Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A paixão... ah... a paixão...

A paixão... ah... a paixão...
Breno Henrique de Sousa
(12 de junho de 2008)


- A paixão, meu amigo, é uma febre efêmera, resultado de uma reação bioquímica, que como qualquer outra reação é temporária. É uma emoção anfetamínica. Em linguagem mais psicológica, podemos dizer que é um fenômeno de projeção onde nos apaixonamos por nossa contraparte idealizada na outra pessoa. É tão só um deslumbramento passageiro. Eu já superei tais infantilidades psicológicas. Apaixonar-se na origem da palavra grega significa estar submetido a algo ou a alguém de maneira que não somos mais senhores de nós mesmos. Deus me livre de tão triste situação! Sou livre e por isso não preciso me apaixonar. Só o amor é verdadeiro, a paixão é uma ilusão que deve ser vencida. Os especialistas já dizem que a paixão é passageira e que não tarda mais que dois ou três anos para cessar por completo. Por que perder tempo com tal coisa?

Que saco! Sempre escuto algumas pessoas falarem assim. Na verdade eu nunca acreditei tanto nessas palavras. Parece que estou lendo um dicionário ou um manual de patologias psíquicas para falar de um fenômeno de natureza tão oposta. É como colocar um narrador de futebol para traduzir uma sinfonia de Mozart.

Sempre me intrigou o fato de que se o princípio que rege as paixões é falso, por que então ele existe na natureza? Por que permite Deus que nos apaixonemos? Allan Kardec não deixou isso passar despercebido e mais uma vez me surpreendeu. O Espiritismo, quando o conheci, que se me desvendava uma Doutrina tão racional, em minha expectativa teria uma opinião próxima a do primeiro parágrafo, mas vejamos o que Kardec pergunta e qual a resposta dos Espíritos em O Livro dos Espíritos:

907. Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na Natureza?
“Não; a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal.”

Que maravilha de resposta! O princípio que origina as paixões foi colocado em nós para o bem. Não é apenas uma trama cruel de nossos genes ou uma armadilha psicológica. É bem verdade que a paixão, assim como todos os sentimentos, tem uma fundamentação biológica. O corpo humano é um complexo concebido para manifestar as possibilidades do ser espiritual, assim como responde ao comando mecânico de nossa vontade, é preparado para responder emocionalmente de forma que os hormônios desencadeiam uma série de reações que conhecemos muito bem quando estamos com raiva, ou quando estamos apaixonados.

Também é verdade dizer que ao nos apaixonarmos projetamos nossas necessidades e expectativas no outro, de forma que o outro se torna a ilusão do que sonhávamos para atender nossas necessidades e caprichos. Mas a paixão só é destruidora para as almas inferiores porque as pessoas desequilibradas não conseguem ter domínio sobre a paixão e usufruir dela moderadamente. A paixão, assim como qualquer outra coisa, torna-se-lhes um fator de desequilíbrio.

908. Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?
“As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem.”

Diria que o desequilíbrio é uma criação do nosso ego e não está necessariamente no princípio que gera a paixão. A paixão é em princípio o deslumbramento, o interesse, o fascínio e a admiração. É uma sensação de sentir que algo ou alguém é especial e que há uma magia em torno deste algo ou alguém e esta magia nos mantém cativados e ligados a este ser ou objeto. Está relacionada com uma sensação de incompletude que impulsiona a humanidade ao progresso. Se o ser humano fosse completo e acabado ele não se apaixonaria por nada. É a incompletude que o faz buscar algo e/ou alguém que lhe dê alguma compensação emocional. É por isso que dizem os Espíritos que o princípio das paixões foi colocado no homem para o seu bem e a paixão o tem feito realizar grandes coisas em benefício do seu progresso:

As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos, poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga.

Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer.

O que combatem os Espíritos é a situação em que a paixão fortalece nossa natureza animal e nos distancia da natureza espiritual. Quando a paixão é direcionada para um ideal nobre, para uma grande realização, ela é sempre positiva. O problema é que ela tem sido usada apenas para a realização de nossos interesses mesquinhos e egoístas.

Mas estamos no dia dos namorados, o que você leitor quer saber é se essa paixão dos namorados é boa ou ruim, verdadeira ou falsa; se devemos ou não nos deixar levar por ela ou fazer como anuncia o primeiro parágrafo. Eu respondo. Ela é falsa, mas se deixe levar por ela mesmo assim. Aliás, de certa forma, tudo aqui é falso meu amigo! O que você acha que é real? Todo mundo sabe que a paixão passa um dia e que sobre a pessoa por quem nos apaixonamos e projetamos nossas ilusões é muito provável que o outro não corresponda plenamente a essas expectativas causando-nos desilusão.

As ilusões existem por uma razão. Elas não estão aí apenas para nos despistar. A ilusão é um esboço mal feito da realidade porque não conseguimos ainda enxergar a realidade. Ainda somos seres inferiores e incompletos, não podemos compreender plenamente a vida em sua essência espiritual mais pura. A matéria exerce um papel fundamental em nossa caminhada evolutiva, permitindo que gradualmente conheçamos as verdades espirituais. Se não fossem as ilusões, não descobriríamos a realidade. Como distinguir as coisas sem contrastes? O que é a ilusão se não o contraste que nos permite distinguir a realidade? Exemplificando, é como se eu lhe mostrasse a foto de uma amiga minha, você fará uma idéia de como ela é melhor do que outra pessoa a quem eu apenas a descrevi com palavras, mas só eu sei de fato como ela é porque eu a conheço pessoalmente. Se eu te peço para buscá-la no aeroporto, provavelmente você a encontraria mais rápido do que alguém que não viu a foto. Assim, apesar da imagem da foto não ser a realidade, ela foi útil e te ajudou a conhecer a realidade e encontrar minha amiga mais facilmente. Você pode até se decepcionar e achar que ela era mais bonita na foto, pode até nem querer encontrá-la com medo que isso aconteça e permanecer apaixonado pela foto, isso sim seria uma distorção e uma fuga da realidade. Há pessoas que preferem viver sempre apaixonadas e fogem de um relacionamento sempre que se deparam com a realidade, são ainda imaturas espiritualmente e não entenderam ainda a finalidade das ilusões.

Vivemos em um mundo de ilusões, temos uma imagem ilusória de quem somos e uma imagem ainda mais ilusória de quem é o outro, mas se não nos interessarmos por essas ilusões, como descobriremos um dia a verdade? Se a vida é uma ilusão, devo por isso perder meu interesse pela vida? A ilusão, meus amigos, é só uma das facetas da realidade porque no universo só existe a realidade, e se criamos ilusões, de alguma forma elas são reais e necessárias porque nós as criamos.

A paixão se metamorfoseará em amor quando existir uma relação equilibrada; a paixão sonha em transformar-se em amor porque é o amor que dá sentido à vida e é a razão e o alimento da própria vida. Assim não há problema se você se apaixona pela bela moça desconhecida. Não precisa se sentir inferior ou culpado por apaixonar-se por alguém que nem conhece direito. Se você conhecesse direito não se apaixonaria mesmo, porque quando conhecemos bem alguém já não há espaço para nos iludirmos. Mas lembre-se do que dizem os Espíritos, devemos manter controle sobre a paixão para que ela não nos domine e dê vazão às nossas psicoses, neste caso ela se tornará patológica. É o caso dos que se apaixonam todos os dias por uma pessoa diferente ou que perdem os limites da razão, da civilidade e até da legalidade para submeter o outro às suas fantasias.

A atração física é um processo natural e biológico. Não é pecado. Se você não sente nenhuma atração física pelo sexo oposto isto pode ser patológico, você pode estar sob algum recalque ou repressão psicológica causada por algum trauma ou desilusão passada, algum abuso ao qual foi submetido(a), ou talvez tenha algum problema hormonal que comprometeu suas funções biológicas, é bom procurar um especialista. A maioria das vezes que um homem se aproxima de uma mulher, e vice versa, isso ocorre por um interesse físico, mas nos dias atuais isso não garante que o outro fique ao seu lado. A maioria dos religiosos se sente culpada por sentirem atração física por outra pessoa e vivem lutando contra isso. O desejo reprimido se torna patológico e pode virar distúrbio no futuro. O ideal é encarar o processo com naturalidade. Se sentimos atração, ótimo!, isso quer dizer que estamos vivos e saudáveis. O que faremos com isso é uma questão de princípios. Para as pessoas mais vividas, basta uma primeira conversa para saber se a moça ou rapaz são apenas uma carinha bonita ou se tem algum tutano.

Outro fato interessante é que depois de viver muitas paixões e descobrir que beleza física, caráter e inteligência dificilmente andam as três juntas, as pessoas descobrem que mais vale abdicar de certos padrões rígidos de beleza e privilegiar o caráter e inteligência, isso, claro, se se tratar de uma pessoa de bom caráter e com um mínimo de inteligência. Até porque a beleza é corroída pelo tempo enquanto as outras características se fortalecem com ele. Você quer saber se está escolhendo a pessoa certa? Imagine-se velho ao lado desta pessoa, sem beleza e sem glamour e pergunte-se se você suportaria estar ao lado dela assim mesmo. Se a resposta for não, então pule fora! É interessante também que nos deixamos seduzir porque o outro alimenta nossas expectativas e ilusões. Sobre este aspecto, outra coisa que aprendemos com o tempo é a não nos iludirmos com palavras bonitas e juras de amor eterno e estar mais atento para as atitudes do ou da pretendente. Não é um bom sinal quando as atitudes contrariam o que dizem as palavras.

Eu queria propor uma reflexão aos defensores das máximas do primeiro parágrafo. Apenas quero refletir sobre o motivo real que os levaram a pensar assim. Muitos dos que dizem evitar ou fugir das paixões, no fundo fogem da vida e de vivenciar emoções sobre as quais não tem controle. São medrosos e tem baixa estima e baixa tolerância a frustração e aí ficam com esse discurso intelectualóide, fingindo ser inabaláveis e estarem acima da carne seca.

Acham que por evitarem as paixões evitarão também frustrações e sofrimentos. Vivem uma vida insípida e sem graça. Eles não desistiram apenas de se apaixonar por alguém, mas desistiram de se apaixonar pela vida. Depois de quebrar a cara algumas vezes, as pessoas geralmente endurecem seus corações e dizem que não vão mais se apaixonar, mas basta assistir uma comediazinha romântica para ficar dando suspiros e escondendo as lágrimas. Todos sonhamos com um final feliz! Destes bem caretas e previsíveis.

Afinal, existe coisa menos original que a paixão? Sim, é sempre a mesma história que se repete, não é nada original, ela parece brega e superada, ela inspira canções e histórias que parecem todas iguais e que no final acabam com um casal apaixonado que viveu feliz para sempre, e apesar de brega e pouco original, nada consegue se manter na moda por tanto tempo. A indústria cinematográfica e a mídia exploram essa nossa necessidade para vender seus produtos. Lembre, a paixão existe por nossa incompletude, por nosso anseio de progresso que nos leva a buscar uma simetria que ainda não existe no campo do nosso sentimento. O sonho de nos completarmos projeta-se no mundo e nas pessoas fazendo-nos apaixonarmos. Desistir de se apaixonar é desistir de progredir é desistir de sonhar.

Outro fator fundamental para a nossa saúde psíquica é que precisamos viver emoções. Como diz Roberto Carlos: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. desculpem-me se estou ficando meio brega, mas se estou falando de paixão, tenho licença para sê-lo. Viver é aprender com as emoções. Afinal, o que todos queremos é ser felizes e felicidade é um sentimento. Como você vai aprender a “se sentir feliz” se você se priva de sentir qualquer coisa? As pessoas frustradas ficam congeladas emocionalmente, tornam-se loucas ou psicopatas. Quando nos permitimos viver uma paixão, estamos nos permitindo sonhar e o sonho não te dá garantias de que se realizará; o sonho só te dá esperanças. Temos medo de ter esperanças e nos decepcionarmos e assim preferimos ser pessimistas e dizer: “Eu não preciso de sonhos e ilusões”.

Admiro, sobretudo, as pessoas mais experientes, que apesar de terem passado por muitas desilusões amorosas são capazes de se apaixonar novamente. Não inexperientemente como na adolescência, mas sem perder a magia e a esperança. Eu mesmo sou um grande apaixonado. Enquanto escrevo estas palavras toca aqui o CD do espanhol Luis Miguel, romantíssimo! E é claro que também tenho uma musa inspiradora para escrever assim sobre a paixão. Como eu poderia escrever assim se não fosse um apaixonado? Sou do tipo que ainda manda flores e que já varou noites escutando músicas românticas, mas que no outro dia está de pé com os pés no chão sem perder o senso prático da vida. Mas, antes de tudo, sou um apaixonado pela vida e me divirto com cada desilusão como se assistisse uma virgem que despe cada um dos seus véus em uma dança sensual. As ilusões são véus que tornam a verdade mais sensual e misteriosa.

Frases sobre Ilusão

http://pensador.uol.com.br/ilusoes/5/

Eliminando Ilusões

Fundamento doutrinário:

Novo Testamento,
- Evangelho de João, capítulo 18, versículo 36;
- Evangelho de Lucas, capítulo 10, versículos 41 e 42.


Reflexão:

Para caminhar em segurança pela trilha do Bem, temos de nos despojar de cada traço de ilusão que construímos para nós. Para fazer isso, devemos refletir profundamente a respeito do porquê de estarmos na Terra.

Estamos aqui em busca de riqueza? De fama? De beleza? Estamos aqui para sermos felizes?

“A felicidade não é deste mundo”. Esta é a verdade que nos liberta.

Estamos aqui para viver as conseqüências boas ou ruins de nossos atos anteriores, praticados nesta vida ou em outra. É essa a razão pela qual ninguém nesta Terra irá experimentar uma vida completamente livre de problemas. A felicidade não é a meta que devemos perseguir; quem quer que passe a vida toda buscando a felicidade se frustrará, pois neste mundo ela vem e vai, é absolutamente instável.

Uma vez aceitando e compreendendo esta verdade, torna-se mais fácil lidar com aquilo que desejamos e sabemos que não podemos ter (a menos que esteja nos planos de Deus para nós).  Às vezes queremos algo com tanta intensidade que parece que, se não o obtivermos, não conseguiremos mais viver – e então escancaramos as portas das nossas mentes para o desequilíbrio. Algumas pessoas criam até uma vida imaginária em que tudo é possível, e perdem um tempo precioso alimentando essa ilusão, um tempo que poderia ser gasto realizando conquistas verdadeiras na seara do Bem.

Perceber a razão de estarmos aqui ajuda a eliminar a ansiedade e angústia que essas ilusões trazem.

Portanto, na próxima vez em que nos sentirmos ansiosos devido a um intenso desejo por algo que não possuímos, seja fortuna, aclamação pública, beleza, ou qualquer outra coisa, lembremo-nos de que nossa missão na Terra é aproveitar a oportunidade, graciosamente dada por Deus, de aprender e nos redimirmos de erros anteriores, tentando sempre agir conforme os preceitos do Cristo. Temos infinitos motivos para sermos gratos à misericórdia Divina. Não desperdicemos essa maravilhosa oportunidade desejando coisas que não importam para o nosso crescimento espiritual.

E esse pensamento trará paz aos nossos corações.




Vamos orar juntos?


Senhor Deus, que sois Todo bondade e Todo misericórdia, em nome de Jesus pedimos o Vosso auxílio, por intermédio dos Bons Espíritos, para que nos livremos das ilusões deste mundo e possamos buscar o que realmente importa para a verdadeira vida. Ajudai-nos, Senhor, na tarefa do auto-aprimoramento, pois sem a Vossa misericórdia nada somos e nada podemos.

Que assim seja.


Sugestões para a semana que se inicia:

- analisemos as preocupações que temos tido ultimamente: alguma delas se refere a coisas fúteis, como aparência?

- peçamos o auxílio de Deus para identificar e eliminar as ilusões que alimentamos, a fim de que não desperdicemos a existência presente com frivolidades. Peçamos também o auxílio divino para identificar tudo aquilo por que vale a pena trabalhar.

Como surgiu a ilusão?

Como surgiu a ilusão?

Vivekananda: “Mas como se explica que o que é infinito, sempre perfeito, sempre abençoado, Existência-Conhecimento-Bem-aventurança Absoluta, viesse a ficar sob tais ilusões? É a mesma pergunta que tem sido feita em todo o recanto do mundo".

Na forma vulgar a questão é assim proposta: "Como veio ter ao mundo o pecado?"


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Em outras palavras, como surgiu o “mal” no mundo?? Como o que é perfeito pode ter criado o imperfeito?? Como o que é real produziu a ilusão??

No dualismo encontramos várias respostas, uma delas é a visão ubaldiana de “queda e salvação”, como explicita Gilson Freire nesse artigo:

 http://www.freire.med.br/default.asp?id=18&ACT=5&content=52&mnu=18


Na visão espírita, o livre-arbítrio do Espírito teria criado o “mal” no mundo. Será??

E temos os mitos, como os de Adão e Eva, o de Prometeus e a caixa de Pandora etc.


Swami (mestre) Vivekananda aborda a questão da seguinte maneira:

“ Pode qualquer realidade produzir ilusão? Certamente não. Vemos que uma ilusão produz outra, e assim por diante. É sempre a ilusão que produz ilusão. É a doença que produz doença e não a saúde que produz doença. A onda é a mesma coisa que a água; o efeito é a causa sob outra forma. O efeito é ilusão, portanto, a causa deve ser ilusão. Que produziu essa ilusão? Outra ilusão. E assim vai, sem princípio. A única pergunta que vos resta fazer, é: "Não rompe nosso monismo o fato de termos duas existências no universo - uma o Eu, e a outra a ilusão?" A resposta é: "A ilusão não- pode ser chamada uma existência. Milhares de sonhos entram em vossa vida, mas não formam qualquer parte de vossa vida. Os sonhos vêm e vão: não têm existência. Chamar existência à ilusão seria sofisma. Há, portanto, apenas uma Existência indivisível no universo, sempre livre e sempre abençoada, e é isso que sois". É essa a última conclusão a que chegaram os advaitistas.

“ Acabamos de ver que o Eu não pode ver a si próprio. Nosso conhecimento está dentro de uma teia de maya, de irrealidade, e além disso fica a libertação. Dentro da teia há escravidão e tudo está sob a lei. Para além não há lei. No que se refere ao universo, a existência é governada pela lei, e para além dele fica a liberdade. Enquanto estiverdes na teia do tempo, do espaço, da causalidade, dizer que sois livres é tolice, porque essa teia está sob lei rigorosa. Todos os pensamentos que tendes são causados, todos os sentimentos são causados, e dizer que a vontade é livre não passa de mera tolice. Só quando a Existência infinita vem, por assim dizer, para essa teia de maya, é que ela toma a forma de vontade. Vontade é uma porção daquele Ser, apanhada nas teias da maya; portanto, a vontade é um nome falso, uma denominação imprópria. Nada significa - simples tolice. Assim é todo esse falatório com respeito a liberdade. Não há liberdade em maya. Não há liberdade enquanto não fordes além de maya. Essa é a verdadeira liberdade da alma.”


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/como-surgiu-a-ilusao/?PHPSESSID=2d94077496b575962589d14d91e90dae#ixzz2mPcndxu1

O EU E A ILUSÃO - Joanna

Livro: Amor Imbatível Amor: Capítulo 13 - O EU E A ILUSÃO

A trajetória de predominância do ego no ser é lar­ga. A descoberta do eu profundo, do ser real, da indivi­duação é, por conseqüência, mais difícil, mais sacrificial, exigindo todo o empenho e dedicação para ser lo­grada.
Vivendo em um mundo físico, no qual a ilusão da forma confunde a realidade, o que parece tem predo­mínio sobre o que é, o visível e o temporal dominam os sentidos, em detrimento do não visível e do atemporal, jungindo o ser à projeção, com prejuízo para o que é real, e é compreensível que haja engano na eleição do total em detrimento do incompleto.
Esse conflito — parecer e ser — responde pelos equívocos existenciais, que dão preferência ao que fere os sentidos, substituindo as emoções da alma, além das estruturas orgânicas. Estabelece-se, então, a prevalência da ilusão derivada do sensorial que a tudo comanda, no campo das formas, desempenhan­do finalidade dominante em quase todos os aspe­ctos da vida.
Submerso no oceano da matéria o ser profundo — o eu — encontrando-se em período de imaturidade psico­lógica, deixa-se conduzir pelo exterior, supondo-se di­ante da realidade, sem dar-se conta da mobilidade e estrutura de todas as coisas, na sua constituição mole­cular.
O campo das formas responde pela ilusão dos sen­tidos, que se prolongam pelos delicados equipamentos emocionais, dando curso a aspirações, desejos e com­portamentos.
A ilusão, no entanto, é efêmera, quanto tudo que se expressa de maneira temporal. A própria fugacida­de do tempo, como medida representativa e dimensio­nal da experiência física, traí o ser psicológico, cujo es­paço ilimitado necessita de outro parâmetro ou coor­denada que, ao lado de outra coordenada espacial, faculta a identificação univocamente de um fato ou ocor­rência.
O ser psicológico movimenta-se em liberdade, po­dendo viver o passado no presente, o presente no mo­mento e o futuro, conforme a projeção dos anseios, igualmente na atualidade. As dimensões temporais ce­dem-lhe lugar às fixações emocionais, responsáveis pela conduta do eu profundo.
Face a essa distonia entre o tempo físico e o emoci­onal, cria-se a ilusão que se incorpora como necessida­de de vivência imediata, primordial para a vida, sem o que o significado existencial deixa de ter importância.
A escala de valores do indivíduo está submetida à relatividade do conceito que mantém em torno do que anela e crê ser-lhe indispensável. Enquanto não apro­funda o sentido da realidade, a fim de identificar-lhe os conteúdos, todos os espaços mentais e emocionais permanecem propícios aos anseios da ilusão.
E ilusória a existência física, apertada na breve di­mensão temporal do berço ao túmulo, de um início e um fim, de uma aglutinação e uma destruição de molé­culas, retornando ao caos de onde se teria originado, fazendo que o sentido para o eu profundo seja destitu­ído de uma qualificação de permanência. Como efeito mais imediato, a ilusão do gozo se apropria do espaço-tempo de que dispõe, estabelecendo premissas falsas e gozos igualmente enganosos.
A dilatação do processo existencial, começando antes do berço e prosseguindo além do túmulo, oferece objetivos ampliados, que se eternizam, proporcionan­do contentos satisfatórios que se transformam em rea­lizações espirituais de valorização da vida em todos os seus atributos.
O ser humano não mais se apresenta como sendo uma constituição de partículas que formam um corpo, no qual, equipamentos eletrônicos de alta procedência reúnem-se casualmente para formar a estrutura huma­na, o seu pensamento, suas emoções, tendências, aspi­rações e acontecimentos morais, sociais, econômicos, orgânicos...
Essa visão do ser profundo desarticula as engre­nagens falsas da fatalidade, do destino infeliz, das tra­gédias do cotidiano, dos acontecimentos fortuitos que respondem pela sorte e pela desgraça, dos absurdos e funestos sucessos existenciais.
Abre perspectivas para a auto-elaboração de valo­res significativos para a felicidade, oferecendo estímu­los para mudar o destino a cada momento, a alterar as situações desastrosas por intermédio de disciplinas psí­quicas, portanto, igualmente comportamentais, supe­rando as ilusões fastidiosas e rumando na direção da realidade permanente à qual se encontra submetido.
Certamente, os prazeres e divertimentos, os jogos afetivos — quando não danosos para os outros, geran­do-lhes lesões na alma — as buscas de metas próximas que dão sabor à existência terrena, devem fazer parte do cardápio das procuras humanas, nesse inter-relaci­onamento pessoal e comportamental que enriquece psicologicamente o ser profundo.
O fato de ëxpressar-se como condição de indes­trutibilidade, não o impede de vivenciar as alegrias tran­sitórias das sensações e das emoções de cada momen­to. Afinal, o tempo é feito de momentos, convencional­mente denominados passado, presente e futuro.
Qualquer castração no que diz respeito à busca de satisfações orgânicas e emocionais produz distúrbio nos conteúdos da vida. No entanto, o apego exagerado, a ininterrupta volúpia por novos gozos, a incompletude produzem, por sua vez, outra ordem de transtornos que atormentam o ser, impedindo-o de crescer e desenvol­ver as metas para as quais se encontra corporificado na Terra.
Diversos estudiosos da psique humana atribuem ao conceito de imortalidade do ser uma proposta ilu­sória, necessária para o seu comportamento, a partir do momento em que se liberta do pai biológico, trans­ferindo os seus conflitos e temores para Deus, o Pai Eter­no. Herança do primarismo tribal, esse temor se torna­ria prevalecente na conduta imatura, que teria necessi­dade desse suporte para afirmação e desenvolvimento da personalidade, como para a própria segurança psi­cológica. Como conseqüência, atribuem tudo ao caos do princípio, antes do tempo e do espaço einsteiniano.
Se considerarmos esse caos, como sendo de natu­reza organizadora, programadora, pensante, anuímos completamente com a tese da origem das formas no Universo. Se, no entanto, lhe atribuirmos condição for­tuita e impensada dos acontecimentos, somos levados ao absurdo da aceitação de um nada gerar tudo, de uma desordem estabelecer equilíbrio, de um desastre de coi­sa nenhuma — por inexistir qualquer coisa — dar origem à grandeza das galáxias e à harmonia das micropartí­culas, para não devanearmos poeticamente pela beleza e delicadeza de uma pétala de rosa perfumada ou a le­veza de uma borboleta flutuando nos rios da brisa sua­ve, ou das estruturas do músculo cardíaco, dos neurô­nios cerebrais...
A Vida tem sua causalidade em si mesma, pensan­te e atuante, que convida a reflexões demoradas e qualitativas, propondo raciocínios cuidadosos, a fim de não se perder em complexidades desnecessárias. Por efei­to, todos os seres sencientes, particularmente o huma­no, procedemde uma Fonte Geradora, realizando gran­diosa viagem de retorno à sua Causa.
Os conflitos são heranças de experiências fracassa­das, mal vividas, deixadas pelo caminho, por falta de conhecimento e de emoção, que se vão adquirindo eta­pa-a-etapa no processo dos renascimentos do Espírito — seu psiquismo eterno.
A ilusão resulta, igualmente, da falta de percepção e densidade de entendimento, que se vai esmaecendo e cedendo lugar à realidade, à medida que são conquis­tados novos patamares representativos das necessida­des do progresso. São essas necessidades — primárias, dispensáveis, essenciais — que estabelecem o conside­rando do psiquismo para a busca do que lhe parece fundamental e propiciador para a felicidade.
O eu permanece, enquanto a ilusão transita e se transforma. Quanto hoje se apresenta essencial, algum tempo depois perde totalmente o valor, cedendo lugar a novas conquistas, que são, por sua vez, técnicas de aprendizagem, de crescimento, desde que não deixem na retaguarda marcas de sofrimento, nem campos de­vastados pelas pragas das paixões primitivas.
Momento chega a todos os seres em desenvolvi­mento psicológico, no qual, se recorre à busca espiritu­al, à realização metafísica, superando-se a ilusão da car­ne, do tempo físico, assim equilibrando-se interiormente para inundar-se de imortalidade consciente.

Joana de Ângelis - Psicografado por Divaldo franco

Os reflexos e as ilusões em nossas vidas!

Os reflexos e as ilusões em nossas vidas!

O blog "Espiritismo na Rede" veiculou uma estorinha muito interessante, mostrando-nos o resultado da ilusão do reflexo.  É um exemplo de como devemos ter os nossos comportamentos.  Diz a estória:    " Conta-se que um pai deu a sua filha um colar de diamantes de alto preço. Misteriosamente, alguns dias depois o colar desapareceu. Falou-se que poderia ter sido furtado. Outros afirmaram que talvez um pássaro tivesse sido atraído pelo seu brilho e o levado embora. Fosse como fosse, o pai desejava ter o colar de volta e ofereceu uma grande recompensa a quem o devolvesse: 50 mil reais.
A notícia se espalhou e, naturalmente, todos passaram a desejar encontrar o tal colar. Um rapaz que passava por um lago, próximo a uma área industrial, viu um brilho no lago. Colocou a mão para proteger os olhos do sol e certificou-se: era o colar. O lago, entretanto, era muito sujo, poluído, e cheirava mal. O rapaz pensou na recompensa. Vencendo o nojo, colocou a mão no lago, tentando apanhar a jóia. Pareceu pegá-la, mas sentiu escapulir das suas mãos. Tentou outra vez. Outra mais. Sem sucesso.

Resolveu entrar no lago. Emporcalhou toda sua calça e mergulhou o braço inteiro no lago. Ainda sem sucesso. O colar estava ali. Mas ele não conseguia agarrá-lo. Toda vez que mergulhava o braço, ele parecia sumir. Saiu do lago e estava desistindo, quando o brilho do colar o atraiu outra vez. Decidiu mergulhar de corpo inteiro. Ficou imundo, cheirando mal. E ainda nada conseguiu.

Deprimido por não conseguir apanhar o colar e conseqüentemente, a recompensa polpuda, estava se retirando, quando um velho passou por ali. "O que está fazendo, meu rapaz?"  O moço desconfiou dele e não quis dizer qual o seu objetivo. Afinal, aquele homem poderia conseguir apanhar o colar e ficar com o dinheiro da recompensa. O velho tornou a perguntar, e prometeu não contar a ninguém. Considerando que não conseguia mesmo apanhar o colar, cansado, irritado pelo fracasso, o rapaz falou do seu objetivo frustrado.
A felicidade material se assemelha ao reflexo do colar no lago imundo. Na conquista de posses efêmeras, quase sempre mergulhamos no lodo das paixões inconseqüentes.  A verdadeira felicidade, no entanto, não está nas posses materiais, nem no gozo dos prazeres. Ela reside na intimidade do ser. Nada ruim em se desejar e batalhar por uma casa melhor, um bom carro, roupas adequadas às estações, uma refeição deliciosa. Nada ruim em desejar termos coisas. A forma como as conquistamos é que fará a grande diferença.

Um largo sorriso desenhou-se no rosto do interlocutor. "Seria interessante -  falou em seguida -  que você olhasse para cima, em vez de somente para dentro do lago". Surpreso, o moço fez o recomendado. E lá, entre os galhos da árvore, estava o colar brilhando ao Sol. O que o rapaz via no lago era o reflexo dele.



Se para as conseguir, necessitamos entrar no lodaçal da corrupção, da mentira, da indignidade, somente sairemos enlameados, e infelizes.  Esse tipo de felicidade é como o reflexo do colar na água: pura ilusão. Somente existe verdadeira felicidade nas conquistas que a honra dignifica, que a consciência não nos acusa. Pensemos nisso. E, antes de sairmos à cata desesperada de valores materiais expressivos, analisemos o que necessitamos dar em troca. Porque nada vale que mereça sacrificar a honra, a dignidade pessoal, a auto-estima, a vida espiritual.

Despertar da Ilusão - Sobre André Luiz - Slides

http://www.slideshare.net/guaruca/andr-luiz-despertar-da-iluso

Vítimas das Ilusões

Você se considera uma pessoa livre das armadilhas da ilusão?

Se a sua resposta foi sim, considere o seguinte:

Quando alguém julga infalível a sua razão, está bem perto do erro, pois geralmente nosso juízo é apressado, parcial e muito limitado.

Quando observamos a situação atual da nossa sociedade, podemos perceber que a grande maioria das pessoas está sob a influência de algum tipo de ilusão.

A ilusão da eterna beleza física, por exemplo, é quase generalizada.

Que digam os fabricantes de produtos criados com essa finalidade e os profissionais da área...

Chegou a tal ponto a preocupação com a beleza física, que jovens de 20 e poucos anos estão desesperados por causa das rugas que poderão aparecer no futuro...

A busca por produtos que evitem que as marcas de expressão se transformem em vincos na face, é assustadora.

Mas o tempo se encarregará pelo desgaste natural que surge com o passar dos anos, triunfando sobre a ilusão da eterna juventude do corpo.

Sem dúvida, é louvável a possibilidade que os avanços científicos propiciam para que as pessoas se sintam bem.

A medicina estética surge justamente para trazer bem-estar e aumentar a auto-estima, corrigindo este ou aquele problema físico.

Todavia, acreditar que os recursos da tecnologia vão nos tornar jovens no corpo físico para sempre, é triste ilusão.

Outra maneira de nos iludir é imaginar que um governo possa resolver todos os problemas de uma sociedade, de forma milagrosa, acreditando num discurso vazio e sem fundamentos lógicos e coerentes com a realidade.

O sabor da desilusão, nesses casos, pode ser amargo e trazer conseqüências desastrosas, gerando desânimo ou revolta no meio dos que se iludiram.

Aproveitando essa fragilidade dos indivíduos, de cair nas malhas da ilusão, o comércio tem sido lucrativo, vendendo disfarces no atacado e no varejo.

São cintos para disfarçar as gorduras, comprimindo-as para que a silhueta pareça mais delineada...

Sutiãs que simulam seios maiores, mais torneados...

Calças e meias com bumbuns postiços, e muito mais...

São iludidos... São ilusões...

Existem também pessoas que se iludem sobre seu próprio caráter. De tanto mentir acabam por acreditar nas mentiras que inventaram.

E, pior ainda, acreditam que os outros são tolos a ponto de não perceberem que mentem, e continuam jurando, até diante das câmeras, que dizem a verdade.

Existem pessoas visivelmente convencidas de que são donas da vontade alheia, tornando-se déspotas no lar ou no trabalho, iludidas de que terão para sempre seus reféns.

Há indivíduos que desejam ser eternamente dependentes de outros indivíduos, na tentativa de burlar as leis do progresso e permanecer infantis para sempre.

Meras ilusões...

Poderíamos trazer inúmeros outros exemplos, mas não é essa a intenção.

Desejamos tão-somente trazer à baila a questão das ilusões que cada vez mais estão presentes em nossas vidas.

No entanto, essa é uma questão que só será solucionada quando cada um quiser, pois é de foro íntimo e exige reflexão séria e isenta de prevenção.

E a prevenção, juntamente com a pretensão, é forte indício de ilusão, pois quem julga infalível a sua razão, está bem perto do erro.

É graças ao poder de iludir que têm certos indivíduos, e à propensão para se deixar iludir de outros tantos, que a vida toma rumos perigosos e conduz a destinos incertos.

Vale a pena pensar um pouco mais sobre essa questão.

Buscar refletir sobre os caminhos que escolhemos e observar a direção que tomamos.

Retirar do olhar o véu das ilusões e seguir a passos firmes na direção da felicidade sem disfarces e sem fantasias.

Na direção da felicidade efetiva, que só a realidade pode nos oferecer.

Pensemos nisso!

Palestra Ilusões com Luiz Antonio Ferraz


Real e Ilusão - Gregório


1) O que é real?

Designa o que existe em oposição tanto ao que é apenas aparente quanto ao que é puramente possível. A realidade opõe-se ao imaginário e ao ilusório, mas sem estes não a concebemos. A própria alucinação é uma realidade para o alucinado (e outra realidade para aquele que o ouve e trata-o).

2) O que é ilusão?

Derivando do latim illudere (ludere, “jogar” + in, “sobre”): enganar, troçar, escarnecer. Usa-se geralmente o termo “ilusão” para significar um erro ou engano dos sentidos e do juízo.

3) Qual a natureza da ilusão?

Percepção errônea ou equivocada, devido à má interpretação dos dados dos sentidos ou dos elementos de uma experiência vital. O erro não está no dado sensível, mas no que se lhe junta.

4) Quais são as espécies de ilusão?

As ilusões podem ser normais e anormais. As normais se produzem sempre em condições normais de percepção: podem ser visuais, auditivas e táteis. As anormais são resultantes de deficiências acidentais, congênitas ou adquiridas. Podem ser fisiológicas e psicológicas.

5) Como começou o estudo do realismo?

Começou na Grécia com o discernimento entre as coisas: discernir entre aquilo que tem uma existência meramente aparente e aquilo que tem existência real, uma existência em si, uma existência primordial, irredutível a outra.

6) Como Platão relaciona realidade e ilusão?

Para Platão, a maioria dos seres humanos se encontra como prisioneira de uma caverna, permanecendo de costas para a abertura luminosa e de frente para a parede escura do fundo. Devido a uma luz que entra na caverna, o prisioneiro contempla na parede do fundo as projeções dos seres que compõe a realidade. Acostumado a ver somente essas projeções, assume a ilusão do que vê, as sombras do real, como se fosse a verdadeira realidade.

7) Que relação há entre tolerância e recusa do real?

Aceitamos o real, mas quando o nível de tolerância é suspenso, já não o queremos mais ver. Daí partirmos para uma recusa do real, que pode ser radical ou flexível.

8) Como enfrentar a realidade, o problema?

Geralmente, partimos para fuga (ilusão): deixar a preocupação de lado, fazer vistas grossas. Se nos assoma uma tristeza pela morte de um familiar, vamos buscar a compensação nos entretenimentos, nas companhias, na bebida etc., esquecendo-nos de que cultivar a tristeza é o melhor antídoto contra a sua depressão.

9) Como captar a realidade que nos rodeia?

Se acostumarmo-nos a olhar tudo sem defesas, sem desculpas talvez pudéssemos melhor captar a realidade que está à nossa volta. Se nos contam um problema difícil, temos mil conselhos para dar. Mas quando o problema é nosso, não aplicamos o dito conselho a nós mesmos.