Estudando o Espiritismo

Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO - Leda

FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO

“Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, derdes esmola, não façais tocar a trombeta diante de vós, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. 

Mas, quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita; para que a vossa esmola fique escondida, e vosso Pai, que vê o que fazeis em segredo, vos recompensará.” (Mateus, VI: 1 a 4)


“E depois que Jesus desceu do monte, uma multidão o seguiu; E eis que vindo um leproso, o adorava, dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra . 

Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a ninguém; mas, vai, mostra-te aos sacerdotes, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles. (Mateus, VIII:1a4)


Allan Kardec cita mais uma vez, a necessidade de fazer-se abstração da vida presente, identificando-se com o futuro, para ver e apreender as coisas espirituais.


Para quem vê a vida do nascimento à morte, porque fazer o bem às escondidas? Até como exemplo de caridade, de bondade, para ser imitado, deve-se mostrar o bem que se faz. Ele quer ser reconhecido, pelos seus contemporâneos, como um homem bom, que auxilia quem precisa. Ao ser assim conhecido e aplaudido, já obtém a sua recompensa, como afirmou Jesus, no texto acima, uma vez que nada espera além da morte.


Para o espiritualista, em geral, aquele que aceita a continuidade da vida para a alma, independentemente, da morte do corpo, percebe a necessidade de fazer o bem sem esperar o aplauso dos homens, porque espera o aplauso, a recompensa de Deus, nesta ou na outra vida, cuja Lei Maior é a do Amor.


Para o espírita, que aceita o processo evolutivo do espírito, através das reencarnações, a fim de se aperfeiçoar, continuamente, até atingir a perfeição, esses ensinos de Jesus se constituem em meta a ser perseguida, porque quem assim age, espontaneamente, sem qualquer sentimento de vaidade, de orgulho, de ambição, já demonstra uma grande superioridade moral, não importando o rótulo religioso, ou os títulos que possua.


O que o espírita quer ou deve querer é desenvolver todas as potencialidades divinas que possui, como todos os seres vivos, compreendendo, pois, a necessidade de um inter-relacionamento fraternal como um meio de fazer esse desenvolvimento espiritual.


A certeza da continuidade da vida após a morte leva o homem a desprender-se dos valores materiais, colocando-os como instrumento para a evolução do Espírito imortal, que deve sempre fazer o bem, sem esperar qualquer reconhecimento, porque tem consciência de que faz apenas o que lhe cabe fazer, como filho de Deus que é.


Assim, em um mundo de expiações e de provas, o exercício de fazer o bem sem ostentação, pelo prazer de fazê-lo, se constitui para o homem uma necessidade, a fim de desenvolver o amor dentro de si, que é a meta evolutiva dessa humanidade.


Allan Kardec alerta sobre a falsa modéstia no ato de auxiliar o outro, lembrando que há pessoas que escondem a mão, como disse Jesus, mas “tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem.” Esses também já recebem , na hora , a recompensa: foram vistos.


Alerta também sobre o que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado. Quantos ajudam, mas cobram o auxílio, através de imposições de atitudes e ou de ações, exaltando os sacrifícios que fazem ou suportam.


Esse comportamento, que é bastante comum, demonstra o quanto está o homem distante de fazer o bem pelo bem. Vemos isso em pais reclamando dos ou aos filhos, o que fizeram para eles, quando pequenos, vemos esposos também cobrando atitudes em troca do que fazem ou fizeram, amigo se afastando porque não recebeu do outro as atenções das quais se julga merecedor...


Afirma Kardec: “Para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome...” “...O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.”


Quem faz o bem, reclamando, lamentando, censurando, não recebe recompensa, visto que não se apercebe dos benefícios que poderia usufruir em seu favor, na benção da oportunidade de exercitar as qualificações nobres da alma, o prazer de servir, de ajudar alguém, de desfazer antipatias e inimizades, conquistando um amigo para toda a eternidade, etc.


“O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor-próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceita um serviço, mas recusa a esmola.


Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém.


A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade.


Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põem o beneficiado à vontade, enquanto a caridade orgulhosa o humilha.


O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço.


Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.”


Alguém poderia escrever melhor do que o fez nosso mestre Kardec? Que ele receba a nossa eterna gratidão por essa sublime explicação. 


Leda de Almeida Rezende Ebner

Fevereiro / 2011

 

Bibliografia:

KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo” 


Fazer o bem sem ostentação

 “Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. Assim, quando derdes esmola, não façais tocar a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”.  (Mateus, 6: 1 a 4)


Esta passagem evangélica trata das práticas do bem, da caridade e da piedade sem ostentação, divulgação e exclusividade, em silêncio, de maneira incondicional, não aguardando reconhecimento, retribuição ou gratidão, e empregando, ainda, todos os nossos recursos e esforços.


Se assim procedermos, teremos a aprovação, o reconhecimento e a recompensa de Deus, que conduz para a nossa evolução moral e espiritual a caminho da perfeição, porque acreditamos na vida que nunca acaba, na imortalidade do Espírito.


Do contrário, teremos tão somente a aprovação, o reconhecimento e a recompensa dos homens. Estes já receberam suas recompensas na Terra, satisfazendo o ego, o orgulho e a vaidade. Quem procura a glória na Terra pelo bem praticado, já está recompensado e Deus nada lhe deve.


O bem só é bem se não espera nada em troca. O bem só é bem quando é sincero. Quando fazemos o bem, seja um favor, um serviço, um gesto, uma oração, devemos fazê-lo em segredo, como algo íntimo e espontâneo. O Pai, que vê tudo, é a nossa consciência.


Como “não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”? É que, diante dos dois lados íntimos representados pelas mãos esquerda e direita, para praticar o bem sem ostentação com uma delas, temos que controlar o ego, o orgulho, ou seja, controlar a outra mão. É a vigilância moral para praticar o bem incondicional.


A verdadeira caridade é delicada e dissimula o benefício, evitando até as simples aparências capazes de melindrar; é doação efetiva, desinteressada e espontânea; é pensar nos outros, nas suas dificuldades, e efetivamente ajudar.


Para fazer o bem é sempre necessária uma ação de vontade, mas, para não fazer um mal, bastam a inércia e a negligência. Logo, devemos fazer a caridade que não rende aplausos e nem reconhecimento, mas que nos faça sentirmos úteis, cheios de ânimo e força, exercitando, anonimamente, o fazei ao próximo o que gostaria que lhe fizessem.


Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.


KARDEC, Allan; coordenação de Cláudio Damasceno Ferreira Junior. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 4ª Edição. Porto Alegre/RS: Edições Besouro Box, 2011.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Bem vindo(a) ao grupo mediúnico do NEO

 Alguns princípios importantes que são propostos aos trabalhadores do grupo mediúnico:


  1. Mediunidade é coisa séria, santa e deve ser praticada com cuidados especiais, para que seja saudável e que se evite alguns transtornos. 
  2. A natureza do trabalho requer comprometimento do colaborador, entrando em um regime de "parceira" com a equipe espiritual que passa a prestar assessoria, proteção e cuidados.  
  3. A finalidade de uma reunião mediúnica é socorrer os espíritos e não a nós os encarnados, embora indiretamente recebamos muitos benefícios. Portanto uma reunião mediúnica requer um mínimo de equilíbrio emocional e espiritual do trabalhador, para poder oferecer sua colaboração. 
  4. O dia do trabalho requer um preparo; vigilância e oração, leitura do texto do estudo da noite, sintonia mental com a tarefa, especialmente à medida que se aproxima o horário da reunião.
  5. Além da assiduidade, é aconselhável o indivíduo chegar ao Centro com antecedência mínima de 15 minutos para ambientação com o devido recolhimento, em busca de sintonia superior. O grupo deve ter uma regra interna de tolerância com atrasos, determinando até a que horário o participante ainda poderá ingressar na reunião. 
  6. O grupo deve entrar na sala em silêncio. As falas neste momento somente quando extremamente necessárias e em tom de voz baixo.
  7. Um quesito muito importante é a necessidade de recolhimento e vigilância, especialmente nos minutos que antecedem a tarefa.
  8. Devemos ter cuidado com as conversas que antecedem a reunião. Elas não devem dispersar o recolhimento e vigilância, comprometendo o preparo individual. Nunca devem ser dentro da sala mediúnica. 
  9. As faltas ao grupo devem ser comunicadas no grupo de WhatsApp. Após longo período fora das tarefas a volta deve ser autorizada pelo dirigente. Não faz bem para o grupo ter pessoas que não são assíduas, aparecendo eventualmente. Os diretores espirituais precisam saber com quem contam.
  10. Não é aconselhável participação unicamente na reunião mediúnica. A pessoa deve se envolver com pelo menos alguma atividade de estudo e evangelização, quando possível auxiliar direta ou indiretamento o trabalho social da casa. Os estudos do NEO ocorrem aos sábados 17h30. O trabalho social ocorre nas sextas e sábados à tarde. Quando o indivíduo frequenta somente a mediúnica, se faltar uma reunião, ficará duas semanas longe do Centro Espírita...
  11. É importante o estudo de livros mediúnicos, que devem ser lidos com frequência. O grupo deve se reunir periodicamente para reciclagem de temas e/ou avaliações do trabalho.
  12. A boa vontade e o equilíbrio emocional são tão importantes quanto um curso de preparação mediúnica.
  13. Os médiuns devem respeitar as etapas da reunião, o horário para sofredores, preces e o momento final para mentores. Devem-se evitar comunicações de benfeirotes, fora do horário dedicado a este intercâmbio.
  14. Não deve haver preocupação com lugares à mesa ou na sala, evitando melindres por conta disso e exercitando a humildade e obediência/disciplina como cooperador de boa vontade do trabalho do Cristo.
  15. A saída da sala deve ser harmônica, evitando barulhos e conversas altas. Importante deixar o ambiente arrumado e limpo.
  16. Não fazemos discriminação de entidades de diferentes etnias que venham para auxiliar em nome de Deus. 
  17. Estando bem intencionado, o médium não precisa se sentir culpado por uma mensagem que provoque a crítica ou dúvida. Cabe aos dirigentes o discernimento das comunicações. O médium ao transmitir a mensagem já cumpriu seu papel. 
  18. Amigo já componente do grupo: Lembre-se de que um dia você foi acolhido e obteve a paciência da equipe com  a sua adaptação ou inexperiência. Portanto, evite interferir no eventual acolhimento a novos participantes.
  19. Quando entramos em um trabalho que já existe, precisamos nos adaptar à proposta da coordenação e ao modo de funcionamento dos trabalhos.  
  20. A franquia do acesso à tarefa mediúnica é um benefício precioso para o candidato, que passa a receber os benefícios espirituais (ele e seus familiares). Por sua vez o trabalhador assume o compromisso do crescimento espiritual, aprimorando-se para servir cada vez melhor. 
Fábio Pires.

domingo, 2 de agosto de 2020

A Regra de Ouro

A Regra de Ouro

Imagine um grande empresário que além de ser um homem de sucesso também fosse
um visionário. Imagine que este homem, mundialmente conhecido, resolvesse
pesquisar o porquê do sucesso, isto é, resolvesse pesquisar qual seria a razão
de determinadas pessoas destacaram-se pessoal e profissionalmente enquanto
outras ficam à margem da sociedade.

Imagine ainda que, para conseguir tal intento, este empresário financiasse
todas as despesas desta pesquisa durante 25 anos. Durante 25 anos ( um quarto de
século! ) seriam entrevistadas pessoas de sucesso. Durante 25 anos seriam
catalogadas e pesquisadas as respostas destas pessoas para se chegar a um
denominador comum.

Se tal ocorresse, seria uma pesquisa seríssima. E o resultado desta pesquisa
deveria ser leitura e estudo obrigatório de todas as pessoas e de todas as
escolas.

Mas será que existiu um empresário com tal disposição e visão de futuro?

Existiu.

Seu nome: Andrew Carnegie. Um dos propulsores do progresso dos Estados Unidos
da América do Norte. Um legendário homem de negócios.

Andrew Carnegie financiou esta pesquisa e colocou à frente da mesma uma
pessoa cujos estudos tornaram-na também legendária. Um nome respeitado por todos
os consultores e pessoal ligado a treinamento e desenvolvimento humano: Napoleon
Hill.

Napoleon Hill em seu livro “A Lei do Triunfo” ( Editora José Olympio )
ensina-nos em, 16 lições, como ser um homem de sucesso. Uma destas lições é
denominada por ele de REGRA DE OURO e, conforme palavras do próprio, deve ser a
base de toda conduta humana.

Qual é a regra de ouro?

“NUNCA FAREI AOS OUTROS AQUILO QUE NÃO DESEJARIA QUE ME FIZESSEM”.

Decepcionou-se? Esperava mais que isto? Mas, creia, aí está o princípio dos
princípios. Aí está a base real das pessoas que realmente são um sucesso. Esta
regra funciona como uma alavanca mágica. Aplique-a e se surpreenderá pelos
resultados alcançados.

Como aplicar a regra de ouro?
Usemos da empatia. Isto é, antes de falarmos ou agirmos, coloquemo-nos no
lugar do próximo. Criemos o hábito de colocarmo-nos no lugar do próximo e,
então, ficará fácil aplicar a regra de ouro.

Do livro “Viver Bem É Simples, Nós É Que Complicamos”, Alkíndar de Oliveira,
Editora Didier

A regra de ouro

Qual será o segredo do sucesso? Por que determinadas pessoas se destacam pessoal e profissionalmente enquanto outras ficam à margem da sociedade?

Houve um legendário homem de negócios, um dos propulsores do progresso nos Estados Unidos da América do Norte que desejou ter resposta a essas perguntas.

Ele se chamava Andrew Carnegie e, para conseguir o seu intento, financiou todas as despesas de uma pesquisa, durante nada menos de vinte e cinco anos.

Durante esse período deveriam ser entrevistadas pessoas de sucesso. As suas respostas seriam catalogadas de forma a que se pudesse chegar a um denominador comum.

O resultado da pesquisa deveria ser leitura e estudo obrigatório de todas as pessoas e de todas as escolas, pensava o visionário americano.

Ele colocou à frente da pesquisa um nome respeitado por todos os consultores e pessoal ligado à capacitação e desenvolvimento humano: Napoleon Hill.

Durante um quarto de século a pesquisa séria foi desenvolvida. E como resultado, foi publicado um livro chamado A lei do triunfo.

Nele, Napoleon Hill apresenta dezesseis lições para se alcançar o sucesso.

Uma dessas lições ele denomina regra de ouro e, conforme seu autor, deve ser a base de toda conduta humana.

Qual é essa regra de ouro?

Nunca fazer aos outros aquilo que não deseja que lhe façam.

*   *   *

Há mais de dois mil anos, a mais Ilustre Personalidade que a Terra conheceu, já ditara a regra áurea.

À margem do lago, nas estradas da Galiléia, nas sinagogas, Ele proclamou: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.

Fazei ao outro o que desejardes vos seja feito.

Ele era um Galileu, um Rabi, o Messias aguardado e anunciado.

Disse da felicidade ao servir ao seu semelhante, da conquista do Reino dos céus a todos os que exercitassem o amor.

Ele falava como quem tinha autoridade porque ninguém como Ele tinha conhecimento dos seres que habitavam esse planeta.

Todos, ovelhas do rebanho que o Pai Lhe confiara à guarda.

Tendo realizado toda a trajetória de luz, detinha a ampla ciência dos destinos da criatura.

Por isso, as normas que legou à Humanidade e foram enfeixadas em capítulos e versículos se denominou: Evangelho.

Evangelho quer dizer Boa Nova, boa notícia. Notícia que vem falar de felicidade, apontar roteiros, dizer que todo sofrimento é transitório.

Só a felicidade é perene. E ela pode ser alcançada a qualquer tempo, bastando que a pessoa realize o gesto no sentido de detê-la entre seus dedos e usufruí-la na intimidade de sua alma.

E o maior sucesso que uma pessoa pode almejar para a sua própria vida é ser feliz.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, a partir de fato da
vida de Andrew Carnegie.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP.
Em 8.1.2014.

sábado, 25 de julho de 2020

A tríplice função social do Centro Espírita

http://feeb.org.br/index.php/institucional/artigos/498-a-triplice-funcao-social-do-centro-espirita

Por André Luiz Peixinho
Diretor – presidente da FEEB.
Para que um saber se insira na sociedade é necessário a existência  de estruturas formais  que assegurem a sua difusão, a criação de uma consciência coletiva de profitentes e o desenvolvimento de práticas que validem e utilizem tal conhecimento de modo a fazê-lo mais aceito. Por isto a Cosmovisão espírita, construída a partir da revelação espiritual codificada por Allan Kardec, presentificando-se no mundo, vivencia os mesmos processos de outras mundividências para se instaurar nas entranhas da sociedade.
Em que pese suas profundas diferenças de organização em relação a outros saberes, a começar pela inexistência de hierarquia bem como  o contato permanente com participantes interexistenciais  – espíritos desencarnados –  o Espiritismo constituiu uma célula máter para desenvolver suas atividades: o centro espírita  hoje considerado sua unidade fundamental.
Nele realizamos  os mais variados trabalhos em consonância com as demandas evolutivas  das pessoas que o buscam  organizando suas atividades sob a ótica dos princípios espíritas que nos oferece os parâmetros  necessários para discernirmos o que convém efetivar, seu modo de operar e como avaliar nossas ações.
Como os centros espíritas surgem ao sabor das decisões pessoais e de pequenos grupos, algumas vezes sob orientação ostensiva de entidades espirituais, é compreensível que apresentem variedade de formas de organização, de ênfase em algumas atividades, e até mesmo de foco em um ou outro princípio norteador da Doutrina Espírita.
Considerando os motivos identificados nas pessoas que buscam tais instituições e seus objetivos institucionais decorrentes da cosmovisão espírita, organizamos suas atividades prevalentes em três núcleos  que correspondem a aspectos da sua função social: centro de saúde e promoção da pessoa, educandário e templo.
A tríplice função social do centro espírita - Parte I
Centro de saúde e promoção da pessoa
Considerando que estarmos encarnados é reflexo da nossa situação espiritual cujo movimento evolutivo é impulsionado pela dor, todos em algum momento demandaremos hospitalidade. E pelo fato do pensamento espírita nos mostrar numa maior inteireza como seres espirituais manifestando-se por instrumentos intermediários impermanentes  ou passíveis de transformação, nossas vestes transitórias chamadas de corpo somático e perispírito, é necessário que dediquemos parte da nossa atenção a atividades referentes a melhoria da qualidade de vida no sentido multidimensional biopsicossocioespiritual incluindo inclusive os sofredores incorpóreos.
Assim tem relevância tudo que fizermos em termos de saúde e promoção humana, justificável por vários princípios espíritas a começar pela solidariedade entre irmãos já que somos filhos da mesma criação divina, da necessidade evolutiva de expressarmos amor  como alavanca do nosso progresso e da compreensão do mandamento de Jesus, considerado guia e modelo por excelência pelo Espiritismo, que recomendava:” curai os enfermos”.
Como a cosmovisão espírita não despreza as contribuições da visão materialista do mundo, incluindo-as e transcendendo-as é natural que algumas de nossa atividades  se assemelhem na forma  àquelas existentes na sociedade. Em nome da caridade acolhemos as pessoas que precisam de cuidados biológicos, de atendimentos psicológicos e  de ações sociais e até nos propomos a seguir normas jurídicas vigentes para minimizarmos a dor do mundo . Ainda que não elejamos o corpo como foco principal de nosso existir devemos vê-lo como o “templo onde habita o espírito, veículo de manifestação do ser imortal, síntese evolutiva do espírito no domínio das formas materiais.
Entretanto mesmo nestas instâncias devemos fecundar nossas ações com a perspectiva de que lidamos com um ser imortal em transitória condição de vida  cujas circunstâncias são também momentos significativos para dinamizarmos  o processo evolutivo.  E porque entendemos que a vida biopsicossocial é uma conseqüência da dimensão espiritual evolutiva de cada ser mesmos nos procedimentos  triviais  de elevação da  qualidade de vida além de aliviarmos os efeitos devemos remontar às causas que são em última instância derivadas do espírito.
Na ação espírita solidária também diferimos das práticas materialistas por termos conhecimento sobre fluidos, energias psíquicas, influências espirituais obsessivas, processos de adoecimento palingenésico, ausência de Deus, como fatores geradores de sofrimento. Por outro lado temos ao nosso dispor modalidades de trabalho não disponíveis em um centro de saúde comum como a água magnetizada, o passe, a consulta espiritual, as práticas desobsessivas, o aconselhamento a partir da trajetória evolutiva,  os trabalhos de esclarecimento grupal sobre o adoecer e o curar-se,  para citar algumas das práticas mais corriqueiras já consagradas pelo uso no movimento espírita.
A tríplice função social do centro espírita – Parte II
Educandário
Segundo a análise dos princípios espíritas a educação é concebida como um caso particular, basicamente humano, do processo evolutivo que encadeia o átomo e o arcanjo, numa série de transformismos inerentes à lei do progresso. Trata-se assim o fenômeno educativo como um desvelar de potencial do ser essência  nas suas manifestações até atingirmos o estágio preconizado por Jesus ao afirmar: sede perfeitos como perfeito é o Pai Celestial.
Mais uma vez estamos, neste aspecto das atividades espíritas, enriquecidos por fundamentos filosóficos e psicológicos para a educação que consideram os avanços das concepções pedagógicas humanistas centradas numa vida corporal única  e vão além, fazendo os ajustes necessários. Enfatizamos a primazia do espírito sobre a matéria  ao trabalharmos com a informação de que somos seres espirituais  vivendo uma experiência humana.
Por razões históricas e sociais, no Brasil dos séculos XIX e XX, o movimento espírita definiu ser prioritário investir na educação do povo seja porque exercia sua solidariedade com os mais necessitados seja por entender que a compreensão lingüística, mesmo em moldes tradicionais, favorece a liberdade de consciência, um passo evolutivo relevante na atualidade e facilita o acesso intelectual ao saber espírita. Assim nasceram muitas instituições educacionais comandadas por espíritas, inseridas na rede de ensino oficial e, em conseqüência, utilizando-se de didáticas que por sua origem se restringem  à formação intelectual, ao cultivo de habilidades psicomotoras e preparação para o mercado de trabalho e ao cultivo de alguns valores de forma incipiente.  Em alguns casos, quando possível se inseriu em sua grade curricular momentos de educação moral e religiosa e até mesmo estudos espíritas.
Este esforço de valorização da educação, uma demonstração clara do sentido de benemerência  difundido nos arraiais espíritas, em certo sentido facilitou o reconhecimento dos espíritas no meio social e perante órgãos governamentais. Entretanto, por sua própria natureza, não explorou as fontes do saber espírita e se tornou uma introdução à prática educacional espírita, hoje muito mais organizada e diversificada na sua célula máter. Em muitos centros espíritas ensino-aprendizagem  inclui  palestras organizadas para públicos flutuantes, ações didáticas para diferentes faixas etárias com programas diversificados, estudos específicos de autores, de temas selecionados, grupos de autoconhecimento e desenvolvimento do potencial humano, práticas educativas em torno da mediunidade e mais raramente pesquisas.
Construir um arcabouço teórico-prático  e vivencial para as atividades espíritas em educação é uma demanda cada vez mais significativa para o progresso do Espiritismo e o cumprimento de sua missão quanto a renovação social. O que já foi realizado até então, nada desprezível, situa-se como parte do edifício pedagógico que precisamos erguer .
Tomando como base o discurso de Allan Kardec sobre a educação do caráter , sua vivificação e ampliação  pelos seguidores que o sucederam, esboça-se o aproveitamento de todas as faculdades psíquicas, de diferentes estados de consciência, do uso da compreensão evolutiva e palingenésica como realidades possíveis no ato pedagógico a partir da cosmovisão espírita.
E tendo como modelo pedagógico as ações de Jesus e seus apóstolos no Evangelho deveremos levar em consideração a adequação dos conteúdos e das vivências educacionais a cada ser em sua zona proximal de aprendizagem pois Ele falava por parábolas ao povo, reunia um  grupo para convivência diária, ampliava este grupo nos momentos de difusão do Evangelho e o reduzia quando se tratava de vivências especiais como no monte Tabor ou no jardim  das Oliveiras.
Também deveremos dar ênfase ao finalismo da educação do Evangelho, que o Espiritismo pretende revitalizar pois  assume como missão sua reviver o  padrão evangélico, e ele nos aponta para um ser educado em conformidade com a lei de Deus, buscando prioritariamente o reino dos céus, tendo fé a ponto de imitar Jesus em seus feitos, desapegado dos bens do mundo, amando a ponto de fazê-lo incluindo os inimigos e dando a própria vida corpórea em favor dos amados, e fazendo brilhar a luz diante dos homens para a glória de Deus.
Em decorrência das atividades do educandário deverá florescer uma comunidade espírita unificada pelo  pelos princípios ainda que expressando sua diversidade evolutiva. Um mais amplo sentido de família será desenvolvido através de laços espirituais onde todos se reúnem em torno de um projeto evolutivo individual e comunitário e aporta sua contribuição conforme suas possibilidades e recebe apoios de acordo com suas necessidades e disponibilidades da comunidade, aos poucos convergindo para uma idealizada situação similar aos apóstolos que segundo a narrativa de Lucas eram um só pensamento e um só coração, na comunidade original perto de Jerusalém.
A  tríplice função social do centro espírita – Parte III
Templo
Em nossa viagem evolutiva precisamos de estímulos que nos façam sair dos limites da consciência normal e das influências dos hábitos do subconsciente. Isto só é possível de retirarmos o véu que impede o acesso as zonas superiores da nossa psique configuradas no superconsciente, em cujo âmago está a assinatura de Deus. Isto é possível através dos momentos de oração, em preces que pedem, agradecem e louvam, em contemplações que nos fazem perceptivos a unidade fundamental do cosmos, em meditações que nos permitem realizar a ascese espiritual do estágio humano até a percepção unificada em Deus, na busca de vivências de transcendência quando superamos  as barreiras da mente e seu modo de perceber centrado no espaço e no tempo, enfim na experiência do êxtase que nos permite adentrar com consciência o reino propriamente dito da essência.
A função social de templo nos remete ao lugar do sagrado, à experiência do numinoso, à entrada na consciência do permanente, e por conseqüência, a compreensão da sabedoria perene, do deleite no Eterno, no Absoluto, na Plenitude.
Por considerarmos a mais arrojada atividade do espírito, viver o sagrado, é essencial para dinamizar nosso processo evolutivo. Através dela fazemos conexões interdimensionais com os luminares da Verdade, do Belo, do Bem, da Justiça e gozamos  de momentos ditosos que são incomparavelmente superiores aos prazeres até então vividos em sua maioria restritos a uma consciência sensório-emocional. Ainda que não consigamos manter o clima psíquico especial sua presença sutil impregnará nossas atitudes e reorientará nosso sistema de  decisão nas questões humanas do cotidiano.
Ainda que não tenhamos alcançado a mesma desenvoltura nas práticas de templo quando comparadas ao hospital e ao educandário, o que em certo sentido nos sinaliza para nossas dificuldades em ultrapassar o humano em direção à angelitude, realizamos algumas atividades que merecem maior disseminação como as orações introdutórias nas atividades do centro espírita, os círculos de oração à distância, os encontros de práticas meditativas, estes mais raros, a leitura em grupo de textos sagrados, em especial os evangelhos canônicos, os ensaios espirituais através da arte  de qualidade transcendental, as viagens mentais ou imaginativas em direção ao nosso futuro evolutivo e os encontros com líderes espirituais desencarnados através das vivências em desdobramento espiritual ou da mediunidade que orientam a implantação das percepções espirituais elevadas na consciência humana .
Como pretendemos  ultrapassar a consciência mítica e mágica caracteristicamente pré-racional, alijamos de nossas instituições rituais que nos aprisionam nesta fase anterior do desenvolvimento psíquico. Entretanto ainda não conseguimos ultrapassar com facilidade a nossa estabelecida racionalidade para adentrarmos o reino consciencial intuitivo-afetivo onde vigora a síntese e as experiências de fé que nos dão certeza além dos fatos, referendando o ensino de Jesus a Tomé que dizia serem bem-aventurados os que não viram e creram. Esta limitação nos priva de realizarmos  as  possibilidades entrevistas nas afirmações de que deveremos gravitar em torno de Deus ou de sermos co-criadores do Universo em união com Ele.  O exercício perseverante no templo nos facultará acessarmos a regiões inusitadas da psique e do mundo espiritual, ampliando nosso sentimento de religiosidade até alcançarmos a gênese fenomênica do Cosmos e sua causa primordial.
É evidente que  o centro de saúde, o educandário e o templo só existem e realizam a sua missão a contento na medida em que preparam trabalhadores competentes para cada mister. Daí porque é essencial a adequada capacitação do voluntariado espírita em alguma instância do movimento espírita o que usualmente é uma tarefa prioritária das  chamadas atividades federativas. Há porém que se responder algumas indagações prementes para cultivarmos o progresso do movimento espírita ao tempo que asseguramos a sua unidade substancial. Entre elas destacamos:
Quais os parâmetros utilizados para caracterizar uma atividade espírita?
Como proceder para facilitar o surgimento de trabalhadores compromissados com a cosmovisão espírita e, portanto orientando-se pelos ensinos do Evangelho, capazes de atender as demandas do centro de saúde, do educandário e do templo?.
Como construir a melhor forma de organização institucional adequada a cada comunidade de espíritas e ao mesmo tempo unificada nos objetivos e princípios espíritas?
E como avaliar se nossas atividades estão congruentes com os objetivos espíritas e alcançam os resultados  que delineamos?
Vale ainda ressaltar que esta divisão de funções é ainda um artifício organizacional  pois elas estão entrelaçadas, formando uma totalidade organísmica, e como tal podem, até certo ponto, serem exercidas simultaneamente.
E mesmo esta descrição das funções não ilustra a totalidade da ação dos centros espíritas  pois seus profitentes podem estar realizando ações espíritas em ambientes de trabalho, nos órgãos de comunicação, em conselhos sociais  etc…
Os que acreditamos  na visão de mundo centrada no espírito e temos nosso oásis evolutivo no centro espírita e em seus órgãos de unificação do pensamento e sentimento devemos levar adiante com redobrado denodo a tarefa de semearmos no mundo esta percepção da realidade que de tão revolucionária demandará muitas transformações pessoais, coletivas e interexistenciais.
O desafio é vasto, a meta é grandiosa, a missão vista através deste prisma é entusiasmante.
Avante pois trabalhadores espíritas. O reino da bem-aventurança é o nosso destino.
ALPeixinho
Diretor – presidente da FEEB.

domingo, 5 de abril de 2020

Deixe claro para seu Filho

https://espirito.org.br/artigos/centro-espirita-e-adolescencia-2/


Deixe claro para seu Filho


Luiz Carlos D. Formiga

“Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Mas, como não lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre eles a bem de seu progresso. Esses Espíritos se tornam, por vezes, causa de perturbação, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar” (ESE).

Em 1983 procuramos discutir o ensino na universidade. Na biologia e biomedicina a evasão de alunos incentivou estudos que pudessem identificar as causas (3,4). Será a evasão o reflexo de um estado social, de uma administração mal conduzida, que além de abortiva é também favorecedora de circunstâncias que podem ser consideradas precipitantes? Investigações semelhantes poderiam explicar porque algumas Casas Espíritas possuem jovens conscientes, atuantes, e outras não.

De uma hora para outra ele não quer mais ir ao Centro!

O que fazem os pais diante da resistência religiosa?(1)

Comportamentos Polares
Encontramos comportamentos polares. O autoritarismo estava manifesto na decisão de J. quando avisou que o filho perderia a mesada e o uso do carro nos fins de semana. Ele arranjou um emprego de “auxiliar de serviços gerais” e passou a andar de carona(1).

A aceitação pacífica, sem maiores discussões foi o que encontramos em F. que disse: “mais tarde ele voltará”. O pai desconhecia a necessidade que os jovens têm de lutar. Nessa fase eles precisam “ser do contra”.

“No nosso tempo não havia discussão, os pais mandavam, eles iam e ponto final”. Frase da mãe de R., 16 anos, que vive arranjando desculpas para não ir ao Centro. Este é um fato que aflige aos pais. Embora nascidos em lares espíritas jovens são atraídos por idéias niilistas. Isto faz surgir falsa idéia de que o anjo da guarda nem sempre está de plantão.

Ouvimos uma explicação sobre o respeito que se deve depositar na questão do livre arbítrio: “se estivermos avançando na direção de algo que irá nos ensinar uma lição valiosa, porém difícil, eles poderão nos mostrar maneiras mais alegres de aprender a mesma coisa. Se resolvermos persistir no caminho original, eles não tentarão nos impedir. Cabe a nós escolhermos a alegria, mas caso aprendamos melhor através da dor e do esforço, os guias espirituais não os afastarão de nós”.

O que fazer?

Vacinar a mente infanto-juvenil para prevenir a doença causada pelo micróbio da alienação.(2)

Quais as causas da resistência encontrada na hora de ir ao Posto de Vacinação?

As Causas Naturais
Existem causas naturais e legítimas. Na fase de crescimento existem períodos naturalmente conturbados, como o da “expansão subjetiva”, conhecido como “descobrimento da realidade exterior”. Surge a dor “pela perda dos pais ideais”, quando a imagem idealizada e mágica se choca com a realidade. Em relação à evasão do jovem na casa espírita não podemos esquecer que é natural a rebelião contra a autoridade constituída, neste período da vida. Nessa fase os jovens são constantemente avaliados e aprendem a avaliar a fé da família. Ao encontrarem pais espíritas de fachada sentem-se frustrados. No dia em que a criança percebe que todos os adultos são imperfeitos torna-se adolescente, e, se tornará adulta quando puder perdoá-los.

As Causas Legítimas
Por outro lado, existem outras causas para a evasão:

Eles encontram com muita freqüência discursos que ficam aquém de suas ansiedades e reuniões pouco atraentes.
Quando encontram temas que aguçam a curiosidade, percebem também que esses estudos são mal administrados e ministrados por evangelizadores bem intencionados, mas incompetentes. Alguns são incapazes de formular objetivos e selecionar estratégias adequadas.
Outra causa legítima é o encontro de contradições. O que é pregado, não é vivenciado no Centro. O comportamento dos pais é ainda mais fácil de observar. Quando aprendem que devem amar ao próximo, mas os pais não vivem de acordo com esse preceito, eles se sentem traídos.
Examinando as condições sócio-familiares, vamos encontrar luz no fundo do túnel, principalmente quando tentamos compreender o impulso homossexual. Neste caso temos que considerar vários raciocínios e olhar através das várias janelas do edifício do holismo espiritualista.
O homem é um ser de natureza multifacetada. Na sua análise é necessário utilizar diversos raciocínios: o critério estatístico; o biológico; o psicológico; o antropológico (psicanalítico); o familiar; o político e o espiritual, que estão separados apenas didaticamente.

Quando examinamos detidamente as condições sócio-familiares no homossexualismo encontramos uma constelação familiar defeituosa. Há continuidade e severidade de relações patológicas entre pais e filhos. É possível identificar progenitores complicados, ausentes, subservientes, alcoólatras, machistas, violentos, autocratas, dominadores.

Mulheres transexuais sofreram em 22% abuso sexual dos próprios pais e em 37% dos casos a relação entre os pais era turbulenta, doentia, com separação (*). Uma constelação semelhante foi encontrada entre crianças que tentaram o suicídio.(**)

Abandonar as reuniões no Centro pode indicar a necessidade de romper as amarras de um progenitor possessivo.

A Solução
Podemos pedagogicamente sugerir a luta em favor de uma causa justa. Na luta, contra o estigma da lepra; contra o aborto; contra as condições inadequadas do Hospital Psiquiátrico Espírita; contra o uso de drogas, temos tido ajuda valiosa dos estudantes que participam dos grupos espíritas nas universidades.(***)

Dirigentes Espíritas; Pais e Professores Podem Complicar
Professores e pais muitas vezes não compreendem a verdadeira extensão dessas iniciativas acima referidas. Pensam que é um trabalho muito pontual. Acreditam que estamos empregando muita energia numa atividade que deveria ser dos representantes do poder público.

Muitos não percebem que nestas atividades de “luta contra”, em favor de uma causa justa, nossos jovens, na realidade, estão adquirindo proteção contra diversos apelos que poderiam atraí-los, se não estivessem com a atenção concentrada no seu ato de heroísmo, no seu exercício de cidadania. Gastam tempo e energia, é verdade, mas também se imunizam contra a doença causada pelo micróbio da alienação ou da desesperança.

Quando o mais velho participa, com o apoio logístico, o choque de gerações desaparece e todos ganham. A Casa Espírita que vive centrada em si mesma, não possui crianças nem jovens, desestimula colaboradores e, por isso, não tem futuro.

Diversos dirigentes são “desconfiados”, sendo incapazes de delegar responsabilidades. São pessoas responsáveis e acreditam que o jovem ainda não se encontra, como eles, preparado para assumir determinadas missões. A falta de fé no jovem e nos orientadores espirituais e o medo do fracasso fazem com que centralizem tudo e acabam prejudicando a quem tanto gostariam de beneficiar. Isto é uma causa de evasão.

Através de um conto popular, soubemos que um cientista estava interessado em realizar um estudo sobre a vida do maior comandante existente na face da Terra. Após exaustiva investigação foi informado que este já havia morrido. O pesquisador foi até o céu e pediu a São Pedro que lhe possibilitasse uma entrevista com o desencarnado, de modo a obter as informações preciosas. Diante dele o cientista reagiu dizendo que não era a pessoa com quem desejava falar: “esta eu conheci por muitos anos. Foi um simples sapateiro na cidade onde vivi”. São Pedro explicou: “Teria sido o maior de todos, se tivesse tido oportunidades e as condições ambientais adequadas para o seu desenvolvimento”.

“Embora devamos caminhar sem medo, não sejamos imprudentes, a pretexto de cultivar o desassombro, uma vez que o arrojo desnecessário é comparado à leviandade perigosa”. Emmanuel, ainda, nos diz que “o equilíbrio é fundamental, pois um coração temerário incendeia qualquer serviço, arrasando-o. Mas, um coração medroso congela o trabalho”.

Nesta questão de congelamento o artigo “Na Universidade – Indiferença ou Medo?” Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, ano LXXV (2): 77-79, março de 2000, diz que em algumas universidades, existem espíritas que temem ser identificados como adeptos da Doutrina Consoladora.

Jesus, o Guia e Modelo
Em educação modelos de excelência são de grande valia. No entanto, nos dias de hoje há uma tendência a favor da desmistificação dos heróis. Em conseqüência os jovens carecem de imagens concretas de pessoas admiráveis para ajudá-los no esforço de evolução pessoal. É natural, na juventude, querer ser ou ter um herói. Jesus será seu guia e modelo, quando ele perceber que, na sua proposta pedagógica, existe uma conceituação revolucionária em torno das dores, dos tabus e preconceitos.

Jesus discute uma escala de valores que só os heróis, mesmo os pequenos e anônimos, podem possuir. Haverá identificação com o Evangelho e desaparecerá a crise de identidade, que é freqüente na homossexualidade oriunda de uma constelação familiar defeituosa.

Será que estou exagerando?
Afinal o jovem quer apenas afirmar a sua independência!

Vamos lembrar que a rebelião, quando não encontra a resistência paterna, sem luta, pode ser um fracasso para ele. Aí o jovem pode escolher um novo campo de batalha. A droga pode ser a opção. Afinal, todos os dependentes dizem: – “na hora que eu quiser deixar, eu deixo”. A aceitação pacífica, sem maiores discussões, é um comportamento perigoso.

A aceitação com o empreendimento de algumas “batalhas”, utilizando estratégias bem escolhidas – é a melhor opção.

Não estamos fazendo exercício ilegal da profissão de psicólogo, mas estimulando a troca de experiências, no exercício legal da paternidade responsável.

Como pais e/ou como cônjuges aprendemos com o erro e o acerto. O erro é parte do processo e deve ser transformado em estímulo de crescimento. Foi assim com a mulher adúltera e não atiramos a primeira pedra. Foi assim com o paralítico, quando o Mestre fez o reforço pedagógico: – “vai e não tornes a errar”. (João, 8:11).

Somos espíritos imperfeitos, se erramos devemos reparar o erro e “dar a volta por cima”, demonstrando maturidade emocional e saúde mental.

Informar ao filho que continuamos com a nossa crença, mas que respeitamos o seu direito de decidir por si, é fundamental.

Trabalhar no sentido do amadurecimento e fortalecimento da personalidade dos filhos, sabendo ouvir, num diálogo franco, coerente e seguro é tão importante quanto incentivar o companheirismo, o empenho e a responsabilidade nas suas atividades, que devem ser diversificadas, do trabalho aos esportes, dos estudos aos lazeres.

A Vacina Atraente
A posição do “meio”, adotada pelo pai de S. que decidiu não mais comparecer as reuniões na mocidade, nos pareceu satisfatória, quando informou que ela “era atenciosa com a família e os amigos, se esforçava para ajudar aos outros e era voluntária numa escola para crianças com necessidades especiais”. Na verdade, ela não ia ao centro, mas vivia espiritamente.

Melhorar o homem e a sociedade ainda é o setor que reclama a maior urgência(5), até no Movimento Espírita.

Diante da revolta religiosa, precisamos parar para refletir. A angústia vivida na adolescência é muito grande. A separação do mundo infantil e a incorporação ao dos adultos é um período tão difícil que a experiência clinica permite concluir que as ocorrências são tão intensas, quanto aquelas vividas pelo adulto ante a perda de um ente querido.

M., 15 anos, começou a apresentar os sintomas da revolta religiosa. Os pais pararam para discutir e no final acharam que deveriam avaliar também a Casa Espírita. Fizeram um diagnóstico. A maioria dos freqüentadores era de meia idade ou mais. As atividades para os jovens eram pouco atraentes. Aplicavam vacinas muito dolorosas. Decidiram procurar outra casa mais “jovem”, onde havia um extenso programa de atividades para adolescentes. Rapidamente constataram que o filho não mais faltava.

Com a vacina Sabin imunizamos até crianças, que não compareceram ao posto de saúde, pelo contágio do vírus vacinal. A vacina viva, indolor, é contagiante.

Procuramos também atender ao domínio afetivo na vacina tríplice. Isso é alcançado, quando aplicamos apenas uma injeção intramuscular, mas prevenimos três doenças. Com essa explicação as mães são tocadas nas fibras do coração e aderem mais facilmente à campanha de vacinação, suportando melhor a dor dos filhos na picada da agulha. Evangelização não é apenas para crianças.

Aquele jovem foi contaminado pelo estudo bem elaborado e acabou contagiando os amigos, que passaram a freqüentar as reuniões. Pais atualizados e atuantes são evangelizadores diretos e indiretos na vacinação das mentes em formação. Há contágio do idealismo em família. Ao adotarem a posição firme, sem radicalismos, devem estar preparados para a derrota eventual.

Imortalidade E Reencarnação. Allan Kardec É Base Fundamental
Discutir valores foi proposta do dia mundial de prevenção ao uso de drogas. Quando os jovens possuem e compreendem sua própria escala de valores e são capazes de explicá-la aos outros, torna-se, para eles, mais fácil expressar e justificar sua decisão de abster-se de drogas.

Os pais devem provar aos jovens que a religião para eles não é simples formalidade, apenas um credo, com aparência de espuma flutuante.

Se nos colocarmos em oposição a determinados comportamentos, deveremos estar aptos a explicar as razões do nosso posicionamento. Para isso precisamos ser contemporâneos do nosso tempo e ter, na base dos nossos argumentos, as informações disponíveis nos livros da codificação da Doutrina Espírita. Os pais espíritas devem estudar as obras básicas com o mesmo cuidado com que o codificador estudou os ensinos morais do Cristo.

Os jovens precisam de uma nova ordem de idéias, que possa trazer também uma nova ética comportamental. Imprescindível a noção de Imortalidade, base da doutrina do Cristo que a demonstrou em inúmeras oportunidades.

Sem o seguro conhecimento das diversas evidências científicas sugestivas da imortalidade da alma, não tem sentido falar-se em escala de valores, em regras dirigentes da conduta e em livre arbítrio. No entanto, demonstrada a Imortalidade e examinadas as conseqüências futuras, dela derivadas, a vida ganhará outro sentido.

Sabendo que retornamos com as mesmas almas, mas em diferentes relacionamentos, estaremos atentos para as relações afetivo-emocionais e veremos com maior nitidez que a liberdade tem os seus limites e compromissos. A educação será um processo de formação de valores e de libertação espiritual. Desaparecerão as famílias patogênicas, onde há a educação para o egoísmo e o comodismo, que buscam o conforto antes do dever.

Isso é preconceito!
Na sociedade atual tudo é normal, tudo é permitido e sem culpa. Os pais devem se preparar para ouvir: – ”isso é preconceito!”.

Sabemos que não devemos violentar consciências, mas podemos apontar outros caminhos, alternativas menos dolorosas. Podemos e devemos trabalhar no sentido de aumentar o nível de consciência da sociedade, onde estamos inseridos e a quem devemos servir. Não há dúvida de que deveremos procurar ter vida moralmente sadia, mas lembrando sempre que na pedagogia de Jesus o erro faz parte do processo. Não fiquemos acorrentados aos nossos erros do passado e nem deixemos aprisionados nossos amores que foram surpreendidos pelo engano.

Com “O Livro dos Espíritos” lembremos que os valores internalizados na infância provavelmente ficarão para o resto da vida. O exemplo ainda é o da jovem voluntária numa escola para crianças com necessidades especiais.

Educar dá trabalho, mas a criatura humana é o maior investimento divino. Como a essência de qualquer religião é o amor, deixe claro para seu filho rebelde que se ele se afastar da Doutrina Espírita, “a afeição que você tem por ele permanecerá inalterada.”(1)

(*) Dores, Valores, Tabus e Preconceitos. Editora CELD.

(**) Suicídio infantil, artigo disponível na página do NEU – http://zap.to/neurj.

(***) “Campanhas” na página do NEU.

Referências Bibliográficas.
Fleming, A. 1979. Filhos que Rejeitam a Religião dos Pais. Seleções do Reader’s Digest, XVI (97): 57-60. Condensado de “Womans Day. Fawcett Publications, Inc”. Nova York, 1978.
Formiga, LCD.1981. Vacinação – Desafio de Urgência. Reformador (fevereiro). Compara as técnicas de Evangelização e Desobsessão, utilizadas pela Doutrina Espírita, com as de Vacinação e Soroterapia, utilizadas nas Ciências Biomédicas.
Formiga, LCD. 1983. Biologia e Biomedicina – Evasão Escolar. Ciência e Cultura, 35: 474-475.
Formiga, LCD. 1983. Paradoxo – Ensino de Ciências Biomédicas. Ciência e Cultura, 35: 1655-1656.
Formiga, LCD. 1999. Ética, Sociedade e Terceiro Milênio. Elaborado com base na palestra, “Ética: educação para o terceiro milênio”, durante o Primeiro Congresso Interativo Sobre Educação Para o Terceiro Milênio. “A Educação da Alma é a Alma da Educação”. Centro de Convenções do Barrashopping, RJ, RJ, dezembro de 1999. Disponível no NEU-RJ – http://zap.to/neurj

Quem é Fenelon?


https://correio.news/quem/quem-e-fenelon

Quem é Fénelon no espiritismo?

Fenelon é um dos espíritos da codificação espírita, pertencente à equipe do Espírito da Verdade, que se comunicou com Allan Kardec para que ele pudesse trazer o espiritismo à humanidade terrena no século 19.

Fenelon é o nome literário de François de Salignac de la Mothe, nascido no castelo de Fénelon, em Périgord, a 6 de agosto de 1651.

Foi prelado e escritor francês, ordenou-se sacerdote em 1675 e passou a dirigir uma instituição que tinha por objetivo reeducar as jovens protestantes convertidas ao catolicismo. Aos 44 anos, tornou-se arcebispo de Cambrai. É autor dos livros Explicação das máximas dos santos, As aventuras de Telêmaco, Fábulas e Diálogos dos mortos, O exame de consciência de um rei e Cartas sobre as ocupações da Academia francesa.

Fénelon aparece nos livros básicos da doutrina espírita, em vários momentos: assina os Prolegômenos do O livro dos espíritos e a resposta à questão 917, onde considera o egoísmo como a mais difícil das imperfeições humanas de se superar. Em O evangelho segundo o espiritismo apresenta-se em vários momentos, discursando acerca da terceira revelação e da revolução moral do homem (cap. 10); o homem de bem e os tormentos voluntários (cap. 5); a lei de amor (cap. 11); o ódio (cap. 12) e emprego da riqueza (cap. 16). Em O livro dos médiuns, está no capítulo das Dissertações Espíritas (cap. 31), onde desenvolve aspectos acerca de reuniões mediúnicas e a multiplicidade dos grupos espíritas.



A INDULGÊNCIA José – Espírito Protetor – fala-nos dessa nobre virtude (...) “sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso. A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los.” (1) É claro que quando se visa a prestar um serviço à coletividade, os próprios Espíritos advertem que os maus atos de outrem devem ser apontados, mas mesmo neste caso, ter o cuidado de os atenuar tanto quanto possível, não se esquecendo de ser caridoso... Conta-se que um rapaz procurou Sócrates – sábio da Grécia Antiga – e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou: - O que você vai me contar já passou pelas três peneiras? – Três peneiras? Indagou o jovem assustado. Continuando disse Sócrates: - Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos então, que seja verdade. Deve passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer me contar é verdade, é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta? E arremata Sócrates: - Se passar pelas três peneiras, conte. Tanto eu, quanto você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma intriga a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz. Ainda com relação aos comentários de José – Espírito Protetor – (op. cit.) diz o mesmo: “Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros”. Há ditos populares que nos advertem quanto aos reproches, como por exemplo: “Nunca digas dessa água não beberei”, “Fulano pagou com a língua”... A verdade é que ninguém se encontra indene para bater no peito e dizer: “Isso, eu nunca farei...” Não conhecemos as nossas fraquezas mais íntimas, Jesus, referindo-se a essa questão, disse a Pedro: (...) “Mas vais aprender, ainda hoje, que o homem do mundo é mais frágil do que perverso.” (2) E tão logo se consumou a prisão de Jesus, Pedro ataca com a espada um dos soldados que veio prender o Mestre, cortando-lhe uma das orelhas... Parece, neste momento, ter esquecido as lições de amor do Mestre Jesus. E mais adiante, nega-o por três vezes, lembrando-se de imediato, após a terceira negação, das palavras sábias de Jesus a dizer-lhe o quanto o homem no mundo é frágil. Jesus nos deu mostras em diversas passagens do Evangelho da indulgência para com as imperfeições alheias, como no caso da mulher adúltera, dos soldados que o crucificaram, do próprio Judas que o traiu. E nos advertiu da severidade do julgamento do Pai para conosco, na mesma proporção com que julgarmos os outros. (Mateus, 7:1-2). Óbvio está que a falta de indulgência para com o próximo demonstra o nosso esquecimento dos ensinos de Jesus – prova inequívoca da nossa fraqueza espiritual. Exorta o Espírito Dufêtre: (3) “Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros. É esta uma prática da santa caridade, que bem poucas pessoas observam. Todos vós tendes maus pendores a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou mesmos pesado a alijar (...) Por que, então, haveis de mostrar-vos tão clarividentes com relação ao próximo e tão cego com relação a vós mesmos?” Tanto tempo temos estudado a Doutrina Espírita. É preciso, pois, que nós, os espíritas, adotemos os ensinos morais, como este, aplicando-os, sobretudo dentro das nossas Casas Espíritas. Entendendo a individualidade espiritual de cada um, deixando de tentar submeter consciência às “nossas verdades”. Sabendo implementar os conhecimentos doutrinários de acordo com a capacidade de aprendizado de cada um. Acabando com as rusgas, maledicências, comentários infelizes acerca do próximo, que demonstram a nossa falta de indulgência e de evangelho no coração. Busquemos primeiro, acender a nossa luz interior, para depois começarmos a iluminar as trevas que nos cercam. . Reformador set99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: S 1. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 16. 111. ed. FEB. 2. XAVIER, F. C., Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos, cap. 26, pág. 173, 20 ed. FEB. 3. KARDEC, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 18. 111. Ed. FEB.

Mine coins - make money: http://bit.ly/money_crypto