Palavras dos sábios: especialistas definem sabedoria
Redação do Diário da Saúde
O que é sabedoria?
Compaixão. Autocompreensão. Moralidade. Estabilidade emocional.
Estas palavras parecem descrever pelo menos algumas das características universais atribuídas à sabedoria, cada uma delas amplamente reconhecida e valorizada.
Mas, a rigor, não existe uma definição persistente e coerente do que significa exatamente ser sábio.
Questão de hardware
A sabedoria é uma virtude muito desejada, mas essencialmente inexplicada, um tema atemporal que só agora começa a atrair o escrutínio rigoroso dos cientistas.
Em 2009, Dilip V. Jeste e Thomas W. Meeks, ambos professores do departamento de psiquiatria da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicaram um artigo propondo que a sagacidade - uma forma "mais acadêmica" de nomear a sabedoria - pode ter uma base neurobiológica.
Em outras palavras, eles propuseram que a sabedoria tem bases fisiológicas.
Sabedoria, inteligência e espiritualidade
Na edição de junho da revista The Gerontologist, Jeste e Meeks tentam ir um pouco além, tentando identificar os elementos centrais e unificadores que definem a sabedoria.
Juntamente com colegas de outras quatro universidades, Jeste e Meeks pediram a um grupo internacional de especialistas para caracterizar os traços da sabedoria, da inteligência e da espiritualidade - e medir como cada traço é semelhante ou diferente dos outros.
"Há várias definições de sabedoria, mas nenhuma definição que, sozinha, abarque todos os aspectos importantes da sabedoria," disse Jeste. "Inteligência e espiritualidade compartilham características com a sabedoria, mas não são a mesma coisa. Alguém pode ser inteligente, mas lhe faltar conhecimento prático. A espiritualidade é frequentemente associada com a idade, como a sabedoria, mas a maioria dos pesquisadores tende a definir a sabedoria em termos seculares, não espirituais."
Especialistas em sabedoria
A pesquisa consistiu em um levantamento em duas partes e um questionário composto de 53 afirmações relacionadas aos conceitos de sabedoria, inteligência e espiritualidade. Cinquenta e sete especialistas foram identificados e contactados por e-mail; 30 deles responderam e participaram da pesquisa.
A pesquisa foi realizada usando o método Delphi, desenvolvido pela RAND Corporation na década de 1950 e baseado no princípio de que as previsões de um grupo estruturado de especialistas são mais precisas do que as previsões de grupos ou indivíduos não-estruturados.
Estudando a sabedoria
A fase 1 do estudo revelou diferenças significativas entre os conceitos em 49 das 53 afirmações. A sabedoria foi diferenciada da inteligência em 46 dos 49 itens, e da espiritualidade em 31 itens.
Na Fase 2, a definição de sabedoria foi ainda mais refinada, centrando-se em 12 itens dos resultados da Fase 1.
A pesquisa pediu aos especialistas que classificassem a pertinência e importância de seis afirmações (como, por exemplo, "O conceito pode ser aplicado aos seres humanos."), com base em seu conhecimento de evidências empíricas, para os conceitos de inteligência, sabedoria e espiritualidade.
A escala de avaliação variava de 1 (definitivamente não) a 9 (definitivamente sim).
A seguir, os especialistas avaliaram a importância de 47 componentes - tais como o altruísmo, habilidades para a vida prática, o senso de humor, realismo, a disposição para perdoar os outros e a auto-estima - para os conceitos de sabedoria, inteligência e espiritualidade.
Definição de sabedoria
A maioria dos especialistas, afirmam Jeste e Meeks, concordou que a sabedoria pode ser caracterizada da seguinte forma:
É exclusivamente humana.
É uma forma avançada de desenvolvimento cognitivo e emocional alimentado pela experiência.
É uma qualidade pessoal e rara.
Ela pode ser aprendida, aumenta com a idade e pode ser medida.
Ela provavelmente não é reforçada pelo uso de medicação.
"Uma única pesquisa, evidentemente, não pode definir a sabedoria total e completamente," diz Jeste. "O valor aqui é que houve uma concordância considerável entre os especialistas de que a sabedoria é de fato uma entidade distinta, com uma série de qualidades características. Os dados da nossa pesquisa devem ajudar a projetar futuros estudos empíricos sobre a sabedoria."
Notícia publicada no Diário da Saúde, em 17 de maio de 2010.
Leila Henriques* comenta
Parar conceituar sabedoria, vamos recorrer ao dicionário para lhe dar uma definição geral.
Sabedoria: Grande soma de conhecimentos; erudição, saber, ciência. Qualidade de sábio. Grande circunspeção e prudência; juízo, bom senso, razão, retidão. Teologicamente falando, é o conhecimento inspirado das coisas divinas e humanas.
Quanto ao artigo, vamos ficar com a conclusão, que nos parece não ser definitiva, aguardando novas pesquisas.
Na conclusão, então vemos sabedoria como sendo:
• Exclusivamente humana.
• Uma forma avançada de desenvolvimento cognitivo e emocional alimentado pela experiência.
• Uma qualidade pessoal e rara.
• Ela pode ser aprendida, aumenta com a idade e pode ser medida.
• Ela provavelmente não é reforçada pelo uso de medicação.
À luz da Doutrina Espírita, poderíamos ver estas conclusões da seguinte forma:
- Exclusivamente humana?
Sim, pois para ser-se sábio é preciso ter-se os atributos descritos pelo dicionário, como erudição, saber, circunspeção, prudência, bom senso, razão, retidão e, finalmente, conhecimento das coisas divinas e humanas. Essas qualidades somente podem ser atribuídas ao princípio inteligente individualizado no Espírito.
- Uma forma avançada de desenvolvimento cognitivo e emocional alimentado pela experiência?
Certamente a Doutrina concorda com esta colocação, pois que atribui às experiências múltiplas, vivenciadas numa infinidade de reencarnações, a oportunidade de adquirir-se todas as qualidades atribuídas àquele Espírito ao qual poder-se-á classificar como sábio e que pertencerá à ordem dos Bons Espíritos ou a dos Espíritos Puros.
- Uma qualidade pessoal e rara.
No estágio de Espíritos afins com mundos de provas e expiações, certamente é a sabedoria uma qualidade rara e que se encontra descrita na quarta classe da segunda ordem da Escala Espírita, classe esta justamente denominada de “Espíritos Sábios”. Por isso, ainda é rara em nosso mundo.
- Ela pode ser aprendida, aumenta com a idade e pode ser medida.
Na Questão 909, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta aos instrutores espirituais se o homem, pelos seus esforços, sempre poderia vencer as suas más inclinações, e os Espíritos respondem que sim e que, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Então, com pequenos esforços, poderíamos ir aprendendo a ser sábios, adquirindo aos poucos as características da sabedoria e com estes mesmos esforços ir aumentando em quantidade e intensidade essas características. A idade entra nesse processo como auxílio do tempo no amadurecimento espiritual. A melhor medida para o quantum de sabedoria não é a que os homens de Ciência podem utilizar, mas é aquela dada pela própria consciência, pois é lá que se acha inserida as Leis Divinas, que são os parâmetros com os quais melhor se medirá a sabedoria.
- Ela provavelmente não é reforçada pelo uso de medicação.
Para a Doutrina Espírita, a sabedoria não é fisiológica, é aquisição espiritual e, como tal, o único remédio que a favorece é a vontade fortalecida.
* Leila Henriques é espírita e colabora na divulgação da Doutrina Espírita na Internet.
O mesmo tema, vários artigos, para ajudar a alguém que está preparando uma exposição ou estudando um assunto
Estudando o Espiritismo
Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Conquista da Sabedoria - Joanna
Conquista da Sabedoria
A sabedoria é bênção que não chega total e completa para ninguém.
No transcurso das diversas existências cada Espírito desenvolve a escala de valores morais que lhe cumpre atender, harmonizando o conhecimento com o sentimento, o intelecto com a emoção, a razão com a bondade.
Trata-se de um empreendimento de longo e demorado curso, que se origina interiormente e se expande preenchendo os espaços mentais e emocionais do ser.
Ninguém é o que aparenta.
A sabedoria encontra-se em germe em todos os indivíduos, aguardando os fatores que lhe propiciem a exteriorização das possibilidades latentes, que se transformarão em atitudes e comportamentos superiores.
Semelhante a uma semente, é invisível o seu fanal, que o tempo desvela e permite agigantar-se, alcançando a finalidade essencial.
Quem contemple uma semente, jamais poderá perceber o milagre que oculta.
Ninguém vê o vegetal em que se transformará, as flores que espocarão perfumadas, os frutos saborosos ou não que se apresentarão multiplicados, as futuras sementes...
Imprescindível esperar que os fatores mesológicos e a intimidade do solo façam brotar a plântula que oculta, a fim de tornar-se a realidade que se encontra adormecida.
Na juventude, quando irrompem as energias dominadoras, a arrogância predomina em a natureza humana, tornando o indivíduo, não raro, exigente, intolerante, agressivo. À medida que as experiências exornam o caráter com paciência, a sabedoria se apresenta nas suas primeiras manifestações, que podem ser identificadas como humildade, gentileza, compreensão, tolerância...
Essa operação ocorre no ser interior, que se torna compassivo e generoso, por compreender que as criaturas são diferentes e transitam em níveis de desenvolvimento intelecto-moral muito diversificados.
Muitas vezes, é dolorosa, porque exige humildade e coragem para reconhecer-se quando se está errado e se deve pedir desculpas.
Todos erram, aprendendo por meio das experiências perturbadoras como não reincidir no desequilíbrio.
A imaturidade psicológica, porém, tem dificuldade em reconhecer os próprios equívocos e teimosamente busca defendê-los mediante recursos pouco lisonjeiros.
Quando se vai despojando das injunções da ignorância e da presunção, descobre a felicidade de ser autêntico, de poder identificar os enganos e repará-los, não se afligindo com a aparência, que é sempre secundária no seu processo de crescimento interior.
A sabedoria aumenta na razão direta em que a consciência humanista se desenvolve e percebe a finalidade da sua existência no mundo.
*
O verdadeiro sábio ignora-se, enquanto o ignorante exorbita na exibição do pretenso conhecimento, que não passa de superficialidade.
Mediante a conquista da sabedoria, o indivíduo faz-se mais simples e acessível, gentil e compassivo.
Conhecendo os desafios que teve de enfrentar e os que ainda surgirão pelo seu caminho evolutivo, não exige transformações morais nos outros, nem se esquiva de crescer sempre.
A existência humana é rica de surpresas, de acontecimentos não previstos, que exigem sabedoria a fim de os enfrentar e administrar, quando negativos ou perturbadores.
Ninguém nasce sábio, mas apenas portador da sua semente.
Fixando experiências, umas depois de outras, reúne o cabedal de conhecimentos e de vivências que o tornam mais lúcido.
Valorizando o tempo e suas lições preciosas, o homem e a mulher que ambicionam o desenvolvimento da semente que conduzem no íntimo, utilizam-se bem de cada instante que lhes é concedido para aprender, para ensinar, para melhorar a própria condição, bem como a qualidade de vida a que se entregam.
Narra-se que, ao retornarem do santuário de Delfos, após consultarem o deus Apolo, a respeito de quem seria o homem mais sábio da Grécia, alguns filósofos atenienses buscaram Sócrates e perguntaram- lhe com certa ironia:
- Tu foste indicado por Apolo como o homem mais sábio da Grécia. Tens algo a dizer?
Ao que ele teria respondido:
- Talvez isso seja verdade, porque sou, possivelmente, em Atenas, o único homem que sabe que nada sabe.
Não havia qualquer presunção nem espírito de exibicionismo na resposta, senão um gesto de nobre humildade diante da grandeza da Vida e de todos os dons que a permeiam.
A sabedoria sorri, enquanto a vacuidade e o conhecimento estulto se exibem, porque superficiais, logo se esvanecendo diante das questões profundas da existência humana e da realidade do ser.
Felizmente, mesmo ignorando esse processo de crescimento, que é natural e automático, as criaturas humanas dão-se conta da necessidade de buscarem o aperfeiçoamento moral e espiritual, a fim de se tornarem plenas.
A plenitude é meta que se deve alcançar e que se encontra ínsita em todos os seres pensantes.
Quando se tem coragem de receber as injunções difíceis sem reclamações nem conflitos, abrindo- -se às experiências da evolução, estão em desenvolvimento os pródromos da sabedoria que terminará por predominar no comportamento mental, moral e emocional do ser.
A sabedoria busca sempre horizontes mais amplos até perder-se na infinitude, sem afastar-se da realidade em que se deve fixar.
*
O amor desempenha um papel fundamental para a conquista da sabedoria. Por meio dele os sentimentos se ampliam, abraçando os demais seres sencientes que encontra pela frente e não deixando pegadas de amargura ou de ressentimento pelos caminhos percorridos.
Logo depois, o conhecimento que decorre do estudo, da observação, dos diálogos, da reflexão e do aprofundamento no contexto das informações encarrega-se de ilustrar o indivíduo que, amoroso, empreende a marcha do saber para ser livre, encontrando a verdade.
Sabedoria é uma experiência feliz em favor do tornar-se, permitindo que o Deus interno domine todas as paisagens do ser externo.
Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Extraído da Revista Reformador de Agosto de 2004. (Página recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em 1/1/2003, em Salvador, Bahia, Brasil).
A sabedoria é bênção que não chega total e completa para ninguém.
No transcurso das diversas existências cada Espírito desenvolve a escala de valores morais que lhe cumpre atender, harmonizando o conhecimento com o sentimento, o intelecto com a emoção, a razão com a bondade.
Trata-se de um empreendimento de longo e demorado curso, que se origina interiormente e se expande preenchendo os espaços mentais e emocionais do ser.
Ninguém é o que aparenta.
A sabedoria encontra-se em germe em todos os indivíduos, aguardando os fatores que lhe propiciem a exteriorização das possibilidades latentes, que se transformarão em atitudes e comportamentos superiores.
Semelhante a uma semente, é invisível o seu fanal, que o tempo desvela e permite agigantar-se, alcançando a finalidade essencial.
Quem contemple uma semente, jamais poderá perceber o milagre que oculta.
Ninguém vê o vegetal em que se transformará, as flores que espocarão perfumadas, os frutos saborosos ou não que se apresentarão multiplicados, as futuras sementes...
Imprescindível esperar que os fatores mesológicos e a intimidade do solo façam brotar a plântula que oculta, a fim de tornar-se a realidade que se encontra adormecida.
Na juventude, quando irrompem as energias dominadoras, a arrogância predomina em a natureza humana, tornando o indivíduo, não raro, exigente, intolerante, agressivo. À medida que as experiências exornam o caráter com paciência, a sabedoria se apresenta nas suas primeiras manifestações, que podem ser identificadas como humildade, gentileza, compreensão, tolerância...
Essa operação ocorre no ser interior, que se torna compassivo e generoso, por compreender que as criaturas são diferentes e transitam em níveis de desenvolvimento intelecto-moral muito diversificados.
Muitas vezes, é dolorosa, porque exige humildade e coragem para reconhecer-se quando se está errado e se deve pedir desculpas.
Todos erram, aprendendo por meio das experiências perturbadoras como não reincidir no desequilíbrio.
A imaturidade psicológica, porém, tem dificuldade em reconhecer os próprios equívocos e teimosamente busca defendê-los mediante recursos pouco lisonjeiros.
Quando se vai despojando das injunções da ignorância e da presunção, descobre a felicidade de ser autêntico, de poder identificar os enganos e repará-los, não se afligindo com a aparência, que é sempre secundária no seu processo de crescimento interior.
A sabedoria aumenta na razão direta em que a consciência humanista se desenvolve e percebe a finalidade da sua existência no mundo.
*
O verdadeiro sábio ignora-se, enquanto o ignorante exorbita na exibição do pretenso conhecimento, que não passa de superficialidade.
Mediante a conquista da sabedoria, o indivíduo faz-se mais simples e acessível, gentil e compassivo.
Conhecendo os desafios que teve de enfrentar e os que ainda surgirão pelo seu caminho evolutivo, não exige transformações morais nos outros, nem se esquiva de crescer sempre.
A existência humana é rica de surpresas, de acontecimentos não previstos, que exigem sabedoria a fim de os enfrentar e administrar, quando negativos ou perturbadores.
Ninguém nasce sábio, mas apenas portador da sua semente.
Fixando experiências, umas depois de outras, reúne o cabedal de conhecimentos e de vivências que o tornam mais lúcido.
Valorizando o tempo e suas lições preciosas, o homem e a mulher que ambicionam o desenvolvimento da semente que conduzem no íntimo, utilizam-se bem de cada instante que lhes é concedido para aprender, para ensinar, para melhorar a própria condição, bem como a qualidade de vida a que se entregam.
Narra-se que, ao retornarem do santuário de Delfos, após consultarem o deus Apolo, a respeito de quem seria o homem mais sábio da Grécia, alguns filósofos atenienses buscaram Sócrates e perguntaram- lhe com certa ironia:
- Tu foste indicado por Apolo como o homem mais sábio da Grécia. Tens algo a dizer?
Ao que ele teria respondido:
- Talvez isso seja verdade, porque sou, possivelmente, em Atenas, o único homem que sabe que nada sabe.
Não havia qualquer presunção nem espírito de exibicionismo na resposta, senão um gesto de nobre humildade diante da grandeza da Vida e de todos os dons que a permeiam.
A sabedoria sorri, enquanto a vacuidade e o conhecimento estulto se exibem, porque superficiais, logo se esvanecendo diante das questões profundas da existência humana e da realidade do ser.
Felizmente, mesmo ignorando esse processo de crescimento, que é natural e automático, as criaturas humanas dão-se conta da necessidade de buscarem o aperfeiçoamento moral e espiritual, a fim de se tornarem plenas.
A plenitude é meta que se deve alcançar e que se encontra ínsita em todos os seres pensantes.
Quando se tem coragem de receber as injunções difíceis sem reclamações nem conflitos, abrindo- -se às experiências da evolução, estão em desenvolvimento os pródromos da sabedoria que terminará por predominar no comportamento mental, moral e emocional do ser.
A sabedoria busca sempre horizontes mais amplos até perder-se na infinitude, sem afastar-se da realidade em que se deve fixar.
*
O amor desempenha um papel fundamental para a conquista da sabedoria. Por meio dele os sentimentos se ampliam, abraçando os demais seres sencientes que encontra pela frente e não deixando pegadas de amargura ou de ressentimento pelos caminhos percorridos.
Logo depois, o conhecimento que decorre do estudo, da observação, dos diálogos, da reflexão e do aprofundamento no contexto das informações encarrega-se de ilustrar o indivíduo que, amoroso, empreende a marcha do saber para ser livre, encontrando a verdade.
Sabedoria é uma experiência feliz em favor do tornar-se, permitindo que o Deus interno domine todas as paisagens do ser externo.
Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Extraído da Revista Reformador de Agosto de 2004. (Página recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em 1/1/2003, em Salvador, Bahia, Brasil).
SABEDORIA E CONHECIMENTO Itair Ferreira
Saber não é ser. Quantas coisas sabemos e não colocamos em prática?
O conhecimento é o somatório das informações que recebemos. É a base daquilo que chamamos de cultura. Podemos adquirir conhecimento sem viver qualquer experiência fora dos livros e das teorias.
Ser, fazer e ter – essa a sequência real para as nossas conquistas. Primeiramente, construir o mundo interior, porque o exterior é o reflexo dele.
No mundo existem os valores ter, ser, aparentar ter e aparentar ser. William Shakespeare, em 1603, colocou na boca de seu personagem Hamlet: “To be or not to be that is the question” (ser ou não ser eis a questão); no entanto, continuamos com esse questionamento, desconhecendo que ser é mais importante.
Há uma história na literatura internacional de dois discípulos que procuraram um mestre para saber a diferença entre sabedoria e conhecimento.
O mestre disse-lhes:
– Quem ouve, esquece; quem vê, entende, e quem faz, aprende. Portanto, darei a vocês uma tarefa: amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé e apresentem-se a mim. Em seguida, subirão a montanha junto a essa aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.
No alvorecer do dia seguinte, os jovens começaram a subir o monte. Na metade da subida, um deles sentia muitas dores prejudicando a caminhada. Seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito, demonstrando em sua face o desconforto. O outro seguia o mesmo caminho em direção ao topo da montanha, com naturalidade.
Quando chegaram ao alto, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente. Então, o que muito sofreu durante a escalada perguntou ao colega:
– Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?
O companheiro respondeu, com voz serena:
– Meu caro amigo, ontem à noite me preparei para a caminhada. Cozinhei os vinte grãos de feijão e hoje de manhã, distribuí-os entre os dois pés. O mestre deu a tarefa de vinte grãos, dez em cada sapato, mas não disse em que condição deveriam estar os grãos.
Quantas vezes temos a solução fácil e a tornamos difícil, porque recusamos pensar. Pensando, tomamos a atitude correta, treinamos a mente e adquirimos sabedoria. Não basta só viver. É preciso atenção e esforço constante. Foi o que o divino Mestre Jesus ensinou em sua despedida, no horto de Getsêmani: Vigiai e orai! Nessa ordem, vigiar é cuidar dos nossos passos buscando sempre o melhor em nossa missão principal – evoluir. O que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito.
Aquele que adquiriu sabedoria em vez de apenas deter conhecimento direciona seus passos para os valores nobres da existência, como no dizer do grande sábio Albert Einstein: Procure ser uma pessoa de valor em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só consequência.
Na Bíblia Sagrada, no capítulo 3, do 1º Livro de Reis, há uma passagem sobre o rei Salomão e sua sabedoria ao julgar o caso de duas mulheres. Elas disputavam o filho recém-nascido. Viviam na mesma casa e tiveram um filho, cada uma, na mesma semana. Um deles, porém, morreu e agora cada uma queria que o filho vivo fosse o seu.
Salomão mandou que o oficial do seu palácio trouxesse uma espada e ordenou-lhe cortar a criança ao meio e dividi-la: metade para cada uma. Então a mulher, cujo filho era vivo, (porque o amor materno se aguçou por seu filho), falou ao rei: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu: seja dividido.
Então respondeu o rei: Dai à primeira o menino; não o mateis, porque esta é a sua mãe.
Em sua sabedoria, Salomão escreveu no versículo 12, do capítulo 10 de Provérbios: O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.
O rei Salomão, conforme o Espírito Áureo descreveu no livro Universo e Vida, editado pela FEB, foi Abraão, um dos sublimados Espíritos de um orbe da Capela, que renunciou à promoção para Sírius, um mundo mais aperfeiçoado, a fim de acompanhar os degredados de seu planeta, na Terra, que, nessa época, era mundo primitivo, conforme a classificação didática feita por Allan Kardec.
Após Salomão, esse Gênio Espiritual, reencarnou como Simão Bar Jonas, o amoroso apóstolo Pedro.
No repositório de sabedoria amealhada, o apóstolo Pedro declarou em sua 1ª epístola, capítulo 4, versículo 8, uma frase semelhante à afirmação anterior como rei Salomão: Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.
Muitos autores citam os discípulos de Jesus como analfabetos, por desconhecerem a lei da reencarnação, que proporciona a sabedoria, graças à repetição das experiências nobres nas multifárias existências do espírito rumo à suprema felicidade.
Os discípulos foram escolhidos por Jesus em vista da bagagem espiritual enriquecida nos caminhos do amor e da sabedoria.
Em sua maioria, aparentemente, eram pescadores humildes de informação e conhecimento. Gente do povo, am ha aretz, para a missão de implantar com Jesus, a segunda revelação da Lei de Deus, na Terra – a Lei de Amor. Entretanto, eram sábios em sua transcendental vivência.
Escreve Áureo, no livro supracitado, que Isaac, o filho legítimo de Abraão com Sara, reencarnou, na esteira do tempo, como profeta Daniel e, a seguir, como João Evangelista, o discípulo amado, assim denominado, porque muito amava.
Se Isaac, filho de Abraão, reencarnou como João, e Abraão reencarnou como Pedro, logo, Pedro havia sido pai de João em existência passada, e, ambos, eram médiuns de alta potencialidade.
Vemos, no evangelho, Jesus convidá-los nos momentos em que a mediunidade ostensiva precisava ser exemplificada. A passagem da transfiguração, por exemplo, está assim descrita, no capítulo 17, de Mateus: Toma Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João, e os leva, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
O verdadeiro sábio é humilde. Sem humildade não há sabedoria, tampouco bondade.
O sábio sem bondade é comparável à flor de estufa: tem beleza, mas não tem seiva nem perfume. Enquanto o bom sem sabedoria, é comparável ao fruto do campo, não tem beleza, mas sacia a fome.
Disse Jesus: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida a entrada nesse reino sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferível ao sábio que mais crê em si que em Deus (capítulo VII, item 2 de O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Muita paz!
O conhecimento é o somatório das informações que recebemos. É a base daquilo que chamamos de cultura. Podemos adquirir conhecimento sem viver qualquer experiência fora dos livros e das teorias.
Ser, fazer e ter – essa a sequência real para as nossas conquistas. Primeiramente, construir o mundo interior, porque o exterior é o reflexo dele.
No mundo existem os valores ter, ser, aparentar ter e aparentar ser. William Shakespeare, em 1603, colocou na boca de seu personagem Hamlet: “To be or not to be that is the question” (ser ou não ser eis a questão); no entanto, continuamos com esse questionamento, desconhecendo que ser é mais importante.
Há uma história na literatura internacional de dois discípulos que procuraram um mestre para saber a diferença entre sabedoria e conhecimento.
O mestre disse-lhes:
– Quem ouve, esquece; quem vê, entende, e quem faz, aprende. Portanto, darei a vocês uma tarefa: amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé e apresentem-se a mim. Em seguida, subirão a montanha junto a essa aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.
No alvorecer do dia seguinte, os jovens começaram a subir o monte. Na metade da subida, um deles sentia muitas dores prejudicando a caminhada. Seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito, demonstrando em sua face o desconforto. O outro seguia o mesmo caminho em direção ao topo da montanha, com naturalidade.
Quando chegaram ao alto, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente. Então, o que muito sofreu durante a escalada perguntou ao colega:
– Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?
O companheiro respondeu, com voz serena:
– Meu caro amigo, ontem à noite me preparei para a caminhada. Cozinhei os vinte grãos de feijão e hoje de manhã, distribuí-os entre os dois pés. O mestre deu a tarefa de vinte grãos, dez em cada sapato, mas não disse em que condição deveriam estar os grãos.
Quantas vezes temos a solução fácil e a tornamos difícil, porque recusamos pensar. Pensando, tomamos a atitude correta, treinamos a mente e adquirimos sabedoria. Não basta só viver. É preciso atenção e esforço constante. Foi o que o divino Mestre Jesus ensinou em sua despedida, no horto de Getsêmani: Vigiai e orai! Nessa ordem, vigiar é cuidar dos nossos passos buscando sempre o melhor em nossa missão principal – evoluir. O que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito.
Aquele que adquiriu sabedoria em vez de apenas deter conhecimento direciona seus passos para os valores nobres da existência, como no dizer do grande sábio Albert Einstein: Procure ser uma pessoa de valor em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só consequência.
Na Bíblia Sagrada, no capítulo 3, do 1º Livro de Reis, há uma passagem sobre o rei Salomão e sua sabedoria ao julgar o caso de duas mulheres. Elas disputavam o filho recém-nascido. Viviam na mesma casa e tiveram um filho, cada uma, na mesma semana. Um deles, porém, morreu e agora cada uma queria que o filho vivo fosse o seu.
Salomão mandou que o oficial do seu palácio trouxesse uma espada e ordenou-lhe cortar a criança ao meio e dividi-la: metade para cada uma. Então a mulher, cujo filho era vivo, (porque o amor materno se aguçou por seu filho), falou ao rei: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu: seja dividido.
Então respondeu o rei: Dai à primeira o menino; não o mateis, porque esta é a sua mãe.
Em sua sabedoria, Salomão escreveu no versículo 12, do capítulo 10 de Provérbios: O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.
O rei Salomão, conforme o Espírito Áureo descreveu no livro Universo e Vida, editado pela FEB, foi Abraão, um dos sublimados Espíritos de um orbe da Capela, que renunciou à promoção para Sírius, um mundo mais aperfeiçoado, a fim de acompanhar os degredados de seu planeta, na Terra, que, nessa época, era mundo primitivo, conforme a classificação didática feita por Allan Kardec.
Após Salomão, esse Gênio Espiritual, reencarnou como Simão Bar Jonas, o amoroso apóstolo Pedro.
No repositório de sabedoria amealhada, o apóstolo Pedro declarou em sua 1ª epístola, capítulo 4, versículo 8, uma frase semelhante à afirmação anterior como rei Salomão: Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.
Muitos autores citam os discípulos de Jesus como analfabetos, por desconhecerem a lei da reencarnação, que proporciona a sabedoria, graças à repetição das experiências nobres nas multifárias existências do espírito rumo à suprema felicidade.
Os discípulos foram escolhidos por Jesus em vista da bagagem espiritual enriquecida nos caminhos do amor e da sabedoria.
Em sua maioria, aparentemente, eram pescadores humildes de informação e conhecimento. Gente do povo, am ha aretz, para a missão de implantar com Jesus, a segunda revelação da Lei de Deus, na Terra – a Lei de Amor. Entretanto, eram sábios em sua transcendental vivência.
Escreve Áureo, no livro supracitado, que Isaac, o filho legítimo de Abraão com Sara, reencarnou, na esteira do tempo, como profeta Daniel e, a seguir, como João Evangelista, o discípulo amado, assim denominado, porque muito amava.
Se Isaac, filho de Abraão, reencarnou como João, e Abraão reencarnou como Pedro, logo, Pedro havia sido pai de João em existência passada, e, ambos, eram médiuns de alta potencialidade.
Vemos, no evangelho, Jesus convidá-los nos momentos em que a mediunidade ostensiva precisava ser exemplificada. A passagem da transfiguração, por exemplo, está assim descrita, no capítulo 17, de Mateus: Toma Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João, e os leva, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
O verdadeiro sábio é humilde. Sem humildade não há sabedoria, tampouco bondade.
O sábio sem bondade é comparável à flor de estufa: tem beleza, mas não tem seiva nem perfume. Enquanto o bom sem sabedoria, é comparável ao fruto do campo, não tem beleza, mas sacia a fome.
Disse Jesus: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida a entrada nesse reino sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferível ao sábio que mais crê em si que em Deus (capítulo VII, item 2 de O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Muita paz!
Como Adquirir a Verdadeira Sabedoria
Era uma vez um jovem que visitou um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.
O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.
Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?
Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.
Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.
Disse-lhe o ancião:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.
Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver.
Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.
O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.
Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?
Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.
Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.
Disse-lhe o ancião:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.
Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver.
Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.
Que amor é este?!

Esta é uma verdadeira história de sacrifício da mãe durante o terremoto no Japão. Depois que o terremoto acalmou, quando os BOMBEIROS chegaram as ruínas da casa de uma jovem mulher, viram seu corpo morto através das rachaduras. Mas a pose era de algum modo estranha... ela ajoelhou-se como uma pessoa que estava adorando: seu corpo estava debruçado para a frente, e suas duas mãos estavam apoiando algo. A casa caiu ... caiu em suas costas e cabeça. Com tantas dificuldades, o líder da equipe socorrista colocou a mão através de uma fenda na parede para alcançar o corpo da mulher. Ele estava esperando que a mulher pudesse estar viva. No entanto, o corpo frio e duro disse-lhe que ela tinha morrido... Ele e o resto da equipe deixou a casa e estavam indo para procurar o prédio ao lado que entrou em colapso. Por algumas razões, o líder da equipe foi impulsionado por uma força irresistível a voltar para a casa da mulher morta. Novamente, ele ajoelhou-se e através das rachaduras estreitas, pesquisou o pouco espaço de baixo do corpo morto. De repente, ele gritou com entusiasmo: "Uma criança! Há uma criança! "Toda a equipe trabalhou em conjunto; eles removeram cuidadosamente as pilhas de objetos entre as ruínas, em volta da mulher morta. Havia um menino de 3 meses de idade enrolado em um cobertor florido sob o corpo morto de sua mãe. Obviamente, a mulher tinha feito um último sacrifício para salvar seu filho. Quando sua casa estava caindo, ela usou seu corpo para fazer uma capa para proteger seu filho. O menino ainda estava dormindo pacificamente quando o líder da equipe o pegou. O médico chegou rapidamente para examinar o menino. Depois ele abriu o cobertor, e viu um telefone celular dentro do cobertor. Havia uma mensagem de texto na tela que dizia: "Se você puder sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Este celular foi passando em torno de uma mão para outra.Todos que leram a mensagem se emocionaram. "Se você sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Tal é o amor da mãe por seu filho!
Não esqueça de clicar no botão de compartilhamento ...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
SABEDORIA 2 - Hammed
O saber implica a facilidade de elaborar idéias simples para explicar coisas aparentemente complexas, utilizando-se os recursos fecundos inspirativos do universo interior.
Há séculos, os grandes pensadores e filósofos vêm-nos ensinando que o autoconhecimento é a base primordial para alcançarmos a verdadeira sabedoria. Mas, para saber realmente quem somos, precisamos mergulhar nas profundezas do ser e buscar a sabedoria existente em nosso mundo íntimo.
Se fomos criados por Deus e se Ele colocou em nós a sua marca - a ideia de Deus é inata no homem 1 -, ao nascermos, já trazemos como herança a marca divina. A onipresença do Criador abrange todo o Universo, manifestando-se em todas as suas criaturas e criações. Portanto, o passo fundamental para entrarmos em contato com o verdadeiro saber é tomarmos consciência de que Deus está em nós, somos deuses em potencial, conforme a expressão evangélica.
Ser sábio não se fundamenta apenas no grau de informação ou de conhecimento que temos sobre a vida terrena. Nem sempre indivíduos requintados e instruídos são portadores de senso intimo bem desenvolvido ou de alto nível de discernimento. Não devemos confundir cultura ou instrução com sabedoria.
Muitas pessoas cultas não são sábias, apesar de ostentarem um ar de superioridade intelectual. Não distinguir instrução de sabedoria é como não diferenciar diamantes de contas de vidro. A Espiritualidade Superior nos estimula a manter contato profundo e significativo com nossa força interna, a fim de que possamos nos familiarizar com a "voz da consciência".
O saber implica a facilidade de elaborar idéias simples par explicar coisas aparentemente complexas, utilizando-se os recursos fecundos e inspirativos do universo interior.
O conhecimento do sábio provém do mundo silencioso. É no silêncio que a introspecção enlaça o santuário da sabedoria. Quem mais conhece menos alarde faz; quem pouco conhece faz muito estardalhaço.
Precisamos adquirir o hábito de dedicar algum tempo ao silêncio da meditação, uma vez que o "olho interior" nos proporciona inúmeras formas de percepção (nós próprios, o mundo, a Natureza e Deus); enfim, ver o fundo e não apenas a superfície das coisas.
A sabedoria está igualmente ligada à forma como notamos a sutileza do mecanismo cíclico que move o Universo. Nele, tudo obedece a um ritmo natural; a raiz de nossa evolução corporal/espiritual está fincada nas íntimas relações com a Natureza. Se nos observarmos mais atentamente, veremos que somos parte dela. O fluxo da Vida faz com que tudo se realize num reciclar constante e periódico. Nos pequenos seres, ela repete, em menor escala, o magnífico e imensurável movimento cósmico.
Na Terra, como em toda a criação, tudo é submetido a movimentos alternados, desde as marés, as fases da lua, as interações entre os organismos dos ecossistemas, a diversidade dos fenômenos meteorológicos, os biorritmos humanos e outras tantas coisas.
Quando admitimos o conjunto das forças que movem e animam a evolução da vida, começamos a perceber o dinâmico e sábio processo da ritmicidade que existe dentro e fora de nós. O desenvolvimento evolutivo nos mostra que tudo se encadeia harmonicamente.
Na questão 540 de O Livro dos Espíritos, obra básica do Espiritismo, encontramos a seguinte exposição: "(...) E assim que tudo serve, tudo se coordena na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que, ele mesmo, começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia da qual vosso espírito limitado não pode ainda entender o conjunto." 2
A ação do homem desprovido de sabedoria tende normalmente a modificar, de acordo com seus caprichos ou pontos de vista pessoais, a Natureza que o cerca. Desse modo, as atitudes dele resultam num desgaste inútil de suas forças físicas e intelectuais e numa agitação desnecessária sem qualquer possibilidade de atingir a meta pretendida. Ao contrário do homem sábio, que não se opõe à ação da Natureza, mas entra em sintonia com ela, realizando e atuando em seu favor.
A criatura humana intelectualizada desenvolve-se no sentido horizontal, enquanto a verdadeiramente sábia transcende no sentido vertical.
O sábio é aquele que desenvolveu a capacidade sapiencial de comparar, avaliar e ponderar as ideias com a precisão dos cientistas, com a generosidade dos benfeitores, com a sensibilidade dos poetas, com o bom senso dos filósofos, com a naturalidade das crianças e com o desprendimento dos que amam sem condições.
1 - Questão 6 de "O Livro dos Espíritos'
2 Questão 540: Os Espíritos que exercem uma ação sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento de causa, em virtude do seu livre-arbítrio ou por um impulso instintivo ou irrefletido?
"Alguns sim, outros não. Eu faço uma comparação: imagina essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem surgir do mar as ilhas e os arquipélagos; crês que nisso não há um fim providencial e que uma certa transformação da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral? Esses não são mais que animais da última ordem que cumprem essas coisas para proverem suas necessidades e sem desconfiarem que são os instrumentos de Deus. Muito bem! Da mesma forma os Espíritos, os mais atrasados, são úteis ao conjunto. Enquanto ensaiam para a vida e antes de terem a plena consciência dos seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre certos fenômenos dos quais são agentes inconscientes; eles executam primeiro; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material. Mais tarde, ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral. É assim que tudo serve, tudo se coordena na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que, ele mesmo, começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia da qual vosso espírito
limitado não pode ainda entender o conjunto. "
Há séculos, os grandes pensadores e filósofos vêm-nos ensinando que o autoconhecimento é a base primordial para alcançarmos a verdadeira sabedoria. Mas, para saber realmente quem somos, precisamos mergulhar nas profundezas do ser e buscar a sabedoria existente em nosso mundo íntimo.
Se fomos criados por Deus e se Ele colocou em nós a sua marca - a ideia de Deus é inata no homem 1 -, ao nascermos, já trazemos como herança a marca divina. A onipresença do Criador abrange todo o Universo, manifestando-se em todas as suas criaturas e criações. Portanto, o passo fundamental para entrarmos em contato com o verdadeiro saber é tomarmos consciência de que Deus está em nós, somos deuses em potencial, conforme a expressão evangélica.
Ser sábio não se fundamenta apenas no grau de informação ou de conhecimento que temos sobre a vida terrena. Nem sempre indivíduos requintados e instruídos são portadores de senso intimo bem desenvolvido ou de alto nível de discernimento. Não devemos confundir cultura ou instrução com sabedoria.
Muitas pessoas cultas não são sábias, apesar de ostentarem um ar de superioridade intelectual. Não distinguir instrução de sabedoria é como não diferenciar diamantes de contas de vidro. A Espiritualidade Superior nos estimula a manter contato profundo e significativo com nossa força interna, a fim de que possamos nos familiarizar com a "voz da consciência".
O saber implica a facilidade de elaborar idéias simples par explicar coisas aparentemente complexas, utilizando-se os recursos fecundos e inspirativos do universo interior.
O conhecimento do sábio provém do mundo silencioso. É no silêncio que a introspecção enlaça o santuário da sabedoria. Quem mais conhece menos alarde faz; quem pouco conhece faz muito estardalhaço.
Precisamos adquirir o hábito de dedicar algum tempo ao silêncio da meditação, uma vez que o "olho interior" nos proporciona inúmeras formas de percepção (nós próprios, o mundo, a Natureza e Deus); enfim, ver o fundo e não apenas a superfície das coisas.
A sabedoria está igualmente ligada à forma como notamos a sutileza do mecanismo cíclico que move o Universo. Nele, tudo obedece a um ritmo natural; a raiz de nossa evolução corporal/espiritual está fincada nas íntimas relações com a Natureza. Se nos observarmos mais atentamente, veremos que somos parte dela. O fluxo da Vida faz com que tudo se realize num reciclar constante e periódico. Nos pequenos seres, ela repete, em menor escala, o magnífico e imensurável movimento cósmico.
Na Terra, como em toda a criação, tudo é submetido a movimentos alternados, desde as marés, as fases da lua, as interações entre os organismos dos ecossistemas, a diversidade dos fenômenos meteorológicos, os biorritmos humanos e outras tantas coisas.
Quando admitimos o conjunto das forças que movem e animam a evolução da vida, começamos a perceber o dinâmico e sábio processo da ritmicidade que existe dentro e fora de nós. O desenvolvimento evolutivo nos mostra que tudo se encadeia harmonicamente.
Na questão 540 de O Livro dos Espíritos, obra básica do Espiritismo, encontramos a seguinte exposição: "(...) E assim que tudo serve, tudo se coordena na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que, ele mesmo, começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia da qual vosso espírito limitado não pode ainda entender o conjunto." 2
A ação do homem desprovido de sabedoria tende normalmente a modificar, de acordo com seus caprichos ou pontos de vista pessoais, a Natureza que o cerca. Desse modo, as atitudes dele resultam num desgaste inútil de suas forças físicas e intelectuais e numa agitação desnecessária sem qualquer possibilidade de atingir a meta pretendida. Ao contrário do homem sábio, que não se opõe à ação da Natureza, mas entra em sintonia com ela, realizando e atuando em seu favor.
A criatura humana intelectualizada desenvolve-se no sentido horizontal, enquanto a verdadeiramente sábia transcende no sentido vertical.
O sábio é aquele que desenvolveu a capacidade sapiencial de comparar, avaliar e ponderar as ideias com a precisão dos cientistas, com a generosidade dos benfeitores, com a sensibilidade dos poetas, com o bom senso dos filósofos, com a naturalidade das crianças e com o desprendimento dos que amam sem condições.
1 - Questão 6 de "O Livro dos Espíritos'
2 Questão 540: Os Espíritos que exercem uma ação sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento de causa, em virtude do seu livre-arbítrio ou por um impulso instintivo ou irrefletido?
"Alguns sim, outros não. Eu faço uma comparação: imagina essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem surgir do mar as ilhas e os arquipélagos; crês que nisso não há um fim providencial e que uma certa transformação da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral? Esses não são mais que animais da última ordem que cumprem essas coisas para proverem suas necessidades e sem desconfiarem que são os instrumentos de Deus. Muito bem! Da mesma forma os Espíritos, os mais atrasados, são úteis ao conjunto. Enquanto ensaiam para a vida e antes de terem a plena consciência dos seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre certos fenômenos dos quais são agentes inconscientes; eles executam primeiro; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material. Mais tarde, ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral. É assim que tudo serve, tudo se coordena na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que, ele mesmo, começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia da qual vosso espírito
limitado não pode ainda entender o conjunto. "
SABEDORIA 1 - Hammed
Ter sabedoria consiste em possuir uma "leitura de mundo" voltada para o senso íntimo capacidade de receber informações sobre as mudanças no meio (externo ou interno) e de a elas interagir, exprimindo atos e atitudes únicos e originais. O sábio, por ter plena consciência da impossibilidade de possuir o conhecimento absoluto, reconhece com humildade as muitas coisas que ignora, não incorrendo na presunção de tudo saber ou conhecer. Aliás, o orgulho inibe a compreensão de tudo aquilo que se alcança com humildade.
A pessoa sábia não se opõe à ação da Natureza, mas entra em sintonia e atua juntamente com ela. "Todas as leis da Natureza são leis divinas, porque Deus é o Autor de todas as coisas." 1
Quando desprezamos nossa fonte de sabedoria interior (propriedade inata de todos nós), rejeitamos parte importante de nossa realidade interna, porquanto as leis de Deus estão escritas na consciência.2 A expressão consciência, aqui utilizada pelos Guias da Humanidade, tem a mesma significação de Espírito, pois, se as leis divinas estivessem simplesmente na área consciencial do ego - sensações, percepções, emoções e motivações -, não teríamos maiores dificuldades de compreendê-las ou aplicá-las. Ao ignorarmos o potencial em nossa intimidade, nosso campo de visão existencial fica obscuro e distorcido e não conseguimos nos firmar perante a existência.
O sábio tem plena certeza de que é soberano e escravo do próprio destino; senhor supremo de seus atos e prisioneiro de seus efeitos compulsórios.
Os grandes educadores da humanidade são considerados homens de sabedoria. São eles que caminham à frente no tempo e no espaço, revelando-nos capacidades e habilidades ocultas, que sempre existiram dentro de nós. À custa de muito trabalho e enormes sacrifícios, os "pioneiros sapienciais" utilizavam como eixo principal de suas lições a importância do reino interior, ensinando-nos com notável propriedade que "o mundo a ser desvendado está no âmago da criatura", que o "divino está no humano", uma vez que tudo que há em nós é sagrado. Por essa razão, hoje entendemos perfeitamente as palavras de Jesus Cristo: "O Reino de Deus está no meio de vós"3
.
A partir disso, compreendemos que o modo de ensinar de todos os grandes mestres baseava-se fundamentalmente na educação como método de percepção e, ao mesmo tempo, de desenvolvimento dos talentos inatos - a vocação peculiar e espontânea existente dentro do próprio homem. O verbo educar vem do latim educare e significa "ação de lançar para fora, colocar à mostra, tirar de dentro".
Educar não é obrigar ou constranger alguém a aprender por meio de força ou pressão moral, mas exprimir e liberar a potencialidade do ser. Também não é imprimir, porém fazer brotar ou emergir os dons subjacentes. Menos ainda seria formar, impondo uma fôrma; ao contrário, seria desentranhar do mais fundo da criatura o seu próprio modo de ser.
A conquista da sabedoria proporciona aos homens flexibilidade suficiente para que não mantenham a mente fechada a novas informações e não vivam dentro de regras e padrões sociais rígidos.
Os sábios entendem que o bom senso, unido a uma consciência reflexiva voltada para o "conhecimento original", deve anteceder a toda decisão, opção ou solução. Eles não deixam que instruções, classificações e análises acumuladas no decurso dos tempos sufoquem a "sabedoria primitiva" contida na própria alma. A propósito, as regras injustas da sociedade e as religiões fundamentalistas, presas a modelos rigorosos e a severos padrões de pensamento, funcionam como autênticos entraves à sabedoria interior.
Os sábios aprenderam que, muitas vezes, os "procedimentos e hábitos" de uma época repercutem de tal forma sobre as pessoas, que elas passam a vê-los, primeiramente, como "normas ou regras sociais"; depois, ao longo dos séculos, como "valores e condutas morais", chegando, por fim, ao ponto de considerá-los como "leis ou ordens divinas".O Criador não estabeleceu leis que, em outras épocas, Ele próprio teria proibido. Seria bom lembrarmos que as concepções e idéias sofrem interferência dos fatores tempo e espaço. As pessoas diferem em seus conceitos sobre os costumes - modo de pensar e agir característico de indivíduo, grupo social, povo, nação —, porque eles são
constantemente reavaliados e renovados através do tempo e das sociedades humanas.
"Deus não pode se enganar. Os homens é que são obrigados a mudar suas leis, porque são imperfeitas. As leis de Deus são perfeitas. A harmonia que rege o universo material e o universo moral está fundada sobre as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade"A As leis elitistas são transitórias porque foram criadas pelo prestígio de um grupo social ou pelo domínio de um povo ou nação em determinada época. Todavia, são constantes e imutáveis "as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade".
Ter sabedoria consiste em possuir uma "leitura de mundo voltada para o senso íntimo — capacidade de receber informações sobre as mudanças no meio (externo ou interno) e de a elas interagir, exprimindo atos e atitudes únicos e originais.
Cada indivíduo possui um canal sapiencial que pode entrar em sintonia com a fonte abundante da sabedoria universal. sábio tem a capacidade de se autogovernar, uma vez que, a penetrar na essência das coisas, analisa-as e sintetiza-as se prejulgamentos, utilizando somente a própria coerência e a autenticidade provenientes de seu reino interior.
1 Questão 617 de "O Livro dos Espíritos"
2 Questão 621 de "O Livro dos Espíritos"
3Lucas, 17:21
4Questão 616: Deus prescreveu aos homens, em uma época, o que lhes proibiu em outra?
"Deus não pode se enganar. Os homens é que são obrigados a mudar suas leis, porque são imperfeitas. As leis de Deus são perfeitas. A harmonia que rege o universo material e o universo moral está fundada sobre as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade. "
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
DE LA VERDADERA Y PERFECTA ALEGRÍA
1El mismo fray Leonardo refirió allí mismo que cierto día el bienaventurado Francisco, en Santa María, llamó a fray León y le dijo: «Hermano León, escribe». 2El cual respondió: «Heme aquí preparado». 3«Escribe –dijo– cuál es la verdadera alegría. 4Viene un mensajero y dice que todos los maestros de París han ingresado en la Orden. Escribe: No es la verdadera alegría. 5Y que también, todos los prelados ultramontanos, arzobispos y obispos; y que también, el rey de Francia y el rey de Inglaterra. Escribe: No es la verdadera alegría. 6También, que mis frailes se fueron a los infieles y los convirtieron a todos a la fe; también, que tengo tanta gracia de Dios que sano a los enfermos y hago muchos milagros: Te digo que en todas estas cosas no está la verdadera alegría. 7Pero ¿cuál es la verdadera alegría? 8Vuelvo de Perusa y en una noche profunda llegó acá, y es el tiempo de un invierno de lodos y tan frío, que se forman canelones del agua fría congelada en las extremidades de la túnica, y hieren continuamente las piernas, y mana sangre de tales heridas. 9Y todo envuelto en lodo y frío y hielo, llego a la puerta, y, después de haber golpeado y llamado por largo tiempo, viene el hermano y pregunta: ¿Quién es? Yo respondo: El hermano Francisco.10Y él dice: Vete; no es hora decente de andar de camino; no entrarás. 11E insistiendo yo de nuevo, me responde: Vete, tú eres un simple y un ignorante; ya no vienes con nosotros; nosotros somos tantos y tales, que no te necesitamos. 12Y yo de nuevo estoy de pie en la puerta y digo: Por amor de Dios recogedme esta noche. 13Y él responde: No lo haré. 14Vete al lugar de los Crucíferos y pide allí. 15Te digo que si hubiere tenido paciencia y no me hubiere alterado, que en esto está la verdadera alegría y la verdadera virtud y la salvación del alma.»
[VerAl]
El mismo fray Leonardo refirió allí mismo que cierto día el bienaventurado Francisco, en Santa María, llamó a fray León y le dijo:
– «Hermano León, escribe.»
El cual respondió:
– «Heme aquí preparado.»
– «Escribe –dijo– cuál es la verdadera alegría.
Viene un mensajero y dice que todos los maestros de París han ingresado en la Orden. Escribe: No es la verdadera alegría.
Y que también, todos los prelados ultramontanos, arzobispos y obispos; y que también, el rey de Francia y el rey de Inglaterra. Escribe: No es la verdadera alegría.
También, que mis frailes se fueron a los infieles y los convirtieron a todos a la fe; también, que tengo tanta gracia de Dios que sano a los enfermos y hago muchos milagros: Te digo que en todas estas cosas no está la verdadera alegría.
Pero ¿cuál es la verdadera alegría?
Vuelvo de Perusa y en una noche profunda llegó acá, y es el tiempo de un invierno de lodos y tan frío, que se forman canelones del agua fría congelada en las extremidades de la túnica, y hieren continuamente las piernas, y mana sangre de tales heridas.
Y todo envuelto en lodo y frío y hielo, llego a la puerta, y, después de haber golpeado y llamado por largo tiempo, viene el hermano y pregunta: ¿Quién es? Yo respondo: El hermano Francisco.
Y él dice: Vete; no es hora decente de andar de camino; no entrarás.
E insistiendo yo de nuevo, me responde: Vete, tú eres un simple y un ignorante; ya no vienes con nosotros; nosotros somos tantos y tales, que no te necesitamos.
Y yo de nuevo estoy de pie en la puerta y digo: Por amor de Dios recogedme esta noche.
Y él responde: No lo haré.
Vete al lugar de los Crucíferos y pide allí.
Te digo que si hubiere tenido paciencia y no me hubiere alterado, que en esto está la verdadera alegría y la verdadera virtud y la salvación del alma.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA E O CÂNTICO DE ZACARIAS
O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA E O CÂNTICO DE ZACARIAS
Outro aspecto que gostaríamos de salientar é o que se relaciona ao nascimento de João Batista. Como já dito anteriormente, por ocasião da concepção do Precursor, Zacarias ficara mudo. Todos os ligados àquele casal, com certeza tomaram conhecimento do fato, estranhando o acontecido. Sucedeu que, no oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. Isabel, respondendo, disse que o nome do menino seria João. Todos admiraram e questionaram o porquê dá-lo o nome de João, se não havia ninguém da família com este nome. Resolveram, então, perguntar, por acenos, a Zacarias, que, escrevendo em uma tabuinha confirmou o nome de João, cumprindo à profecia do Anjo. Após este acontecimento, a boca de Zacarias se abriu e ele, cheio do Espírito Santo, profetizou:
“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo; e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera, desde antigüidade, por boca dos seus santos e profetas, para nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança, e do juramento que fez ao nosso pai Abraão, de conceder-nos que, livres da mão de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias. Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados; graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.”
Aqui, faremos, novamente, uma breve pausa para alguns apontamentos. Zacarias não era profeta, embora tivesse conhecimento das profecias, portanto não podia ter tanta certeza de que aquele menino seria o Precursor, mesmo porque, se assim o fizesse, poderia colocar a perder a credibilidade a qual João deveria estar investido para a sua pregação e se percebermos a profundidade da fala de Zacarias, o alcance que elas deveriam atingir e a autoridade com elas foram proferidas, denotam, claramente, que elas não podiam ter saída da boca de um homem simples, embora sacerdote, mas que meses antes havia ficado em dúvida com o aviso do Anjo. Por isso, o Evangelista chama-nos a atenção ao dizer que Zacarias estava cheio do Espírito Santo, ou seja, possuído pelo Espírito Santo, quando fez a profecia que acabamos de ler. Este fato só ratifica o entendimento que temos sobre o Espírito Santo, que para nós, espírita, nada mais é do que a faculdade denominada de Mediunidade – L.E. faculdade mediúnica, que a todos é dada, por ocasião do nosso nascimento. Temos o canal de ligação entre os dois planos da vida, o Espiritual e o material, ou seja, a faculdade que possibilita o intercâmbio entre o encarnado e o desencarnado. O fato de Zacarias estar cheio do Espírito Santo, acreditamos que ele entrou em sintonia com os espíritos superiores, que normalmente estavam no local, por ocasião do advento, e foi por isso que Zacarias teve sua boca aberta e fez soar por ela informações a que ele não tinha conhecimento. Portanto, certamente Zacarias foi intuído pelos Espíritos Superiores, ali presentes, com a finalidade de informar que naquele momento várias profecias estariam sendo cumpridas, como a de Malaquias, registradas em Ml 3.1: “Vou mandar o meu Mensageiro para preparar o meu caminho. E, imediatamente, virá ao seu templo o Senhor o que vós buscais, o anjo da aliança que desejais.” E que todos deveriam ver em João aquele que viria abrir as veredas para a chegada do Messias, tão esperado pelos Judeus.
Outro aspecto que gostaríamos de salientar é o que se relaciona ao nascimento de João Batista. Como já dito anteriormente, por ocasião da concepção do Precursor, Zacarias ficara mudo. Todos os ligados àquele casal, com certeza tomaram conhecimento do fato, estranhando o acontecido. Sucedeu que, no oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. Isabel, respondendo, disse que o nome do menino seria João. Todos admiraram e questionaram o porquê dá-lo o nome de João, se não havia ninguém da família com este nome. Resolveram, então, perguntar, por acenos, a Zacarias, que, escrevendo em uma tabuinha confirmou o nome de João, cumprindo à profecia do Anjo. Após este acontecimento, a boca de Zacarias se abriu e ele, cheio do Espírito Santo, profetizou:
“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo; e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera, desde antigüidade, por boca dos seus santos e profetas, para nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança, e do juramento que fez ao nosso pai Abraão, de conceder-nos que, livres da mão de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias. Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados; graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.”
Aqui, faremos, novamente, uma breve pausa para alguns apontamentos. Zacarias não era profeta, embora tivesse conhecimento das profecias, portanto não podia ter tanta certeza de que aquele menino seria o Precursor, mesmo porque, se assim o fizesse, poderia colocar a perder a credibilidade a qual João deveria estar investido para a sua pregação e se percebermos a profundidade da fala de Zacarias, o alcance que elas deveriam atingir e a autoridade com elas foram proferidas, denotam, claramente, que elas não podiam ter saída da boca de um homem simples, embora sacerdote, mas que meses antes havia ficado em dúvida com o aviso do Anjo. Por isso, o Evangelista chama-nos a atenção ao dizer que Zacarias estava cheio do Espírito Santo, ou seja, possuído pelo Espírito Santo, quando fez a profecia que acabamos de ler. Este fato só ratifica o entendimento que temos sobre o Espírito Santo, que para nós, espírita, nada mais é do que a faculdade denominada de Mediunidade – L.E. faculdade mediúnica, que a todos é dada, por ocasião do nosso nascimento. Temos o canal de ligação entre os dois planos da vida, o Espiritual e o material, ou seja, a faculdade que possibilita o intercâmbio entre o encarnado e o desencarnado. O fato de Zacarias estar cheio do Espírito Santo, acreditamos que ele entrou em sintonia com os espíritos superiores, que normalmente estavam no local, por ocasião do advento, e foi por isso que Zacarias teve sua boca aberta e fez soar por ela informações a que ele não tinha conhecimento. Portanto, certamente Zacarias foi intuído pelos Espíritos Superiores, ali presentes, com a finalidade de informar que naquele momento várias profecias estariam sendo cumpridas, como a de Malaquias, registradas em Ml 3.1: “Vou mandar o meu Mensageiro para preparar o meu caminho. E, imediatamente, virá ao seu templo o Senhor o que vós buscais, o anjo da aliança que desejais.” E que todos deveriam ver em João aquele que viria abrir as veredas para a chegada do Messias, tão esperado pelos Judeus.
Assinar:
Postagens (Atom)