Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

A Cólera Nossa de Cada Dia

A Cólera Nossa de Cada Dia



Os dicionaristas definem cólera como sendo o sentimento violento demonstrado por alguém diante de uma situação revoltante. Essa situação onde nós “botamos pra fora” todo o nosso instinto animal, ao invés de ser a exceção, tem sido a regra na sociedade atual. Não obstante as leis existentes nos impedirem de praticar atos hediondos contra o nosso semelhante, ainda nos utilizamos da palavra falada ou escrita para destilarmos todo o nosso ódio contra o nosso irmão que, muitas vezes, necessitava, apenas, de um pouco de compreensão e, não, de uma reprimenda que levasse a piorar ainda mais a sua condição de percepção, oriunda do seu já precário estado evolutivo.


A mãe de toda cólera é o orgulho. Esse vício da alma (orgulho) nos leva a crer que somos mais importantes do que realmente somos. Isso faz com que não tenhamos a mínima calma diante das situações que nos são adversas. Em vista disso, não apenas cometemos desatinos verbais contra o nosso semelhante, mas, chegamos até mesmo a nos voltar contra seres inanimados. Não raras vezes, em uma discussão, batemos em portas, damos tapa na parede, jogamos ao longe pratos e copos, tudo, no intuito de impor as nossas ideias pela violência e pelo medo.

Há muita gente que prefere ser temido que ser amado. Essa preferência tem o condão de fazer com que a nossa forma de pensar seja soberana e que as pessoas nos obedeçam sem questionar qualquer ordem. Isso tudo demonstra o quão ditadores nós somos, vez que todo aquele que gosta de ditar uma conduta a ser obedecida pelos seus semelhantes nada mais são do que ditadores. E aí é que vemos que há ditadores dentro das casas, nas empresas, nos colégios, nas igrejas, nos centros espíritas, etc...

O grito, talvez, seja a pior forma de intimidação que exista. Quando duas pessoas estão discutindo em um nível de voz sereno, elas estão trocando ideias sobre determinado fato. A partir do momento que uma grita, ela comete violência. Não importa se esse grito é dado no esconderijo do lar. Toda vez que uma pessoa grita com a outra está cometendo violência e, por esse motivo, pode chegar rapidamente a conclusão que está plantando vento e vai colher tempestade.

Procuremos, pois, serenar os nossos corações e, seguindo as sábias palavras do Cristo, não deixemos que o sol se ponha sobre a nossa ira. Nós podemos nos modificar. A doutrina do Cristo deixa claro que a nossa conduta depende, unicamente, da nossa vontade. Nós podemos ser melhores maridos, esposas, chefes, subordinados, patrões e empregados. Basta que queiramos. A ciência espírita, desmistificando a origem da cólera, tira do corpo físico toda a preponderância nessa questão e nos demonstra que colérico é o espírito que carece de evolução. Em outras palavras, a cólera é coisa de espírito atrasado.

Que nos resta fazer, então? Lutar, todos os dias, procurando aumentar o nosso grau de perfeição, aprendendo a conviver com as diferenças e aceitando que, muitas vezes, nosso semelhante não tem a condição evolutiva de entender a vida como nós a entendemos. Se virmos que a pessoa não tem condição de nos oferecer nada além do que nós já sabemos, não é com gritos que vamos modificar o seu modo de ser. Temos de entender que para todas as coisas há um tempo determinado por Deus. Inclusive, há tempo de falar e tempo de calar. Aprendamos, pois, a calar na hora certa, a falar baixo na hora certa e a entender que todos alcançarão a evolução, sem que precisem ouvir o nosso grito histérico.


Muita Paz!