HORROR AO NADA
O homem geralmente tem horror ao nada; certamente é porque ele não existe, nos diz "O Livro dos Espíritos". O medo da morte tem diversas causas que nos induzem a essa ilusão. Não obstante, os milênios de vida que deveremos viver nos educará sobre todos os dramas que nos fazem sofrer.
A maior causa do medo da morte, pelos encarnados, é a mudança de planos, para eles desconhecidos. Perder o corpo quando se encontra na matéria, passa a ser uma violência para os menos avisados, e no caso do suicida que acabamos de falar em mensagens anteriores, eles mesmos destroem seus corpos, procurando se esquecer da vida ou encontrá-la melhor.
A perda da memória para muitos faz surgir temor, entretanto, não se morre todos os dias, quando se cruza o portal do sono? A natureza leva a alma ao exercício para a desencarnação todos os dias sem o perceber; contudo, fica na consciência alguma coisa, dizendo que ninguém morre e que a vida continua em todas as dimensões.
O medo do nada é condição da alma em marcha para o verdadeiro despertamento espiritual, no entanto, a coragem em excesso é muito perigosa para o Espírito, porque é essa coragem sem compreensão que o leva por vezes, ao suicídio. Deves fixar bem na mente e no coração que o nada não existe, e que não deves temer e, sim, aumentar a esperança na vida que é uma realidade.
Jesus veio ao mundo para sanar das mentes em desequilíbrio o medo da morte e o horror ao nada. Fazendo o que fez, nos fenômenos por Ele praticado, deu à humanidade uma certeza de Deus e da continuação da vida do Espírito, cada vez mais sublimado.
E, voltando-se para os seus discípulos, disse-lhes particularmente:
Bem-aventurados os olhos que vêem as cousas que vós vedes. (Lucas, 10:23)
Verdadeiramente, eram bem-aventurados os que assistiram aos fenômenos produzidos pela presença de Jesus, em todas as suas modalidades, porque Jesus fez desaparecer a morte e o nada, infundindo vida em todas as criaturas que o seguiram com fé, confiando em Deus. Deves alegrar-te cada vez mais, porque o nada não existe. Em todo lugar, existe algo de vida, falando sobre a presença do Criador.
Eis que surge a esperança no meio de todas as dúvidas e faz nascer a vida onde se julgava haver mortes; faz nascer o amor, onde o ódio iludia as criaturas. Hoje, é a própria ciência que nos afirma que não existe espaço vazio; sempre existe algo, que por vezes desconhecemos.
A Doutrina dos Espíritos, qualificada como Espiritismo, resplandece no mundo das consciências, mostrando outras dimensões de vida, para que possas ter mais esperança no viver.
O mesmo tema, vários artigos, para ajudar a alguém que está preparando uma exposição ou estudando um assunto
Estudando o Espiritismo
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sexta-feira, 26 de junho de 2015
Medo da morte
Medo da morte
Joilson José Gonçalves Mendes
Praticamente todos os seres humanos, possuem um medo que segundo Kay Gilley no livro “A alquimia do medo” é o pior de todos os medos, o medo da morte. Mesmo aqueles que acreditam na vida após a morte, que professam uma crença religiosa em que a pluralidade da existência é senso comum, afirmam ter medo da hora derradeira, o momento em que teremos que fazer a nossa passagem, medo de morrer.
Então questionamos: Qual a origem deste medo? Porque pessoas estudiosas dos assuntos espirituais tremem ao saberem que a sua hora está chegando? O que devemos fazer para eliminarmos ou pelo menos minimizarmos este medo? O medo estaria ligado ao como morrer ou a o que virá após o desencarne?
Joana de Angelis afirma que “...o medo da morte, que é herança ancestral, assim como resultado das crenças religiosas e superstições que elaboraram um Deus vingador e punitivo, ou do materialismo que reduz a vida após a disjunção celular ao nada, o fenômeno natural da desencarnação se apresenta como tragédia, ou constitui um término infeliz para a existência humana, que sofre a dolorosa punição de ser extinguida.” Desta forma passamos a compreender um pouco mais sobre este medo visto que somos espíritos milenares que já vivenciamos vários personagens no palco terreno e nem sempre fomos espíritas ou reencarnacionistas.
Nas fases primitivas da existência devido à ignorância, seja nossa ou daqueles que nos impingiram certos conceitos, fomos condicionandos a vários tipos de medo e o medo da morte talvez tenha sido o mais condicionado. Já acreditamos em um “céu” feito apenas para os “puros” e um “inferno” para os “maus”. Citamos como exemplo o caso do Bandeirante – Anhanguera - que colocou fogo no álcool, dizendo para os índios que queimaria os rios. E isto aconteceu aproximadamente há quinhentos anos. Hoje sabemos o que é o álcool e não ficamos aterrorizados com uma situação desta, assim será quando realmente compreendermos sobre o processo do desencarne e a importância das várias existências para a evolução espiritual de cada um.
Segundo Kay Gilley “Apenas expressando em palavras os nossos medos profundos recuperamos o poder para transformar nosso relacionamento com eles de negação para força interior.” Podemos então, em um momento de medo nos perguntarmos: Do que estou com medo? O que este medo pode me ensinar para que eu possa ir ao seu encontro? Afirma, ainda que, “Quando temos medo e o evitamos através da negação, nós nos dividimos, sentimo-nos menos plenos. Quando temos medo, mas o admitimos e aprendemos o que temos que fazer para encará-lo e superá-lo, nós nos tornamos mais plenos.”
Encarar o medo da morte é praticar o que Jesus, nosso mestre maior, nos ensinou “BUSCA A VERDADE E A VERDADE TE LIBERTARÁ.” É enfrentar a verdade sobre nós mesmos, sobre a continuidade da vida e fortalecermos na fé, não a fé cega e sim uma fé raciocinada, uma fé baseada na experiência direta. Convém lembrarmos que “morremos” todos os dias quando nos deitamos para dormir após um dia de trabalho.
Para Richard Simonetti “O espírita, em face das informações amplas e precisas que recebe, certamente aportará com maior segurança no continente invisível, sem grandes problemas para identificar a nova situação, embora tais benefícios não lhe confiram o direito de ingresso em comunidades venturosas. Isso dependerá do que fez e não do que sabe.”
Sócrates ensinava seus discípulos dizendo: “É pois um fato, Símias, (...), que os verdadeiros filósofos se preparam para morrer e que eles são, de todos os homens, aqueles que menos medo têm da morte”. (Platão, Diálogos, Fédon)
Assim como Simonetti e Sócrates nas transcrições acima, devemos nos preparar para o momento da morte, uma vez que, sabemos ser a única certeza em nossa estada no plano terreno e que, um dia, retornaremos ao plano espiritual para um novo estágio de aprendizado. Como afirmam os espiritos, nossa condição no plano espiritual está diretamente subordinada às obras que fizermos ao bem que praticarmos, quanto mais vivenciarmos os ensinamentos do Cristo em nosso dia-a-dia melhor será nossa situação ao chegarmos no plano espiritual.
Bibliografia
- O livro dos espíritos
- Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti
- O Despertar do espírito – Joana de Angelis
- Autodescobrimento - Joana de Angelis
- A Alquimia do medo – Kay Gilley
Joilson José Gonçalves Mendes
Praticamente todos os seres humanos, possuem um medo que segundo Kay Gilley no livro “A alquimia do medo” é o pior de todos os medos, o medo da morte. Mesmo aqueles que acreditam na vida após a morte, que professam uma crença religiosa em que a pluralidade da existência é senso comum, afirmam ter medo da hora derradeira, o momento em que teremos que fazer a nossa passagem, medo de morrer.
Então questionamos: Qual a origem deste medo? Porque pessoas estudiosas dos assuntos espirituais tremem ao saberem que a sua hora está chegando? O que devemos fazer para eliminarmos ou pelo menos minimizarmos este medo? O medo estaria ligado ao como morrer ou a o que virá após o desencarne?
Joana de Angelis afirma que “...o medo da morte, que é herança ancestral, assim como resultado das crenças religiosas e superstições que elaboraram um Deus vingador e punitivo, ou do materialismo que reduz a vida após a disjunção celular ao nada, o fenômeno natural da desencarnação se apresenta como tragédia, ou constitui um término infeliz para a existência humana, que sofre a dolorosa punição de ser extinguida.” Desta forma passamos a compreender um pouco mais sobre este medo visto que somos espíritos milenares que já vivenciamos vários personagens no palco terreno e nem sempre fomos espíritas ou reencarnacionistas.
Nas fases primitivas da existência devido à ignorância, seja nossa ou daqueles que nos impingiram certos conceitos, fomos condicionandos a vários tipos de medo e o medo da morte talvez tenha sido o mais condicionado. Já acreditamos em um “céu” feito apenas para os “puros” e um “inferno” para os “maus”. Citamos como exemplo o caso do Bandeirante – Anhanguera - que colocou fogo no álcool, dizendo para os índios que queimaria os rios. E isto aconteceu aproximadamente há quinhentos anos. Hoje sabemos o que é o álcool e não ficamos aterrorizados com uma situação desta, assim será quando realmente compreendermos sobre o processo do desencarne e a importância das várias existências para a evolução espiritual de cada um.
Segundo Kay Gilley “Apenas expressando em palavras os nossos medos profundos recuperamos o poder para transformar nosso relacionamento com eles de negação para força interior.” Podemos então, em um momento de medo nos perguntarmos: Do que estou com medo? O que este medo pode me ensinar para que eu possa ir ao seu encontro? Afirma, ainda que, “Quando temos medo e o evitamos através da negação, nós nos dividimos, sentimo-nos menos plenos. Quando temos medo, mas o admitimos e aprendemos o que temos que fazer para encará-lo e superá-lo, nós nos tornamos mais plenos.”
Encarar o medo da morte é praticar o que Jesus, nosso mestre maior, nos ensinou “BUSCA A VERDADE E A VERDADE TE LIBERTARÁ.” É enfrentar a verdade sobre nós mesmos, sobre a continuidade da vida e fortalecermos na fé, não a fé cega e sim uma fé raciocinada, uma fé baseada na experiência direta. Convém lembrarmos que “morremos” todos os dias quando nos deitamos para dormir após um dia de trabalho.
Para Richard Simonetti “O espírita, em face das informações amplas e precisas que recebe, certamente aportará com maior segurança no continente invisível, sem grandes problemas para identificar a nova situação, embora tais benefícios não lhe confiram o direito de ingresso em comunidades venturosas. Isso dependerá do que fez e não do que sabe.”
Sócrates ensinava seus discípulos dizendo: “É pois um fato, Símias, (...), que os verdadeiros filósofos se preparam para morrer e que eles são, de todos os homens, aqueles que menos medo têm da morte”. (Platão, Diálogos, Fédon)
Assim como Simonetti e Sócrates nas transcrições acima, devemos nos preparar para o momento da morte, uma vez que, sabemos ser a única certeza em nossa estada no plano terreno e que, um dia, retornaremos ao plano espiritual para um novo estágio de aprendizado. Como afirmam os espiritos, nossa condição no plano espiritual está diretamente subordinada às obras que fizermos ao bem que praticarmos, quanto mais vivenciarmos os ensinamentos do Cristo em nosso dia-a-dia melhor será nossa situação ao chegarmos no plano espiritual.
Bibliografia
- O livro dos espíritos
- Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti
- O Despertar do espírito – Joana de Angelis
- Autodescobrimento - Joana de Angelis
- A Alquimia do medo – Kay Gilley
TEMOR DA MORTE: Causas do temor da morte - OCI
TEMOR DA MORTE:
Causas do temor da morte
Razão por que não a temem os espíritas
Causas do temor da morte
1 - O homem, seja qual for a escala de sua posição social, desde selvagem tem o sentimento inato do futuro; diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos. A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada. Entretanto, a maior parte dos que nele crêem apresentam-se-nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?
2. - Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento. Assim é que, nos povos primitivos, o futuro é uma vaga intuição, mais tarde tornada simples esperança e, finalmente, uma certeza apenas atenuada por secreto apego à vida corporal.
3 . - A proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim calma, resignada e serenamente. A certeza da vida futura dá-lhe outro curso às idéias, outro fito ao trabalho; antes dela nada que se não prenda ao presente; depois dela tudo pelo futuro sem desprezo do presente, porque sabe que aquele depende da boa ou da má direção deste.
A certeza de reencontrar seus amigos depois da morte, de reatar as relações que tivera na Terra, de não perder um só fruto do seu trabalho, de engrandecer-se incessantemente em inteligência, perfeição, dá-lhe paciência para esperar e coragem para suportar as fadigas transitórias da vida terrestre. A solidariedade entre vivos e mortos faz-lhe compreender a que deve existir na Terra, onde a fraternidade e a caridade têm desde então um fim e uma razão de ser, no presente como no futuro.
4. - Para libertar-se do temor da morte é mister poder encará-la sob o seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual, fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota da parte do Espírito encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria. No Espírito atrasado a vida material prevalece sobre a espiritual. Apegando-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real; aniquilado aquele, tudo se lhe afigura perdido, desesperador. Se, ao contrário, concentrarmos o pensamento, não no corpo, mas na alma, fonte da vida, ser real a tudo sobrevivente, lastimaremos menos a perda do corpo, antes fonte de misérias e dores. Para isso, porém, necessita o Espírito de uma força só adquirível na madureza.
O temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total; igualmente o estimula secreto anseio pela sobrevivência da alma, velado ainda pela incerteza. Esse temor decresce, à proporção que a certeza aumenta, e desaparece quando esta é completa.
Eis aí o lado providencial da questão. Ao homem não suficientemente esclarecido, cuja razão mal pudesse suportar a perspectiva muito positiva e sedutora de um futuro melhor, prudente seria não o deslumbrar com tal idéia, desde que por ela pudesse negligenciar o presente, necessário ao seu adiantamento material e intelectual.
5. - Este estado de coisas é entretido e prolongado por causas puramente humanas, que o progresso fará desaparecer. A primeira é a feição com que se insinua a vida futura, feição que poderia contentar as inteligências pouco desenvolvidas, mas que não conseguiria satisfazer a razão esclarecida dos pensadores refletidos. Assim, dizem estes: "Desde que nos apresentam como verdades absolutas princípios contestados pela lógica e pelos dados positivos da Ciência, é que eles não são verdades." Daí, a incredulidade de uns e a crença dúbia de um grande número.
A vida futura é-lhes uma idéia vaga, antes uma probabilidade do que certeza absoluta; acreditam, desejariam que assim fosse, mas apesar disso exclamam: "Se todavia assim não for! O presente é positivo, ocupemo-nos dele primeiro, que o futuro
por sua vez virá." E depois, acrescentam, definitivamente que é a alma? Um ponto, um átomo, uma faísca, uma chama? Como se sente, vê ou percebe? E que a alma não lhes parece uma realidade efetiva, mas uma abstração.
Os entes que lhes são caros, reduzidos ao estado de átomos no seu modo de pensar, estão perdidos, e não têm mais a seus olhos as qualidades pelas quais se lhes fizeram amados; não podem compreender o amor de uma faísca nem o que a ela possamos ter. Quanto a si mesmos, ficam mediocremente satisfeitos com a perspectiva de se transformarem em mônadas. Justifica-se assim a preferência ao positivismo da vida terrestre, que algo possui de mais substancial.
É considerável o número dos dominados por este pensamento.
6. - Outra causa de apego às coisas terrenas, mesmo nos que mais firmemente crêem na vida futura, é a impressão do ensino que relativamente a ela se lhes há dado desde a infância. Convenhamos que o quadro pela religião esboçado, sobre o assunto, é nada sedutor e ainda menos consolador.
De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. Os séculos sucedem-se aos séculos e não há para tais desgraçados sequer o lenitivo de uma esperança e, o que mais atroz é, não lhes aproveita o arrependimento. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem.
Estas duas categorias compõem a maioria imensa da população de além-túmulo.
Acima delas, paira a limitada classe dos eleitos, gozando, por toda a eternidade, da beatitude contemplativa. Esta inutilidade eterna, preferível sem dúvida ao nada, não deixa de ser de uma fastidiosa monotonia. É por isso que se vê, nas figuras que retratam os bem-aventurados, figuras angélicas onde mais transparece o tédio que a verdadeira felicidade.
Este estado não satisfaz nem as aspirações nem a instintiva idéia de progresso, única que se afigura compatível com a felicidade absoluta. Custa crer que, só por haver recebido o batismo, o selvagem ignorante - de senso moral obtuso -, esteja ao mesmo nível do homem que atingiu, após longos anos de trabalho, o mais alto grau de ciência e moralidade práticas. Menos concebível ainda é que a criança falecida em tenra idade, antes de ter consciência de seus atos, goze dos mesmos privilégios somente por força de uma cerimônia na qual a sua vontade não teve parte alguma.
Estes raciocínios não deixam de preocupar os mais fervorosos crentes, por pouco que meditem.
7. - Não dependendo a felicidade futura do trabalho progressivo na Terra, a facilidade com que se acredita adquirir essa felicidade, por meio de algumas práticas exteriores, e a possibilidade até de a comprar a dinheiro, sem regeneração de caráter e costumes, dão aos gozos do mundo o melhor valor.
Mais de um crente considera, em seu foro íntimo, que assegurado o seu futuro pelo preenchimento de certas fórmulas ou por dádivas póstumas, que de nada o privam, seria supérfluo impor-se sacrifícios ou quaisquer incômodos por outrem, uma vez que se consegue a salvação trabalhando cada qual por si.
Seguramente, nem todos pensam assim, havendo mesmo muitas e honrosas exceções; mas não se poderia contestar que assim pensa o maior número, sobretudo das massas pouco esclarecidas, e que a idéia que fazem das condições de felicidade no outro mundo não entretenha o apego aos bens deste, acoroçoando o egoísmo.
8. - Acrescentemos ainda a circunstância de tudo nas usanças concorrer para lamentar a perda da vida terrestre e temer a passagem da Terra ao céu. A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a provocarem a esperança. Se descrevem a morte, é sempre com aspecto repelente e nunca como sono de transição; todos os seus emblemas lembram a destruição do corpo, mostrando-o hediondo e descarnado; nenhum simboliza a alma desembaraçando-se radiosa dos grilhões terrestres. A partida para esse mundo mais feliz só se faz acompanhar do lamento dos sobreviventes, como se imensa desgraça atingira os que partem; dizem-lhes eternos adeuses como se jamais devessem revê-los.
Lastima-se por eles a perda dos gozos mundanos, como se não fossem encontrar maiores gozos no além-túmulo. Que desgraça, dizem, morrer tão jovem, rico e feliz, tendo a perspectiva de um futuro brilhante! A idéia de um futuro melhor apenas toca de leve o pensamento, porque não tem nele raízes. Tudo concorre, assim, para inspirar o terror da morte, em vez de infundir esperança.
Sem dúvida que muito tempo será preciso para o homem se desfazer desses preconceitos, o que não quer dizer que isto não suceda, à medida que a sua fé se for firmando, a ponto de conceber uma idéia mais sensata da vida espiritual.
9. - Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento, onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos; a própria Igreja põe entre umas e outras uma barreira insuperável, declarando rotas todas as relações e impossível qualquer comunicação. Se as almas estão no inferno, perdida é toda a esperança de as rever, a menos que lá se vá ter também; se estão entre os eleitos, vivem completamente absortas em contemplativa beatitude. Tudo isso interpõe entre mortos e vivos uma distância tal que faz supor eterna a separação, e é por isso que muitos preferem ter junto de si, embora sofrendo, os entes caros, antes que vê-los partir, ainda mesmo que para o céu. E a alma que estiver no céu será realmente feliz vendo, por exemplo, arder eternamente seu filho, seu pai, sua mãe ou seus amigos?
Por que os espíritas não temem a morte
10. - A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as rases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem, outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.
Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as idéias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções. A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não se nos apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento, porém sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes. Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações, assistindo-se mutuamente.
Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não do nada.
ALLAN KARDEC, de O Céu e o Inferno, 1ª PARTE - CAPÍTULO II
Causas do temor da morte
Razão por que não a temem os espíritas
Causas do temor da morte
1 - O homem, seja qual for a escala de sua posição social, desde selvagem tem o sentimento inato do futuro; diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos. A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada. Entretanto, a maior parte dos que nele crêem apresentam-se-nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?
2. - Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento. Assim é que, nos povos primitivos, o futuro é uma vaga intuição, mais tarde tornada simples esperança e, finalmente, uma certeza apenas atenuada por secreto apego à vida corporal.
3 . - A proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim calma, resignada e serenamente. A certeza da vida futura dá-lhe outro curso às idéias, outro fito ao trabalho; antes dela nada que se não prenda ao presente; depois dela tudo pelo futuro sem desprezo do presente, porque sabe que aquele depende da boa ou da má direção deste.
A certeza de reencontrar seus amigos depois da morte, de reatar as relações que tivera na Terra, de não perder um só fruto do seu trabalho, de engrandecer-se incessantemente em inteligência, perfeição, dá-lhe paciência para esperar e coragem para suportar as fadigas transitórias da vida terrestre. A solidariedade entre vivos e mortos faz-lhe compreender a que deve existir na Terra, onde a fraternidade e a caridade têm desde então um fim e uma razão de ser, no presente como no futuro.
4. - Para libertar-se do temor da morte é mister poder encará-la sob o seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual, fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota da parte do Espírito encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria. No Espírito atrasado a vida material prevalece sobre a espiritual. Apegando-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real; aniquilado aquele, tudo se lhe afigura perdido, desesperador. Se, ao contrário, concentrarmos o pensamento, não no corpo, mas na alma, fonte da vida, ser real a tudo sobrevivente, lastimaremos menos a perda do corpo, antes fonte de misérias e dores. Para isso, porém, necessita o Espírito de uma força só adquirível na madureza.
O temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total; igualmente o estimula secreto anseio pela sobrevivência da alma, velado ainda pela incerteza. Esse temor decresce, à proporção que a certeza aumenta, e desaparece quando esta é completa.
Eis aí o lado providencial da questão. Ao homem não suficientemente esclarecido, cuja razão mal pudesse suportar a perspectiva muito positiva e sedutora de um futuro melhor, prudente seria não o deslumbrar com tal idéia, desde que por ela pudesse negligenciar o presente, necessário ao seu adiantamento material e intelectual.
5. - Este estado de coisas é entretido e prolongado por causas puramente humanas, que o progresso fará desaparecer. A primeira é a feição com que se insinua a vida futura, feição que poderia contentar as inteligências pouco desenvolvidas, mas que não conseguiria satisfazer a razão esclarecida dos pensadores refletidos. Assim, dizem estes: "Desde que nos apresentam como verdades absolutas princípios contestados pela lógica e pelos dados positivos da Ciência, é que eles não são verdades." Daí, a incredulidade de uns e a crença dúbia de um grande número.
A vida futura é-lhes uma idéia vaga, antes uma probabilidade do que certeza absoluta; acreditam, desejariam que assim fosse, mas apesar disso exclamam: "Se todavia assim não for! O presente é positivo, ocupemo-nos dele primeiro, que o futuro
por sua vez virá." E depois, acrescentam, definitivamente que é a alma? Um ponto, um átomo, uma faísca, uma chama? Como se sente, vê ou percebe? E que a alma não lhes parece uma realidade efetiva, mas uma abstração.
Os entes que lhes são caros, reduzidos ao estado de átomos no seu modo de pensar, estão perdidos, e não têm mais a seus olhos as qualidades pelas quais se lhes fizeram amados; não podem compreender o amor de uma faísca nem o que a ela possamos ter. Quanto a si mesmos, ficam mediocremente satisfeitos com a perspectiva de se transformarem em mônadas. Justifica-se assim a preferência ao positivismo da vida terrestre, que algo possui de mais substancial.
É considerável o número dos dominados por este pensamento.
6. - Outra causa de apego às coisas terrenas, mesmo nos que mais firmemente crêem na vida futura, é a impressão do ensino que relativamente a ela se lhes há dado desde a infância. Convenhamos que o quadro pela religião esboçado, sobre o assunto, é nada sedutor e ainda menos consolador.
De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. Os séculos sucedem-se aos séculos e não há para tais desgraçados sequer o lenitivo de uma esperança e, o que mais atroz é, não lhes aproveita o arrependimento. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem.
Estas duas categorias compõem a maioria imensa da população de além-túmulo.
Acima delas, paira a limitada classe dos eleitos, gozando, por toda a eternidade, da beatitude contemplativa. Esta inutilidade eterna, preferível sem dúvida ao nada, não deixa de ser de uma fastidiosa monotonia. É por isso que se vê, nas figuras que retratam os bem-aventurados, figuras angélicas onde mais transparece o tédio que a verdadeira felicidade.
Este estado não satisfaz nem as aspirações nem a instintiva idéia de progresso, única que se afigura compatível com a felicidade absoluta. Custa crer que, só por haver recebido o batismo, o selvagem ignorante - de senso moral obtuso -, esteja ao mesmo nível do homem que atingiu, após longos anos de trabalho, o mais alto grau de ciência e moralidade práticas. Menos concebível ainda é que a criança falecida em tenra idade, antes de ter consciência de seus atos, goze dos mesmos privilégios somente por força de uma cerimônia na qual a sua vontade não teve parte alguma.
Estes raciocínios não deixam de preocupar os mais fervorosos crentes, por pouco que meditem.
7. - Não dependendo a felicidade futura do trabalho progressivo na Terra, a facilidade com que se acredita adquirir essa felicidade, por meio de algumas práticas exteriores, e a possibilidade até de a comprar a dinheiro, sem regeneração de caráter e costumes, dão aos gozos do mundo o melhor valor.
Mais de um crente considera, em seu foro íntimo, que assegurado o seu futuro pelo preenchimento de certas fórmulas ou por dádivas póstumas, que de nada o privam, seria supérfluo impor-se sacrifícios ou quaisquer incômodos por outrem, uma vez que se consegue a salvação trabalhando cada qual por si.
Seguramente, nem todos pensam assim, havendo mesmo muitas e honrosas exceções; mas não se poderia contestar que assim pensa o maior número, sobretudo das massas pouco esclarecidas, e que a idéia que fazem das condições de felicidade no outro mundo não entretenha o apego aos bens deste, acoroçoando o egoísmo.
8. - Acrescentemos ainda a circunstância de tudo nas usanças concorrer para lamentar a perda da vida terrestre e temer a passagem da Terra ao céu. A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a provocarem a esperança. Se descrevem a morte, é sempre com aspecto repelente e nunca como sono de transição; todos os seus emblemas lembram a destruição do corpo, mostrando-o hediondo e descarnado; nenhum simboliza a alma desembaraçando-se radiosa dos grilhões terrestres. A partida para esse mundo mais feliz só se faz acompanhar do lamento dos sobreviventes, como se imensa desgraça atingira os que partem; dizem-lhes eternos adeuses como se jamais devessem revê-los.
Lastima-se por eles a perda dos gozos mundanos, como se não fossem encontrar maiores gozos no além-túmulo. Que desgraça, dizem, morrer tão jovem, rico e feliz, tendo a perspectiva de um futuro brilhante! A idéia de um futuro melhor apenas toca de leve o pensamento, porque não tem nele raízes. Tudo concorre, assim, para inspirar o terror da morte, em vez de infundir esperança.
Sem dúvida que muito tempo será preciso para o homem se desfazer desses preconceitos, o que não quer dizer que isto não suceda, à medida que a sua fé se for firmando, a ponto de conceber uma idéia mais sensata da vida espiritual.
9. - Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento, onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos; a própria Igreja põe entre umas e outras uma barreira insuperável, declarando rotas todas as relações e impossível qualquer comunicação. Se as almas estão no inferno, perdida é toda a esperança de as rever, a menos que lá se vá ter também; se estão entre os eleitos, vivem completamente absortas em contemplativa beatitude. Tudo isso interpõe entre mortos e vivos uma distância tal que faz supor eterna a separação, e é por isso que muitos preferem ter junto de si, embora sofrendo, os entes caros, antes que vê-los partir, ainda mesmo que para o céu. E a alma que estiver no céu será realmente feliz vendo, por exemplo, arder eternamente seu filho, seu pai, sua mãe ou seus amigos?
Por que os espíritas não temem a morte
10. - A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as rases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem, outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.
Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as idéias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções. A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não se nos apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento, porém sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes. Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações, assistindo-se mutuamente.
Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não do nada.
ALLAN KARDEC, de O Céu e o Inferno, 1ª PARTE - CAPÍTULO II
A fatalidade da morte
Joanna de Ângelis
Dor alguma é comparável àquela que surge após a desencarnação de um ser querido.
Ceifando a alegria de viver de quem fica no corpo, assinala profundamente os sentimentos de amor, deixando vigorosas marcas no campo emocional.
A morte, no entanto, é uma fatalidade inevitável, e todos aqueles que se encontram vivos no corpo, em momento próprio dele serão arrebatados.
Nada obstante esse conhecimento, as criaturas transitam na matéria como se esta devesse durar para sempre, não se interrompendo o fluxo da energia, não se decompondo, não sofrendo modificações através do tempo, não sucumbindo à inevitável desconexão celular.
Impregnando-se da matéria orgânica, o espírito adormece relativamente, olvidando o Grande Lar de onde procede, e intoxicando-se, de alguma forma, nos fluidos que sustentam o corpo.
A cultura e a convivência social, caracterizadas pelo utilitarismo, desde cedo infundem no ser necessidades que não são legítimas, criando condicionamentos que dizem respeito apenas ao prazer, em grave equivoco em torno dos objetivos da existência terrestre.
Por outro lado, as religiões tradicionais e muitas outras denominações evangélicas, preocupadas com o mundo, descuidam-se do lado espiritual da jornada terrestre, estimulando os seus fiéis à conquista dos valores enganosos do mundo, distantes dos compromissos libertadores da imortalidade.
Anteriormente, sem compreenderem o significado da renúncia e da abnegação, os religiosos, dominados por doentio fanatismo, propunham o ódio ao mundo, favorecendo terríveis cilícios e mortificações desnecessárias, mediante os quais se pretendia castigar o corpo, libertando o espírito.
A ignorância e a soberba de muitos teólogos e pastores religiosos desrespeitavam o amor, para afirmarem as determinações em nome do Deus terror, punitivo e cruel, que se impunha mediante as vergastadas da aflição desmedida nas criaturas que O buscavam.
Suplícios injustificáveis eram impostos àqueles que desejavam a plenitude, a perfeita integração no Seu amor, tornando-os amargos, distantes, indiferentes, alienados...
Imposições perversas eram apresentadas como salutares para a purificação, para a libertação do pecado, que se encontrava mais na imaginação doentia desses líderes religiosos do que propriamente na conduta infeliz e sofredora dos candidatos ao aperfeiçoamento.
À medida, porém, que a cultura substituiu a superstição e o conhecimento abriu campo para as investigações em torno do ser psicológico, essas práticas absurdas caíram em descrédito, tornando-se detestáveis e dignas de abominação.
Surgiram então novas propostas salvacionistas organizadas de maneira a seduzir os ambiciosos, que pretendem o reino dos Céus, mediante a conquista dos tesouros da Terra, permitindo-se a lavagem cerebral que lhes proporciona a fuga da realidade para as fantasias de ocasião, vestidas de fortuna, poder, destaque na comunidade, sem nenhuma estruturação emocional para a vida depois da morte.
Essa é tida como algo muito remoto de acontecer, ficando para posterior análise quando o tempo permitir.
Simultaneamente, a indiferença pela vida espiritual vem tomando corpo na sociedade, com exceções, naturalmente, dando margem a vivências religiosas perfeitamente integradas no contexto da conduta materialista de ocasião.
Reflexiona em torno da vida e da morte.
Não serás exceção ante o inexorável fenômeno da desencarnação.
Dedica alguns minutos diários para pensar na transitoriedade da vida física.
Aqueles com os quais convives são bênçãos para o teu crescimento espiritual: familiares e amigos, adversários e perseguidores são companheiros da imortalidade, momentaneamente vestidos de carne, com os quais tens compromissos de fraternidade e de amor.
Cuida de viver com eles em clima de saúde espiritual e de paz, aproveitando cada instante para aprimorar os sentimentos fraternos, promovendo-os e promovendo-te, afeiçoando-te e liberando-te, porque chegará o momento em que te separarás do seu convívio físico.
Assim agindo, enfrentarás melhor o momento da desencarnação, quando algum deles antecipar-te na viagem de retorno à Pátria espiritual.
Saberás envolvê-lo em lembranças felizes, de forma que se sinta amado e agradecido pelo tempo em que esteve contigo na vilegiatura carnal.
Por tua vez, se fores aquele que deverá despojar-se da matéria em primeiro lugar, estarás em paz de consciência e em condições de avançar no rumo da imortalidade, rico de alegria pelos deveres que foram cumpridos, pelos labores executados, pelo conhecimento adquirido, que insculpirás no âmago do ser.
Nunca te rebeles com a presença da morte no teu caminho evolutivo.
Trata-se de benfeitora nobre que contribui eficazmente para o desenvolvimento espiritual de todas as criaturas.
Ela interrompe o curso longo do sofrimento, concedendo libertação àquele que se encontrava agrilhoado à dor.
Às vezes conduz alguém saudável, deixando outrem enfermo, no entanto, há razoes ponderáveis para que assim aconteça.
Num momento, arrebata um ancião querido, que vem experimentando terríveis angústias e acerbas dores, o que representa grande misericórdia. Noutro, porém, tomará pelas mãos alguém na infância ou na juventude louçã, produzindo frustração e angústia no grupo familiar. Todavia, cumpre com o dever de renovar a sociedade e as criaturas, ensejando a todos as mesmas oportunidades de aprendizado e de evolução.
Desfruta, então da convivência com os seres queridos, vivendo cada momento, como se fosse o último no corpo, destituído da visão dolorosa da separação.
Voltarás a relacionar-te com aqueles que fazem parte da tua agenda de afetividade. Eles não desaparecerão do teu currículo, porquanto estarão inscritos como membros da tua família espiritual. Por isso, não se encontram ao teu lado, por acaso, por circunstância não prevista pela Divindade.
Quando se adquire a consciência perfeita dos valores terrenos e daqueles espirituais, pode-se viver com mais alegria e intensidade, em face da certeza de que nada se destrói, nem os amores deixam de existir, somente porque se romperam os laços materiais.
A fim de que possas fruir do verdadeiro amor daqueles aos quais te afeiçoas, cuida de crescer interiormente, acendendo a luz da sabedoria no imo e permitindo que ela derrame claridade em tua volta.
Quanto mais estejas iluminado, melhor poderás ajudar e libertar os seus afetos que, por qualquer razão, permaneçam na escuridão de si mesmos, na perturbação defluente das paixões e dos enganos que se permitiram
Desse modo, tem em mente que a morte é instrumento de vida e jamais de extermínio, como alguns infelizmente a consideram.
Toda a Doutrina de Jesus, rica de amor e de sabedoria, perderia o seu sentido e o seu profundo significado psicológico, se, tendo ocorrido a Sua morte, não houvesse, logo depois, a Sua gloriosa ressurreição.
Assim também acontecerá contigo e com todos aqueles que fazem parte dos teus relacionamentos, bons ou maus, porquanto eles ressuscitarão.
Vive, pois, confiante em Deus, e cresce espiritualmente, a fim de que, no momento da tua morte, logo comece a tua ressurreição em triunfo.
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na tarde de 15 de agosto de 2007, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador,Bahia.)
Dor alguma é comparável àquela que surge após a desencarnação de um ser querido.
Ceifando a alegria de viver de quem fica no corpo, assinala profundamente os sentimentos de amor, deixando vigorosas marcas no campo emocional.
A morte, no entanto, é uma fatalidade inevitável, e todos aqueles que se encontram vivos no corpo, em momento próprio dele serão arrebatados.
Nada obstante esse conhecimento, as criaturas transitam na matéria como se esta devesse durar para sempre, não se interrompendo o fluxo da energia, não se decompondo, não sofrendo modificações através do tempo, não sucumbindo à inevitável desconexão celular.
Impregnando-se da matéria orgânica, o espírito adormece relativamente, olvidando o Grande Lar de onde procede, e intoxicando-se, de alguma forma, nos fluidos que sustentam o corpo.
A cultura e a convivência social, caracterizadas pelo utilitarismo, desde cedo infundem no ser necessidades que não são legítimas, criando condicionamentos que dizem respeito apenas ao prazer, em grave equivoco em torno dos objetivos da existência terrestre.
Por outro lado, as religiões tradicionais e muitas outras denominações evangélicas, preocupadas com o mundo, descuidam-se do lado espiritual da jornada terrestre, estimulando os seus fiéis à conquista dos valores enganosos do mundo, distantes dos compromissos libertadores da imortalidade.
Anteriormente, sem compreenderem o significado da renúncia e da abnegação, os religiosos, dominados por doentio fanatismo, propunham o ódio ao mundo, favorecendo terríveis cilícios e mortificações desnecessárias, mediante os quais se pretendia castigar o corpo, libertando o espírito.
A ignorância e a soberba de muitos teólogos e pastores religiosos desrespeitavam o amor, para afirmarem as determinações em nome do Deus terror, punitivo e cruel, que se impunha mediante as vergastadas da aflição desmedida nas criaturas que O buscavam.
Suplícios injustificáveis eram impostos àqueles que desejavam a plenitude, a perfeita integração no Seu amor, tornando-os amargos, distantes, indiferentes, alienados...
Imposições perversas eram apresentadas como salutares para a purificação, para a libertação do pecado, que se encontrava mais na imaginação doentia desses líderes religiosos do que propriamente na conduta infeliz e sofredora dos candidatos ao aperfeiçoamento.
À medida, porém, que a cultura substituiu a superstição e o conhecimento abriu campo para as investigações em torno do ser psicológico, essas práticas absurdas caíram em descrédito, tornando-se detestáveis e dignas de abominação.
Surgiram então novas propostas salvacionistas organizadas de maneira a seduzir os ambiciosos, que pretendem o reino dos Céus, mediante a conquista dos tesouros da Terra, permitindo-se a lavagem cerebral que lhes proporciona a fuga da realidade para as fantasias de ocasião, vestidas de fortuna, poder, destaque na comunidade, sem nenhuma estruturação emocional para a vida depois da morte.
Essa é tida como algo muito remoto de acontecer, ficando para posterior análise quando o tempo permitir.
Simultaneamente, a indiferença pela vida espiritual vem tomando corpo na sociedade, com exceções, naturalmente, dando margem a vivências religiosas perfeitamente integradas no contexto da conduta materialista de ocasião.
Reflexiona em torno da vida e da morte.
Não serás exceção ante o inexorável fenômeno da desencarnação.
Dedica alguns minutos diários para pensar na transitoriedade da vida física.
Aqueles com os quais convives são bênçãos para o teu crescimento espiritual: familiares e amigos, adversários e perseguidores são companheiros da imortalidade, momentaneamente vestidos de carne, com os quais tens compromissos de fraternidade e de amor.
Cuida de viver com eles em clima de saúde espiritual e de paz, aproveitando cada instante para aprimorar os sentimentos fraternos, promovendo-os e promovendo-te, afeiçoando-te e liberando-te, porque chegará o momento em que te separarás do seu convívio físico.
Assim agindo, enfrentarás melhor o momento da desencarnação, quando algum deles antecipar-te na viagem de retorno à Pátria espiritual.
Saberás envolvê-lo em lembranças felizes, de forma que se sinta amado e agradecido pelo tempo em que esteve contigo na vilegiatura carnal.
Por tua vez, se fores aquele que deverá despojar-se da matéria em primeiro lugar, estarás em paz de consciência e em condições de avançar no rumo da imortalidade, rico de alegria pelos deveres que foram cumpridos, pelos labores executados, pelo conhecimento adquirido, que insculpirás no âmago do ser.
Nunca te rebeles com a presença da morte no teu caminho evolutivo.
Trata-se de benfeitora nobre que contribui eficazmente para o desenvolvimento espiritual de todas as criaturas.
Ela interrompe o curso longo do sofrimento, concedendo libertação àquele que se encontrava agrilhoado à dor.
Às vezes conduz alguém saudável, deixando outrem enfermo, no entanto, há razoes ponderáveis para que assim aconteça.
Num momento, arrebata um ancião querido, que vem experimentando terríveis angústias e acerbas dores, o que representa grande misericórdia. Noutro, porém, tomará pelas mãos alguém na infância ou na juventude louçã, produzindo frustração e angústia no grupo familiar. Todavia, cumpre com o dever de renovar a sociedade e as criaturas, ensejando a todos as mesmas oportunidades de aprendizado e de evolução.
Desfruta, então da convivência com os seres queridos, vivendo cada momento, como se fosse o último no corpo, destituído da visão dolorosa da separação.
Voltarás a relacionar-te com aqueles que fazem parte da tua agenda de afetividade. Eles não desaparecerão do teu currículo, porquanto estarão inscritos como membros da tua família espiritual. Por isso, não se encontram ao teu lado, por acaso, por circunstância não prevista pela Divindade.
Quando se adquire a consciência perfeita dos valores terrenos e daqueles espirituais, pode-se viver com mais alegria e intensidade, em face da certeza de que nada se destrói, nem os amores deixam de existir, somente porque se romperam os laços materiais.
A fim de que possas fruir do verdadeiro amor daqueles aos quais te afeiçoas, cuida de crescer interiormente, acendendo a luz da sabedoria no imo e permitindo que ela derrame claridade em tua volta.
Quanto mais estejas iluminado, melhor poderás ajudar e libertar os seus afetos que, por qualquer razão, permaneçam na escuridão de si mesmos, na perturbação defluente das paixões e dos enganos que se permitiram
Desse modo, tem em mente que a morte é instrumento de vida e jamais de extermínio, como alguns infelizmente a consideram.
Toda a Doutrina de Jesus, rica de amor e de sabedoria, perderia o seu sentido e o seu profundo significado psicológico, se, tendo ocorrido a Sua morte, não houvesse, logo depois, a Sua gloriosa ressurreição.
Assim também acontecerá contigo e com todos aqueles que fazem parte dos teus relacionamentos, bons ou maus, porquanto eles ressuscitarão.
Vive, pois, confiante em Deus, e cresce espiritualmente, a fim de que, no momento da tua morte, logo comece a tua ressurreição em triunfo.
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na tarde de 15 de agosto de 2007, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador,Bahia.)
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Personalidade, comportamento e reforma íntima
http://www.leondeniz.com/2015/06/19/personalidade-comportamento-e-reforma-intima/
Jean-Jacques Rousseau afirma que os homens nascem bons, todavia em contato com a sociedade, que é má, tornam-se maus. Thomas Hobbes, por sua vez, defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. A sociedade então o educa, lapidando seu comportamento, tornando-o sociável e bom.
Uma terceira idéia a esse respeito é a de que o homem não nasce nem bom nem mau. Nascemos em uma sociedade construída em um contexto histórico que define o que é bom ou ruim. Nessa perspectiva, a teoria de Jean-Paul Sartre, que afirma que a essência do homem é construída por ele mesmo na história, me parece adequada, principalmente em uma sociedade tão dinâmica como a que vivemos hoje.
Nenhum ser humano nasce essencialmente pronto. O homem é, então, produto do meio em que vive, construído a partir de suas relações sociais. Vale dizer, assim, que o ambiente pode transformar o homem e retransformá-lo ao longo de sua vida, por meio dos grupos por onde passa. Isso pode construir uma personalidade mais ou menos boa ou ruim, à partir de determinadas escolhas.
É impossível, noentanto, prever quanto e de que forma o meio pode influenciar as pessoas no mundo atual. Com tantas mídias e vias de comunicação e interação, essa relação homem sociedade está cada vez mais complexa e, consequentemente, a construção constante de uma personalidade tornou-se igualmente complexa.
A personalidade é a junção de uma diversidade de fatores que partem desde a fisiologia à psicologia. É a combinação da constituição temporal e fruto da construção do caráter e temperamento individual, tão latentes em cada um de nós. Em outras palavras, a personalidade é construída por meio de dois conjuntos de características: inatas e sociais. O primeiro conjunto envolve fatores físicos, químicos e genéticos; enquanto que o segundo compreende o caráter e a consistência de valores e princípios adquiridos ao longo do tempo e principalmente de acordo com o meio onde o indivíduo interage.
à partir dessa compreensão, as nossas escolhas passam a ter muito mais sentido e relevância, uma vez que sabemos que por menos influenciáveis que somos ou pensamos ser, o ambiente do qual decidimos participar terá um papel importantíssimo na construção da nossa personalidade e na lapidação do comportamento.
O problema é que até que venhamos a compreender isso, muitas escolhas já foram feitas sem a devida atenção e valoração. Nesse sentido, o autoconhecimento é o que pode nos auxiliar a determinar quem somos e o quão próximos estamos daquilo que queremos ser. Em alguns casos, uma reforma íntima pode ser muito bem vinda.
A reforma íntima é a busca da elevação moral do indivíduo promovida por ele mesmo. À partir do momento em que alguém decide promover uma reforma íntima, necessita, com muita determinação, proceder um estudo sobre si e sobre o próprio caráter, realizar uma renovação de valores, utilizar ferramentas de luz e amor em cada gesto, compreender de maneira aprofundada o que significa o próximo, além de outras ações no sentido de construir boas atitudes.
Muito mais difícil do que simplesmente abandonar ou modificar um hábito, é mexer nos próprios valores e gerar, nisso, consequência para todos os hábitos e comportamentos. Enquanto estamos vivos, todavia, nossa personalidade está sendo construída e sempre cabe melhorá-la.
Jean-Jacques Rousseau afirma que os homens nascem bons, todavia em contato com a sociedade, que é má, tornam-se maus. Thomas Hobbes, por sua vez, defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. A sociedade então o educa, lapidando seu comportamento, tornando-o sociável e bom.
Uma terceira idéia a esse respeito é a de que o homem não nasce nem bom nem mau. Nascemos em uma sociedade construída em um contexto histórico que define o que é bom ou ruim. Nessa perspectiva, a teoria de Jean-Paul Sartre, que afirma que a essência do homem é construída por ele mesmo na história, me parece adequada, principalmente em uma sociedade tão dinâmica como a que vivemos hoje.
Nenhum ser humano nasce essencialmente pronto. O homem é, então, produto do meio em que vive, construído a partir de suas relações sociais. Vale dizer, assim, que o ambiente pode transformar o homem e retransformá-lo ao longo de sua vida, por meio dos grupos por onde passa. Isso pode construir uma personalidade mais ou menos boa ou ruim, à partir de determinadas escolhas.
É impossível, noentanto, prever quanto e de que forma o meio pode influenciar as pessoas no mundo atual. Com tantas mídias e vias de comunicação e interação, essa relação homem sociedade está cada vez mais complexa e, consequentemente, a construção constante de uma personalidade tornou-se igualmente complexa.
A personalidade é a junção de uma diversidade de fatores que partem desde a fisiologia à psicologia. É a combinação da constituição temporal e fruto da construção do caráter e temperamento individual, tão latentes em cada um de nós. Em outras palavras, a personalidade é construída por meio de dois conjuntos de características: inatas e sociais. O primeiro conjunto envolve fatores físicos, químicos e genéticos; enquanto que o segundo compreende o caráter e a consistência de valores e princípios adquiridos ao longo do tempo e principalmente de acordo com o meio onde o indivíduo interage.
à partir dessa compreensão, as nossas escolhas passam a ter muito mais sentido e relevância, uma vez que sabemos que por menos influenciáveis que somos ou pensamos ser, o ambiente do qual decidimos participar terá um papel importantíssimo na construção da nossa personalidade e na lapidação do comportamento.
O problema é que até que venhamos a compreender isso, muitas escolhas já foram feitas sem a devida atenção e valoração. Nesse sentido, o autoconhecimento é o que pode nos auxiliar a determinar quem somos e o quão próximos estamos daquilo que queremos ser. Em alguns casos, uma reforma íntima pode ser muito bem vinda.
A reforma íntima é a busca da elevação moral do indivíduo promovida por ele mesmo. À partir do momento em que alguém decide promover uma reforma íntima, necessita, com muita determinação, proceder um estudo sobre si e sobre o próprio caráter, realizar uma renovação de valores, utilizar ferramentas de luz e amor em cada gesto, compreender de maneira aprofundada o que significa o próximo, além de outras ações no sentido de construir boas atitudes.
Muito mais difícil do que simplesmente abandonar ou modificar um hábito, é mexer nos próprios valores e gerar, nisso, consequência para todos os hábitos e comportamentos. Enquanto estamos vivos, todavia, nossa personalidade está sendo construída e sempre cabe melhorá-la.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
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