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Estudando o Espiritismo
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
Louvor à humildade exemplificada pelo Cristo
Louvor à humildade exemplificada pelo Cristo
XXX
Padre Antonio Vieira
25 de Dezembro de 1906.
Nada há tão grande como a humildade.
A humildade vence todas as tiranias, destrói todas as dificuldades. A humildade é irmã gêmea da persistência, filha dileta da força.
Quantos humildes tens tu visto cair?
Nenhum.
E quantos engrandecidos tens visto precipitados do pedestal onde se supunham eternos?
Nem eu sei!
Humilde nasceu Jesus; humilde viveu e humilde passou do mundo. E não há maior grandeza do que essa humildade. De todos os grandes da Terra, em todos os séculos dos séculos, nenhum se lhe compara.
Dentre esses grandes ainda são relativamente grandes só os que se lhe humilharam e lhe seguiram o exemplo.
Só na humilhação encontraram grandeza, como só em Jesus encontraram a humildade.
O filho dileto de Deus podia ser o maior da Terra, visto que era o representante, o escolhido, o eleito do maior do universo. Podia, mas não foi. Podia, mas não quis. Não quis, porque não devia.
Grande não se distanciava dos grandes. A sua palavra seria semente perdida em terra estéril. A sua grandeza aniquilava a sua obra, tolhia a sua ação, desvirtuava o seu fim.
Quis-se humilde entre os humildes; simples entre os simples. A sua ação foi como a do roble. Nasceu da terra, de baixo. O roble (Carvalho) ao nascer pode ser destruído por um inseto ou partido por uma criança. Não sendo destruído, cresce, eleva-se, braceja, deita pernadas e franças, enraíza no solo, procura nas camadas ínfimas, subterrâneas, profundas, o suco com que se avigora, com que alimenta as folhas, com que as faz luzir e medrar, com que fortalece as raízes e os troncos; e passados tempos nem o vendaval consegue molestá-lo. Cristo foi o mesmo. Começou pelas camadas populares, humildes na sua origem, miseráveis no seu sofrimento, simples na sua fé, inigualáveís na sua força. Aí nasceu o rebentão da sua doutrina; aí se fortaleceu, aí frutificou, e daí subiu elevando-se, robustecendo-se, estendendo os braços, desafiando os vendavais, e abrigando aqueles' que se acolhem à sua sombra. Partiu de baixo para cima, dos alicerces para o cume, de nadir para o zênite.
Se tivesse começado por de cima, seria contra todas as leis naturais, e a sua obra não persistiria.
De cima para baixo só a luz do Sol; mas esta persiste somente enquanto a Terra se coloca perpendicular ao foco radiante. Quando a Terra, na sua giratória permanente, lhe sai do foco, a luz desaparece. Assim, partindo dela própria, e estando nela sempre, a sua ação é duradoura; a sua iluminação é, permanente.
Se o Sol em vez de iluminar de cima tivesse iluminado na própria Terra, a sua ação seria constante.
Se Jesus tivesse feito como o Sol, a sua ação seria sujeita a várias fases e a vários acidentes. Assim, ele fêz o contrário; nasceu na humildade,
e radicou-se, consolidou-se na humildade, e essa humildade o enviou à grandeza, como à grandeza ele enviará todos os que forem humildes.
Ninguém foi mais simples e mais humilde do que ele; mas ninguém como ele é tão grande e tão simples.
Simples e humilde, porque é a verdade; simples e humilde, porque é o exemplo.
Quem o imitar na sua humildade encontrará a elevação.
Não há ato mundano que nos leve à ponderação como o nascimento de Jesus.
Seus pais tiveram que deixar a sua terra e o seu lar, para irem' a terras estranhas fazer nascer aquele que havia de redimir o mundo. E para quê? Para que se cumprissem as profecias. Era preciso que o que havia de dar lugar a todos na grande casa de Deus, nascesse sem lar e sem abrigo. O que havia de dominar os grandes tinha de manifestar-
-se 'tão pequeno que havia de nascer ao desabrigo, entre os simples e entre os brutos. E assim tinha de ser para escapar à maldade, para que o inseto o não destruisse à nascença.
Não podia nascer mais pobre .
Se nascesse na rua, ainda teria por teto o céu e por luz as estrelas; assim, nascendo em uma gruta, não tinha por teto senão as pedras negras e não teria por luz senão o frouxo clarão de alguma lanterna lôbrega.
Por cama, palhas; por conforto, palhas.
Ao entrar no mundo encontrou só o desabrigo, só o desconforto.
Aquele que havia de ser o abrigo e o conforto universal, encontrava-se desabrigado e desconfortado como ninguém, na ocasião em que até as aves têm o conforto dos ninhos e as feras o conforto dos covis.
Porquê? Era porque o Pai queria que o mundo visse que o seu Filho muito amado, que podia nascer em leito de ouro, e ser coberto de brocados recamados de ouro, nascia nas palhas para exemplificar aos filhos dos homens que não é no ouro nem nos brocados que está a virtude e a grandeza.
Queria demonstrar que a grandeza e a virtude são incompatíveis, como o Sol com a Lua. Se chegam a passar a par ofuscam-se e eclipsam-se.
Jesus foi gerado humilde, nascido humilde e viveu humilde, para nos demonstrar que quem quiser ser querido de Deus como o seu filho dileto, tem de ser humilde, viver humilde e morrer humilde.
Em a humildade, ninguém foi mais digno, mais nobre, maior e mais querido do que ele.
O filho de Deus foi humilde, mas foi filho de Deus.
Ninguém como ele foi ou será digno; ninguém teve mais, majestade, na sua simplicidade.
Os pequeninos e os leprosos, as mulheres e os velhos, acercavam-se dele como de um igual; os grandes e os poderosos temiam-no e respeitavam-no como a um juiz e a um vingador. Ele ainda é humilde; e tão humilde que o adoram nu e pregado em uma cruz como um criminoso; mas os potentados da Terra curvam a sua grandeza e o seu nada à vista daquele denudado e daquele supliciado.
A heresia, por mais encorajada que se sinta, não olha de frente aquele corpo chaguento e açoitado,mais pobre que o mais vulgar ladrão, mais infeliz que o mais refalsado criminoso.
Ao criminoso faz-se justiça; Jesus foi menos que ele porque se lhe negou justiça.
Nasceu sem lar e sem conforto, e morreu sem cobertura e sem justiça.
Viu-se já alguém com sorte mais mofina?
Ninguém.
E porque havia de ter tão miserável princípio e fim aquele que era filho de Deus, e o maior que a memória dos homens registra?
Porque a sua doutrina havia de ser pregada e exemplificada; e assim como é ela a maior que tem vindo ao mundo, o exemplo havia também de ser o maior.
Em Jesus tudo foi desmarcado: a humildade e a grandeza; o sofrimento e a santidade; a doutrina e -o exemplo.
Ele foi em verdade o filho de Deus; ele como filho de Deus é a Verdade.
Da sua palavra e da sua ação ressalta a verdade, como ressalta a chispa da pederneira ferida pelo fuzil.
Como seria crível se não fôsse assim?
Quem lhe acreditaria a paz e o amor pregado,
se ele o não exemplificasse na sua candura de simples, na sua sabedoria de justo, na sua abnegação de humildade?
Jesus, sem a gruta de Betlém, não seria Jesus.
Imitemo-lo , Sejamos humildes, sinceramente humildes, que Ele nos guindará a seu par. Isto nos ensina o dia de hoje na sua estranha significação, como ato claro e iniludível do Nosso Pai, e como exemplo do Nosso Mestre
Autor: Padre Antonio Vieira
Fonte: Do País da Luz - Médium Fernando de Lacerda
XXX
Padre Antonio Vieira
25 de Dezembro de 1906.
Nada há tão grande como a humildade.
A humildade vence todas as tiranias, destrói todas as dificuldades. A humildade é irmã gêmea da persistência, filha dileta da força.
Quantos humildes tens tu visto cair?
Nenhum.
E quantos engrandecidos tens visto precipitados do pedestal onde se supunham eternos?
Nem eu sei!
Humilde nasceu Jesus; humilde viveu e humilde passou do mundo. E não há maior grandeza do que essa humildade. De todos os grandes da Terra, em todos os séculos dos séculos, nenhum se lhe compara.
Dentre esses grandes ainda são relativamente grandes só os que se lhe humilharam e lhe seguiram o exemplo.
Só na humilhação encontraram grandeza, como só em Jesus encontraram a humildade.
O filho dileto de Deus podia ser o maior da Terra, visto que era o representante, o escolhido, o eleito do maior do universo. Podia, mas não foi. Podia, mas não quis. Não quis, porque não devia.
Grande não se distanciava dos grandes. A sua palavra seria semente perdida em terra estéril. A sua grandeza aniquilava a sua obra, tolhia a sua ação, desvirtuava o seu fim.
Quis-se humilde entre os humildes; simples entre os simples. A sua ação foi como a do roble. Nasceu da terra, de baixo. O roble (Carvalho) ao nascer pode ser destruído por um inseto ou partido por uma criança. Não sendo destruído, cresce, eleva-se, braceja, deita pernadas e franças, enraíza no solo, procura nas camadas ínfimas, subterrâneas, profundas, o suco com que se avigora, com que alimenta as folhas, com que as faz luzir e medrar, com que fortalece as raízes e os troncos; e passados tempos nem o vendaval consegue molestá-lo. Cristo foi o mesmo. Começou pelas camadas populares, humildes na sua origem, miseráveis no seu sofrimento, simples na sua fé, inigualáveís na sua força. Aí nasceu o rebentão da sua doutrina; aí se fortaleceu, aí frutificou, e daí subiu elevando-se, robustecendo-se, estendendo os braços, desafiando os vendavais, e abrigando aqueles' que se acolhem à sua sombra. Partiu de baixo para cima, dos alicerces para o cume, de nadir para o zênite.
Se tivesse começado por de cima, seria contra todas as leis naturais, e a sua obra não persistiria.
De cima para baixo só a luz do Sol; mas esta persiste somente enquanto a Terra se coloca perpendicular ao foco radiante. Quando a Terra, na sua giratória permanente, lhe sai do foco, a luz desaparece. Assim, partindo dela própria, e estando nela sempre, a sua ação é duradoura; a sua iluminação é, permanente.
Se o Sol em vez de iluminar de cima tivesse iluminado na própria Terra, a sua ação seria constante.
Se Jesus tivesse feito como o Sol, a sua ação seria sujeita a várias fases e a vários acidentes. Assim, ele fêz o contrário; nasceu na humildade,
e radicou-se, consolidou-se na humildade, e essa humildade o enviou à grandeza, como à grandeza ele enviará todos os que forem humildes.
Ninguém foi mais simples e mais humilde do que ele; mas ninguém como ele é tão grande e tão simples.
Simples e humilde, porque é a verdade; simples e humilde, porque é o exemplo.
Quem o imitar na sua humildade encontrará a elevação.
Não há ato mundano que nos leve à ponderação como o nascimento de Jesus.
Seus pais tiveram que deixar a sua terra e o seu lar, para irem' a terras estranhas fazer nascer aquele que havia de redimir o mundo. E para quê? Para que se cumprissem as profecias. Era preciso que o que havia de dar lugar a todos na grande casa de Deus, nascesse sem lar e sem abrigo. O que havia de dominar os grandes tinha de manifestar-
-se 'tão pequeno que havia de nascer ao desabrigo, entre os simples e entre os brutos. E assim tinha de ser para escapar à maldade, para que o inseto o não destruisse à nascença.
Não podia nascer mais pobre .
Se nascesse na rua, ainda teria por teto o céu e por luz as estrelas; assim, nascendo em uma gruta, não tinha por teto senão as pedras negras e não teria por luz senão o frouxo clarão de alguma lanterna lôbrega.
Por cama, palhas; por conforto, palhas.
Ao entrar no mundo encontrou só o desabrigo, só o desconforto.
Aquele que havia de ser o abrigo e o conforto universal, encontrava-se desabrigado e desconfortado como ninguém, na ocasião em que até as aves têm o conforto dos ninhos e as feras o conforto dos covis.
Porquê? Era porque o Pai queria que o mundo visse que o seu Filho muito amado, que podia nascer em leito de ouro, e ser coberto de brocados recamados de ouro, nascia nas palhas para exemplificar aos filhos dos homens que não é no ouro nem nos brocados que está a virtude e a grandeza.
Queria demonstrar que a grandeza e a virtude são incompatíveis, como o Sol com a Lua. Se chegam a passar a par ofuscam-se e eclipsam-se.
Jesus foi gerado humilde, nascido humilde e viveu humilde, para nos demonstrar que quem quiser ser querido de Deus como o seu filho dileto, tem de ser humilde, viver humilde e morrer humilde.
Em a humildade, ninguém foi mais digno, mais nobre, maior e mais querido do que ele.
O filho de Deus foi humilde, mas foi filho de Deus.
Ninguém como ele foi ou será digno; ninguém teve mais, majestade, na sua simplicidade.
Os pequeninos e os leprosos, as mulheres e os velhos, acercavam-se dele como de um igual; os grandes e os poderosos temiam-no e respeitavam-no como a um juiz e a um vingador. Ele ainda é humilde; e tão humilde que o adoram nu e pregado em uma cruz como um criminoso; mas os potentados da Terra curvam a sua grandeza e o seu nada à vista daquele denudado e daquele supliciado.
A heresia, por mais encorajada que se sinta, não olha de frente aquele corpo chaguento e açoitado,mais pobre que o mais vulgar ladrão, mais infeliz que o mais refalsado criminoso.
Ao criminoso faz-se justiça; Jesus foi menos que ele porque se lhe negou justiça.
Nasceu sem lar e sem conforto, e morreu sem cobertura e sem justiça.
Viu-se já alguém com sorte mais mofina?
Ninguém.
E porque havia de ter tão miserável princípio e fim aquele que era filho de Deus, e o maior que a memória dos homens registra?
Porque a sua doutrina havia de ser pregada e exemplificada; e assim como é ela a maior que tem vindo ao mundo, o exemplo havia também de ser o maior.
Em Jesus tudo foi desmarcado: a humildade e a grandeza; o sofrimento e a santidade; a doutrina e -o exemplo.
Ele foi em verdade o filho de Deus; ele como filho de Deus é a Verdade.
Da sua palavra e da sua ação ressalta a verdade, como ressalta a chispa da pederneira ferida pelo fuzil.
Como seria crível se não fôsse assim?
Quem lhe acreditaria a paz e o amor pregado,
se ele o não exemplificasse na sua candura de simples, na sua sabedoria de justo, na sua abnegação de humildade?
Jesus, sem a gruta de Betlém, não seria Jesus.
Imitemo-lo , Sejamos humildes, sinceramente humildes, que Ele nos guindará a seu par. Isto nos ensina o dia de hoje na sua estranha significação, como ato claro e iniludível do Nosso Pai, e como exemplo do Nosso Mestre
Autor: Padre Antonio Vieira
Fonte: Do País da Luz - Médium Fernando de Lacerda
Humildade - Emmanuel
A humildade não está na pobreza,
não está na indigência,
na penúria, na necessidade,
na nudez e nem na fome.
A humildade está na pessoa que tendo
o direito de reclamar, julgar, reprovar
e tomar qualquer atitude
compreensível no brio pessoal, apenas abençoa.
não está na indigência,
na penúria, na necessidade,
na nudez e nem na fome.
A humildade está na pessoa que tendo
o direito de reclamar, julgar, reprovar
e tomar qualquer atitude
compreensível no brio pessoal, apenas abençoa.
Humildade não é Subserviência
Humildade não é Subserviência
O Mestre colocou como ponto culminante de suas palavras a humildade ao lado do amor e do respeito, porque só sabe respeitar quem é humilde, pois este consegue visualizar o outro sem preconceitos. Só consegue ouvir quem é humilde, pois que este sabe não possuir toda verdade. Só tem forças para não julgar quem é humilde. Só se propõe a fazer, ou servir quem é humilde porque não se preocupa com o julgamento dos outros. Não há privilégios na criação divina, por isso não nos acreditemos maiores e melhores do que os outros.
Enquanto homens dominados pela matéria disputam sobre a terra o status dos cargos, outros hão que conscientes da necessidade de se espiritualizarem disputam o privilégio dos encargos, ou seja, do trabalho construtivo, do bem servir. Jesus veio valorizar o homem pelas suas virtudes e pelo seu real saber, e a seus discípulos que queriam segui-lo disse: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos”.
O Mestre situou uns hóspedes a mesa de um anfitrião, que os servia com a solicitude de um criado de modo que na aparência, o anfitrião era o menor de todos que ali se achavam, mas na verdade, era o maior, porque era o dono da casa. “Quem é o maior, quem está à mesa ou quem serve? Não é quem esta à mesa? Mas eu estou no meio de vós como quem serve”. O Mestre quis nos ensinar que ninguém pode mandar sem saber fazer, porque a condição essencial de quem manda é também fazer. Mandar fazendo e fazer mandando. “O que manda seja como o que serve”. O que manda seja como o que trabalha. Veja bem, Ele não disse: “O que trabalha seja como o que manda”.
Pregar ou falar de humildade, não torna ninguém humilde, e também essa virtude nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais porque é uma forma de comportamento íntimo. Ainda, confundimos humildade com inferioridade, submissão e pobreza, no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Entre todas as virtudes, somente a humildade não realça a si mesma porque o verdadeiro humilde não acredita que o seja. Só quem tem plena consciência de seu valor pessoal é que não precisa se exaltar. Quando adquirimos o auto descobrimento somos levados à verdadeira humildade perante a vida; facultando-nos a simplicidade de coração e o respeito cultural por todas as pessoas. Os humildes apreenderam com a introspecção, ou seja, auto descobrimento, a fazer de si mesmos um “canal ou espaço transcendente”, por onde flui silenciosamente a Inteligência Universal, instrumento pelo qual retomamos a conexão com a causa primeira, Deus.
Esse auto descobrimento não está confinado a nenhuma religião especificamente; ao contrário, é acessível a todos os seres, contudo só se deixa penetrar por aqueles que têm “simplicidade de coração e humildade de espírito”. Por meio de seus recursos infinitos recebemos as mais sublimes contribuições: psicológicas, filosóficas, artísticas, científicas, religiosas, alargando a compreensão da vida dentro e fora de nós mesmos.
Ser humilde como Jesus Cristo, Ghandi e Sócrates, não é alienar-se ou ser agressivo contra as demais pessoas e apresentar-se descuidado, sem higiene, indiferente ao progresso. Quem assim se comporta é preguiçoso e não humilde, da mesma forma aquele que aceita todos os caprichos que se lhe impõem, esse se aproxima mais daqueles que tem medo de enfrentamentos das lutas. Humildade não é conivente com o erro ou com o mal, em silêncio comprometedor. Antes é ativa, combatente, cativante, decidida, sendo mais um estado interior do que de aparência.
Os fariseus e escribas surpreendiam continuamente Jesus com perguntas estapafúrdias, armando-lhe ciladas e fingindo serem seus admiradores, mas a intenção era de oprimi-lo, humilhá-lo e acusá-lo.
O que fazer diante dessas oportunidades em que tentavam humilhá-lo injustamente? Deixar ser menosprezado? Deixar ser esmagado, desmoralizado? Não, Jesus não era um covarde, não era um tímido, não era um subserviente passivo. Sua humildade era altaneira, sua mansidão era cheia de atividade e sua bondade não chegava ao extremo de renunciar à seu espírito de justiça que o caracterizava. Além de tudo devia defender sua integridade moral, precisava manifestar-se a altura de sua doutrina, que não podia ser rebaixada na sua pessoa.
Então, não perdia a ocasião de ensinar, não só a seus agressores, mas a todos modernos escribas e fariseus de hoje que necessitam da mesma lição. Em outra oportunidade ensinava que, “Aquele que se humilhar e se tornar pequeno como uma criança será o maior no reino dos céus”. Continuando com seu pensamento acrescentou: “Todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado”.
A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade como se mostram numa criança. O Espiritismo a seu turno, vem falar que a Humildade é a virtude que nos aproxima de Deus, já que “sem a simplicidade de coração e humildade de espírito ninguém pode entrar no reino de Deus”. A humildade é, pois, a chave para se vencer o orgulho e assim conhecer-se, reformar-se e desse modo evoluir.
por Adauto Reami
Fontes: Espírito do Cristianismo – Cairbar Schutel; A Sabedoria de Sócrates e o Cristianismo Redivivo – Leonardo Machado; Os Prazeres da Alma – Francisco do E. Santo Neto – Hammed e Auto Descobrimento, uma Busca Interior – de Divaldo P.Franco)
O Mestre colocou como ponto culminante de suas palavras a humildade ao lado do amor e do respeito, porque só sabe respeitar quem é humilde, pois este consegue visualizar o outro sem preconceitos. Só consegue ouvir quem é humilde, pois que este sabe não possuir toda verdade. Só tem forças para não julgar quem é humilde. Só se propõe a fazer, ou servir quem é humilde porque não se preocupa com o julgamento dos outros. Não há privilégios na criação divina, por isso não nos acreditemos maiores e melhores do que os outros.
Enquanto homens dominados pela matéria disputam sobre a terra o status dos cargos, outros hão que conscientes da necessidade de se espiritualizarem disputam o privilégio dos encargos, ou seja, do trabalho construtivo, do bem servir. Jesus veio valorizar o homem pelas suas virtudes e pelo seu real saber, e a seus discípulos que queriam segui-lo disse: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos”.
O Mestre situou uns hóspedes a mesa de um anfitrião, que os servia com a solicitude de um criado de modo que na aparência, o anfitrião era o menor de todos que ali se achavam, mas na verdade, era o maior, porque era o dono da casa. “Quem é o maior, quem está à mesa ou quem serve? Não é quem esta à mesa? Mas eu estou no meio de vós como quem serve”. O Mestre quis nos ensinar que ninguém pode mandar sem saber fazer, porque a condição essencial de quem manda é também fazer. Mandar fazendo e fazer mandando. “O que manda seja como o que serve”. O que manda seja como o que trabalha. Veja bem, Ele não disse: “O que trabalha seja como o que manda”.
Pregar ou falar de humildade, não torna ninguém humilde, e também essa virtude nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais porque é uma forma de comportamento íntimo. Ainda, confundimos humildade com inferioridade, submissão e pobreza, no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Entre todas as virtudes, somente a humildade não realça a si mesma porque o verdadeiro humilde não acredita que o seja. Só quem tem plena consciência de seu valor pessoal é que não precisa se exaltar. Quando adquirimos o auto descobrimento somos levados à verdadeira humildade perante a vida; facultando-nos a simplicidade de coração e o respeito cultural por todas as pessoas. Os humildes apreenderam com a introspecção, ou seja, auto descobrimento, a fazer de si mesmos um “canal ou espaço transcendente”, por onde flui silenciosamente a Inteligência Universal, instrumento pelo qual retomamos a conexão com a causa primeira, Deus.
Esse auto descobrimento não está confinado a nenhuma religião especificamente; ao contrário, é acessível a todos os seres, contudo só se deixa penetrar por aqueles que têm “simplicidade de coração e humildade de espírito”. Por meio de seus recursos infinitos recebemos as mais sublimes contribuições: psicológicas, filosóficas, artísticas, científicas, religiosas, alargando a compreensão da vida dentro e fora de nós mesmos.
Ser humilde como Jesus Cristo, Ghandi e Sócrates, não é alienar-se ou ser agressivo contra as demais pessoas e apresentar-se descuidado, sem higiene, indiferente ao progresso. Quem assim se comporta é preguiçoso e não humilde, da mesma forma aquele que aceita todos os caprichos que se lhe impõem, esse se aproxima mais daqueles que tem medo de enfrentamentos das lutas. Humildade não é conivente com o erro ou com o mal, em silêncio comprometedor. Antes é ativa, combatente, cativante, decidida, sendo mais um estado interior do que de aparência.
Os fariseus e escribas surpreendiam continuamente Jesus com perguntas estapafúrdias, armando-lhe ciladas e fingindo serem seus admiradores, mas a intenção era de oprimi-lo, humilhá-lo e acusá-lo.
O que fazer diante dessas oportunidades em que tentavam humilhá-lo injustamente? Deixar ser menosprezado? Deixar ser esmagado, desmoralizado? Não, Jesus não era um covarde, não era um tímido, não era um subserviente passivo. Sua humildade era altaneira, sua mansidão era cheia de atividade e sua bondade não chegava ao extremo de renunciar à seu espírito de justiça que o caracterizava. Além de tudo devia defender sua integridade moral, precisava manifestar-se a altura de sua doutrina, que não podia ser rebaixada na sua pessoa.
Então, não perdia a ocasião de ensinar, não só a seus agressores, mas a todos modernos escribas e fariseus de hoje que necessitam da mesma lição. Em outra oportunidade ensinava que, “Aquele que se humilhar e se tornar pequeno como uma criança será o maior no reino dos céus”. Continuando com seu pensamento acrescentou: “Todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado”.
A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade como se mostram numa criança. O Espiritismo a seu turno, vem falar que a Humildade é a virtude que nos aproxima de Deus, já que “sem a simplicidade de coração e humildade de espírito ninguém pode entrar no reino de Deus”. A humildade é, pois, a chave para se vencer o orgulho e assim conhecer-se, reformar-se e desse modo evoluir.
por Adauto Reami
Fontes: Espírito do Cristianismo – Cairbar Schutel; A Sabedoria de Sócrates e o Cristianismo Redivivo – Leonardo Machado; Os Prazeres da Alma – Francisco do E. Santo Neto – Hammed e Auto Descobrimento, uma Busca Interior – de Divaldo P.Franco)
EXERCÍCIO DIÁRIO DA HUMILDADE
EXERCÍCIO DIÁRIO DA HUMILDADE
No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de um famoso palácio real, um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias dos companheiros de apartamento.
Reparando-lhe o pêlo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição em corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!
- Pudera! – exclamou um potro de fina origem inglesa:
- como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça? O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente. Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos do bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia. Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:
- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil, não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite, mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade, informou o monarca, um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança. O empregado perguntou:
- Não prefere o árabe, Majestade?
- Não, não – falou o soberano, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês? - De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- Não deseja o húngaro?
- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
- O jumento espanhol serviria? – insistiu o servidor atencioso. - De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança. Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está meu burro de carga? O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais. O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viajem. E ficou tranqüilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal…
Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a servir, sem pensar em si mesmos….
e nós será que já aprendemos servir?
Pense nisto….
Texto sem a informação de autor.
Enviado por nosso amigo e leitor Emerson – Bauru – Sp
Humildade Sempre
Humildade Sempre
Joanna de Ângelis
Alegra-te por fazeres parte da grandeza indescritível do Universo.
Não te subestimes, a ponto de constituíres-te uma nota dissonante, nesta sinfonia de incomparável musicalidade.
Busca sintonizar-te com a melodia que paira no ar, vibrante, afinando-te com a glória da vida.
Engrandece-te na ação das coisas de menor monta; apequena-te, quando diante das expressivas realizações que promovem os pruridos da vaidade e desarticulam as peças da simplicidade.
No contexto das expressões do Universo tu és importante, traduzindo a glória da Criação e evoluindo sem cessar.
A humildade exterioriza o valor e a conquista pessoais.
Ignorando-se, irradia-se e fomenta a paz em toda parte.
Jamais te deixes engolfar pela revolta, que traduz soberba e orgulho.
Quando alguém se permite penetrar de humildade, enriquece-se de força renovadora que se não exaure.
Contempla as estrelas, mas não te descuides dos pedregulhos sob os teus pés.
Sonha com os acumes esplendorosos das alturas, no entanto, não desconsideres as dificuldades-desafio da ascensão.
O Sol, que mantém a corte de astros que o cercam, desgasta-se, lentamente.
A Tecnologia, de tão salutares benefícios para a Humanidade, também responde pela tremenda poluição que ameaça a vida e a Natureza.
O metal, que reluz, se consome no burilamento a que se entrega.
Só a humildade brilha sem desgastar-se e eleva sem por em perigo.
Muitos falam, escrevem e traçam definições sobre a humildade de que se dizem possuidores ou que propõem para vivê-la os outros.
Sê tu aquele que passa incompreendido, porém entendendo o próximo e as circunstâncias, sem tempo para justificativas ou colocações defensivas.
Segue a programação a que te vinculas com o bem, não descurando o burilamento íntimo, o sacrifício pessoal.
Se outros pensam em contrário à tua atividade — cala e prossegue.
Cada qual responde a si mesmo pelo que é e pelo que faz.
A humildade difere da humilhação. Uma é luz, outra é treva; a primeira eleva, a segunda rebaixa.
Investe-te da segurança, de que, na Terra, ainda não há lugar ou pelo menos compreensão, para a verdadeira humildade de que Jesus se fez o protótipo por excelência, e, olhos nEle postos, ignora o mal e os sequazes dos maus, não revidando nem magoando ninguém, embora ferido, em sofrimento intenso, na certeza da vitória plena e final, após a larga travessia pelo oceano das paixões humanas dilacerantes.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
Joanna de Ângelis
Alegra-te por fazeres parte da grandeza indescritível do Universo.
Não te subestimes, a ponto de constituíres-te uma nota dissonante, nesta sinfonia de incomparável musicalidade.
Busca sintonizar-te com a melodia que paira no ar, vibrante, afinando-te com a glória da vida.
Engrandece-te na ação das coisas de menor monta; apequena-te, quando diante das expressivas realizações que promovem os pruridos da vaidade e desarticulam as peças da simplicidade.
No contexto das expressões do Universo tu és importante, traduzindo a glória da Criação e evoluindo sem cessar.
A humildade exterioriza o valor e a conquista pessoais.
Ignorando-se, irradia-se e fomenta a paz em toda parte.
Jamais te deixes engolfar pela revolta, que traduz soberba e orgulho.
Quando alguém se permite penetrar de humildade, enriquece-se de força renovadora que se não exaure.
Contempla as estrelas, mas não te descuides dos pedregulhos sob os teus pés.
Sonha com os acumes esplendorosos das alturas, no entanto, não desconsideres as dificuldades-desafio da ascensão.
O Sol, que mantém a corte de astros que o cercam, desgasta-se, lentamente.
A Tecnologia, de tão salutares benefícios para a Humanidade, também responde pela tremenda poluição que ameaça a vida e a Natureza.
O metal, que reluz, se consome no burilamento a que se entrega.
Só a humildade brilha sem desgastar-se e eleva sem por em perigo.
Muitos falam, escrevem e traçam definições sobre a humildade de que se dizem possuidores ou que propõem para vivê-la os outros.
Sê tu aquele que passa incompreendido, porém entendendo o próximo e as circunstâncias, sem tempo para justificativas ou colocações defensivas.
Segue a programação a que te vinculas com o bem, não descurando o burilamento íntimo, o sacrifício pessoal.
Se outros pensam em contrário à tua atividade — cala e prossegue.
Cada qual responde a si mesmo pelo que é e pelo que faz.
A humildade difere da humilhação. Uma é luz, outra é treva; a primeira eleva, a segunda rebaixa.
Investe-te da segurança, de que, na Terra, ainda não há lugar ou pelo menos compreensão, para a verdadeira humildade de que Jesus se fez o protótipo por excelência, e, olhos nEle postos, ignora o mal e os sequazes dos maus, não revidando nem magoando ninguém, embora ferido, em sofrimento intenso, na certeza da vitória plena e final, após a larga travessia pelo oceano das paixões humanas dilacerantes.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
Orgulho e Humildade
Sérgio Biagi Gregório
SUMÁRIO: 1. Introdução 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Orgulho: 4.1. Condição do Espírito Reencarnante; 4.2. Ter Vale Mais que Ser; 4.3. Apego aos Bens Materiais. 5. Humildade: 5.1. Os Pobres não Necessariamente são Humildes; 5.2. Uma só Coisa é Necessária; 5.3. O Verdadeiro Humilde. 6. As Orientações do Evangelho: 6.1. A Humildade como Virtude Esquecida; 6.2. Os Ricos Desconhecem as Necessidades dos Pobres; 6.3. O Evangelho Fundamenta-se numa Lei Científica. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é mostrar que a humildade é o fundamento de todas as virtudes. Para isso iremos tratar do orgulho, da humildade e das orientações evangélicas a respeito do tema.
2. CONCEITO
Orgulho – Sentimento de dignidade pessoal; brio, altivez. Conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba. É o sentimento da própria grandeza real, existente no íntimo de cada ser, mas transbordado ou desviado do seu verdadeiro curso.
Humildade. Do latim humilitas, de humilis = pequeno. Virtude que conduz o indivíduo à consciência das suas limitações. O humilde não se deixa lisonjear pelos elogios ou pela situação de destaque em que se encontre. Todo sábio é humilde, porque sabe que só sabe pouco do muito que deveria saber. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)
Rel. virtude cristã, oposta à soberba, muito recomendada por Jesus.
3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1) No Antigo Testamento fala-se muitas vezes em humilhar no sentido de oprimir, derrotar, abusar: assim, o faraó humilha os hebreus, o homem, a sua mulher e seus filhos.
2) No Novo Testamento Jesus dá-nos diversas recomendações sobre a humildade, virtude que se opõe ao orgulho.
3) Extraído do capítulo VII – Bem-Aventurados os Pobres de Espírito – de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Refere-se às instruções dos Espíritos.
4) O par de termo orgulho-humildade revela a polaridade do nosso pensamento. Precisamos partir do negativo para chegar ao positivo. Nesse mister, convém lembrar que todo o progresso nasce do que lhe é contrário. Com efeito, toda a formação é o produto de uma reação, assim como todo efeito é gerado por uma causa. Todos os fenômenos morais, todas as formações inteligentes são devidos a uma momentânea perturbação da inteligência. Nela há dois princípios subjacentes: um imutável, essencialmente bom, eterno; outro, temporário, momentâneo, simples agente empregado para produzir a reação de onde sai cada vez a progressão dos homens.
5) Há uma lei universal dos rendimentos decrescentes em que todo o excesso conduz ao seu contrário. No caso específico, o excesso de orgulho transforma-se em humildade e o excesso de humildade em orgulho.
4. ORGULHO
4.1. CONDIÇÃO DO ESPÍRITO REENCARNANTE
De acordo com os pressupostos espíritas, o Espírito, ao longo de suas inúmeras reencarnações, acaba escolhendo as situações que enveredam mais para o orgulho do que para a humildade. A razão é simples: há mais facilidade de se entrar pela porta da perdição, pelos prazeres da matéria. Em termos bíblicos, a opção pelo prazer começou com Adão e Eva. Naquela ocasião Eva, tentada pela serpente, comeu o fruto proibido e foi, juntamente com Adão, expulsa do Paraíso.
4.2. TER VALE MAIS QUE SER
O homem precisa possuir alguma coisa; o nada lhe amargura a vida. Por isso, a sigla de “doutor”, mesmo no meio espírita. Quantas não são as pessoas que se vangloriam de assim serem chamadas. Não é uma espécie de orgulho, de vaidade? Sempre que alguém quer saber algo a nosso respeito, não nos perguntam o que somos, mas o que temos, ou seja, profissão, bens, propriedades, religião etc. Em virtude disso, apropriamo-nos de alguma coisa, mesmo que essa coisa não nos satisfaça interiormente, pois isso nos dá uma certa segurança. Contudo, observe a mudança de comportamento daquelas pessoas que repentinamente ficam ricas, ou são escolhidas para ocupar uma posição de destaque. Geralmente o orgulho e a soberba assomam-lhe à cabeça. Já não tratam mais os seus como antigamente.
4.3. APEGO AOS BENS MATERIAIS
Conforme vamos adquirindo mais bens, mais ainda vamos desejando. De modo que a insaciabilidade dos desejos humanos induz-nos a procurar sempre mais, à semelhança daquele que consome droga. Este começa com pequenas quantidades; depois, tem que aumentá-las, pois o pouco já não satisfaz as suas necessidades. Quanto mais tem, mais necessidade fabrica. A necessidade acaba torturando a maioria dos seres viventes. Aliado à posse de bens materiais, há o medo: de que seremos roubados, de que não teremos o que comer etc.
5. HUMILDADE
5.1. OS POBRES NÃO NECESSARIAMENTE SÃO HUMILDES
Ao vermos uma pessoa mal vestida, de semblante sofrido e modo simples de se vestir, emprestamos-lhe as características de uma pessoa humilde. Contudo, o exterior nem sempre revela com segurança o interior de um indivíduo. É preciso verificar a essência de sua alma. Quando Jesus falava dos pobres de espírito, Ele se referia à humildade, pois há muitos pobres que invejam os ricos, de modo que eles são mais orgulhosos do que aqueles que possuem recursos financeiros em abundância.
5.2. UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA
O Espírito Emmanuel, comentando o texto evangélico, diz-nos que uma única coisa é necessária para a evolução da alma: atender aos ensinamentos de Jesus. Quando o homem se compenetra dessa condição de servo do senhor, tudo o que está à sua volta toma outra feição. Ele fala, ouve, age, discute, sofre, chora e ri como outro ser humano qualquer, mas o faz de forma civilizada, de forma ponderada, de forma equilibrada. Esta é a grande lição que os Espíritos benfeitores nos trazem.
5.3. O VERDADEIRO HUMILDE
O verdadeiro humilde geralmente não sabe que o é. São as pessoas ao seu derredor que acabam por descobri-lo. Para ele essa condição é tão natural que nem o percebe. Não é o que coloca um verniz por fora para esconder os defeitos interiores. O humilde coloca-se objetivamente dentro de sua capacidade, observando criteriosamente as suas limitações. Ele não importa saber quem é contra ou a favor, mas simplesmente atende a um chamado de ordem superior e segue o seu caminho com uma fé inquebrantável.
6. AS ORIENTAÇÕES DO EVANGELHO
6.1. A HUMILDADE COMO VIRTUDE ESQUECIDA
Jesus Cristo, quando esteve encarnado, deu-nos o exemplo da virtude, chegando a ponto de ordenar que amássemos os próprios inimigos. Dentre os seus vários ensinamentos, aquele que compara o Reino de Deus a uma criança, vem bem a calhar, pois evoca com firmeza o símbolo da humildade e da simplicidade. Não adianta conhecer profundamente a teologia e as mais altas concepções filosóficas. Se não nos fizermos humildes como as crianças – que são ingênuas e sem preconceitos – não entraremos no reino da verdade.
6.2. OS RICOS DESCONHECEM AS NECESSIDADES DOS POBRES
Há uma advertência dos Espíritos: “Oh, rico! Enquanto dormes sob teus tetos dourados, ao abrigo do frio, não sabes que milhares de teus irmãos, iguais a ti, estão estirados sobre a palha? A essas palavras teu orgulho se revolta, bem o sei; consentiras em dar-lhe uma esmola, mas a apertar-lhe a mão fraternalmente, jamais! ‘Que! Dizes, eu, descendente de um sangue nobre, grande na Terra, seria igual a esse miserável esfarrapado? Vã utopia de supostos filósofos! Se fôssemos iguais, por que Deus o teria colocado tão baixo e eu tão alto?’ É verdade que vosso vestuário não se assemelha quase nada; mas dele despojados ambos, que diferença haveria entre vós? A nobreza de sangue, dirás; mas a química não encontrou diferença entre o sangue do nobre e o do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que, tu também, não foste miserável e infeliz como ele? Que não pediste esmola? Que não a pedirás àquele que desprezas hoje? As riquezas são eternas? Elas não se acabam com esse corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Oh! Volta-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que faz a grandeza e a inferioridade no outro; lembra que a morte não te poupará mais que a um outro; que os títulos não te preservarão dela; que ela pode te atingir amanhã, hoje, numa hora; e se tu te escondes no teu orgulho, oh! Então eu te lastimo, porque serás digno de piedade” (Kardec, 1984, p. 107)
6.3. O EVANGELHO FUNDAMENTA-SE NUMA LEI CIENTÍFICA
Jesus deixou claro o alcance de sua Doutrina. O Evangelho é fundamentado numa lei científica: desprendimento dos bens materiais. Aquele que construir o seu destino, seguindo os exemplos de Cristo, terá como recompensa as bem-aventuranças do reino de deus. Não que devamos fazer isso ou aquilo esperando uma recompensa, mas pelo simples prazer de cumprir fielmente as determinações de nossa consciência. Há muitos exemplos de benfeitores anônimos, que auxiliam simplesmente pelo prazer de auxiliar. E por que fazem isso? Porque estão compenetrados dessa lei maior que une todos os seres humanos numa só entidade, a entidade humana. Para essas pessoas não há separação entre americano e chinês, budista e católico, branco e preto. Trata todos como irmãos como o Cristo nos ensinou.
7. CONCLUSÃO
Não nos iludamos com a subida inesperada do orgulhoso e as vantagens aparentes da riqueza. Estejamos firmes em nosso posto de trabalho, atendendo resignadamente às determinações da vontade de Deus a nosso respeito.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
Humildade x orgulho
Humildade x orgulho
Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não é mesmo?
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.
O contrário da humildade é o orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulho é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões.
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: Eu me equivoquei, pois sua intenção é aprender, crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: Não foi minha culpa, porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa está sempre muito ocupada para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.
Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: Eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser.
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: Eu faço o meu trabalho.
Uma pessoa humilde diz: Deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir. A pessoa orgulhosa afirma: Sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo.
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no Universo que ele desconheça. O humilde reverencia ao Criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
* * *
Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita.
Em 07.02.2011.
Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não é mesmo?
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.
O contrário da humildade é o orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulho é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões.
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: Eu me equivoquei, pois sua intenção é aprender, crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: Não foi minha culpa, porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa está sempre muito ocupada para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.
Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: Eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser.
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: Eu faço o meu trabalho.
Uma pessoa humilde diz: Deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir. A pessoa orgulhosa afirma: Sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo.
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no Universo que ele desconheça. O humilde reverencia ao Criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
* * *
Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita.
Em 07.02.2011.
A Humildade Espírita - Morel
http://www.espiritoimortal.com.br/a-humildade-espirita/
Alguém disse um dia que a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude. Mas não é exatamente de hipocrisia que quero falar. Quero falar da busca de equilíbrio no comportamento humano, que tanto nos exige se estivermos realmente dispostos a mudar.
Muitos não querem mudar. Acho que a maioria. O que querem é que a situação mude, que as pessoas mudem, que tudo mude, menos elas mesmas. Se existe um padrão ideal de comportamento devemos conquistá-lo. Não se trata de deixarmos de lado nossas características, não se trata de nos estereotiparmos, de nos tornarmos todos iguais. Pelo contrário.
Justamente para podermos nos mostrar exatamente como somos é que precisamos alcançar um ponto de equilíbrio que nos permita nos manifestar tal como somos sem ferir o próximo. Porque o que mais vemos são dois extremos: Aquele que se mostra por inteiro, sem considerar direitos, sentimentos e conceitos alheios; e aquele que se esconde atrás de uma máscara de indiferença, como se nada lhe importasse, mas que por dentro fica se remoendo.
Comecei falando sobre hipocrisia. É que a palavra hipocrisia se refere a máscara, a essa máscara que alguns nunca tiram da cara, e que todos nós experimentamos uma vezinha ou outra. A palavra hipocrisia vem do grego e designava, originalmente, o ator de teatro. Quando Jesus chamava os fariseus de hipócritas era o mesmo que hoje chamarmos alguém de “artista”, querendo dizer com isso que a pessoa finge, que ela representa como um artista.
Mas a designação pejorativa da palavra só se consolidou na Idade Média. Hoje hipócrita é um palavrão dos mais feios. E nós somos hipócritas mais vezes do que pensamos. Quando você cede no seu ponto de vista, sabendo que ele é verdadeiro, você acha que está sendo humilde? Eu, particularmente, evito discussão. Quando discutimos esquecemos a busca da verdade e só queremos que prevaleça o nosso ponto de vista.
Mas uma coisa é evitar discussão, outra coisa é fazer de conta que aceita o ponto de vista alheio e ficar se remoendo por dentro. Isso acontece muito em querelas religiosas. Alguns espíritas, por força do preconceito, têm medo de assumir sua postura. E aceitam os argumentos fajutos de pessoas descrentes do Espiritismo. Fazem cara de banana e fingem que concordam. Cedem externamente e se revoltam intimamente. Isso não é humildade, longe disso. Isso é hipocrisia grossa. Para com os outros a para consigo mesmo.
Não estou condenando quem faz isso. Eu já fiz coisas do gênero. Na tentativa de sermos humildes fazemos coisas muito ridículas. Ceder contra a vontade não é humildade, é hipocrisia. Ceder para evitar discussão, ser condescendente, dependendo das circunstâncias é atitude madura e meritória. Ceder por medo de assumir sua postura é covardia. Ser humilde não é ser covarde, ser manso não é ser medroso. Um cavalo para ser encilhado precisa ser domado. Depois da doma ele fica manso, e sua força e intrepidez podem ser controladas e direcionadas. Mas o cavalo não deixa de ser forte e intrépido por ser manso. Não se torna medroso por ser manso.
Acho que o conceito de humildade foi muito deturpado. É verdade que a palavra deriva do latim humus, terra. Por causa disso, talvez, se pense que ser humilde é rebaixar-se, é andar se arrastando. Mas as palavras homem e humanidade também derivam de humus. Isso se deve ao fato de os antigos considerarem que o homem veio do barro, da terra, do humus. Ser humilde, então, é ser como se é, é ser conforme a sua natureza, ser apenas mais um homem, indivíduo da humanidade. Ser humilde não é rebaixar-se, ser humilde é ser exatamente como se é, nem acima, nem abaixo.
Ser humilde não é andar se arrastando, falando mole e aceitando desaforos e engolindo absurdidades. Devemos defender as verdades que nos são caras. Para isso é possível que tenhamos que ser firmes, enérgicos. Claro que não vamos perder tempo e energia discutindo ou dando conversa pra quem nem sabe direito o que pensa. Mas algumas vezes nos vimos na contingência de ter que defender nossas verdades, as posturas que adotamos. E isso exige energia e coragem. Isso são virtudes, não defeitos. Defeito é covardia, moleza, rebaixamento de si mesmo. Essas fraquezas não condizem com a grandeza de Deus.
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