Estudando o Espiritismo

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domingo, 14 de abril de 2013

Afirmação Esclarecedora


"E não quereis vir a mim para terdes vida." - Jesus. (João, 5:40).

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.

Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.

Crêem e descrêem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...

É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.

Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes. Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos. Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem. Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão desvairada e enferma. Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.

Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.

Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.

Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.

Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou; regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier
Livro Fonte viva lição 36

TUDO EM DEUS


“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma.” - Jesus (JOÃO, 5: 30)

Constitui ótimo exercício contra a vaidade pessoal a meditação nos fatores transcendentes que regem os mínimos fenômenos da vida. 

O homem nada pode sem Deus. 

Todos temos visto personalidades que surgem dominadoras no palco terrestre, afirmando-­se poderosas sem o amparo do Altíssimo; entretanto, a única realização que conseguem efetivamente é a dilatação ilusória pelo sopro do mundo, esvaziando-­se aos primeiros contactos com as verdades divinas. Quando aparecem, temíveis, esses gigantes de vento espalham ruínas materiais e aflições de espírito; todavia, o mesmo mundo que lhes confere pedestal projeta­-os no abismo do desprezo comum; a mesma multidão que os assopra incumbe­-se de repô­los no lugar que lhes compete. 

Os discípulos sinceros não  ignoram que todas as suas possibilidades procedem do Pai amigo e sábio, que as oportunidades de edificação na Terra, com a excelência das paisagens, recursos de cada dia e bênçãos dos seres amados, vieram de Deus que os convida, pelo espírito de serviço, a ministérios mais santos; agirão, desse modo, amando sempre, aproveitando para o bem e esclarecendo para a verdade, retificando caminhos e acendendo novas luzes, porque seus corações reconhecem que nada poderão fazer  de si próprios e honrarão o Pai, entrando em santa cooperação nas suas obras.

Efeito Sombra - o profundo trabalho da reforma íntima que todos citam, mas fogem - vídeo

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sábado, 13 de abril de 2013

Entusiasmo - Adenáuer Novaes

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a casa edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa.” Mateus, 5:14 a 16.

Talvez essa seja uma das afirmações mais positivas que o Mestre nos trouxe, pois nos convida a viver a Vida de forma plena, verdadeira e confiantes no futuro. Concita-nos a que, através de nossa potencialidade interior, realizemos e construamos em favor da harmonia do universo. Mostrar a expressão superior do aspecto espiritual da Vida, através de feitos positivos, sem estimular nossa natural vaidade, é importante para que estimulemos aqueles que se encontram deprimidos ou sentindo-se derrotados.

É preciso que façamos brilhar nossa luz interior a fim de que nós próprios percebamos que ela existe e que é importante que nos sintamos filhos de Deus face à manifestação Dele em nós. Nossa luz interna, chama divina que habita em nosso mundo interior, é Deus presente que nos impulsiona à realização no mundo.

O sentido de fazer brilhar a nossa luz é o de construir uma Vida digna de realizações nobres e o de estimular o próximo a também crescer. É também o de não temer o futuro nem qualquer circunstância que a Vida nos coloque, tendo consciência de que tudo que nos ocorre, mesmo aquilo que nos faz sofrer, é para o nosso bem. Nada que ocorre com o ser humano é para seu prejuízo. O universo, isto é, a Vida, está sempre a favor do Espírito imortal.

O Cristo nos falou: “Assim brilhe também a vossa luz...”30, convidando-nos a iniciar um programa de reabilitação e reerguimento moral. Pode-se começar esse programa em etapas, da seguinte forma:

1. Procure alguém para desabafar. Um amigo que se predisponha a ouvi-lo. Conte-lhe sua vida, principalmente as coisas que têm causado culpa em sua consciência. Confesse-se. Não se preocupe com a censura alheia. Seja você mesmo, sem preocupações de imagem. Deus conhece você, e isso basta. Alivie sua alma com a exteriorização do que o oprime. Você verá o quanto isso fará bem ao seu estado emocional e psicológico. Devolverá a paz que você perdeu quando se envolveu em seus próprios problemas e conflitos. Não pense em castigo divino, pois esse termo é fruto do dogmatismo e da ignorância religiosa do passado que atribuía equivocadamente conceitos de bem e mal às atitudes humanas;

2. Comemore seus feitos. Relacione suas vitórias na vida e considere que você tem algo a dizer e fazer no mundo. Suas realizações devem ser consideradas sinais de que você é capaz de fazer mais do que fez. Comemore datas importantes de sua vida. Chame seus amigos. Reuna-os em momentos importantes. Seja alegre, sem excesso. Nesses encontros fale de sua satisfação em viver. Evite festas ruidosas e vazias, promovendo encontros simples, mas harmoniosos e que favoreçam a fraternidade e o amor em sua vida. Considere que, para Deus, você é tão importante quanto uma farpa ao vento ou uma galáxia inteira;


3. Acredite em você. Tenha consciência de suas possibilidades de realização, acredite no seu sucesso. Não creia que a derrota seja algo definitivo em sua vida. Reenquadre as situações de forma a perceber que, mesmo que não tenha alcançado o que queria, lembre-se de que alguma coisa você aprendeu. Nós vivemos desses pequenos aprendizados. São eles que fazem, constituem e alicerçam nossa personalidade. Suas aparentes derrotas não são decorrentes de defeitos de caráter, mas de inadequação de estratégias. Você não está só. Além de pessoas encarnadas à sua volta, você conta com Espíritos amigos e familiares que desejam seu sucesso. Acredite em você, neles e na existência de Deus;

4. Reafirme seus propósitos de felicidade. Relembre seus ideais juvenis. Aqueles que você constituiu quando se encontrava no vigor de sua juventude, acreditando que poderia transformar o mundo. Você pode fazê-lo, tenha certeza. Pode não conseguir transformar o mundo dos outros, mas com certeza transformará o seu. Seu mundo é constituído daquilo que você acredita ser a realidade e do que você espera que seja. Sua felicidade é construção pessoal e depende de seus feitos. O universo à sua volta é fruto de dois senhores: Deus e você. Ser feliz é um estado de espírito. Não é um lugar fora de você. Construa-o a cada dia de sua Vida;

5. Utilize seu encanto pessoal. Viva confiante na sua força interior e na presença divina em você. Seduza o outro através do amor que habita em você. Encante pelo sentido que você atribui à sua Vida. Ela tem mais sentido quando você se preocupa consigo e com as pessoas à sua volta. Suas idéias, emoções e ações devem buscar atender objetivos nobres e que tragam o bem estar em sua volta. Irradie sentimentos de amorosidade e compaixão. Dê um sentido divino ao que você faz. Cada ato seu deverá conter uma expressão do Bem. Seja nobre em suas emoções, pensamentos e atitudes. Não seja artificial nem vazio, não demonstre o que você não pode sustentar;

6. Conscientize-se de sua destinação espiritual. Perceba-se Espírito. Isto é mais importante do que adotar um rótulo religioso. Essa percepção significa a consciência da própria imortalidade, da reencarnação, da evolução a que está sujeito, da sua individualidade e da presença de Deus em você. Sua verdadeira essência é espiritual. Seu corpo é instrumento, é invólucro para seu progresso espiritual. Perceba que seu referencial de Vida não se encontra neste mundo de provas e expiações, mas do outro lado da Vida. Sem se ausentar do mundo, considere que os máximos valores do ser humano estão no espiritual;

Do ponto de vista psíquico pode-se perceber que a mensagem implícita nessa parábola vai ao encontro da necessidade de se colocar o Self no comando da vida consciente. Pôr a candeia no velador quer dizer, colocar o princípio organizador do Self à frente do ego. Fazer brilhar a luz é, nesse sentido, seguir o processo de individuação pari passu com a evolução espiritual, sem a pressa característica de quem não percebe que temos várias existências, nas quais poderemos ir, aos poucos, vencendo novas etapas, mas conscientes da urgência da autotransformação.

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”


O desenvolvimento espiritual é um processo pessoal e intransferível. Ninguém substitui ninguém no processo de crescimento espiritual. Cada um deverá trilhar sua própria caminhada na direção de si mesmo. Um dia, em algum lugar, inexoravelmente, de forma exclusiva, nos depararemos conosco mesmos. Sem dúvida esse será um momento singular e extremamente solitário, no qual desejaríamos a companhia de alguém, mas que, depois, teremos a certeza de que seria mesmo melhor estarmos sozinhos. Renunciar a si mesmo é renunciar ao ego e à separatividade da consciência. Para renunciar a ele é necessário que ele esteja devidamente estruturado. Ninguém renuncia ao que não está consolidado. Um ego enfraquecido deve primeiro ser trabalhado para recompor a própria consciência da existência.

Ir nas pegadas do Cristo é colocar a mente a serviço do bem, da paz, da harmonia, confiantes no destino superior da alma humana. Somos filhos de Deus e merecemos um destino melhor do que aquele que nossos medos nos conduziriam se não fosse a esperança que todos temos. A psiquê humana foi estruturada, ao longo da evolução espiritual, para que o Espírito se adaptasse adequadamente à Vida e apreendesse as leis de Deus.

O terapeuta, tanto quanto o trabalho que os Espíritos fazem nas desobsessões, são auxiliares da cura. Cada um será responsável pela sua própria cura. Ninguém se elevará na evolução por tabela ou imitação do outro. A evolução do ser humano é singular.

Psicologia subjetiva - Adenáuer Novaes


“Tu és mestre em Israel, e não compreendes estas cousas?” João, 3:10.

Há passagens no Evangelho cuja compreensão se torna difícil se não buscarmos uma análise subjetiva, desvinculada da época e da cultura em que foi citada. A análise subjetiva visa buscar o sentido psicológico contido por detrás das palavras metaforicamente utilizadas.

Há aparentes aberrações e contradições em certos trechos, em parte creditadas às traduções e à ausência de vocábulos, à época, que expressassem o sentido que o Cristo pretendia afirmar. Escolhemos alguns trechos que merecem uma análise psicológica a fim de retirarmos as interferências culturais e as limitações lingüísticas impostas.

Mesmo que acreditemos que as palavras do Cristo tivessem um sentido e um objetivo únicos, e que visassem permitir exclusivamente uma única interpretação, não poderíamos deixar de considerar que sua percepção por parte de quem as ouvisse ou lesse, sofreria variações de acordo com a cultura em que estivesse inserido, bem como com seu nível de evolução. O que equivale dizer que o Cristo quis passar uma mensagem calcada nas leis de Deus, e o fez através de frases cuja construção permitisse flexibilidade e maleabilidade de compreensão ao longo da evolução do ser humano. O que de fato ocorreu, pois até hoje é possível, e o será por muito mais tempo, entender o significado do amor inscrito em sua mensagem imortal.

Se pegarmos, por exemplo, a seguinte colocação do Cristo em Mateus, 10:37:

“Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos e irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.”

A frase propõe uma submissão sectária ao Cristo à custa do afastamento da família, o que depõe contra seu propósito em fortalecer a sociedade a exemplo de um reino onde vigorasse a paz e o amor.

Por outro lado se buscarmos perceber sob um ponto de vista psicológico, notaremos que se trata de valorização excessiva das influências atávicas do ser humano, em detrimento da percepção da mensagem renovadora do Evangelho.

Durante muito tempo, e por várias encarnações, seguimos os ditames da cultura, explícitos nos sentimentos ligados à noção de pátria ou nação, nas tradições de clãs e famílias, nos sectarismos de grupos, partidos, castas e sociedades exclusivistas. Essa ligação, muitas vezes, nos impede de avançar ao encontro de sentimentos, idéias e emoções superiores e da valorização de sentimentos altruístas de fraternidade, igualdade e amor. Ligamo-nos psicologicamente a esses determinantes, esquecendo-nos da transformação individual que nos compete realizar.

Aos poucos, e a partir de experiências significativas nas diversas culturas, o Espírito percebe sua inserção numa família maior, a família cósmica. Esse sentimento de integração numa família maior, não o afasta de continuar vinculado a uma família ou clã, nação, etc.


A desvinculação psicológica das ligações parentais é fundamental para o desenvolvimento espiritual do ser humano. Devemos permanecer ligados afetivamente àqueles que fazem parte de nossa família originária, porém devemos aprender a separar as tendências egóicas do grupo familiar
daquelas que são da individualidade. Somos Espíritos que devemos realizar o progresso social, porém sem perder nossa individualidade.

O Espírito imortal possui faculdades por nós desconhecidas e que ainda vamos descobri-las ao longo da evolução. O Cristo, com suas palavras, atingia o Espírito buscando facultar-lhe o desenvolvimento dessas faculdades. Para conseguir isso temos que aprender a nos desvincular das influências parentais que nos afastam do encontro conosco mesmos, com o próximo e com Deus.

Ele pede ainda o sacrifício da própria vida, o que seria um contra-senso, pois o objetivo do Cristo é a consciência da vida e de seu valor. A vida que deve ser sacrificada é a do ego com seus desejos de poder e de realizar-se sem se orientar pelos princípios organizadores do Espírito através do Self.

Ir ao Cristo, aborrecendo a família e sacrificando a Vida é o processo de individuação a que se refere Jung, em que o Espírito se ilumina permanecendo consciente de seus referenciais psicológicos sem se deixar determinar-se por eles. É uma mensagem direta ao inconsciente para que este se realize na consciência.

A psiquê é uma estrutura do Espírito que executa funções complexas a serviço do processo evolutivo. Nela se processam elaborações psíquicas que irão redundar em ações e reações do Espírito. O Cristo falava com a consciência de que poderia alcançar aquela estrutura. Asfrases, aparentemente desconexas para o ego, não são para a psiquê, pois esta possui a faculdade de decodificar o sentido das mensagens existentes por detrás das palavras.

“Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.”

Seria absurdo pensar que o Cristo estaria incentivando o descuido para com o funeral necessário ao corpo de todo aquele que desencarna. Todo corpo merece funeral digno, seja com cremação ou enterro. Porém, como bem colocou Allan Kardec, ele, ao dizer aquela frase, se referia aos excessivos cuidados, não só com o corpo do falecido, como também com seus pertences. Costuma-se agir como se o desencarnado ainda estivesse presente, transferindo-se para os objetos que lhe pertenceram, os sentimentos que se tinha por ele. O alerta do Cristo é para que nos voltemos para o 
Espírito e não para a matéria. Os mortos são aqueles que se ligam demasiadamente às coisas materiais que pertenceram ao desencarnados.

Por outro lado, no aspecto psicológico, podemos entender que, na psiquê, temos aspectos desconhecidos ou negados, os quais Jung chamou de sombra. Ela pode ser negativa ou positiva, pois contém não só aquilo que não sabemos que internamente existe em nós, e que são conquistas positivas, como também conteúdos que negamos em nossa personalidade, por serem aspectos sombrios e de difícil aceitação como componentes de nossa personalidade.

Há conteúdos psíquicos que fazem parte de nossa personalidade e que são responsáveis por atitudes aversivas e inadequadas que ainda temos, aos quais permitimos que continuem influenciando nosso comportamento, cujo valor que lhes atribuímos contribui para que permaneçamos em estágios evolutivos infantis. Embora nossa sombra possua conteúdos bem vivos e atuantes em nós, tornam-se mortos pela forma como os relegamos. São matéria morta da psiquê que nos tornam mortos para a vida. ‘Enterrar’ essa matéria é trabalhar seu conteúdo de forma a diluir seus efeitos até que desapareçam ou se transformem.

A nossa limitação está em conseguir descobrir qual o conteúdo daquela matéria. O que faz parte dela é uma incógnita, a qual nem sempre se descobre a solução. Devemos começar pela auto-análise, onde tentaremos descobrir os dificultadores de nossa existência, que estão dentro de nós.

Muitas vezes choramos ou lamentamos exageradamente alguma dor ou perda, esquecendo-nos que estamos passando por uma ‘morte’ necessária. Alguns aspectos do ego precisam morrer para permitir a expressão do Espírito. Durante a Vida enfrentamos várias mortes e, aprender a dar o valor adequado, nem maior nem menor, às nossas dores é sinal de maturidade psicológica. Não adianta se insurgir contra os ciclos naturais da Vida. É preciso reconhecer quando é o momento de enterrar velhas atitudes, idéias, emoções e escolhas para iniciar um novo estágio evolutivo.

Devemos também ter a consciência de que não é aconselhável dar mais atenção ao ‘lixo’ do passado, após ter sido trabalhado o suficiente para ser dissolvido. Quem permanece com as sombras do passado acaba por se tornar sombrio. Quem só enxerga o aspecto negativo da existência, torna-se uma pessoa depressiva e triste, contaminando os outros com quem convive.

“Não vim trazer paz, mas espada.”

Parece também contraditória essa colocação do Cristo, mas se analisarmos que a psiquê deve estar sempre num embate entre o consciente e o inconsciente, entenderemos que aquela divisão é o confronto entre os opostos em nós. A divisão que ele veio trazer não é só aquela que nos coloca em confronto com aqueles que ainda não entendem sua mensagem. A divisão se dá quando assumimos sua mensagem como roteiro de Vida e temos que romper com nosso passado, reiniciando a vida sob novas condições.

O ser humano, ao entrar em contato e interiorizar a mensagem do Cristo, entrará em conflito face às exigências do mundo a que está acostumado. Sua psiquê, através do ego, até então acostumado com os mecanismos de defesa frente à necessidade de mudar de direção, ver-se-á na obrigatoriedade de transformar-se. A divisão é a percepção dos opostos e a necessidade de integrá-los para alcançar-se efetivamente a paz de espírito.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Involução e evolução


Involução e evolução

Segundo as tradições, o processo completo de evolução ou "desdobramento" nunca poderia ter ocorrido sem um processo prévio de involução ou "dobramento." Não só não se pode explicar o mais alto em termos do mais baixo, como também o mais alto não emerge, de fato, do mais baixo; mas o contrário é verdadeiro, de acordo com as tradições. Isto é, as dimensões ou níveis mais baixos são realmente sedimentos ou depósitos das dimensões mais altas, e descobrem seu significado por causa das dimensões mais altas, das quais são uma versão diluída ou de nível inferior. Este processo de sedimentação é chamado de "involução" ou "emanação." Segundo as tradições, antes que a evolução ou desdobramento do Espírito possa acontecer, a involução ou o dobramento do Espírito deve ocorrer: o mais alto sucessivamente decai para o mais baixo. Deste modo, os níveis mais altos parecem emergir dos níveis mais baixos durante a evolução - por exemplo, a vida parece emergir da matéria - porque, e só porque, ambas foram primeiramente lá sedimentadas pela involução. Você não pode conseguir o mais alto a partir do mais baixo a menos que o mais alto já esteja lá, em potencial - dormindo, por assim dizer - esperando para emergir. O "milagre da emergência" é simplesmente o jogo criativo do Espírito nos campos de sua própria manifestação.
Portanto, para as tradições, o grande jogo cósmico começa quando o Espírito se exterioriza, por esporte e divertimento (lila, kenosis), para criar um universo manifesto. O Espírito se "perde", "esquece" de si próprio, assume uma fachada mágica de diversidade (maia), a fim de criar uma grande brincadeira de esconder consigo mesmo. Inicialmente, o Espírito se projeta para criar a alma, a qual é um reflexo diluído e um degrau abaixo do Espírito; a alma, então, desce para a mente, uma reflexo ainda mais pálido da glória radiante do Espírito; em seguida, a mente desce para a vida, e a vida desce para a matéria, que é a forma mais densa, mais baixa, menos consciente do Espírito. Poderíamos representar isto como: O Espírito-como-espírito desce para o Espírito-como-alma, que desce para o Espírito-como-mente, que desce para o Espírito-como-corpo, que desce para o Espírito-como-matéria. Estes níveis do Grande Ninho são todos formas do Espírito, mas essas formas tornam-se cada vez menos conscientes, cada vez menos cientes de sua Origem e Qüididade (Rubrica: filosofia.
Entre os escolásticos, essência ou natureza real de algo), 
cada vez menos sensíveis à sua Essência eterna, embora nada mais sejam do que o Espírito-em-jogo.
Se representarmos os principais estágios emergentes da evolução como (A), (A + B), (A + B + C), e assim por diante - onde os sinais de adição significam que algo está emergindo ou sendo adicionado à manifestação - então podemos representar a involução como o prévio processo de subtração: o Espírito começa íntegro e completo, com todas as manifestações contidas potencialmente em si mesmo, que podemos representar em colchetes: [A + B + C + D + E]. O Espírito dá o primeiro passo na manifestação - e começa a perder-se na manifestação - desprendendo-se da natureza espiritual pura e assumindo uma forma manifesta, finita, limitada - isto é, a alma [A + B + C + D]. A alma agora esqueceu "E," ou sua identidade radical com e como Espírito; com a confusão e ansiedade resultantes, a alma foge deste terror descendo para a mente [A + B + C], que esqueceu "D," seu esplendor de alma; e a mente foge para a vida, esquecendo "C," ou sua inteligência; e, finalmente, a vida perde sua vitalidade vegetativa "B" e surge como a matéria "A", insenciente, inanimada, - neste ponto, algo como o Big Bang acontece, quando então a matéria explode na existência concreta e parece existir em todo o mundo manifesto apenas matéria insenciente, inanimada, morta.
Mas, curiosamente, esta matéria é ativa, não é mesmo? Não parece ficar deitada, aproveitando o seguro- desemprego, assistindo TV. Incrivelmente, esta matéria começa a dar-se corda: "ordem a partir do caos" é como a física da complexidade chama isto - ou estruturas dissipativas, ou auto-organização, ou transformação dinâmica. Mas os tradicionalistas foram mais diretos: "Deus não permanece petrificado e morto; as pedras clamam e elevam-se na direção do Espírito," como afirmou Hegel.
Em outras palavras, de acordo com as tradições, uma vez que a involução aconteceu, então a evolução começa ou pode começar, movendo-se de (A) para (A + B), para (A + B + C), e assim por diante, com cada principal passo emergente nada mais sendo do que um desdobramento ou lembrança das dimensões mais elevadas que foram secretamente dobradas ou sedimentadas nas mais baixas durante a involução. Aquilo que foi desmembrado, fragmentado e esquecido na involução é relembrado, reunido, inteirado e percebido durante a evolução. Daí a doutrina da anamnese, ou "recordação" platônica e vedântica, tão comum nas tradições: se a involução é um esquecimento de quem você é, a evolução é uma recordação de quem e o que você é - tat tvam asi: você é Isto. Satori, metanóia, moksha, e wu são alguns dos nomes clássicos para esta realização.
Os escritos de Wilber são evolucionários do início ao fim. A metáfora que melhor encaixa suas idéias é o modelo da escada (embora nos últimos anos ele tenha aperfeiçoado suas visões tanto que, atualmente, prefere a metáfora do rio).
De acordo com Wilber, a evolução tem um componente interior que não é facilmente descoberto pela ciência convencional. A ciência estuda as formas exteriores da vida e conclui que a evolução é basicamente uma questão de complexidade física. Mas a filosofia esotérica acrescenta uma dimensão interior: a evolução é também uma questão de aumento de profundidade e qualidade. Isso pode ser ilustrado graficamente no diagrama abaixo:

Intuição
  
  
  
  
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Mente
  
  
  
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Emoções
  
  
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Vitalidade
  
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Matéria
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minerais
plantas
animais
humanos
místicos

Essencialmente todos os princípios de desenvolvimento que Wilber descreve podem ser ilustrados por esse diagrama dos reinos da natureza. As plantas transcendem os minerais, assim como os animais transcendem as plantas, os humanos transcendem os animais e os místicos transcendem os humanos. Mas as plantas também incluem os minerais (elas têm um corpo físico), assim como os animais incluem as plantas ("vitalidade"), assim como os humanos incluem os animais (têm sentimento), e os místicos incluem os humanos (têm senso crítico).
Não há nada sobre esse diagrama que sugere a idéia de opressão ou desvalorização, como aqueles que se opõem à idéia de desenvolvimento hierárquico geralmente pensam; é simplesmente a forma que a Natureza funciona.
Na verdade, essa é uma visão inspiradora do desenvolvimento da vida e da mente. Entretanto, como a mente PODE reprimir as emoções, os humanos podem também abusar dos animais e da natureza em geral. Esse é um infeliz problema que deveria ser evitado a todo custo, embora a compreensão sobre o mecanismo da evolução não pode ser abandonada. Em doutrinas menos conhecidas da filosofia de Wilber está a idéia da involução. Nessa visão, estágios elevados podem ocorrer APÓS estágios mais básicos, mas isso não significa que são totalmente CAUSADOS por eles. Isto não é nada senão o materialismo. A filosofia esotérica afirma que quando a involução precede a evolução, o movimento inverso do espírito para a matéria. Sem a involução, a evolução é um processo instável de novas realidades "emergentes" constantes; com a involução, é um processo compreensível do grande movimento da Vida.
Na visão esotérica, o Espírito se manifesta na matéria e agrega todas as camadas de corpos "físicos" – isso foi muito bem elaborado no Neoplatonismo -- até alcançar o nadir da existência no plano material. A partir desse momento, o Espírito se move para cima novamente, transcendendo todas as camadas, até retornar ao seu ponto de partida no Divino. Essa grande visão efetivamente contraria a visão popular de que nós perdemos o Espírito em algum ponto nos primeiros anos de nossas vidas, quando nos tornamos adultos racionais. Esse romantismo é um exemplo da falácia pré-trans.
                        A grande síntese – o porquê da involução-evolução.
Wilber, rumo a uma teoria geral dos campos de energia
Queda e salvação, Ubaldi
O projeto Atman cap. Final
Pastorino apostila 1

Retirado do Blog Fábio Pires

http://fabiopiresv.blogspot.com.br/2011/07/jornada-da-evolucao-consciente-1.html

Reforma íntima passo a passo



Para fazermos nossa Reforma Íntima, é necessário, em primeiro lugar, que tenhamos consciência de nossos erros, ou seja, que saibamos o que e porque precisamos mudar. Mesmo que as pessoas nos mostrem nossos defeitos e falhas, não seremos capazes de eliminá-los enquanto acharmos que agimos de maneira correta. É necessário pois, refletirmos sobre tudo o que nos é dito e termos o discernimento para diferenciar o que está certo e o que está errado em nossas condutas.

Nós, seguidores da Doutrina Espírita, que acreditamos na comunicação dos espíritos, em suas mensagens e orientações , não temos motivos para continuar buscando justificativas para nossos erros.

Não podemos nos acomodar na condição de espíritos imperfeitos, justificando todas as nossas faltas, aceitando com naturalidade nossos tropeços e nos modificando apenas naquilo em que não exige muito esforço de nossa parte. Esta é uma escolha muito cômoda e com pouquíssimos méritos.

Precisamos, sim, reconhecer nossos defeitos, identificar nossas maiores dificuldades e procurar nos melhorar a cada dia, sem remorso e culpa quando falharmos em nossos objetivos de melhoria, agindo de maneira impulsiva, fazendo mau uso da palavra ou tendo pensamentos infelizes.

Temos que ter em mente que não conseguiremos mudar completamente de um dia para outro. Nossa reforma interior deve ser feita passo a passo, uma conquista de cada vez.

Um alcoólatra ou um fumante pode abandonar seu vício, mas isso não quer dizer que deixará de ter a necessidade de beber ou fumar de uma hora para outra. Apenas com o tempo, com persistência e muita determinação, esta vontade deixará de existir e ele poderá, finalmente, dizer que está curado!

Assim, devemos nos preocupar, primeiramente, na mudança de nossas ações e de nossas palavras para então procurarmos modificar nossos pensamentos. É muito difícil, por exemplo, não ficarmos revoltados quando alguém nos agride e nos ofende; mas podemos evitar o revide. É difícil amarmos uma pessoa com quem antipatizamos; mas isso não impede que a tratemos com respeito. Muitas vezes, por mais que nos esforcemos, torna-se impossível controlar um sentimento de inveja, ciúme, ódio... mas temos todas as possibilidades de não externarmos essas emoções.

Quando conseguirmos dominar nossos impulsos, teremos ultrapassado o obstáculo mais difícil. A partir desse momento começaremos a descobrir os resultados de nossa nova conduta; perceberemos, pouco a pouco, que tudo aquilo que fizemos com dificuldade e contra nossa vontade, tem-nos proporcionado um melhor relacionamento com nossos familiares, amigos e, até mesmo, com os nossos desafetos. Os problemas estarão cada vez mais fáceis de serem solucionados e nos sentiremos mais felizes, mais leves e, o mais importante, mais próximos de Jesus.

Autoria:
Alexandre Ferreira

Do site: http://www.neapa.org.br/ea0413c

domingo, 7 de abril de 2013

COMO FOI PSICOGRAFADO O LIVRO MEMÓRIAS DE UM SUICIDA 28/10/2010



Material extraído do livro Pelos Caminhos da Mediunidade Serena. Em agosto de 1975, o extinto periódico carioca Obreiro do Bem, publicou mais uma entrevista de Yvone Pereira. Uma entrevista histórica, em que a pupila de Charles fala sobre os primeiros contatos com o espírito Camilo Castelo Branco. Obreiros do Bem – Todos os espíritas reconhecem memórias de um suicida como uma autêntica obra prima, desses livros que aparecem a cada cem anos. Como se travou seu conhecimento com Camilo Castelo Branco e quais as circunstâncias que cercaram a captação do livro? Yvone Pereira - Creio que meu conhecimento com Camilo seja até de vidas passadas, porque, segundo as referencias que tenho a respeito de meu pretérito, eu residi, ou pelo menos desencarnei, em Lisboa, Portugal, e a primeira vez que o vi, nesta presente existência, contava doze anos, somente, não sabia que fosse ele Camilo Castelo Branco. Vi aquele espírito muito triste, torturado, mas, repito, não sabia que era Camilo. No ano de 1956, depois de ter sido dado a público, Memórias de um Suicida, em novembro de 1955, fui pela primeira vez, a Pedro Leopoldo. Nunca havia conversado com o Chico, do mesmo modo, portanto, que nunca havíamos trocado ideias sobre esse assunto. Estávamos, então, na residência de Chico, onde, na sala, conversávamos com D. Esmeralda Bittencourt, de quem ele era muito amigo, e a qual havia perdido dois filhos, em circunstâncias trágicas. Chico Consolava-a muito. Foi quanto recebeu para d. Esmeralda uma comunicação do filho que havia falecido depois do que escreveu alguma coisa que passou às minhas mãos, dizendo tratar-se de um soneto de Antero de Quental, a mim endereçado. “Diz ele”, continuou o Chico, que, quando se deu o seu suicídio em Lisboa, ele era mocinho e recorda-se muito dos comentários da sociedade, a esse respeito. Aceitei plenamente a comunicação, porque Chico não sabia de nada do que se havia passado comigo,nem mesmo na existência presente. Procurei, então, saber a época em que viveu Antero de Quental: e vim a constatar que foi justamente o tempo de Camilo Castelo Branco. Quanto às circunstancias de captação do livro, não creio haja acontecido de algo especial, propriamente. Apenas um belo dia, em 1926, depois do receituário que desenvolvia no centro espírita de Lavras, senti o braço escrever, vi Camilo, e começaram desde então a surgir os episódios de memórias de um suicida. Acontece que o escritor dava apenas as narrativas, sem nenhum comentário doutrinário. Como fosse muito nova e conhecesse pouco à doutrina,eu passei a achar que talvez se tratasse de mistificação; mas, como gostasse, no fundo, do que por assim dizer surgia no papel, continuei a escrever, diariamente, na instituição já citada, após o receituário abundantíssimo. Só vinte e cinco anos, após, quando eu morava no Rio de Janeiro, tendo os espíritos me orientado no sentido de rever o livro bem como termina-lo, porque ele não estava completo, foi que se apresentou Léon Denis e auxiliou Camilo a elaborar o conteúdo doutrinário existente da obra. Notas: 1- Divaldo P. Franco, em entrevista a mim concedida para a composição do livro Yvone Pereira: uma heroína silenciosa, afirmou que Francisco Candido Xavier, lhe havia contado impressões do espírito André Luiz sobre Memórias de um suicida. Andre Luiz, dizia a Chico, considerava-o o livro dos últimos cinquenta anos e dos próximos cinquenta, ou seja, uma obra que viera marcar um século. 2-Antero T. Quental era originário de Açores, tendo nascido em Ponta Delgada a 18 de abril de 1842, vindo a cometer suicídio 11 de setembro de 1891, também em Açores. Poeta e escritor, invulgar e foi licenciado em direito, tendo deixado textos políticos, poemas líricos-filosoficos, prosas sócio-históricas e outros. A considerar o que o texto afirma o suicídio de Yvone, em Lisboa, teria acontecido entre os anos de 1854 a 1867, considerando uma margem de erro razoável, em relação à mocidade aludida por Antero. Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.35-36. Imagem: Google.emagrecer sem mistério

CRISTO E SUA AÇÃO – PARTE II

Clique no Sabedoria do Evangelho 3 - Pastorino,  no link ao lado e vá até a Página. 142

Para enriquecer a leitura consulta "A segunda vinda do Cristo" de Yogananda, por enquanto em espanhol e inglês, o discurso 21 do primeiro livro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

lista de defeitos morais - CE Jesus de Nazaré


Os três defeitos morais; orgulho, vaidade e egoísmo resumem e englobam todos os outros defeitos morais existentes. Esses são alguns defeitos você tem que analisar com calma e parcimônia, não tenha medo de ser  cruel com você mesmo, você merece ser feliz o mais rápido possível e ser verdadeiro consigo mesmo é a tônica deste trabalho. Não encubra seus defeitos por medo de sofrer ou por orgulho, não vale a pena. O ideal é identificar os cincos defeitos que mais te incomoda e cuidar destes primeiro.

                                           
      Orgulho
      Egoísmo
      Vaidade
      Inveja
      Ambição
      Drogas
      Alcoolismo
      Cigarro
      Prostituição
      Paixão sexual
      Violência
      Revolta
      Preguiça
      Ociosidade
      Consumismo
      Desamor
      Crueldade
      Ódio
      Impaciência
      Maledicência
      Ciúme
      Melindre
      Mágoa
      Inveja
                                                                                      Rancor                                                                            
      Desânimo
      Medo
      Depressão
      Tristeza,
      Prepotência
      Ganância
      Avareza
    Luxúria
                                                                                            Intolerância                                                                                
      Crítica
      Discórdia
      Comodismo
      Omissão
      Irresponsabilidade
      Indisciplina quanto aos sentimentos
      Avareza
      Cobiça
      Vontade de se apropriar das coisas alheias
      Instinto de destruição
      Maledicência
      Sensualidade
      Avareza
      Ingratidão
      Destempero
      Mentira
      Exagero
      Descontrole emocional
      Falta de piedade
      Agitação
      Fofoca
      Indisciplina
      Calunia
      Desejar mal
      Falar sem pensar
      Impor ideias
      Desejar o mal
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