Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Perispírito - Heu

Perispírito - (do grego: em torno, e do latim: Spiritus, alma, espírito) é o envoltório sutil e perene da alma, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico. Empregada pela primeira vez porAllan Kardec, no item 93 de “O Livro dos Espíritos”. Alma e perispírito constituem o espírito. 
        O homem é um ser triplo:
        O perispírito, formado por substâncias químicas que transcendem a série_estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria_rarefeita, alterando-se, de acordo com opadrão vibratório do campo interno.
        Organismo delicado, com extremo poder_plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
        Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo_físico, ainda animalizado ou enfermiço.
        O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.
[10 - página 31] - Emmanuel 1952
Os especialistas calculam que os experimentos dos próximos dez anos conseguirão finalmente isolar partículas da matéria escura e desvendar o maior mistério do universo.

Se as propriedades da matéria escura forem compatíveis com a Natureza do Perispírito, a ciência ao conseguir meios para desvendar a matéria escura acabará desvendando o perispírito.
[0]
        O Espírito tira o seu invólucro semimaterial do fluido_universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando_de_um_mundo_a_outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.  Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro. 
  • O corpo espiritual não retém somente a prerrogativa de constituir a fonte da misteriosa força plástica da vida, a qual opera a oxidação orgânica; 
  • é também ele a sede das faculdades, dos sentimentos, 
  • da inteligência 
  • e, sobretudo, o santuário da memória, em que o ser encontra os elementos comprobatórios da sua identidade, através de todas as mutações e transformações da matéria.
[71 - página 133]  - Emmanuel - 1938
        O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido_cósmico; é uma condensação desse fluido e tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. 
        No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. 
        O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes. 
A Gênese - Allan Kardec - [38  cap. XIV  pág.277  it. 7 ]
O perispírito, mais tarde, será objeto de mais amplos estudos das escolas espiritistas cristãs.
O vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita
.
[96 - página 85] - André Luiz
        Figuremos, primeiramente, o Espírito em união com o corpo.
  • O Espírito é o ser principal, pois que é o ser que pensa e sobrevive.  
  • O corpo humano não passa de um acessório seu, de um invólucro, uma veste, que ele deixa, quando usada.  
  • Além desse invólucro material (corpo humano), tem o Espírito um segundo corpo, semimaterial (o perispírito), que liga o Espírito ao corpo humano. 
        Por ocasião da morte, o Espírito despoja-se do corpo humano, porém não do  perispírito.  Esse invólucro semimaterial, que tem a forma humana, constitui para o Espírito um corpo fluídico, vaporoso, mas que, pelo fato de nos ser invisível no seu estado normal, não deixa de ter algumas das propriedades da matéria.  
        O Espírito não é, pois, um ponto, uma abstração; é um ser limitado e circunscrito, ao qual só falta ser visível e palpável, para se assemelhar aos seres humanos.
  • Por que, então, não haveria de atuar sobre a matéria?  
  • Por ser fluídico o seu corpo?  
  • Mas, onde encontra o homem os seus mais possantes motores, senão entre os mais ratificados fluidos, mesmo entre os que se consideram imponderáveis, como, por exemplo, a eletricidade? 
  • Não é exato que a luz, imponderável, exerce ação química sobre a matéria ponderável? 
        Não conhecemos a natureza_íntima_do_perispírito. Suponhamo-lo, todavia, formado de matéria elétrica, ou de outra tão sutil quanto esta: por que, quando dirigido por uma vontade, não teria propriedade idêntica à daquela matéria?
         
O corpo espiritual, à feição de protoforma humana, diante das reações do sistema nervoso, eleito para sede dos instintos superiores, com a faculdade de arquivar reflexos condicionados.

        Atingindo a maioridade moral pelo raciocínio, cabe a nós aprimorar as manifestações do nosso perispírito e enriquecer-lhe os atributos, porque todos os nossos sentimentos e pensamentos, palavras e obras, nele se refletem, gerando conseqüências felizes ou infelizes, pelas quais entramos na intimidade da luz ou da sombra, da alegria ou do sofrimento.
Emmanuel  (21 de Julho de 1958) [56 - página 15]
        A elevação dos sentimentos, a pureza da vida, os nobres impulsos para o bem e para o ideal, as provações e os sofrimentos pacientemente suportados, depuram pouco a pouco as moléculas perispiríticas, desenvolvem e multiplicam as suas vibrações. Como uma ação química, eles consomem as partículas grosseiras e só deixam subsistir as mais sutis, as mais delicadas. 
        O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
  1. O corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
  2. A alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
  3. O princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.
[9a - página 104 questão 135]
        Esse segundo invólucro da alma, ou perispírito, existe, pois, durante a vida corpórea; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo.
       Para nos servirmos de uma comparação material, diremos que é o fio elétrico condutor, que serve para a recepção e a transmissão do pensamento; é, em suma, esse agente misterioso, imperceptível, conhecido pelo nome de fluido nervoso, que desempenha tão grande papel na economia orgânica e que ainda não se leva muito em conta nos fenômenos fisiológicos e patológicos.
       Tomando em consideração apenas o elemento material ponderável, a Medicina, na apreciação dos fatos, se priva de uma causa incessante de ação. Não cabe, aqui, porém, o exame desta questão. Somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis.
        O perispírito não constitui uma dessas hipóteses de que a ciência costuma valer-se, para a explicação de um fato. Sua existência não foi apenas revelada pelos Espíritos, resulta de observações, como teremos ocasião de demonstrar. Por ora e por não nos anteciparmos, no tocante aos fatos que havemos de relatar, limitar-nos-emos a dizer que, quer durante a sua união com o corpo, quer depois de separar-se deste, a alma nunca está desligada do seu perispírito.
        ... Conforme a vida de nossa mente, assim vive nosso corpo espiritual. Nosso amigo entregou-se, demasiado às criações interiores do tédio, ódio, desencanto, aflição e condensou semelhantes forças em si mesmo, coagulando-as desse modo, no veículo que lhe serve às manifestações. Daí, esse aspecto escuro e pastoso que apresenta. Nossas obras ficam conosco. Somos herdeiros de nós mesmos.
        — Mas... e se nosso Irmão trabalhasse? se depois da morte procurasse conjugar o verbo servir? — inquiriu meu colega, preocupado.
        Ah! indiscutivelmente o trabalho renova qualquer Posição mental. Gerando novos motivos de elevação e novos fatores de auxílio, o serviço estabelece caminhos outros que realmente funcionam como recursos de libertação. Por isso mesmo, o constante apelo do Senhor à ação e à fraternidade se estende, junto de nós, diàriamente através de mil modos... Todavia, quando não nos devotamos ao trabalho, enquanto nos demoramos na vestimenta terrestre, mais difícil se faz para nós a superação dos obstáculos mentais, porque a indolência trazida do mundo é tóxico cristalizante de nossas idéias, fixando-as, por vezes, durante tempo indefinível. Se pretendemos Possuir um psicossomasutilizado capaz de reter a luz dos nossos melhores ideais, é imprescindível descondensá-lo pela sublimação_incessante_de_nossa_mente, que precisará, então, centralizar-se no esforço infatigável do bem. É para esse fim que o Pai Celestial nos concede ...
  • a dor e a luta,
  • a provação e o sofrimento, únicos elementos reparadores, suscetíveis de produzir em nós o reajuste necessário, quando nos pomos em desacordo com a Lei.
[4 - páginas 100/101] - André Luiz
        Não nos esqueçamos de que temos diante de nós o veículo espiritual, por excelência vibrátil. O corpo da alma modifica-se, profundamente, segundo o tipo de emoção que lhe flui do âmago. Isso, aliás, não é novidade.
  • Na própria Terra, a máscara física altera-se na alegria ou no sofrimento, na simpatia ou na aversão.
  • Em nosso plano, semelhantes transformações são mais rápidas e exteriorizam aspectos íntimos do ser, com facilidade e segurança, porque as moléculas do perispírito giram em mais alto padrão vibratório, com movimentos mais intensivos que as moléculas do corpo carnal.
        A consciência, por fulcro anímico, expressa-se, desse modo, na matéria sutil com poderes plásticos mais avançados.
[4 - páginas 107] - André Luiz
 
O perispírito, para a mente, é uma cápsula mais delicada, mais suscetível de refletir-lhe a glória ou a viciação, em virtude dos tecidos rarefeitos de que se constitui.
[96 - página 58] - André Luiz
        O perispírito ou corpo espiritual foi reconhecido pela Igreja desde os primeiros tempos. 
  • Tertuliano, 
  • Basílio, 
  • Cirilo de Jerusalém, 
  • Evódio (bispo de Uzala), 
  • e muitos outros a ele se referiram.
O perispírito - Intrinsecamente indivisível.
[1 - página 52]
Projeção energética da alma.

 
[1 - página 61] 
        No nascimento, desencadeado, com a concepção, o processo morfogênico, e ligado o Espírito ao embrião, o perispírito passa a expandir-se, moldando e sustentando o novo organismo em crescimento. Continua sustentando a organização física – modelando, também, os elementos em renovação – até os últimos instantes da vida biológica. (Ver: Restringimento)
        O perispírito é indestrutível como a própria alma. Nem os milhões de graus de calor dos sóis, nem os frios do espaço infinito têm ação sobre esse corpo incorruptível e espiritual. Somente a Vontade o pode modificar, não porém, mudando-lhe a substância, mas expurgando-a dos fluidos grosseiros de que se satura no começo de sua evolução. É o transmissor de nossas impressões, sensações e lembranças. 
        Quanto mais elevado é o Espírito,... 
  • tanto mais sutil, leve e brilhante é o perispírito, 
  • tanto mais isento de paixões e moderado em seus apetites ou desejos é o corpo. 
        A nobreza e a dignidade da alma refletem-se sobre o perispírito, tornando-o mais harmonioso nas formas e mais etéreo.
        O Perispírito rege a vida física, dinamizando a energia vital aglutinada no chamado duplo_etérico, através de seus centros_de_força.  Como estes se projetam no duplo etérico, de natureza mais próxima à do corpo material, refletindo-se neste, torna-se possível sua detecção por instrumentação física.
O perispírito é para o Espírito o que o corpo físico é para o homem, só por si, não é o Espírito, porquanto o perispírito não pensa. 
        O perispírito, assinala KARDEC, "é o princípio de todas as manifestações." 
 
      Eis os termos pelos quais a sonâmbula de Werner, pastor luterano de Beckelsberg, sobre o Reno, 1840, se exprimia a respeito:
  • “O Espírito, de si mesmo divino e eterno, tirando sua origem de Deus, é a vida da alma (leia-se do “corpo etérico”) e é a alma que confere personalidade ao Espírito, que o circunscreve e o completa. É por assim dizer o corpo do Espírito, sendo portanto suscetível de com ele se espiritualizar ou de a ele sobrepor-se, degradando-se e materializando-se cada vez mais... Nem um nem outro pode existir separadamente, estão intimamente ligados do mesmo modo que a alma (isto é, o “corpo etérico”) está no corpo. Não sei explicar como isto se dá, pois há laços espirituais que ultrapassam as possibilidades da minha visão... É na alma que se encontram os sentidos interiores do homem; é por meio dela que o Espírito exterioriza as suas possibilidades... Mas, para que isto se possa dar, é indispensável uma terceira substância que se venha juntar à alma e que sirva de dar movimento e vitalidade ao corpo... Esta substância a bem dizer provém, por sua essência, da alma, mas por causa da sua atividade corporal ela participa, antes, da natureza do corpo que propriamente a da alma; encarada em si mesmo essa substância, ou “fluido_nervoso”, é o instrumento indispensável para que a alma entre em relação com o mundo exterior... O “fluido nervoso”, sendo por natureza muito material e grosseiro, é destinado a se separar da alma, rarefazendo-se à proporção que a alma se sublima e gradualmente se aproxima da natureza radiosa do Espírito... Após_a_morte a alma não se pode livrar imediatamente do fluido nervoso e as que são ainda muito materializadas dele se saturam com delícia, o que lhes dá o poder de retomar uma forma humana e de se tornarem visíveis aos vivos, de conseguirem deles se fazer ouvidas, de os tocar ou de produzir pancadas e sons na atmosfera terrestre.” (Citado por Morgan em sua obra From Matter to Spirit, pág. 132.)
         Havemos de convir ser este um trecho admirável de revelação sonambúlica. Com efeito, de um lado a natureza tríplice do Espírito é descrita em termos tão racionais e tão de acordo com os resultados das investigações metapsíquicas contemporâneas, que arrastam à convicção; de outro lado, a sonâmbula antecipa-se a sua época, fornecendo explicações sobre a gênese dos fenômenos de assombrações, de aparições de fantasmas de vivos e de mortos, de efeitos físicos, de materializações.
[105 - páginas 130/131] - Ernesto Bozzano
 
  • Assim como o homem comum mal conhece o veículo_em_que_se_movimenta, ignorando a maior parte dos processos vitais de que se beneficia e usando o corpo de carne à maneira de um inquilino estranho à casa em que reside,
  • também nós, os desencarnados, somos compelidos a meticulosas meditações para analisar a vestimenta de que nos servimos, de modo a conhecer-lhe a intimidade.
        Efetivamente, em novas condições na vida espiritual, passamos a apreciar, com mais segurança, o corpo abandonado à Terra, penetrando os segredos de sua formação e desenvolvimento, sustentação e desintegração, mas somos desafiados pelos enigmas do novo instrumento que passamos a utilizar. Lidamos, na Vida_Maior, com o carro sutil da mente, pelo menos na esfera em que nos situamos, acentuando, pouco a pouco, os nossos conhecimentos, quanto às peculiaridades que lhe dizem respeito.
        Inegavelmente, será difícil alcançar o grande equilíbrio que nos outorgará o trânsito_definitivo_para_as_eminências_do_Espírito_Puro.
  • Para que tivéssemos na Crosta_Planetária um vaso tão aprimorado e tão belo, quanto o corpo humano, a Sabedoria Divina despendeu milênios de séculos, usando os multiformes recursos da Natureza, no campo imensurável das formas...
  • Para que venhamos a possuir o sublime instrumento da mente em planos mais elevados, não podemos esquecer que o Supremo Pai se vale do tempo infinito para aperfeiçoar e sublimar a beleza e a precisão do corpo espiritual que nos conferirá os valores imprescindíveis à nossa adaptação à Vida Superior.
        Compete-nos, então, atribuir importante papel às enfermidades_na_esfera_humana. Quase todas estarão no mundo, desempenhando expressivo papel na regeneração das almas.
        Cada “centro de força” exigirá absoluta harmonia, perante as Leis Divinas que nos regem, a fim de que possamos ascender no rumo do Perfeito Equilíbrio...
        Nossos deslizes de ordem moral estabelecem a condensação de fluidos inferiores de natureza gravitante, no campo electromagnético de nossa organização, compelindo-nos a natural cativeiro em derredor das vidas começantes às quais nos imantamos.
        é necessário não confundir a semente com a árvore ou a criança com o adulto, embora surjam na mesma paisagem de vida. O instrumento perispirítico do selvagem deve ser classificado como protoforma humana,extremamente condensado pela sua integração com a matéria mais densa.
  • Está para o organismo aprimorado dos Espíritos algo enobrecidos,
  • como um macaco antropomorfo está para o homem bem-posto das cidades modernas.
        Em criaturas dessa espécie, a vida moral está começando a aparecer e o perispírito nelas ainda se encontra enormemente pastoso. Por esse motivo, permanecerão muito tempo na escola da experiência, como o bloco de pedra rude sob marteladas, antes de oferecer de si mesmo a obra-prima... Despenderão séculos e séculos para se rarefazerem, usando múltiplas formas, de modo a conquistarem as qualidades superiores que, em lhes sutilizando a organização, lhes conferirão novas possibilidades de crescimento consciencial. O instinto e a inteligência pouco a pouco se transformam em conhecimento e responsabilidade e semelhante renovação outorga ao ser mais avançados equipamentos de manifestação...
  • O prodigioso corpo do homem na Crosta Terrestre foi erigido pacientemente, no curso dos séculos,
  • e o delicado veículo do Espírito, nos planos mais elevados, vem sendo construído, célula a célula, na esteira dos milênios incessantes...

        - ... ­até que nos transfiramos de residência, aptos a deixar, em definitivo, o caminho das formas, colocando-nos na direção das esferas do Espírito Puro, onde nos aguardam os inconcebíveis, os inimagináveis recursos da suprema sublimação.
[4 - páginas 169/172] - André Luiz
        Deveis saber que os dois maiores filósofos da Alemanha, Leibnitz e Kant, foram grandes partidários da crença da existência de um corpo espiritual.
  • Leibnitz insiste em que, relativamente a cada inteligência finita, a alma veste sempre um corpo material, mais ou menos rarefeito (puro animismo das “raças degradadas”), e que ele encontra no seu corpo espiritual, do tipo referido por São Paulo, novos órgãos de sentimentos.
  • Kant predisse a vinda de um tempo em que ficaria demonstrada “a comunhão real e indissolúvel” do mundo_dos_Espíritos com a alma humana em toda a sua existência terrena (ainda o animismo das raças inferiores). É certo que Kant fala dos Espíritos como naturezas imortais; mas isso não destrói o fato de precisarem eles de organismos substanciais para nos manifestarem essa sua natureza e realizarem as obras do universo de Deus, visíveis e invisíveis.
  • J. H. Fichte, pouco antes de morrer, em 1879, escreveu o seguinte acerca dos fenômenos: “A crença na imortalidade_da_alma é ratificada pelos resultados evidentes da experiência física.”
  • Agostinho (430 d.C.) e Tomás de Aquino (1274) escreveram ambos a favor da imaterialidade da alma; mas o último admitia a existência de uma substância corporal sutil, a origem ou o equivalente de um corpo semelhante àquele pelo qual chamais animistas “às raças degradadas”.
  • Tomás de Aquino, tirando a sua da doutrina dos neoplatônicos, ensina que há formas imateriais (formæ separatæ) e que elas são individualizadas por si mesmas, desde que não precisam, para a sua existência, de uma forma representativa de substractum. A falsidade dessa concepção é claramente exposta por Duns Scotus e alguns dos principais contraditores de Tomás.
  • Não foi, porém, senão quando Descartes (1640) apresentou a sua teoria, que isso teve maior influência sobre a crença popular.
  • Depois, a doutrina de São Paulo, da existência de um corpo espiritual, enfraquecendo-se muito nas almas, fez que a crença comum fosse gradualmente decrescendo até precipitar-se no vácuo do cepticismo, justificando a seguinte observação do Sr. W. R. Greg, a respeito da doutrina da imortalidade: “Caireis no vácuo, se ficardes imóveis.”
[97 - páginas 128/129] - Epes Sargent (1813-1880)
Influência do perispírito na formação do corpo:http://medicina.espiritual.nom.br/ 

Espiritismo, o Consolador Prometido:
PERISPÍRITO, A GRANDE POLÊMICA
Aquela clássica definição de Kardec?
Ou um conjunto de Corpos Sutis?
Ou apenas o Corpo Astral?

Perispírito e "Corpos Espirituais": O que diz a Doutrina Espírita...

Iso Jorge Teixeira

Aura, duplo etéreo, corpo astral, corpo mental, plexos, chakras, centros de força

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ALLAN KARDEC
(1804 - 1869)
No dia 13/04/02 uma internauta, psicóloga, dirigiu-nos três perguntas básicas, uma delas já foi respondida neste site. Vamos a agora a uma outra questão, disse ela:
"(...) Por fim, a questão dos corpos espirituais. Estudando Yoga, Rudolf Stainer, 'Mãos de Luz', vejo tantas referências aos corpos ou camadas que temos e que a meu entender seriam o próprio perispírito mais detalhado. André Luiz também fala sobre corpos etéricos, astrais, etc. Como fica isso?
O Dr. falou em seu artigo que é só perispírito, mas e as outras fontes de informação? Não as vejo em desacordo com a Doutrina, mas complementares. O que o Sr. acha?
(...) Quando o Sr. tiver um tempinho, escreva-me sobres estas questões, e se já escreveu me diga onde encontrar seus textos.
Abraço e admiração."
ROSELENE PEREIRA DOS SANTOS
Cuiabá - MT
Respondemos preliminarmente à internauta. Pois bem, no dia 25/04/02 recebemos o seguinte mail de outra internauta, jornalista:
"Dr. Iso, socorrrrrrrrrrro, preciso de sua ajuda novamente.
Quantos corpos temos afinal? Estou fazendo a maior confusão e não chegando a conclusão alguma para dar uma aula sobre Cremação e desligamento. Quando puder, por favor, responda-me se puder (e se quiser, é claro).
1. Que é aura?
2. O que é duplo etéreo?
3. O que é corpo astral?
4. o que é corpo mental?
5. Onde ficam os plexos?
6. E os chakras?
7. E os centros de força?
Acho que não há definição clara na doutrina Espírita sobre isso tudo... Estou confusa.
8. Nas aparições, quem aparece: o "corpo" do perispírito ou o tal do "duplo etéreo", que é do corpo físico?
9. E nas materializações?
10. E nas bilocações?
Obrigada, abraço (estou adorando seus artigos...., pela clareza, principalmente).
ELIANA FERRER HADDAD
São Paulo - SP
Respondemos preliminarmente à Sra. ELIANA e desenvolveremos melhor o assunto, agora...

"Corpo" e corpos espirituais.

A Sra. ROSELENE citou um livro de Ioga em que há referência a "corpos espirituais". Certamente toda a literatura da Ioga faz referências a tais "corpos". Mas, perguntamos: Ioga é Espiritismo? Quando surgiu a prática da Ioga? Tal método para atingir-se o completo domínio do corpo e do psiquismo é utilizado desde a mais remota Antigüidade pelos ioguis. A Ioga faz parte dos rituaisdaqueles que professam o hinduísmo, portanto, não há nenhuma semelhança com a filosofia espírita !
A internauta diz que ANDRÉ LUIZ também se refere aos "corpos espirituais", o que é verdadeiro, mas não só ele, EDGARD ARMOND também fazia um sincretismo religioso das doutrinas orientalistas com o Espiritismo. A internauta assevera que não vê um desacordo com a Doutrina Espírita e que seriam informações "complementares" da Doutrina... Seriam então um avanço da Doutrina ? Acreditamos que não, para nós é um retrocesso. Senão, vejamos:
Se os tais "corpos espirituais" já eram "conhecidos" desde a mais remota Antigüidade, pelos indianos e se fossem algo importante, por que os Espíritos Superiores não teriam feito a menor menção na Codificação, que se iniciou em 1857, através de O Livro dos Espíritos (OLE) de ALLAN KARDEC e em qualquer outra obra de KARDEC, inclusive nos 12 volumes da Revue Spirite?! Portanto, não consideramos um avanço doutrinário e, além disso, KARDEC fez perquirições neste sentido, vejamos o que disse a Espiritualidade Superior:
Na questão 95 de OLE, KARDEC pergunta se o perispírito teria "formas determinadas", eis a resposta: "-- Sim, uma forma ao arbítrio do espírito(...)" (o grifo é nosso). Portanto, o "corpo" espiritual depende do livre-arbítrio, da vontade do Espírito, isto é, a sua forma é plástica.
Na resposta à questão 146 de OLE a Espiritualidade Superior pronuncia-se dizendo que a alma não tem uma sede determinada ou circunscrita, no entanto, em vários livros ditos espíritas, dizem que a sede da alma estaria localizada na glândula pineal e que os chamados centros de força (dos chakras) carreariam a energia do plexo da região lombo-sacra para o cérebro, onde está a pineal !!... E quando escrevíamos este texto, ouvimos numa emissora espírita do Rio de Janeiro, confrades afirmarem que a glândula pineal seria a responsável pela mediunidade das pessoas. Ou seja, afirmam tolices, sem nenhuma base científica!...
KARDEC fez um comentário sobre a resposta à questão 88-A de OLE: "Representa-se ordinariamente o gênios como uma flama ou uma estrela na fronte. É essa uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-se no alto da cabeça, por ser ali que se encontra a sede da inteligência".
Para não nos alongarmos muito, vejamos a pergunta 146-A de OLE, que é bem clara para o que estamos argumentando:
"Que pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital?
Eis parte da resposta: "-- (...) os que a situam naquilo que consideram centro da vitalidade, aconfundem com o fluido ou princípio vital".
Enfim, a Espiritualidade Maior teve várias oportunidades para se manifestar sobre os "corpos espirituais" e não o fizeram! Seria porque era prematura a informação, como advoga o Espírito RAMATÍS? Acreditamos que não, pois os "corpos espirituais", repetimos, já eram citados na mais remota Antigüidade e, curiosamente, é o próprio RAMATÍS quem o afirma:
"Aliás, as noções, os aspectos e os estudos que vos parecem inéditos sobre a anatomia e fisiologia do perispírito, não constitui novidade, pois trata-se de motivo e ensinamentos conhecidos há muitos séculos por todas as escolas iniciáticas do mundo (...). Os Vedas há 4000 anos já ensinavam as minúcias do corpo mental, corpo astral e o duplo etérico com o sistema de 'chacras', enquanto Hermés Trimegisto, o iniciado do Egito já o fazia à luz dos templos de Ra". - os grifos são nossos - (HERCÍLIO MAES. Elucidações do Além. Pelo espírito RAMATÍS. Liv. Freitas Bastos S. A ., 5 ed., Rio de Janeiro, p. 71).
Assim, tais conceitos místico-ocultistas serviram de base para a doutrina Rosa-Cruz, Teosofia, Esoterismo, Ioga, etc. Portanto, são estranhos ao Espiritismo, que é uma doutrina embasada na Ciência e não em concepções místico-religiosas orientalistas, plenas de superstições como a da "vaca sagrada", por exemplo; como já dissemos alhures. Nada temos contra elas, mas não as confundamos com a Doutrina dos Espíritos.
Bem, passemos às respostas mais específicas das indagações da jornalista ELIANA FERRER HADDAD:

Que é AURA, DUPLO ETÉREO e CORPO ASTRAL ?

Vejamos o que afirmaram no livro "Experiências Psíquicas Além da Cortina-de-Ferro" as jornalistas e pesquisadoras americanas SHEILA OSTRANDER e LYNN SCHOEDER:
"Existe um corpo astral, um corpo energético, cópia do corpo físico do ser humano? Durante séculos, videntes, escritores, clarividentes, assim como antigas filosofias e religiões se referiram a um corpo invisível que todos possuímos. Ele tem sido chamado através dos séculos de corpo sutil, corpo astral, corpo etérico, corpo fluídico, corpo Beta, corpo equivalente, corpo pré-físico, para citarmos alguns de seus nomes" - os grifos são nossos - (op. cit., Edit. Cultrix, 1989, p. 232).
Portanto, Sra. ELIANA, para nós perispírito, "corpo astral" e "duplo etéreo" são uma e mesma coisa...
Mais adiante, dizem as pesquisadoras americanas:
"Consoante alguns médiuns, esse duplo humano é maior do que o corpo físico e a aura ou luz que se vê em forma de radiação à volta do corpo é simplesmente a borda externa do duplo humano" - os grifos são nossos - (op. cit., p. 233). Enfim, Srs. internautas, estamos citando o pensamento de cientistas americanas, sérias; e isso é concordante com a Doutrina dos Espíritos, que diz em resposta à questão 420 de OLE:
"O Espírito não está encerrado no corpo como numa caixa; ele irradia em todo o seu redor (...) ".
Ora, o termo aura, do latim aura, ae foi utilizado por VIRGÍLIO no ano 29 antes de Cristo (29 a .C.), no sentido figurado, poético, de brilho, cintilação. Portanto, o termo não tinha nada de científico, por isso, talvez, KARDEC não o tenha utilizado, nem a Espiritualidade Superior.
Em resumo, o duplo etéreo, o corpo astral, ou perispírito manifesta-se ao médium vidente completamente; ou, incompletamente, ao redor do corpo físico, como aura.
Em 1949, o casal russo KIRLIAN fotografou o que seria a aura de plantas e dedos humanos. Já em 1968, admitiu-se que a aura seria o corpo bioplasmático (um novo estado da matéria - o plasma), descoberto pelos cientistas russos da Universidade de Kirov. Falou-se, também, que ocorreriam irradiações em corpos materiais inorgânicos, como rochas, moedas, etc., isto é, não-vivos... O que parece é que os achados do casal KIRLIAN foram aproveitados por pessoa inescrupulosas, que ainda existem em barraquinhas de Shoppings do Brasil; ou foram mal interpretados, pois aenergia bioplasmática seria o oxigênio que respiramos que converte alguns de seus elétrons excedentes em um certo quantum para o corpo energético, essa foi a tese da Universidade de Casaquia. Portanto, é ponto certo que uma rocha ou uma moeda não respiram, será que tal processo dar-se-ia na borda externa dos objetos materiais? É possível, mas parece-nos inegável que o corpo bioplasmático seria a prova científica oficial da existência do perispírito, descrito pela Ciência Espírita 111 anos antes...
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Aura de um dedo humano"Aura" em moeda
Enfim, estamos no campo da Ciência, agora passemos à especulações orientalistas e do sincretismo...

Duplo etéreo, corpo mental, corpo astral

As concepções orientalistas, antigas, baseavam-se no número, cabalístico, 7(sete). Assim, DEUS fez o mundo em seis dias e descansou no 7.º ; há 7 cores no espectro solar; 7 selos, 7 céus na visão do Apocalipse de JOÃO, etc., etc., e, enfim, 7 chakras ou centros de forças etéricas, que seriam, segundo RAMATÍS, "Os 7(sete) invólucros do Universo ou de Brahma segundo dizem os orientais: Prana, a vitalidade; Manas, o princípio inteligente ou a Mente; o Éter, o Fogo, o Ar, a Água e a Terra".
Porém, RAMATÍS, "para resumir, para melhor entendimento" dividiu o assunto assim:
- Espírito - a centelha ou a Luz imortal sem forma;
- Perispírito - que abrangeria o corpo mental, que serve para pensar; o corpo astral, que manifesta as emoções, os desejos e os sentimentos; o duplo etérico, com o sistema de chakras ou centros de forças etéricas, isto é, o corpo transitório do éter-físico e situado entre o perispírito e o corpo físico, o qual se dissolve depois da morte do homem;
- Corpo físico.

Plexos, Chakras e centros de forças

Os plexos são constituídos pelo nosso sistema nervoso autônomo ou vegetativo e neles haveria, digamos assim, centrais irradiantes, os chamados centros de forças, os chakras ou rodas. Citemos os 7 (sete) centros de forças ou chakras, que para EDGARD ARMOND seriam 8 (oito):
1- Centro coronário (no alto da cabeça);
2- Centro cerebral (na região frontal da cabeça);
3- Centro laríngeo (no pescoço);
4- Centro cardíaco (na região precordial);
5- Centro esplênico ( na região do baço);
6- Centro gástrico (na região do estômago);
7- Centro genésico (no baixo ventre).
E EDGARD ARMOND e outros acrescentam:
8- Centro básico (na base da coluna espinhal).
Admitem os que comungam a crença nos "centros de forças" que eles estariam localizados no "duplo etérico". A Sra. ELIANA pergunta se nas aparições quem apareceria se o "corpo" do perispíritoou o tal "duplo etéreo". Cremos que, pelo desenvolvimento que fizemos, parece claro que duplo etéreo e perispírito são uma e mesma coisa. E nas materializações e bilocações? Quem apareceria? A Doutrina Espírita mostra que o perispírito pode tornar-se tangível, como nas materializações, nos agêneres. Já os novidadeiros, pseudocientistas, afirmam que o "duplo etérico" , aquele que ficaria entre o corpo físico e o perispírito, seria o responsável pelas materializações. Nada científica esta afirmação, simples elucubração, gratuita... Além disso, caberia então a pergunta: se o duplo etéreo desapareceria com a morte física, os centros de forças aí localizados também se destruiriam?!...
A propósito da referência da psicóloga ROSELENE sobre a Ioga, gostaríamos de citar que segundo um indiano, grandes iogues conseguiriam até controlar a respiração a tal ponto que se manteriam, como alguns faquires, embaixo da terra por meses e haveria pelo menos um deles tendo a "idade de 400 anos" (PAUL BRUNTON. A Índia Secreta. Edit. Pensamento, São Paulo, 1996, p. 88). Acredite quem quiser!... Nunca fomos à Índia, mas não vejo nenhuma base científica nisso! Aliás, não é a parada respiratória um indício de que a força vital, ou uma "força sutil" abandonou o corpo - temos inúmeros exemplos de pessoas que sobreviveram após tempo mais ou menos longo de parada respiratória.
Veja bem o Sr. internauta que não estamos nos propondo a questionar a religião indiana, queremos citar alguns aspectos demonstrativos da sua falta de cientificidade em oposição à Ciência Espírita.
Concluindo, gostaríamos de repetir palavras sábias de J. HERCULANO PIRES sobre aquelas pessoas que se dizem médiuns videntes e que seriam capazes de ler a "aura" humana:
"(...) Não há, até o momento, nenhum meio científico de se verificar objetivamente os graus de percepção mediúnica ou o grau de espiritualidade de uma pessoa. Além disso, o vidente que examina a aura de alguém, sofre as mesmas variações de instabilidade psico-orgânica e emocionais". (J. HERCULANO PIRES. Mediunidade (vida e comunicação). Cap. XIII, EDICEL, São Paulo, p. 111).
Por tudo isso, permita-nos os internautas dois conselhos, que não são nossos; o primeiro é de PAULO DE TARSO em sua 1.ª Epístola aos Tessalonicenses: "Discerni tudo e ficai com o que é bom."(1 Ts 5,21) e o segundo conselho é de JOÃO, o Evangelista em sua 1.ª Epístola: "Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo" (1 João 4,1).
Iso Jorge TeixeiraCREMERJ: 52-14472-7
Psiquiatra. Livre-Docente de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de
Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

As Diferenças entre Religião e Espiritualidade

 

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas 
uma.
A religião é para os que ainda estão despertando.
A espiritualidade é para os que já estão 
despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua
Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, 
a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá 
Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: 
"aprenda com o erro".

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade 
é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
A religião é a fase da procura de Deus.
A espiritualidade é para os que já descobriram o nosso Deus Interior.

A religião reprime tudo, te faz ser bom por medo.
A espiritualidade transcende tudo, 
te faz verdadeiramente bom!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto 
é Deus.

A religião cria.

A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade 
questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade 
é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade 
é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem 
que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca 
o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na 
Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz 
Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa 
com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz 
Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver 
em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade 
é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz 
viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade 
vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade 
liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz 
conscientes da vida eterna.

(AUTOR DESCONHECIDO)

domingo, 1 de maio de 2011

DEZ COISAS A SEREM APRENDIDAS COM O JAPÃO



1 – A CALMA
Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.
2 – A DIGNIDADE
Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.
3 – A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.
4 – A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.
5 – A ORDEM
Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.
6 – O SACRIFÍCIO
Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?
7 – A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.
8 – O TREINAMENTO
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.
9 – A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas reportagens calmas dos fatos.
10 – A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.      

LIÇÃO DE VIDA PARA O OCIDENTE



A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou. Recebi essa tradução, com a nota de ter sido traduzida o mais fielmente possível ao texto original.

Querido irmão,                                                                                                                
Como estão você e sua família? Estes últimos dias têm sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.                        
Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas.                                                                                                     
Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.                                
Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.          
As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana,e  não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.                                                                    
Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.                                                       
Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou  a um adulto como eu uma lição de como se comportar como verdadeiro ser humano.                                       
Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa . Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.
Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.          
                                                                
Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.
O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”? 
Ele pegou a minha comida e  fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.                                             
Fiquei chocado.  Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.                               
Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar.
Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.                              
Envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.                           
                                                                
Ha Minh Thanh