Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Cristianismo: Origens e Propagação

Jesus deliberou escolher, entre os homens que eram do seu conhecimento, doze discípulos, para o acompanharem, de cidade em cidade, onde teria que anunciar a vinda do Reino de Deus.

E deu-lhes o nome de Apóstolos que quer dizer – pregadores exemplificadores da Fé.

Os doze Apóstolos se chamavam: André, irmao de Pedro; Bartolomeu; Felipe; João (o Evangelista), filho de Zebedeu e irmao de Tiago maior; Judas Iscariotes; Mateus (ou Levi); Pedro, também chamado Simão ou Cefas; Simão (Zelote); Judas Tadeu; Tiago maior; Tiago menor, filho de Alfeu, e Tomé.

Pedro foi um dos primeiros discípulos que Jesus escolheu. Era um excelente médium, intuitivo e inspirado. Jesus o chamou de Pedra sobre a qual edificaria sua Igreja.

Paulo (Saulo) – Apóstolo dos gentios. Nascido em Tarso, na Cilícia (Ásia Menor), israelita pelo sangue, romano pela cidadania. Convertido na estrada de Damasco, aceitou, dali em diante, com singular bravura moral, a tarefa de pregação perante gentios, isto é, não israelitas.

Síntese do Assunto:

A Missão dos Apóstolos

Congregou Jesus em torno de si doze discípulos diretos:
1 – André, irmao de Pedro.
2 – Bartolomeu (Natanael)
3 – Filipe
4 – João (Boanerges) Evangelista, irmao de Tiago maior.
5 – Judas Iscariotes
6 – Mateus (Levi), irmao de Tiago menor.
7 – Pedro (Simão, Cefas)
8 – Simão Cananeu, o Zelador ou o Zeloso
9 – Tadeu (Judas Tadeu)
10 – Tiago (Boanerges) ou Tiago maior, filho de Zebedeu
11 – Tiago menor, filho de Alfeu
12 – Tomé (Dídimo)

Incumbidos de predicar o Evangelho ou Boa Nova, cada qual se imortalizou como enviado ou apóstolo.

Esses Espíritos, chamados por Jesus para compor seu colégio apostolar, seriam os intérpretes de suas ações e de seus ensinos. Eram eles os homens mais humildes e simples do lago de Genesaré.

Pedro, André e Filipe eram filhos de Betsaida, de onde vinham igualmente Tiago e João, descendentes de Zebedeu. Levi, Tadeu e Tiago, filhos de Alfeu e sua esposa Cleofas, parente de Maria, eram nazarenos e amavam a Jesus desde a infância, sendo muitas vezes chamados os irmãos do Senhor, à vista de suas profundas afinidades afetivas. Tomé descendia de um antigo pescador de Dalmanuta e Bartolomeu nascera de uma família laboriosa de Cana da Galiléia. Simão, mais tarde denominado O Zelote, deixara sua terra de Canãa para dedicar-se à pescaria, e somente um deles, Judas, destoava um pouco desse concerto, pois nascera em Iscariotes e se consagrara ao pequeno comércio em Cafarnaum, onde vendia peixes e quinquilharias.

O reduzido grupo de companheiros do Messias experimentou a princípio certas dificuldades para harmonizar-se. Pequeninas contendas geravam a separatividade entre eles.

Levi continuava nos seus trabalhos da coletoria local, enquanto Judas prosseguia nos seus pequenos negócios, embora se reunissem diariamente aos demais companheiros. Os dez outros viviam quase que constantemente com Jesus, junto às águas transparentes do Tiberíades.

A seguir, citaremos alguns dados biográficos dos doze apóstolos e também de Paulo de Tarso, procurando caracterizar a missão deles:

André, assim mencionado em Mateus, 04:18; 10:02; Marcos, 03:18; Lucas, 06:14; João, 01:40; Atos dos Apóstolos, 01:13.

A sua atitude, durante toda a vida de Jesus, foi de ouvir o Mestre, observar seus atos, estudar os seus preceitos, seguindo-O sempre por toda a parte.

A não ser certa vez que saiu com mais outro companheiro a pregar a Boa Nova ao mundo, segundo ordem que o Mestre deu aos doze, nenhuma outra ação aparece de André, enquanto Jesus se achava na Terra.

Há uma tradição que André, após a difusão do Espírito (Pentecostes), pregou em Patras, cidade da Grécia e em Achaia.

Bartolomeu, assim mencionado em Mateus, 10:03; Marcos, 3:18; Lucas, 6:14; Atos dos Apóstolos, 1:13. Não se comprova nitidamente que o apóstolo se chamasse Natanael Bartolomeu. O nome de Natanael aparece em João sem indicações (1:45 a 51) e como “discípulo”, originário de “Cana da Galiléia”.

De Bartolomeu a notícia biográfica é resumida.

Dizem ter ele nascido em Cana, na Galiléia, e haver depois pregado o Evangelho na Arábia, na Pérsia, na Etiópia e depois na Índia, onde regressou para a Liacônia, passando depois a outros países.

Seja como for, é interessante saber que estes, como os demais Apóstolos, limitavam sua missão a pregar o Evangelho e às curas e recepção de instruções espirituais para o bom andamento da sua tarefa. Nem cultos, nem ritos, nem exterioridades eram adotados pelo Cristianismo nascente.

Filipe, assim mencionado em Mateus, 10:03; Marcos, 3:18; Lucas, 6:14; João, 1:40; Atos, 1:13.

Após a crucificação de Jesus, Filipe ficou em Jerusalém até a dispersão dos Apóstolos, indo, segundo a tradição, pregar o Evangelho na Frigia, recanto da Ásia Menor, ao sul da Bitínia.

Foi Filipe que apresentou Jesus a Natanael, um homem ilustre e de caráter lapidado que residia na Galiléia.

Natanael, após esse encontro com o Mestre, o seguia, tornando-se um dos seus discípulos.

Filipe morreu já muito velho, dizem que em Hierápolis.

João, assim mencionado em Mateus, 4:21; Marcos, 3:17; Lucas, 6:14; Atos, 1:13. A si próprio se define como discípulo “ao qual amava Jesus” (João, 13:23; 20:2, 26; 21:7, 20), perífrase admissível, se generalizada.

Indicou-o Jesus para cuidar de Maria, após o episódio do Calvário (João, 19:27). Pescador, anotou em grego suas principais reminiscências, testemunho subjetivo, não meramente sumariado.

Desterrado provisoriamente na ilha de Patmos pelo imperador Domiciano, admite-se haver composto nesse período o Apocalipse, livro de visões místicas (Apokalypsis, revelação).

Samaria, Jerusalém e Ásia Menor foram sucessivamente teatro do seu apostolado.

João desencarnou já bem velho.

Judas Iscariotes, assim mencionado em Mateus, 10:04; Marcos, 3:109; Lucas, 6:16; João, 12:4; Atos dos Apóstolos, 1:16, como Judas simplesmente.

Filho de Simão Iscariote, (João, 13:02), da cidade de Carioth. Tesoureiro ou caixa da comunidade apostólica, cujos escassos proventos se destinavam a esmolas.

Segundo Humberto de Campos, Espírito, Judas era “um apaixonado” pelas idéias socialistas de Jesus, e entendia que a “política seria a única arma com a qual poderia triunfar”, além do mais não conciliava a “vitória com o desprendimento de riquezas”. Por isso entregou Jesus a Caifás, não imaginando, pirem, que as coisas tomassem o rumo que tomaram e, em desespero, suicidou-se.

Judas teve oportunidade de reparar seus erros, passando, inclusive, por uma “fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, foi traído, vendido e usurpado, nos idos anos do final do seculo XV”. (Ver Joanna D´Arc, de Léon Denis).

Mateus, assim mencionado por si próprio (10:03) e pelos Atos dos Apóstolos (1:13). Chamava-se antes Levi (ver Marcos, 2:14; 3:18; Lucas, 5:27; 6:15).

Não era pescador, mas publicano. Denominavam-se publicanos, no império dos Césares, os empresários de rendas públicas, membros da poderosa ordem dos cavaleiros; dominada pelos romanos a Palestina, também nesta se intitularam publicanos os cobradores de impostos, destinados ao patrimônio do invasor.

Mateus era publicano e se tornou um dos doze Apóstolos, mas se conservou na obscuridade enquanto o Cristo estava na Terra. Só depois da ascensão e descida do Espírito no Cenáculo, ele entrou em ação: pregava na Judéia e nos países vizinhos, até a dispersão dos Apóstolos, aproveitando os momentos de folga para escrever o seu Evangelho. Depois, dizem haver partido para o Oriente, pregando a nova Doutrina na Pérsia e na Etiópia.

Pedro, mencionado como “Simão que se chama Pedro” em Mateus, 4:18; 10:02; como Simão “a quem (Jesus) pôs o nome de Pedro” em Mateus, 1:16; 3:16; (ver também: Lucas, 6:14; 9:20; Atos dos Apóstolos, 1:13;).

Irmão de André (Mateus, 4:18; Lucas, 6:14; João, 1:40;), Pescador integrante do grupo inicial e espécie de intérprete dos apóstolos, aparentemente o mais assíduo junto ao Mestre, por este singularizado como pedra sobre a qual edificaria sua Igreja (Mateus, 16:18).

Pedro é a pedra da comunidade humana espiritualizada – apóstolo carnal, em missão de devotamento.

Simão, mencionado como Simão Cananeu, em Mateus, 10:09 e Marcos, 3:18; como “Simão, chamado o Zelador”, em Lucas, 6:15; como Simão, o Zelador, em Atos dos Apóstolos, 1:13

Pouco se sabe acerca do apóstolo zelador ou zeloso, com base no Novo Testamento.

Simão era Galileu, parece que nascido em Caná, onde Jesus, nas bodas transformou a água em vinho. Lucas chama-o Zelote, o Zeloso, significação essa que, em grego exprime a mesma idéia que “Cananeu”.

O historiador grego Nicéforo diz que ele percorreu o Egito, a Cirenaica e a África; que anunciou a Boa Nova na Mauritânia e em toda a Líbia e depois nas Ilhas Britânicas, que fez muitos milagres, isto é, que era dotado de faculdades psíquicas, com o auxílio das quais produzia curas e outros fenômenos, que apoiavam suas prédicas.

Tadeu, assim mencionado em Mateus, 10:03 e Marcos, 3:18; como “Judas, não o Iscariote”, em João, 14:22; como “Judas, irmao de Tiago”, em Lucas, 6:16, e Atos dos Apóstolos, 1:13.

Judas Tadeu, diz Nicéforo e Isidoro, após a difusão do Espírito (Pentecostes), anunciou o Cristianismo aos povos da Líbia, aos da Pérsia e Armênia. Deixou uma epístola exortativa, que faz parte do Novo Testamento, em que convida seus discípulos a pelejarem pela fé e se armarem de boas obras que dêm sinal de purificação.

Tiago (maior), mencionado como Tiago, filho de Zebedeu, em Mateus, 10:02 e Marcos, 3:17; como Tiago em Lucas, 6:14 e Atos dos Apóstolos, 1:13. Na prática, Tiago maior.

Participou de episódios culminantes, como a transfiguração no Tabor, agonia em Getsemani, aparição em Tiberíade.

Tiago (menor), mencionado como “Tiago, filho de Alfeu” em Mateus, 10:02; Lucas, 6:15; Atos dos Apóstolo, 1:13. Como “Jacob, filho de Alfeu”, em Marcos, 3:18. Na prática Tiago menor chamado irmao de Jesus”.

Tomé, assim mencionado em Mateus, 10:02; Marcos, 2:18; Lucas, 6:15; Atos dos Apóstolos, 1:13; como Tomé... que se chama Dídimo em João, 20:24 e 21:02.
Resta-nos citar dois discípulos de Jesus: Matias e Paulo de Tarso.

Matias foi o “substituto de Judas Iscariote (Atos dos Apóstolos, 1:23, 26). Após o primeiro e trágico desfalque, recompunha-se o número doze, escolhido talvez por correlação com as tribos de Israel: - “(...) estareis assentados também vós sobre doze tronos, julgando as doze tribos de Israel”.

Nada sabemos nos primeiros tempos sobre Matias, senão que ele foi um dos setenta e dois discípulos que o Senhor designou e enviou, dois a dois, adiante de si a todas as cidades e lugares que pretendia visitar.

Uma tradição confirmada entre os gregos, refere que, após o Pentecostes, ele pregou o Evangelho na Capadócia e para o lado do Ponto Euxino.

A escolha de Matias foi através de sorteio, costume existente entre os Judeus da época.

Paulo “nasceu em Tarso, na Cilícia, e pertencia a uma família de judeus da seita farisaica. Foi educado em Jerusalém, sendo discípulo de Gamaliel, havendo também aprendido o oficio de tecelão, segundo o preceito da lei judaica, que impunha a todos os doutores da lei a obrigação de saberem um oficio”.

Falar da missão de Paulo e da sua vigorosa personalidade não é tarefa fácil; recomendamos, a propósito, a leitura da excelente obra de Emmanuel Paulo e Estevão.

Resumidamente, podemos dizer que a missão de Paulo de Tarso foi a de pregar a Boa Nova aos gentios, de universalizar o Cristianismo. Trabalho que realizou com verdadeiro devotamento e imensos sacrifícios. Antes de se converter ao Cristianismo, na estrada de Damasco, Paulo perseguia os cristãos e contribuiu enormemente para o suplício de Estevão – (anteriormente ao Cristianismo, Estevão se chamava Jesiel) – o primeiro mártir cristão. Prendeu Pedro, João (Evangelista) e Filipe.

Na execução da sua gloriosa missão, Paulo fez três grandes viagens indo a Bitínia (próximo ao Mar Negro), Capadócia, Caria (perto do rio Meandro), Cilícia (região do Mediterrâneo entre a Ásia Menor e a ilha de Chipre e terra Natal de Paulo), Frigia e Galácia (interior da Ásia Menor), Liacônia (cventro-sul da Ásia Menor), Lícia (no Mediterrâneo, próximo ao mar Egeu), Paflagônia (ao norte, no Mar Negro), Panfília (extremo nordeste da Ásia Menor), Psídia (ao sul da Ásia Menor). Na terceira viagem, o apóstolo foi, preso, até Roma, indo após a Espanha.

Paulo se imortalizou, também, pelas suas Epístolas, em número de 14, enviadas, respectivamente, aos romanos, aos coríntios (I e II), aos gálatas, aos Efésios, aos filipenses, aos colossenses, aos tessalonicenses (I e II) a Timóteo, a Filêmon e aos hebreus.

Paulo morreu em Roma e não seria exagero afirmar que, se não fosse o trabalho realizado por esse apóstolo, dificilmente o mundo ocidental conheceria o Cristianismo.