Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A Influência das Nossas Crenças em Nossa Vida


A Influência das Nossas Crenças em Nossa Vida

“Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”.
Henry Ford

(O propósito deste artigo é levar informação para que você se sinta cada vez mais em paz interior, com o próximo, com Deus e com a vida).

Você já ouviu falar que a maioria das nossas decisões são baseadas em preconceitos1?

Tomamos nossas decisões a todo instante nos baseando em padrões ou crenças2 que consideramos estarem certos, conscientes ou não sobre isto. Nossas crenças tem muito haver com nossos valores.
Nossas crenças foram formadas sob influência principalmente das pessoas que nos criaram, geralmente os pais, e do ambiente em que crescemos. Nossos pais tiveram também influência dos pais deles e do ambiente. Naturalmente, ocorrem adaptações no modo de cada um pensar, conforme as experiências de vida e resultados que a pessoa vai obtendo.

Então se você acha que as crenças dos seus pais não são aplicáveis, mesmo que você tenha razão, entenda que não é culpa deles, eles aprenderam assim. Nossas crenças vão mudando ao longo do tempo, da mesma forma, a geração que vem após a nossa também achará que muitas crenças nossas são inadequadas ou ultrapassadas. Em alguns casos eles estarão certos e em outros não. Afinal, quando julgamos as crenças dos outros, estamos usando nossas crenças para isto, que obviamente as consideramos corretas, e muitas vezes não são. Consideramos verdade o que descobrimos até hoje, porém ainda há muito sobre a vida a ser descoberto e isto pode mudar tudo.

Muitos povos tem atitudes que eles obviamente consideram normais, corretas, verdades, enquanto que para outras pessoas em outra região do mundo, essas atitudes deles são um absurdo. Quero evitar críticas a qualquer crença, por esta razão convido você leitor a pensar em algumas situações assim, tão contrastantes de uma cultura para outra. Entrar na discussão sobre quem está certo e quem está errado é um julgamento difícil de fazê-lo, pois estaríamos como disse, baseando-nos em nossas próprias crenças e essa discussão não é o foco deste artigo.

Então como saber quem está certo e quem está errado? Pense... Pense... Quais crenças são certas?

Seria impossível ter uma resposta para cada crença, porém podemos considerar que a crença mais adequada é aquela em que é fundamentada no amor. O amor ao próximo e a si mesmo, pois viemos para viver em comunidade e para isto devemos nos ajudar. Quando se ama o próximo, se ama também a Deus, pois Deus está em você e está no próximo e em tudo. Ter empatia, que é procurar “colocar-se no lugar do outro” e entender o que ele está passando diante de determinada situação. Achar uma solução em que em ambos os lados haja ganhadores, em vez de um ganhar e outro perder. É como fazer um bom negócio em que fica bom para o vendedor e bom para o comprador. Algo mais próximo do justo, em que todos ganham em vez de um beneficiar-se à custa da miséria do outro. É você sentir-se bem com o que ganhou e também sentir-se bem porque o outro ficou satisfeito também.

Conflitos entre determinados povos existem há décadas e se retroalimentam baseados na violência, no rancor, no ódio, na ambição e na vingança. Neste cenário, fortes crenças colocam certos valores como um ideal, matando em nome de Deus, cuja forma de agir não faz nenhum sentido se este Deus que adoram for um Deus de amor. Somente poderá haver uma solução quando pessoas que tenham poder de decisão e de influência comecem uma longa e árdua caminhada a uma solução que seja boa para ambos os lados. O que é muito difícil, quando todos já estão sob a influência desse ambiente hostil há muito tempo. Achar uma solução é tão difícil quanto querer apagar um incêndio de grandes proporções com baldes de água.

Vamos agora pensar em crenças na vida individual do ser humano, em seu dia a dia, no relacionamento familiar, nas amizades e no trabalho.

Vejamos alguns exemplos de crenças limitantes.

A pessoa pode acreditar que:

É culpada pelo insucesso de alguém próximo a ela, como um filho...
A pessoa atribui responsabilidade a ela mesma sobre resultados que são responsabilidade de outra pessoa.
Cada um tem sua própria evolução. (Este assunto é tão importante que farei um artigo próprio sobre ele, e tem grande relação com a Reforma Íntima).

Nasceu para sofrer e que não merece ser feliz...

Não é boa em nada...

Sua felicidade depende exclusivamente de outra pessoa. Que não pode ser feliz sem aquela pessoa...

Sua vida termina com a morte do corpo físico...

Quem é rico não vai para o reino dos céus... Ganhar dinheiro é errado...

Dá tudo errado em sua vida...


As nossas crenças são importantes, pois são como uma “estrela-guia” dando-nos uma referência para seguirmos e basearmos nossas decisões. Contudo, não devemos fechar os olhos para outras possibilidades, não devemos considerar que a nossa crença é única, que é verdade absoluta e inquestionável. Acredito ser importante fazermos questionamentos com o objetivo de analisarmos nossas crenças, verificando se as informações recebidas fazem sentido em nossa mente e se, são saudáveis para nós, pois a análise irá completar um raciocínio que nos dará mais base e sairá de uma fé cega e inquestionável. Muitas crenças são passadas em forma de metáforas, em sentido figurado para que sejam interpretadas conforme nosso grau de conhecimento e compreensão. Querer ensinar a uma criança sobre assuntos de adultos só é possível se adequarmos nossa linguagem para que a criança entenda. Mais tarde, quando a criança estiver migrando para a fase adulta, ela terá mais informações, mais base, e completará o raciocínio muito básico que recebeu. Possuidora então, de informações mais complexas, poderá enxergar a situação de uma forma mais ampla. Caso semelhante ao da criança ocorre quando a pessoa que recebe a informação não tem preparo intelectual/cultural/educacional para compreender informações mais complexas. À medida que evolui, fica mais preparada para desvendar novos caminhos, caminhos sem fim, eu digo, pois é grande e infinito o mistério da vida.


Você já parou para pensar que:

Se não soubéssemos que nosso coração recebe pequenas cargas elétricas do próprio corpo a fim de provocar seu batimento, não acreditaríamos que essas cargas elétricas existem em nosso corpo?
Se a acupuntura não estivesse divulgada e aceita no meio médico, não acreditaríamos que existem milhares de pontos energéticos em nosso corpo?
Se não tivéssemos acompanhado a ida do homem à lua, não acreditaríamos ser possível?
Se não tivéssemos telefones móveis, não acreditaríamos ser possível se comunicar sem fios elétricos? E o que falar do sinal de imagem do rádio e televisão? Bomba atômica? Computadores?


Qual era a verdade antes de:

Descobrirem que a terra não era plana, que é semelhante a uma grande esfera?
Acreditavam que os barcos cairiam quando chegasse à linha do horizonte.

Descobrirem a composição do átomo?
Achavam que o átomo era indivisível, como uma bola de gude, sem nada dentro. A descoberta de mais partículas foi uma mudança de crença e depois com a física quântica, houve uma quebra de paradigma nunca imaginada antes e há muito a se descobrir neste campo. (Procure no Google, vídeos sobre a “experiência de dupla fenda” e entenda mais sobre isso).

O homem chegar à lua?
Atualmente pode-se ir e vir da lua e há pesquisas em outros planetas.

Inventarem as ondas infravermelhas, os raios-X, o controle remoto, a internet, o computador, o telefone celular?
Existem tantas formas de ondas invisíveis em volta de nós, porém acreditamos que elas existem porque a televisão funciona, o telefone celular, o micro-ondas, os raios-X e outros equipamentos. Imagine se essas formas de onda fossem visíveis a olho nu, o que veríamos no ar em volta de nós... Quando Tesla fez um pequeno barco movido com controle remoto sem fio, exigiram que ele o abrisse para verem o que tinha dentro do barco, pois não acreditavam que ele recebia comandos sem fios.

Descobrirem o magnetismo?
Podemos acreditar que um imã possui linhas de força entre os polos norte e sul com poder de atração para polos diferentes e repulsão para polos iguais. Se não tivéssemos acesso fácil aos imãs, digamos que eles existissem apenas em teoria ou que, por exemplo, ficassem distantes de nossas mãos, localizados na lua apenas como exemplo, será que acreditaríamos que eles possuem essas propriedades?


Quanta dúvida...

Quanta dúvida existiu e ainda existe sobre a existência de energia em nosso corpo, em nossas mãos, energia que auxilia na cura para nós ou para outros, auxiliando a Espiritualidade... Energia capaz de influenciar outras pessoas...

Quanta dúvida existe sobre a capacidade da nossa mente gerar ou curar doenças em nós...
O poder que o pensamento tem sobre nosso corpo, tanto fazendo o bem quanto o mal.
Se o médico diz que temos um mês de vida, acreditamos nele, mas muitos de nós não acredita no poder de cura através da nossa mente, através de Deus...

Quanta dúvida existe sobre a existência de espíritos e que eles estão entre nós, influenciando as nossas vidas... O que existe muitas vezes é um grande medo, baseado nas crenças que foram adquiridas de outras pessoas e não de próprias experiências ou estudo.

Quanto medo nós temos do desconhecido, em função das crenças que nos foram passadas...

Quantas crenças negativas recebemos, que nos impedem de crescermos no trabalho, no relacionamento conjugal, na família, na sociedade... Crenças como: Não confiar em ninguém... Nenhum homem presta... Vários familiares não foram felizes no casamento, então eu não vou ser também... Se eu tentar tal coisa vão rir de mim... Devo sempre ser vencedor, custe o que custar... Só vou ser aceito se... Para eu ser reconhecido tenho que... Só vou ser feliz se...

Quanta dúvida existe até hoje sobre o poder energético dos florais, descoberto pelo médico bacteriologista inglês Edward Bach em torno do ano 1930... A maioria das pessoas só acreditará quando a medicina oficial "bater o martelo" dizendo que o floral traz resultados.


Existe uma pequena estória que conta que vários cegos tateavam um elefante a fim de identificar o que era aquilo.
Aquele que tateou uma das pernas do elefante, afirmou que se tratava de uma coluna.
Aquele que tateou o rabo, afirmou que era uma corda.
Aquele que tateou a tromba, disse que era uma cobra.

Somente quando um dos cegos tomar conhecimento de uma nova perspectiva e tentar compreender o que o outro percebe é que notará que existem verdades diferentes. Juntando os conhecimentos de cada um, eles poderão perceber que o todo é mais do que cada um percebe e que cada um tem sua verdade. Abre-se a possibilidade de pelo menos se avaliar se a sua verdade é a que prevalece, ou não.

Observe que o início de tudo é conhecimento. Se ficarmos estagnados, não crescemos. Em seguida, devemos pensar o que fazer com esse conhecimento. Desprezá-lo ou abrir a possibilidade de pelo menos avaliar se o que o outro enxerga faz sentido. Caso opte por manter sua verdade, está ótimo. Não precisa mudar. Caso perceba que há algo que faz mais sentido para você do que aquilo que você tem até então e que lhe limita, explore melhor isto e veja que benefícios esse conhecimento trará para você.

Quanto mais conhecemos, mais percebemos que sabemos pouco. E quando não conhecemos nada, achamos que o que temos é o suficiente.


Em resumo, caro leitor, busque o conhecimento, pois é o início do processo de reforma íntima, de evolução espiritual.

Avalie a sua verdade com esse conhecimento e não tenha medo se tiver que mudar suas crenças limitantes, aquilo em que sempre acreditou, mas que o limita em ser feliz. Lembre-se que ao longo da história da humanidade, sempre houve e haverá mudanças de crenças coletivas e individuais. A vida é um grande mistério, e no momento não há qualquer perspectiva de ser desvendado por completo. Então vamos andando... De passo em passo, caminhando para frente, para nossa evolução espiritual. Nada de ficar parado, estagnado. Devemos caminhar buscando conhecimento e crescimento em direção a bons valores que tem como base o amor ao próximo e à nossa própria existência, valores que trazem felicidade e paz para nós e para nossos semelhantes, pois nossa Existência é parte de um grande e complexo processo da criação Divina.

1.   Preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". (Wikipédia).

2.   Crença é o estado psicológico em que um indivíduo detém uma proposição ou premissa para a verdade, ou ainda, uma opinião formada ou convicção. (Wikipédia).

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Obrigado pela sua leitura.
Até o próximo artigo!

Carlos Augusto Eugênio dos Santos
Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica
E-mail: psicoterapeutacarlosaugusto@gmail.com
Curitiba – PR

http://terapiareformaintima.blogspot.com.br/2014/12/a-influencia-das-nossas-crencas-em_13.html