por Euzébia Noleto
“Levanta-te e esforça-te, porque é no sono da alma que se encontram as mais perigosas tentações, através de pesadelos ou fantasias.”
Emmanuel
É muito importante que estudemos e conversemos sobre ilusões e tentações. No mundo conturbado de hoje, esses males parecem nos sugar para uma área de angústias, como um redemoinho de enganos. Muitos chegam a envolver outras pessoas em suas ilusões e fantasias, o que é um grave desrespeito. O tempo desperdiçado com esse mal poderia ser empregado realizando conquistas verdadeiras na seara do Bem.
A boa notícia é que esse é um caminho do qual há volta, mediante grande esforço pessoal. A reforma moral é urgente.
Para auxiliar-nos com diretrizes para nossa reforma íntima, apresentamos hoje o estudo baseado na mensagem “Tentações”, de Joanna de Ângelis, que pode ser lido a seguir ou baixado (.pdf) clicando aqui.
Capítulo 56 da obra “Lampadário Espírita” (Editora FEB), de Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Franco
Temas para reflexão encontram-se após o texto.
Tentações
“Alma cansada de lutar e sofrer, carregada e batida pelos ventos tempestuosos da paixão, pára na estrada por onde caminhas aflita, arrima-te, abraçando a árvore da fé, e examina os ouropéis mentirosos que voluteiam em derredor:
a sede do ouro doou-te o espinho cruel da ambição desequilibrada;
a ânsia de guardar beleza enclausurou-te na estrita cela do receio sem-termo;
o desejo da carne amarrou-te à desarmonia da mente, crucificando em madeiro inglório de aflição e dor;
a tormenta do orgulho agasalhou em teu coração serpentes venenosas que te espreiam sem cessar;
a loucura do poder arrojou-te ao despenhadeiro do crime, iludindo-te com a imagem de altura fictícia;
a insanidade dos prazeres, que o comodismo concede, custou-te o preço da saúde e da paz;
a incessante busca da glória efêmera, no palco terreno, expôs-te aos dardos da maldade ultriz que ora te ferem e magoam.
No parque onde brincam a mentira agradável, o ódio sorrateiro, a injúria delicada, a maledicência pertinaz, a hipocrisia sorridente, a vaidade brilhante, também choram a honradez ultrajada, a dignidade ferida, o caráter desrespeitado, o sacrifício humilhado, o dever combatido pelos atores da comédia da ilusão.
A alegria ruidosa sacrifica a harmonia das cordas vocais.
A bondade muito apregoada, anula-se.
Para manutenção da elegância física é necessário o sacrifício de delicados órgãos vitais.
A juventude disfarçada num semblante cansado é água pura à tona e estagnada ao fundo, produzindo envenenamento.
Só no exemplo do Cordeiro de Deus podes manter a inquebrantável harmonia interna que brilhará em ti, refletida.
Ao invés de sucumbires às tentações que espalham espinhos pela senda, retira do madeiro, onde Ele agonizou, a coroa dos testemunhos, põe-na em tua fronte e, embora sofrendo, poderás ser feliz e, carregado de dores, penetrarás no Reino da Alegria Imperecível.
Não temas!
NOTA – Tema para estudo: L.E. – Parte 4ª – Capítulo I – Felicidade e infelicidade relativas.
Leitura complementar: E. – Capítulo XVII – O homem no mundo. - Item 10.”
Temas para reflexão
- Quais das situações refletidas no texto estão presentes em nossas vidas atualmente?
- Temos alimentado ilusões, tentado parecer o que não somos?
- Temos envolvido outras pessoas em nossas ilusões, o que é um desrespeito?
- Tendo reconhecido nossos erros, o que podemos fazer para nos livrar daquilo que sabemos fazer mal a nós e aos outros?
- Analisemos as preocupações que temos tido ultimamente: alguma delas se refere a coisas fúteis?
- Que medidas são urgentes para a nossa reforma moral (ocupar a mente, etc.)?
Peçamos o auxílio de Deus para identificar e eliminar as ilusões que alimentamos, a fim de que não desperdicemos a existência presente com frivolidades. Peçamos também o auxílio divino para identificar tudo aquilo por que vale a pena trabalhar.
Vamos orar juntos?
Senhor Deus, que sois Todo bondade e Todo misericórdia, em nome de Jesus pedimos o Vosso auxílio, por intermédio dos Bons Espíritos, para que nos livremos das ilusões deste mundo e possamos buscar o que realmente importa para a verdadeira vida. Ajudai-nos, Senhor, na tarefa do auto-aprimoramento, pois sem a Vossa misericórdia nada somos e nada podemos.
Que assim seja.
http://www.euzebianoleto.com.br/index.php/2010/05/10/ilusoes-e-tentacoes/
O mesmo tema, vários artigos, para ajudar a alguém que está preparando uma exposição ou estudando um assunto
Estudando o Espiritismo
Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO - Ermance
ILusão ( espirita)
Por favor veja que interessante amigo:
DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO.
O QUE SÃO ILUSÕES? Definimos ilusão como sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São Percepções que nos distanciam da Verdade. Existem em relação a muitas questões da vida, tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a que temos em relação a nós: a auto ilusão.
QUAL A CAUSA DAS ILUSÕES? As ilusões decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam ou terminam nossos raciocínios. Na matriz das ilusões encontramos carências, desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências que formam o subjetivo campo das emoções humanas.
POR QUE A AUTO ILUSÃO É A PIOR DAS ILUSÕES? O iludido pensa muito o mundo "negado" senti-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em lidar com suas emoções. Esconder-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseja manter.
O Objetivo fundamental desta mistificação consiste em desiludir-se sobre nós mesmos através da criação de uma relação libertadora com o mundo material. Se não buscamos essa meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.
O ILUDIDO ESCONDE-SE DE QUE?
De si mesmo. Criando um "eu ideal" para atenuar o sofrimento que lhe causa a angústia de ser o que é - a criatura foge de si e vive em " esconderijos psíquicos/mentais"
MAS, POR QUE SE ESCONDE DE SI MESMO? Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que, pouco a pouco, vamos extinguindo.
Negar o que se sente e o que se deseja é o objetivo desse mecanismo.
Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum em algum instante de sua peregrinação evolutiva.
ENTÃO, ILUDIMO-NOS PARA NOS SENTIRMOS UM POUCO MELHORES, SERIA ISSO? Auto ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós mesmo, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psíquica resultante da desconexão entre a razão e sentimento. É a crença na imagem idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e desejamos que os outros creiam sobre nós.
Do livro Reforma Íntima sem martírio.
Por favor veja que interessante amigo:
DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO.
O QUE SÃO ILUSÕES? Definimos ilusão como sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São Percepções que nos distanciam da Verdade. Existem em relação a muitas questões da vida, tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a que temos em relação a nós: a auto ilusão.
QUAL A CAUSA DAS ILUSÕES? As ilusões decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam ou terminam nossos raciocínios. Na matriz das ilusões encontramos carências, desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências que formam o subjetivo campo das emoções humanas.
POR QUE A AUTO ILUSÃO É A PIOR DAS ILUSÕES? O iludido pensa muito o mundo "negado" senti-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em lidar com suas emoções. Esconder-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseja manter.
O Objetivo fundamental desta mistificação consiste em desiludir-se sobre nós mesmos através da criação de uma relação libertadora com o mundo material. Se não buscamos essa meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.
O ILUDIDO ESCONDE-SE DE QUE?
De si mesmo. Criando um "eu ideal" para atenuar o sofrimento que lhe causa a angústia de ser o que é - a criatura foge de si e vive em " esconderijos psíquicos/mentais"
MAS, POR QUE SE ESCONDE DE SI MESMO? Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que, pouco a pouco, vamos extinguindo.
Negar o que se sente e o que se deseja é o objetivo desse mecanismo.
Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum em algum instante de sua peregrinação evolutiva.
ENTÃO, ILUDIMO-NOS PARA NOS SENTIRMOS UM POUCO MELHORES, SERIA ISSO? Auto ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós mesmo, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psíquica resultante da desconexão entre a razão e sentimento. É a crença na imagem idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e desejamos que os outros creiam sobre nós.
Do livro Reforma Íntima sem martírio.
ILUSÃO é fuga
ILUSÃO é fuga
Criamos ilusões para fugir dos nossos compromissos
LEDA MARIA FLABOREA
Existe uma história muito bonita contada pelo Irmão X no livro "Estante da Vida" (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), psicografada por Francisco Cândido Xavier, com o título “Parábola do Servo”, onde ele narra as dificuldades pelas quais passa um Espírito nobre, até alcançar a condição de servo de Deus, isto é, daquele que traz, dentro de si, o Reino de Deus com a pureza e a humildade que ele representa, às quais Jesus se refere no capítulo 8º de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
Nosso narrador fala, em verdade, do nosso caminhar e das ilusões fantasiosas que criamos para fugir ao compromisso assumido, diante das leis divinas, de sermos os gestores de nossa própria evolução espiritual, únicos responsáveis pelas conseqüências de nossos atos, palavras ou ações que podem nos impulsionar ou nos atrasar nesse processo de crescimento.
Assim, segundo a história que o benfeitor espiritual narra, tornamo-nos, primeiramente, provedores, na medida em que nos preocupamos, somente, com nossa apresentação pessoal, com a casa onde moramos, com o ano e o modelo do carro que temos e, até mesmo, com o uso dos recursos materiais na prática do bem, por intermédio da distribuição de alimentos, remédios e agasalhos. É louvável nosso comportamento, mas é necessário que aprendamos a plantar as bênçãos do amor.
E novamente, retornamos ao planeta, em nova oportunidade, mas preocupados, ainda, com a opinião alheia. Muitas vezes, de posse de grandes valores ou de cargos elevados, ajudamos a construir estradas, escolas, casas, estimulamos as artes, ajudando, dessa forma, milhares de pessoas. Realizamos o que nos é possível, naquele momento evolutivo, dentro da nossa capacidade de entender o que seja amar ao próximo como a nós mesmos. Entretanto, mesmo realizando muito, somos, tão somente, administradores porque não cultivamos a lavoura do amor.
Depois, são nos dadas outras novas oportunidades de voltar à matéria, e avançamos mais um pouco, tornando-nos, então, benfeitores, na medida em que por meio de ganhos, podemos assalariar empregados que nos representem junto aos necessitados, distribuindo socorro, consolação, criando instituições que abriguem as misérias humanas. Todavia, apesar de todo o nosso empenho em dar condições para que muitas pessoas possam ajudar, em nosso nome, aos necessitados de todos os quilates, ainda, não conseguimos semear o amor.
Mas Deus, Pai de misericórdia, concede-nos mais retornos, até que aprendamos a abandonar as ilusões. E despreocupados com as aparências, com a posse de bens, renunciando a todas as vantagens que esses bens possam trazer, sejam títulos, nome de família, recursos financeiros, ou posição social, entregamo-nos, pessoalmente, em benefício dos outros, preferindo ser útil: sossegando aflições alheias, apagando discórdias que poderiam levar a crimes, dissipando as trevas da ignorância, lutando para que a luz alcance as criaturas, levantando os caídos da estrada da vida sem nos incomodarmos com a calúnia, a perversidade ou a ingratidão. E agora, mais conscientes dos nossos compromissos junto aos semelhantes, e mesmo acreditando que ainda não merecemos o título de servos, ei-nos, atravessando o lugar onde o céu se encontra com a Terra e onde se inicia a claridade celeste, cobertos de glória, coroados em luzes.
Esta história do Irmão X convida-nos a profunda reflexão acerca da nossa preparação para avançarmos um pouco mais no nosso progresso espiritual. Hoje, ainda, precisamos de balizas que nos coloquem na rota certa. Por isso, os ensinamentos de Jesus são tão importantes, pois não conseguimos caminhar sozinhos por medo de nos soltarmos das ilusões.
A passagem evangélica contida no 8º capítulo, citada acima, tão conhecida e tão mal interpretada, mostra-nos que precisamos ter pureza e humildade em nossos corações – como uma criança, símbolo tomado por Jesus -, deixando de vez esse coração que ainda abriga sentimentos inferiores, que a criança ainda não tem.
O símbolo é importante porque temos, de um lado, essa criança física representando a pureza de coração, que para Jesus quer dizer o “amor a todos os semelhantes”; enquanto que do outro lado, temos o adulto, representando o sentimento contrário, ou seja, o egoísmo, que quer dizer o amor individualista e apego a tudo que signifique posse pessoal.
Por conta disso somos fracos, viciosos, doentes da alma, crianças espirituais que precisam do mestre para que nos tornemos fortes, puros e saudáveis.
A consciência desse amor - existente em nós desde a nossa criação – que nos transformará em servos de Deus requer exercício constante, intenso e prolongado. Necessitamos superar o provedor, o administrador e o benfeitor; é fundamental derrubarmos a muralha que nos separa do Pai, para alcançarmos, em definitivo, o título de servo. O modelo a ser seguido, Jesus; o caminho a ser percorrido, a ação no bem; a bússola a ser seguida, o Evangelho.
Criamos ilusões para fugir dos nossos compromissos
LEDA MARIA FLABOREA
Existe uma história muito bonita contada pelo Irmão X no livro "Estante da Vida" (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), psicografada por Francisco Cândido Xavier, com o título “Parábola do Servo”, onde ele narra as dificuldades pelas quais passa um Espírito nobre, até alcançar a condição de servo de Deus, isto é, daquele que traz, dentro de si, o Reino de Deus com a pureza e a humildade que ele representa, às quais Jesus se refere no capítulo 8º de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
Nosso narrador fala, em verdade, do nosso caminhar e das ilusões fantasiosas que criamos para fugir ao compromisso assumido, diante das leis divinas, de sermos os gestores de nossa própria evolução espiritual, únicos responsáveis pelas conseqüências de nossos atos, palavras ou ações que podem nos impulsionar ou nos atrasar nesse processo de crescimento.
Assim, segundo a história que o benfeitor espiritual narra, tornamo-nos, primeiramente, provedores, na medida em que nos preocupamos, somente, com nossa apresentação pessoal, com a casa onde moramos, com o ano e o modelo do carro que temos e, até mesmo, com o uso dos recursos materiais na prática do bem, por intermédio da distribuição de alimentos, remédios e agasalhos. É louvável nosso comportamento, mas é necessário que aprendamos a plantar as bênçãos do amor.
E novamente, retornamos ao planeta, em nova oportunidade, mas preocupados, ainda, com a opinião alheia. Muitas vezes, de posse de grandes valores ou de cargos elevados, ajudamos a construir estradas, escolas, casas, estimulamos as artes, ajudando, dessa forma, milhares de pessoas. Realizamos o que nos é possível, naquele momento evolutivo, dentro da nossa capacidade de entender o que seja amar ao próximo como a nós mesmos. Entretanto, mesmo realizando muito, somos, tão somente, administradores porque não cultivamos a lavoura do amor.
Depois, são nos dadas outras novas oportunidades de voltar à matéria, e avançamos mais um pouco, tornando-nos, então, benfeitores, na medida em que por meio de ganhos, podemos assalariar empregados que nos representem junto aos necessitados, distribuindo socorro, consolação, criando instituições que abriguem as misérias humanas. Todavia, apesar de todo o nosso empenho em dar condições para que muitas pessoas possam ajudar, em nosso nome, aos necessitados de todos os quilates, ainda, não conseguimos semear o amor.
Mas Deus, Pai de misericórdia, concede-nos mais retornos, até que aprendamos a abandonar as ilusões. E despreocupados com as aparências, com a posse de bens, renunciando a todas as vantagens que esses bens possam trazer, sejam títulos, nome de família, recursos financeiros, ou posição social, entregamo-nos, pessoalmente, em benefício dos outros, preferindo ser útil: sossegando aflições alheias, apagando discórdias que poderiam levar a crimes, dissipando as trevas da ignorância, lutando para que a luz alcance as criaturas, levantando os caídos da estrada da vida sem nos incomodarmos com a calúnia, a perversidade ou a ingratidão. E agora, mais conscientes dos nossos compromissos junto aos semelhantes, e mesmo acreditando que ainda não merecemos o título de servos, ei-nos, atravessando o lugar onde o céu se encontra com a Terra e onde se inicia a claridade celeste, cobertos de glória, coroados em luzes.
Esta história do Irmão X convida-nos a profunda reflexão acerca da nossa preparação para avançarmos um pouco mais no nosso progresso espiritual. Hoje, ainda, precisamos de balizas que nos coloquem na rota certa. Por isso, os ensinamentos de Jesus são tão importantes, pois não conseguimos caminhar sozinhos por medo de nos soltarmos das ilusões.
A passagem evangélica contida no 8º capítulo, citada acima, tão conhecida e tão mal interpretada, mostra-nos que precisamos ter pureza e humildade em nossos corações – como uma criança, símbolo tomado por Jesus -, deixando de vez esse coração que ainda abriga sentimentos inferiores, que a criança ainda não tem.
O símbolo é importante porque temos, de um lado, essa criança física representando a pureza de coração, que para Jesus quer dizer o “amor a todos os semelhantes”; enquanto que do outro lado, temos o adulto, representando o sentimento contrário, ou seja, o egoísmo, que quer dizer o amor individualista e apego a tudo que signifique posse pessoal.
Por conta disso somos fracos, viciosos, doentes da alma, crianças espirituais que precisam do mestre para que nos tornemos fortes, puros e saudáveis.
A consciência desse amor - existente em nós desde a nossa criação – que nos transformará em servos de Deus requer exercício constante, intenso e prolongado. Necessitamos superar o provedor, o administrador e o benfeitor; é fundamental derrubarmos a muralha que nos separa do Pai, para alcançarmos, em definitivo, o título de servo. O modelo a ser seguido, Jesus; o caminho a ser percorrido, a ação no bem; a bússola a ser seguida, o Evangelho.
Diálogo sobre ILUSÃO - Ermance Dufaux
Diálogo sobre ILUSÃO - Ermance Dufaux
Por: João Márcio
O capítulo 11 do livro Reforma Intima sem Martirio é transformador. A autora espiritual Ermance Dufaux esclarece várias questões sobre as autoilusões sobre nós e sobre o mundo.
DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO
“Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre!” – Uma rainha de França. (Havre, 1863.)
O Evangelho Segundo Espiritismo
Capítulo 11 – ítem 8
O que são as ilusões?
Definamos ilusão como sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São percepções que nos distanciam da verdade. Existem em relação a muitas questões da vida, tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a que temos em relação a nós: a auto-ilusão.
Qual a causa das ilusões?
As ilusões decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam ou determinam nossos raciocíniios. Na matriz das ilusões encontramos carências, desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências que formam o subjetivo campo das emoções humanas.
Po que a senhora citou que a auto-ilusão é a pior das ilusões?
O iludido pensa muito o mundo “negando” sentí-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em lidar com suas emoções. Esconde-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseje manter.
O objetivo da reencarnação consiste em desiludir-nos sobre nós mesmos através da criação de uma relação libertadora com o mundo material. Se não buscamos essa meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.
Conforme a resposta anterior, o iludido esconde-se de quê?
De si mesmo. Criando um “eu ideal” para atenuar o sofrimento que lhe causa angústia de ser o que é- a criatura foge de si e vive em “esconderijos psíquicos”.
Mas, por que se esconde de si mesmo?
Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que,, pouco a pouco, vamos extinguindo. Negar o que se sente e o que se deseja ´´e o objetivo desse mecanismo. Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum instante de sua peregrinação evolutiva.
Então, iludimo-nos para nos sentirmos um pouco melhores, seria isso?
Auto-ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós mesmos, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psíquica resultante da desconecção entre razão e sentimento. É a crença na imagem idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e desejamos que os outros creiam sobre nós.
Nós espíritas, temos ilusões?
Responderei com clareza e fratermidade: sim, muitas ilusões. O iludido, quando ambicioso, atinge sem perceber as raias da usura; Quando dominador, chega aos cumes da manipulação; quando vaidoso, guinda-se aos pântanos da supremacia pessoal; quando cruel, atola-se ao lamaçal do crime; quando astuto, atira-se às vivências da intransigência; quando presunçoso, escala os cumes da arrogância; e, mesmo quando esclarecido espiritualmente, lança-se aos pícaros do exclusivismo ostentando qualidades que, muita vez, são adornos frágeis com os quais esnobam superioridade que supõem possuir.
Poderia dizer a nós, espíritas, algo sobre nossas ilusões??
Existe uma tendência à auto-suficiência entre os depositários do conhecimento espírita. Discursam sobre a condição precária em que se encontram assumindo a condição de almas carentes e necessitadas, todavia, diametralmente oposto a isso, agem como se fossem “salvadores do mundo” com todas as respostas para a humanidade. Essa incoerência na conduta é provocada pela ilusão que criaram do papel do espírita no mundo...
O espiritismo é excelente, nós espíritas, nem tanto... Nossa condição real, para quem deseja assumir uma posição ideal perante si mesmo, é a de almas que apenas começamos a sair do primitivismo moral. Alegremo-nos por isso!
Essa auto-suficiência seria orgulho?
O orgulho promove essa condição, é a mais enraizada manifestação da ilusão, é a ilusão de querer ser o que imaginamos que somos. Essa é a pior ilusão, a auto-imagem falsa e superdimensionada de nós mesmos. Essa auto-ilusão é sustentada por uma “cultura de convenções” acerca do que seja ser espírita, um resquício do velho hábito religioso de criar “estampas” pelas quais serão reconhecidos os seguidores de alguma doutrina. Nesse caso, a ilusão desenbolvida chama-sse “idéia de grandeza”. Muitas pessoas desejariam sair prontas para testemunho após pequenos exercícios de espiritualização no centro espírita, entretanto, por ignorarem sua real condição espiritual, fazem da casa doutrinária um templo de aquisição da angellitude imediata. Querem ssair prontos e perfeitos das tarefas e estudos, quando o objetivo de tais iniciativas é capacitar de valores intelecto-morais para repensar caminhos e encontrar respostas para as encruzilhadas da alma, nas refregas da existência.
O que é essa auto-imagem falsa?
uma construção mental que se torna a referência para nossas movimentações perante a vida. É uma cristalização mental, uma irradiação que cria uma rotina escravizante nos sentimentos permitindo-nos viver somente as emoções em uma “faixa de segurança”, a fim de não perdermos o estatus da criatura que supomos ser e queremos que os outros acreditem que somos. O que pensamos sobre nós, portanto, determina a imagem mental indutora dos valores íntimos. Se o raciocínio sofre distorções da ilusão, então viveremos sem saber quem somos.
Como é construída essa auto-imagem?
Através das vivências intelecto-afetivas de todos os tempos dessa criação.
Onde ela permanece?
No corpo mental. Sua maior expressão é conhecida pelas operações do departamento da imaginação no reino da mente.
Quer dizer que além da auto-imagem temos um “eu real”, diferente do “eu crístico”,que ainda não conhecemos? Sim. Temos um “eu real” que estamos tentando ignorar há milênios. Essa “parcela” de nós é a “sombra” da qual queremos fugir. Todavia, o contato com essa “zona inconsciente” revela-nos não só motivos de dor e angústia mas igualmente, a luz que ignoramos estar em nossa intimidade à espera de nossa vontade para utilizá-la.
Aqui chamamos a atenção dos nossos parceiros de ideal para o cuidado com o processo da reforma interior. Existe muita idealização confundindo aprendizes que imaginam estar dando “saltos evolutivos” em direção a esse “eu real”, entretanto, em verdade, estão se movimentanto na esfera do “eu idealizado”...
Poderia explicar mais profundamente essa questão dos “saltos evolutivos”?
É um tipo de ilusão que normalmente assalta os religiosos de todos os tempos. Imaginam-se muito melhorados a partir do contato com alguma diretriz ou prática religiosa e, então, passam a viver uma vida idealizada, um projeto de “vir-a-ser”. É uma ilusão de que se está fazendo a renovação, apenas uma idealização. Uma forma de comportar desconectada do sentimento, um adorno moral para nossas atitudes; é o discurso sem a vivência. O nome mais conhecido deste comportamento é puritanismo.
Como distinguir idealização de mudança verdadeira?
Na idealização pensamos o que somos e, como consequência, vivemos o que gostaríamos de ser, mas ainda não somos. E o hábito das aparências. Na reforma íntima sentimos o que somos, e como consequência vivemos a realidade do que somos com harmonia, ainda que nos causem muitos desconfortos. É o processo da educação paulatina. Na idealização vive-se em permanente conflito por se tratar, em parte, de uma negação da realidade, enquanto na reforma autêntica a criatura consegue penetrar os meandros dos “sentimentos –causais”, encontrando uma convivência pacífica consigo e aceitando-se sem se acomodar em direção a melhoras mensuráveis.
Como vencer nossas ilusões?
Desapegando da falsa auto-imagem falssa que fazemos de nós mesmos. Desapaixonando-se do “eu”. Para isso somente autoconhecimento.
Havendo esse desapego, conseguiremos libertar os sentimentos para novas experiências com o mundo e consequentemente com nosso “eu profundo”. Isso desencadeará um processo de resgate de nós mesmos, venceremos a condição de reféns de nosso passsado escravizante, saindo da “roda viciosa das emoções” perturbadoras, quais sejam o medo, a culpa e a insegurança.
O processo da desilusão custa sorver o fel da angústia de ssaber quem somos, e carregar o peso do sacrifício de cuidar dessa personalidade nova que renasce exuberante. Independente do quão doloroso seja, é preferível experimentá-la no corpo a ter que purgá-la na vida espiritual.
Assinalemos alguns exercícios de desapego dessa paixão que nutrimos pela imagem irreal que criamos de nós mesmos:
-Fazer as pazes com as imperfeições.
- Abandonar os estereótipos e aprender a se valorizar com respeito.
- Descobrir sua singularidade e vivê-la com gratidão.
- Coragem para descobrir seus desejos, tendências e sentimentos.
- Exercitar a auto-aceitação através do perdão.
- Munir-se de informações sobre a natureza de suas provas.
- Aprender a ouvir com atenção o que se passa à sua volta.
- Dominar o perfeccionismo nutrindo a certeza de que ser falível não nos torna mais inferiores.
- Valorizar afetivamente as suas vitórias.
- Descobrir qualidades, acreditar nelas e colocá-las a serviço das metas de crescimento.
Paulo, o apóstolo da renovação, indica-nos uma sublime recomendação que nos compele a meditar na natureza de nossos sentimentos em torno da mensagem do amor; sugerimos que esse seja nosso roteiro na vitória sobre as ilusões: “olhai para as coisas segundo as aparências? Se alguém confia em si mesmo que de Cristo, pense outra vez isto consigo"”..- II Coríntios, 10: 7.
Trecho do livro Reforma Intima sem Martirio
ERMANCE DUFAUX
Bel. João Márcio F. Cruz
Autor do livro Os Quatro Pilares da Educação
Por: João Márcio
O capítulo 11 do livro Reforma Intima sem Martirio é transformador. A autora espiritual Ermance Dufaux esclarece várias questões sobre as autoilusões sobre nós e sobre o mundo.
DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO
“Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre!” – Uma rainha de França. (Havre, 1863.)
O Evangelho Segundo Espiritismo
Capítulo 11 – ítem 8
O que são as ilusões?
Definamos ilusão como sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São percepções que nos distanciam da verdade. Existem em relação a muitas questões da vida, tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a que temos em relação a nós: a auto-ilusão.
Qual a causa das ilusões?
As ilusões decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam ou determinam nossos raciocíniios. Na matriz das ilusões encontramos carências, desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências que formam o subjetivo campo das emoções humanas.
Po que a senhora citou que a auto-ilusão é a pior das ilusões?
O iludido pensa muito o mundo “negando” sentí-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em lidar com suas emoções. Esconde-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseje manter.
O objetivo da reencarnação consiste em desiludir-nos sobre nós mesmos através da criação de uma relação libertadora com o mundo material. Se não buscamos essa meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.
Conforme a resposta anterior, o iludido esconde-se de quê?
De si mesmo. Criando um “eu ideal” para atenuar o sofrimento que lhe causa angústia de ser o que é- a criatura foge de si e vive em “esconderijos psíquicos”.
Mas, por que se esconde de si mesmo?
Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que,, pouco a pouco, vamos extinguindo. Negar o que se sente e o que se deseja ´´e o objetivo desse mecanismo. Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum instante de sua peregrinação evolutiva.
Então, iludimo-nos para nos sentirmos um pouco melhores, seria isso?
Auto-ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós mesmos, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psíquica resultante da desconecção entre razão e sentimento. É a crença na imagem idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e desejamos que os outros creiam sobre nós.
Nós espíritas, temos ilusões?
Responderei com clareza e fratermidade: sim, muitas ilusões. O iludido, quando ambicioso, atinge sem perceber as raias da usura; Quando dominador, chega aos cumes da manipulação; quando vaidoso, guinda-se aos pântanos da supremacia pessoal; quando cruel, atola-se ao lamaçal do crime; quando astuto, atira-se às vivências da intransigência; quando presunçoso, escala os cumes da arrogância; e, mesmo quando esclarecido espiritualmente, lança-se aos pícaros do exclusivismo ostentando qualidades que, muita vez, são adornos frágeis com os quais esnobam superioridade que supõem possuir.
Poderia dizer a nós, espíritas, algo sobre nossas ilusões??
Existe uma tendência à auto-suficiência entre os depositários do conhecimento espírita. Discursam sobre a condição precária em que se encontram assumindo a condição de almas carentes e necessitadas, todavia, diametralmente oposto a isso, agem como se fossem “salvadores do mundo” com todas as respostas para a humanidade. Essa incoerência na conduta é provocada pela ilusão que criaram do papel do espírita no mundo...
O espiritismo é excelente, nós espíritas, nem tanto... Nossa condição real, para quem deseja assumir uma posição ideal perante si mesmo, é a de almas que apenas começamos a sair do primitivismo moral. Alegremo-nos por isso!
Essa auto-suficiência seria orgulho?
O orgulho promove essa condição, é a mais enraizada manifestação da ilusão, é a ilusão de querer ser o que imaginamos que somos. Essa é a pior ilusão, a auto-imagem falsa e superdimensionada de nós mesmos. Essa auto-ilusão é sustentada por uma “cultura de convenções” acerca do que seja ser espírita, um resquício do velho hábito religioso de criar “estampas” pelas quais serão reconhecidos os seguidores de alguma doutrina. Nesse caso, a ilusão desenbolvida chama-sse “idéia de grandeza”. Muitas pessoas desejariam sair prontas para testemunho após pequenos exercícios de espiritualização no centro espírita, entretanto, por ignorarem sua real condição espiritual, fazem da casa doutrinária um templo de aquisição da angellitude imediata. Querem ssair prontos e perfeitos das tarefas e estudos, quando o objetivo de tais iniciativas é capacitar de valores intelecto-morais para repensar caminhos e encontrar respostas para as encruzilhadas da alma, nas refregas da existência.
O que é essa auto-imagem falsa?
uma construção mental que se torna a referência para nossas movimentações perante a vida. É uma cristalização mental, uma irradiação que cria uma rotina escravizante nos sentimentos permitindo-nos viver somente as emoções em uma “faixa de segurança”, a fim de não perdermos o estatus da criatura que supomos ser e queremos que os outros acreditem que somos. O que pensamos sobre nós, portanto, determina a imagem mental indutora dos valores íntimos. Se o raciocínio sofre distorções da ilusão, então viveremos sem saber quem somos.
Como é construída essa auto-imagem?
Através das vivências intelecto-afetivas de todos os tempos dessa criação.
Onde ela permanece?
No corpo mental. Sua maior expressão é conhecida pelas operações do departamento da imaginação no reino da mente.
Quer dizer que além da auto-imagem temos um “eu real”, diferente do “eu crístico”,que ainda não conhecemos? Sim. Temos um “eu real” que estamos tentando ignorar há milênios. Essa “parcela” de nós é a “sombra” da qual queremos fugir. Todavia, o contato com essa “zona inconsciente” revela-nos não só motivos de dor e angústia mas igualmente, a luz que ignoramos estar em nossa intimidade à espera de nossa vontade para utilizá-la.
Aqui chamamos a atenção dos nossos parceiros de ideal para o cuidado com o processo da reforma interior. Existe muita idealização confundindo aprendizes que imaginam estar dando “saltos evolutivos” em direção a esse “eu real”, entretanto, em verdade, estão se movimentanto na esfera do “eu idealizado”...
Poderia explicar mais profundamente essa questão dos “saltos evolutivos”?
É um tipo de ilusão que normalmente assalta os religiosos de todos os tempos. Imaginam-se muito melhorados a partir do contato com alguma diretriz ou prática religiosa e, então, passam a viver uma vida idealizada, um projeto de “vir-a-ser”. É uma ilusão de que se está fazendo a renovação, apenas uma idealização. Uma forma de comportar desconectada do sentimento, um adorno moral para nossas atitudes; é o discurso sem a vivência. O nome mais conhecido deste comportamento é puritanismo.
Como distinguir idealização de mudança verdadeira?
Na idealização pensamos o que somos e, como consequência, vivemos o que gostaríamos de ser, mas ainda não somos. E o hábito das aparências. Na reforma íntima sentimos o que somos, e como consequência vivemos a realidade do que somos com harmonia, ainda que nos causem muitos desconfortos. É o processo da educação paulatina. Na idealização vive-se em permanente conflito por se tratar, em parte, de uma negação da realidade, enquanto na reforma autêntica a criatura consegue penetrar os meandros dos “sentimentos –causais”, encontrando uma convivência pacífica consigo e aceitando-se sem se acomodar em direção a melhoras mensuráveis.
Como vencer nossas ilusões?
Desapegando da falsa auto-imagem falssa que fazemos de nós mesmos. Desapaixonando-se do “eu”. Para isso somente autoconhecimento.
Havendo esse desapego, conseguiremos libertar os sentimentos para novas experiências com o mundo e consequentemente com nosso “eu profundo”. Isso desencadeará um processo de resgate de nós mesmos, venceremos a condição de reféns de nosso passsado escravizante, saindo da “roda viciosa das emoções” perturbadoras, quais sejam o medo, a culpa e a insegurança.
O processo da desilusão custa sorver o fel da angústia de ssaber quem somos, e carregar o peso do sacrifício de cuidar dessa personalidade nova que renasce exuberante. Independente do quão doloroso seja, é preferível experimentá-la no corpo a ter que purgá-la na vida espiritual.
Assinalemos alguns exercícios de desapego dessa paixão que nutrimos pela imagem irreal que criamos de nós mesmos:
-Fazer as pazes com as imperfeições.
- Abandonar os estereótipos e aprender a se valorizar com respeito.
- Descobrir sua singularidade e vivê-la com gratidão.
- Coragem para descobrir seus desejos, tendências e sentimentos.
- Exercitar a auto-aceitação através do perdão.
- Munir-se de informações sobre a natureza de suas provas.
- Aprender a ouvir com atenção o que se passa à sua volta.
- Dominar o perfeccionismo nutrindo a certeza de que ser falível não nos torna mais inferiores.
- Valorizar afetivamente as suas vitórias.
- Descobrir qualidades, acreditar nelas e colocá-las a serviço das metas de crescimento.
Paulo, o apóstolo da renovação, indica-nos uma sublime recomendação que nos compele a meditar na natureza de nossos sentimentos em torno da mensagem do amor; sugerimos que esse seja nosso roteiro na vitória sobre as ilusões: “olhai para as coisas segundo as aparências? Se alguém confia em si mesmo que de Cristo, pense outra vez isto consigo"”..- II Coríntios, 10: 7.
Trecho do livro Reforma Intima sem Martirio
ERMANCE DUFAUX
Bel. João Márcio F. Cruz
Autor do livro Os Quatro Pilares da Educação
Ilusões - Joanna
Ilusões
Como se demoram no invólucro carnal, em que a ilusão dos sentidos predomina, têm dificuldade de agir com inteireza e crer integralmente, em regime de tranqüilidade.
Graças às equívocas atitudes que no consenso social lhes permitem triunfos enganosos, transferem tal comportamento, quase sempre para a fé que esposam, acreditando-se resguardados nos sentimentos íntimos.
Porque produziram com acêrto nas tarefas encetadas onde se encontram assumindo posições controversas, ora de leviandade, ora de siso, supõem poder prosseguir com o mesmo procedimento quando se adentram nas tarefas espíritas, que os fascinam de pronto. E porque se acostumaram à informação de que os Espíritos são invisíveis ou pertencem ao Imaginoso reino do sobrenatural, tratam-nos como se assim fosse, olvidados de que conquanto invisíveis para alguns homens, estão sempre presentes ao lado de todos, ou apesar de tidos por gênios e encantados pertencem à Criação do Nosso Pai, em incessante marcha evolutiva.
Constituindo o Mundo Espiritual, já estiveram na Terra; são as almas dos homens ora vivendo a existência verdadeira.
Vêem, ouvem, sentem, compreendem e somente têm as diversas faculdades obnubiladas ou entorpecidas quando narcotizados pelas reminiscências do corpo somático, demorando-se em perturbação.
*
Estuda com sinceridade as lições espíritas para libertar-te da ignorância espiritual. Elas te facultarão largo tirocínio e invejável campo de liberdade interior, promovendo meios de ação superior que produz paz e harmonia pessoal. Dir-te-ão o que fazer, como realizar e porque produzir com eficiência.
Cada Espírito é o que aprendeu, o que realizou, quanto conquistou. Não poderá oferecer recursos que não possui nem liberar-te das dores e provas que a si mesmo não se pode furtar.
Se algum te inspirar ociosidade ou apoiar-te em ilício, não te equivoques: é um ser enganado que prossegue enganando. Para poupar-te o desaire mediante a constatação dolorosa neste capítulo, não transfiras para os Espíritos as tuas tarefas, não os sobrecarregues com as tuas lides. Nem exijas, — pois é sandice, — nem te subordines, — pois representa fascinação. Mantém-te em respeitável conduta, em ação enobrecida e êles, os Espíritos bons e simpáticos ao teu esforço, virão em teu auxílio, envolvendo-te em inspiração segura e amparo eficaz.
Rompe com a ilusão e não acredites que te sejam subalternos aos caprichos os Desencarnados, exceto os que são mais infelizes e ignorantes do que tu mesmo.
Evolve e conquista para ser livre.
*
Jesus, antes de assomar ao lado das aflições de qualquer porte, junto a encarnados ou desencarnados, cultivou a prece e a meditação. E ao fazê-lo sempre se revestiu de respeito e piedade. No Tabor ou em Gadara a Sua nobreza se destacava na paisagem emocional dos diálogos inesquecíveis que foram mantidos.
Acende, também, a luz legítima da verdade no coração e, em contato com os Espíritos ou os homens, sê leal sem afetação, franco sem rudeza e nobre sem veleidades. Os Desencarnados te conhecem e os homens te conhecerão hoje ou mais tarde, não valendo, pois, o esfôrço de iludir-se ou iludi-los.
*
"Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela.) (Mateus: capítulo 7º, versículo 13.)
"Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos". (Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 2º — Item 5, parágrafo 2.)
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 5.
Como se demoram no invólucro carnal, em que a ilusão dos sentidos predomina, têm dificuldade de agir com inteireza e crer integralmente, em regime de tranqüilidade.
Graças às equívocas atitudes que no consenso social lhes permitem triunfos enganosos, transferem tal comportamento, quase sempre para a fé que esposam, acreditando-se resguardados nos sentimentos íntimos.
Porque produziram com acêrto nas tarefas encetadas onde se encontram assumindo posições controversas, ora de leviandade, ora de siso, supõem poder prosseguir com o mesmo procedimento quando se adentram nas tarefas espíritas, que os fascinam de pronto. E porque se acostumaram à informação de que os Espíritos são invisíveis ou pertencem ao Imaginoso reino do sobrenatural, tratam-nos como se assim fosse, olvidados de que conquanto invisíveis para alguns homens, estão sempre presentes ao lado de todos, ou apesar de tidos por gênios e encantados pertencem à Criação do Nosso Pai, em incessante marcha evolutiva.
Constituindo o Mundo Espiritual, já estiveram na Terra; são as almas dos homens ora vivendo a existência verdadeira.
Vêem, ouvem, sentem, compreendem e somente têm as diversas faculdades obnubiladas ou entorpecidas quando narcotizados pelas reminiscências do corpo somático, demorando-se em perturbação.
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Estuda com sinceridade as lições espíritas para libertar-te da ignorância espiritual. Elas te facultarão largo tirocínio e invejável campo de liberdade interior, promovendo meios de ação superior que produz paz e harmonia pessoal. Dir-te-ão o que fazer, como realizar e porque produzir com eficiência.
Cada Espírito é o que aprendeu, o que realizou, quanto conquistou. Não poderá oferecer recursos que não possui nem liberar-te das dores e provas que a si mesmo não se pode furtar.
Se algum te inspirar ociosidade ou apoiar-te em ilício, não te equivoques: é um ser enganado que prossegue enganando. Para poupar-te o desaire mediante a constatação dolorosa neste capítulo, não transfiras para os Espíritos as tuas tarefas, não os sobrecarregues com as tuas lides. Nem exijas, — pois é sandice, — nem te subordines, — pois representa fascinação. Mantém-te em respeitável conduta, em ação enobrecida e êles, os Espíritos bons e simpáticos ao teu esforço, virão em teu auxílio, envolvendo-te em inspiração segura e amparo eficaz.
Rompe com a ilusão e não acredites que te sejam subalternos aos caprichos os Desencarnados, exceto os que são mais infelizes e ignorantes do que tu mesmo.
Evolve e conquista para ser livre.
*
Jesus, antes de assomar ao lado das aflições de qualquer porte, junto a encarnados ou desencarnados, cultivou a prece e a meditação. E ao fazê-lo sempre se revestiu de respeito e piedade. No Tabor ou em Gadara a Sua nobreza se destacava na paisagem emocional dos diálogos inesquecíveis que foram mantidos.
Acende, também, a luz legítima da verdade no coração e, em contato com os Espíritos ou os homens, sê leal sem afetação, franco sem rudeza e nobre sem veleidades. Os Desencarnados te conhecem e os homens te conhecerão hoje ou mais tarde, não valendo, pois, o esfôrço de iludir-se ou iludi-los.
*
"Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela.) (Mateus: capítulo 7º, versículo 13.)
"Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos". (Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 2º — Item 5, parágrafo 2.)
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 5.
A Auto-Ilusão
A Auto-Ilusão
“Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone”.
Observando o comportamento da nossa humanidade, principalmente no meio religioso, vamos perceber que muitos de nós, para não dizer a grande maioria, vivemos iludidos no tocante à nossa condição, ilusões decorrentes das nossas limitações que impedem a percepção dos sentimentos que criam ou determinam nossos raciocínios.
Para que o conteúdo desse texto se faça compreensível, precisamos definir ilusões como aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade e que nos distanciam da Verdade. Em todos os setores da vida, e não só no religioso, observamos que muitos dos entraves, das dores, das decepções, traumas, culpas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências encontram sua matriz nas ilusões. Na verdade, a ilusão é um mecanismo de defesa face às dificuldades que encontramos para lidar com as emoções. Escondemo-nos por detrás de uma imagem que criamos de nós mesmos para resguardarmos autoridade social ou outro qualquer valor que desejamos manter.
Assim, podemos depreender que o iludido esconde-se de si mesmo, criando um “eu ideal” para abrandar o sofrimento que lhe causa a angústia de ser o que é fugindo de si mesmo. E qual a razão para essa fuga? O sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra, que somente será abrandado depois de sucessivas reencarnações, nas quais deveremos trabalhar referido sentimento, sob pena de falência nos planos de ascensão espiritual.
Emmanuel, prefaciando o livro “No Mundo Maior” de André Luiz, diz-nos que “Todos os dias, nos quatro cantos da Terra, partem viajores humanos, aos milhares, demandando o país da Morte. Vão-se de ilustres centros da cultura européia, de tumultuárias cidades americanas, de velhos círculos asiáticos, de ásperos climas africanos. Procedem das metrópoles, das vilas, dos campos… Raros viveram nos montes da sublimação. A maioria constitui-se de menores de espírito, em luta pela outorga de títulos que lhes exaltem a personalidade”. A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste e nunca seremos promovidos a anjos, sem antes derrubarmos todas as máscaras das ilusões que criamos, desejando que os outros creiam sobre nós o que ainda não somos.
Também encontramos judiciosa lição no livro “Reforma Íntima sem martírios”, de Ermance Dufaux, quando ela exemplifica os vários comportamentos revestidos de ilusão, dizendo: “O iludido quando ambicioso, chega às raias da usura; quando dominador chega aos cumes da manipulação; quando vaidoso, guinda-se aos pântanos da supremacia pessoal; quando cruel, atola-se ao lamaçal do crime; quando astuto, atira-se às vivências da intransigência; quando presunçoso, escala os cumes da arrogância; e, mesmo quando esclarecido espiritualmente, lança-se aos píncaros do exclusivismo, ostentando qualidades que, muita vez, são adornos frágeis com os quais esnobam superioridade que supõe possuir”.
Desse modo, urge que nós iniciemos um processo de destruição dessas máscaras para encontrarmos o “eu real” que estamos ignorando há milênios, despertando a luz que ignoramos estar em nossa intimidade à espera da vontade para utilizá-la, lembrando que a nossa evolução não se opera em saltos, mas gradativamente. O processo educacional da alma é paulatino.
Paulo, o apóstolo da renovação, indica-nos uma sublime recomendação:
“Olhais para as coisas segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo” (…) – Coríntios, 10:7
“Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone”.
Observando o comportamento da nossa humanidade, principalmente no meio religioso, vamos perceber que muitos de nós, para não dizer a grande maioria, vivemos iludidos no tocante à nossa condição, ilusões decorrentes das nossas limitações que impedem a percepção dos sentimentos que criam ou determinam nossos raciocínios.
Para que o conteúdo desse texto se faça compreensível, precisamos definir ilusões como aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade e que nos distanciam da Verdade. Em todos os setores da vida, e não só no religioso, observamos que muitos dos entraves, das dores, das decepções, traumas, culpas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências encontram sua matriz nas ilusões. Na verdade, a ilusão é um mecanismo de defesa face às dificuldades que encontramos para lidar com as emoções. Escondemo-nos por detrás de uma imagem que criamos de nós mesmos para resguardarmos autoridade social ou outro qualquer valor que desejamos manter.
Assim, podemos depreender que o iludido esconde-se de si mesmo, criando um “eu ideal” para abrandar o sofrimento que lhe causa a angústia de ser o que é fugindo de si mesmo. E qual a razão para essa fuga? O sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra, que somente será abrandado depois de sucessivas reencarnações, nas quais deveremos trabalhar referido sentimento, sob pena de falência nos planos de ascensão espiritual.
Emmanuel, prefaciando o livro “No Mundo Maior” de André Luiz, diz-nos que “Todos os dias, nos quatro cantos da Terra, partem viajores humanos, aos milhares, demandando o país da Morte. Vão-se de ilustres centros da cultura européia, de tumultuárias cidades americanas, de velhos círculos asiáticos, de ásperos climas africanos. Procedem das metrópoles, das vilas, dos campos… Raros viveram nos montes da sublimação. A maioria constitui-se de menores de espírito, em luta pela outorga de títulos que lhes exaltem a personalidade”. A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste e nunca seremos promovidos a anjos, sem antes derrubarmos todas as máscaras das ilusões que criamos, desejando que os outros creiam sobre nós o que ainda não somos.
Também encontramos judiciosa lição no livro “Reforma Íntima sem martírios”, de Ermance Dufaux, quando ela exemplifica os vários comportamentos revestidos de ilusão, dizendo: “O iludido quando ambicioso, chega às raias da usura; quando dominador chega aos cumes da manipulação; quando vaidoso, guinda-se aos pântanos da supremacia pessoal; quando cruel, atola-se ao lamaçal do crime; quando astuto, atira-se às vivências da intransigência; quando presunçoso, escala os cumes da arrogância; e, mesmo quando esclarecido espiritualmente, lança-se aos píncaros do exclusivismo, ostentando qualidades que, muita vez, são adornos frágeis com os quais esnobam superioridade que supõe possuir”.
Desse modo, urge que nós iniciemos um processo de destruição dessas máscaras para encontrarmos o “eu real” que estamos ignorando há milênios, despertando a luz que ignoramos estar em nossa intimidade à espera da vontade para utilizá-la, lembrando que a nossa evolução não se opera em saltos, mas gradativamente. O processo educacional da alma é paulatino.
Paulo, o apóstolo da renovação, indica-nos uma sublime recomendação:
“Olhais para as coisas segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo” (…) – Coríntios, 10:7
Ilusão I - Hammed
Somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.
A criatura humana modela suas reações emocionais através dos critérios dos outros, estabelecendo para si própria metas ilusórias na vida. Esquece-se, entretanto, de que suas experiências são únicas, como também únicas são suas reações, e de que o constante estado de desencontro e aflição é subproduto das tentativas de concretizar essas suas irrealidades.
Constantemente, criamos fantasias em nossa mente, bloqueamos nossa consciência e recusamos aceitar a verdade. Usamos os mais diversos mecanismos de defesa, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente, para evitar ou reduzir os eventos, as coisas ou os fatos de nossa vida que nos são inadmissíveis. A “negação” é um desses mecanismos psicológicos; ela aparece como primeira reação diante de uma perda ou de uma derrota. Portanto, negamos, invariavelmente, a fim de amortecer nossa alma das sobrecargas emocionais.
Quanto mais sonhos ilógicos, mais cresce a luta para materializá-los, levando certamente os indivíduos a se tornarem prisioneiros de um círculo vicioso e, como resultado, a sofrerem constantes frustrações e uma decepção crônica.
Um exemplo clássico de ilusão é a tendência exagerada de certas pessoas em querer fazer tudo com perfeição, aliás, querer ser o “modelo perfeito”. Essa abstração ilusória as coloca em situação desesperadora. Trata-se de um processo neurótico que faz com que elas assimilem cada manifestação de contrariedade dos outros como um sinal do seu fracasso e a interpretem como uma rejeição pessoal.
O ser humano supercrítico tem uma necessidade compulsória de ser considerado irrepreensível. Sua incapacidade de aceitar os outros como são é reflexo de sua incapacidade de aceitar a si próprio. Sua busca doentia da perfeição é uma projeção de suas próprias exigências internas. O perfeccionismo é, por certo, a mais comum das ilusões e, inquestionavelmente, uma das mais catastróficas, quando interfere nos relacionamentos humanos. Uma pessoa perfeita exigirá apenas companheiros perfeitos.
A sensação de que podemos controlar a vida de parentes e amigos também é uma das mais freqüentes ilusões e, nem sempre, é fácil diferenciar a ilusão de controlar e a realidade de amar e compreender.
A ação de controlar os outros se transforma, com o passar do tempo, em um nó que estrangula, lentamente, as mais queridas afeições. Se continuarmos a manter essa atitude manipuladora, veremos em breve se extinguir o amor dos que convivem conosco. Eles poderão permanecer ao nosso lado por fidelidade, jamais por carinho e prazer.
Em outras circunstâncias, agimos com segundas intenções, envolvendo criaturas que nos parecem trazer vantagens imediatas. Em nossos devaneios e quimeras, achamos que conseguiremos lograr êxito, mas, como sempre, todo plano oportunista, mais cedo ou mais tarde, será descoberto. Quando isso acontece, indignamo-nos, incoerentemente, contra a pessoa e não contra a nossa auto-ilusão.
Escolhemos amizades inadequadas, não analisamos suas limitações e possibilidades de doação, afeto e sinceridade e, quando recebemos a pedra da ingratidão e da traição por parte deles, culpamo-nos. Certamente, esquecemo-nos de que somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.
Gostamos de alguém imensamente e alimentamos a idéia de que esse mesmo alguém pudesse corresponder ao nosso amor e, assim, criamos sonhos românticos entre fantasias e irrealidades.
As histórias infantis sobre príncipes encantados socorrendo lindas donzelas em perigo são úteis e benéficas, desde que não se transformem em ilusórias bases de existência. Elas podem incitar os delírios de uma espera inatingível em que somente um “príncipe de verdade” tem o privilégio de merecer uma “princesa disfarçada”, ou vice-versa.
A consciência humana está quase sempre envolvida por ilusões, que impossibilitam, por um lado, a capacidade de auto-percepção; por outro, dificultam o contato com a realidade das coisas e pessoas.
Não culpemos ninguém pelos nossos desacertos, pois somos os únicos responsáveis – cada um de nós – pela quantidade de vida que experimentamos aqui e agora.
“O sentimento de justiça está em a Natureza (...) o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem...”
Procuremos auscultar nossas percepções interiores, usando nossos sentidos mais profundos e observando o que nos mostram as leis naturais estabelecidas em nossa consciência. Confiar no sentimento de justiça que sai do coração, conforme asseveram os Guias da Humanidade, é promover a independência de nossos pensamentos e viver com senso de realidade. Aliás, são essas as características mais importantes das pessoas espiritualmente maduras.
Estamos na Terra para estabelecer uma linha divisória entre a sanidade e a debilidade; portanto, é imprescindível discernir o que queremos forçar que seja realidade daquilo que verdadeiramente é realidade. Muitas vezes, podemos estar nos iludindo a ponto de negar fatos preciosos que nos ajudariam a perceber a grandiosidade da Vida Providencial trabalhando em favor de nosso desenvolvimento integral.
Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.
A criatura humana modela suas reações emocionais através dos critérios dos outros, estabelecendo para si própria metas ilusórias na vida. Esquece-se, entretanto, de que suas experiências são únicas, como também únicas são suas reações, e de que o constante estado de desencontro e aflição é subproduto das tentativas de concretizar essas suas irrealidades.
Constantemente, criamos fantasias em nossa mente, bloqueamos nossa consciência e recusamos aceitar a verdade. Usamos os mais diversos mecanismos de defesa, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente, para evitar ou reduzir os eventos, as coisas ou os fatos de nossa vida que nos são inadmissíveis. A “negação” é um desses mecanismos psicológicos; ela aparece como primeira reação diante de uma perda ou de uma derrota. Portanto, negamos, invariavelmente, a fim de amortecer nossa alma das sobrecargas emocionais.
Quanto mais sonhos ilógicos, mais cresce a luta para materializá-los, levando certamente os indivíduos a se tornarem prisioneiros de um círculo vicioso e, como resultado, a sofrerem constantes frustrações e uma decepção crônica.
Um exemplo clássico de ilusão é a tendência exagerada de certas pessoas em querer fazer tudo com perfeição, aliás, querer ser o “modelo perfeito”. Essa abstração ilusória as coloca em situação desesperadora. Trata-se de um processo neurótico que faz com que elas assimilem cada manifestação de contrariedade dos outros como um sinal do seu fracasso e a interpretem como uma rejeição pessoal.
O ser humano supercrítico tem uma necessidade compulsória de ser considerado irrepreensível. Sua incapacidade de aceitar os outros como são é reflexo de sua incapacidade de aceitar a si próprio. Sua busca doentia da perfeição é uma projeção de suas próprias exigências internas. O perfeccionismo é, por certo, a mais comum das ilusões e, inquestionavelmente, uma das mais catastróficas, quando interfere nos relacionamentos humanos. Uma pessoa perfeita exigirá apenas companheiros perfeitos.
A sensação de que podemos controlar a vida de parentes e amigos também é uma das mais freqüentes ilusões e, nem sempre, é fácil diferenciar a ilusão de controlar e a realidade de amar e compreender.
A ação de controlar os outros se transforma, com o passar do tempo, em um nó que estrangula, lentamente, as mais queridas afeições. Se continuarmos a manter essa atitude manipuladora, veremos em breve se extinguir o amor dos que convivem conosco. Eles poderão permanecer ao nosso lado por fidelidade, jamais por carinho e prazer.
Em outras circunstâncias, agimos com segundas intenções, envolvendo criaturas que nos parecem trazer vantagens imediatas. Em nossos devaneios e quimeras, achamos que conseguiremos lograr êxito, mas, como sempre, todo plano oportunista, mais cedo ou mais tarde, será descoberto. Quando isso acontece, indignamo-nos, incoerentemente, contra a pessoa e não contra a nossa auto-ilusão.
Escolhemos amizades inadequadas, não analisamos suas limitações e possibilidades de doação, afeto e sinceridade e, quando recebemos a pedra da ingratidão e da traição por parte deles, culpamo-nos. Certamente, esquecemo-nos de que somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.
Gostamos de alguém imensamente e alimentamos a idéia de que esse mesmo alguém pudesse corresponder ao nosso amor e, assim, criamos sonhos românticos entre fantasias e irrealidades.
As histórias infantis sobre príncipes encantados socorrendo lindas donzelas em perigo são úteis e benéficas, desde que não se transformem em ilusórias bases de existência. Elas podem incitar os delírios de uma espera inatingível em que somente um “príncipe de verdade” tem o privilégio de merecer uma “princesa disfarçada”, ou vice-versa.
A consciência humana está quase sempre envolvida por ilusões, que impossibilitam, por um lado, a capacidade de auto-percepção; por outro, dificultam o contato com a realidade das coisas e pessoas.
Não culpemos ninguém pelos nossos desacertos, pois somos os únicos responsáveis – cada um de nós – pela quantidade de vida que experimentamos aqui e agora.
“O sentimento de justiça está em a Natureza (...) o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem...”
Procuremos auscultar nossas percepções interiores, usando nossos sentidos mais profundos e observando o que nos mostram as leis naturais estabelecidas em nossa consciência. Confiar no sentimento de justiça que sai do coração, conforme asseveram os Guias da Humanidade, é promover a independência de nossos pensamentos e viver com senso de realidade. Aliás, são essas as características mais importantes das pessoas espiritualmente maduras.
Estamos na Terra para estabelecer uma linha divisória entre a sanidade e a debilidade; portanto, é imprescindível discernir o que queremos forçar que seja realidade daquilo que verdadeiramente é realidade. Muitas vezes, podemos estar nos iludindo a ponto de negar fatos preciosos que nos ajudariam a perceber a grandiosidade da Vida Providencial trabalhando em favor de nosso desenvolvimento integral.
Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Ilusão II - Hammed
É mais produtivo para a evolução das almas acreditar naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.
As ilusões que criamos servem-nos, de certo forma, de defesas contra nossas realidades amargas. Embora possam, por um lado, nos poupar das dores momentaneamente, por outro, nos tornam prisioneiros da irrealidade. Para possuir uma mente sã, é preciso que tenhamos a capacidade de aceitação da realidade, jamais fugindo dela.
Muitos de nós conservamos a ilusão de que a posse material proporciona a felicidade; de que o poder e a fama garantem o amor; de que a força bruta lhes protegerá de uma possível agressão; e de que a prática sexual lhes daria uma integral gratificação na vida. Quase sempre, desenvolvemos essas ilusões na infância com nossos pais, professores, outros parentes, como sendo reais ensinamentos, quando, em verdade, não passam de crenças distorcidas de indivíduos que tinham o dinheiro e o sexo como divindades supremas.
Mesmo quando crescidos e maduros, sentimos medo de abandoná-las. Não será fácil renunciarmos a essas ilusões, se não nos conscientizarmos de que alegria e o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim na forma como a mente os percebe. Enquanto usarmos nossa mente, sem que ela esteja ligada a nossa sentidos mais profundos, ficaremos agarrados a esses valores ilusórios.
Às vezes, na denominada educação ou norma social, assimilamos as ilusões dos outros como sendo realidades. Aprendemos, desde a mais tenra idade, que certas emoções são ruins, enquanto outras são boas. Importa considerar, no entanto, que as emoções são amorais e que senti-las é muito diferente do agir com base nelas, eis quando passam a ser uma questão moral/social.
“Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a enveredar por um caminho de preferência a outro (...) O que se chama respeito humano não constitui óbice ao exercício do livre-arbítrio (...) São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais. Se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio (...)”
Colocar restrições às emoções é como querer segurar as ondas do mar, enquanto colocar restrições ao comportamento humano é perfeitamente possível e válido. São os comportamentos adequados que promovem o bem-estar dos grupos sociais e, inquestionavelmente, são necessários à harmonia da comunidade.
As emoções são simplesmente emoções. É importantíssimo aprendermos a perdoar e sermos compreensivos, desde que façamos isso agindo por livre escolha, não por medo ou por autonegação emocional. Na maioria dos casos, damos a outra face, não por uma capacidade de livre expressão e consciência, mas usando falsas atitudes de compreensão e espontaneidade.
Para que nossos atos e comportamentos sejam verdadeiros, as emoções devem ser percebidas como são e totalmente reconhecidas pela nossa personalidade, a fim de que nossa expressão seja natural, fácil e apropriada às situações.
Identificar uma emoção é diferente de suportá-la. Na identificação, nós a reconhecemos e, a partir daí, agimos ou não; suportar a emoção significa ignorá-la ou simplesmente tentar eliminá-la.
Censurar as emoções é ilusão; seria o mesmo que censurar a própria Natureza. Habitualmente, os pais costumam repreender o filho dizendo que não deveria ter raiva ou medo. Por certo, condenam as crianças por essas emoções e as obrigam a escondê-las, porém eles não conseguem extirpá-las. Ao punirem seus filhos, por estes expressarem suas emoções naturais, talvez não estejam usando o melhor método educativo. Não seria melhor ensinar-lhes os códigos do bom comportamento social, deixando que seu modo de ser flua com naturalidade e equilíbrio, sem anular a personalidade ou torná-los submissos?
Todos os seres humanos nascem com reações emocionais. Encontramos nos bebês emoções de raivo, quando estão impedidos de andar, pegar, brincar, ou seja, movimentar-se livremente. Verificamos também emoções de medo, quando ficam sem apoio, quando se sentem abandonados ou diante de barulhos fortes.
Na infância, se as emoções forem impedidas de se manifestar, irão ocasionar sérios danos no desenvolvimento psicoemocional do adulto, constituindo-se-lhe um obstáculo para atingir a auto-segurança.
A raiva ou o medo são emoções que proporcionam um certo “estado de alerta”, que nos mantêm despertos. Sem eles, ficamos impotentes e não conseguimos proteger nossa integridade física nem a psicológica das ameaças que enfrentamos na vida. São eles que nos orientam para a defesa ou para a fuga em situações de risco.
Obviamente, não estamos fazendo alusão às emoções patológicas e irracionais, mas àquelas que, naturais, são essenciais ao crescimento e desenvolvimento dos seres humanos.
Nossos sentidos são tudo o que temos para perceber os recados da vida; contê-los seria o mesmo que destruir o elo com nossa intimidade.
Não sentir é viver em constante ilusão, distanciando do verdadeiro significado da vida. A repressão das emoções inibe o ritmo e a pulsação interna, limita a vitalidade e reduz a percepção. Quando reprimimos uma emoção, por certo estaremos reprimindo muitas outras. Ao reprimirmos nossas emoções básicas (medo e raiva), certamente estaremos reprimindo também as emoções da afetividade. Infelizmente, não conseguiremos lidar com as dificuldades e encontrar soluções, se perdermos o contato com as leis da Natureza, aliás, criadas por Deus e que nos regem a todos. É mais produtivo para a evolução das almas acreditarem naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.
Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.
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