Estudando o Espiritismo

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domingo, 23 de março de 2014

A Transfiguração de Jesus

A Transfiguração de Jesus



WW escreveu………



“Novamente, Elias”

“Voltamos (ou avançamos, se for considerar a sequência Bíblica) até o monte Tabor, quando ocorreu a chamada “Transfiguração de Jesus”. Eis ali dois espíritos se materializando na frente de Jesus e dos discípulos, sendo plenamente identificados. Quer prova maior de que existe mediunidade?”



Em resposta a WW , primeiro vamos ver o que o livro A Gênese- Cap. XIV – Os Fluidos – Aparições e Transfigurações – item 39.  nos diz sobre Transfigurações:



39. – Podendo o Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório perispirítico e irradiando-se esse envoltório em torno do corpo qual atmosfera fluídica, pode produzir-se na superfície mesma do corpo um fenômeno análogo ao das aparições.



Pode a imagem real do corpo apagar-se mais ou menos completamente, sob a camada fluídica, e assumir outra aparência;

ou, então, vistos através da camada fluídica modificada, os traços primitivos podem tomar outra expressão.



Se, saindo do terra-a-terra, o Espírito encarnado se identifica com as coisas do mundo espiritual, pode a expressão de um semblante feio tornar-se bela, radiosa e até luminosa;

se, ao contrário, o Espírito é presa de paixões más, um semblante belo pode tomar um aspecto horrendo.



Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito.



O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica; é uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo do vivo e, algumas vezes, no momento da morte, em lugar de se produzir ao longe, como nas aparições propriamente ditas.



O que distingue as aparições desse gênero é o serem, geralmente, perceptíveis por todos os assistentes e com os olhos do corpo, precisamente por se basearem na matéria carnal visível, ao passo que, nas aparições puramente fluídicas, não há matéria tangível.





Agora, vejamos o que o livro  A Gênese – Cap. XV – Os Milagres do Evangelho- Transfiguração – item 44, tem a nos ensinar:



Mateus 17: 2 – 3 – E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.



Marcos 9 :2 – 3 - Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles; as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar. Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus.



Lucas 9: 29 – 31 - E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém.



44. – É ainda nas propriedades do fluido perispirítico que se encontra a explicação deste fenômeno.



A transfiguração, explicada no cap. XIV, nº 39, é um fato muito comum que, em virtude da irradiação fluídica, pode modificar a aparência de um indivíduo;



mas, a pureza do perispírito de Jesus permitiu que seu Espírito lhe desse excepcional fulgor. Quanto à aparição de Moisés e Elias cabe inteiramente no rol de todos os fenômenos do mesmo gênero. (Cap. XIV, nos 35 e seguintes.)



De todas faculdades que Jesus revelou, nenhuma se pode apontar estranha às condições da humanidade e que se não encontre comumente nos homens, porque estão todas na ordem da Natureza.



Pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam nele proporções muito acima das que são vulgares.

Posto de lado o seu envoltório carnal, ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos.



WW escreve ainda………..



“Esquecem (os espíritas) que Jesus, dentro do contexto BÍBLICO, que é o que deve ser considerado, era o Filho de Deus, ou o próprio Deus encarnado, como queiram.”



Prefiro, Filho de Deus.

Porque dizer que Jesus era o próprio Deus encarnado, é um absurdo, negado sempre pelo próprio Jesus.





 Em Obras Póstumas, Allan Kardec escreveu um ótimo texto sobre este assunto:



O dogma da divindade de Jesus está fundado sobre a igualdade absoluta entre a sua pessoa e Deus, uma vez que é o próprio Deus: é um artigo de fé;



ora, estas palavras, tão freqüentemente repetidas por Jesus: Aquele que me enviou, testemunham não somente quanto a dualidade das pessoas, mas, ainda, como dissemos, excluem a igualdade absoluta entre elas;



porque aquele que é enviado, necessariamente, está subordinado àquele que envia;

obedecendo, faz ato de submissão.



Um embaixador, falando de seu soberano, dirá: Meu senhor, aquele que me enviou; mas se é o soberano em pessoa que vem, ele falará em seu próprio nome e não dirá: Aquele que me enviou, porque não se pode enviar a si mesmo.



Jesus o disse, em termos categóricos por estas palavras: eu não vim por mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.



Estas palavras: Aquele que me despreza, despreza aquele que me enviou, não implicam, de nenhum modo, a igualdade e ainda menos a identidade; em todos os tempos, o insulto feito a um embaixador era considerado como feito ao próprio soberano.



Os apóstolos tinham a palavra de Jesus, como Jesus tinha a de Deus; quando lhes disse: Aquele que vos escuta me escuta, não entendia dizer que seus apóstolos e ele não faziam senão uma única e mesma pessoa, igual em todas as coisas.



A dualidade de pessoas, assim como o estado secundário e subordinado de Jesus, com relação a Deus, ressaltam, além disso, sem equívoco, das passagens seguintes:



“Fostes vós que permanecestes sempre firmes comigo nas minhas tentações. – Por isso eu vos preparo o Reino, como meu pai mo preparou, – a fim de que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e que vos senteis sobre os tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lucas, cap. XXII, v. 28, 29 e 30.)



“Por mim eu digo o que vi na casa de meu Pai, fazeis vós o que vistes na casa de vosso pai.” (João, cap. VIII, v. 38.)



“Ao mesmo tempo apareceu uma nuvem que os cobriu, e saiu dessa nuvem uma voz que fez ouvir estas palavras: Este é meu filho bem-amado; escutai-o.” (Transfiguração. Marcos, cap. IX, v. 6.)



“Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á sobre o trono de sua glória; – e todas as nações estando reunidas, separará umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos bodes, – e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

– Então, o Rei dirá àqueles que estarão à sua direita: Vinde, vós que fostes abençoados por meu Pai, possuir o reino que vos foi preparado desde o começo do mundo.” (Mateus, cap. XXV, v.31 a 34.)



“Ouvistes o que vos disse:” Eu me vou, e volto a vós. Se me amais, vos alegrareis de que vou para meu Pai, porque meu Pai É MAIOR DO QUE EU.” (João, cap. XIV, v. 28).



“Então um jovem se aproxima e lhe diz: Bom mestre, que bem é necessário que eu faça para adquirir a vida eterna?

– Jesus lhe respondeu:: “Por que me chamais bom? Não há senão Deus que seja bom.

Se quereis entrar na vida, guardai os mandamentos.” (Mateus, cap. XIX, v. 16, 17. – Marcos, cap. X, v. 17, 18, – Lucas, cap. XVIII, v. 18, 19.)



Não somente Jesus não se deu, em nenhuma circunstância, por ser o igual de Deus, mas aqui ele afirma positivamente o contrário, considera-se como inferior em bondade;



ora, declarar que Deus está acima dele pelo poder e suas qualidades morais, é dizer que ele mesmo não é Deus.



As passagens seguintes vêm em apoio destas, e são também explícitas.



“Não falei, de nenhum modo, de mim mesmo; mas meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por seu poder, o que devo dizer, e como devo falar; – e eu sei que o seu poder é a vida eterna; o que eu digo, pois, o digo segundo o que meu Pai mo ordenou.” ( João, cap. XII, v. 49, 50.)



“Jesus lhes respondeu: “Minha doutrina não é minha doutrina, mas a doutrina daquele que me enviou. – Se alguém quer fazer a vontade de Deus, reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou se falo de mim mesmo.



– Aquele que fala de seu próprio movimento procura sua própria glória, mas aquele que procura a glória de quem o enviou é verídico, e nele, de nenhum modo, há injustiça.” (João cap. VII, v. 16, 17, 18.)



“Aquele que não me ama nada, não guarda, minha palavra; e a palavra que ouvistes não foi a minha palavra em nada, mas a de meu Pai que me enviou.’ (João, cap. XIV, v. 24.)



Desde então, que ele não disse nada de si mesmo; que a doutrina que ensinou não é a sua, mas que a tem de Deus, que lhe ordenou vir fazê-la conhecer;



que não faz senão o que Deus lhe deu o poder de fazer; que a verdade que ensina, ele aprendeu de Deus, à vontade de quem está submetido;



é que não é o próprio Deus, mas seu enviado, seu messias e seu subordinado.



Jesus NÃO é Deus.

Jesus é FILHO de Deus

Jesus JAMAIS disse que era Deus.

Ele sempre chamou Deus de PAI.



I João 1: 3 – o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco.

Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.





E, WW continua escrevendo………..



“Outra coisa importante: dentro do contexto Bíblico, ELIAS NÃO MORREU.”



 Morreu, sim, pois TODOS MORREM.



Salmo 82: 7 – Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.



Salmo 89: 48 -  Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?



Lucas 23: 46 - Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.



Até Jesus morreu. Por que Elias não teria morrido ?

A Bíblia diz apenas, que Elias subiu ao céu num redemoinho.



Mas, Jesus DECLAROU , que Elias e João Batista eram o mesmo espírito ( os discípulos, assim o entenderam).



Mateus 17 : 12 – 13

12  Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

13  Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.



Para Elias ter reencarnado como João Batista, evidentemente, é porque ele morreu.



E, WW escreve mais…………



 “Então, como poderia ser um espírito “invocável” numa sessão Espírita?”



A resposta já foi dada. Mas, esta dedução, responde a própria  pergunta.

Se Elias apareceu, é porque era um ESPÍRITO.