Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Influência do Espiritismo no Progresso

Rodolfo Calligaris


O progresso da Humanidade, sem dúvida, é lento, muito lento mesmo, mas constante e ininterrupto.

Ainda quando pareça estar regredindo, o que ocorre em certos períodos transitórios, esse recuo não é senão o prenúncio de nova etapa de ascensão.

O que a conduz sempre para a frente são as novas idéias, as quais, via de regra, são trazidas à Terra por missionários incumbidos de lhe ativarem a marcha.

Acontece, entretanto, que “a Natureza não dá saltos”, e qualquer princípio mais avançado, que fuja aos padrões culturais estabelecidos, só ao cabo de várias gerações logra ser aceito e assimilado pelos que seguem na retaguarda.

Essa resistência às concepções modernas, sejam elas políticas, sociais ou religiosas, parece um mal, mas em verdade é um bem, porque funciona como um processo de seleção natural, fazendo que as destituídas de real valor desapareçam e caiam no olvido, para só
vingarem aquelas que devam contribuir, efetivamente, para o aperfeiçoamento das instituições.

O Espiritismo é um desses movimentos e se destina não apenas a abrir um campo diferente de pesquisas à Ciência, mas principalmente a marcar uma nova era na História da Humanidade, pela profunda revolução que provoca em seus pensamentos e em seus ideais, impulsionando-a para a sublimação espiritual, pela vivência do Evangelho.

Talvez nos perguntem: se é assim, se o Espiritismo está fadado a exercer grande influência no adiantamento dos povos, porque os Espíritos não desencadeiam uma onda de manifestações ostensivas, patentes, de modo que todos, até mesmo os materialistas e os ateus, sejam forçados a crer neles e nas informações que nos trazem acerca do outro lado da Vida?

Respondemos: Porventura o Cristo conseguiu convencer os seus contemporâneos quando realizou, às suas vistas, os feitos mais surpreendentes, nos três anos em que com eles conviveu püblicamente?

Tais manifestações sempre ocorreram e continuam ocorrendo por toda a parte. No entanto, seja por orgulho ou outra razão qualquer, quantos lhes reconhecem a autenticidade ou se dignam levá-las a sério, tirando delas as deduções filosóficas que suscitam?

Não! Não é esse o meio pelo qual os homens haverão de ser convencidos, mas sim pela inteligência, pela razão, o que, como ficou dito de início, demanda algum tempo.

Não se pode negar importância aos fenômenos espíritas, pela comprovação que oferecem da existência e da imortalidade da alma; todavia, forçoso é convir, o Espiritismo começou a implantar-se no mundo, principalmente nas classes mais cultas, só depois de codificado, isto é, que se revestiu de um corpo de doutrina.

“Enquanto sua influência não atinge as massas — como bem observou Kardec —, vai ele felicitando os que o compreendem. Mesmo os que nenhum fenômeno têm testemunhado, dizem: à parte esses fenômenos, há a filosofia, que me explica o que nenhuma outra me havia explicado. Nela encontro, unicamente por meio do raciocínio, uma solução racional para os problemas que no mais alto grau interessam ao meu futuro. Ela me dá calma, firmeza, confiança; livra-me do tormento da incerteza. Ao lado de tudo isso, secundária se torna a questão dos fatos materiais.” (L.E. conclusão, V.)

Tomando por base a difusão extraordinária que alcançou em apenas um século de exis¬tência, século esse abalado e conturbado pelas mais terríveis guerras da História, é de se esperar que, muito em breve, venha o Espiritismo a tornar-se crença comum, ou melhor, um conhecimento universal, “porque o próprio Cristianismo é quem lhe abre o caminho e lhe serve dc apoio”.

A venerável Federação Espírita Brasileira, através de sua Editora, uma das maiores do Continente, vem dando, nesse sentido, uma contribuição valiosíssima, Como nenhuma outra entidade o tem feito.

Suas edições de livros básicos da Doutrina, inclusive em Esperanto, além de se espalharem por todo o Brasil e pelas Américas, têm penetrado, também, em dezenas de outros países da Europa, da Ásia e da África, concorrendo sobremaneira para a reforma e a evangelização da Humanidade, apressando, assim, a construção de um mundo melhor, alicerçado no Amor, na Justiça, na Paz e na Fraternidade universais.

Que Deus, pois, a ampare e continue a iluminar seus dirigentes, a fim de que seja cada vez mais digna da sublime tarefa que Jesus lhe há confiado.

(L.E.Capítulo 8º questão 798 e seguintes)