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Estudando o Espiritismo
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017
O prólogo de Lucas - links
https://estudandooevangelho.wordpress.com/2016/10/02/estudo-mistico-do-evangelho-02-prologo-lucas-11-4/
http://romancesemmanuel.blogspot.com.br/2016/10/lucas-parte-04.html
domingo, 12 de novembro de 2017
PARÁBOLA DOS TALENTOS E DAS MINAS
"Porque isto é também como um homem que, partindo para outro país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens: a um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um; a cada qual segundo a sua capacidade; e seguiu viagem. O que recebera cinco talentos, foi imediatamente negociar com eles e ganhou outros cinco; do mesmo modo o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que tinha recebido um só, foi-se e fez uma cova no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhes outro cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que ganhei. Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor. Chegou também o que recebera dois talentos, e disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que ganhei.
Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor. E chegou por fim o que havia recebido um só talento, dizendo: Senhor, eu sei que és homem severo, que ceifas onde não semeastes e recolhes onde não joeiraste; e, atemorizado, fui esconder o teu talento na terra; aqui tens o que é teu. Porém o seu senhor respondeu: Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei, e que recolho onde não joeirei? Devias, então, ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros, e, vindo eu, teria recebido o que é meu com juros! Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos; porque a todo o que tem, dar-se-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem ser-lhe-á tirado. Ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes".
(Mateus, XXV, 14-30)
1 - CAIRBAR SCHUTEL
"Ouvindo eles isto, prosseguiu Jesus e propôs uma parábola, visto estar ele perto de Jerusalém e pensaram eles que o Reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente. Disse, pois: Certo homem ilustre foi para um país longínquo, a fim de obter para si o governo e voltar. Chamou dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até eu voltar. Mas os seus concidadãos o odiavam, e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este homem nos governe.
Quando ele voltou, depois de haver tomado posse do governo, mandou chamar os servos, a quem dera o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado. Apresentou-se o primeiro e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez. Respondeu-lhe o senhor: Muito bem servo bom, porque foste fiel no mínimo, terás autoridade sobre dez cidades. Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco. A este respondeu: Sê tu também sobre cinco cidades. E veio outro dizendo: Senhor, eis a tua mina que tive guardada em um lenço; pois eu tinha medo de ti, porque és homem severo, tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste.
Respondeu-lhe: Servo mau, pela tua boca te julgarei. Sabias que sou homem severo, que tiro o que não pus e ceifo o que não semeei; por que, pois não puseste meu dinheiro no banco? e então na minha vinda o teria exigido com juros. E disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem as dez. Responderam-lhe: Senhor, este já tem as dez. Declaro-vos que a todo o que tem dar-se-lhe-á; mas o que a esse meus inimigos, que não quiseram que eu os governasse, trazei-os aqui e matai-os diante de mim".
A Parábola dos Talentos tem a mesma significação que a das Minas. Aquela narrada por Mateus, e esta por Lucas, exprimem perfeitamente os deveres que nos assistem, material, moral e espiritualmente. Todos somos filhos de Deus; o Pai das almas reparte com todos, igualmente os seus dons; a uns dá mais, a outros dá menos, sempre de acordo com a capacidade de cada um. A uns dá dinheiro, a outros sabedoria, a outros dons espirituais, e, finalmente, a outros concede todas essas dádivas reunidas.
De modo que um tem cinco talentos, outro dois, outro um; ou então um tem dez minas, outro cinco, outro duas. Não há privilégios nem exclusões para o Senhor; e se cada qual, cônscio do que possui e compentrado de seus deveres agisse de acordo com os preceitos da lei divina, estamos certos de que ninguém teria razão de queixar-se da sorte ou de clamar contra a "má situação" em que a maioria se diz achar.
Não existe um só indivíduo no mundo que não seja depositário de um talento ou de duas minas. Ainda mesmo aqueles que se julgam miseráveis e mendigam a caridade pública, se perscrutarem as suas aptidões, o que trazem oculto nos recônditos de sua alma, verão que não são tão desgraçados como se julgam. Todos, todos trazem a este mundo talentos e minas para garantir não só o estado presente, como sua situação futura, porque o mundo não é mais que uma estância onde viemos fazer aquisições, provisões para construir e abastecermos a nossa morada futura.
Olhai o mendigo que passa andrajoso e sujo, procurai detê-lo por momentos, inquiri da sua vida, instigai-o a falar, pesquisai suas qualidades e seus defeitos, penetrai no recesso de seu coração e de seu cérebro; estudai-o física, moral e espiritualmente; fazei a sua psicologia, e tereis ocasião de ver nessa figura esquálida, monótona, e por vezes repelente, qualidades superiores às de muitos homens que se ufanam nas praças, assim como vereis nele dons adormecidos, semelhantes às minas escondidas na terra ou ao talento atado a um lenço!
E se assim acontece com o mendigo, o miserável, o andrajoso, com maior soma de razões a parábola tem aplicação aos grandes, aos poderosos, aos doutos, aos sacerdotes que justamente por se intitularem guias dos povos, são merecedores de maior soma de "açoites". Na época em que o senhor das Minas e dos Talentos veio exigir dos servos a primeira prestação de contas, só foram considerados servos maus os que haviam recebido o mínimo de minas e de talentos, pois os que haviam recebido em maior número prestaram boas contas. Mas se o senhor viesse agora a nos pedir conta da nova emissão de dólares, minas, talentos que espalhou pelo mundo, é certo que aconteceria justamente o contrário, porque não vemos o trabalho nem o "negócio" dos que receberam dois, cinco, dez minas e talentos!
Ainda mais, está a parecer-nos que o próprio capital, que pelos servos maus de outrora foi restituído do lenço ou desenterrado, nem este apareceria, pois a época é de "bancarrota" e de "falência fraudulenta". De fato, há dois mil anos o Supremo Senhor enviou ao mundo seu filho dileto e representante, cuja doutrina sábia, consoladora e ungida de amor é a única capaz de salvar a Humanidade; e o que observamos por toda parte? Na esfera religiosa, como na esfera científica o dolo, a má fé, a deturpação da verdade!
O brado das guerras de 1914 a 1939, com as suas consequências, levou a orfandade aos lares, cidades foram devastadas e a imoralidade assentou sua cátedra em toda a parte, banindo das almas os princípios de fraternidade que o Cristo nos legou. E onde estão os subsídios e os subsidiados; os servos, os talentos e as minas legadas no Evangelho às gerações? Esses servos indolentes, cheios de preconceitos e temores humanos, por haverem ocultado os substanciosos ditames que lhes foram doados, para com esse "capital" ganharem meios de se elevarem, passarão por penosa existência de expiação e de trevas até que, mais humildes, mais submissos à vontade divina, recebam novo talento, com o qual possam começar a preparar o seu bem-estar futuro.
E que diremos dos tartufos, dos mercenários, dos trapaceiros, dos ladravazes que unidos em coro impediam e impedem o domínio da lei de Deus, trancando os Céus, não entrando e ainda impedindo a entrada aos que desejam conhecê-lo? Que diremos dos que, semeando o ódio e a dissensão ao alarido dos sinos, dos foguetes e de fanfarra, fazem doutrina pessoal, substituindo o Criador pela criatura, e disseminam a "fé dos concílios" em vez da fé nos preceitos do Cristo?! Que diremos dos submissos, dos subservientes que, tendo idéias espíritas e estando convencidos de que o Espiritismo é a única doutrina capaz de nos iniciar no caminho da perfeição, ou por medo dos "maiorais", ou por medo do ridículo, negam a sua fé, traem a sua consciência, escondem os seus sentimentos?! Não terá o senhor direito de ordenar aos servos: conservai mortos esses suicidas, que se aniquilaram a si próprios; deixai-os no túmulo da descrença que eles próprios cavaram?"
Todos somos filhos de Deus: o Pai reparte igualmente suas dádivas entre todos os seus filhos; faz levantar o Sol para bons e maus e descer as chuvas para os justos e injustos; mas exige que essas dádivas sejam acrescentadas por todos. Os que obedecem a seus preceitos têm o mérito de suas obras; os que desobedecem, o demérito, e são responsáveis pela falta de observância de seus sagrados deveres. O dinheiro não nos foi dado para volúpias nem a sabedoria para estufar; assim como os dons espirituais não nos foram concedidos senão para serem proveitosos à fé, à esperança e à caridade. Mais servos houvessem e mais subsídios lhes fossem concedidos, ainda não bastariam para mal empregarem o seu tempo, esbanjando a fortuna que lhes fora concedida, a eles, meros depositários, e da qual terão de prestar severas contas.
Tratando, pois, de dons-talentos materiais e morais, e de servos dotados com este gênero de subsídio, não é preciso estendermo-nos em maiores considerações. O livro do mundo está aberto e todos podem nele ler o que se passa. Encaremos agora as parábolas sob o ponto de vista espírita. Elas dirigem-se justamente àqueles que tiverem a felicidade de receber e as minas dos conhecimentos espirituais. Ora, é muito sabido que estes acontecimentos quando bem entendidos e bem aplicados, são uma fonte perene de felicidade, e, ao contrário, quando mal entendidos e mal aplicados, são como que setas de remorsos cravadas nas consciências desviadas do bem e da verdade.
Aqueles que recebem a doutrina e ainda os dons espirituais, e os aplicam em proveito próprio e alheio, com o fim especial de tornar conhecida a palavra de Deus, são os que receberam 2 e 5 talentos, 5 e 10 minas; à última hora do trabalho, quando chamados ao ajuste de contas, lhes será dito: "Servos bons e diligentes! Fostes féis no pouco, também o sereis no muito; confiar-vos-ei o muito; entrai no gozo do vosso Senhor". Ou então: "Servo bom, porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades, sobre cinco cidades, de acordo, cada um, com os talentos e as minas que recebeu".
Aqueles que recebem a doutrina e os dons espirituais e não os observam, ou os aplicam mal, prejudicando a causa que deviam zelar, são semelhantes aos que enterraram o talento e as minas. A estes dirá o Senhor: "Dizíeis que o Senhor é exigente e cioso, e, em vez de, ao menos, pordes o talento ou as minas a render juros num banco, os escondestes ou os esbanjastes, pois, pela vossa boca eu vos julgarei; entregai imediatamente as minas e o talento aos que têm dez e cinco, porque a todo o que tem, dar-se-á e terá em abundância, e, ao que não tem, até o que tem ser-lhe-á tirado!".
CAIRBAR SCHUTEL
2 - PAULO ALVES GODOY
Dentre as parábolas de Jesus, talvez esta seja uma das mais importantes, pois, indubitavelmente, ela encerra severa admoestação aos que não fazem bom uso das oportunidades que Deus lhes concede, quando do desempenho do aprendizado terreno.
Todos nós somos aquinhoados com uma parcela de bens quando nascemos na Terra: riqueza, sabedoria e outros bens, e, algumas vezes, todos eles juntos. Tudo isso em maior ou menor proporção, entretanto, uma coisa é inquestionável: a quem muito foi dado muito será pedido, ou, em outras palavras, teremos que prestar contas de tudo aquilo que nos foi confiado, na proporção que tenhamos recebido.
Na parábola deparamos com três personagens distintos: um deles recebendo cinco talentos, outro recebendo dois e o terceiro recebendo apenas um. Os dois primeiros, embora recebendo quantidades diferentes, foram previdentes e aplicaram o que haviam recebido, acumulando juros e prestando contas satisfatórias a seu senhor; o terceiro, por sua vez, embora recebendo a menor quantia, enterrou-a, deixando-a completamente improdutiva, tendo por isso sido severamente admoestado pelo seu senhor, em face de não ter procurado aumentar o capital que lhe fora confiado.
Em nossa vida de relação ocorre o mesmo. Muitos de nós somos aquinhoados com sabedoria e outros bens, aplicamo-os de forma a aumentar o nosso cabedal de conhecimento, prestando contas a Deus quando da nossa reintegração no mundo espiritual, fazendo jus à recompensa, traduzida nas palavras: "Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, muito te será confiado".
Existem, porém, os que guardam egoisticamente para si tudo aquilo que recebem, "enterram os talentos", não beneficiando nem a si próprio nem ao seu próximo, tanto os talentos e eles ficaram improdutivos.
Um exemplo tipico do servo bom e fiel, que soube aplicar e multiplicar os talentos recebidos, nos é propiciado por Paulo de Tarso. Recebendo na estrada de Damasco, o convite generoso para seguir a Jesus, não trepidou, e os talentos que havia recebido, e que até então estavam enterrados, duplicaram.., triplicaram, quadruplicaram ...
Enquanto era implacável perseguidor dos cristãos e amante das tradições religiosas, distanciadas da verdade, ele havia enterrado os talentos, porém, tão logo se transformou no maior paladino da divulgação cristã, tornando-se de vacilante discípulo em verdadeiro consolidador das verdades cristãs, ele fez com que os seus talentos multiplicassem, merecendo de Jesus o qualificativo de "servo bom e fiel", a quem muito mais seria confiado.
Ao homem compete a responsabilidade de retribuir, pelo menos de forma duplicada, tudo quanto tenha recebido de Deus, no entanto, mergulha na nulidade o que não faz com que os bens recebidos produzam frutos na proporção de cinqüenta, sessenta ou cem por um, conforme preceitua a Parábola do Semeador.
Podemos simbolizar os que enterram seus talentos, homens como os doutores da Lei, do tempo de Jesus, os quais, com receio de perderem suas posições terrenas, não hesitaram em se insurgir contra as verdades trazidas por Jesus Cristo e até aprovando a sua condenação.
Em perfeita similitude com a Parábola da Candeia, a Parábola dos Talentos nos dá um senso de responsabilidade no desenvolvimento de nossa vida terrena.
Homem diligente e sábio é aquele que faz com que os bens que Deus lhe confiou, se dupliquem, beneficiando a coletividade e disseminando bens de todos os matizes, trazendo luz e esclarecimento àqueles que necessitam.
Homem negligente é o que enterra os talentos, é o que guarda as suas aquisições espirituais apenas para si, fazendo com que ela se torne improdutiva, constiituindo um verdadeiro peso morto no seio da Humanidade.
O homem, que enterra o seu talento, equivale ao que acende a luz e a coloca sob um vaso. Um deixa de beneficiar os seus semelhantes, outro deixa de iluminar aqueles que estão carentes de luz.
Paulo Alves Godoy
3 - RODOLFO CALLIGARIS
Tentemos a interpretação desta parábola. Está visto que o senhor, aí, é Deus; os servos somos nós, é a Humanidade; os talentos são os bens e recursos que a Providência nos outorga para serem empregados em benefício próprio e no de nossos semelhantes; o tempo concedido para a sua movimentação é a existência terrena.
A distribuição de talentos em quantidades desiguais, ao contrário do que possa parecer, nada tem de arbitrária nem de injusta: baseia-se na capacidade de cada um, adquirida antes da presente encarnação, em outras jornadas evolutivas.
Os que recebem cinco talentos são espíritos já mais experimentados, mais vividos, que aqui reencarnam para missões de repercussão social; os que recebem dois, são destinados a tarefas mais restritas, de âmbito familiar; e os que recebem um, não têm outra responsabilidade senão a de promoverem o progresso espiritual de si mesmos, mediante a aquisição de virtudes que lhes faltam.
Nota-se, aqui, a aplicação daquele outro ensino do Mestre: "Muito será pedido a quem muito foi dado." Ao que recebeu cinco talentos foram reclamados outros cinco; ao que recebeu dois, outros dois; e ao que recebeu um, a exigência foi de apenas um.
Os servos que fizeram que os talentos se multiplicassem representam os homens que sabem cumprir a vontade de Deus, empregando bem a fortuna, a cultura, o poder, a saúde ou os dons com que foram aquinhoados.
O servo que deixou improdutivo o talento, falhando na incumbência que lhe fora cometida, simboliza os homens que perdem as oportunidades ensejadas pela Providência para o seu adiantamento espiritual, oportunidades essas que lhes chegam através de uma enfermidade a ser sofrida com paciência, de um grande dissabor a ser recebido sem desespero, de um filho estróina ou rebelde" a" ser tratado com especial atenção e carinho, de uma injustiça a ser tolerada sem revolta, de um inimigo gratuito a ser conquistado com amor, de uma deslealdade ou traição a ser suportada com largueza de ânimo, de uma condição adversa a ser superada com esforço e perseverança, etc.
Nesse terceiro servo vemos posto em relevo o mau vezo de certos homens, que, para encobrirem suas faltas ou justificarem suas fraquezas, não hesitam em atribuir deméritos puramente imaginários aos outros.
"Dar-se-á aos que já têm e esses ficarão acumulados de bens", significa que todo aquele que diligencia por corresponder à confiança do Senhor, receberá auxílio e proteção para que possa aumentar as virtudes que já possui.
"Ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece ter, e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes", quer dizer que, aquele que não se esforçar para acrescentar alguma coisa àquilo que recebe da misericórdia divina, expiará, em futuras reencarnações de sofrimentos, a incúria, a preguiça, a má vontade de que deu provas, quando se verá privado até do pouco que teve, por empréstimo.
Agora, uma advertência:
Não sabemos quando o Senhor virá chamar-nos a" contas.
Poderá tardar ainda, como poderá ser hoje ou amanhã.
Estamos preparados para isso? Temos feito bom uso dos "talentos" que Ele nos confiou? De que maneira estamos empregando nosso tempo, nossa inteligência, nossas possibilidades de servir?
Faça cada qual um exame de consciência e responda, depois, a si mesmo ...
RODOLFO CALLIGARIS
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
A parábola dos talentos (Mateus 25:14-30)
O Mestre Jesus nos fala de um homem que se ia ausentar do seu país. Chamou seus servos e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, cada qual segundo sua capacidade, isto é, de acordo com o seu dinamismo; e partiu.
O que recebera um talento, cavou a terra e escondeu o dinheiro, ao contrário dos outros servos que conseguiram multiplicar os bens recebidos de seu senhor.
Depois de muito tempo vem o senhor daqueles servos e ajusta contas. Aos dois primeiros servos dissera palavras de contentamento por terem aumentado os talentos. Já ao último servo lhe foi dito: "a todo o que tem se lhe dará e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado" (Mateus 25:29).
Portanto, todos aqueles que, tendo inúmeras oportunidades em vida pretérita de melhorarem-se espiritualmente, falham, tudo o que têm lhes é tirado por causa da existência improfícua que viveram, e quando retornarem ao mundo físico, em nova existência, nada mais lhes será dado, até que aprendam a utilizar para o bem os seus dons. O pouco que tinham lhes foi tirado, resultando daí uma encarnação expiatória, precedida, também, de grande sofrimento, na vida espiritual: "o servo inútil lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 25:30). O sofrimento é resultante da vida anterior improdutiva, sem a frutescência dos "talentos" recebidos. Diz Pastorino: "Agora estão desarmados. Não por castigo nem por vingança, mas porque eles mesmos desgastaram sua matéria prima" ("Sabedoria do Evangelho").
O livro espírita "Os Mensageiros", do Espírito André Luiz, psicografado pelo querido médium Francisco Cândido Xavier, relata as experiências dolorosas, no plano espiritual, sofridas por irmãos que reencarnaram enriquecidos de bênçãos e que retornaram ao além-túmulo em condições lastimáveis. Um verdadeiro inferno de consciência os oprimia, por não terem aproveitado a grande oportunidade da multiplicação dos "talentos" recebidos.
Esse "Inferno de consciência" é citado nos Evangelhos, em imagem simbólica, em sentido figurado, como "fogo eterno" (Marcos 9:43; Mateus 18:8). Realmente, o sofrimento sentido pelo espírito, já desencarnado e sem a limitação do tempo próprio do mundo físico, tem a aparência ou ilusão de ser eterno (tempo indeterminado), de algo que não terá fim, que nunca mais terminará. Esse sofrimento, representado por "fogo", emblema das torturas morais que parecem con¬sumir as criaturas, mergulhadas que estão no inferno do remorso, é padecido com diferenciação e tem finalidade corretiva: "Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade, será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez cousas dignas de reprovação, levará poucos açoites" (Lucas 12:47-48).
A "Parábola dos Talentos" explica que terão de prestar contas rigorosas todos aqueles que recebem oportunidades ("talentos"), sem a produção de frutos espirituais: "Até o que tem lhe será tirado", advindo, então, uma penosa existência, onde os dons recebidos anteriormente não se farão mais presentes.
As dádivas ("talentos") podem ser exemplificadas na exuberância do intelecto, na perfeita saúde, na possibilidade do uso harmonioso das funções sexuais e de todos os sentidos, na utilização das riquezas para o bem comum, nas oportunidades de despojamento das paixões inferiores, no recebimento de dons espirituais a serem canalizados para o bem, a constituição da família, etc.
A possibilidade de formação da família é um "talento" que o Senhor fornece para o ajustamento no âmbito familiar de espíritos adversos, como também o reencontro de espíritos afins. E muitos são os que não levam a termo essa dádiva, falhando consideravelmente e acarretando dívidas para si.
Citamos o exemplo, publicado nos jornais, de um transexual americano, paralítico, de 33 anos de idade, que após uma cirurgia de mudança de sexo e casamento com um homem, há pouco mais de dois anos, queria ser mãe a todo custo ("... até o que tem lhe será tirado" — Mateus 25:29) e convenceu sua irmã de que se deixasse inseminar artificialmente por seu marido para adotar e criar a criança. Sem dúvidas foi a mãe e esposa, em existência pretérita, que errou enormemente, nas tarefas maternas e matrimoniais, acarretando a desventura em seus familiares, tendo agora a oportunidade de receber encarnada "o filho de outrora" de maneira moralmente humilhante e dolorosa.
Diz o recorte de jornal: "antes de converter-se cirurgicamente em mulher havia estado casado duas vezes com mulheres, com as quais não teve filhos".
"Na realidade eu não tinha de homem mais que o corpo, interiormente me sentia mulher", disse mais tarde.
Continua o recorte de jornal: "depois do nascimento do filho de seu marido e de sua irmã, filho do qual é mãe putativa e tia carnal, declarou-se encantada e, em sua cadeira de rodas, anunciou que quer adotar outras cinco crianças, das quais duas ou três aleijadas como ela".
Somente a reencarnação pode explicar esse drama, assim como o fato de um indivíduo de um sexo sentir-se como do sexo oposto. A existência de uma só vida física traria incredulidade e ira aos que passam por essas e outras expiações.
Quantas mulheres na vida atual são estéreis, por causa do menosprezo à bênção divina da maternidade no pretérito!
Quantas pessoas sofrendo de desvios sexuais no presente, devido à atividade genésica irregular no passado!
Quantos nascem mutilados, portadores de defeitos físicos, que construíram o presente doloroso à custa dos erros causados contra si mesmos, em vidas anteriores!
Quantos órfãos trilhando, na presente existência, na ausência do calor dos pais, o caminho errado que seguiram, no pretérito, como filhos rebeldes e intolerantes, produzindo prejuízo moral ou físico a seus pais!
Quantos seres passando a vida em isolamento e solidão, largados em asilos ou casas de repouso, recebendo, no presente, o mesmo menosprezo e a mesma indiferença que sentiram para com outrem, no passado!
Nós, espíritas, aceitamos a "Lei de Causa e Efeito": somos responsáveis por tudo que fazemos de bom ou de mau, e o que produzimos de ofensivo a outrem marca o nosso perispírito e, não raro, retornamos à carne com as mesmas mazelas e sofrimentos que infligimos aos nossos semelhantes, com o sentido de aprendizagem para os nossos espíritos.
O homem em sua vida atual é herdeiro de si mesmo, corrigindo o seu passado e construindo com sua própria vontade o amanhã.
Américo Domingos Nunes filho
O servidor medroso
A parábola dos talentos é uma das mais conhecidas dentre as contadas por Jesus.
Segundo ela, um senhor que se ausentaria em viagem chamou seus servidores e lhes confiou seus bens.
A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro deu um.
Ao retornar de sua viagem, chamou os servidores para uma prestação de contas.
Os dois primeiros tinham multiplicado os talentos recebidos.
O senhor ficou satisfeito com sua fidelidade e prometeu lhes confiar mais coisas.
Entretanto, o terceiro limitou-se a enterrar o tesouro recebido.
Ao falar com o senhor, disse estar ciente da severidade dele e de que ele colhia onde nada semeara.
Por medo, não agira para multiplicar o talento que lhe fora confiado.
O senhor determinou que lhe tirassem o recurso que restara inútil em suas mãos.
É interessante observar a postura desse último servidor.
Por medo, ficou inerte.
Entendeu melhor enterrar seu talento do que se arriscar a cometer algum erro.
Terminou por perdê-lo de qualquer modo, tanto que foi entregue ao que já tinha dez talentos.
São inúmeras as leituras que se podem fazer dessa parábola.
Uma delas é que esses talentos representam os variados dons e recursos de que os homens são dotados.
A Providência Divina lhes faculta acesso a tesouros de inefável valor.
Pode ser a riqueza material, o dom da palavra, a vocação para as artes, para a maternidade, a medicina, o magistério.
Antes de retomar nova existência, renascendo, cada Espírito elabora, em linhas gerais, uma programação de vida.
Na existência terrena, lentamente os meios para cumprir o acordado e fazer o bem lhe chegam às mãos.
Nem sempre a criatura é feliz em suas opções.
São frequentes os êxitos parciais e mesmo os fracassos.
Como são imperfeitos e vivem para aprender, não é raro que homens se equivoquem.
Apenas é necessário tentar de verdade.
Dos equívocos surge a experiência, que facilitará o acerto mais tarde.
Nesse contexto, torna-se evidente o grave equívoco do servidor medroso.
Ele não se permitiu errar no empenho de acertar e ser útil.
Terminou por perder tudo sem ter auferido sequer a experiência oriunda da tentativa.
Convém refletir sobre isso sempre que surgir o desejo de desistir antes mesmo de tentar.
A prudência é uma virtude que mensura a eficiência dos meios de que se dispõe para a realização dos objetivos.
Se ela aponta alguma deficiência, esta deve ser trabalhada.
Entretanto, o medo é um péssimo conselheiro de vida.
Ele pode colocar a perder oportunidades valiosas de aprendizado e progresso.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 19.1.2016.
Nossos talentos
Nossos talentos
Quais são os nossos talentos? Esta pergunta é algo que vale a pena fazermos para nós mesmos.
Há quem diga que não os tem, que não consiga fazer nada direito, que não tem nada para oferecer de bom.
Há outros que imaginam que talento é algo para pessoas especiais, predestinadas. Que são poucos aqueles que efetivamente têm algum.
Se analisarmos mais detidamente, conseguiremos perceber que todos nós, de alguma forma, temos talentos.
Alguns têm inteligência privilegiada e, logo mostram seu talento na capacidade pensante, nos raciocínios lógicos, nas deduções brilhantes.
Outros são talentosos no trato com as pessoas. Conseguem travar conversa agradável com quem quer que seja, apresentam sempre uma palavra amiga, um comentário feliz.
Há outros que têm talento inegável na profissão que escolhem. Realizam-na com prazer e dedicação, produzem com esmero e qualidade, oferecendo sempre o melhor, o inusitado, o surpreendente.
Mesmo em situações que muitos não dão a importância devida, há muito talento se expressando.
A dona de casa, embora muitas vezes sem reconhecimento, é quem, com muito talento, administra o orçamento, planeja o cardápio, gerencia o asseio do lar. Isso, sem talento, seria sempre tarefa incompleta ou mal feita…
Dispomos de potencialidades, capacidades que podemos utilizar como instrumentos de contribuição para a sociedade em que vivemos.
Quantas histórias não escutamos sobre maestros, músicos, artistas que multiplicam seu talento em atividades sociais, comunitárias, ensinando a crianças e jovens as belezas de sua arte.
Quantos não são os professores que, talentosos, sabem honrar seu ofício, indo além do dever profissional que lhes cabe, sendo mestres a conduzir mentes, a construir cidadãos, a forjar positivamente caracteres.
Há, e não são poucos, executivos talentosos que, amealhando grandes somas graças à sua inegável capacidade de negócios, utilizam seu dinheiro para fazer o bem, produzir o bom e o belo, conscientes de que de nada valeria guardar em frios cofres o resultado monetário dessa sua potencialidade.
Não importa em que ou quanto somos bons, quais os nossos talentos.
Sempre haverá a possibilidade de multiplicá-los, de fazê-los crescer e produzir frutos em benefício de tantos.
* * *
Assim, ao percebermos os talentos de que dispomos, aproveitemo-los para que possam beneficiar o meio em que estivermos.
Madre Tereza de Calcutá usou do seu talento de amar ao próximo para modificar as paisagens do planeta. Albert Einstein não poupou seu talento para que a Ciência ganhasse novos horizontes.
Porém, se ainda não conseguimos acessar capacidades dessa magnitude, façamos aquilo que já nos cabe. Talvez não modifiquemos a história do mundo, nem consigamos deixar nosso nome marcado nos compêndios da ciência ou da arte.
Mas valerá a pena se, com nosso talento, pudermos contribuir para que uma vida se faça melhor, que o dia de alguém se torne mais suave, ou que a estrada de algum outro possa ter, ao menos, uma flor a mais plantada, adornando o seu caminhar.
Redação do Momento Espírita. Em 04.04.2012.
Quais são os nossos talentos? Esta pergunta é algo que vale a pena fazermos para nós mesmos.
Há quem diga que não os tem, que não consiga fazer nada direito, que não tem nada para oferecer de bom.
Há outros que imaginam que talento é algo para pessoas especiais, predestinadas. Que são poucos aqueles que efetivamente têm algum.
Se analisarmos mais detidamente, conseguiremos perceber que todos nós, de alguma forma, temos talentos.
Alguns têm inteligência privilegiada e, logo mostram seu talento na capacidade pensante, nos raciocínios lógicos, nas deduções brilhantes.
Outros são talentosos no trato com as pessoas. Conseguem travar conversa agradável com quem quer que seja, apresentam sempre uma palavra amiga, um comentário feliz.
Há outros que têm talento inegável na profissão que escolhem. Realizam-na com prazer e dedicação, produzem com esmero e qualidade, oferecendo sempre o melhor, o inusitado, o surpreendente.
Mesmo em situações que muitos não dão a importância devida, há muito talento se expressando.
A dona de casa, embora muitas vezes sem reconhecimento, é quem, com muito talento, administra o orçamento, planeja o cardápio, gerencia o asseio do lar. Isso, sem talento, seria sempre tarefa incompleta ou mal feita…
Dispomos de potencialidades, capacidades que podemos utilizar como instrumentos de contribuição para a sociedade em que vivemos.
Quantas histórias não escutamos sobre maestros, músicos, artistas que multiplicam seu talento em atividades sociais, comunitárias, ensinando a crianças e jovens as belezas de sua arte.
Quantos não são os professores que, talentosos, sabem honrar seu ofício, indo além do dever profissional que lhes cabe, sendo mestres a conduzir mentes, a construir cidadãos, a forjar positivamente caracteres.
Há, e não são poucos, executivos talentosos que, amealhando grandes somas graças à sua inegável capacidade de negócios, utilizam seu dinheiro para fazer o bem, produzir o bom e o belo, conscientes de que de nada valeria guardar em frios cofres o resultado monetário dessa sua potencialidade.
Não importa em que ou quanto somos bons, quais os nossos talentos.
Sempre haverá a possibilidade de multiplicá-los, de fazê-los crescer e produzir frutos em benefício de tantos.
* * *
Assim, ao percebermos os talentos de que dispomos, aproveitemo-los para que possam beneficiar o meio em que estivermos.
Madre Tereza de Calcutá usou do seu talento de amar ao próximo para modificar as paisagens do planeta. Albert Einstein não poupou seu talento para que a Ciência ganhasse novos horizontes.
Porém, se ainda não conseguimos acessar capacidades dessa magnitude, façamos aquilo que já nos cabe. Talvez não modifiquemos a história do mundo, nem consigamos deixar nosso nome marcado nos compêndios da ciência ou da arte.
Mas valerá a pena se, com nosso talento, pudermos contribuir para que uma vida se faça melhor, que o dia de alguém se torne mais suave, ou que a estrada de algum outro possa ter, ao menos, uma flor a mais plantada, adornando o seu caminhar.
Redação do Momento Espírita. Em 04.04.2012.
O Talento de Todos
O Talento de Todos ✻✻✻
Na abastança ou na carência, na direção ou na subalternidade, não menosprezes agir e servir, porque o trabalho, nas concessões do espaço e do tempo, é o talento comum a todos, pelo uso do qual o espírito se engrandece, no rumo das Esferas Superiores a que se destina.
Por ele, as forças mais simples da natureza se movimentam na senda evolutiva, escalando os degraus do progresso para a subida aos cimos da experiência.
Com ele, o verme se agita e fecunda o seio da terra.
Através dele, esforça-se a semente e transforma-se na planta útil, a erigir-se em abençoada garantia do pão.
Aproveitando-o, a abelha se faz operária laboriosa, fabricando a excelência do mel.
Atendendo-lhe a inspiração, o manancial se desloca e, crescendo em possibilidades sempre mais vastas, converte-se no grande rio que apóia a civilização em torno do próprio sulco.
*
Tudo na paisagem que nos cerca é a exaltação desse talento realmente divino.
*
É por isso que dinheiro e saúde, cultura e inteligência, tanto quanto os números recursos que rodeiam o homem na Terra, subordinam-se ao trabalho, a fim de se agigantarem na produção e na multiplicação dos benefícios que lhes dizem respeito.
*
Não te deixes vencer pelas considerações negativas da tristeza, da revolta, do pessimismo ou da indisciplina, que estão sempre condicionando a ação que lhes é própria à exigência de remuneração.
*
Responde ao Senhor que te serve por intermédio do trabalho incessante da natureza com o trabalho infatigável de teu pensamento e de teus braços, de teu cérebro e de teu coração, para que te eleves à comunhão com o Amor Infinito.
*
Sem trabalho, a fé se resume à adoração sem proveito, a esperança não passa de flor incapaz de frutescência e a própria caridade se circunscreve a um jogo de palavras
brilhantes, em torno do qual, os nus e os famintos, os necessitados e os enfermos costumam parecer, pronunciando maldições.
*
Trabalhe e vive.
*
Não admitas que a fortuna do tempo, emprestada a todos pela Bondade de Deus se dissipe em tuas mãos congelada no ideal inoperante.
*
Realmente, muitos desastres nos perseguem o caminho das experiências necessárias, em forma de falhas e fraquezas de nossas almas, à frente das Leis de Deus, mas de todos eles, o maior de todos é a preguiça, porque a preguiça é a protetora da ignorância e da penúria e, através da penúria e da ignorância, poderemos descer aos mais estranhos desequilíbrios do mal.
XAVIER, Francisco Cândido. Dinheiro.
Pelo Espírito Emmanuel.
IDE. Capítulo 6.
Uma reflexão sobre a Parábola dos Talentos
Uma reflexão sobre a Parábola dos Talentos
Resumidamente, de acordo com a Parábola dos Talentos, o senhor, antes de partir, entregou valores em dinheiro a três dos seus servos, sendo um ao primeiro, dois ao segundo e cinco ao terceiro. Quando retornou, foi ter com os trabalhadores, quando os dois últimos prestaram contas, informando que trabalharam com aqueles valores e os multiplicaram, entregando em dobro a soma recebida. O primeiro deles alegou que, temendo a severidade do seu senhor, enterrou o dinheiro recebido com medo de perdê-lo e agora o tinha íntegro para devolvê-lo. Conta o Evangelho que o senhor abençoou os dois últimos e repreendeu, severamente, o primeiro.
Convivemos uma vida inteira com a brilhante lição de vida traduzida pela Parábola dos Talentos, que, certamente, já ouvimos alguma vez, desperdiçando-a, descuidando de interpretá-la e extrair dela a grande lição que Jesus deixou sobre a Terra. E por que será? Por que não nos importamos com a Bíblia? Por que as parábolas dizem pouco ou por que nos recusamos a enfrentar a importante lição que tal pronunciamento representa?
Em verdade, nós vivemos fugindo das reflexões profundas porque, em regra, elas nos enchem de responsabilidade. Essa parábola, particularmente, embora seja lida com certa freqüência na Igreja Católica, nos Centros Espíritas, nas Igrejas Evangélicas e Pentecostais, passa despercebida, como se não estivesse nos dizendo nada. Mas é esperteza nossa. Esperteza sim, pois encarar uma imposição, legal ou moral, é muito difícil, especialmente quando sabemos que não a cumprimos. Tal se dá com essa passagem do Evangelho de Jesus.
A lição é clara, de modo que não exige grande exercício hermenêutico para extrair dela a necessária compreensão. Não importa quantos talentos nós temos, ou seja, se temos muito dinheiro, muita simpatia, muita cultura, manejos especiais na arte ou no esporte, etc. Seja qual for o tamanho do nosso talento, nós precisamos multiplicá-lo, reproduzi-lo, expandi-lo, inundar o entorno da nossa potencialidade, fazendo com que esses talentos extravasem o nosso mundo particular e alcancem outras pessoas.
Quantas vezes, sendo bem sinceros com nós mesmos, já não pensamos que se estivéssemos em determinada situação, se possuíssemos mais dinheiro, ou se tivéssemos mais tempo, ou, enfim, se fosse outra a nossa vida, nós nos dedicaríamos à prática do bem, fundaríamos uma escola, ajudaríamos projetos de proteção ambiental, lançaríamos uma campanha de conscientização política, etc. Ledo engano! Enquanto estamos pensando assim, nada mais estamos fazendo, senão enterrando nossos talentos, passando a vida em brancas nuvens e deixando-os inertes no fundo da terra. Será que não podemos fazer absolutamente nada para mudar o mundo?
Não dá para alegrar um pouco o ambiente familiar? Colocar umas flores em casa, mudar os móveis, colocar uma música para tocar? E convidar o vizinho para uma conversa? Visitar um doente? Doar algumas coisas que estão entulhando nosso armário, aproveitando a oportunidade para conhecer a vida dura de alguém que precisa da nossa sobra? E visitar a escola dos nossos filhos? Ou a do nosso bairro? Nunca podemos levar um biscoito na casa da vizinha só para desejar boa semana? E uma visita à Câmara Municipal? Ou a leitura de um bom livro em grupo, proporcionando o debate e o despertar das idéias?
Sim, há muito que fazer para reproduzir nossos talentos. Mas acontece que somos tão egoístas e preguiçosos que às vezes nem nós mesmos os reconhecemos para não precisarmos dividir com ninguém.
Antes de colocar em prática essa parábola de Jesus – registre-se, ensinada há 2 mil anos – precisamos conhecer os nossos talentos. Nós sabemos ler? Então já podemos ensinar alguém a ler. Nós estudamos arte? Então já podemos dividir essa aptidão, arrancando dotes artísticos que dormem escondidos em pessoas que não tiveram a oportunidade de exercitá-los. Nós temos o dom da oratória, sabemos falar bem? Então já podemos fazer palestras, passando adiante os estudos que fizemos e o aprendizado que deles extraímos.
Essa história de que não somos nada, quem somos nós, etc., é um ótimo pretexto para potencializarmos o nosso egoísmo e nos acomodarmos no nosso mundinho sem fazer nada de bom. Todos podemos trabalhar para construir um mundo melhor, bastando que estejamos interessados nisso, que tenhamos um anseio de colocar nossas energias a serviço dos outros, do mundo e de todos.
Se soubermos manejar a agulha de tricô, o serrote, o lápis, o livro, a tinta, a farinha, ou qualquer outro material que sirva para produzir conhecimento ou aliviar a dor de alguém, estamos prontos para multiplicar nossos talentos, sejam eles quais forem.
Nisso consiste a advertência de Jesus de Nazaré, para que não enterrássemos nossos talentos, fossem eles quantos fossem, um, dois, ou dez, eles precisariam ser trabalhados, valorizados e multiplicados. Todos podemos e todos devemos.
Jacira Jacinto da Silva
Resumidamente, de acordo com a Parábola dos Talentos, o senhor, antes de partir, entregou valores em dinheiro a três dos seus servos, sendo um ao primeiro, dois ao segundo e cinco ao terceiro. Quando retornou, foi ter com os trabalhadores, quando os dois últimos prestaram contas, informando que trabalharam com aqueles valores e os multiplicaram, entregando em dobro a soma recebida. O primeiro deles alegou que, temendo a severidade do seu senhor, enterrou o dinheiro recebido com medo de perdê-lo e agora o tinha íntegro para devolvê-lo. Conta o Evangelho que o senhor abençoou os dois últimos e repreendeu, severamente, o primeiro.
Convivemos uma vida inteira com a brilhante lição de vida traduzida pela Parábola dos Talentos, que, certamente, já ouvimos alguma vez, desperdiçando-a, descuidando de interpretá-la e extrair dela a grande lição que Jesus deixou sobre a Terra. E por que será? Por que não nos importamos com a Bíblia? Por que as parábolas dizem pouco ou por que nos recusamos a enfrentar a importante lição que tal pronunciamento representa?
Em verdade, nós vivemos fugindo das reflexões profundas porque, em regra, elas nos enchem de responsabilidade. Essa parábola, particularmente, embora seja lida com certa freqüência na Igreja Católica, nos Centros Espíritas, nas Igrejas Evangélicas e Pentecostais, passa despercebida, como se não estivesse nos dizendo nada. Mas é esperteza nossa. Esperteza sim, pois encarar uma imposição, legal ou moral, é muito difícil, especialmente quando sabemos que não a cumprimos. Tal se dá com essa passagem do Evangelho de Jesus.
A lição é clara, de modo que não exige grande exercício hermenêutico para extrair dela a necessária compreensão. Não importa quantos talentos nós temos, ou seja, se temos muito dinheiro, muita simpatia, muita cultura, manejos especiais na arte ou no esporte, etc. Seja qual for o tamanho do nosso talento, nós precisamos multiplicá-lo, reproduzi-lo, expandi-lo, inundar o entorno da nossa potencialidade, fazendo com que esses talentos extravasem o nosso mundo particular e alcancem outras pessoas.
Quantas vezes, sendo bem sinceros com nós mesmos, já não pensamos que se estivéssemos em determinada situação, se possuíssemos mais dinheiro, ou se tivéssemos mais tempo, ou, enfim, se fosse outra a nossa vida, nós nos dedicaríamos à prática do bem, fundaríamos uma escola, ajudaríamos projetos de proteção ambiental, lançaríamos uma campanha de conscientização política, etc. Ledo engano! Enquanto estamos pensando assim, nada mais estamos fazendo, senão enterrando nossos talentos, passando a vida em brancas nuvens e deixando-os inertes no fundo da terra. Será que não podemos fazer absolutamente nada para mudar o mundo?
Não dá para alegrar um pouco o ambiente familiar? Colocar umas flores em casa, mudar os móveis, colocar uma música para tocar? E convidar o vizinho para uma conversa? Visitar um doente? Doar algumas coisas que estão entulhando nosso armário, aproveitando a oportunidade para conhecer a vida dura de alguém que precisa da nossa sobra? E visitar a escola dos nossos filhos? Ou a do nosso bairro? Nunca podemos levar um biscoito na casa da vizinha só para desejar boa semana? E uma visita à Câmara Municipal? Ou a leitura de um bom livro em grupo, proporcionando o debate e o despertar das idéias?
Sim, há muito que fazer para reproduzir nossos talentos. Mas acontece que somos tão egoístas e preguiçosos que às vezes nem nós mesmos os reconhecemos para não precisarmos dividir com ninguém.
Antes de colocar em prática essa parábola de Jesus – registre-se, ensinada há 2 mil anos – precisamos conhecer os nossos talentos. Nós sabemos ler? Então já podemos ensinar alguém a ler. Nós estudamos arte? Então já podemos dividir essa aptidão, arrancando dotes artísticos que dormem escondidos em pessoas que não tiveram a oportunidade de exercitá-los. Nós temos o dom da oratória, sabemos falar bem? Então já podemos fazer palestras, passando adiante os estudos que fizemos e o aprendizado que deles extraímos.
Essa história de que não somos nada, quem somos nós, etc., é um ótimo pretexto para potencializarmos o nosso egoísmo e nos acomodarmos no nosso mundinho sem fazer nada de bom. Todos podemos trabalhar para construir um mundo melhor, bastando que estejamos interessados nisso, que tenhamos um anseio de colocar nossas energias a serviço dos outros, do mundo e de todos.
Se soubermos manejar a agulha de tricô, o serrote, o lápis, o livro, a tinta, a farinha, ou qualquer outro material que sirva para produzir conhecimento ou aliviar a dor de alguém, estamos prontos para multiplicar nossos talentos, sejam eles quais forem.
Nisso consiste a advertência de Jesus de Nazaré, para que não enterrássemos nossos talentos, fossem eles quantos fossem, um, dois, ou dez, eles precisariam ser trabalhados, valorizados e multiplicados. Todos podemos e todos devemos.
Jacira Jacinto da Silva
O Complexo de Jonas
Antonio Carlos Navarro
O evangelista Mateus narra, no capítulo vinte e cinco de seu evangelho, a parábola dos talentos pronunciada pelo Senhor Jesus, descrevendo um homem, que de partida de sua terra distribuiu seus bens a três de seus servos. A um deu cinco talentos, ao outro dois talentos e ao terceiro um talento, a cada um segundo a sua capacidade.
Passado muito tempo aquele homem retorna e chama os servos para prestação de contas. O primeiro, que recebeu cinco talentos, devolveu-os e mais cinco que conquistou trabalhando com o que lhe fora confiado. O segundo, da mesma forma que o primeiro, devolveu em dobro o que recebeu. O terceiro, dizendo que sabia o quanto aquele homem era duro de coração, disse que por medo de perder o talento recebido enterrou-o e agora o estava devolvendo. O proprietário daquela terra chamou-o de servo de mau, negligente e inútil, dizendo que seria lançado em trevas onde haveria choro e ranger de dentes.
A interpretação da parábola traz interessantes ensinamentos, uma vez que o Senhor está se referindo ao que cada um dos filhos de Deus recebe para aplicar no mundo onde reencarna. Em primeiro lugar, os talentos são distribuídos conforme a capacidade pessoal de cada servo, o que podemos entender que são dados de acordo com nossas possibilidades e necessidades, que são formulados quando do planejamento reencarnatório.
Da mesma forma que na parábola, todos haveremos de prestar contas do recebido, e o próprio Senhor Jesus enfatizou isso ao dizer que “muito será pedido de quem muito recebeu”.
Para os dois que dobraram os talentos foi destinado vivenciarem a alegria do senhor da terra, o que significa vivenciarem um estado de “céu” provocado pela consciência tranquila.
Para o terceiro, que por medo de perder o talento não o usou, a reprimenda e a destinação são referentes à cobrança da própria consciência, que em desalinho, intranquiliza-se e produz sofrimento moral.
No livro Nosso Lar, ditado a Francisco Cândido Xavier por André Luiz, encontramos no capítulo quarenta e dois, interessante revelação de Narcisa para André Luiz sobre o medo:
“ – Talvez estranhe, como acontece a muita gente, a elevada porcentagem de existências humanas estranguladas simplesmente pelas vibrações destrutivas do terror, que é tão contagioso como qualquer moléstia de perigosa propagação.
Classificamos o medo como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas.” (Grifo nosso)
Estas passagens fazem-nos lembrar de Jonas. Aquele Jonas que o Senhor Jesus se referiu dizendo que não haveria outro sinal a não ser o sinal de Jonas.
O Livro de Jonas faz parte do Velho Testamento e conta a história dele, Jonas, que tendo recebido uma ordem de Deus para pregar em Nínive, se nega e foge pegando carona em um navio para a Espanha. Uma grande tempestade envolve o navio, e ele, por ser visto como o causador da tempestade por ter desobedecido ao programa divino, é lançado ao mar e uma baleia o engole, mantendo-o no seu ventre por três dias e três noites. Por fim, em prece, louva a Deus e a baleia o vomita em uma praia.
Resolve Jonas cumprir com sua missão pessoal e prega em Nínive, convertendo seu rei e toda a população, que acabam por escapar do castigo divino. Jonas, não entendendo o plano de Deus para com todos os seus filhos, revolta-se com a mudança de planos e Deus mostra-lhe o quanto todos são importantes para Ele.
Também podemos tirar ensinamentos do Livro de Jonas, em paralelo à Parábola dos Talentos. Se Deus deu um encargo para Jonas é porque ele tinha condições de se desincumbir da tarefa executando-a, mas a fuga das responsabilidades cria uma tempestade consciencial e o comportamento pessoal reflete no ambiente em que se vive, envolvendo a todos os que respiram ao redor. É o mal que resulta do bem que não se faz.
Em prece e arrependido Jonas pediu nova oportunidade e a misericórdia divina assim concedeu.
São as oportunidades que recebemos para renovação espiritual que trazem os benefícios que poderíamos usufruir, desde longa data, se fôssemos mais determinados na execução de nossos planejamentos reencarnatórios.
O comportamento que se estabelece na fuga aos compromissos é identificado pela Psicologia Humanista como “Complexo de Jonas”, e, dessa forma, podemos nos perguntar: quanto nós poderíamos realizar em benefício do próximo, mas por esse ou aquele motivo não o fazemos? O que temos feito dos talentos que recebemos para esta reencarnação?
Se formos honestos em nossas reflexões, facilmente, identificaremos o quanto estamos impregnados do “Complexo de Jonas”.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro
O evangelista Mateus narra, no capítulo vinte e cinco de seu evangelho, a parábola dos talentos pronunciada pelo Senhor Jesus, descrevendo um homem, que de partida de sua terra distribuiu seus bens a três de seus servos. A um deu cinco talentos, ao outro dois talentos e ao terceiro um talento, a cada um segundo a sua capacidade.
Passado muito tempo aquele homem retorna e chama os servos para prestação de contas. O primeiro, que recebeu cinco talentos, devolveu-os e mais cinco que conquistou trabalhando com o que lhe fora confiado. O segundo, da mesma forma que o primeiro, devolveu em dobro o que recebeu. O terceiro, dizendo que sabia o quanto aquele homem era duro de coração, disse que por medo de perder o talento recebido enterrou-o e agora o estava devolvendo. O proprietário daquela terra chamou-o de servo de mau, negligente e inútil, dizendo que seria lançado em trevas onde haveria choro e ranger de dentes.
A interpretação da parábola traz interessantes ensinamentos, uma vez que o Senhor está se referindo ao que cada um dos filhos de Deus recebe para aplicar no mundo onde reencarna. Em primeiro lugar, os talentos são distribuídos conforme a capacidade pessoal de cada servo, o que podemos entender que são dados de acordo com nossas possibilidades e necessidades, que são formulados quando do planejamento reencarnatório.
Da mesma forma que na parábola, todos haveremos de prestar contas do recebido, e o próprio Senhor Jesus enfatizou isso ao dizer que “muito será pedido de quem muito recebeu”.
Para os dois que dobraram os talentos foi destinado vivenciarem a alegria do senhor da terra, o que significa vivenciarem um estado de “céu” provocado pela consciência tranquila.
Para o terceiro, que por medo de perder o talento não o usou, a reprimenda e a destinação são referentes à cobrança da própria consciência, que em desalinho, intranquiliza-se e produz sofrimento moral.
No livro Nosso Lar, ditado a Francisco Cândido Xavier por André Luiz, encontramos no capítulo quarenta e dois, interessante revelação de Narcisa para André Luiz sobre o medo:
“ – Talvez estranhe, como acontece a muita gente, a elevada porcentagem de existências humanas estranguladas simplesmente pelas vibrações destrutivas do terror, que é tão contagioso como qualquer moléstia de perigosa propagação.
Classificamos o medo como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas.” (Grifo nosso)
Estas passagens fazem-nos lembrar de Jonas. Aquele Jonas que o Senhor Jesus se referiu dizendo que não haveria outro sinal a não ser o sinal de Jonas.
O Livro de Jonas faz parte do Velho Testamento e conta a história dele, Jonas, que tendo recebido uma ordem de Deus para pregar em Nínive, se nega e foge pegando carona em um navio para a Espanha. Uma grande tempestade envolve o navio, e ele, por ser visto como o causador da tempestade por ter desobedecido ao programa divino, é lançado ao mar e uma baleia o engole, mantendo-o no seu ventre por três dias e três noites. Por fim, em prece, louva a Deus e a baleia o vomita em uma praia.
Resolve Jonas cumprir com sua missão pessoal e prega em Nínive, convertendo seu rei e toda a população, que acabam por escapar do castigo divino. Jonas, não entendendo o plano de Deus para com todos os seus filhos, revolta-se com a mudança de planos e Deus mostra-lhe o quanto todos são importantes para Ele.
Também podemos tirar ensinamentos do Livro de Jonas, em paralelo à Parábola dos Talentos. Se Deus deu um encargo para Jonas é porque ele tinha condições de se desincumbir da tarefa executando-a, mas a fuga das responsabilidades cria uma tempestade consciencial e o comportamento pessoal reflete no ambiente em que se vive, envolvendo a todos os que respiram ao redor. É o mal que resulta do bem que não se faz.
Em prece e arrependido Jonas pediu nova oportunidade e a misericórdia divina assim concedeu.
São as oportunidades que recebemos para renovação espiritual que trazem os benefícios que poderíamos usufruir, desde longa data, se fôssemos mais determinados na execução de nossos planejamentos reencarnatórios.
O comportamento que se estabelece na fuga aos compromissos é identificado pela Psicologia Humanista como “Complexo de Jonas”, e, dessa forma, podemos nos perguntar: quanto nós poderíamos realizar em benefício do próximo, mas por esse ou aquele motivo não o fazemos? O que temos feito dos talentos que recebemos para esta reencarnação?
Se formos honestos em nossas reflexões, facilmente, identificaremos o quanto estamos impregnados do “Complexo de Jonas”.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro
A Parábola dos Talentos e a Lei do Progresso
A Parábola dos Talentos e a Lei do Progresso
A Parábola dos Talentos
e a
Lei do Progresso
Jesus
Mateus, XXV,14-30
e
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Cap. VI, Obra codificada por Allan Kardec
Pesquisa: E. Mollo
1 - A parábola dos "talentos" (Mateus, XXV,14-30)
Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para bem longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens.
E deu a um cinco talentos, e a outros dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo.
O que recebera pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma sorte também o que recebera dois ganhou outros dois.
Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor.
E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos e chamou-os a contas.
E chegando a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos dizendo: Senhor, tu me entregaste cinco talentos, eis aqui tens outros cinco mais que lucrei.
Seu senhor lhe disse: Muito bem servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.
Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, eis aqui tens outros dois que ganhei com eles.
Seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.
E chegando também o que havia recebido um talento, disse: Senhor, sei que és um homem de rija condição; segas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na terra; eis aqui tens o que é teu.
E respondendo, seu senhor lhe disse: Servo mau e preguiçoso sabias que sego onde não semeei, e que recolho onde não tenho espalhado; devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e, vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu.
Tirai-lhe, pois o talento, e dai-o ao que tem dez talentos; porque a todo o que já tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; e a ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem.
E ao servo inútil lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.
2 - O que é talento:
- moeda antiga usada no tempo do Cristo na Grécia e em Roma;
3 - A essência da parábola dos talentos, isto é, os ensinamentos morais que ela encerra segundo Jesus:
- os dois primeiros servos, que receberam cinco e dois talentos respectivamente, representam os homens que sabem cumprir bem seus deveres na terra, desenvolvendo os dons que a Misericórdia do Pai lhes concedeu e, o servo que recebeu um talento e o enterrou deixando-o improdutivo, representam os homens que com medo de enfrentar todas as vicissitudes da vida, se escondem na ociosidade ou se deixam dominar por outras criaturas, perdendo a oportunidade de multiplicar seu único talento, que é o melhor momento que o Pai lhes concede a fim de desenvolverem suas potencialidades intelectuais e espirituais.
4 - Segundo a Doutrina dos Espíritos:
- o homem que as distribui é Deus;
- os servos são os espíritos que encarnam na terra;
- ao encarnar-se, segundo o processo que realizou, cada espírito traz uma tarefa a cumprir em benefício de seus semelhantes;
- a uns é concedida uma tarefa de repercussão ampla;
- outros apenas no seio da família;
- mas todos trazem uma tarefa a cumprir;
- os homens que cumprem bem suas tarefas na terra são os que multiplicam os talentos e os que deixam de cumpri-la são os que enterram os talentos.
5 - Outros exemplos:
- os 5 talentos: SAÚDE, RIQUEZA, HABILIDADE, DISCERNIMENTO E AUTORIDADE
a) talento SAÚDE
Respeitando a SAÚDE, adquiriremos o TEMPO
b) talento RIQUEZA
Espalhando a RIQUEZA, aliciaremos a GRATIDÃO
c) talento HABILIDADE
Usando a HABILIDADE, receberemos a ESTIMA
d) talento DISCERNIMENTO
Movimentando o DISCERNIMENTO, conquistaremos o EQUILÍBRIO
e) talento AUTORIDADE
Distribuindo a AUTORIDADE de maneira equilibrada, ganharemos a ORDEM
- os dois talentos: INTELIGÊNCIA E PODER
a) talento INTELIGÊNCIA
Elevando a INTELIGÊNCIA, obteremos o TRABALHO
b) talento PODER
Submetendo o PODER a sábia vontade do Pai, atrairemos o PROGRESSO
- o único talento: A DOR
- são as dificuldades que se encontram pelos caminhos da vida e, que o desânimo ocasiona no viajor desatento: a preguiça, o medo; de trabalhar, de servir, de fazer amizades, de desapontar, etc. ocasionando a SUBSERVIÊNCIA, que também é um grande empecilho na multiplicação deste talento, e que é o motivo de desenvolvermos está exposição.
6 - o significado da palavra subserviência:
- servilismo, bajulação, adesão, anuência, condescendência servil, submissão voluntária a alguém ou alguma coisa.
7- Motivos em que a subserviência impede a multiplicação do talento:
- através da bajulação; por não ter coragem de mostrar os pontos de vistas e os conhecimentos próprios, por medo de ser criticado;
- através da submissão voluntária, por não ter coragem de enfrentar (no bom sentido)(*) com sua maneira de pensar E agir;
- o companheiro ou a companheira;
- o pai ou a mãe;
- o irmão ou a irmã;
- seus superiores no seu local de trabalho;
- o enfrentar a vida sozinho, etc. e etc.
(*) Esse enfrentamento, não significa que devemos ofender alguém, e sim, de mostrar - através de diálogos ou exemplos - que esse alguém, com suas atitudes, está impedindo que outras criaturas desenvolvam seus talentos, mesmo tendo, às vezes, de sermos enérgicos, e essa energia não pode ser ofensiva, mas educativa.
8 - A subserviência impede:
- a oportunidade de corrigir a diminuição humilhante do sexo feminino, típica das sociedades patriarcais;
- o desenvolvimento de uma empresa, um estado, um país, etc., por não ter a devida coragem de impor uma idéia, uma atitude;
- o desenvolvimento das potencialidades mentais;
- o não cumprimento dos próprios desígnios do Pai;
9 - Algumas soluções:
(Frases de Emmanuel in O Consolador)
- o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas no círculo da individualidade. A FRATERNIDADE, PORÉM, É A LEI DA ASSISTÊNCIA MÚTUA E DA SOLIDARIEDADE COMUM, SEM A QUAL TODO PROGRESSO, NO PLANETA, SERIA PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL.
- A fraternidade pode traduzir-se por cooperação sincera legítima, em todos os trabalhos da vida, e em toda cooperação verdadeira, o personalismo não pode subsistir, salientando-se que quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a fraternidade não se manifestaria no mundo, de modo algum.
- Amar a nós mesmos não será a vulgarização de uma nova teoria de auto-adoração. Para nós outros, a egolatria já teve o seu fim, porque o nosso problema é de iluminação íntima, na marcha para Deus. Esse amor, portanto, deve traduzir-se em esforço próprio, em auto-educação, em observação do dever, em obediência às leis de realização e de trabalho, em perseverança na fé, em desejo sincero de aprender com o único Mestre, que é Jesus.
- Quem se ilumina, cumpre a missão da luz sobre a Terra. E a luz não necessita de outros processos para revelar a verdade, senão o de irradiar espontaneamente o tesouro de si mesma.
- O amor é a lei própria da vida e, sob o seu domínio sagrado, todas as criaturas e todas as coisas se reúnem ao Criador, dentro do plano grandioso da unidade universal.
- No caminho dos homens é ainda o amor que preside a todas as atividades da existência em família e em sociedade
A Parábola dos Talentos
e a
Lei do Progresso
Jesus
Mateus, XXV,14-30
e
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Cap. VI, Obra codificada por Allan Kardec
Pesquisa: E. Mollo
1 - A parábola dos "talentos" (Mateus, XXV,14-30)
Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para bem longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens.
E deu a um cinco talentos, e a outros dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo.
O que recebera pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma sorte também o que recebera dois ganhou outros dois.
Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor.
E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos e chamou-os a contas.
E chegando a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos dizendo: Senhor, tu me entregaste cinco talentos, eis aqui tens outros cinco mais que lucrei.
Seu senhor lhe disse: Muito bem servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.
Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, eis aqui tens outros dois que ganhei com eles.
Seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.
E chegando também o que havia recebido um talento, disse: Senhor, sei que és um homem de rija condição; segas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na terra; eis aqui tens o que é teu.
E respondendo, seu senhor lhe disse: Servo mau e preguiçoso sabias que sego onde não semeei, e que recolho onde não tenho espalhado; devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e, vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu.
Tirai-lhe, pois o talento, e dai-o ao que tem dez talentos; porque a todo o que já tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; e a ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem.
E ao servo inútil lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.
2 - O que é talento:
- moeda antiga usada no tempo do Cristo na Grécia e em Roma;
3 - A essência da parábola dos talentos, isto é, os ensinamentos morais que ela encerra segundo Jesus:
- os dois primeiros servos, que receberam cinco e dois talentos respectivamente, representam os homens que sabem cumprir bem seus deveres na terra, desenvolvendo os dons que a Misericórdia do Pai lhes concedeu e, o servo que recebeu um talento e o enterrou deixando-o improdutivo, representam os homens que com medo de enfrentar todas as vicissitudes da vida, se escondem na ociosidade ou se deixam dominar por outras criaturas, perdendo a oportunidade de multiplicar seu único talento, que é o melhor momento que o Pai lhes concede a fim de desenvolverem suas potencialidades intelectuais e espirituais.
4 - Segundo a Doutrina dos Espíritos:
- o homem que as distribui é Deus;
- os servos são os espíritos que encarnam na terra;
- ao encarnar-se, segundo o processo que realizou, cada espírito traz uma tarefa a cumprir em benefício de seus semelhantes;
- a uns é concedida uma tarefa de repercussão ampla;
- outros apenas no seio da família;
- mas todos trazem uma tarefa a cumprir;
- os homens que cumprem bem suas tarefas na terra são os que multiplicam os talentos e os que deixam de cumpri-la são os que enterram os talentos.
5 - Outros exemplos:
- os 5 talentos: SAÚDE, RIQUEZA, HABILIDADE, DISCERNIMENTO E AUTORIDADE
a) talento SAÚDE
Respeitando a SAÚDE, adquiriremos o TEMPO
b) talento RIQUEZA
Espalhando a RIQUEZA, aliciaremos a GRATIDÃO
c) talento HABILIDADE
Usando a HABILIDADE, receberemos a ESTIMA
d) talento DISCERNIMENTO
Movimentando o DISCERNIMENTO, conquistaremos o EQUILÍBRIO
e) talento AUTORIDADE
Distribuindo a AUTORIDADE de maneira equilibrada, ganharemos a ORDEM
- os dois talentos: INTELIGÊNCIA E PODER
a) talento INTELIGÊNCIA
Elevando a INTELIGÊNCIA, obteremos o TRABALHO
b) talento PODER
Submetendo o PODER a sábia vontade do Pai, atrairemos o PROGRESSO
- o único talento: A DOR
- são as dificuldades que se encontram pelos caminhos da vida e, que o desânimo ocasiona no viajor desatento: a preguiça, o medo; de trabalhar, de servir, de fazer amizades, de desapontar, etc. ocasionando a SUBSERVIÊNCIA, que também é um grande empecilho na multiplicação deste talento, e que é o motivo de desenvolvermos está exposição.
6 - o significado da palavra subserviência:
- servilismo, bajulação, adesão, anuência, condescendência servil, submissão voluntária a alguém ou alguma coisa.
7- Motivos em que a subserviência impede a multiplicação do talento:
- através da bajulação; por não ter coragem de mostrar os pontos de vistas e os conhecimentos próprios, por medo de ser criticado;
- através da submissão voluntária, por não ter coragem de enfrentar (no bom sentido)(*) com sua maneira de pensar E agir;
- o companheiro ou a companheira;
- o pai ou a mãe;
- o irmão ou a irmã;
- seus superiores no seu local de trabalho;
- o enfrentar a vida sozinho, etc. e etc.
(*) Esse enfrentamento, não significa que devemos ofender alguém, e sim, de mostrar - através de diálogos ou exemplos - que esse alguém, com suas atitudes, está impedindo que outras criaturas desenvolvam seus talentos, mesmo tendo, às vezes, de sermos enérgicos, e essa energia não pode ser ofensiva, mas educativa.
8 - A subserviência impede:
- a oportunidade de corrigir a diminuição humilhante do sexo feminino, típica das sociedades patriarcais;
- o desenvolvimento de uma empresa, um estado, um país, etc., por não ter a devida coragem de impor uma idéia, uma atitude;
- o desenvolvimento das potencialidades mentais;
- o não cumprimento dos próprios desígnios do Pai;
9 - Algumas soluções:
(Frases de Emmanuel in O Consolador)
- o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas no círculo da individualidade. A FRATERNIDADE, PORÉM, É A LEI DA ASSISTÊNCIA MÚTUA E DA SOLIDARIEDADE COMUM, SEM A QUAL TODO PROGRESSO, NO PLANETA, SERIA PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL.
- A fraternidade pode traduzir-se por cooperação sincera legítima, em todos os trabalhos da vida, e em toda cooperação verdadeira, o personalismo não pode subsistir, salientando-se que quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a fraternidade não se manifestaria no mundo, de modo algum.
- Amar a nós mesmos não será a vulgarização de uma nova teoria de auto-adoração. Para nós outros, a egolatria já teve o seu fim, porque o nosso problema é de iluminação íntima, na marcha para Deus. Esse amor, portanto, deve traduzir-se em esforço próprio, em auto-educação, em observação do dever, em obediência às leis de realização e de trabalho, em perseverança na fé, em desejo sincero de aprender com o único Mestre, que é Jesus.
- Quem se ilumina, cumpre a missão da luz sobre a Terra. E a luz não necessita de outros processos para revelar a verdade, senão o de irradiar espontaneamente o tesouro de si mesma.
- O amor é a lei própria da vida e, sob o seu domínio sagrado, todas as criaturas e todas as coisas se reúnem ao Criador, dentro do plano grandioso da unidade universal.
- No caminho dos homens é ainda o amor que preside a todas as atividades da existência em família e em sociedade
PARÁBOLA DOS TALENTOS
PARÁBOLA DOS TALENTOS
Jesus contou a parábola dos talentos (talento era o nome da moeda da época): “Um homem rico distribuiu sua riqueza para 3 servos antes de sair em viagem: para o primeiro ele deixou 5 talentos, para o segundo 2 talentos, e para o terceiro 1 talento. Quando este homem volta da viagem, chama os servos e pergunta o que fizeram com os talentos. O primeiro que recebeu 5 talentos, negociou honestamente e ganhou mais 5 talentos, dobrou o valor recebido. O homem chama este homem de servo bom e fiél. O segundo que recebeu 2 talentos, devolveu o recebido e mais 2 talentos, ele também dobrou o valor confiado. O homem também o chamou de servo bom e fiél. E o terceiro, que recebeu 1 talento, devolveu ao homem o mesmo talento, pois com medo de negociar, enterrou o talento no quintal da sua casa. O homem chamou o servo de mal e preguiçoso."
Conclusão: Na verdade, este homem da parábola é Deus, os servos somos nós. Portanto, Deus empresta para uns mais valores, para outros mais ou menos, e para outros menos. Mas, cada um tem possibilidade de dobrar os valores confiados por Deus em bençãos no céu. Uns tem o talento de ensinar, outros de limpar, outros de cozinhar, outros de contar histórias, outros tem o talento da benevolência, humildade, amor, coragem, fé, entendimento, perdão, paz, tolerância, caridade, compaixão, mediunidade, etc. Todos temos algum talento, e são com estes talentos que buscaremos a prosperidade espiritual que tanto nos pediu Jesus. Não enterremos nosso talento, como fez o último servo da parábola, com a desculpa que não faz o bem porque não tem dinheiro ou tempo para fazê-lo. O bem não se faz apenas com o dinheiro, mas também com os outros talentos que Deus nos empresta como: as mãos, a inteligência, a palavra, uma atitude de carinho, de solidariedade, etc.
Os que não usam seu talento para o Bem, estão enterrando os talentos que Deus emprestou e retornarão ao plano espiritual (ao desencarnar) como aqui chegaram (no nascimento), sem ter feito bom uso deles em prol do próximo e deles mesmo, por egoísmo e preguiça. Lembremos que seremos cobrados não só pelo que fizemos, mas também pelo que deixamos de fazer.
Pensemos: Ao retornarmos ao plano espiritual como o HOMEM RICO irá nos chamar? De servo bom e fiel ou de servo mau e preguiçoso?
Nos perguntemos: COMO ESTAMOS USANDO NOSSO TALENTO?
"Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Jesus contou a parábola dos talentos (talento era o nome da moeda da época): “Um homem rico distribuiu sua riqueza para 3 servos antes de sair em viagem: para o primeiro ele deixou 5 talentos, para o segundo 2 talentos, e para o terceiro 1 talento. Quando este homem volta da viagem, chama os servos e pergunta o que fizeram com os talentos. O primeiro que recebeu 5 talentos, negociou honestamente e ganhou mais 5 talentos, dobrou o valor recebido. O homem chama este homem de servo bom e fiél. O segundo que recebeu 2 talentos, devolveu o recebido e mais 2 talentos, ele também dobrou o valor confiado. O homem também o chamou de servo bom e fiél. E o terceiro, que recebeu 1 talento, devolveu ao homem o mesmo talento, pois com medo de negociar, enterrou o talento no quintal da sua casa. O homem chamou o servo de mal e preguiçoso."
Conclusão: Na verdade, este homem da parábola é Deus, os servos somos nós. Portanto, Deus empresta para uns mais valores, para outros mais ou menos, e para outros menos. Mas, cada um tem possibilidade de dobrar os valores confiados por Deus em bençãos no céu. Uns tem o talento de ensinar, outros de limpar, outros de cozinhar, outros de contar histórias, outros tem o talento da benevolência, humildade, amor, coragem, fé, entendimento, perdão, paz, tolerância, caridade, compaixão, mediunidade, etc. Todos temos algum talento, e são com estes talentos que buscaremos a prosperidade espiritual que tanto nos pediu Jesus. Não enterremos nosso talento, como fez o último servo da parábola, com a desculpa que não faz o bem porque não tem dinheiro ou tempo para fazê-lo. O bem não se faz apenas com o dinheiro, mas também com os outros talentos que Deus nos empresta como: as mãos, a inteligência, a palavra, uma atitude de carinho, de solidariedade, etc.
Os que não usam seu talento para o Bem, estão enterrando os talentos que Deus emprestou e retornarão ao plano espiritual (ao desencarnar) como aqui chegaram (no nascimento), sem ter feito bom uso deles em prol do próximo e deles mesmo, por egoísmo e preguiça. Lembremos que seremos cobrados não só pelo que fizemos, mas também pelo que deixamos de fazer.
Pensemos: Ao retornarmos ao plano espiritual como o HOMEM RICO irá nos chamar? De servo bom e fiel ou de servo mau e preguiçoso?
Nos perguntemos: COMO ESTAMOS USANDO NOSSO TALENTO?
"Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Entendendo a PARÁBOLA DOS TALENTOS
REFLEXÕES ESPÍRITAS: Entendendo a PARÁBOLA DOS TALENTOS
Capítulo 16 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec – Não se pode servir a Deus e a Mamon, item 6 – Parábola dos Talentos – também em Mateus, capitulo 20:14-30.
Vejamos como os dicionários definem o verbete parábola: narração alegórica que encerra doutrina moral em seu conteúdo. É uma estória simbólica, comparativa, sob a qual se esconde uma verdade importante e que conclui um preceito moral ou regra de conduta a ser seguida num determinado caso”.
As parábolas foram usadas como RECURSO PEDAGÓGICO por Jesus, que, Mestre Excelente, as narrou conforme o entendimento do público que o ouvia. Elas encerram porém, conhecimentos espirituais de profundidade que a cada leitura e releitura se revelam ao nosso discernimento enriquecendo nossa alma com lições preciosas.
Examinemos os elementos simbólicos dessa Parábola:
O SENHOR QUE VIAJOU = DEUS, Senhor de nossas vidas.
O PERÍODO DA VIAGEM, = é a vida humana, a reencarnação, em que Deus nos entrega ao planeta para que multipliquemos os dons que já conquistamos com nossas experiências anteriores pelas bençãos divinas a nosso favor...
OS 3 SERVOS = representam a humanidade em evolução.
O SERVO que recebeu mais e multiplicou seus talentos, é o mais preparado espiritualmente, mas que nem por isso deixou se aplicar seus bens ampliando suas capacidades.
O SERVO que recebeu dois talentos é ainda o homem bom, que já aprendeu a aproveitar as chances de fazer crescer suas virtudes valorizando a oportunidade da vida.
O SERVO TEMEROSO que enterrou o único talento que recebeu com medo e indolência representa os homens imperfeitos – como nós – que ao contrário de usarmos o único talento que possuímos – O DOM DA VIDA – para crescermos espiritualmente, enterramos essa capacidade nas sensações e disputas materiais (lembremos, enterrar no solo = mergulhar na matéria...).
Os TALENTOS são os bens e recursos materiais e espirituais que o Plano Espiritual outorga aos homens, para serem empregados em benefício próprio e do próximo; é tudo o que é necessário às experiências evolutivas do homem: os bens materiais, os dons espirituais, os conhecimentos, a posição social, a família, etc...
TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida. A lei da reencarnação explica que se usamos mal nosso INTELECTO por exemplo, prejudicando e semeando o mal ao invés de ESCLARECER E EDUC AR, podemos voltar com essa faculdade impedida... a fim de PELA DOR aprendermos a valorizar as oportunidades.
MAIS UMA VEZ: TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida. A lei da reencarnação explica que se usamos mal nossa CAPACIDADE DE PERDOAR, por exemplo, SEMEANDO RANCOR E MÁGOA, VINGANÇA E DESPEITO, ao invés de perdoar, esclarecer e esquecer usando a COMPAIXÃO E A INDULGÊNCIA podemos voltar em um ambiente cheio de desavenças e incompreensão, onde recolheremos o preconceito e as vinganças mesquinhas que usamos no passado, a fim de através da DOR aprendermos a valorizar as oportunidades.
E NOVAMENTE: TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida.
A lei da reencarnação explica que se usamos mal nossa CAPACIDADE AFETIVA, O RESPEITO E A FIDELIDADE MATRIMONIAIS, por exemplo, praticando ADULTÉRIO E TRAIÇÃO, retornamos ao palco da vida em relações afetivas defecais, cheias de incompreensão e traições, onde sofremos A DOR DA SOLIDÃO E A ANSIA DO AMOR jamais correspondido, para que saibamos valorizar e respeitar nossos cônjuges.
E AINDA: TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida. A lei da reencarnação explica que se usamos mal nosso CORPO, templo de nosso espírito imortal, praticando todos os tipos de ABUSO CONTRA A PRÓPRIA SAÚDE, violando nosso organismo com exageros, substâncias tóxicas, vícios e sensualidade desenfreada, por exemplo, retornamos à vida com o corpo debilitado, com problemas os mais variados que nos imporão uma dieta e conduta restritiva para que possamos sobreviver e, dessa maneira, aprender a valorizar o abençoado casulo de carne que nos aprisiona e nos liberta, servindo de escola para nosso espírito.
TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Por exemplo, do mau uso que fizermos de nossos sentidos:
Mau uso da VISÃO criticando e enxergando o mal e a malícia em toda parte.
Mau uso da AUDIÇÃO, semeando e dando ouvidos às intrigas, mentiras, tramas, e fofocas... Com messes abusos voltamos em outra vida com esses sentidos diminuídos pela miopia, pela surdez total ou relativa ou ainda com patologias como a labirintite, otites, etc. A vida nos educa com a restrição pra que valorizemos os talentos no futuro.
O grande questionamento a que o sublime professor que foi Jesus nos convida a fazer é: O que temos feitos dos talentos que o Senhor da Vida nos confiou?
O que tens feito dos afetos que DEUS confiou aos seus cuidados no lar? O que tem oferecido a eles de amor e de exemplos dignificantes?
O que temos feito da saúde de nosso corpo? Consumido nossa energia vital em excesso de todo tipo ou aplicado as forçar orgânicas no aprendizado, no auxílio ao próximo e na conquista da sabedoria e da humildade?
O que temos feitos das chances diárias de praticar a CARIDADE? Quantos de nós TEMOS TUDO e nos falta alegria, esquecidos de que a nossa alegria é construída das pequenas alegrias que provocamos na vida do OUTRO?
Sua voz, seu pensamento, sua expressão, sua casa, sua roupa, seu corpo, sua capacidade de expressão neste momento estão sendo mobilizados na direção da construção do EU MELHOR ou ainda vivemos para curtir, gozar, experimentar até a exaustão da razão e dos sentidos?
Há homem ou mulher de talento que você é! Bilionários de bênçãos... o que temos construído na comunidade, na oficina de trabalho, na vizinhança para melhorar nossas relações com o próximo? AMIZADES ou INTRIGA? PARCEIROS ou ADVERSÁRIOS?
O que você tem feito com o seu computador? Desperdiçado a chance de se comunicar na busca incessante de prazeres de meia hora ou construído relações sólidas baseadas na amizade e no respeito?
O que temos feito de nosso SEXO? Mobilizamos a força criativa a favor de nosso revigoramento energético na construção do bom e do belo ou estamos mergulhando na estagnação das forças, candidatos à depressão, ao Alzheimer, ao Parkinson e as fobias?
O QUE VOCÊ TEM FEITO COM O AMOR DE DEUS? ENTERRADO NO BURAQUINHO NO QUINTAL OU MULTIPLICADO POR MIL AO REPARTIR AS BENÇÃOS DA VIDA COM OS QUE TE CERCAM?
O grande ensinamento dessa parábola é fazer ver os homens que cada qual só subirá na escala evolutiva rumo aos planos espirituais elevados, através do esforço individual, da perseverança no BEM e no amor ao próximo.
Para saber mais, sugerimos a leitura do livro LEIS DE AMOR de autoria espiritual de Emmanuel, psicografia dos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Edições Feesp.
Capítulo 16 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec – Não se pode servir a Deus e a Mamon, item 6 – Parábola dos Talentos – também em Mateus, capitulo 20:14-30.
Vejamos como os dicionários definem o verbete parábola: narração alegórica que encerra doutrina moral em seu conteúdo. É uma estória simbólica, comparativa, sob a qual se esconde uma verdade importante e que conclui um preceito moral ou regra de conduta a ser seguida num determinado caso”.
As parábolas foram usadas como RECURSO PEDAGÓGICO por Jesus, que, Mestre Excelente, as narrou conforme o entendimento do público que o ouvia. Elas encerram porém, conhecimentos espirituais de profundidade que a cada leitura e releitura se revelam ao nosso discernimento enriquecendo nossa alma com lições preciosas.
Examinemos os elementos simbólicos dessa Parábola:
O SENHOR QUE VIAJOU = DEUS, Senhor de nossas vidas.
O PERÍODO DA VIAGEM, = é a vida humana, a reencarnação, em que Deus nos entrega ao planeta para que multipliquemos os dons que já conquistamos com nossas experiências anteriores pelas bençãos divinas a nosso favor...
OS 3 SERVOS = representam a humanidade em evolução.
O SERVO que recebeu mais e multiplicou seus talentos, é o mais preparado espiritualmente, mas que nem por isso deixou se aplicar seus bens ampliando suas capacidades.
O SERVO que recebeu dois talentos é ainda o homem bom, que já aprendeu a aproveitar as chances de fazer crescer suas virtudes valorizando a oportunidade da vida.
O SERVO TEMEROSO que enterrou o único talento que recebeu com medo e indolência representa os homens imperfeitos – como nós – que ao contrário de usarmos o único talento que possuímos – O DOM DA VIDA – para crescermos espiritualmente, enterramos essa capacidade nas sensações e disputas materiais (lembremos, enterrar no solo = mergulhar na matéria...).
Os TALENTOS são os bens e recursos materiais e espirituais que o Plano Espiritual outorga aos homens, para serem empregados em benefício próprio e do próximo; é tudo o que é necessário às experiências evolutivas do homem: os bens materiais, os dons espirituais, os conhecimentos, a posição social, a família, etc...
TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida. A lei da reencarnação explica que se usamos mal nosso INTELECTO por exemplo, prejudicando e semeando o mal ao invés de ESCLARECER E EDUC AR, podemos voltar com essa faculdade impedida... a fim de PELA DOR aprendermos a valorizar as oportunidades.
MAIS UMA VEZ: TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida. A lei da reencarnação explica que se usamos mal nossa CAPACIDADE DE PERDOAR, por exemplo, SEMEANDO RANCOR E MÁGOA, VINGANÇA E DESPEITO, ao invés de perdoar, esclarecer e esquecer usando a COMPAIXÃO E A INDULGÊNCIA podemos voltar em um ambiente cheio de desavenças e incompreensão, onde recolheremos o preconceito e as vinganças mesquinhas que usamos no passado, a fim de através da DOR aprendermos a valorizar as oportunidades.
E NOVAMENTE: TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida.
A lei da reencarnação explica que se usamos mal nossa CAPACIDADE AFETIVA, O RESPEITO E A FIDELIDADE MATRIMONIAIS, por exemplo, praticando ADULTÉRIO E TRAIÇÃO, retornamos ao palco da vida em relações afetivas defecais, cheias de incompreensão e traições, onde sofremos A DOR DA SOLIDÃO E A ANSIA DO AMOR jamais correspondido, para que saibamos valorizar e respeitar nossos cônjuges.
E AINDA: TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Dos desperdiceis que fizemos dos dons da vida. A lei da reencarnação explica que se usamos mal nosso CORPO, templo de nosso espírito imortal, praticando todos os tipos de ABUSO CONTRA A PRÓPRIA SAÚDE, violando nosso organismo com exageros, substâncias tóxicas, vícios e sensualidade desenfreada, por exemplo, retornamos à vida com o corpo debilitado, com problemas os mais variados que nos imporão uma dieta e conduta restritiva para que possamos sobreviver e, dessa maneira, aprender a valorizar o abençoado casulo de carne que nos aprisiona e nos liberta, servindo de escola para nosso espírito.
TREVAS E RANGER DE DENTES: é o resgate de nossas faltas. Por exemplo, do mau uso que fizermos de nossos sentidos:
Mau uso da VISÃO criticando e enxergando o mal e a malícia em toda parte.
Mau uso da AUDIÇÃO, semeando e dando ouvidos às intrigas, mentiras, tramas, e fofocas... Com messes abusos voltamos em outra vida com esses sentidos diminuídos pela miopia, pela surdez total ou relativa ou ainda com patologias como a labirintite, otites, etc. A vida nos educa com a restrição pra que valorizemos os talentos no futuro.
O grande questionamento a que o sublime professor que foi Jesus nos convida a fazer é: O que temos feitos dos talentos que o Senhor da Vida nos confiou?
O que tens feito dos afetos que DEUS confiou aos seus cuidados no lar? O que tem oferecido a eles de amor e de exemplos dignificantes?
O que temos feito da saúde de nosso corpo? Consumido nossa energia vital em excesso de todo tipo ou aplicado as forçar orgânicas no aprendizado, no auxílio ao próximo e na conquista da sabedoria e da humildade?
O que temos feitos das chances diárias de praticar a CARIDADE? Quantos de nós TEMOS TUDO e nos falta alegria, esquecidos de que a nossa alegria é construída das pequenas alegrias que provocamos na vida do OUTRO?
Sua voz, seu pensamento, sua expressão, sua casa, sua roupa, seu corpo, sua capacidade de expressão neste momento estão sendo mobilizados na direção da construção do EU MELHOR ou ainda vivemos para curtir, gozar, experimentar até a exaustão da razão e dos sentidos?
Há homem ou mulher de talento que você é! Bilionários de bênçãos... o que temos construído na comunidade, na oficina de trabalho, na vizinhança para melhorar nossas relações com o próximo? AMIZADES ou INTRIGA? PARCEIROS ou ADVERSÁRIOS?
O que você tem feito com o seu computador? Desperdiçado a chance de se comunicar na busca incessante de prazeres de meia hora ou construído relações sólidas baseadas na amizade e no respeito?
O que temos feito de nosso SEXO? Mobilizamos a força criativa a favor de nosso revigoramento energético na construção do bom e do belo ou estamos mergulhando na estagnação das forças, candidatos à depressão, ao Alzheimer, ao Parkinson e as fobias?
O QUE VOCÊ TEM FEITO COM O AMOR DE DEUS? ENTERRADO NO BURAQUINHO NO QUINTAL OU MULTIPLICADO POR MIL AO REPARTIR AS BENÇÃOS DA VIDA COM OS QUE TE CERCAM?
O grande ensinamento dessa parábola é fazer ver os homens que cada qual só subirá na escala evolutiva rumo aos planos espirituais elevados, através do esforço individual, da perseverança no BEM e no amor ao próximo.
Para saber mais, sugerimos a leitura do livro LEIS DE AMOR de autoria espiritual de Emmanuel, psicografia dos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Edições Feesp.
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