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Estudando o Espiritismo
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domingo, 2 de outubro de 2016
Jerusalém e Jericó
A parábola do bom samaritano é bem conhecida do mundo cristão.
Jesus a utilizou para ensinar grandes verdades.
Diz o mestre que um homem descia de Jerusalém para Jericó e foi assaltado no meio do caminho.
Jesus se refere a um homem. Não diz se era nobre ou plebeu, se era rico ou pobre, diz somente que era um homem. Poderia ter dito que um homem ia, se dirigia, rumava de Jerusalém para Jericó, mas ele usa o verbo descia, a fim de passar um ensinamento.
Outro detalhe importante está nas cidades a que Jesus se refere: Jerusalém e Jericó. Ele poderia ter dito que um homem transitava pela estrada, ia de uma cidade a outra, caminhava entre duas cidades, mas ele cita o nome dessas cidades.
E aqui vale uma rápida consideração sobre as duas cidades. A cidade de Jerusalém representava as coisas espirituais, as coisas de Deus, era a sede do templo de Salomão. Jericó era um grande polo comercial, a cidade das trocas de mercadorias, do ouro, da usurpação. Representava as coisas do mundo.
Jerusalém significa as coisas do alto, Jericó as baixadas.
O grande ensinamento contido nessa parábola está expresso no verbo que Jesus utilizou e nas duas cidades.
Dizer que o homem descia de Jerusalém significa dizer que ele deixava os interesses espirituais para cuidar das coisas do mundo, dos interesses materiais.
E quando abandonamos a posição Jerusalém para viver a posição Jericó, estamos sujeitos a assaltos, quedas, ferimentos, dores.
Quantos pais de família honrados, fiéis, que de uma hora para outra resolvem buscar uma aventura fora do lar. Deixam sua posição Jerusalém para mergulhar na posição Jericó e são assaltados por terríveis reveses.
O comerciante honesto, que luta com dificuldades mas com dignidade e que de repente resolve enganar seus clientes, tirando um pouco no peso, nas medidas, na qualidade do produto.
Funcionários que trabalharam anos a fio com dignidade e que um dia resolvem aceitar o convite da desonra, caem nas armadilhas da corrupção, e sofrem os assaltos da intranqüilidade e da vergonha.
Políticos que se mantém com o dinheiro suado do trabalho abençoado e um dia se deixam enredar pelas teias dos interesses egoístas e despencam vertiginosamente para as baixadas infelizes, sofrendo assaltos de toda ordem.
Todos aqueles que descem da posição Jerusalém para a posição Jericó sofrem os tormentos na própria alma.
A posição Jerusalém não traz resultados imediatos, mas traz a paz da consciência tranqüila. A possibilidade de conciliar o sono, de andar com a cabeça erguida.
A posição Jericó geralmente vem acompanhada de aplausos interesseiros, de glórias efêmeras, de bajulação hipócrita.
A primeira é perene, duradoura, eterna. A segunda é passageira como as flores de um dia.
Paulo o grande apóstolo dos gentios, depois do contato com o mestre de Nazaré às portas de damasco, jamais abandonou os valores espirituais, jamais desceu da posição Jerusalém para as baixadas das coisas do mundo, da posição Jericó.
Sua caminhada foi áspera e muitas foram as renúncias, mas ele fez a viagem definitiva rumo às paragens celestes com a alma envolta em luz.
Seu rastro perfumado perdura até os dias de hoje, como um convite de amor para quem deseja conquistar a felicidade eterna.
***
Um dia, o amor vestiu-se de homem e andou sobre a Terra.
Ensinou as verdades da vida numa linguagem simples e ao mesmo tempo profunda.
Revestiu os ensinamentos com parábolas de grande sabedoria.
E falou com ternura: "eu sou o caminho da verdadeira vida".
E convidou-nos como um irmão maior: "quem quiser vir após mim, tome de sua cruz, negue-se a si mesmo e siga-me".
(Baseado em palestra proferida por Raul Teixeira no dia 31/12/99 na SEF-RJ)
Parábola do Bom Samaritano - Gregório
http://www.sergiobiagigregorio.com.br/palestra/parabola-bom-samaritano.htm
Parábola do Bom Samaritano
Sérgio Biagi Gregório
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é refletir sobre as dificuldades que as convenções sociais impõem à prática da caridade.
2. CONCEITO
Parábola - do gr. parabole significa narrativa curta, não raro identificada com o apólogo e a fábula. Vizinha da alegoria, ou seja, consiste num discurso que faz entender outro.
Sinteticamente: narração alegórica na qual o conjunto dos elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
Samaritano - Depois do cisma das dez tribos, Samaria tornou-se a capital do reino dissidente de Israel. Destruída e reconstruídas por várias vezes, ela foi, sob os Romanos, a sede de Samaria, uma das quatro divisões da Palestina.
"Os Samaritanos estiveram, quase sempre, em guerra com os reis de Judá; uma aversão profunda, datando da separação, perpetuou-se entre os dois povos, que afastavam todas as relações recíprocas. Os Samaritanos, para tornar a cisão mais profunda e não ter que ir a Jerusalém na celebração das festas religiosas, construíram um templo particular, e adotaram certas reformas. Eles não admitiam senão o Pentateuco contendo a lei de Moisés, rejeitando todos os livros que lhe foram anexados depois. Seus livros sagrados eram escritos em caracteres hebreus da mais alta antigüidade. Aos olhos dos Judeus ortodoxos, eles eram heréticos, e, por isso mesmo, desprezados, anatematizados e perseguidos. O antagonismo das duas nações tinha, pois, por único princípio a divergência das opiniões religiosas, embora suas crenças tivessem a mesma origem; eram os Protestantes daquela época". (Kardec, 1984, p. 18)
3. O TEXTO BÍBLICO
"E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, o que é preciso que eu faça para possuir a vida eterna? Jesus lhes respondeu: Que está escrito na lei? Que ledes nela? Ele lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito, e vosso próximo coma a vós mesmos. Jesus lhe disse: Respondeste muito bem; fazei isso e viverás.
Mas esse homem, querendo parecer que era justo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E Jesus tomando a palavra, lhe disse:
Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de ladrões que o despojaram, cobriram-no de feridas e se foram, deixando-o semi-morto. Aconteceu, em seguida, que um sacerdote descia pelo mesmo caminho e tendo-o percebido passou do outro lado. Um levita, que veio também para o mesmo lugar, tendo-o considerado, passou ainda do outro lado. Mas um Samaritano que viajava, chegando ao lugar onde estava esse homem, e tendo-o visto, foi tocado de compaixão por ele. Aproximou-se, pois, dele, derramou óleo e vinho em sua feridas e as enfaixou; e tendo-o o colocado sobre sue cavalo, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas e as deus ao hospedeiro, dizendo: Tende bastante cuidado com este homem, e tudo o que despenderdes a mais, eu vos restituirei no meu regresso.
Qual desses três vos parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? O doutor lhe respondeu: Aquele que exerceu a misericórdia para com ele. Ide pois, lhe disse Jesus, e fazei o mesmo". (São Lucas, cap. 10, 25 a 37)
4. CAIRBAL SCHUTEL E O SAMARITANO
Cairbal Schutel, no livro Parábolas e Ensinos de Jesus, retrata a didática do discurso de Jesus em que o Mestre não perdia a oportunidade para enaltecer os pobres, os deserdados, os repudiados pelas seitas dominantes. Tanto nesta, como nas demais parábolas, o objetivo não muda, ou seja, aproveita-se de uma realidade material para evocar as realidades de cunho moral e espiritual. No caso específico desta parábola, Jesus escolhe o Samaritano, considerado desprezado e herético pelos judeus ortodoxos. O interessante, ainda, é que a referida parábola foi proposta a um Doutor da Lei, a um judeu da alta sociedade que, para tentar o Mestre, foi inquiri-lo sobre a vida eterna. O judeu doutor não ignorava os mandamentos, mas não os punha em prática. Do mesmo modo pode-se falar dos sacerdotes, que conheciam perfeitamente a Lei, mas não a punha também em prática. Por fim, diz que o viajante ferido pode ser comparada a Humanidade saqueada de seus bens espirituais e de sua liberdade, pelos poderosos do mundo. (1979, p. 74 a 77)
5. ALLAN KARDEC E O SAMARITANO
No quadro desta parábola é preciso separar a figura da alegoria. A homens que estavam ainda na infância da espiritualidade, Jesus precisou utilizar-se de imagens materiais, surpreendentes e capazes de impressionar. Mas ao lado dessa parte acessória e figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade que espera o justo e da infelicidade reservada ao mau. Jesus não fala das convenções externas da religião; simplesmente quer exaltar a caridade, o único meio de salvação da alma. É por essa razão que Jesus coloca o Samaritano, considerado herético, acima do ortodoxo que falta com a caridade. (Kardec, 1984, cap. XV, item 2 e 3, p. 198 a 201)
6. PARÁBOLA MODERNA
O Irmão X, em Lázaro Redivivo, conta-nos esta versão da parábola do Bom Samaritano:
"E eis que, em plena assembléia de espiritualidade, se levantou um certo companheiro intelectualizado e dirigiu-se ao Amigo Sábio Benevolente, que se comunicava através da organização mediúnica, perguntando, para tentá-lo:
— Benfeitor da Humanidade, que devo fazer para alcançar a vida eterna? Como agir para entrar na posse da verdadeira luz?
Respondeu-lhe o orientador:
— Que te aconselha a doutrina? Como lês o ensinamento do Cristo?
O consulente pensou um minuto e replicou:
— Amarás o Senhor teu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças, com todo o entendimento e a teu próximo como a ti mesmo.
O Sábio Espiritual sorriu e observou:
— Respondeste bem. Faze isso e alcançarás a vida eterna.
Contudo, o intelectualista, apresentando justificativa e desejando destacar-se no círculo dos irmãos, interrogou ainda:
— Como reconhecerei o meu próximo?
O comunicante assumiu atitude paternal e narrou" (Xavier, 1978, p. 243 e 244) a passagem, comparando o espiritista ao materialista, a qual iremos resumir:
Situação 1: pessoas ignorantes que reclamavam o ensino.
Atitude do Espiritista: passou de largo dizendo que aquilo não era Espiritismo.
Atitude do Materialista: distribui palavras conforto e de encorajamento.
Situação 2: miserável mulher, exibindo terríveis sinais de sífilis.
Atitude do Espiritista: passou de largo, com medo de ser visto na casa de prazeres menos dignos, dizendo que aquilo não era Espiritismo.
Atitude do Materialista: amparou a pobre criatura, providenciando que fosse asilada em hospital próximo e colaborou no pagamento das despesas.
Situação 3: grupo de trabalhadores, filiado às Igrejas evangélicas, solicitando dinheiro para as pessoas carentes.
Atitude do Espiritista: como expressavam interpretações diferentes das do Espiritismo, diz que aquilo não era Espiritismo.
Atitude do Materialista: conversou, inteirou-se do propósito e deu-lhe uma soma de dinheiro para a obra benemérita.
Por fim diz: Quem aprendeu a reconhecer próximo, prestando-lhe serviços?
7. CONCLUSÃO
Vemos, por esta simples parábola, a grande dificuldade de colocarmos em prática a verdadeira caridade. A maioria de nós ainda é católico, espírita ou protestante de fachada. Esquecemo-nos de que a salvação da alma não depende da religião que professamos, mas sim, e, unicamente, da caridade que prestarmos ao nosso próximo.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
SCHUTEL, C. Parábolas e Ensinos de Jesus. 11. ed., São Paulo, O Clarim, 1979.
XAVIER, F. C. Lázaro Redivivo, pelo Espírito Irmão X. 6. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1978.
São Paulo, abril de 2000
Parábola do Bom Samaritano
"E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, o que é preciso que eu faça para possuir a vida eterna? Jesus lhes respondeu: Que está escrito na lei? Que ledes nela? Ele lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito, e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse: Respondeste muito bem; fazei isso e viverás.
Mas esse homem, querendo parecer que era justo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E Jesus tomando a palavra, lhe disse:
Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de ladrões que o despojaram, cobriram-no de feridas e se foram, deixando-o semi-morto. Aconteceu, em seguida, que um sacerdote descia pelo mesmo caminho e tendo-o percebido passou do outro lado. Um levita, que veio também para o mesmo lugar, tendo-o considerado, passou ainda do outro lado. Mas um Samaritano que viajava, chegando ao lugar onde estava esse homem, e tendo-o visto, foi tocado de compaixão por ele. Aproximou-se, pois, dele, derramou óleo e vinho em sua feridas e as enfaixou; e tendo-o o colocado sobre sue cavalo, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas e as deus ao hospedeiro, dizendo: Tende bastante cuidado com este homem, e tudo o que despenderdes a mais, eu vos restituirei no meu regresso.
Qual desses três vos parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? O doutor lhe respondeu: Aquele que exerceu a misericórdia para com ele. Ide pois, lhe disse Jesus, e fazei o mesmo". (São Lucas, cap. 10, 25 a 37)
QUESTÕES
1) O que se entende por parábola?
Parábola é uma narração alegórica na qual o conjunto dos elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
2) Quem são os samaritanos?
Os Samaritanos são as pessoas naturais da Samaria. Desde a separação das dez tribos e a ereção do bezerro de ouro em Samaria, capital do reino de Israel, os samaritanos eram desprezados pelos judeus.
3) Por que os samaritanos eram considerados heréticos?
Porque admitiam somente o Pentateuco de Moisés. Aos olhos dos Judeus ortodoxos, eles eram heréticos, e, por isso mesmo, desprezados, anatematizados e perseguidos.
4) Além da parábola do Bom Samaritano, cite outras alusões de Jesus aos samaritanos?
Há o episódio do poço de Samaria. Vindo tirar água uma mulher (Fotina) da Samaria, disse-lhe Jesus: "Dá-me de beber". Respondeu-lhe, porém, esta samaritana: "Como! Vós que sois judeus, me pedis de beber, a mim que sou samaritana?"
Há o episódio dos dez leprosos curados. Somente um veio agradecer; este era samaritano.
5) O que se entende por doutor da lei?
Um doutor da lei era um especialista no estudo da ‘torah’ (porção da bíblia judaica conhecida como lei, equivalente aos cinco primeiros livros do AT).
6) Como Jesus responde à pergunta do doutor da lei: Mestre, o que é preciso que eu faça para possuir a vida eterna?
Jesus lhes respondeu: Que está escrito na lei? Que ledes nela? Ele lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito, e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse: Respondeste muito bem; fazei isso e viverás.
Comentário: Jesus respondeu à pergunta com outra pergunta. A resposta do doutor da lei mostra que ele conhece a lei, mas a conhece na letra, não na prática. E é isso que Jesus quer lhe mostrar, fazê-lo refletir sobre esse ponto. A Vulgata, para exprimir a palavra amar, serve-se do verbo dilligere que significa escolher, eleger, preferir. Quer dizer, o amor que temos a Deus é acompanhado de escolha, de eleição, de preferência.
7) E quem é o meu próximo?
Jesus explicita que, diante do homem caído, passara um sacerdote e um levita, sem lhe dar atenção. Em seguida, veio o samaritano, que o socorreu. Daí, a pergunta: quem foi o próximo?
Comentário: para ter amor ao próximo é preciso ver, sentir a contrição do seu semelhante e ter um sentimento de piedade pela miséria alheia.
8) Por que o conceito de caridade está expresso nesta parábola?
A caridade é a perfeição do amor. O samaritano cedeu o seu tempo, o seu dinheiro e a sua pessoa para ajudar o seu próximo, que nem sabia quem era.
9) Como Allan Kardec interpreta esta parábola?
No quadro desta parábola é preciso separar a figura da alegoria. A homens que estavam ainda na infância da espiritualidade, Jesus precisou utilizar-se de imagens materiais, surpreendentes e capazes de impressionar. Mas ao lado dessa parte acessória e figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade que espera o justo e da infelicidade reservada ao mau. Jesus não fala das convenções externas da religião; simplesmente quer exaltar a caridade, o único meio de salvação da alma. É por essa razão que Jesus coloca o Samaritano, considerado herético, acima do ortodoxo que falta com a caridade. (1)
(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39 ed., São Paulo: Ide, 1984 (capítulo XV, item 2 e 3, p. 198 a 201)
sábado, 24 de setembro de 2016
A reencarnação fortalece os laços de família - links
https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-4-ninguem-pode-ver-o-reino-de-deus-se-nao-nascer-de-novo/os-lacos-de-familia-sao-fortalecidos-pela-reencarnacao-e-rompidos-pela-unicidade-da-existencia/
http://www.authorstream.com/Presentation/igmateus-1767177-reencarna-fam-lia/
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=10&ved=0ahUKEwiAzZDtlajPAhUJFZAKHewwCpEQFghOMAk&url=http%3A%2F%2Fwww.forumespirita.net%2Ffe%2Festudos-mensais%2Ffamilia-35256%2F%3Faction%3Ddlattach%3Battach%3D35498&usg=AFQjCNEB-V_WhmYN_1eY-7LtbNeooaA-iQ&sig2=ANvZnEX5A_DCAQtOgAcy2w&bvm=bv.133700528,d.Y2I&cad=rja
http://www.authorstream.com/Presentation/igmateus-1767177-reencarna-fam-lia/
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=10&ved=0ahUKEwiAzZDtlajPAhUJFZAKHewwCpEQFghOMAk&url=http%3A%2F%2Fwww.forumespirita.net%2Ffe%2Festudos-mensais%2Ffamilia-35256%2F%3Faction%3Ddlattach%3Battach%3D35498&usg=AFQjCNEB-V_WhmYN_1eY-7LtbNeooaA-iQ&sig2=ANvZnEX5A_DCAQtOgAcy2w&bvm=bv.133700528,d.Y2I&cad=rja
Laços de família.
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Tema: Laços de família.
LE questões 773 a 775.
Expositor: Deise Bianchini
Amambai-MS
15/04/2006
Exposição:
Boa noite queridos amigos. Nosso estudo de hoje corresponde às questões 773 a 775 de "O Livro dos Espíritos" - CAPÍTULO VII - Da lei de sociedade - Laços de família
Vamos ver as questões.
773. Por que é que, entre os animais, os pais e os filhos deixam de reconhecer-se, desde que estes não mais precisam de cuidados?
“Os animais vivem vida material e não vida moral. A ternura da mãe pelos filhos
tem por princípio o instinto de conservação dos seres que ela deu à luz. Logo que esses
seres podem cuidar de si mesmos, está ela com a sua tarefa concluída; nada mais lhe exige a Natureza. Por isso é que os abandona, a fim de se ocupar com os recém-vindos.”
774. Há pessoas que, do fato de os animais ao cabo de certo tempo abandonarem suas crias, deduzem não serem os laços de família, entre os homens, mais do que resultado dos costumes sociais e não efeito de uma lei da Natureza. Que devemos pensar a esse respeito?
“Diverso do dos animais é o destino do homem. Por que, então, quererem identificá-lo com estes? Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza.Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.” (205)
775. Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?
“Uma recrudescência do egoísmo.”
A necessidade de progresso, citada na questão 774, é um dos fundamentos da reencarnação, partindo-se do princípio da justiça Divina, que nos criou simples e ignorantes, e na revelação de que todos os Espíritos tendem à perfeição e Deus lhes faculta os meios para alcançá-la, proporcionando as provações da vida corporal, onde a família é nosso cadinho redentor, onde temos oportunidade de reencontro com as pessoas com as quais contraímos débitos.
Como diz nosso texto na questão 774:
“Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.”
Por acreditarmos, como espíritas, na reencarnação vemos que os laços de família não são apenas carnais, as pessoas são solidárias com um passado e com um futuro e, como as suas relações se perpetuam, tanto no mundo espiritual como no corporal, a fraternidade tem por base as próprias leis da natureza; o bem tem um objetivo e o mal conseqüências inevitáveis.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. IV, os espíritos nos dizem:
A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe.
18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o
pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói. No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.
Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões.
Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre.
No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.
19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.
23. Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo: 1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista; 2ª, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta; 3ª, a individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja; 4ª, a individualidade, com progressão indefinida, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.
Terminaremos com o exposto em “Obras Póstumas”
“ Outro tanto se verifica hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expia em virtude da mesma lei. O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contacto com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do mal praticado. O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias o que não suprime a expiação simultânea das faltas individuais.
Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro da família e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente. Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências.
Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é, expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram.
Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado. Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas? Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado; mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem? Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois, como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até à última moeda. “
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Tema: Laços de família.
LE questões 773 a 775.
Expositor: Deise Bianchini
Amambai-MS
15/04/2006
Exposição:
Boa noite queridos amigos. Nosso estudo de hoje corresponde às questões 773 a 775 de "O Livro dos Espíritos" - CAPÍTULO VII - Da lei de sociedade - Laços de família
Vamos ver as questões.
773. Por que é que, entre os animais, os pais e os filhos deixam de reconhecer-se, desde que estes não mais precisam de cuidados?
“Os animais vivem vida material e não vida moral. A ternura da mãe pelos filhos
tem por princípio o instinto de conservação dos seres que ela deu à luz. Logo que esses
seres podem cuidar de si mesmos, está ela com a sua tarefa concluída; nada mais lhe exige a Natureza. Por isso é que os abandona, a fim de se ocupar com os recém-vindos.”
774. Há pessoas que, do fato de os animais ao cabo de certo tempo abandonarem suas crias, deduzem não serem os laços de família, entre os homens, mais do que resultado dos costumes sociais e não efeito de uma lei da Natureza. Que devemos pensar a esse respeito?
“Diverso do dos animais é o destino do homem. Por que, então, quererem identificá-lo com estes? Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza.Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.” (205)
775. Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?
“Uma recrudescência do egoísmo.”
A necessidade de progresso, citada na questão 774, é um dos fundamentos da reencarnação, partindo-se do princípio da justiça Divina, que nos criou simples e ignorantes, e na revelação de que todos os Espíritos tendem à perfeição e Deus lhes faculta os meios para alcançá-la, proporcionando as provações da vida corporal, onde a família é nosso cadinho redentor, onde temos oportunidade de reencontro com as pessoas com as quais contraímos débitos.
Como diz nosso texto na questão 774:
“Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.”
Por acreditarmos, como espíritas, na reencarnação vemos que os laços de família não são apenas carnais, as pessoas são solidárias com um passado e com um futuro e, como as suas relações se perpetuam, tanto no mundo espiritual como no corporal, a fraternidade tem por base as próprias leis da natureza; o bem tem um objetivo e o mal conseqüências inevitáveis.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. IV, os espíritos nos dizem:
A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe.
18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o
pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói. No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.
Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões.
Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre.
No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.
19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.
23. Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo: 1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista; 2ª, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta; 3ª, a individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja; 4ª, a individualidade, com progressão indefinida, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.
Terminaremos com o exposto em “Obras Póstumas”
“ Outro tanto se verifica hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expia em virtude da mesma lei. O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contacto com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do mal praticado. O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias o que não suprime a expiação simultânea das faltas individuais.
Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro da família e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente. Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências.
Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é, expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram.
Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado. Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas? Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado; mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem? Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois, como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até à última moeda. “
“Convidar os pobres e estropiados”
Os ensinamentos de “Convidar os pobres e estropiados” – redação de Espiritismo, Luz, Caridade e Amor*
Posted on August 15, 2013 by luzcaridadeamor
paoOs ensinos de Jesus são o Amor. O amor que em suas diversas nuances recebe vários apelidos, sendo um deles a caridade. Que é o amor ao nosso próximo, servindo-o naturalmente, seja quem for, não dando asas ao nosso orgulho , fazer o bem da maneira que pudermos.
É indispensável que nos lembremos que todos os ensinamentos dizem respeito a nós, espíritos. Jesus nos ensina isto de reencarnação em reencarnação, buscando a sabedoria que é a chave para a felicidade. Assim, demonstra-nos a necessidade de partilhar com os necessitados do banquete espiritual. Nesta passagem o cego a que ele se refere é o que não “enxerga” a finalidade superior da vida, apegando-se a bens materiais, por não ter “olhos de ver”. O coxo e o paralítico são os que ainda não conseguem se locomover em direção à educação integral.
E os pobres?Esses mendigam o conhecimento do espírito. Buscam pelas reencarnações o alimento da alma, necessitando para que não sucumbam mais uma vez.O irmão, o amigo, o parente o vizinho e os ricos, já partilharam do banquete espiritual, já estão saciados pelo conhecimento.
Que vantagem faremos ao convidá-los para a “festa” em que se resume todo encontro com as verdades eternas. Daqui tiramos a seguinte lição, todo o serviço no bem deve ser feito sem esperar recompensa nem retribuição. Fazer o bem pelo bem. O reino de Deus é o reino dos valores espirituais, onde predomina o “tesouro que o ladrão não rouba, a traça que não corrói, a ferrugem não consome”. Estes ensinamentos para o cotidiano, faz nos lembrar de combater o nosso orgulho e vaidade. Por isso, Jesus nos aconselhou a amar os nossos semelhantes exercitando a caridade em nossa caminhada evolutiva em direção a perfeição e a felicidade. Devemos fazer o bem sempre, sem exigir ou esperar nada em troca.
*Texto explicativo sobre o capítulo XIII do Evangelho Segundo o Espiritismo, trecho “Convidar os pobres e estropiados“.
Posted on August 15, 2013 by luzcaridadeamor
paoOs ensinos de Jesus são o Amor. O amor que em suas diversas nuances recebe vários apelidos, sendo um deles a caridade. Que é o amor ao nosso próximo, servindo-o naturalmente, seja quem for, não dando asas ao nosso orgulho , fazer o bem da maneira que pudermos.
É indispensável que nos lembremos que todos os ensinamentos dizem respeito a nós, espíritos. Jesus nos ensina isto de reencarnação em reencarnação, buscando a sabedoria que é a chave para a felicidade. Assim, demonstra-nos a necessidade de partilhar com os necessitados do banquete espiritual. Nesta passagem o cego a que ele se refere é o que não “enxerga” a finalidade superior da vida, apegando-se a bens materiais, por não ter “olhos de ver”. O coxo e o paralítico são os que ainda não conseguem se locomover em direção à educação integral.
E os pobres?Esses mendigam o conhecimento do espírito. Buscam pelas reencarnações o alimento da alma, necessitando para que não sucumbam mais uma vez.O irmão, o amigo, o parente o vizinho e os ricos, já partilharam do banquete espiritual, já estão saciados pelo conhecimento.
Que vantagem faremos ao convidá-los para a “festa” em que se resume todo encontro com as verdades eternas. Daqui tiramos a seguinte lição, todo o serviço no bem deve ser feito sem esperar recompensa nem retribuição. Fazer o bem pelo bem. O reino de Deus é o reino dos valores espirituais, onde predomina o “tesouro que o ladrão não rouba, a traça que não corrói, a ferrugem não consome”. Estes ensinamentos para o cotidiano, faz nos lembrar de combater o nosso orgulho e vaidade. Por isso, Jesus nos aconselhou a amar os nossos semelhantes exercitando a caridade em nossa caminhada evolutiva em direção a perfeição e a felicidade. Devemos fazer o bem sempre, sem exigir ou esperar nada em troca.
*Texto explicativo sobre o capítulo XIII do Evangelho Segundo o Espiritismo, trecho “Convidar os pobres e estropiados“.
QUEM DEVEMOS CONVIDAR PARA NOSSA FESTA?
QUEM DEVEMOS CONVIDAR PARA NOSSA FESTA?
Jesus disse aos que o tinha convidado: Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não tem com que te retribuir, mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam à mesa disse para Jesus: Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus. (Lucas, XIV: 12-15).
“Quando fizeres um banquete, disse Jesus, não convides os teus amigos, mas os pobres e os estropiados”. Essas palavras, absurdas, se as tomarmos ao pé da letra, são sublimes, quando procuramos entender-lhes o espírito. Jesus não poderia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada, e para os homens incapazes de compreender os tons mais delicados do pensamento, precisava usar de imagem fortes, que produzissem o efeito de cores berrantes. O fundo de seu pensamento se revela por estas palavras: “E serás bem-aventurado, porque esses não têm com o que te retribuir”. O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo. Para tornar clara a comparação, disse: convida os pobres para o teu banquete, pois sabes que eles não podem te retribuir. E por banquete é necessário entender, não propriamente a refeição, mas a participação na abundância de que desfrutas.
Essas palavras podem também ser aplicadas em sentido mais literal. Quantos só convidam para a sua mesa os que podem, como dizem, honrá-los ou retribuir-lhes o convite. Outros, pelo contrário ficam satisfeitos de receber parentes ou amigos menos afortunados, que todos possuem. Essa é por vezes a maneira de ajudá-los disfarçadamente. Esses, sem ir buscar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem disfarçar o benefício com sincera cordialidade.
A - Conclusão:
O convite à participação nos bens de que desfrutamos deve ser inspirado na mais pura fraternidade. Se for motivado pelo desejo de retribuição é mero comércio e demonstração de orgulho e vaidade.
B - Questões para estudo:
1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
São os nossos irmãos mais necessitamos, que não têm condições de retribuir o nosso convite, a nossa doação, a nossa visita, enfim, as nossas atenções.
"E sereis ditosos por não terem eles meios de vô-lo retribuir..."
2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
Fraterna e discreta, movida pelo sentimento da verdadeira caridade, que nos manda fazer o bem tão somente pelo prazer de o praticar, sem esperar retribuição alguma.
"... praticam a máxima de Jesus se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade."
3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidando para nossa mesa os irmãos, amigos e parentes menos felizes, e atendendo-os fraternalmente em suas necessidades, ao invés de buscarmos apenas o convívio daqueles que nos podem beneficiar com a retribuição de nossos favores.
Encontramos os pobres e os estropiados no seio de nossa própria família.
Jesus disse aos que o tinha convidado: Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não tem com que te retribuir, mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam à mesa disse para Jesus: Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus. (Lucas, XIV: 12-15).
“Quando fizeres um banquete, disse Jesus, não convides os teus amigos, mas os pobres e os estropiados”. Essas palavras, absurdas, se as tomarmos ao pé da letra, são sublimes, quando procuramos entender-lhes o espírito. Jesus não poderia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada, e para os homens incapazes de compreender os tons mais delicados do pensamento, precisava usar de imagem fortes, que produzissem o efeito de cores berrantes. O fundo de seu pensamento se revela por estas palavras: “E serás bem-aventurado, porque esses não têm com o que te retribuir”. O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo. Para tornar clara a comparação, disse: convida os pobres para o teu banquete, pois sabes que eles não podem te retribuir. E por banquete é necessário entender, não propriamente a refeição, mas a participação na abundância de que desfrutas.
Essas palavras podem também ser aplicadas em sentido mais literal. Quantos só convidam para a sua mesa os que podem, como dizem, honrá-los ou retribuir-lhes o convite. Outros, pelo contrário ficam satisfeitos de receber parentes ou amigos menos afortunados, que todos possuem. Essa é por vezes a maneira de ajudá-los disfarçadamente. Esses, sem ir buscar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem disfarçar o benefício com sincera cordialidade.
A - Conclusão:
O convite à participação nos bens de que desfrutamos deve ser inspirado na mais pura fraternidade. Se for motivado pelo desejo de retribuição é mero comércio e demonstração de orgulho e vaidade.
B - Questões para estudo:
1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
São os nossos irmãos mais necessitamos, que não têm condições de retribuir o nosso convite, a nossa doação, a nossa visita, enfim, as nossas atenções.
"E sereis ditosos por não terem eles meios de vô-lo retribuir..."
2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
Fraterna e discreta, movida pelo sentimento da verdadeira caridade, que nos manda fazer o bem tão somente pelo prazer de o praticar, sem esperar retribuição alguma.
"... praticam a máxima de Jesus se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade."
3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidando para nossa mesa os irmãos, amigos e parentes menos felizes, e atendendo-os fraternalmente em suas necessidades, ao invés de buscarmos apenas o convívio daqueles que nos podem beneficiar com a retribuição de nossos favores.
Encontramos os pobres e os estropiados no seio de nossa própria família.
Convidar os pobres e os estropiados - dar sem esperar retribuição
Convidar os pobres e os
estropiados - dar sem esperar
retribuição
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A - Texto de Apoio:
Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. - Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. - E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.
Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 12 a 15.)
"Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados." Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: "E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir." Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão-só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.
Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidar os pobres e os estropiados - dar sem esperar retribuição - Conclusão Voltar ao estudo
Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
Sala Virtual Evangelho
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EESE079b - Cap. XIII - Itens 7 e 8
Tema: Convidar os pobres e os
estropiados - dar sem esperar
retribuição
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A - Conclusão do Estudo:
O convite à participação nos bens de que desfrutamos deve ser inspirado na mais pura fraternidade. Se for motivado pelo desejo de retribuição é mero comércio e demonstração de orgulho e vaidade.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
São os nossos irmãos mais necessitamos, que não têm condições de retribuir o nosso convite, a nossa doação, a nossa visita, enfim, as nossas atenções.
"E sereis ditosos por não terem eles meios de vô-lo retribuir..."
2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
Fraterna e discreta, movida pelo sentimento da verdadeira caridade, que nos manda fazer o bem tão somente pelo prazer de o praticar, sem esperar retribuição alguma.
"... praticam a máxima de Jesus se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade."
3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidando para nossa mesa os irmãos, amigos e parentes menos felizes, e atendendo-os fraternalmente em suas necessidades, ao invés de buscarmos apenas o convívio daqueles que nos podem beneficiar com a retribuição de nossos favores.
Encontramos os pobres e os estropiados no seio de nossa própria família.
estropiados - dar sem esperar
retribuição
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A - Texto de Apoio:
Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. - Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. - E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.
Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 12 a 15.)
"Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados." Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: "E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir." Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão-só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.
Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidar os pobres e os estropiados - dar sem esperar retribuição - Conclusão Voltar ao estudo
Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
Sala Virtual Evangelho
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EESE079b - Cap. XIII - Itens 7 e 8
Tema: Convidar os pobres e os
estropiados - dar sem esperar
retribuição
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A - Conclusão do Estudo:
O convite à participação nos bens de que desfrutamos deve ser inspirado na mais pura fraternidade. Se for motivado pelo desejo de retribuição é mero comércio e demonstração de orgulho e vaidade.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
São os nossos irmãos mais necessitamos, que não têm condições de retribuir o nosso convite, a nossa doação, a nossa visita, enfim, as nossas atenções.
"E sereis ditosos por não terem eles meios de vô-lo retribuir..."
2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
Fraterna e discreta, movida pelo sentimento da verdadeira caridade, que nos manda fazer o bem tão somente pelo prazer de o praticar, sem esperar retribuição alguma.
"... praticam a máxima de Jesus se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade."
3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidando para nossa mesa os irmãos, amigos e parentes menos felizes, e atendendo-os fraternalmente em suas necessidades, ao invés de buscarmos apenas o convívio daqueles que nos podem beneficiar com a retribuição de nossos favores.
Encontramos os pobres e os estropiados no seio de nossa própria família.
“ CONVIDAR OS POBRES E OS ESTROPIADOS. – DAR SEM ESPERAR RETRIBUIÇÃO.”
ESTUDO ESPÍRITA
PROMOVIDO PELO IRC-ESPIRITISMO
HTTP://WWW.IRC-ESPIRITISMO.ORG.BR
CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS
HTTP://WWW.CELD.ORG.BR
TEMA:“ CONVIDAR OS POBRES E OS ESTROPIADOS. – DAR SEM ESPERAR RETRIBUIÇÃO.”
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – CAPÍTULO XIII, ITENS 7 E 8.
EXPOSITORA: NARA COELHO
JUIZ DE FORA
12/03/2003
Dirigente do Estudo:
Rosângela Pertille
Mensagem Introdutória:
PRECE DO PÃO
Senhor!
Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.
Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.
Vi-me freqüentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!...
Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.
Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam, agoniados, rogando, em silêncio, para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...
Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!..
Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa.
Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.
Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste, no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça.
Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem, junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrinas custosas ou no recinto escuro dos armazéns.
Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinqüência.
E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque, um dia,
Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:
- "O pão nosso de cada dia dai-nos hoje."
Meimei
Do Livro: O Espírito da Verdade
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB
Oração Inicial:
<Ioio> Senhor Jesus, bom e amado Mestre, aqui estamos mais uma vez, para podermos aprender um pouco mais sobre Sua Boa Nova. Ampara os companheiros aqui presentes para que possamos estudar com a amiga Nara. Abençoe-a para que ela oriente nossas mentes e corações para a senda do progresso. Assim em Seu nome, dos amigos espirituais, que possamos dar por iniciada o estudo da noite de hoje. Fica conosco, agora e sempre!
Graças a Deus!
Exposição:
<Nara_Coelho> Boa noite queridos amigos!
Que Jesus nos abençoe em mais esta oportunidade de conversar sobre as lições que Ele nos deixou como guia para que possamos encontrar a felicidade.
O tema de hoje é "Convidar os pobres e estropiados".
Na verdade, este é um desdobramento do tema central dos ensinos de Jesus que é o Amor.
O amor que em suas diversas nuances recebe vários apelidos, sendo um deles a caridade, que é tratada por Kardec, no cap.XIII do Evangelho Segundo o Espiritismo. Ali o Mestre de Lyon aproxima-nos do que precisamos saber e que até então estava envolto nas nuvens do obscurantismo clerical.
Simplesmente fazer a caridade, que é o amor ao nosso próximo, servindo-o naturalmente, seja quem for, não dando asas ao nosso orgulho para não humilha-lo; perceber o quanto necessitamos uns dos outros e desta maneira valorizar as nossas ações coroando-as com o objetivo superior de fazer o bem da maneira que pudermos.
E Jesus nos ensina: "Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não te aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás bem-aventurado porque esses não têm com que te retribuir, mas ser-te-á isto retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam a mesa disse para Jesus: "Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus." (Lucas, XIV:12-15)
É indispensável que nos lembremos que todos os ensinos do Mestre dizem respeito a nós, espíritos. Jesus não fala apenas para quem tem a vida circunscrita entre o berço e o túmulo. Ele ensina para quem atravessa a eternidade, de reencarnação em reencarnação, buscando a sabedoria que é a chancela para a felicidade. Assim, demonstra-nos a necessidade de partilhar com os necessitados de todos os matizes do banquete espiritual que já conseguimos merecer.
O alimento da alma, (Eu sou o pão da vida) a água pura e cristalina que nos dessedenta eternamente e que vem do conhecimento da verdade que Ele nos trouxe.
O cego a que ele se refere é o que não "enxerga" a finalidade superior da vida, apegando-se ao materialismo descontrolado, por não ter "olhos de ver". O coxo e o paralítico são os que ainda não conseguem se locomover em direção à educação integral. "Marcam passo" nas esquinas da vida necessitando de mão amiga que os sustentem na caminhada.
E os pobres?
Ah! Esses mendigam o conhecimento do espírito. Morrem de fome! Buscam pelas reencarnações o alimento da alma, necessitando de quem o doe para que não sucumba mais uma vez.
O irmão, o amigo, o parente o vizinho, os ricos, todos já partilharam do banquete espiritual, já estão saciados pelo conhecimento.
Que vantagem faremos ao convida-los para a "festa" em que se resume todo encontro com as verdades eternas, da qual eles já fazem parte? Eles se sentirão na obrigação de nos manter entre seus convidados, causando-lhes até constrangimento.
E daqui tiramos mais uma bela lição. Todo serviço no bem deve ser feito sem esperar recompensa nem retribuição. Fazer o bem pelo bem, deve ser o nosso lema, para que o bem se fixe em torno dos nossos passos. Não é do bem que precisamos?
Então é nele que devemos investir. Por isto a expressão "Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus". O reino de Deus é o Reino dos valores espirituais, onde predomina o "tesouro que o ladrão não rouba, a traça não corrói, a ferrugem não consome".
Quem ali come o pão, sacia-se com o entendimento superior da vida, com o alimento eterno trazido pelo conhecimento do Evangelho de Jesus, o "Pão" da vida. Enquanto que os pobres e os estropiados nada têm a nos oferecer.
Trazendo estes ensinos para o cotidiano, no seu entendimento mais literal, podemos nos lembrar de combater o nosso orgulho e vaidade.
Tantas vezes fazemos pouco caso de velhos conhecidos, mas que, por sua precária posição social, pensamos não serem dignos de se sentarem a nossa mesa de refeição, de partilhar de nossas festas de aniversário, formatura, casamento. Preferimos aquele outro nem tão honesto mas que tem alguma popularidade, só porque queremos fazer parte de seu círculo de amigos e ser convidados para a próxima festa.
Tantas vezes os espíritos nos alertam para o fato de que almas luminosas habitam corpos humildes na Terra, escondidos das turbulências da vida social para progredirem em paz.
Até quando perdermos tempo com tais cometimentos?
Os ensinos de Jesus, enfocados neste capítulo do Evangelho são de uma riqueza maravilhosa e muito oportunos para os dias em estamos vivendo, quando a futilidade pontifica, marcando a nossa contemporaneidade com cenas tristes, permitindo a vitória da iniqüidade, dando vazão a uma inversão de valores que tem causando grandes problemas a nossa sociedade.
Cabe-nos a nós, espíritas, por tudo que temos recebido, cerrar fileiras na busca dos valores da alma, transmitindo-os pelo exemplo a todos quanto partilham do nosso círculo de relação.
E, assim, firmando-os como sustentáculo das ações individuais, partir para a formação de uma sociedade mais feliz, porque mais justa, quando já não haverá mais pobres e estropiados; nem do corpo nem da alma.
Perguntas/Respostas:
[01] <Rafaielo> Entre os aparentemente felizes, existem também os estropiados da alma. Como identificá-los e socorrê-los?
<Nara_Coelho> Certamente, eles se darão a conhecer. Para tanto, basta que tenhamos um contato fraterno com essas criaturas, livres dos preconceitos que muitas vezes nos dizem que aquele que sorri não chora. Convivendo com as criaturas,
sabemos de suas necessidades. Por isso, Jesus nos aconselhou a amar os semelhantes. É o amor que desarma as almas, fazendo-as pedir socorro. E o ideal é que sejamos o próximo mais próximo para lhes prestar esse socorro.
[02] <Rafaielo> Há muito de preconceito, de medo, que nos separa dos miseráveis e dos esfarrapados, inda mais no mundo violento em que vivemos, embora os violentos não se distingam pela classe social. Que mecanismos, pessoas, grupos ou instituições existem que nos possa facilitar um primeiro contato no auxílio aos desvalidos?
<Nara_Coelho> O que você falou é verdade, Rafaielo! Entretanto, todos centros espíritas trabalham no sentido de diminuir a miséria, tanto a moral quanto a material. Kardec nos ensinou que "fora da caridade não há salvação". É preciso, pois, que as criaturas conscientes se embuiam do propósito de seguir Jesus, utilizando-se da caridade que é o amor colocado em movimento. Só este amor é capaz de acabar com a violência, pois nos ajuda a transformar o egoísmo em altruísmo, beneficiando não apenas a nós mesmos, mas como a própria coletividade. Precisamos sair da teoria para a prática, exercitando a caridade em todas as circunstâncias de nossa vida.
Oração Final:
<Rafaielo> Vamos unir nossos pensamentos, elevando-o ao criador. Senhor e Criador do espaço infinito, de infinita perfeição, justiça, amor, bondade, misericórdia e providencialidade. Agradecendo por nossas vidas, pela nossa destinação futura de felicidade e trabalho, pela nossa encarnação neste planeta escola, guiados por Jesus e amparados por nossos espíritos protetores. Agradecendo igualmente por esta oportunidade de aprendizado e convívio fraterno. Rogamos Senhor, pelos pobres e estropiados, do corpo e da alma, por nós inclusive, que também necessitamos de correção e progresso. Que o evangelho de Jesus possa servir de norte para o trabalho que nos compete, e que possamos fazer um exercício adicional de vontade, que muito nos tem faltado. Damos-te graças Senhor.
Que assim seja!
PROMOVIDO PELO IRC-ESPIRITISMO
HTTP://WWW.IRC-ESPIRITISMO.ORG.BR
CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS
HTTP://WWW.CELD.ORG.BR
TEMA:“ CONVIDAR OS POBRES E OS ESTROPIADOS. – DAR SEM ESPERAR RETRIBUIÇÃO.”
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – CAPÍTULO XIII, ITENS 7 E 8.
EXPOSITORA: NARA COELHO
JUIZ DE FORA
12/03/2003
Dirigente do Estudo:
Rosângela Pertille
Mensagem Introdutória:
PRECE DO PÃO
Senhor!
Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.
Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.
Vi-me freqüentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!...
Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.
Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam, agoniados, rogando, em silêncio, para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...
Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!..
Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa.
Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.
Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste, no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça.
Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem, junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrinas custosas ou no recinto escuro dos armazéns.
Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinqüência.
E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque, um dia,
Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:
- "O pão nosso de cada dia dai-nos hoje."
Meimei
Do Livro: O Espírito da Verdade
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB
Oração Inicial:
<Ioio> Senhor Jesus, bom e amado Mestre, aqui estamos mais uma vez, para podermos aprender um pouco mais sobre Sua Boa Nova. Ampara os companheiros aqui presentes para que possamos estudar com a amiga Nara. Abençoe-a para que ela oriente nossas mentes e corações para a senda do progresso. Assim em Seu nome, dos amigos espirituais, que possamos dar por iniciada o estudo da noite de hoje. Fica conosco, agora e sempre!
Graças a Deus!
Exposição:
<Nara_Coelho> Boa noite queridos amigos!
Que Jesus nos abençoe em mais esta oportunidade de conversar sobre as lições que Ele nos deixou como guia para que possamos encontrar a felicidade.
O tema de hoje é "Convidar os pobres e estropiados".
Na verdade, este é um desdobramento do tema central dos ensinos de Jesus que é o Amor.
O amor que em suas diversas nuances recebe vários apelidos, sendo um deles a caridade, que é tratada por Kardec, no cap.XIII do Evangelho Segundo o Espiritismo. Ali o Mestre de Lyon aproxima-nos do que precisamos saber e que até então estava envolto nas nuvens do obscurantismo clerical.
Simplesmente fazer a caridade, que é o amor ao nosso próximo, servindo-o naturalmente, seja quem for, não dando asas ao nosso orgulho para não humilha-lo; perceber o quanto necessitamos uns dos outros e desta maneira valorizar as nossas ações coroando-as com o objetivo superior de fazer o bem da maneira que pudermos.
E Jesus nos ensina: "Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não te aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás bem-aventurado porque esses não têm com que te retribuir, mas ser-te-á isto retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam a mesa disse para Jesus: "Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus." (Lucas, XIV:12-15)
É indispensável que nos lembremos que todos os ensinos do Mestre dizem respeito a nós, espíritos. Jesus não fala apenas para quem tem a vida circunscrita entre o berço e o túmulo. Ele ensina para quem atravessa a eternidade, de reencarnação em reencarnação, buscando a sabedoria que é a chancela para a felicidade. Assim, demonstra-nos a necessidade de partilhar com os necessitados de todos os matizes do banquete espiritual que já conseguimos merecer.
O alimento da alma, (Eu sou o pão da vida) a água pura e cristalina que nos dessedenta eternamente e que vem do conhecimento da verdade que Ele nos trouxe.
O cego a que ele se refere é o que não "enxerga" a finalidade superior da vida, apegando-se ao materialismo descontrolado, por não ter "olhos de ver". O coxo e o paralítico são os que ainda não conseguem se locomover em direção à educação integral. "Marcam passo" nas esquinas da vida necessitando de mão amiga que os sustentem na caminhada.
E os pobres?
Ah! Esses mendigam o conhecimento do espírito. Morrem de fome! Buscam pelas reencarnações o alimento da alma, necessitando de quem o doe para que não sucumba mais uma vez.
O irmão, o amigo, o parente o vizinho, os ricos, todos já partilharam do banquete espiritual, já estão saciados pelo conhecimento.
Que vantagem faremos ao convida-los para a "festa" em que se resume todo encontro com as verdades eternas, da qual eles já fazem parte? Eles se sentirão na obrigação de nos manter entre seus convidados, causando-lhes até constrangimento.
E daqui tiramos mais uma bela lição. Todo serviço no bem deve ser feito sem esperar recompensa nem retribuição. Fazer o bem pelo bem, deve ser o nosso lema, para que o bem se fixe em torno dos nossos passos. Não é do bem que precisamos?
Então é nele que devemos investir. Por isto a expressão "Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus". O reino de Deus é o Reino dos valores espirituais, onde predomina o "tesouro que o ladrão não rouba, a traça não corrói, a ferrugem não consome".
Quem ali come o pão, sacia-se com o entendimento superior da vida, com o alimento eterno trazido pelo conhecimento do Evangelho de Jesus, o "Pão" da vida. Enquanto que os pobres e os estropiados nada têm a nos oferecer.
Trazendo estes ensinos para o cotidiano, no seu entendimento mais literal, podemos nos lembrar de combater o nosso orgulho e vaidade.
Tantas vezes fazemos pouco caso de velhos conhecidos, mas que, por sua precária posição social, pensamos não serem dignos de se sentarem a nossa mesa de refeição, de partilhar de nossas festas de aniversário, formatura, casamento. Preferimos aquele outro nem tão honesto mas que tem alguma popularidade, só porque queremos fazer parte de seu círculo de amigos e ser convidados para a próxima festa.
Tantas vezes os espíritos nos alertam para o fato de que almas luminosas habitam corpos humildes na Terra, escondidos das turbulências da vida social para progredirem em paz.
Até quando perdermos tempo com tais cometimentos?
Os ensinos de Jesus, enfocados neste capítulo do Evangelho são de uma riqueza maravilhosa e muito oportunos para os dias em estamos vivendo, quando a futilidade pontifica, marcando a nossa contemporaneidade com cenas tristes, permitindo a vitória da iniqüidade, dando vazão a uma inversão de valores que tem causando grandes problemas a nossa sociedade.
Cabe-nos a nós, espíritas, por tudo que temos recebido, cerrar fileiras na busca dos valores da alma, transmitindo-os pelo exemplo a todos quanto partilham do nosso círculo de relação.
E, assim, firmando-os como sustentáculo das ações individuais, partir para a formação de uma sociedade mais feliz, porque mais justa, quando já não haverá mais pobres e estropiados; nem do corpo nem da alma.
Perguntas/Respostas:
[01] <Rafaielo> Entre os aparentemente felizes, existem também os estropiados da alma. Como identificá-los e socorrê-los?
<Nara_Coelho> Certamente, eles se darão a conhecer. Para tanto, basta que tenhamos um contato fraterno com essas criaturas, livres dos preconceitos que muitas vezes nos dizem que aquele que sorri não chora. Convivendo com as criaturas,
sabemos de suas necessidades. Por isso, Jesus nos aconselhou a amar os semelhantes. É o amor que desarma as almas, fazendo-as pedir socorro. E o ideal é que sejamos o próximo mais próximo para lhes prestar esse socorro.
[02] <Rafaielo> Há muito de preconceito, de medo, que nos separa dos miseráveis e dos esfarrapados, inda mais no mundo violento em que vivemos, embora os violentos não se distingam pela classe social. Que mecanismos, pessoas, grupos ou instituições existem que nos possa facilitar um primeiro contato no auxílio aos desvalidos?
<Nara_Coelho> O que você falou é verdade, Rafaielo! Entretanto, todos centros espíritas trabalham no sentido de diminuir a miséria, tanto a moral quanto a material. Kardec nos ensinou que "fora da caridade não há salvação". É preciso, pois, que as criaturas conscientes se embuiam do propósito de seguir Jesus, utilizando-se da caridade que é o amor colocado em movimento. Só este amor é capaz de acabar com a violência, pois nos ajuda a transformar o egoísmo em altruísmo, beneficiando não apenas a nós mesmos, mas como a própria coletividade. Precisamos sair da teoria para a prática, exercitando a caridade em todas as circunstâncias de nossa vida.
Oração Final:
<Rafaielo> Vamos unir nossos pensamentos, elevando-o ao criador. Senhor e Criador do espaço infinito, de infinita perfeição, justiça, amor, bondade, misericórdia e providencialidade. Agradecendo por nossas vidas, pela nossa destinação futura de felicidade e trabalho, pela nossa encarnação neste planeta escola, guiados por Jesus e amparados por nossos espíritos protetores. Agradecendo igualmente por esta oportunidade de aprendizado e convívio fraterno. Rogamos Senhor, pelos pobres e estropiados, do corpo e da alma, por nós inclusive, que também necessitamos de correção e progresso. Que o evangelho de Jesus possa servir de norte para o trabalho que nos compete, e que possamos fazer um exercício adicional de vontade, que muito nos tem faltado. Damos-te graças Senhor.
Que assim seja!
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
O Óbulo da Viuva e a natureza da Caridade
Estando Jesus sentado em frente ao gazofilácio, observava de que maneira o povo ali ofertava dinheiro e viu que muitos ricos o ofertavam com abundância. Viu também uma pobre viúva que ali deixou somente duas pequenas moedas que valiam um quarto de um asse. Jesus, então, chamando seus discípulos, falou: " Em verdade vos digo que essa pobre viúva deu mais que todos aqueles que colocaram a sua oferta no gazofilácio, porque todos os outros deram do que tinham em abundância; ela, porém, ofertou do que lhe era necessário, deu mesmo tudo o que tinha, tudo o que lhe restava para viver ".
Os ensinos do Mestre se valiam de situações do dia-a-dia do povo com o qual ele convivia para exemplificar sobre comportamentos e metas que seus discípulos deveriam ter em sociedade. Tal como acontecia há 2000 anos, nos dias atuais também pouco se entende daquilo que Jesus realmente ensinava, havendo inúmeras interpretações para suas palavras.
Podemos afirmar que os equívocos de interpretação e constituem em querer materializar para a realidade dos interesses humanos aquilo que Jesus falava sobre as coisas divinas. E um dos melhores casos que podemos usar para exemplificação se trata da passagem do Óbulo da Viúva.
Há que identifique neste ensino de Jesus a justificativa do dízimo, colocando a pobre viúva na posição daquele devoto que entrega todos os bens materiais que possue, chegando mesmo a faltar o essencial para a viver. Estes que defendem tal tese se baseiam em uma possível ajuda divina para os devotos que se sacrificarem materialmente pelo seu estabelecimento religioso.
Com todo o respeito que todas as organizações religiosas sinceras merecem, porém não é possível entrar em acordo com tal tese. Necessário se faz que deixemos de nos interessar pelas coisas divinas, procurando vantagens materiais. Precisamos desmaterializar os ensinos do Cristo, procurando observar a essência espiritual da mensagem cristã.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Kardec coloca a pobre viúva na posição daquele que faz a Caridade mesmo em situação material dificil. Muitos dentre nós, reclamam da impossibilidade de se fazer a Caridade, pelo fato de não possuir recursos financeiros que possibilitem realizar grandes obras sociais. Gostariam de ter acesso a fortunas, dizem, para que pudessem consolar os pobres e oferecer-lhes a possibilidade de suprir suas necessidades imediatas.
Contudo, a lição do Óbulo da Viúva objetiva afirmar a não-necessidade de grandes fortunas para a prática da Caridade. A Doutrina dos Espíritos coloca acima da Caridade dita material, a Caridade Moral.
A Caridade Moral é aquela que podemos praticar a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, com qualquer pessoa. Distribuir uma palavra de consolo, ajudar aqueles que possuem o corpo enfraquecido pelo tempo, dar de comer a quem tem fome, saber lidar com a calúnia, mesmo em ambientes aonde deveriam reinar a amizade e o amor, como o Lar.
De forma muito lúcida, os Espíritos Superiores que orientaram o trabalho de Kardec colocaram a Caridade Moral como a capacidade de nos aturarmos uns aos outros.
Vejam que não se exige de nós grandes coisas. Sabendo de nossas limitações, não são impostas pretensas superioridades morais, ou algum doutorado em santidade. Nós temos somente que saber nos aturar.
O Óbulo da Viuva possui uma delicadeza que as vezes escapa a um olhar mais desatento, mas que quando percebido torna-se de uma beleza ímpar para aqueles que pretendem ingressas nas fileiras da Caridade.
A viúva, deu o pouco do que tinha, porém ela deu isto como um ato de amor, um ato de caridade para ajudar aquilo que ela considerava justo. E a Caridade é exatamente assim: A Caridade verdadeira consiste no mais das vezes, em dar aos outros a felicidade que não temos para nós mesmos.
Sem nada exigir das potências divinas, através da Caridade nós proporcionamos a alegria aos outros, quando muitas vezes nós mesmos não temos com o que sentir alegria na vida. Damos esta felicidade sem esperar dádivas do alto, mas por termos o ideal de que ajudando ao próximo, podermos encontrar a paz de espírito que nos falta na Terra.
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