Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Perdão e Reconciliação

Perdão e Reconciliação



Por - Gilberto L. Tomasi

O perdão incondicional no mundo atual é muito raro, pois, além de não perdoar com facilidade as ofensas de parentes e amigos, encontramos impedimentos enormes para perdoar os inimigos.
Nosso orgulho é tão grande que basta alguém cometer um deslize para ficarmos furiosos. Em vez de desculpar a fragilidade moral do agressor e procurar lhe dar apoio para suavizar o remorso pela ofensa, damos o troco. Ofensa, significa injuria, agravo, ultraje, afronta, lesão,  etc. e , ela depende do grau evolutivo tanto do ofendido como do ofensor, lembrando que o ser espiritualizado não dá ouvidos a picuinhas.
Ghandi, no final de sua vida, quando perguntado se perdoava a todos que lhe tinham ofendido, respondeu: não tenho nada que perdoar, pois nunca me senti ofendido. O evangelho segundo o espiritismo  nos mostra que para perdoar, é necessário não guardar rancor no coração
Em  Mateus, cap.v,25/26, encontramos, que devemos nos reconciliar o mais depressa com nossos inimigos enquanto estamos a caminho com eles. O cristianismo se baseia na experiência do amor entre os homens, como fator de aproximação a Deus. Nesse sentido, a reconciliação ou o perdão mútuo entre os semelhantes, deve ser uma tarefa constante nesta jornada, pois, há quem pense que a morte possa nos livrar dos nossos inimigos. Eles continuam vivos, e sem a vestimenta física, eles tem mais facilidades para o ataque.
Ataque mental, através da interferência em nossos pensamentos, que podem acabar gerando processos obsessivos.
Pietro Ubaldi nos alerta, que quando recebermos a ofensa, temos duas soluções: 1-A solução do mundo, 2-A solução do evangelho. A solução do mundo fica apenas na superfície do problema, pois nos induz a cometer um mal para reparar um mal recebido. Acontece, que isso gera um círculo vicioso do mal que nunca acaba
A solução do evangelho, é mais  profunda, pois ataca a essência do  problema, nunca estimula revidar o mal com outro mal, mas com o bem, ou seja, o perdão das ofensas.
Existem algumas razões lógicas para o exercício do perdão. Quando recebermos a ofensa:
1 - Reação é um direito que não pertence ao homem mas só à lei de Deus. 2 - Se desejamos a justiça, lembremos, que a reação da lei é muito mais poderosa que as nossas reações. 3 - Com nossa reação humana, não afastamos nem apagamos o mal, a não ser na aparência e de forma provisória, e não eliminada a sua causa ele voltará para nós.
O correto nestas situações seria: 1-renunciar a vingança, 2 – perdoar a ofensa, 3 - esquecer de exigir justiça. Se esquecemos de exigir justiça para o nosso caso particular, ele acabará pertencendo à lei e ficaremos livres de qualquer divida.
Para perdoar de forma sincera é preciso: 1-Ser humilde, as vezes até se humilhar, renunciando a nossa personalidade, 2- nos culpar antes de culparmos, 3-suportar as injúrias do destino sem reclamações. Esses são os verdadeiros exercícios do perdão incondicional, que fortalece o espírito nessa caminhada evolutiva
Não esqueçamos, que o ofensor pode estar enfermo, e merecedor da nossa misericórdia, do nosso perdão e, quando ele nos ofende, na verdade está ofendendo a si mesmo, pois nós, apesar da ofensa, continuamos a ser o que somos e não o que ele nos disse.
O perdão beneficia quem perdoa pois ele proporciona: paz espiritual, equilíbrio emocional e, lucidez mental. Não esquecendo que o perdoado é alguém em, débito, o que perdoou é espírito em lucro.