Estudando o Espiritismo

Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

DIÁLOGO CURATIVO - Emmanuel

Livro Caminhos de Volta

Observa a extensão do sofrimento humano e faze do verbo um instrumento de alívio de paz.Em torno dos próprios passos, encontrarás os doentes da alma a surgirem de todas as direções: os que trouxeram desajustes psicológicos de outras existências apresentando traumas obscuros no campo da mente; os que não puderam atender aos compromissos assumidos e jornadeiam no mundo, desgostosos consigo mesmos; os desesperados, que caminham nas orlas da delinquência e os aflitos, quase todos eles vinculados a processos de angústia.Todos são enfermos da alma que devem ser medicados, acima de tudo, pelo diálogo curativo.

Em casa, compadece-te dos familiares e procura irradiar a luz do entendimento que estabeleça tranqüilidade e segurança; no grupo de trabalho, quanto possível, transforma-te em exaustor das confidências amargas, trocando incompreensão por bondade ou azedume por bênção; nas manifestações de caráter público, seleciona os conceitos que te vistam idéias e pareceres a fim de que não venhas a estimular violência ou discórdia; e, nas vias públicas, mobiliza solidariedade e gentileza, diminuindo o cansaço e a solidão naqueles companheiros que suportam conflitos e provações que talvez desconheças.

Não carregues a voz com vibrações fulminantes, diante da intemperança que surpreendas em vozes alheias, de vez que não curarás um doente, fazendo-te mais doente, especialmente no caso em que te vejas diante de determinado adversário ou de suposto agressor.

Coloca-te no lugar do próximo e imagina como seriam as tuas reações se alguém te falasse com desconsideração ou vinagre.

Quanto maior a turvação ambiente, maior o desequilíbrio mental em derredor de nós.E quanto mais a desarmonia nos envolva, mais imperiosa se revela a necessidade da conversação curativa, capaz de suprir moléstias e obsessões no nascedouro.

Seja qual for a circunstância em que te encontres, condimenta o que digas com bondade e compreensão. Todos sabemos que, na Terra, sobram incêndios de rebeldia e tribulações, sofrimentos e lágrimas.O Senhor, porém, não espera de nós outros qualquer fórmula milagrosa que venha a extinguir, de imediato, as labaredas da perturbação; entretanto, onde estivermos e com quem estivermos, pede o nosso copo de água fria.

domingo, 8 de setembro de 2019

Causas Profundas de Transtornos Neuróticos

https://cursodeespiritismo.blogspot.com/2013/07/causas-profundas-de-transtornos.html

Neuroses

Neuroses

Os expressivos, alarmantes índices da neurose na Terra funcionam como um veemente apelo ao nosso discernimento, ao exame das causas e suas conseqüências, com maior vigor do que até o momento tem merecido de cada um de nós.



Relegada aos gabinetes especializados e a homens, tecnicamente armados pelo sacerdócio da Medicina, a neurose vem colhendo, nas malhas da sua rede infeliz, surpreendentemente número de vítimas, ora avassalando o mundo civilizado e ameaçando a estabilidade da razão.



Sociólogos conjeturam; psicólogos interrogam; teólogos meditam; psiquiatras, psicanalistas tentam penetrar-lhe as causas, e, não obstante a metodologia de que se servem para a segura diagnose e o eficaz tratamento, a onda neurótica, vencendo incautos e avisados cada vez mais se apresenta referta, avassalante e dominadora.



Isto porque, no problema da neurose em suas raízes profundas, se há que considerar, de imediato, o neurótico em si mesmo, não apenas, no aspecto de réprobo, antes como ser vital no concerto da comunidade em que se movimenta.



Com etiologia complexa e profunda, essa enfermidade apiréptica vem merecendo cuidadosos estudos e debates, a fim de se localizarem os fatores que produzem as perturbações do sistema nervoso, em considerando-se a falta de lesões anatômicas mais graves.



Não obstante as divergências acadêmicas, Freud classificou-as em: verdadeiras, em que há desequilíbrios fisiológicos ao lado de perturbações meramente psicológicas, apesar de transitórias, e psiconeuroses, que são determinadas pelas “fixações da infância” em regressões inconscientes. No primeiro grupo estão situadas as neuroses de ansiedade, a neurastenia, a hipocondria e as de ascendência traumática... Na segunda classe aparecem as de ordem histérica ansiosa, conversiva, os perturbantes estados obsessivos e convulsivos.



Em tal complexidade, surgem as neuroses mistas com mais grave quadro de manifestação.



Influenciando os fenômenos somáticos, expressam-se, não raro, com sintomatologia estranha que desvia a atenção do médico e do paciente, graças à força das síndromes que, para o último, assumem um caráter real, por serem as “dores neuróticas” semelhantes às de às de ordem física. Surgem medos, paralisias, movimentos desconexos, distúrbios múltiplos...



Alguns estudiosos da questão reportam-se, também, taxativos, aos fatores genéticos predisponentes; outros se apoiam nos impositivos da sociedade, com as suas altas cargas de tensão; alguns advertem sobre o tecnicismo desesperador; fala-se do resultado das poluições de vária ordem, todavia, a quase totalidade se esquece da problemática espiritual do alienado pela neurose.



O neurótico é, antes, um espírito calceta, em inadiável processo purificador. Reencarnado para ressarcir ou recambiado à reencarnação por necessidade premente de esquecer delitos e logo repará-los.



A sua psicosfera impõe, nos implementos orgânicos, distonias e desarmonias que se refletirão mais tarde em forma de alienação, como decorrência do seu estado interior, como espírito desajustado.



É óbvio que o comportamento social, as frustrações infantis, as inseguranças da personalidade, as injunções de tempo e de lugar, os fatores familiares e de habitat, as constrições de ordem moral e econômica engendram, evidentemente, as desarticulações neuróticas, porque conseguem limitar as aspirações do espírito fraco, que não se consegue sobrepor a essas conjunturas, para os cometimentos normais.



Ainda, nesse capítulo, se deve considerar que a neurose é um campo amplo e variado, tendo-se em vista a consciência do problema pelo paciente e a sua falta de forças para a superação.



A par desses fatores ocorrem outros na esfera psicológica, quais os denominados “parasitose espiritual”, que se transformando em calamitoso processo obsessivo de longo curso, em face de a vítima do passado converter-se em cobrador do presente, como conseqüência dos delitos perpetrados pelo delinqüente, não são regularizados ante as soberanas Leis da Vida.



Não se exteriorizam as síndromes da neurose no caso em tela, de início, senão quando ocorre a dominação obsessiva do hospedeiro sobre sua vítima.



Indispensável que o olhar vigilante dos religiosos se volte para aqueles que padecem os primeiros sinais de distonia, norteando-os ao cultivo das disciplinas austeras e das virtudes cristãs, com que se armarão para uma libertação eficiente e real, terapêutica de resultado auspicioso para o reajustamento do espírito na vida orgânica e sua conseqüente experiência psíquica, diante do processo de auto-reparação dos impositivos cármicos.



As técnicas da análise, a terapia medicamentosa conseguem, não raro, enquanto favorecem o equilíbrio por um lado, danificar os tecidos mais sutis da organização psicológica, produzindo distonias de outra natureza que se irão manifestar de forma desastrosa no futuro, caso esses processos não recebam a contribuição espiritualista relevante.



Por este motivo, faz-se mister que uma religião capaz de adentrar-se no âmago do ser, como ocorre com o Espiritismo, apresente recursos preventivos para a grande massa humana aturdida nestes dias. Entretanto, esses conceitos, verdadeiro compêndio de Higiene Mental, já foram lecionados por Jesus e estão exarados no “Sermão da Montanha”, ora ratificados pelos textos que Lhe recordam a existência entre nós, de que dão notícia os sobreviventes do túmulo e falam sobre a vida estuante do além.



O neurótico é alguém rebelado contra si mesmo, insatisfeito no inconsciente e contra os outros revoltado.



Instável faz-se agressivo; desajustado, permite-se sucumbir; atônito entrega-se ao desalinho psíquico; excitado, deixa-se desvairar pela violência. Disciplinado, porém, pela moral cristã, adquire recursos para o auto-controle que irá funcionar no seu aparelho nervoso com recursos que bloqueiam as reações do inconsciente, remanescentes das vidas passadas, impedindo que aquelas reações desorganizem as funções conscientes que arrojam no resvaladouro da neurose.



Respeito ao dever, culto ao trabalho, edificação pelo pensamento, exercício de ações nobilitantes produzem no homem salutar metodologia de vida, que o impedem tombar, que o levantam da queda, que o sustentam na caminhada.



Missão relevante está reservada ao Espiritismo: promover superior revolução social na Terra, modificando os conceitos ora vigentes sobre o homem - espírito eterno em viagem evolutiva -, fazendo ver que, no fundo de toda problemática que afeta a criatura, suas raízes estão no pretérito espiritual do próprio ser que volve ao ministério de reeducação, de ascensão, de dignidade pelo esforço pessoal que o credencia à paz, à plenitude.



Conscientizar, responsabilizar, iluminar a mente humana, eis como apresentar-se eficiente método para estancar a avassaladora onda da neurose atual, que, encontrando vazia de reservas morais a criatura humana, cada vez se torna pior, transformando a vida moderna em pandemônio e o homem, consequentemente, em servo do desequilíbrio dominador, desditoso.

Autor: Carneiro Campos
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Sementes de Vida Eterna

Profilaxia contra o personalismo

Profilaxia contra o personalismo


"Aquele que quiser ser maior no Reino de Deus seja servidor de todos." - Jesus (Mt., 20:26)

A humildade esteve sempre regaladíssima na Vida de quantos - realmente - foram os Benfeitores da Humanidade.
João Batista não se considerava digno de atar as sandálias d`Aquele que verdadeiramente é a Luz do Mundo, reconhecendo, mesmo, publicamente, que deveria diminuir-se para que Ele crescesse.
Paulo de Tarso, acostumado às bajulações e ao destaque social, humildemente perguntou ao Mestre, ajoelhado nas escaldantes areias do deserto sírio, às porta de Damasco: "Senhor, que queres que eu faça."
O próprio Cristo, vexilário maior da humildade disse que "Bom é o Pai Celestial", não admitindo tal adjetivo para Si.
O exemplo dessas criaturas e de Jesus, em particular, é um verdadeiro e cristalino libelo à humildade!...
Por que, então, encontramos (inclusive nos arraiais espiritistas) algumas criaturas afeitas ao culto da própria personalidade?
Quem cultua a si mesmo, isto é, possui acentuado personalismo, está na mesma posição daquele empregado que enterrou o talento.
Paulo recomendou certa feita aos Filipenses: (Fil., 2:3)

"Cada um considere os outros superiores a si mesmo."

Através da psicografia de Carlos A. Baccelli, irmão José afirma:

“ A recomendação de que cada um considere os outros superiores a si mesmo é, sem dúvida, profilaxia contra o personalismo, que, onde aparece, destrói as melhores intenções."
Não raro - e com muita tristeza - observamos o deplorável espetáculo oferecido por criaturas que, levadas por seus ancestrais e equivocados atavismos, acoroçoados pelo orgulho e vaidade, se deixam emaranhar nas tredas malhas da falsa modéstia e de mal disfarçada soberba à cata de elogios fáceis. É incompreensível que seguidores da Doutrina de Jesus se entreguem a atitudes tais que, via de regra, eclodem em danosas cizânias, tão prejudiciais aos trabalhos da Seara do Mestre.
Paulo recomenda também aos filipenses que todas as tarefas sejam feitas por humildade e não por espírito de contenda. Para lograr tal desiderato, faz-se mister que todos estejamos imbuídos da sinceridade de sentimentos, "de sorte que haja em nós o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo. "

É ainda Irmão José quem aconselha:

"Questionemo-nos acerca de nossos reais interesses em abraçando a Terceira Revelação. Estaremos interessados em nossa redenção espiritual diante de Deus ou em nossa projeção social aos olhos dos homens?!... Estaremos sinceramente empenhados em nossa renovação íntima, como devemos, ou em somente na mudança exterior que nos convém?!...
Porque, infelizmente, contam-se aos milhares os que ludibriam a si mesmos, imaginando iludir os outros, perdendo a valiosa oportunidade de crescimento interior que a presente reencarnação lhes faculta, entregando-se no Além a infindas lamentações sobre o desperdício do tempo.”

Paulo aconselha aos Coríntios (I Cor., 10:7.): "Não vos façais idólatras."

Não se justifica, pois, a tentativa de substituição dos antigos ídolos inertes pela auto-idolatria.

Aconselha Emmanuel[1]:

"Proscreve do teu caminho qualquer prurido idolátrico em torno de objetos ou pessoas (incluída aí a própria pessoa, acrescentamos), reafirmando a própria emancipação das seculares algemas que vêm cerceando o intercâmbio das criaturas encarnadas com o Reino do Espírito.
Recebemos hoje a incumbência de aplicar na edificação do bem desinteressado, o tempo e a energia que outrora desperdiçávamos, à frente dos ídolos mortos, de maneira a substancializarmos o ideal religioso, no progresso e na educação, prelibando as realidades da Vida Gloriosa."

1 - XAVIER, Francisco Cândido Xavier e VIEIRA, Waldo. O Espírito da Verdade. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977, Cap. 72, p. 167.

Rogério Coelho
rcoelho47@yahoo.com.br
Muriaé, Minas Gerais (Brasil)

Como enxergar o personalismo


O que é o personalismo? Visão egocênctrica da vida, visão exacerbada de si próprio. Crença em sua onipotência, comportando-se de formas típicas como intolerância, indiferença ante as opiniões alheias, incapacidade de mudar ante os alvitres da vida, etc.
Personalismo é a imposição de si mesmo sobre os outros, inaceitação do outro como veículo de novas riquezas para si mesmo.
Existe muito personalismo em todos os setores da humanidade, mas no meio religioso ele se agiganta e impede o avanço das pessoas.
Atitudes desmotivadoras diante de novidades, ortodoxia nas crenças, desdém ou desqualificação de quem busca inovar para melhorar, são impecilhos encontrados onde deveria haver aceitação e tolerância entre todos.
Allan Kardec foi um homem que lutou por um ideal nobre e verdadeiro, e para isso teve que lutar contra os preconceitos da época. Foi um inovador e por isso foi combatido e perseguido e até caluniado.
O movimento espírita está seguindo Allan Kardec? Ou estão paralizando esta doutrina de amor, mas sobretudo progressista e inovadora?
Será que rotulando a doutrina e criando balizas que delimitam limites doutrinários é recomendação de seu codificador? Claro que não, mas aí entra o personalismo asfixiante que traduz o orgulho daqueles que "defendem Kardec"  mas não se sabe do quê. A doutrina é livre como movimento e todos tem direito à experiência sem que seja execrado na indiferença e desprezadoo pelos companheiros.
Vamos ver no poema do filho pródigo na sua visão metafísica o que significa o filho mais velho.
A estagnação lhe revela apenas uma ego-consciência baseada em recompensas imerecidas e que lhe restou o amargor da inveja a lhe corroer os sentimentos.
Vamos melhorar nossa condição de espíritas. Somos maiores daquilo que estamos vivenciando dentro dela. Vamos abrir nossos corações para que a mente do preconceito e do personalismo não enterre o  talento que temos o dever de multiplicar.
Abraço

 por Paulo Beduschi

O PERSONALISMO: "ESPELHO, ESPELHO MEU..."

O PERSONALISMO: "ESPELHO, ESPELHO MEU..."




“O maior entre vós será vosso servo.”
Jesus (Mt 23:11)




Dicas importantes para se tornar uma pessoa pior: primeiro passo: você é a pessoa mais importante neste mundo; segundo passo: 1º lugar, Eu; 2º lugar, Eu.... 7º lugar, Euterceiro passo: em algum lugar no final desta lista vem o outro; quarto passo: o outro não tem poder sobre mim, logo, eu não preciso me comportar como os outros pensam ou falam de mim. Estas dicas fazem parte do monólogo “Como se tornar uma pessoa pior”, em cartaz em São Pauloestrelado pela atriz Lulu Pavarin. Segundo Pavarin, ao término de um dos espetáculos para mais de setecentas pessoas, foi procurada pelos expectadores que demostraram o seu alívio por se autoreconhecerem: “nossa, estou me sentindo tão bem, eu sou uma pessoa pior!” Isto reflete o individualismo que marca a nossa sociedade.

Sem querer entrar no mérito da proposta do monólogo, não tenho dúvida em afirmar que os passos caracterizam o indivíduo personalista. 

O personalismo é estudado na dimensão humana de duas maneiras, eminentementes paradoxais. Como doutrina filosófica, contempla a personalidade humana como o valor fundamental da sociedade, tendo como seu fundador o filósofo francês Emmanuel Mounier (1905-1950), cujas obras influenciaram o surgimento da “Democracia Cristã.” O personalismo de Mounier se opõe ao individualismo. Enquanto este mantem o homem centrado em si mesmo, a maior preocupação do personalismo Mounieriano é descentrá-lo para colocá-lo voltado para o Mundo e para as outras pessoas.

Em sua outra dimensão, como na peça, “diz-se de/ou indivíduo egocêntrico.” Ou seja, qualidade daquele que tem o foco voltado para si mesmomostrando-se indiferente para com os outros. Portanto, o indivíduo enxerga-se onipotente e onisciente. O Espírito Bezerra de Menezes o define como “personalismo deprimente”, termo que utilizarei daqui pra frente.

Observa-se que o marco divisor entre ambos é o egoísmo, em sua expressão mórbida.

personalismo deprimente e o melindre são siameses, filhos diletos do orgulho.

É preciso entender que não vivemos imunes ao personalismo uma vez que ele é fator psíquico para a construção da nossa identidade como pessoa na relação com o mundo e com os que nos relacionamos. Incensado e exacerbado pelo egoísmo, pela perda do controle que ocorre, torna-se um vício; um vício do amor próprio.

personalismo deprimente na convivência grupal, aqui se incluem as Instituições espíritas, é extremamente destrutivo e desagregador. Ele dissemina em um grupo que seus membros desempenhem, teoricamente, apenas duas funções estanques: liderança e participação. Na prática, isto não ocorre.

É natural, no entanto, compreender que algumas funções são mais genéricas que outras e distintas das do líder. No entanto, isto não invalida que outros membros não possam exercer, informalmente, a liderança em diferentes situações para que o grupo possa mover-se e progredir frente aos propósitos em que se situa.

Em um cenário mundial de efervescente progresso em todas as áreas do conhecimento humano, é estupidez descabida entender que em vivência comunitária um membro seja o repositório de ideias e conhecimentos suficientes para toda a dinâmica de uma constelação de seres pensantes; Espíritos milenares.

A Doutrina Espírita é uma proposta redentora de libertação de consciências. O Homem Kardeciano está ligado a finalidades que ultrapassam as questões aparentes do quotidiano. Assim, para que o espírita viva essa liberdade genuína ele deve necessariamente descobrir a “si mesmo” – questão 919 de “O Livro dos Espíritos” -, tarefa inadiável e que só compete ao próprio Ser pela singularidade atribuída à sua personalidade. Esta singularidade valoriza sobremaneira a convivência comunitária, ao invés de negá-la.

É fácil de perceber que a postura personalista deprimente fere em todos os aspectos os postulados espíritas-cristãos, pois contraria ao ensinamento do Cristo de “amar ao próximo como a si mesmo.”

            Algumas dicas para vencer o personalismo deprimente:

a.    aprender a ouvir;
b.    utilize, sempre que possível, o brainstorming (tempestade de ideias);
c.      mobilize a equipe em torno das ideias apresentadas;
d.  renuncie ao modelo mental conduzido pelo pensamento linear-binário, que é polarizado no “ou/ou”; ou está comigo ou contra mim;
e. exercite o modelo mental conduzido pelo pensamento complexo, aprendendo a religar saberes separados e dispersos;
f.       pedir desculpas quando errar;
g.     ser simples;
h.  ter como única expectativa nas participações individuais o desejo de aprender a ser útil;
i.       estimule o dar e receber feedback;
j.     procure exercer o poder pessoal, que não é o poder inebriante sobre os outros. O poder pessoal é uma força criada entre as pessoas; é uma união espiritual;

Não deixa de ser um bom começo!

Ou então, refletindo sobre Allan Kardec, em a Revista Espírita, março de 1863, no artigo Falsos Irmãos e Amigos Inábeis:

“Crer em sua própria infalibilidade, recusar o conselho da maioria e persistir num caminho que se demonstra mau e comprometedor, não é atitude de um verdadeiro espírita. Seria a prova de orgulho, se não de obsessão.”

            ... e o espelho respondeu: existe sim; O OUTRO!

PERSONALISMO

http://www.larespiritamarialobato.com.br/te/personalismo

PERSONALISMO
BIBLIOGRAFIA
01- Animismo e Espiritismo - pág. 22 02 - Caminho, Verdade e Vida - pág. 217
03 - Celeiros de bênçãos - pág. 45 04 - Correnteza de luz - pág. 51
05 - De Francisco de Assis para você - pág. 51 06 - Florações Evangélicas - pág. 151
07 - Fonte viva - pág. 231 08 - Mediunidade e Autoconhecimento- pág. 47
09 - Minha doce casa espírita - toda a obra 10 - Na Seara do Mestre - pág. 7
11 - No Mundo Maior - pág. 188 12 - Os mensageiros - pág. 18
13 - Pérolas do Além - pág. 192 14 - Respositório de sabedoria - pág. 147
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

PERSONALISMO – COMPILAÇÃO

02 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel - pág. 217

101 -Tudo em Deus - "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma". - Jesus (João, 5:30)
Constitui ótimo exercício contra a vaidade pessoal a meditação nos fatores transcendentes que regem os mínimos fenômenos da vida. O homem nada pode sem Deus. Todos temos visto personalidades que surgem dominadoras no palco terrestre, afirmando-se poderosas sem o amparo do Altíssimo; entretanto, a única realização que conseguem efetivamente é a dilatação ilusório pelo sopro do mundo, esvaziando-se aos primeiros contatos com as verdades divinas.

Quando aparecem, temíveis, esses gigantes de vento espalham ruínas materiais e aflições de espírito; todavia, o mesmo mundo que lhes confere pedestal projeta-os no abismo do desprezo comum; a mesma multidão que os assopra incumbe-se de repô-los no lugar que lhes compete. Os discípulos sinceros não ignoram que todas as suas possibilidades procedem do Pai amigo e sábio, que as oportunidades de edificação na Terra, com a excelência das paisagens, recursos de cada dia e bênçãos dos seres amados, vieram de Deus que os convida, pelo espírito de serviço, a ministérios mais santos; agirão, desse modo, amando sempre, aproveitando para o bem e esclarecendo para a verdade, retificando caminhos e acendendo novas luzes, porque seus corações reconhecem que nada poderão fazer de si próprios e honrarão o Pai, entrando em santa cooperação nas suas obras.

07 - Fonte viva - Emmanuel - pág. 231

101 - A cortina do "EU" - "Porque todos buscam o que é seu e não o que é do Cristo Jesus". - Paulo (Filipenses, 2:21)
Em verdade, estudamos com o Cristo a ciência divina de ligação com o Pai, mas ainda nos achamos muito distantes da genuína comunhão com os interesses divinos. Por trás da cortina do "eu", conservamos lamentável cegueira diante da vida.
Examinemos imparcialmente as atitudes que nos são peculiares nos próprios serviços do bem, de que somos cooperadores iniciantes, e observaremos que, mesmo aí, em assuntos da virtude, a nossa percentagem de capricho individual é invariavelmente enorme.

A antiga lenda de Narciso permanece viva, em nossos mínimos gestos, em maior ou menor porção Em tudo e em toda parte, apaixonamo-nos pela nossa própria imagem. Nos seres mais queridos, habitualmente amamos a nós mesmos, porque, se demonstram pontos de vista diferentes dos nossos, ainda mesmo quando superiores aos princípios que esposamos, instintivamente enfraquecemos a afeição que lhes consagrávamos.

Nas obras do bem a que nos devotamos, estimamos, acima de tudo, os métodos e processos que se exteriorizam do nosso modo de ser e de entender, porquanto, se o serviço evolui ou se aperfeiçoa, refletindo o pensamento de outras personalidades acima da nossa, operamos, quase sem perceber, a diminuição do nosso interesse para com os trabalhos iniciados. Aceitamos a colaboração alheia, mas sentimos dificuldade para oferecer o concurso que nos compete.

Se nos achamos em posição superior, doamos com alegria uma fortuna ao irmão necessitado que segue conosco em condição de subalternidade, a fim de contemplarmos com volúpia as nossas qualidades nobres no reconhecimento de longo curso a que se sente constrangido, mas raramente concedemos um sorriso de boa-vontade ao companheiro mais abastado ou mais forte, posto pelos Desígnios Divinos à nossa frente.

Em todos os passos da luta humana, encontramos a virtude rodeada de vícios e o conhecimento dignificante quase sufocado pelos espinhos da ignorância, porque, infelizmente, cada um de nós, de modo geral, vive à procura do "eu mesmo". Entretanto, graças à Bondade de Deus, o sofrimento e a morte nos surpreendem, na experiência do corpo e além dela, arrebatando-nos aos vastos continentes da meditação e da humildade, onde aprenderemos, pouco a pouco, a buscar o que pertence a Jesus-Cristo, em favor da nossa verdadeira felicidade, dentro da glória de viver.

11 - No Mundo Maior - André Luiz - pág. 188

13 - Psicose afetiva:
Seguindo Calderaro, fomos, em plena noite, atender infortunada irmã quase suicida. Penetramos a residência confortável, conquanto modesta, percebendo a presença de várias entidades infelizes. O Assistente pareceu-me apressado. Não se deteve em nenhuma apreciação.Acompanhei-o, por minha vez, até humilde aposento, onde fomos encontrar jovem mulher em convulsivo pranto, dominada por desespero incoercível. A mente acusava extremo desequilíbrio, que se estendia a todos os centros vitais do campo fisiológico.

- Pobrezinha! - disse o orientador, comovidamente -não lhe faltará a Divina Bondade. Tudo preparou de modo a fugir pelo suicídio, esta noite; entretanto, as Forças Divinas nos auxiliarão a intervir...Colocou a destra sobre a fronte da irmã em lágrimas e esclareceu:- É Antonina, abnegada companheira de luta. Órfã de pai, desde muito cedo, iniciou-se no trabalho remunerado aos oito anos, para sustentar a genitora e a irmãzinha. Passou a infância e a primeira juventude em sacrifícios enormes, ignorando as alegrias da fase risonha de menina e moça. Aos vinte anos perdeu a mãezinha, então arrebatada pela morte, e, não obstante seus formosos ideais femininos, foi obrigada a sacrificar-se pela irmã em vésperas de casamento.

Realizado este, Antonina procurou afastar-se, para tratar da própria vida; muito cedo, verificou, porém, que o esposo da irmãzinha se caracterizava por nefanda viciosidade. Perdido nos prazeres inferiores, entregava-se ao hábito da embriaguez, diariamente, retornando ao lar, em hora tardia, a distribuir pancadas, a vomitar insultos. Sensibilizada ante o destino da companheira, nossa dedicada amiga permaneceu em casa, a serviço da renúncia silenciosa, aliviando-lhe os pesares e auxiliando-a a criar os sobrinhos e a assisti-los. Corriam os anos, tristes e vagarosos, quando Antonina conheceu certo rapaz necessitado de arrimo, a sustentar pesado esforço por manter-se nos estudos. Identificavam-se pela idade e pela comunhão de idéias e de sentimentos. Devotada e nobre, correspondeu-lhe à simpatia, convertendo-se em abnegada irmã do jovem.

A companhia dele, de algum modo, projetava abençoada luz em sua noite de solidão e sacrifício ininterruptos. Repartindo o tempo e as possibilidades entre a irmã, quatro pequenos ', sobrinhos e o co-partícipe de sonhos fulgurantes, consagrava-se ao trabalho redentor de cada dia, animada e feliz, aguardando o futuro. Idealizava também obter, um dia, a coroa da maternidade, num lar singelo e pobre, mas suficiente para caber a felicidade de dois corações! para sempre unidos diante de Deus. Todavia, Gustavo o rapaz que se valeu de sua amorosa colaboração durante sete anos consecutivos após a jornada universitária sentiu-se demasiado importante para ligar sei destino ao da modesta moça. Independente e titulado,; agora, passou a notar que Antonina não era, fisicamente, a companheira que seus propósitos reclamavam.

Exibindo um diploma de médico e sentindo urgente necessidade de constituir um lar, com grandioso programa na vida social, desposou jovem possuidora de vultosa fortuna, menosprezando o coração leal que o ajudara nos instantes incertos. Fundamente humilhada, nossa desditosa irmã procurou-o, mas foi recebida com escarnecedora frieza. Gustavo, com presunção repulsiva, transmitiu-lhe a novidade, asperamente: Necessitava pôr em ordem os negócios materiais que lhe diziam respeito, e, por isto, escolhera melhor partido. Além disso, declarou, sua posição requeria uma esposa que não procedesse de um meio de atividades humilhantes; pretendia alguém que não fosse operária de laboratório, que não tivesse mãos calejadas, nem fios prateados na cabeça. A moça tudo ouviu debulhada em lágrimas, sem reação, e tornou à residência, ontem, minada pelo anseio de morrer, fosse como fosse.

Sente que as esperanças se lhe esvaneceram, esfaceladas pelo golpe inopinado, que a existência se reduz em cinza e poeira, que a renúncia abre as portas da ruína e da morte. Conseguiu certa dose de substância mortífera, que pretende ingerir ainda hoje. Dando pequeno intervalo às elucidações, recomendou-me:- Examina-a, enquanto administro os socorros iniciais. Detive-me em perquirição minuciosa, por longos minutos.

Dos olhos de Antonina caíam pesadas lágrimas; no entanto, da câmara cerebral partiam raios purpúreos, que invadiam o tórax e envolviam particularmente o coração. Torturantes pensamentos baralhavam-lhe a mente. Registrando-lhe os secretos apelos, compungia ouvir-he os gritos de desespero e as súplicas ardentes. Seria crime - pensava - amar alguém com tal excesso de ternura? onde jazia a Justiça do Céu, que lhe não premiava os sacrifícios de mulher dedicada à paz doméstica? aspirava a ser alegre e feliz, como as venturosas companheiras de sua meninice; anelava a tranquilidade do matrimônio digno, com a expectativa de receber alguns filhinhos, concedidos pela Bondade Infinita de Deus! (...)

Personalismo - Caibar

https://cursodeespiritismo.blogspot.com/2011/05/personalismo-caibar.html

Miragens do Personalismo

https://cursodeespiritismo.blogspot.com/2011/05/miragens-do-personalismo.html

O ELITISMO ANTE O PERSONALISMO DE CLASSE "ESPÍRITA"

Temos recebido com certa freqüência alguns emails contendo mensagens supostamente doutrinárias, essencialmente destrutivas, malsãs, apelativas, exaltando assuntos frívolos, escritos sob o guante de verborragias repetitivas, vulgares, agressivas. Num desses petardos virtuais, lemos entre outras jóias uma advertência aos que programam escalas de oradores,  a fim de evitarem convidar para palestras “simplesinhas” a “Dra.” Sicrana, Diretora de uma associação  de notáveis espíritas, .pois ela não tem perfil para falar nos eventos espíritas comuns (comuns!!??), onde ela tenha que falar, por exemplo, abordando temas do Evangelho Segundo o Espiritismo porque são temas comuns (isso mesmo que o missivista diz…comuns????), porque, na opinião da “Dra.” Sicrana, na cidade do escalador deve ter expositores simplesinhos  para falar sobre estes temas “comunzinhos do Evangelho” e não vê porque chamar alguém de outro estado, abarrotados de “Drs.”  e bamba (“especializada”) em outra área, para falar sobre os “reles”  capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo. (pasmem!) 
Cita, ainda,  tal email que se o escalador pretende levar a Dra Fulana à sua cidade, tente aproveitá-la bem, criando algum evento monumental junto a uma Universidade (de preferência de renome internacional, por certo), onde ela possa verbalizar sua singela teoria “científica” sobre o Espiritismo para uma platéia acadêmica (de preferência com  pós-doutorados), sobretudo mestres de tal ou qual área universitária gente da área de psicologia, biologia, química, medicina, física e outras assemelhadas. O mesmo deve ser feito em relação ao “Dr.” Fulano, e vários outros “especialistas espíritas”.
Esse assunto remeteu-nos ao diálogo que mantivemos com membro de uma associação “espirita” de notáveis, vejamos:
Sicrana: Prezado Sr. Jorge Hessen
Jorge Hessen: Prezada Dra Sicrana
Sicrana: Permita-me uma reflexão sobre conteúdo de sua entrevista ao C.E. Joana D´Arc. (*)
Jorge Hessen: Certamente, minha irmã.
Sicrana: Eu nasci em berço espírita, em uma das menores cidades do Estado de …….. e convivi com as pessoas mais simples e economicamente desprovidas, que se possam imaginar. A gente estudava Karcec, fazia preces, participava das reuniões mediúnicas e tinha Jesus como Mestre.
Jorge Hessen: Toda Casa Espírita, minha irmã, tem que ter esse perfil, ou seja: Oração, Estudo e Caridade, tendo Jesus como Mestre e Modelo.
Sicrana: Na sequência dos tempos, vim estudar em (…) e fiquei por aqui, onde desenvolvi minha vida profissional, criei minha família e continuei com minhas atividades junto a essa nossa doutrina de libertação das consciências. Foi assim que acabei me ligando tb à Associação de (…). Tenho testemunhado o esforço hercúleo de seus integrantes, em divulgar um paradígma de humanização de todos os procedimentos de bem-estar, agregando profissionais (……….), enfim, de todas as modalidades correlatas. Lá eu tenho ouvido sempre que “o diploma do (profissional) espírita pertence a Jesus”.
Jorge Hessen: A minha opinião particular sobre os profissionais da área da saúde, principalmente, é que todos, indistintamente, deveriam honrar o compromisso que assumiram, como humildes servidores do Cristo, pois são irmãos que vivenciam, na alma, a dor dos seus semelhantes; são os socorristas de plantão, literalmente falando. Devemos a eles o nosso maior respeito, sem dúvida alguma. Porém, não podemos entender “humanização” a portas fechadas, onde profissionais se reúnem para estabelecerem um padrão de comportamento humanitário, mas que, na verdade, ainda têm uma visão turva sobre o que realmente isso significa. O maior humanista que já tivemos, na área, foi o inesquecível Dr.Bezerra de Menezes. É nele que a classe médica deveria se inspirar. Por outro lado, quem já leu a coleção André Luiz sabe qual foi a sua surpresa ao adentrar no Mundo dos Espíritos. Preciso dizer mais, minha irmã?
Sicrana: O trabalho das associações……, por exemplo, em defesa da vida, contra o aborto intencional, inclusive contra o aborto do chamado (equivocadamente) de “anencéfalo”, é inegável. Foi com a estrutura da associação…….. que o Espiritismo conseguiu ser ouvido no Supremo Tribunal Federal, no final do ano passado, defendendo a vida do anencéfalo.
Jorge Hessen: Eu seria incoerente, minha irmã, se negasse esse esforço em defesa da vida. Perdoe-me, mas é muita presunção atribuir à associação…….., a única e legítima representante legal do Espiritismo na Alta Corte a defender a vida do anencéfalo. Não somente os espíritas, mas, principalmente estes, arregimentaram-se e avançaram contra a descriminalização do aborto. Nesse dia, minha irmã, não houve distinção de classe, pois todos estavam irmanados em um só coração, em um só pensamento em nome do amor incondicional e do respeito à vida. Modestamente escrevi muito e publiquei sobre o específico e dei ampla divulgação à época. Foi minha humilde contribuição diretamente de Brasília, onde resido há 40 anos.
Sicrana: Em todos os eventos das associações ….., de que eu tenho participado, assisto sempre a demonstração do caráter verdadeiro da Doutrina Espírita, ou seja, de ciência, de filosofia e da moral de Jesus. Não se tem o objetivo de “elitização”, nem de “atrair para si os holofotes da fama” ou de “divulgar o evangelho apenas às pessoas laureadas” (expressões que constam de sua entrevista). Pelo contrário, nas associações…… os profissionais se reunem em uma entidade de classe, para assumir a responsabilidade de tratar de assuntos específicos à sua formação, como aborto, transplante de órgãos, utilização de células-tronco embrionárias, depressão e obsessão, etc., sem perda de seu denominador comum, que é o fato de serem espíritas.
Jorge Hessen: O verdadeiro caráter da Doutrina Espírita, minha irmã, não se resume em “assistir a reuniões de classe” para tratar de assuntos específicos à sua formação, pois basta ser específico e ser entidade de classe, para assumir caráter “elitista” e, mesmo porque, o personalismo de classe caracteriza um comportamento egoísta e, sobretudo vaidoso, uma vez que se julgam cumprindo admirável missão, mas “a sete chaves”. Ser espírita exige mais, muito mais do que isso. Os exemplos Chico Xavier e Bezerra de Menezes respondem por mim.
Sicrana: Senhor Jorge, eu tenho estado lá e estou testemunhando o que digo. Portanto, é com tristeza que leio referências injustas e infundadas ao trabalho de companheiros idealistas que só merecem nosso respeito e consideração. Não vejo a menor diferença de atitude nesses companheiros, em comparação a dos trabalhadores do centro espírita de minha pequena cidade natal. A seara continua a ser a de Jesus e laureados ou não pela academia da Terra, a honra que nos cabe é a de servir na condição de aprendizes na escola da vida.
Sicrana: Com abraço fraterno
Jorge Hessen: Não duvido, minha irmã, do seu testemunho. Porém, eu vejo uma diferença imensa entre uma coisa e outra, pois ser idealista não significa ser ativista. O equilíbrio está em ser idealista e ativista sincero e humilde.
Concluindo: Associação é uma organização entre duas ou mais pessoas para a realização de um objetivo comum. Sendo assim, podemos finalizar que o associativismo, normalmente de voluntariado, usado como instrumento de satisfação das necessidades individuais humanas, pode ser facilmente banalizado e colocado à prova a sua credibilidade se, e somente se, for para privilegiarmos um determinado grupo ou classe no campo da religião ou mesmo da fé, propriamente dita. Eu entendo que a possibilidade de pessoas de uma mesma ideologia, de uma mesma formação acadêmica, de uma mesma classe social, criarem uma orientação à parte, mesmo dentro da mesma crença religiosa, é visível a intenção de manter relações sociais somente com seus iguais. Criar uma associação, onde se destaca somente aqueles da mesma “formação”, acho inviável, imoral e degradante – perdoe-me a franqueza – pois revela um sentido, totalmente, contrário a tudo aquilo que qualquer religião ensina.
Allan Kardec propõe que o Espiritismo é uma doutrina natural, isto é, que coloca o homem ou o espírito diretamente em relação com Deus, de forma igual perante o SENHOR. Portanto, qualquer formação fora dessa realidade é, simplesmente, demagogia e pretensionismo.
Não estou aqui para julgar ou criticar, mas, para contra-argumentar e dizer que o meu pensamento, sobre a criação de tais Associações, encontra-se patenteado na entrevista a que você se refere e nos artigos que escrevo, pois que essa iniciativa afasta, cada vez mais, a idéia de União Espírita, tão aguardada pelos Espíritos Superiores que nos transmitiram essa abençoada Doutrina, que é o Espiritismo.
 Fraternalmente,
 Jorge Hessen
(*) Acesse o link da entrevista que concedi ao C.E Joana Darc:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2009/06/entrevista-concedida-ao-centro-espirita.html