Estudando o Espiritismo

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domingo, 19 de junho de 2016

AGRESSORES E NÓS


Quase sempre categorizamos aqueles que nos ferem por inimigos intoleráveis; entretanto, o Divino Mestre, que tomamos por guia, determina venhamos a perdoar-lhes setenta vezes sete.
Por outro lado, as ciências psicológicas da atualidade terrestre nos recomendam que é preciso desinibir o coração, escoimando-o de quaisquer ressentimentos, e estabelecer o equilíbrio das potências mentais, a fim de que a paz interior se nos expresse por harmonia e saúde.
Como, porém, executar semelhante feito? Compreendendo-se que o entendimento não é fruto de meras afirmativas labiais, reconhecemos que o perdão verdadeiro exige operações profundas nas estruturas da consciência.
Se a injúria nos visita o cotidiano, pensemos em nossos opositores na condição de filhos de Deus, tanto quanto nós, e, situando-nos no lugar deles, analisemos o que estimaríamos receber de melhor das Leis Divinas se estivéssemos em análogas circunstâncias.
À luz do novo entendimento que nos repontará dos recessos da alma, observaremos que muito dificilmente estaremos sem alguma parcela de culpa nas ocorrências desagradáveis de que nos cremos vítimas.
Recordaremos, em silêncio, os nossos próprios impulsos infelizes, as sugestões delituosas, as pequenas acusações indébitas e as diminutas desconsiderações que arremessamos sobre determinados companheiros, até que eles, sem maior resistência, diante de nossas mesmas provocações, caiam na posição de adversários perante nós.
Efetuado o auto-exame, não mais nos permitiremos qualquer censura e sim proclamaremos no coração a urgente necessidade de amparo da misericórdia divina, em favor deles, e a nosso próprio benefício.
Então, à frente de qualquer agressor, não mais diremos no singular: "eu te perdôo", e sim reconheceremos a profunda significação das palavras de Jesus na oração dominical, ensinando-nos a pedir a Deus desculpas para as nossas próprias falhas, antes de as rogar para os nossos ofensores, e repetiremos com todas as forças do coração:
"Perdoai, Senhor, as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores!"
Emmanuel
Do Livro: Rumo Certo
Psicografia: Francisco Cândido Xavier


Comentário
Mensagem Introdutória:
SERVIR A DEUS
Em nome do amor a Deus, acumulam-se, na Terra, tesouros e monumentos. Centenas de santuários, sob a rubrica de cultos diversos, espalham-se em todos os continentes. Pagodes e mesquitas, catedrais e basílicas, torres e capelas aparecem, majestosos, na Ásia e na África, na Europa e na América, pretendendo honorificar a Providência Divina. É assim que surgem, aqui e ali, casas de adoração com variada nomenclatura. Templos-palácios.
Templos-estilos.
Templos-museus.
Templos-consagrações.
Templos-claustros.
Templos-troféus.
Os altares para os ofícios religiosos, que os hebreus da antiguidade remota situavam em mesas de pedra, no alto dos montes, são hoje relicários suntuosos, faiscantes de pedraria. E para o curso das orações, convertidas em cerimônias complexas, há todo um ritual de cores e perfume, reclamando vasos e paramentos que valem por vigorosas afirmações, nos domínios da posse material. Longe de nós, porém, qualquer crítica destrutiva aos irmãos que adornam, assim, o campo da própria fé. A intenção nobre e reta, seja onde for, é sempre digna e respeitável. Contudo, em nos reportando à interpretação espírita, que exprime o pensamento cristão claro e simples, como honrar o Criador, relegando-lhe as criaturas aos desvãos da miséria e às sombras da enfermidade? Que dizer da estância, em que os filhos felizes, a pretexto de homenagear a munificência paterna, fingem desconhecer a presença dos próprios irmãos, mais fracos e mais humildes, extorquindo-lhes o direito da herança? Como glorificar o Todo Compassivo, inscrevendo-lhe o nome bendito em tábuas de ouro e prata, junto daqueles que se cobrem de andrajos e soluçam de fome? Lembremo-nos de Jesus, o expoente maior da maior lealdade ao Senhor Supremo. Anjo entre os anjos - desce ao mundo num leito rude de estrebaria. Engenheiro de excelsas rotas - pisa a lama terrestre em louvor do bem. Puro entre os puros - é a esperança dos pecadores. Mensageiro da luz - toma a direção dos que se afligem nas trevas. Magistrado incorruptível - de ninguém exigia certidão de pobreza a fim de ser útil. Embaixador da harmonia sublime - é remédio aos doentes. Detentor de conquistas eternas - vale-se de barcos emprestados para o ensino da Boa-Nova. Justo dos justos - deixa-se crucificar entre malfeitores, para engrandecer, entre os homens, o poder do perdão e a força da humildade. Cultiva, pois, tua fé, conforme os ditames do coração, mas não te esqueças de que, no fundo da consciência, ajudar com desinteresse e instruir sem afetação, é a única maneira - a mais justa e a mais alta - de servirmos ao Nosso Pai.
Emmanuel
Do Livro: Religião dos Espíritos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB
Exposição:
<Safiri> Boa Noite Amigos
O Politeísmo
O Politeísmo é uma das crenças mais antigas e mais espalhadas. O homem na sua incapacidade mental, principalmente no passado, onde havia tão pouca informação e, principalmente, evolução e conhecimento, acreditava que qualquer fenômeno espírita , seria a aparição de um "Deus". Tudo quanto não compreendia devia ser obra de um poder sobrenatural. Os espíritos pareciam deuses.
A palavra deus tinha, entre os antigos, acepção muito ampla. Não indicava, como presentemente, uma personificação do Senhor da Natureza. Era uma qualificação genérica, que se dava a todo ser existente fora das condições da Humanidade. Ora, tendo-lhes as manifestações espíritas revelado a existência de seres incorpóreos a atuarem como potência da Natureza, a esses seres deram eles o nome de deuses, como lhes damos atualmente o de Espíritos. Pura questão de palavras, com a única diferença de que, na ignorância em que se achavam, mantida intencionalmente pelos que nisso tinham interesse, eles erigiram templos e altares muito lucrativos a tais deuses, ao passo que hoje os consideramos simples criaturas como nós, mais ou menos perfeitas e despidas de seus invólucros terrestres. Se estudarmos atentamente os diversos atributos das divindades pagãs, reconheceremos, sem esforço, todos os de que vemos dotados os Espíritos nos diferentes graus da escala espírita, o estado físico em que se encontram nos mundos superiores, todas as propriedades do perispírito e os papéis que desempenham nas coisas da Terra. Vindo iluminar o mundo com a sua divina luz, o Cristianismo não se propôs destruir uma coisa que está na Natureza. Orientou, porém, a adoração para Aquele a quem é devida. Quanto aos Espíritos, a lembrança deles se há perpetuado, conforme os povos, sob diversos nomes, e suas manifestações, que nunca deixaram de produzir-se, foram interpretadas de maneiras diferentes e muitas vezes exploradas sob o prestígio do mistério. Enquanto para a religião essas manifestações eram fenômenos miraculosos, para os incrédulos sempre foram embustes. Hoje, mercê de um estudo mais sério, feito à luz meridiana, o Espiritismo, escoimado das idéias supersticiosas que o ensombraram durante séculos, nos revela um dos maiores e mais sublimes princípios da Natureza.
Os Sacrifícios
A prática do sacrifício humano remonta a mais alta Antiguidade O homem acreditava que esse tipo de prática poderia agradar a Deus por mera "inocência".
Eles não compreendiam a Deus como sendo fonte de bondade. Acreditavam que fazem "doações" de vidas de seus semelhantes poderiam obter resultados
que hoje sabemos muito bem que advém de nossa fé, paciência, caridade, amor incondicional. Fomos premiados com a vinda de nosso amado Jesus até nós nos elucidando ainda mais sobre a evolução e alcance de nossos objetivos, os quais, devam sempre estar sincronizados com o Amor. Nos tempos remotos, da mais alta antiguidade, reinava com predominância o material. Se hoje se nos é difícil a compreensão de tudo o que se passa em nosso plano, imaginemos como era naquela época. O sacrifícios humanos não foram gerados de um sentimento de crueldade , mas de uma falsa concepção do que seria agradável a Deus. De tudo, e até hoje, Deus julga a intenção. A falta de conhecimento e ignorância daquele povo que vivia em época tão desprovida de conhecimento, é o que valia aos olhos de Deus segundo as intenções. E não é assim conosco hoje também ?
De que nos adianta reproduzirmos todas as palavras do evangelho com tanta veemência e conhecimento se na verdade nossos corações não estão de acordo com nossas palavras ? Ai também se emprega o uso da intenção que temos, tão qual era no passado junto ao culto dos sacrifícios humanos. Das guerras santas vemos ocorrer por quanto de impulso dos maus espíritos. Ignorância e falta de conhecimento também prevalece ali. Esses povos devem se esclarecer e fazer predominar as religiões por amor e doçura .. nunca por matança . Toda oferenda a Deus... Tudo o que o homem tenta fazer ao se aproximar a Deus é válido aos olhos dele do que decorre da intenção, e a melhor oferta a Ele é o amor que aplicamos aos nossos semelhantes . No dia a dia , em nossas casas com nossos familiares Através da brandura e amor de nossos corações alcançaremos as paragens da paz e o amor Dele