Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

PERDOAI, PARA QUE DEUS VOS PERDOE

PERDOAI, PARA QUE DEUS VOS PERDOE

Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)

Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados;  mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados.   (S.  MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)

Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão.  Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: "Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim?  Até sete vezes?"  Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes."   (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.)

A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei.  Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho.   Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

Ontem, por mais incrível que possa parecer, estava eu procurando em meus arquivos de vídeos infantis, algum desenho de Jesus que falasse sobre o tema da nossa próxima aula na evangelização infantil (que não é esse), e justamente abri o vídeo com esse desenho, onde Pedro pergunta ao Senhor quantas vezes deverá perdoar ao seu inimigo. Jesus então, com todo seu AMOR, fala á Pedro, que deverá perdoar 70 x 7...

Pedro, nesse desenho, estava revoltado com os coletores de impostos naquela época, os quais se achavam donos da razão e sempre estavam atrás dos pobres e necessitados para cobrar-lhes o único dinheiro que dispunham. Pedro se zangava, e ficava irritado, ao ponto de querer brigar... Mas Jesus, em sua benevolência falava para ele: ...“vá, e ofereça-lhes o AMOR ao invés de RAIVA E RANCOR, assim tocarás e conquistarás o coração deles para a obra do BEM”...

Sei que é difícil perdoarmos á quem nos fez mal.... mas não é IMPOSSÍVEL...
No livro de Chico Xavier, ele nos narra a história de uma mãe que tinha um filho pequeno que ficava o dia todo com a babá. A mãe amava aquele filho incondicionalmente, como nenhuma outra mãe amava o filho. E certo dia, a criança caiu do colo da babá e checou a falecer. A Mãe, culpava a babá e jamais a perdoava por tal acontecimento. Tentava entender o porque daquilo ter acontecido com ela e o filho amado. Procurou á Chico, e então ele disse á ela: ....”filha, você já perdoou a sua babá?... e a mulher sem entender o porque do perdão, Chico com toda a sua bondade explicou: - seu filho já estava destinado a desencarnar com essa idade, pois já veio nessa encarnação com um problema no cérebro e que seu desencarne não iria tardar... e a sua babá foi o instrumento para o seu desencarne... lhe pergunto se ele tivesse caído de seus braços, você suportaria a dor da perda?...”
Nunca duvidemos da misericórdia Divina... Deus sabe sempre o que faz...

A raiva e o rancor infelizmente nos leva apenas á amargura, desta forma deixamos de ver as belezas dessa vida, e assim deixamos de caminhar para um mundo melhor e mais evoluído.
Se alguém lhe ofender, converse... e você ofendeu alguém, peça perdão...

Perdão....difícil..... mas não impossível..... pense nisso....
Reflita sobre quem nos fez mal e de quem guardamos rancor.... e olhe para dentro de si, e veja, com quem NÓS fomos injustos, e seja humilde, vamos em caminho dessas pessoas e peçamos-lhes o perdão....

Edificar algo em cima de mágoas,  rancor e ódio, é igual casa construída sem fundamento... com o tempo ela desaba, e o estrago geralmente é feio e doloroso...

Vamos refletir sobre isso nessa quinta...

Abraços fraternos á todos.

Dimas.