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos, tenham, fatalmente, que se unir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo.

Fonte: Diálogos Espíritas / Junho de 2005
CENTRO ESPÍRITA PERDÃO E CARIDADE – LISBOA

Veja mais mensagens:

http://www.reflexoesespiritas.org/mensagens-espiritas/cat/casamento

Como é o casamento no Espiritismo?

Como é o casamento no Espiritismo?


- Nas obras que compõem a Codificação da Doutrina Espírita, de Allan Kardec, não há nenhuma referência a qualquer cerimônia ou ritual, tais como casamentos, batizados, etc. No livro  "Conduta Espírita" de Chico Xavier, pelo Espírito André Luiz, está claro que no Espiritismo não cabem rituais de qualquer tipo. Isso porque, todos nós somos filhos diretos de Deus e, como tal, não precisamos de nenhum intermediário para entrarmos em contato com Ele, tais como sacerdotes ou objetos materiais, como talismãs, imagens, etc..

Já o verdadeiro espírita, é aquele que pode ser reconhecido "pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII, item 4). Ou seja, os verdadeiros espíritas não sao espíritos já superiores, até porque estes não reencarnam em nosso planeta normalmente, mas sim, aqueles que se esforçam por se tornar pessoas melhores. Portanto, para o Espírita não há necessidade de rituais, tais como o batismo, casamento religioso e outros. O que podemos fazer é, sempre, solicitar a proteção e o amparo dos bons Espíritos para que tenhamos uma vida conjunta em harmonia ( no caso de casamentos ) e, que possamos recepcionar e cumprir nossos compromissos com o novo ser que venha a reencarnar sob nossa responsabilidade.     Em todos os momentos de nossa vida nos utilizarmos da prece, tanto para pedir amparo, como para agradecer o que temos recebido.

O casamento existe no Espiritismo enquanto Instituição, mas não como rito. Para ficar mais claro, não existe cerimônia religiosa de Casamento no Espiritismo, mas os Espíritos Superiores confirmam, nas obras básicas da Codificação, a importância do Casamento: Livro dos Espíritos, questão 695 - O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário à lei natural?

- É um progresso na marcha da Humanidade. Certo, mas ainda não chegamos ao ponto. Porque o Espiritismo não tem Cerimônia Religiosa de Casamento, ou rito de casamento?

A resposta não poderia ser mais simples. Primeiro, porque Deus abençoa e auxilia a todos, e a todos os casamentos, com ou sem cerimônia. Então, o primeiro motivo é este: o rito não é necessário na busca do auxílio divino. Deus auxilia mesmo sem o pedir. O rito não é proibido ou mau, não. Ele é apenas desnecessário.

O segundo motivo é o seguinte: para conquistar a aprovação divina para a sua união, o casal não deve promover atos externos, mas condutas íntimas: assim, amar sem condições, ser fiel e monogâmico, paciencioso, e todos os deveres que devemos ter para com o nosso consorte. Por isto, o Espiritismo não tem a cerimônia religiosa. Quando for casar, pensando na questão espiritual, o Espírita buscará livros, a opinião dos mais velhos, de psicólogos e não correrá atrás de vestido, terno, flores, carro, alianças, jura, e todo o aparato exterior que não contribui com o interior...

Além disso, há que considerar que muitos rituais religiosos são caros e a moral cristã nos recomenda buscar no mundo somente o necessário, distribuindo o supérfluo com o nosso semelhante. Quantas velas e incensos são queimados em rituais religiosos, ao passo que bilhões de irmãos sofrem necessidades? Quem distribui um pão a quem precisa agrada mais aos olhos de Deus do que, quem cumpre um rito religioso, quanto mais se for dispendioso.

CASAMENTO ESPÍRITA

CASAMENTO ESPÍRITA

COMO É O CASAMENTO ESPÍRITA?

Em um casamento espírita não há cerimônia religiosa, há somente o casamento civil, pois o Espiritismo, seguindo o evangélico preceito "dai a César o que é de César", recomenda obediência às leis humanas que visam a ordem social. E nenhum centro espírita ou sociedade verdadeiramente espírita deveria realizar casamentos, pois o Espiritismo não instituiu sacramentos, rituais ou dogmas.
No local escolhido para realizar a cerimônia civil, uma prece poderá ser feita por um familiar dos noivos (não é preciso convidar um presidente de centro, um orador espírita, um médium, nem é preciso que um espírito se comunique para “DAR A BÊNÇÃO”. De preferência, que seja tudo simples, sem exageros, excessos e desperdícios. Deve haver intensa participação espiritual dos noivos, dos familiares e convidados, assim como há dos amigos desencarnados. Os noivos que forem verdadeiramente espíritas devem saber como se casar perante a sociedade e a espiritualidade, respeitando as convicções dos familiares “não espíritas”, mas tentando fazer prevalecer as suas. Porque o espírita precisa ajudar a renovação das idéias religiosas e não conseguirá isso, se ocultar sempre o que já conhece e se ceder sempre aos costumes religiosos tradicionais. Além do que, o espírita tem o direito de não ficar preso às fórmulas religiosas que nada mais lhe significam.


Vejamos como foi o casamento de Mário e Antonina, que encontra-se no livro Entre o Céu e a Terra, narrado por André Luiz e psicografado por Chico Xavier: “Mário e a viúva esperavam efetuar o matrimônio em breves dias. Visitamos o futuro casal, diversas vezes, antes do enlace que todos nós aguardávamos, contentes.
Amaro e Zulmira, reconhecidos aos gestos de amizade e carinho que recebiam constantemente dos noivos, ofereceram o lar para a cerimônia que, no dia marcado, se realizou com o ato civil, na mais acentuada simplicidade.
Muitos companheiros de nosso plano acorreram à residência do ferroviário, inclusive as freiras desencarnadas que consagravam ao enfermeiro particular estima. A casa de Zulmira, enfeitada de rosas, regurgitava de gente amiga.
A felicidade transparecia de todos os semblantes. À noite, na casinha singela de Antonina, reuniram-se quase todos os convidados novamente.
Os recém-casados queriam orar, em companhia dos laços afetivos, agradecendo ao Senhor a ventura daquele dia inolvidável. O telheiro humilde jazia repleto de entidades afetuosas e iluminadas, inspirando entusiasmo e esperança, júbilo e paz. Quem pudesse ver o pequeno lar, em toda a sua expressão de espiritualidade superior, afirmaria estar contemplando um risonho pombal de alegria e de luz.
Na salinha estreita e lotada, um velho tio da noiva levantou-se e dispôs-se à oração. Clarêncio abeirou-se dele e afagou-lhe a cabeça que os anos haviam encanecido, e seus engelhados lábios, no abençoado calor da inspiração com que o nosso orientador lhe envolvia a alma, pronunciaram comovente rogativa a Jesus, suplicando-lhe que os auxiliasse a todos na obediência aos seus divinos desígnios.”


Então, o espírita, que estuda e busca entender a doutrina dos espíritos, sabe que a orientação é começarmos a nos desvencilhar da materialidade. O empenho maior não deve ser com a cerimônia, mas sim com os compromissos conjugais do dia-a-dia, que envolve a responsabilidade de ambos com a educação dos filhos que Deus os confiar. Quando entendermos que Deus abençoa toda união, com ou sem cerimônia religiosa, nossa preocupação será convidar Jesus para viver em nosso lar. Não em quadros, crucifixos ou imagens, mas aplicando SEUS ensinamentos todos os dias, como: "FAZER AO OUTRO O QUE GOSTARÍAMOS QUE ESTE OUTRO NOS FIZÉSSE." Exemplo: Se não gostamos de ser traídos, não trairemos; se queremos tolerância com nossas falhas, seremos tolerantes com a falha do outro, etc. Só assim, a união será duradoura e passará pela riqueza e pobreza, saúde e doença, alegria e tristeza até que a morte (do corpo) nos separe "TEMPORARIAMENTE".





Compilação de Rudymara

Veja também

http://www.casamentojundiai.com.br/curiosidades/casamento-espirita#.V54d7JMrKCU

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Amor a Deus


https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-11-amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/instrucoes-dos-espiritos/i-a-lei-do-amor/

Amor a Deus
 
Você ama a Deus?

Ou será que você tem medo de Deus?

Ainda nos dias de hoje se ouve a expressão: Cuidado, Deus castiga.

Ou então: Ele é um homem temente a Deus. Temente quer dizer que teme, que tem medo.

As frases são muito infelizes. E não verdadeiras. Por que temer a Deus?

Se ficarmos com o conceito de Moisés, o grande legislador do povo hebreu, com certeza teremos medo da Divindade.

Porque, ao apresentar a ideia de Deus aos homens daquela época, mais ou menos quatro mil anos atrás, Moisés O apresentou como ciumento, vingativo.

Um Deus injusto, pois punia um povo inteiro pela falta do seu chefe.

Era o Deus dos exércitos que presidia aos combates contra o Deus dos outros povos.

Um Deus que recompensava e punia só pelos bens da Terra. Que fazia se acreditasse que havia felicidade na escravidão dos outros povos.

Mas, depois de Moisés veio Jesus. E uma das partes mais importantes da revelação do Cristo é o ponto de vista pelo qual Ele nos apresentou Deus.

O Pai que ama aos Seus filhos. Soberanamente justo e bom. Cheio de mansidão e de misericórdia.

Pai que perdoa as faltas dos Seus filhos e dá a cada um segundo as suas obras. O Pai de todas as criaturas, que estende a Sua proteção por sobre todos os Seus filhos.

Deus que diz aos homens: A verdadeira pátria não é deste mundo.

Deus de misericórdia que diz: Perdoai as ofensas se desejais ser perdoados, fazei o bem em troca do mal. Não façais o que não quereis que vos façam.

Deus grande que vê o menor pensamento de Seus filhos e que não dá importância à forma com que esses filhos O honram.

Não é um Deus para temer. É um Deus para amar.

Tudo na Criação revela o amor de Deus por Seus filhos. O Universo é um poema de beleza e perfeição.

A Terra preparada até os mínimos detalhes para que o homem nela possa viver e progredir.

As sementes que reproduzem segundo sua espécie e saciam a fome.

Os rios, lagos e vertentes que propiciam o líquido precioso.

As estações com suas características. As variedades infinitas de plantas, de animais.

Deus que cria Espíritos simples e ignorantes e os coloca nas Suas moradas, os mundos, para progredirem, conquistarem sabedoria até a perfeição.

Deus que ama.

*   *   *

Deus quer o seu progresso. Deus quer o seu bem-estar, que seja fruto de uma vida saudável, que resulta de um aprimoramento moral.

Deus quer a sua paz legítima, depois de acalmados os anseios do seu coração e regularizados os débitos da sua consciência.

Deus quer o seu amor, superadas as instabilidades da sua emoção.

Deus quer o melhor para você.

Se você ainda não descobriu como, guarde a certeza de que Ele concede todos os dias os meios para conseguir tudo isto, em definitivo. Sem chance de perder.

 

Redação do Momento Espírita com base no cap. 1, itens 23 e 25 do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb;  no cap. 21 do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e no texto das páginas 22/23 da Revista O espírita, de out/dez 1995, nº 90.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 1 , ed. Fep.
Em 03.10.2011.

Deus

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwiW5bX-g5rOAhWEhZAKHbRaCOwQFggcMAA&url=http%3A%2F%2Fwww.sbee.org.br%2Fdeus%2Fdoutrina-dos-espiritos%2Fprincipios%2Fdeus&usg=AFQjCNGm67o8m2KiOMqB4zF2LCitUgxm8g&sig2=iXe-5v87IFtqXWJcukZn5A&bvm=bv.128617741,d.Y2I&cad=rja


Deus é um princípio fundamental para a Doutrina dos Espíritos. "Não há vida, realidade, inteligência senão pela vontade de Deus" (Leocádio J. Correia, 25/09/82). Deus é a causa primeira de todas as coisas (Allan Kardec).

Para o Espiritismo, o entendimento que os homens tem de Deus não está pronto nem é definitivo, está em constante evolução. O conceito de Deus modifica-se com o tempo , resultado de ampliações sucessivas de um conceito inicial, de abordagens complementares que destacaram aspectos diferentes de Deus não considerados até então, e, também, de visões contraditórias que expuseram as limitações de explicações utilizadas em determinado momento. A compreensão de Deus, alcançada por uma pessoa é a possível em face do seu conhecimento e do conhecimento do seu grupo social.

A tradição judaico-cristã é um exemplo. Moisés alcançou a idéia de um Deus que, não sendo mais voluntarioso, estabelecia um contrato, um conjunto de regras a serem obedecidas pelo seu povo. Amós compreendeu que a relação de Deus com o homem seria, embora severa, justa (Deus de justiça). Oséas afirmou que Deus, na sua severidade, sabia perdoar os erros de seus filhos (Deus de perdão). O Deutero Isaías compreendeu que o Deus de Israel era o mesmo de toda a humanidade (Deus único). E Jesus traduziu em ações que todos são iguais perante Deus, e que o amor é a relação básica entre Deus e suas criaturas (Deus de amor).

A visão histórica mostra que vários conceitos de Deus, aceitos em um determinado período, foram sendo abandonados na medida em que deixaram de atender às expectativas das pessoas e de seus grupos sociais. Deus foi aos poucos deixando de ser um deus entre muitos deuses. Deixou de ser o Deus de um só povo, o que comandava os exércitos e esmagava seus inimigos. Deixou de ser o Deus imprevisível em suas ações, que a todos castigava. Deixou de ser o Deus que provocava medo e controlava a vida das pessoas. Deixou de ser o Deus de uma Igreja, refém de concepções doutrinárias e dogmáticas.

No entendimento do Espiritismo, Deus não se relaciona ao mágico, ao místico, ao divinal, ao sacro, ao infinito, ao absoluto. Deus não é matéria, nem energia. Ele não tem uma forma definida. Deus não está restrito a uma pessoa, por mais evoluída que seja, como Jesus. Deus não está no céu. Ele está nos seres mas não se confunde com eles; está nas coisas mas não se confunde com elas.

Deus não prescreve comportamentos, não determina um conjunto de regras a serem seguidas. Logo, não há desobediência à sua vontade, não há pecado. Deus não vigia, não fiscaliza. Ele não pune, não castiga, não determina ou executa sentenças.

Para o Espiritismo, Deus não aceita oferendas, sacrifícios ou promessas. Não concede graça, dom ou favores. Não intercede, não aceita pedidos, não protege alguém em especial. Deus não atua através de milagres.

Deus não está limitado à humanidade, ao planeta Terra ou à Via Láctea. Deus abrange todas as coisas, todos os seres vivos, inteligentes ou não, encarnados ou desencarnados do Universo. Deus se estende pelo Cosmo e o mantém (o Universo organizado e ordenado) — Deus Cósmico.

Para a Doutrina Espírita, o Universo é estruturado, as coisas não ocorrem ao acaso. Em tudo há causalidade, inteligibilidade, significado, padrão. Deus, para o Espiritismo, é a Inteligência Suprema (Allan Kardec).

O objetivo do ser é a evolução, a ampliação de sua consciência através da aquisição de conhecimentos. Ao construir a sua trajetória de vida, o ser inteligente amplia a sua percepção e compreensão da natureza, das coisas, das pessoas, de si mesmo, do Cosmo, da estruturação inteligente do Universo e, em conseqüência, o seu entendimento de Deus. Deus torna-se evidente na Harmonia de tudo o que existe. Ao se fazer identidade com o Cosmo, se faz identidade com Deus, pois os seres, as coisas, as relações, a harmonia do Universo presentam Deus. Dessa forma, Deus é a totalidade.

A estruturação inteligente do Universo é ampla, plural, variada, abrangendo o número de consciências do universo. O Livre-Arbítrio é parte fundamental do Cosmo e as infinitas possibilidades que surgem de seu exercício estão contidas na estruturação inteligente do Universo.

A compreensão que o ser vai tendo do Cosmo é construída gradativamente e é expressa através de sínteses parciais, limitadas, incompletas. Algumas dessas sínteses parciais foram chamadas de leis de Deus, e muitas vezes entendidas como uma prescrição que deveria ser obedecida de forma rígida, como uma ordem direta de Deus que os homens não deveriam discutir. Com o tempo, no entanto, passou a ser vista como a expressão de uma compreensão, como uma aproximação do entendimento da estrutura inteligente do Universo. As chamadas leis não são prescrições, mas entendimentos. A identidade com Deus não se faz, portanto, pela obediência, mas através de conhecimento, entendimento, sabedoria, consciência.

Todos os seres se relacionam com Deus tal como as criaturas com o Criador. Na medida em que evoluem, ampliam a sua consciência dessa unidade criatura-Criador. Todos os seres criam expressando Deus e nesse sentido pode-se compreender que Deus está presente em todos os seres (Deus onipresente). Pode-se compreender, também, que Deus é consciente através da consciência de todos os seres do universo (Deus onisciente). E, por fim, Deus faz, age, constrói através de suas criaturas. Elas são instrumentos do amor, da justiça, verdade, da evolução. A estruturação inteligente é operada pelas suas criaturas (Deus onipotente)

"Deus é vida, paz, amor, compreensão, inteligência, justiça, caridade suprema, ...onipotência, onipresença, onisciência, verdade universal" (L.J.Correia, 25/09/88).

Deus é a expressão da vida, Deus é a dinâmica da vida. Deus é a unidade que se revela todos os dias quando nos procuramos (Antônio Grimm).
"...estou servindo ao meu Criador?" L.J.Correia

sábado, 23 de julho de 2016

Amor: a lei maior da vida

 Por Antônio Moris Cury
Jesus, o Cristo, o ser mais perfeito que até agora habitou o planeta Terra, nosso Mestre, irmão e amigo de todas as horas, com admirável e especialíssima capacidade de síntese, presente, aliás, em todos os Seus pronunciamentos, inclusive naqueles em que utilizou parábolas, perguntado por um doutor da lei [com a indisfarçável intenção de provocá-lO] sobre qual era o mandamento maior da lei, ofereceu, de imediato, a seguinte resposta: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (Mateus, 22:34 a 40)

Trata-se da milenar, sintética e célebre sentença que contém, em resumo, toda a lei e os profetas e que foi pronunciada há cerca de dois mil anos [a propósito, interessante registrar: como Jesus começou a pregar quando tinha aproximadamente trinta anos de idade e com trinta e três foi crucificado, pode-se concluir que a veneranda sentença completará dois mil anos apenas quando a Terra estiver por volta do ano de 2030, talvez um pouco mais, depois de Cristo – O Mestre, como bem o sabemos, dividiu a História da Humanidade em antes e depois de Cristo].

Entendemos que se pode concluir também que quem ama ao próximo como a si mesmo estará, exatamente por este motivo, por esta razão, amando a Deus sobre todas as coisas.

E, ainda, amar ao próximo como a si mesmo é fazer a ele o que gostaríamos que ele nos fizesse.

Entretanto, há uma indeclinável premissa para amar ao próximo como a si mesmo: é absolutamente indispensável amar-se. E para amar-se é preciso conhecer-se.

Não é à toa que o autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo é a chave do progresso individual (questão 919 de O Livro dos Espíritos, a obra fundamental do Espiritismo).

Pode parecer difícil, mas não é. Devagar, aos poucos, vamos nos conhecendo e, com isto, vamos nos ajustando, alterando, corrigindo e melhorando nossa postura, nossa compostura, nosso comportamento, de modo continuado e permanente. Sempre podemos melhorar, buscar nosso aperfeiçoamento, intelectual e moral. Nunca é tarde, uma vez que agora pode ser o momento exato de começar ou de recomeçar. E não perder de vista que a própria natureza não dá saltos…

Um bom começo é procurar enxergar no próximo um irmão e fazer a ele o que gostaríamos que ele nos fizesse. Enxergar no próximo alguém que também está a caminho, que tem origem divina, que é um ser espiritual, um ser pensante da Criação, que é imortal, indestrutível e que, por isso mesmo, viverá para sempre, no corpo físico ou fora dele. Alguém que, um dia, igualmente alcançará a perfeição relativa.

Além deste que é o principal, ainda poderemos expressar o nosso amor servindo, sendo úteis, onde quer que nos encontremos, oferecendo o melhor sempre.

E, sem a menor sombra de dúvida, sendo pessoas de Bem, voltadas para o Bem e para a sua prática, estaremos expressando o nosso amor de maneira magnífica, facilmente perceptível, sabendo-se, como se sabe, que o amor é fundamental na vida de todos. Como se não fosse suficiente, cumpre relembrar que fazer o Bem faz bem, torna-nos pessoas melhores, mais confiantes, mais felizes [e não tem qualquer contraindicação].

O Espírito José Lopes Neto, no livro Em nome de Deus, pela psicografia do incansável, valoroso e ínclito médium Raul Teixeira, aconselha: Nunca te canses de desenvolver teus valores, os recursos que iluminarão e que nortearão teu rumo, evolução afora. Rejubila-te diante dos ensejos de agir, conscientemente, em prol do amor, em favor da alegria e da paz. (1ª edição Fráter, 2007, página 38)

Procuremos, pois, observar e cumprir a Lei de Amor, a lei maior da Vida, capaz de nos tornar melhores e mais felizes agora e aqui mesmo na Terra.