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Estudando o Espiritismo
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016
CARIDADE PARA COM OS CRIMINOSOS
A violência hoje domina as manchetes dos jornais de todo o mundo. Crimes bárbaros, cruéis e hediondos aos poucos vão tornando as pessoas mais frias, após o choque de revolta do primeiro instante. Mas logo vem outra, e mais outra, e vai sumindo o interesse Ou melhor, o desinteresse vai aumentando. Acostumamos-nos a isso, e passamos a achar tudo isso muito banal.
Em vista de notícias como estas, infelizmente tão comuns nos dias de hoje, recordamos a pergunta 746 do LE:
“É crime aos olhos de Deus o assassínio?”
“Grande crime, pois aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Aí é que está o mal”.
A partir da resposta dos Espíritos entendemos que um dos grandes problemas do crime é interrompermos a existência alheia, uma existência que poderia estar sendo levada com muita seriedade por parte do espírito que foi atingido. Comprometemo-nos não apenas com a nossa consciência, mas também por interferirmos no destino de irmãos que, a partir deste instante, se liga ao nosso, até que possamos corrigir nossa falta e continuar nossa marcha rumo ao progresso.
Mas, nos dias de hoje, temos um agravante a mais para considerarmos: a mídia, que leva em tempo real as notícias que ocorrem a todo instante. Estamos permanentemente conectados ao dia-a-dia do mundo, seja através da internet, do rádio ou da televisão. E como conhecemos apenas um lado da notícia, ou seja, o lado do portador da mesma, nós formamos nossa opinião baseada na postura tratada pelo repórter ou apresentador. Julgamos sem conhecer todos os fatos que envolvem a história. Julgamos levados, muitas vezes, pela calúnia e maledicência que ainda impera na mente de muitos irmãos em desequilíbrio. E isto é um fato tão perigoso quanto o próprio crime.
Ao lermos ou ouvirmos tais notícias, somos levados a tomar um partido sobre um dos lados da questão, sob pena de parecermos alienados. E julgamos porque somos cidadãos honestos que querem paz e justiça neste mundo em que vivemos.
Mas o que de fato fazemos pela paz no mundo?
Analisando friamente nossa consciência, não descobrimos nenhum ponto que possa ter, ainda que inconscientemente, estimulado a violência? Quando utilizamos drogas, não contribuímos para o tráfico? Quando facilitamos o uso de bebidas, não abrimos o caminho para o desequilíbrio de irmãos ainda vacilantes e fracos, que alheios ao que fazem, causam tragédias diversas? Quando negamos a caridade aos necessitados, não estamos fomentando a revolta social, estimulando uma nova luta de classes?
Se respondermos sim a qualquer uma destas perguntas, então estamos envolvidos no problema. E que moral temos de julgar, se auxiliamos de uma forma ou de outra posturas que nos parecem monstruosas?
No entanto, como verdadeiros hipócritas, fazemos passeatas, colocamos camisetas brancas, mas continuamos vivendo do mesmo modo, sem olhar para o fundo da questão.
Mas isto não é de hoje. Jesus nos o exemplo da mulher adúltera. E no momento em que as pessoas se preparavam para a lei, Jesus, instigando o povo à reflexão, ávido por “justiça”, falou com voz firme: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra” (S. João, cap. VIII, vv. 3 a 11)
A verdade absoluta é que não temos nenhuma condição moral alguma para julgar. E se o fazemos, estamos nos colocando em evidência para sermos tratados da mesma forma, como nos mostra o Evangelho:
“Não julgueis, a fim de não serdes julgados; - porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que tenhais servido para com os outros” (S. Mateus, cap. VII, vv 1 e 2)
Quem garante que não fizemos coisas piores em um passado talvez remoto?
Devemos, sim, combater o mal e lutar por justiça, mas há uma forma correta de se buscar a paz. Vamos lembrar, seguindo Kardec, que a “autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. (...) Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que se dá do bem”.
Uma vez que não dispomos desta autoridade legítima, devido ao nosso próprio estágio evolutivo, não há condições adequadas para julgarmos os criminosos que nos amedrontam.
Mas quem são de fato os criminosos? Antes de tudo, há que se entender que o criminoso é um ser humano como qualquer outro. É um irmão que se desviou do caminho correto, motivado por toda espécie de problemas. Infelizmente, pelo poder de influência da mídia, muitas vezes somos levados a acreditar que os criminosos (principalmente aqueles que cometeram crimes hediondos) são seres animalizados, bestas humanas que atormentam e destroem a vida das pessoas. São seres que viveram e vivem ainda à margem da sociedade, seja por opção própria, seja como resultado de ambientes sociais complexos. De qualquer forma, são seres que precisam e merecem nosso respeito e ajuda.
Além do mais, precisamos entender que ninguém reencarna com a missão de matar.
Na resposta da pergunta 861 do LE, os Espíritos alertam que “escolhendo uma vida de lutas, sabe que terá ensejo de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará, visto que o crime precederá, quase sempre, de sua parte, a deliberação de praticá-lo. Ora, aquele que delibera sobre alguma coisa é sempre livre de fazê-la, ou não. Se soubesse previamente que, como homem, teria que cometer um crime, o espírito estaria a isto predestinado. Ficai, porém, sabendo que ninguém há predestinado ao crime e que todo crime, como qualquer outro ato, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio.”
Em nossos grupos mediúnicos, nos acostumamos a encontrar irmãos que vivem nestas condições, que são sofredores, e que por baixo da carapaça de mal, revelam-se irmãos que choram muito, e que estão cansados da situação em que vivem. E nestas ocasiões, nos compadecemos, e fazemos um esforço muito grande para ajudá-los.
E porque temos que esperar que eles desencarnem e se tornem obsessores para receber nossa atenção?
Esta nova compreensão do problema é muito importante em momentos em que, no auge de crises de violência, toda a sociedade clama pela instituição da pena de morte, tentativa infeliz e inútil de solucionar as anomalias referentes à segurança pública.
Sabemos que a Doutrina Espírita é contra a pena de morte. Mas, e os espíritas? Nos momentos em que as notícias estão mais assustadoras, muitos espíritas alegam que “neste caso, o bandido deveria mesmo morrer!” São companheiros descuidados e que ainda não estão bastante firmes na postura cristã e doutrinária. Afinal, quem quer que se diga espírita ou cristão não poderá jamais apoiar tais movimentos, uma vez que Cristo sempre nos ensinou o amor e o perdão. Disse também que são os doentes que precisam de remédio, e não os sãos.
Entendemos que as grandes dificuldades da vida às vezes nos deixam em situações de cansaço e estresse de tal forma que precisamos de uma maneira de descarregar nossas angústias e mágoas em “alguma coisa”.
São fatos que mostram a falta de uma visão de vida superior. Falta de fé no Reino de Deus prometido por Jesus, falta de motivação para trabalhar no bem e pelo bem.
O julgamento alheio é coisa muito séria, e antes de emitirmos nossa opinião, paremos por um instante, e façamo-la passar pelo crivo da razão.
A emoção deve ser bem dirigida para ocasiões em que realmente precisamos dela.
O ideal é sempre lançar um pensamento de luz, uma prece ao espírito envolvido em crimes, pois assim demonstramos que somos efetivamente cristãos. Não vamos nos deixar levar pela turba odiosa que pede justiça com armas na mão. Lembremos que foi a voz do povo que condenou injustamente à morte o maior Espírito que pisou a Terra, que foi o nosso Mestre Jesus.
Quando lermos alguma notícia sobre crimes violentos ou hediondos, vamos nos comprometer a refrear nossos impulsos, e façamos uma prece não apenas pela vítima, mas principalmente pelos autores do crime, pois estes são os que efetivamente estão precisando de ajuda. Pois enquanto a vítima normalmente está quitando seus débitos, o criminoso está assumindo débitos novos.
Isabel de França, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XI, item 14, nos desafia a pensar da seguinte forma: “Observai o vosso modelo: Jesus. Que diria ele, se visse junto de si um desses desgraçados?” Com certeza não seria a condenação à pena de morte, mas o amor sublime que precisamos ainda aprender. É a verdadeira caridade, ainda nas palavras de Isabel.
Por Fernando Luiz Petrosky
Caridade para com os criminosos
Caridade para com os criminosos
"O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XI, item 14"
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Marcio Alves
Rio de Janeiro
23/10/2002
Dirigente do Estudo:
Marcio Alves
Mensagem Introdutória:
NEGADORES NECESSITADOS
Verdadeira conspiração. Programa que se transmite de incauto a incauto, propalando cepticismo, negação.
Religiosos em desalinho, combatendo afirmações imortalistas que foram hauridas nas fontes da sobrevivência. Pesquisadores honestos em teimosa dúvida, engendrando teorias fascinantes e complexas, para fugirem à realidade da vida extra-física.
Indiferentes, zombando das respeitáveis conquistas alcançadas no campo da informação espiritual, como se estivessem indenes à desencarnação e conseqüentemente ao prosseguimento da vida...
Pedem provas novas.
Exigem fatos atuais...
Preocupam-se e esperam que os outros lhes ofertem fatos probantes sobre a imortalidade, a comunicabilidade e a reencarnação dos espíritos, enquanto eles apenas negam, somente negam, sem provarem a validade de tal sistemática negação.
Cômodos, cooperam com a desordem que irrompe alarmante.
Apaixonados, açulam os instintos e as paixões da personalidade infeliz.
Neutros, pendem para a indiferença, numa neutralidade de niilistas, dizendo aguardarem resultados...
Continua tu o honesto labor da fé, penetrando cada vez mais as lições valiosas e consoladoras do Espiritismo libertador.
Aqueles espíritos que engendram dificuldades e criam cizânia, sempre os houve.
Alguns estão invariavelmente contra.
As próprias mazelas somente lhes permitem ver o que lhes apraz e convém.
Não evitarão, entretanto, a viagem através da porta do túmulo.
Conhecerão de perto a realidade, e despertarão, como ocorrerá contigo mesmo.
Confia, portanto, e ama, servindo sem cansaço, vinculado ao ideal de fé que te irmana a todos os homens, e ajuda-os. Se outro socorro não lhes puderes oferecer, ora por eles, compreende-os, pois que, embora não te reconheçam, também necessitam de ti.
Se parecer-te difícil essa atitude, repete mentalmente como fez Jesus, perdoando-os, ao clamar: "Eles não sabem o que fazem!" e prossegue tranqüilo.
Joanna de Ângelis
Do Livro: Celeiro de Bênçãos
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL
Oração Inicial:
<Marcio_Alves> Senhor Jesus, mais uma vez aqui reunidos em Teu nome, rogamos a Tua inspiração para estes momentos de estudos em que juntos ao Teu coração bondoso, iremos estudar a mensagem da Boa Nova. Que nestes momentos de paz, possamos estar juntos aos bons espíritos dirigentes e inspiradores desta tarefa. Que Deus possa nos abençoar agora e sempre.
Que assim Seja!
Exposição:
<Marcio_Alves> Amigos, que Jesus possa nos abençoar na noite de hoje!
Observando as palavras de Jesus, na passagem anotada por Mateus, capítulo VII, versículo 12, que diz: "Fazei aos homens tudo o que desejais que eles vos façam, pois esta é a lei e os profetas", vemos que Jesus é realmente o maior psicoterapeuta que a humanidade conheceu.
Hoje, na sociedade que vivemos, em que a violência nos envolve todo o tempo, nas ruas, na mídia e muitas vezes dentro de nossos lares, o estudo deste item de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" provoca as mais variadas reações em nossos espíritos.
Quando tratamos o perdão no âmbito das pessoas que conhecemos e/ou convivemos, muitas vezes encontramos barreiras enormes, que muitas vezes, julgamos intransponíveis, para a prática do perdão.
Mas, quando pensamos no perdão e caridade para com os criminosos, nos encontramos muitas vezes a dizer para nós mesmos: perdoar, ser caridoso... nunca. Quando encontramos criaturas assim, ou nós mesmos agimos assim, podemos ter certeza de que o alerta de Jesus ainda não encontrou eco em nossos espíritos. O problema se torna maior em entender estas situações quando a idéia da imortalidade da alma não se encontra fixada em nossos espíritos.
Assim, quando começamos a observar a criatura sob o ponto de vista da reencarnação e da imortalidade da alma, podemos, com um pouco de estudo e boa vontade, começar a entender tais criaturas, e mais, podemos começar a entender o porquê de sermos caridosos para com elas, ensaiando até mesmo os primeiros passos rumo ao perdão.
Observamos, intimamente, que quanto mais o nosso conceito de caridade se amplia, rompendo as barreiras da esmola que damos, alcançando o aperto de mão, o abraço, a palavra amiga, ou mesmo o silêncio, começamos a perceber a caridade praticada por Jesus.
Ele não possuía bens para distribuir, mas possuía a palavra que elevava. Não possuía os recursos materiais, mas possuía os ouvidos do Bom Pastor, que percebe a ovelha perdida ao longe. Conseguia com o olhar, aliviar as dores e entender os sofrimentos mais profundos daquele povo, que ainda assim muitas vezes não o compreendia.
É nesse sentido de caridade, que vê o homem como um ser integral, que precisamos começar a praticar. A caridade que não espera o agradecimento, a compreensão que é invisível para os que passam.
Exemplos de criaturas assim, não nos faltam.
Coloquemos a nossa vontade em ação e veremos como as forças aparecem, a vergonha, o medo e a insegurança em sermos caridosos passarão ao longe.
Como dizíamos no início, a reencarnação nos mostra muitas vezes o porquê de toda a situação que vivenciamos hoje em dia.
Quando, nós, espíritos imortais, compreendermos a reencarnação como oportunidade de avanço e de progresso, deixaremos de presenciar muitas destas cenas que vemos hoje em dia.
E quanto a nós, que já compreendemos e estudamos a reencarnação, comecemos a ajudar com as nossas preces, com a conversa fraterna aos jovens que se encontram nas ruas, na nossa vizinhança. Muitas vezes perdemos oportunidades de auxiliar àquele espírito, que está buscando somente uma palavra amiga e um gesto de carinho.
Como nos alerta o Espírito Elisabeth de França, aproveitemos a oportunidade que Deus nos concede de ter entre nós grandes criminosos, para que, com o exemplo que eles nos dão, podermos compreender o verdadeiro sentido da reencarnação: progresso, iluminação, felicidade!
Auxiliar com a nossa prece, voltamos a repetir, para que um dia não tenhamos mais que precisar destes tristes exemplos e gozar de um mundo mais pacífico.
E, à medida que compreendermos cada vez mais a caridade, a idéia de perdoar se tornará mais fácil ao nosso espírito.
Robin Casarjian, psicoterapeuta americana, em seu livro "O Livro do Perdão", nos faz ver que na grande maioria das vezes o agressor está, por trás de toda a violência, pedindo socorro! Fica difícil entender e compreender como uma criatura que comete atrocidades com outra pessoa pode estar pedindo socorro.
Analisando somente do ponto de vista material, ao examinarmos a vida da criatura, veremos que ela está refletindo a sua vivência, muitas vezes violenta, da infância. Com a visão do espírito, percebemos que muitas vezes este socorro está sendo pedido a muito tempo.
E o que ela propõe: que nós comecemos a ver a criatura que agride como uma criatura que está pedindo socorro, mas que deve também saber que terá um dia de corrigir estes desacertos.
Não mais a idéia do pecado que gera a idéia de punição, que não permite que eu me veja em condições de reparar o erro e que devo sofrer, mas sim a idéia de responsabilidade, que me faz senhor dos meus créditos e débitos e RESPONSÁVEL em corrigir as faltas, não mais sofrer somente.
Vamos assim, como nos alerta ao longo de sua mensagem, seguir o conselho de Elisabeth de França: Ajudar, da forma que me for possível, estas almas que sofrem e acumulam mais sofrimento, a sair do "lamaçal" que se encontram.
Que Jesus nos abençoe.
Oração Final:
<Marcio_Alves> Jesus! Que Tua paz e harmonia que nos envolveram durante todo o estudo de hoje possa servir sempre de leme seguro em nossas vidas. Ampara a todos nós que estivemos aqui e abençoa-nos para que, compreendendo o Teu evangelho, possamos nos tornar pessoas melhores e felizes. Sendo assim, em Teu nome, mas acima de tudo em nome de Deus, pedimos a permissão para encerrarmos os nossos trabalhos.
Que assim seja!
"O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XI, item 14"
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Marcio Alves
Rio de Janeiro
23/10/2002
Dirigente do Estudo:
Marcio Alves
Mensagem Introdutória:
NEGADORES NECESSITADOS
Verdadeira conspiração. Programa que se transmite de incauto a incauto, propalando cepticismo, negação.
Religiosos em desalinho, combatendo afirmações imortalistas que foram hauridas nas fontes da sobrevivência. Pesquisadores honestos em teimosa dúvida, engendrando teorias fascinantes e complexas, para fugirem à realidade da vida extra-física.
Indiferentes, zombando das respeitáveis conquistas alcançadas no campo da informação espiritual, como se estivessem indenes à desencarnação e conseqüentemente ao prosseguimento da vida...
Pedem provas novas.
Exigem fatos atuais...
Preocupam-se e esperam que os outros lhes ofertem fatos probantes sobre a imortalidade, a comunicabilidade e a reencarnação dos espíritos, enquanto eles apenas negam, somente negam, sem provarem a validade de tal sistemática negação.
Cômodos, cooperam com a desordem que irrompe alarmante.
Apaixonados, açulam os instintos e as paixões da personalidade infeliz.
Neutros, pendem para a indiferença, numa neutralidade de niilistas, dizendo aguardarem resultados...
Continua tu o honesto labor da fé, penetrando cada vez mais as lições valiosas e consoladoras do Espiritismo libertador.
Aqueles espíritos que engendram dificuldades e criam cizânia, sempre os houve.
Alguns estão invariavelmente contra.
As próprias mazelas somente lhes permitem ver o que lhes apraz e convém.
Não evitarão, entretanto, a viagem através da porta do túmulo.
Conhecerão de perto a realidade, e despertarão, como ocorrerá contigo mesmo.
Confia, portanto, e ama, servindo sem cansaço, vinculado ao ideal de fé que te irmana a todos os homens, e ajuda-os. Se outro socorro não lhes puderes oferecer, ora por eles, compreende-os, pois que, embora não te reconheçam, também necessitam de ti.
Se parecer-te difícil essa atitude, repete mentalmente como fez Jesus, perdoando-os, ao clamar: "Eles não sabem o que fazem!" e prossegue tranqüilo.
Joanna de Ângelis
Do Livro: Celeiro de Bênçãos
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL
Oração Inicial:
<Marcio_Alves> Senhor Jesus, mais uma vez aqui reunidos em Teu nome, rogamos a Tua inspiração para estes momentos de estudos em que juntos ao Teu coração bondoso, iremos estudar a mensagem da Boa Nova. Que nestes momentos de paz, possamos estar juntos aos bons espíritos dirigentes e inspiradores desta tarefa. Que Deus possa nos abençoar agora e sempre.
Que assim Seja!
Exposição:
<Marcio_Alves> Amigos, que Jesus possa nos abençoar na noite de hoje!
Observando as palavras de Jesus, na passagem anotada por Mateus, capítulo VII, versículo 12, que diz: "Fazei aos homens tudo o que desejais que eles vos façam, pois esta é a lei e os profetas", vemos que Jesus é realmente o maior psicoterapeuta que a humanidade conheceu.
Hoje, na sociedade que vivemos, em que a violência nos envolve todo o tempo, nas ruas, na mídia e muitas vezes dentro de nossos lares, o estudo deste item de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" provoca as mais variadas reações em nossos espíritos.
Quando tratamos o perdão no âmbito das pessoas que conhecemos e/ou convivemos, muitas vezes encontramos barreiras enormes, que muitas vezes, julgamos intransponíveis, para a prática do perdão.
Mas, quando pensamos no perdão e caridade para com os criminosos, nos encontramos muitas vezes a dizer para nós mesmos: perdoar, ser caridoso... nunca. Quando encontramos criaturas assim, ou nós mesmos agimos assim, podemos ter certeza de que o alerta de Jesus ainda não encontrou eco em nossos espíritos. O problema se torna maior em entender estas situações quando a idéia da imortalidade da alma não se encontra fixada em nossos espíritos.
Assim, quando começamos a observar a criatura sob o ponto de vista da reencarnação e da imortalidade da alma, podemos, com um pouco de estudo e boa vontade, começar a entender tais criaturas, e mais, podemos começar a entender o porquê de sermos caridosos para com elas, ensaiando até mesmo os primeiros passos rumo ao perdão.
Observamos, intimamente, que quanto mais o nosso conceito de caridade se amplia, rompendo as barreiras da esmola que damos, alcançando o aperto de mão, o abraço, a palavra amiga, ou mesmo o silêncio, começamos a perceber a caridade praticada por Jesus.
Ele não possuía bens para distribuir, mas possuía a palavra que elevava. Não possuía os recursos materiais, mas possuía os ouvidos do Bom Pastor, que percebe a ovelha perdida ao longe. Conseguia com o olhar, aliviar as dores e entender os sofrimentos mais profundos daquele povo, que ainda assim muitas vezes não o compreendia.
É nesse sentido de caridade, que vê o homem como um ser integral, que precisamos começar a praticar. A caridade que não espera o agradecimento, a compreensão que é invisível para os que passam.
Exemplos de criaturas assim, não nos faltam.
Coloquemos a nossa vontade em ação e veremos como as forças aparecem, a vergonha, o medo e a insegurança em sermos caridosos passarão ao longe.
Como dizíamos no início, a reencarnação nos mostra muitas vezes o porquê de toda a situação que vivenciamos hoje em dia.
Quando, nós, espíritos imortais, compreendermos a reencarnação como oportunidade de avanço e de progresso, deixaremos de presenciar muitas destas cenas que vemos hoje em dia.
E quanto a nós, que já compreendemos e estudamos a reencarnação, comecemos a ajudar com as nossas preces, com a conversa fraterna aos jovens que se encontram nas ruas, na nossa vizinhança. Muitas vezes perdemos oportunidades de auxiliar àquele espírito, que está buscando somente uma palavra amiga e um gesto de carinho.
Como nos alerta o Espírito Elisabeth de França, aproveitemos a oportunidade que Deus nos concede de ter entre nós grandes criminosos, para que, com o exemplo que eles nos dão, podermos compreender o verdadeiro sentido da reencarnação: progresso, iluminação, felicidade!
Auxiliar com a nossa prece, voltamos a repetir, para que um dia não tenhamos mais que precisar destes tristes exemplos e gozar de um mundo mais pacífico.
E, à medida que compreendermos cada vez mais a caridade, a idéia de perdoar se tornará mais fácil ao nosso espírito.
Robin Casarjian, psicoterapeuta americana, em seu livro "O Livro do Perdão", nos faz ver que na grande maioria das vezes o agressor está, por trás de toda a violência, pedindo socorro! Fica difícil entender e compreender como uma criatura que comete atrocidades com outra pessoa pode estar pedindo socorro.
Analisando somente do ponto de vista material, ao examinarmos a vida da criatura, veremos que ela está refletindo a sua vivência, muitas vezes violenta, da infância. Com a visão do espírito, percebemos que muitas vezes este socorro está sendo pedido a muito tempo.
E o que ela propõe: que nós comecemos a ver a criatura que agride como uma criatura que está pedindo socorro, mas que deve também saber que terá um dia de corrigir estes desacertos.
Não mais a idéia do pecado que gera a idéia de punição, que não permite que eu me veja em condições de reparar o erro e que devo sofrer, mas sim a idéia de responsabilidade, que me faz senhor dos meus créditos e débitos e RESPONSÁVEL em corrigir as faltas, não mais sofrer somente.
Vamos assim, como nos alerta ao longo de sua mensagem, seguir o conselho de Elisabeth de França: Ajudar, da forma que me for possível, estas almas que sofrem e acumulam mais sofrimento, a sair do "lamaçal" que se encontram.
Que Jesus nos abençoe.
Oração Final:
<Marcio_Alves> Jesus! Que Tua paz e harmonia que nos envolveram durante todo o estudo de hoje possa servir sempre de leme seguro em nossas vidas. Ampara a todos nós que estivemos aqui e abençoa-nos para que, compreendendo o Teu evangelho, possamos nos tornar pessoas melhores e felizes. Sendo assim, em Teu nome, mas acima de tudo em nome de Deus, pedimos a permissão para encerrarmos os nossos trabalhos.
Que assim seja!
Verdadeira caridade
ROGÉRIO COELHO
rcoelho47@yahoo.com.br
Muriaé, Minas Gerais (Brasil)
Verdadeira caridade
“A Lei de Amor extingue as misérias sociais.” - Lázaro
A cena foi constrangedora... Compungiu-nos o coração ver aquele jovem de apenas vinte e dois anos ser conduzido pela polícia, com as mãos algemadas para trás, causando tumulto e curiosidade dentro da agência bancária... Aquelas mãos que poderiam estar sendo utilizadas para a semeadura do bem ou compulsando as folhas de um livro nobre estavam imobilizadas como medida preventiva contra a fuga.
Chegam-nos, então, à mente, as palavras registradas em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XI, item 4: “Caridade para com os criminosos”.
Os comentários se atropelaram dentro do nervosismo gerado pelo triste acontecimento: “Tomara que ele tome umas boas borrachadas”; “ladrão devia ter as mãos cortadas”; “não tenho pena de ladrão” etc. Tais eram as palavras de ordem. Raros os que se abstiveram de comentários desairosos...
As criaturas estão realmente ainda muito distantes de ver e sentir como Jesus: além das aparências.
Imaginamos, então, o que faríamos se estivéssemos no lugar daquele jovem. Se tivéssemos reencarnado no mesmo meio, recebido durante os primeiros e mais importantes anos de vida as mesmas desorientações e negligências dos pais que se somam às tendências atávicas do Espírito ancestral, que faríamos? Teríamos resistido ou cederíamos à tentação do roubo?!...
Como seriam hoje os circunstantes que anatematizavam o jovem infeliz se os seus caminhos fossem os mesmos trilhados por ele? Era de se esperar pelo menos um pouco de indulgência de quem (aparentemente) recebeu boa educação e melhor berço.
Quanta falta faz o Espiritismo na vida das pessoas!...
Quanta falta faz a prática do Espiritismo nas pessoas que o conhecem!...
Sem pieguismos e sem deixar-nos envolver pelas vibrações malsãs que carregavam o ambiente, conquanto achando que o jovem devia pagar pelo delito, uma onda de ternura e carinho invadiu nosso coração e procuramos canalizar tais vibrações na direção daquele jovem. Quem sabe, aquele infausto acontecimento iria frenar suas atividades infelizes? Era jovem, teria ainda toda uma vida pela frente... Afinal, não ensina a novel Doutrina Espírita que devemos ter caridade para com os criminosos?
Ficamos, então, pensando: quão importante e nobre é a tarefa abençoada das Casas Espíritas que se desdobram na evangelização dos jovens, numa verdadeira profilaxia, cortando no nascedouro as más tendências inatas e direcionando-as para uma vida sadia e plena de bênçãos.
Colocamo-nos no lugar dos pais daquele jovem e imaginamos como deve ser triste ver o filho querido que acalentamos desde a mais tenra infância e para o qual sonhávamos um porvir risonho ser conduzido algemado, cabisbaixo e aterrorizado para as grades de uma prisão!...
É grande a responsabilidade dos pais. E quantos pais (espíritas?!) nem ao menos se preocupam em levar os filhos às aulinhas de evangelização, perdendo assim, preciosa oportunidade de oferecer-lhes subsídios valiosíssimos para a vida de adultos nesses tempos tão difíceis. É uma omissão que pode custar muito caro. Não convém arriscar...
Sentimos, então, a cada dia, que a honra e a glória de ser espírita é um talento que não podemos enterrar. Temos que multiplicá-lo, a exemplo dos dois servos fiéis da parábola.
É imprescindível divulgar o Espiritismo, vez que, segundo Emmanuel, a maior caridade que podemos fazer-lhe é exatamente a sua propagação.
Estivesse já nas mentes e corações o conhecimento espírita, jamais ouviríamos aqueles comentários descaridosos e o mundo agitado de hoje por múltiplas convulsões sociais teria mais paz, mais harmonia, mais felicidade, mais honestidade, menos corrupção, menos crimes, menos tragédias de variegado matiz...
Sem o conhecimento espírita jamais passaria pela nossa mente que aquele jovem “é tanto nosso próximo, como o melhor dos homens; sua alma transviada, revoltada, foi criada, como a nossa, para se aperfeiçoar e que, orando por ele, quem sabe conseguiria sair do lameiro?” (1)
Desconhecendo o Evangelho de Jesus, desconheceríamos também a portentosa lição do “bom samaritano” que socorreu um estranho quando os que deveriam fazê-lo se omitiram. A situação era a mesma: os pais se omitiram e ali estava o necessitado de ajuda à mercê da polícia, esperando mão amiga para socorrê-lo no infortúnio que cavara com as próprias mãos.
Com o Espiritismo sabemos que a verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que se dá, nem mesmo nas palavras de consolação que lhe aditemos. Não, não é apenas isso o que Deus espera de nós, que nos proclamamos cristãos.
A caridade sublime, apregoada e exemplificada pelo Mestre, também consiste na benevolência de que usamos sempre e em todas as coisas para com o próximo.
Referência:
(1) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 125. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XI, item 14.
rcoelho47@yahoo.com.br
Muriaé, Minas Gerais (Brasil)
Verdadeira caridade
“A Lei de Amor extingue as misérias sociais.” - Lázaro
A cena foi constrangedora... Compungiu-nos o coração ver aquele jovem de apenas vinte e dois anos ser conduzido pela polícia, com as mãos algemadas para trás, causando tumulto e curiosidade dentro da agência bancária... Aquelas mãos que poderiam estar sendo utilizadas para a semeadura do bem ou compulsando as folhas de um livro nobre estavam imobilizadas como medida preventiva contra a fuga.
Chegam-nos, então, à mente, as palavras registradas em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XI, item 4: “Caridade para com os criminosos”.
Os comentários se atropelaram dentro do nervosismo gerado pelo triste acontecimento: “Tomara que ele tome umas boas borrachadas”; “ladrão devia ter as mãos cortadas”; “não tenho pena de ladrão” etc. Tais eram as palavras de ordem. Raros os que se abstiveram de comentários desairosos...
As criaturas estão realmente ainda muito distantes de ver e sentir como Jesus: além das aparências.
Imaginamos, então, o que faríamos se estivéssemos no lugar daquele jovem. Se tivéssemos reencarnado no mesmo meio, recebido durante os primeiros e mais importantes anos de vida as mesmas desorientações e negligências dos pais que se somam às tendências atávicas do Espírito ancestral, que faríamos? Teríamos resistido ou cederíamos à tentação do roubo?!...
Como seriam hoje os circunstantes que anatematizavam o jovem infeliz se os seus caminhos fossem os mesmos trilhados por ele? Era de se esperar pelo menos um pouco de indulgência de quem (aparentemente) recebeu boa educação e melhor berço.
Quanta falta faz o Espiritismo na vida das pessoas!...
Quanta falta faz a prática do Espiritismo nas pessoas que o conhecem!...
Sem pieguismos e sem deixar-nos envolver pelas vibrações malsãs que carregavam o ambiente, conquanto achando que o jovem devia pagar pelo delito, uma onda de ternura e carinho invadiu nosso coração e procuramos canalizar tais vibrações na direção daquele jovem. Quem sabe, aquele infausto acontecimento iria frenar suas atividades infelizes? Era jovem, teria ainda toda uma vida pela frente... Afinal, não ensina a novel Doutrina Espírita que devemos ter caridade para com os criminosos?
Ficamos, então, pensando: quão importante e nobre é a tarefa abençoada das Casas Espíritas que se desdobram na evangelização dos jovens, numa verdadeira profilaxia, cortando no nascedouro as más tendências inatas e direcionando-as para uma vida sadia e plena de bênçãos.
Colocamo-nos no lugar dos pais daquele jovem e imaginamos como deve ser triste ver o filho querido que acalentamos desde a mais tenra infância e para o qual sonhávamos um porvir risonho ser conduzido algemado, cabisbaixo e aterrorizado para as grades de uma prisão!...
É grande a responsabilidade dos pais. E quantos pais (espíritas?!) nem ao menos se preocupam em levar os filhos às aulinhas de evangelização, perdendo assim, preciosa oportunidade de oferecer-lhes subsídios valiosíssimos para a vida de adultos nesses tempos tão difíceis. É uma omissão que pode custar muito caro. Não convém arriscar...
Sentimos, então, a cada dia, que a honra e a glória de ser espírita é um talento que não podemos enterrar. Temos que multiplicá-lo, a exemplo dos dois servos fiéis da parábola.
É imprescindível divulgar o Espiritismo, vez que, segundo Emmanuel, a maior caridade que podemos fazer-lhe é exatamente a sua propagação.
Estivesse já nas mentes e corações o conhecimento espírita, jamais ouviríamos aqueles comentários descaridosos e o mundo agitado de hoje por múltiplas convulsões sociais teria mais paz, mais harmonia, mais felicidade, mais honestidade, menos corrupção, menos crimes, menos tragédias de variegado matiz...
Sem o conhecimento espírita jamais passaria pela nossa mente que aquele jovem “é tanto nosso próximo, como o melhor dos homens; sua alma transviada, revoltada, foi criada, como a nossa, para se aperfeiçoar e que, orando por ele, quem sabe conseguiria sair do lameiro?” (1)
Desconhecendo o Evangelho de Jesus, desconheceríamos também a portentosa lição do “bom samaritano” que socorreu um estranho quando os que deveriam fazê-lo se omitiram. A situação era a mesma: os pais se omitiram e ali estava o necessitado de ajuda à mercê da polícia, esperando mão amiga para socorrê-lo no infortúnio que cavara com as próprias mãos.
Com o Espiritismo sabemos que a verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que se dá, nem mesmo nas palavras de consolação que lhe aditemos. Não, não é apenas isso o que Deus espera de nós, que nos proclamamos cristãos.
A caridade sublime, apregoada e exemplificada pelo Mestre, também consiste na benevolência de que usamos sempre e em todas as coisas para com o próximo.
Referência:
(1) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 125. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XI, item 14.
Fé, Esperança e Caridade
Fé, Esperança e Caridade
Sérgio Biagi Gregório
SUMARIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Fé: 4.1. Fé Cega ou Raciocinada, Divina ou Humana; 4.2. Tópicos sobre a Fé; 4.3. Fé e Incerteza. 5. Esperança: 5.1. Niilismo; 5.2. Desespero e Presunção; 5.3. Paulo e a Esperança. 6. Caridade: 6.1. Noção de Caridade; 6.2. Tópicos acerca da caridade; 6.3. Caridade Teórica versus Caridade Prática. 7. Fé, Esperança e Caridade: 7.1. Por que Juntar Fé, Esperança e Caridade? 7.2. Revisando as Noções de Fé, Esperança e Caridade; 7.3. Fé: Mãe da Esperança e da Caridade. 8. Conclusão. 9. Bibliografia Consultada.
1. INTRODUÇÃO
Podemos praticar atos de caridade sem sermos caridosos? Que relação há entre fé, esperança e caridade? Qual dos termos tem mais importância? Por que é aconselhável estudá-los conjuntamente? Com essas perguntas, damos início ao nosso trabalho, que se desenvolverá em cima dos tópicos – fé, esperança e caridade -, no sentido de unificá-los.
2. CONCEITO
Fé – É atitude própria, convicção ou crença que relaciona o homem ao Deus Supremo na expectativa da salvação da alma.
Esperança – É, genericamente falando, toda a tendência para com o bem futuro e possível, mas incerto.
Caridade – É a virtude que, com a justiça, regula o procedimento moral dos homens para com os outros seres e, especialmente para com os outros homens. Baseia-se na frase: "Fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito".
3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Para uma compreensão mais ampla do tema, convém buscarmos alguns esclarecimentos acerca da virtude, principalmente no que diz respeito às virtudes morais. As virtudes moraissão potências racionais que inclinam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. Há duas ordens de moralidade, a natural e a infusa. Por isso, temos duas espécies de virtudes: adquiridas e infusas. Entre as virtudes adquiridas, distinguem-se principalmente quatro: prudência, justiça, fortaleza e temperança. Cognominadas de cardeais (de cardo, gonzo), por ser em redor delas que giram todas as outras, tais como a paciência, a tolerância, a brandura etc. Entre as virtudes infusas estão afé, a esperança e a caridade, cognominadas de teologais, porque não são o produto de uma prática, mas um dom infuso de Deus nos seus filhos.
4. FÉ
4.1. FÉ CEGA OU RACIOCINADA, DIVINA OU HUMANA
A Fé é um sentimento inato no indivíduo. A direção desse sentimento pode ser cego ou raciocinado. A Fé cega, não examinando nada, aceita sem controle o falso como o verdadeiro, e se choca, a cada passo, contra a evidência e a razão; levado ao excesso produz o fanatismo. A Fé raciocinada, a que se apóia sobre os fatos e a lógica, não deixa atrás de si nenhuma obscuridade; crê-se porque se está certo, e não se está certo senão quando se compreendeu; eis porque ela não se dobra; porque não há Fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade (Kardec, 1984, cap. XIX, item 6).
A Fé é humana e divina. É o sentimento inato, no homem, de sua destinação futura, cujo germefoi depositado nele, primeiro em estado latente, o qual deve crescer por sua vontade ativa. Assim, unindo sua força humana à Vontade Divina poderá realizar os "prodígios" e que não é senão o desenvolvimento das faculdades humanas (Kardec, 1984, cap. XIX, item 12).
4.2. TÓPICOS SOBRE A FÉ
Folheando O Evangelho Segundo o Espiritismo, encontraremos diversos temas relacionados com a fé. Entre eles, encontram-se: "A fé que transporta montanhas", "A tua fé te curou", "O poder da fé", "A fé religiosa", "A fé e a caridade" etc. Para cada um desses tópicos, tanto Allan Kardec como os Espíritos superiores, dão-nos informações valiosas. No caso da montanha, por exemplo, sabemos que não é a montanha física, mas os nossos erros, os nossos defeitos. Na cura pela fé, Allan Kardec faz menção do uso do fluido vital (magnetismo), que se encontra em todos os seres humanos e que, se bem manipulado, pode provocar curas, que muitos chamam de "milagres".
4.3. FÉ E INCERTEZA
A dificuldade maior na questão da fé é esperar algo que é incerto. Temos a intuição de que este é o caminho, mas a demora na obtenção do necessário incrusta-nos o desespero. A intuição afirma que devemos perseverar, contudo a espera é difícil. De qualquer forma, temos de continuar, pois desistir no meio do combate, é ficar sem ponto de apoio e sem perspectiva de um futuro mais promissor.
A fé é o nosso grande sustentáculo. Que seria de nossa incerteza, de nossas tribulações sem esse ponto de apoio para sermos reconfortados? Aquele que tem fé vigorosa aceita de bom grado qualquer extremo, pois, embora esteja no meio da incerteza momentânea, espera que o tempo, o grande arquiteto do universo, possa oferecer as oportunidades para que os seus ideais sejam concretizados.
5. ESPERANÇA
5.1. NIILISMO
Na Filosofia Moderna, as injunções dos pensamentos, a busca pela racionalidade e a supremacia da razão levam os indivíduos a decretar a morte de Deus. É a doutrina do nada além desta miserável vida. Esse sistema mata toda a Esperança. Como esperar algo se nada há o que se esperar? É por isso que Paul Sartre falava da náusea e do desespero, antíteses da esperança.
5.2. DESESPERO E PRESUNÇÃO
Santo Tomás de Aquino classifica o desespero e a presunção como pecado, e por isso, o oposto da esperança. O desespero é a pouca confiança em Deus, o amor próprio, o orgulho pessoal. A presunção é achar-se alguém digno de uma posição religiosa vantajosa, sem de fato o ser. Tanto um quanto o outro é contrário ou opõem-se à esperança. Acrescenta ainda que as causas do desespero são os nossos vícios, os quais nos obnubilam. A presunção, por outro lado, está ligada à vaidade. Por fim, diz que a esperança não é uma atitude passiva, mas cheia de vitalidade e de amor. (Lain Entralgo, 1984)
5.3. PAULO E A ESPERANÇA
Nas Epístolas de Paulo encontramos diversas frases sobre a esperança. Eis algumas delas: "Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança". (Romanos, 15, 4); "Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo". (Romanos, 15, 13); "Tendo por capacete a esperança na salvação". (I Tessalonicenses, 5, 8); "E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa." (Hebreus, 6, 15); Em I Coríntios 13, Paulo discorre sobre a suprema excelência da caridade. Depois de tecer comentários sobre a parte e o todo, ele diz: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade." (I Coríntios, 13, 13)
6. CARIDADE
6.1. NOÇÃO DE CARIDADE
A noção de caridade está posta na parábola do bom samaritano. (Lucas cap. 10, 25 a 37)
Nela narra-se que "Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de ladrões que o despojaram, cobriram-no de feridas e se foram, deixando-o semimorto. Aconteceu, em seguida, que um sacerdote descia pelo mesmo caminho e tendo-o percebido passou do outro lado. Um levita, que veio também para o mesmo lugar, tendo-o considerado, passou ainda do outro lado. Mas um Samaritano que viajava, chegando ao lugar onde estava esse homem, e tendo-o visto, foi tocado de compaixão por ele. Aproximou-se, pois, dele, derramou óleo e vinho em suas feridas e as enfaixou; e tendo-o colocado sobre seu cavalo, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas e as deu ao hospedeiro, dizendo: Tende bastante cuidado com este homem, e tudo o que despenderdes a mais, eu vos restituirei no meu regresso".
A caridade está simbolizada na ação do samaritano que, embora menos esclarecido que os outros, quanto à lei de Deus, concretiza o auxílio.
6.2. TÓPICOS ACERCA DA CARIDADE
No Evangelho segundo o Espiritismo encontramos diversos assuntos sobre a caridade. Eis alguns deles: "Fora da caridade não há salvação", "Necessidade de caridade segundo Paulo", "Caridade moral e caridade material", "Caridade para com os criminosos", "Fazer o bem sem ostentação", "As práticas da caridade" e "O óbolo da viúva". Nessas e em outras passagens encontramos os subsídios necessários para bem praticarmos a caridade. Elas espelham a orientação dos Espíritos superiores, que sempre pugnam pela verdade das coisas, independentemente do ser humano gostar ou não.
6.3. CARIDADE TEÓRICA VERSUS CARIDADE PRÁTICA
O Espírito Irmão X, no capítulo 28 de Contos e Apólogos, narra o caso do conferencista que estava preparando a sua palestra. Os seus escritos exaltavam o amor ao próximo, dando a entender que o caluniador é um teste de paciência, os vitimados pela ofensa estavam recebendo de Jesus o bendito ensejo de auxiliar, a desesperação é chuva de veneno invisível etc. No meio dessa preparação, a velha criada veio trazer-lhe o chocolate que, sem o perceber, deixara cair uma mosca. O conferencista, tão logo toma consciência fato, fica deveras irritado com a serviçal. Depois, um condutor de caminhão arrojara o veículo sobre um dos muros da residência. O dono da casa foi à rua como que atingido por um raio, chamando o motorista de criminoso. O condutor se prontificou a pagar todas as despesas, mas assim mesmo quis chamar a polícia. Enquanto estava ao telefone, algumas crianças entraram no terreno e pisaram os cravos que tinha cuidado no dia anterior. Exasperado, falou para as crianças: vagabundos, larápios, já para a rua. Voltando para a sua escrivaninha, leu o seguinte texto, grafado por ele mesmo: - "Quando Jesus domina o coração, a vida está em paz". Reconheceu quão fácil é ensinar com as palavras e quão difícil é instruir com os exemplos e, envergonhado, passou a refletir... (Xavier, 1974)
7. FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE
7.1. POR QUE JUNTAR FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE?
De acordo com a religião, esses tópicos fazem parte das virtudes teologais. Sendo assim, eles estão relacionados, ou seja, um depende do outro para que o ser humano possa se expressar no mundo. A separação didática é apenas para estudar com mais detalhes um dos tópicos. Mas, na prática, não temos condições de os separar, porque estão unidos pelos laços da razão e do sentimento.
7.2. REVISANDO AS NOÇÕES DE FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE
A fé é o assentimento do intelecto que crê, com constância e certeza em alguma coisa. Isso nos dá confiança de que seremos capazes de realizar alguma ação, seja ela qual for. É o tipo de confiança que tem o médico de que irá terminar a sua operação.
A esperança – é a expectação de algo superior e perfeito. A esperança diz respeito à nossa transcendência, à nossa comunhão com o Ser supremo. Por que, mesmo nas situações mais difíceis, há sempre a expectativa de possuir o bem desejado? Alguns mesmos chegam a dizer que "a esperança é a última que morre".
Caridade – está mais ligada a uma ação concreta. Ela é presente, é uma prática. Enquanto as duas primeiras dizem respeito ao futuro, esta diz respeito ao presente, à ação. Nesse sentido, podemos diferenciar os atos de caridade da caridade propriamente dita, ou seja, podemos perfeitamente auxiliar o próximo, sem que esse sentimento faça parte de nosso passivo espiritual.
7.3. FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E DA CARIDADE
A fé, mãe da esperança e da caridade, é filha do sentimento e da razão. Quer dizer, a fé, ao ser movida pelo livre-arbítrio, tem o suporte do sentimento e da razão, que lhe dão garantia de obter o esperado, desde que aja caritativamente. Nesse sentido, o Espírito Emmanuel diz-nos: "A fé é guardar no coração a certeza iluminada de Deus, com todos os valores da razão tocados pelo perfume do sentimento".
A esperança e a caridade, como vimos, são filhas da fé. Esta deve velar pelas filhas que tem. Para isso, convém construir a base do edifício em fundações sólidas. A nossa fé tem de ser mais forte do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, porque a fé que não afronta o ridículo dos homens não é a verdadeira fé. Além disso, para que a fé seja proveitosa, deve ser ativa, ou seja, não se deve entorpecer.
8. CONCLUSÃO
O relacionamento entre fé, esperança e caridade abre a nossa mente para as profundas reflexões sobre a vida religiosa. Essas três virtudes descortinam horizontes vastíssimos. É aconselhável, contudo, que sejamos humildes e simples de coração a fim de absorver todo o seu conteúdo doutrinal.
9. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
LAIN ENTRALGO, P. La Espera y la Esperanza: Historia y Teoría del Esperar Humano. 2. ed., Alianza Editorial Madrid, 1984.
XAVIER, F. C. Contos e Apólogos, pelo Espírito Irmão X. 3. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1974.
São Paulo, abril de 2000
Sobre a Fé, a Esperança e a Caridade
Sobre a Fé, a Esperança e a Caridade
A fé tem a característica de construir a esperança e fazer com que se tenha a certeza de que na vida, nada se acaba, tudo segue um ritmo de transformação.
Lavoisier, cientista francês do século XVIII, enunciou a conhecida Lei da Conservação da Matéria, que reflete esse princípio e mostra que no concerto universal, os fatos se harmonizam.
Todo espírita conhece e aceita esse princípio, pois a transformação é a principal conseqüência da reforma íntima preconizada por Kardec.
Fé e transformação estão presentes em toda a história da humanidade, vamos encontrar entre os primeiros cristãos, o dignificante exemplo do martírio conduzido pela fé e pela crença incondicional de que é preciso uma harmonia com a Lei de Causa e Efeito.
Em nossos dias, já não cabem mais os martírios circenses, porém, ainda é válido que, ao compreendermos nossas carências diante das faltas, usemos o combustível da fé para vencermos os obstáculos.
No passado, os homens sofriam perseguições vindas de agentes externos – estado, inquisição, despotismo, martírios – que, ou despertavam as responsabilidades ou estavam atendendo aos pedidos de reparos pela dor.
Hoje em dia, o processo é o mesmo quanto a sua natureza, mas diferente quanto à forma, as perseguições também são íntimas e o homem luta contra seus próprios monstros e não mais contra as feras do circo ou as fogueiras da intolerância.
Mas, em qualquer momento dentro do tempo, sempre foi a fé que permitiu ao homem conhecer o seu momento de transformação, aquele ponto quando a consciência derruba as barreiras e mostra a dimensão da verdade de cada um, é quando o coração abraça e conquista novos valores, é o PONTO DE MUTAÇÃO de cada ser humano, buscando a renovação e a luz. O ponto ou momento de mutação trabalha com o coração, com a percepção das imperfeições e sensíveis recados do coração.
Emoção, expectativa, esperança, fé... Retratos do coração...
Agostinho nos ensina que das muitas provas por que o Espírito tem que passar, as mais difíceis são as do coração. Onde quer que esteja o ponto de mutação de cada ser humano, ele representa a renovação e faz com que desapareçam os obstáculos do caminho e os fantasmas da noite.
Construindo os alicerces da fé, o homem, com seus recursos, também estará aprimorando o mundo que o cerca.
Por esse motivo, digo que a fé é o combustível que alimenta a esperança e a certeza, uma vez cultivadas, não mais acabam.
A esperança é uma potência interior que desenvolvemos, ela concilia os nossos sofrimentos com a realização das nossas expectativas.
A fé alimenta a esperança de tempos melhores, através da pratica da caridade, daí a importância da vivência espírita em nosso dia a dia, o espírita tem uma visão realista da vida futura e nesse caso, a esperança torna-se uma força inovadora... Seremos recompensados ou punidos, de acordo com o bem ou o mal que tenhamos feito, de acordo com o balizamento de nossa consciência.
Ao contrário, doutrinas como o niilismo, que nada consideram além da vida atual, destroem a esperança...Como se pode esperar algo de onde nada existe?
Mas a complexidade da natureza humana nos traz variações sobre o tema da fé.
A fé cega que nada examina e tudo aceita, choca-se com a evidência, com a razão e produz o fanatismo.
A fé raciocinada, que se apóia sobre os fatos e a lógica, é a que tem que ser mais forte do que os sofismas e a zombarias, ela é mãe da esperança e da caridade.
O entrelaçamento entre a fé, a esperança e a caridade, é bem demonstrado por Paulo em I Coríntios 13, 13 quando ele alerta sobre a excelência da caridade: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior delas é a caridade”.
Todas as ações positivas, por mais nobres que sejam, muito pouco valerão se não nascerem no coração, no amor, na doação.
Esses três valores, sendo despertados pela própria natureza divina do homem, permitem que o pensamento ultrapasse o espaço e o tempo, penetrando no infinito, onde se aprende a suportar as dores e os sacrifícios, as doenças e as dificuldades, sob a regência da paz.
Alguns podem dizer que isso é utopia, mas o Espiritismo nos ensina que é a superação, no rumo da eternidade.
Assaruhy Franco de Moraes
A fé tem a característica de construir a esperança e fazer com que se tenha a certeza de que na vida, nada se acaba, tudo segue um ritmo de transformação.
Lavoisier, cientista francês do século XVIII, enunciou a conhecida Lei da Conservação da Matéria, que reflete esse princípio e mostra que no concerto universal, os fatos se harmonizam.
Todo espírita conhece e aceita esse princípio, pois a transformação é a principal conseqüência da reforma íntima preconizada por Kardec.
Fé e transformação estão presentes em toda a história da humanidade, vamos encontrar entre os primeiros cristãos, o dignificante exemplo do martírio conduzido pela fé e pela crença incondicional de que é preciso uma harmonia com a Lei de Causa e Efeito.
Em nossos dias, já não cabem mais os martírios circenses, porém, ainda é válido que, ao compreendermos nossas carências diante das faltas, usemos o combustível da fé para vencermos os obstáculos.
No passado, os homens sofriam perseguições vindas de agentes externos – estado, inquisição, despotismo, martírios – que, ou despertavam as responsabilidades ou estavam atendendo aos pedidos de reparos pela dor.
Hoje em dia, o processo é o mesmo quanto a sua natureza, mas diferente quanto à forma, as perseguições também são íntimas e o homem luta contra seus próprios monstros e não mais contra as feras do circo ou as fogueiras da intolerância.
Mas, em qualquer momento dentro do tempo, sempre foi a fé que permitiu ao homem conhecer o seu momento de transformação, aquele ponto quando a consciência derruba as barreiras e mostra a dimensão da verdade de cada um, é quando o coração abraça e conquista novos valores, é o PONTO DE MUTAÇÃO de cada ser humano, buscando a renovação e a luz. O ponto ou momento de mutação trabalha com o coração, com a percepção das imperfeições e sensíveis recados do coração.
Emoção, expectativa, esperança, fé... Retratos do coração...
Agostinho nos ensina que das muitas provas por que o Espírito tem que passar, as mais difíceis são as do coração. Onde quer que esteja o ponto de mutação de cada ser humano, ele representa a renovação e faz com que desapareçam os obstáculos do caminho e os fantasmas da noite.
Construindo os alicerces da fé, o homem, com seus recursos, também estará aprimorando o mundo que o cerca.
Por esse motivo, digo que a fé é o combustível que alimenta a esperança e a certeza, uma vez cultivadas, não mais acabam.
A esperança é uma potência interior que desenvolvemos, ela concilia os nossos sofrimentos com a realização das nossas expectativas.
A fé alimenta a esperança de tempos melhores, através da pratica da caridade, daí a importância da vivência espírita em nosso dia a dia, o espírita tem uma visão realista da vida futura e nesse caso, a esperança torna-se uma força inovadora... Seremos recompensados ou punidos, de acordo com o bem ou o mal que tenhamos feito, de acordo com o balizamento de nossa consciência.
Ao contrário, doutrinas como o niilismo, que nada consideram além da vida atual, destroem a esperança...Como se pode esperar algo de onde nada existe?
Mas a complexidade da natureza humana nos traz variações sobre o tema da fé.
A fé cega que nada examina e tudo aceita, choca-se com a evidência, com a razão e produz o fanatismo.
A fé raciocinada, que se apóia sobre os fatos e a lógica, é a que tem que ser mais forte do que os sofismas e a zombarias, ela é mãe da esperança e da caridade.
O entrelaçamento entre a fé, a esperança e a caridade, é bem demonstrado por Paulo em I Coríntios 13, 13 quando ele alerta sobre a excelência da caridade: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior delas é a caridade”.
Todas as ações positivas, por mais nobres que sejam, muito pouco valerão se não nascerem no coração, no amor, na doação.
Esses três valores, sendo despertados pela própria natureza divina do homem, permitem que o pensamento ultrapasse o espaço e o tempo, penetrando no infinito, onde se aprende a suportar as dores e os sacrifícios, as doenças e as dificuldades, sob a regência da paz.
Alguns podem dizer que isso é utopia, mas o Espiritismo nos ensina que é a superação, no rumo da eternidade.
Assaruhy Franco de Moraes
Semelhanças Entre a Fé e a Caridade
Irmãs Gêmeas:
Semelhanças Entre a Fé e a Caridade
Palestra - Luiz Carlos Lemos
Meus irmãos,
Que a paz do Mestre Jesus esteja nos envolvendo a todos, neste momento, nesta oportunidade em que nos reunimos, mais uma vez, para estudar o Seu Evangelho, à luz da Doutrina dos Espíritos.
E que cada um de nós possa colocar-se em condições de ouvir, de entender e, sobretudo, de fazer, consigo mesmo, o firme propósito de tentar colocar em prática pelo menos parte dos ensinamentos que vamos estudar juntos.
Pela vida afora, angariamos muitos amigos, graças a Deus. Amigos de muitos lugares, de muitas etnias, de muitas crenças, que falam muitas línguas, que professam muitas e diferentes filosofias e religiões.
Amigos que são, Deus seja louvado, muito diferentes, uns dos outros.
Se eu digo “Deus seja louvado”, é porque é justamente nessas diferenças entres os nossos amigos, que encontramos um leque imenso de exemplos diferentes a seguir, de conceitos diferentes a considerar e a comparar, de coisas diferentes a aprender. Se todos os nossos amigos fossem iguais, bastaria que nós tivéssemos um só amigo, e nada mais teríamos a aprender. E isso, convenhamos, seria muito sem graça!...
No entanto, entre amigos tão diferentes, nós temos também a felicidade de possuir amigos que são muito, mas muito semelhantes entre si. São amigos nossos que são... irmãos gêmeos. E a convivência quase que diária com esses amigos gêmeos nos ensinou algo muito interessante: como é curioso, como é agradável, como é diferente estudar, observar e analisar os irmãos gêmeos! Por que?...
Justamente por causa das semelhanças! Porque na sua quase totalidade, a humanidade é composta de seres diferentes! Portanto, as diferenças entre as pessoas são... lugar comum. Diferente... todo mundo é! A semelhança, nesse caso, é que se torna a exceção.
Por exemplo: se passa por você, na rua, uma pessoa que não se parece em nada com Roberto Carlos, você nem nota essa diferença. Todo mundo é diferente de Roberto Carlos. Raríssimas pessoas têm o seu jeito de andar, o seu cabelo, a sua voz, o seu sorriso, o seu talento musical e poético...
No entanto, se passa por você, na rua, um sósia perfeito de Roberto Carlos, você pára na mesma hora para observar, para analisar, para detectar e comparar... as semelhanças! Se você for fã incondicional do trabalho do Roberto Carlos, você até se emociona! E, se você for um pouquinho mais atirado, você pede para tirar um foto, e pede até mesmo um autógrafo! E, se for atendido, vai ficar muito feliz!
Façam a experiência. Faça amizade com um par de gêmeos, e descubra o quanto você pode aprender com eles, através a análise de suas semelhanças.
Você aprenderá, por exemplo, que:
- Os irmãos gêmeos gostam de andar juntos.
- Os irmãos gêmeos têm, quase sempre, as mesmas preferências.
- Os irmãos gêmeos se preocupam um com o outro, e um quer sempre saber onde o outro está.
- Os irmãos gêmeos gostam de se vestir de maneira semelhante, para realçar ainda mais a sua condição de gêmeos.
- Os irmãos gêmeos têm um respeito muito grande um pelo outro.
- Os irmãos gêmeos se defendem mutuamente.
- Os irmãos gêmeos raramente competem entre si. Ao invés disso, eles se ajudam!
- Os irmãos gêmeos, com raríssimas exceções, nutrem um respeito muito grande pelos pais.
- Finalmente, com base na Codificação Kardequiana, os irmãos gêmeos ou são espíritos muito amigos, que escolheram livremente reencarnar nessa condição, ou são espíritos que já foram inimigos no passado, e que, agora, como gêmeos, estão lutando sinceramente pela reconciliação.
E como é bonito, como é saudável, como é gratificante termos amigos que se gostam, que se respeitam, que se preocupam uns com os outros, que se ajudam, e que buscam, através de uma convivência próxima e fraterna, a construção ou a reconstrução de uma amizade eterna!...
Pois bem, falando em Codificação Kardequiana, é bem lá, na Codificação, no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo décimo primeiro, “Amar ao Próximo Como a si Mesmo” que nós vamos encontrar o Espírito da Verdade nos dizendo:
A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada e verá praticadas, na sua superfície, a Fé e a Caridade, que são virtudes filhas do amor.
Fé e Caridade, filhas do Amor. Linda imagem, de um belo conteúdo poético, mas, sobretudo, de uma verdade incontestável: A Fé e a Caridade são irmãs, posto que devem a sua existência a um único pai, que se chama amor. E, como nos ensinou João, “Deus é Amor”. ( João, 4 vv 8 e 16 )
Portanto, Fé e Caridade são dois magníficos presentes que recebemos da Bondade Infinita de Deus, o Senhor da Vida.
Como nós não temos condições de precisar qual delas – a Fé ou a Caridade – nasceu primeiro, preferimos pensar que elas são irmãs gêmeas. Que nasceram no mesmo momento mágico e maravilhoso em que Deus houve por bem criar as Virtudes!
Como boas irmãs gêmeas, a Fé e a Caridade são muito, muito parecidas. Vamos, pois, estudar hoje as semelhanças que podemos encontrar entre elas.
Quase sempre, a primeira imagem que nos vem à mente, quando falamos de Fé, é aquela célebre afirmação de Jesus:
“Se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 20.)
A Sabedoria Popular, com o seu fantástico poder de síntese, reduziu essa afirmativa para “A fé remove montanhas”. Se a Fé remove montanhas, a Caridade, sua irmã gêmea, não ia ficar atrás. A Caridade também remove montanhas. Se não, vejamos:
Você conhece algo maior, mais pesado, mais doloroso, mais urgente, mais desconfortável que a fome?... Não essa fomezinha que a gente sente todo dia, logo antes do almoço ou do jantar. Não!... A fome de verdade, a fome de se sentir as energias abandonando o corpo físico, por falta de alimento e não se ter o alimento para repor essas energias. Essa fome que também se chama inanição. Essa fome quem prostra, paralisa e mata o indivíduo, seja ele racional ou não, tendo, inclusive, uma cruel preferência pelas crianças!
Se os sofrimentos podem ser considerados “pedras” em nosso caminho, a fome – pela sua extrema gravidade – pode ser considerada uma verdadeira montanha! Uma montanha que se abate sobre o indivíduo, como se fora uma avalanche, sufocando-o, esmagando-o e causando, muitas vezes, a sua morte!
Ah... mas se você pegar a Caridade que existe dentro de você – ela pode estar dormindo, mas ela está lá! – e transformá-la, materializá-la num belo prato de comida, num belo pedaço de pão, num belo de um copo d’água, então você terá removido – pelo menos momentaneamente – de sobre o seu irmão, a montanha da fome!
Você conhece algo mais triste, mais sufocante, mais terrível que a solidão? A solidão absoluta, sem tem com quem falar, a quem ouvir, como se comunicar? Para o ser humano, estar completamente sozinho, às vezes, é tão terrível quanto a fome.
Qual seria o motivo dessa nossa sensibilidade à solidão? É o instinto da sociabilidade, com o qual Deus nos presenteia, no momento da criação. Emmanuel nos fala, em Fonte Viva, que, se Deus quisesse que o homem vivesse sozinho, Ele teria destinado um planeta para cada um! Sendo Ele onipotente e sendo o universo infinito, poder e espaço é que não faltariam!...
Esse instinto de sociabilidade, como todos os outros, tem sua utilidade, seu objetivo. Ele nos é dado, primeiro, para que a espécie seja preservada, tenha continuidade, no aparecimento de novos indivíduos. Mas, num segundo momento, esse instinto faz, também, com que nós evoluamos intelectual, moral e espiritualmente, através do aprendizado que podemos fazer, uns com os outros.
Mesmo assim, há pessoas que, por uma infinidade de razões, vivem ou se vêem totalmente sozinhas. E como sofrem!... Há registros de casos em que pessoas, obrigadas a viverem muitos anos em completa solidão, simplesmente enlouqueceram. Do mesmo tamanho e do mesmo peso que a fome, a solidão também pode ser considerada uma montanha!
Ah!... Mas se você pegar a Caridade que está dentro de você – porque ela continua lá!... – e transforma-la em boa vontade, em iniciativa e ação... Se você sair do seu sofá, da frente da sua televisão, do seu computador, e for visitar alguém!... Se você dedicar algumas horas do seu tempo para levar conforto, atenção e diálogo, a alguém que esteja completamente só...
Se você for aos hospitais, aos asilos, aos orfanatos, aos presídios e – com a sua simples presença – levar um pouco de vida a quem está morrendo de solidão...
Então, a um custo relativamente baixo – bastou boa vontade e iniciativa – você terá removido de sobre os ombros do seu irmão mais uma enorme e pesadíssima montanha!
Você conhece algo mais constrangedor, mais humilhante, mais desumano que a nudez, por absoluta falta de recursos para adquirir qualquer espécie de roupa?... Você sabe o que é não ter – absolutamente nada para vestir? Outra montanha!...
Ah!... Mas com um par de roupas usadas e uma pequena porção de boa vontade, olha a sua caridade removendo-a dos ombros sofridos do seu irmão.
Foi pura e simplesmente para ressaltar esses aspectos da Caridade que Jesus afirmou:
“Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; eu estava com sede, e me deram água. Eu era estrangeiro, e me receberam na sua casa. Eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim. Eu estava na cadeia, e foram me visitar. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos e irmãs, foi a mim que fizeram." ( Mateus – 25: vv 35, 36 e 40).
Realmente, nesta linha de raciocínio, a Fé e a Caridade, ambas, removem montanhas!
Por outro lado, quando falamos em Fé, com base na Doutrina dos Espíritos, vamos encontrar o modelo de Fé que os Espíritos Superiores nos recomendam: A Fé Raciocinada.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo XIX – “A Fé Transporta Montanhas” – vamos encontrar o Espírito da Verdade afirmando:
“A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura então crê, porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”
Muito bem! Se a Fé precisa ser raciocinada... e a sua irmã gêmea, a Caridade, estaria isenta? Claro que não! A lógica nos leva a entender que a Caridade também pode – e deve! – ser raciocinada, pensada, refletida à luz da Razão.
Quem nos dá o parâmetro claro e incontestável para esse “Raciocínio da Caridade” é o Próprio Jesus, quando afirma, em Mateus 7 – vv 12.
“Façam aos outros somente o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas.”
Se um alcoólatra nos pede uma garrafa de bebida, não podemos atender, “em nome da caridade”. Se um toxicômano nos pede recursos para comprar as drogas em que ele se acha viciado, atendê-lo não será, absolutamente, caridade. Se um suicida nos pede uma arma para acabar com a própria existência, atendê-lo será... crime!...
Ao alcoólatra, ao toxicômano, ao suicida e a tantos outros irmãos nossos que, ainda desorientados, destroem-se a si próprios, das mais diversas formas, a Verdadeira Caridade seria a palavra, o conselho, o exemplo, o apoio moral, a oportunidade de se desvencilhar dos seus vícios e tendências auto-destrutivas.
Façamos Caridade sim, mas com critério, razão e lógica, proporcionando a quem nos solicita apenas aquilo que nós gostaríamos que nos fosse proporcionado!
Por fim, a Fé e a Caridade têm em comum, as mesmas características dos irmãos gêmeos que vimos no início da nossa reflexão:
A Fé e a Caridade gostam de andar juntas. Quem crê de verdade que Deus é Amor, jamais se omite de fazer o bem. Quem faz o bem sempre é movido por uma Força Maior, na Qual acredita, à Qual respeita e obedece. Onde encontramos a Fé, se olharmos com mais atenção, encontraremos também a Caridade. Onde encontramos a Caridade sendo praticada, não tenhamos dúvida: a Fé está presente!
A Caridade e a Fé têm, quase sempre, as mesmas preferências. Os humildes, os simples, os pobres de espírito, os não-orgulhosos crêem com muito mais facilidade. A Fé parece já ser uma característica inerente a eles. Pois são justamente eles os preferidos da Caridade, que os auxilia, que os socorre, que os ampara e reanima.
- A Fé e a Caridade preocupam-se uma com a outra. A Fé diz: “Sem a Caridade eu estou morta!” Já a Caridade diz; “Sem a Fé nada do que eu possa fazer terá sentido!”
- A Caridade e a Fé “vestem-se” de aparências muito semelhantes. Ambas são humildes, silenciosas, discretas, sem ostentação. Ambas são alegres, espontâneas e sinceras. Ambas têm, na simplicidade, o toque mágico que as faz serem tão bonitas.
- A Fé e a Caridade se respeitam. A Verdadeira Caridade considera como irmãos até mesmo aqueles que não têm fé! E a verdadeira Fé acredita na melhoria, na evolução daqueles que ainda não foram despertados para a Caridade!
- A Caridade e a Fé se defendem mutuamente! Com o auxílio da Fé, chegamos à prática da Caridade. Com o auxílio da Caridade – e de todas as suas benéficas conseqüências – fortalecemos, dia a dia, a nossa Fé!
- A Fé e a Caridade não competem entre si. Não há mérito algum na Fé destituída de Caridade nem na Caridade que não se baseia na Fé. Portanto, as duas jogam no mesmo time, e são absolutamente necessárias para que o homem cresça moral e espiritualmente.
- A Caridade e a Fé devotam um respeito absoluto ao Pai, ao Criador de Tudo, pois sabem que a Ele devem a sua existência. É a Deus que a Caridade nos conduz. É para Deus que a Fé nos transporta!
- E, finalmente, a Fé e a Caridade escolheram existir juntas, amparando-se e fortalecendo-se mutuamente, em favor da Humanidade. É missão das duas, livremente aceita, zelar pelos homens e conduzi-los, todos, no devido tempo, ao reencontro com o Pai.
Paulo, quando nos fala das Virtudes, cita a Fé e a Caridade, dizendo:
“Ainda que eu tenha a Fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se eu não tiver Caridade, eu nada sou.”
Fica patente aqui, reflitamos, a absoluta necessidade de cultivarmos simultaneamente essas duas virtudes: a Fé e a Caridade. As duas, juntas, funcionam. Isoladas, elas não conseguem tirar o homem da triste condição de um pássaro de uma só asa, que não conhece a maravilha de voar.
Portanto, meus irmãos, sejam a Fé e a Caridade essas nossas duas asas, neste nosso voar infinito, na direção d’Aquele que nos criou e nos mantém.
Sejam a Caridade e a Fé o nosso mapa, o nosso roteiro e os nossos guias, nesta peregrinação em que buscamos os Tesouros do Reino dos Céus.
Que Jesus nos abençoe!
Juiz de Fora – MG – 30 de março de 2.009
Fé e Caridade (Emmanuel)
Fé e Caridade (Emmanuel)
Fé sem caridade é a lâmpada sem o reservatório da força.
Caridade sem fé representa a usina sem a lâmpada.
Quem confia em Deus e não ajuda aos semelhantes recolhe-se na contemplação improdutiva à maneira de peça valiosa, mumificada em museu brilhante.
Quem pretende ajudar ao próximo, sem confiança em Deus, condena-se à secura, perdendo o contato com o suprimento da energia divina.
A fé constitui nosso patrimônio intimo de bênçãos.
A caridade é o canal que as espalha, enriquecendo-nos o caminho.
Uma confere-nos visão; a outra intensifica-nos o crescimento espiritual para a Eternidade.
Sem a primeira, caminharíamos nas sombras.
Sem a segunda, permaneceríamos relegados ao poço escuro do nosso egoísmo destruidor.
Jesus foi o protótipo da fé, quando afirmou: - "Eu e meu Pai somos Um". E o nosso Divino Mestre foi ainda o paradigma da caridade quando nos ensinou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".
Desse modo, se somos efetivamente os aprendizes do Evangelho Redivivo, unamos o ideal superior e a ação edificante, em nossos sentimentos e atos de cada dia, e busquemos fundir numa só luz renovadora a fé e a caridade, em nossos corações, desde hoje.
Emmanuel;
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
A fé e a caridade - ese e links
http://cebatuira.org.br/estudos_detalhes.asp?estudoid=466
https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-11-amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/instrucoes-dos-espiritos/iii-a-fe-e-a-caridade/
http://arquivoconfidencial.blogspot.com.br/2009/03/espiritismo-caridade-e-fe.html
http://www.institutoandreluiz.org/estudo_sobre_a_fe.html
http://pt.slideshare.net/leopereira2/estudos-do-evangelho-f-e-caridade
https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-11-amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/instrucoes-dos-espiritos/iii-a-fe-e-a-caridade/
http://arquivoconfidencial.blogspot.com.br/2009/03/espiritismo-caridade-e-fe.html
http://www.institutoandreluiz.org/estudo_sobre_a_fe.html
http://pt.slideshare.net/leopereira2/estudos-do-evangelho-f-e-caridade
A Fé e a Caridade
A Fé e a Caridade
"O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XI, item 13"
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Adriana Barreiros
Rio de Janeiro
09/10/2002
Dirigente do Estudo:
Marcio Alves
Oração Inicial:
<Moderador_> Senhor Jesus, estamos iniciando mais um estudo espírita, trazendo, para aqueles que nos acompanham, a Tua palavra de amor. Queremos Te pedir, Senhor, que nos permita ter a paz necessária para a realização do estudo de hoje. Pedimos que permitas aos bons espíritos que venham em nosso auxílio, inspirando nossa amiga Adriana e abrindo nossos corações às suas palavras. Pedimos, ainda, o auxílio dos espíritos superiores que orientam o trabalho na Internet. Que eles possam vir nos amparar e melhorar cada vez mais o nosso ambiente de estudo. Assim, Senhor, queremos que a Tua palavra entre em nossos corações e que lá faça morada e que possamos, nesta noite, aprimorar nossa jornada evolutiva com o que vamos receber. Com a Tua permissão, com a permissão de Deus nosso Pai e com a ajuda dos espíritos superiores, iniciamos o estudo de hoje.
Que assim seja!
Mensagem Introdutória:
NA EDIFICAÇÃO DA FÉ
Ninguém edificará o santuário da fé no coração, sem associar-se, com toda alma, ao trabalho, naquilo que o trabalho oferece de belo e de superior dentro da vida.
Para alcançar, porém, a divina construção, não nos bastam os primores intelectuais, a eloqüência preciosa, o êxtase contemplativo ou a desenvoltura dos cálculos no campo da inteligência.
Grandes gênios do raciocínio são, por vezes, demônios da tirania e da morte.
Admiráveis doutrinadores, em muitas ocasiões, são vitrinas de palavras brilhantes e vazias.
Muitos adoradores da divindade, freqüentemente, mergulham-se na preguiça a pretexto de cultuar a glória celeste.
Famosos matemáticos, não raro, são símbolos de sagacidade e exploração inferior.
Amemos o trabalho que a eterna sabedoria nos conferiu, onde nos situamos, afeiçoando-nos à sua execução sempre mais nobre, cada dia, e seremos premiados pela grande compreensão, matriz abençoada de toda a confiança, de toda a serenidade e de todo o engrandecimento do espírito.
Não te queixes se a fé ainda te não coroa a razão.
Consagra-te aos pequeninos sacrifícios, na esfera de tuas diárias obrigações, à frente dos outros, cede de ti mesmo, exercita a bondade, inflama o otimismo por onde passes, planta a gentileza ao redor de teus sonhos, movimenta-te no ideal de sublimação que elegeste para alvo de teu destino. Aprende a repetir para que te aperfeiçoes. Não vale fixar indefinidamente as estrelas, amaldiçoando as trevas que ainda nos cercam.
Acendamos a vela humilde de nossa boa vontade, no chão de nossa pobreza individual, para que as sombras terrestres diminuam e o esplendor solar sintonizar-se-á com a nossa flama singela.
A tomada insignificante é o refletor da usina, quando ligada aos seus poderosos padrões de força.
Confessemos Jesus em nossos atos de cada hora, renovando-nos com ele, avançando felizes em seu roteiro de renunciação, auxiliando a todos e servindo cada vez mais, em seu nome, e, de inesperado, reconheceremos nossa alma inundada por alegria indizível e por silenciosa luz.
É que o trabalho de comunhão com o Mestre terá realizado em nós a sua obra gloriosa e a fé perfeita e divina, por tesouro inalienável, brilhará conosco, definitivamente incorporada à nossa vida e ao nosso coração.
Emmanuel
Do Livro: A Verdade Responde
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: IDEAL
Exposição:
<Adrianabcm> Boa noite a todos!
O tema de hoje conecta sentimento e ação, um elemento que move o outro: a fé e a caridade.
Fé, diferente de crença, expressa o sentimento do homem em relação à razão da vida, às relações entre os homens e seu Criador. Ter fé é identificar dentro de nós algo maior que nós mesmos e nosso mundo, responsável por tudo que há ao nosso redor e por nós inclusive. É reconhecer-se criatura e confiar no Criador.
Sem ela, a vida perde seu sentido mais amplo, o altruísmo, a caridade, o desejo do progresso e do bem-estar alheios se esvaem, cedendo lugar às satisfações imediatistas, aos prazeres efêmeros, ao egoísmo e ao materialismo.
O espírito protetor que nos trouxe esta mensagem, item 13 do capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo, nos diz que sem a fé não seria possível haver a verdadeira caridade. Esta só pode ser exercida pela "abnegação, pelo sacrifício constante de todo o interesse egoísta,..."
As pessoas sem religião, sem este vínculo com o Criador, não compreendem que somos todos irmãos e necessitados uns dos outros para vencer as tribulações da vida.
Se não reconhece a Deus, não vê muito além de suas próprias necessidades, podendo até ter impulsos de generosidade, porém, não a ponto de ser abnegado ou resignado.
Se nos ocupamos somente de nossa felicidade, onde o espaço para a caridade? Atropelamos as necessidades alheias para satisfazer as nossas próprias, não fazemos concessões em prol do outro e, muitas vezes, pagamos o preço da desarmonia entre os que estão ao nosso redor.
A prática do bem, para a pessoa que tem fé, está acima da materialidade e suas ofertas tentadoras. Precisamos lutar contra o egoísmo, promovendo o bem ao próximo, abafando o orgulho, olhando para o outro e vendo nele um irmão e não alguém inferior.
Me recordo de uma canção dos anos idos de não sei quando, uma canção americana chamada "he ain't heavy, he's my brother". Esta música é belíssima em letra e melodia e fala de uma pessoa que carrega a outra, por uma longa estrada, com muitas curvas, com muitas dificuldades e ao ser questionado se o homem que ele carregava não era pesado, ele responde: ele não é pesado, ele é meu irmão!
Estes atos que praticamos para o bem do próximo, exigindo de nós o sacrifício e a entrega, são a demonstração da fé viva em nós.
Quando indagados a respeito das dificuldades do homem dominar suas más inclinações, os Espíritos superiores responderam a Allan Kardec, que sempre se pode conseguir a libertação quando a pessoa tem em si uma vontade firme e poderosa. Vontade é fé.
A fé pode e deve ser multiplicada, pois é uma alavanca que pode nos ajudar em muitas realizações. Muitos desses que buscam os centros espíritas para pedirem ajuda, estão doentes da fé.
A fé pode ser desenvolvida por vários fatores. E quem quiser ser forte em termos espirituais, com naturais conseqüências na vida material, deve procurar desenvolver essa potencialidade que dormita em nosso coração
Alguns procedimentos podem ser tomados para que a fé seja fortalecida. O primeiro deles, é ter paciência. Sim, pois a fé não se conquista do dia para a noite, ela vem como resultado de outras providências igualmente morosas para o Espírito. O estudo deve ajudar aquele que deseja desenvolver sua fé a compreender os mecanismos inteligentes da vida.
A experiência encarnatória segue orientada por um plano traçado por Deus em torno do próprio Espírito. Entender que a vida flui naturalmente e que não adianta violentá-la, desejando alguém ser uma coisa que não pode ser.
Agir com moderação, quando avançar, dando tempo para que as pedras do grande jogo a que se está incluído possam ser movidas convenientemente.
Outra providência indispensável é a oração. Com ela, protegemo-nos da influência dos maus Espíritos e abrimos nosso coração para a inspiração dos anjos e dos nossos guardiães invisíveis.
Sem orarmos diariamente, em particular, a vida toma um aspecto sombrio. Torna-se semelhante a um vidro embaçado pelo vapor, que nos tira a clara visão de tudo. Orando, desligamo-nos um pouco das coisas materiais e nos voltamos para nossa própria natureza: a espiritual.
A prece é uma experiência pessoal, que precisa se desenvolver na intimidade do ser.
A humildade é amiga da fé. O orgulhoso, o soberbo, aquele que pensa em si ou em sua glória não pode estar imbuído da verdadeira fé.
Sempre que nossas preocupações estiverem voltadas para nossa personalidade, estamos no caminho contrário ao de amar ao próximo como a nós mesmos, conforme assevera Jesus. Simplicidade no viver.
Paulo de Tarso, ao referir-se ao conjunto de valores do coração, denominando-o “caridade”, assim se expressa: “A caridade tudo sofre, tudo espera, tudo crê. Não folga com a injustiça, mas folga com a Verdade”. Como se vê, é um estado especial, particular daquele que crê em Deus, na Vida Eterna e na Promessa de Jesus.
A fé, quando desenvolvida, pode ser um grande instrumento da prática do Bem. Com ela, podemos estender as mãos abençoando os que sofrem, doentes, obsedados, perdidos.
Busquemos a fé verdadeira, e ela nos levará ao exercício inevitável da caridade.
Oração Final:
<Wania> Amigos, busquemos em nossos pensamentos a figura do Mestre Jesus. Rogamos a Ti, Senhor da Vida, que nos ampare a vontade de Te servir, de levar a Tua mensagem a tantas pessoas, que muitas vezes, não teremos a oportunidade de conhecer. Ampare nosso ambiente virtual, transformando-o em ponto de luz para todos que dele necessitarem. Permaneça conosco no decorrer da semana e que a Espiritualidade amiga possa nos sustentar e nos inspirar a cada dia. Que seja em Teu nome, em nome de Cairbar Schutel , mas sobretudo em nome de Deus, a finalização de mais uma reunião de estudos no Canal Espiritismo.
Que seja assim agora e sempre!
"O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XI, item 13"
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Adriana Barreiros
Rio de Janeiro
09/10/2002
Dirigente do Estudo:
Marcio Alves
Oração Inicial:
<Moderador_> Senhor Jesus, estamos iniciando mais um estudo espírita, trazendo, para aqueles que nos acompanham, a Tua palavra de amor. Queremos Te pedir, Senhor, que nos permita ter a paz necessária para a realização do estudo de hoje. Pedimos que permitas aos bons espíritos que venham em nosso auxílio, inspirando nossa amiga Adriana e abrindo nossos corações às suas palavras. Pedimos, ainda, o auxílio dos espíritos superiores que orientam o trabalho na Internet. Que eles possam vir nos amparar e melhorar cada vez mais o nosso ambiente de estudo. Assim, Senhor, queremos que a Tua palavra entre em nossos corações e que lá faça morada e que possamos, nesta noite, aprimorar nossa jornada evolutiva com o que vamos receber. Com a Tua permissão, com a permissão de Deus nosso Pai e com a ajuda dos espíritos superiores, iniciamos o estudo de hoje.
Que assim seja!
Mensagem Introdutória:
NA EDIFICAÇÃO DA FÉ
Ninguém edificará o santuário da fé no coração, sem associar-se, com toda alma, ao trabalho, naquilo que o trabalho oferece de belo e de superior dentro da vida.
Para alcançar, porém, a divina construção, não nos bastam os primores intelectuais, a eloqüência preciosa, o êxtase contemplativo ou a desenvoltura dos cálculos no campo da inteligência.
Grandes gênios do raciocínio são, por vezes, demônios da tirania e da morte.
Admiráveis doutrinadores, em muitas ocasiões, são vitrinas de palavras brilhantes e vazias.
Muitos adoradores da divindade, freqüentemente, mergulham-se na preguiça a pretexto de cultuar a glória celeste.
Famosos matemáticos, não raro, são símbolos de sagacidade e exploração inferior.
Amemos o trabalho que a eterna sabedoria nos conferiu, onde nos situamos, afeiçoando-nos à sua execução sempre mais nobre, cada dia, e seremos premiados pela grande compreensão, matriz abençoada de toda a confiança, de toda a serenidade e de todo o engrandecimento do espírito.
Não te queixes se a fé ainda te não coroa a razão.
Consagra-te aos pequeninos sacrifícios, na esfera de tuas diárias obrigações, à frente dos outros, cede de ti mesmo, exercita a bondade, inflama o otimismo por onde passes, planta a gentileza ao redor de teus sonhos, movimenta-te no ideal de sublimação que elegeste para alvo de teu destino. Aprende a repetir para que te aperfeiçoes. Não vale fixar indefinidamente as estrelas, amaldiçoando as trevas que ainda nos cercam.
Acendamos a vela humilde de nossa boa vontade, no chão de nossa pobreza individual, para que as sombras terrestres diminuam e o esplendor solar sintonizar-se-á com a nossa flama singela.
A tomada insignificante é o refletor da usina, quando ligada aos seus poderosos padrões de força.
Confessemos Jesus em nossos atos de cada hora, renovando-nos com ele, avançando felizes em seu roteiro de renunciação, auxiliando a todos e servindo cada vez mais, em seu nome, e, de inesperado, reconheceremos nossa alma inundada por alegria indizível e por silenciosa luz.
É que o trabalho de comunhão com o Mestre terá realizado em nós a sua obra gloriosa e a fé perfeita e divina, por tesouro inalienável, brilhará conosco, definitivamente incorporada à nossa vida e ao nosso coração.
Emmanuel
Do Livro: A Verdade Responde
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: IDEAL
Exposição:
<Adrianabcm> Boa noite a todos!
O tema de hoje conecta sentimento e ação, um elemento que move o outro: a fé e a caridade.
Fé, diferente de crença, expressa o sentimento do homem em relação à razão da vida, às relações entre os homens e seu Criador. Ter fé é identificar dentro de nós algo maior que nós mesmos e nosso mundo, responsável por tudo que há ao nosso redor e por nós inclusive. É reconhecer-se criatura e confiar no Criador.
Sem ela, a vida perde seu sentido mais amplo, o altruísmo, a caridade, o desejo do progresso e do bem-estar alheios se esvaem, cedendo lugar às satisfações imediatistas, aos prazeres efêmeros, ao egoísmo e ao materialismo.
O espírito protetor que nos trouxe esta mensagem, item 13 do capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo, nos diz que sem a fé não seria possível haver a verdadeira caridade. Esta só pode ser exercida pela "abnegação, pelo sacrifício constante de todo o interesse egoísta,..."
As pessoas sem religião, sem este vínculo com o Criador, não compreendem que somos todos irmãos e necessitados uns dos outros para vencer as tribulações da vida.
Se não reconhece a Deus, não vê muito além de suas próprias necessidades, podendo até ter impulsos de generosidade, porém, não a ponto de ser abnegado ou resignado.
Se nos ocupamos somente de nossa felicidade, onde o espaço para a caridade? Atropelamos as necessidades alheias para satisfazer as nossas próprias, não fazemos concessões em prol do outro e, muitas vezes, pagamos o preço da desarmonia entre os que estão ao nosso redor.
A prática do bem, para a pessoa que tem fé, está acima da materialidade e suas ofertas tentadoras. Precisamos lutar contra o egoísmo, promovendo o bem ao próximo, abafando o orgulho, olhando para o outro e vendo nele um irmão e não alguém inferior.
Me recordo de uma canção dos anos idos de não sei quando, uma canção americana chamada "he ain't heavy, he's my brother". Esta música é belíssima em letra e melodia e fala de uma pessoa que carrega a outra, por uma longa estrada, com muitas curvas, com muitas dificuldades e ao ser questionado se o homem que ele carregava não era pesado, ele responde: ele não é pesado, ele é meu irmão!
Estes atos que praticamos para o bem do próximo, exigindo de nós o sacrifício e a entrega, são a demonstração da fé viva em nós.
Quando indagados a respeito das dificuldades do homem dominar suas más inclinações, os Espíritos superiores responderam a Allan Kardec, que sempre se pode conseguir a libertação quando a pessoa tem em si uma vontade firme e poderosa. Vontade é fé.
A fé pode e deve ser multiplicada, pois é uma alavanca que pode nos ajudar em muitas realizações. Muitos desses que buscam os centros espíritas para pedirem ajuda, estão doentes da fé.
A fé pode ser desenvolvida por vários fatores. E quem quiser ser forte em termos espirituais, com naturais conseqüências na vida material, deve procurar desenvolver essa potencialidade que dormita em nosso coração
Alguns procedimentos podem ser tomados para que a fé seja fortalecida. O primeiro deles, é ter paciência. Sim, pois a fé não se conquista do dia para a noite, ela vem como resultado de outras providências igualmente morosas para o Espírito. O estudo deve ajudar aquele que deseja desenvolver sua fé a compreender os mecanismos inteligentes da vida.
A experiência encarnatória segue orientada por um plano traçado por Deus em torno do próprio Espírito. Entender que a vida flui naturalmente e que não adianta violentá-la, desejando alguém ser uma coisa que não pode ser.
Agir com moderação, quando avançar, dando tempo para que as pedras do grande jogo a que se está incluído possam ser movidas convenientemente.
Outra providência indispensável é a oração. Com ela, protegemo-nos da influência dos maus Espíritos e abrimos nosso coração para a inspiração dos anjos e dos nossos guardiães invisíveis.
Sem orarmos diariamente, em particular, a vida toma um aspecto sombrio. Torna-se semelhante a um vidro embaçado pelo vapor, que nos tira a clara visão de tudo. Orando, desligamo-nos um pouco das coisas materiais e nos voltamos para nossa própria natureza: a espiritual.
A prece é uma experiência pessoal, que precisa se desenvolver na intimidade do ser.
A humildade é amiga da fé. O orgulhoso, o soberbo, aquele que pensa em si ou em sua glória não pode estar imbuído da verdadeira fé.
Sempre que nossas preocupações estiverem voltadas para nossa personalidade, estamos no caminho contrário ao de amar ao próximo como a nós mesmos, conforme assevera Jesus. Simplicidade no viver.
Paulo de Tarso, ao referir-se ao conjunto de valores do coração, denominando-o “caridade”, assim se expressa: “A caridade tudo sofre, tudo espera, tudo crê. Não folga com a injustiça, mas folga com a Verdade”. Como se vê, é um estado especial, particular daquele que crê em Deus, na Vida Eterna e na Promessa de Jesus.
A fé, quando desenvolvida, pode ser um grande instrumento da prática do Bem. Com ela, podemos estender as mãos abençoando os que sofrem, doentes, obsedados, perdidos.
Busquemos a fé verdadeira, e ela nos levará ao exercício inevitável da caridade.
Oração Final:
<Wania> Amigos, busquemos em nossos pensamentos a figura do Mestre Jesus. Rogamos a Ti, Senhor da Vida, que nos ampare a vontade de Te servir, de levar a Tua mensagem a tantas pessoas, que muitas vezes, não teremos a oportunidade de conhecer. Ampare nosso ambiente virtual, transformando-o em ponto de luz para todos que dele necessitarem. Permaneça conosco no decorrer da semana e que a Espiritualidade amiga possa nos sustentar e nos inspirar a cada dia. Que seja em Teu nome, em nome de Cairbar Schutel , mas sobretudo em nome de Deus, a finalização de mais uma reunião de estudos no Canal Espiritismo.
Que seja assim agora e sempre!
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