A doutrina da reencarnação é uma descoberta recente do espírito humano?
- De forma alguma: a humanidade sempre acreditou nela; toda a Antigüidade a professou; os grandes iniciados a ensinaram ao mundo e Jesus mesmo a ela se referiu em seu Evangelho.
Temos provas da reencarnação dos Espíritos?
- Sim, primeiramente as que os próprios Espíritos nos trazem em suas revelações; em seguida, as aptidões inatas de cada indivíduo, que determinam sua vocação e lhe traçam neste mundo as grandes linhas de sua vida. Daí, as diferenças materiais, intelectuais e morais que distinguem entre si os homens na Terra e explicam as desigualdades sociais.
Onde o Espírito reencarna?
- Por toda parte no universo. Todos os mundos são destinados a receber a vida sob suas formas variadas e em todos os graus.
Onde estava a alma, antes de encarnar num corpo?
- No espaço. O espaço é o lugar dos Espíritos, como o mundo terrestre é o lugar dos corpos.
Que é o espaço?
- É a imensidade, isto é, o infinito onde se movem os mundos, a esfera sem limites, que nosso limitado pensamento não pode conceber nem definir.
Por que o Espírito que está no espaço encarna em um corpo?
- Porque é a lei de sua natureza, a condição necessária de seus progressos e de seu destino. A vida material, com suas dificuldades, precisa do esforço e o esforço desenvolve nossos poderes latentes e nossas faculdades em germe.
O Espírito só encarna uma vez?
- Não. Ele reencarna tantas vezes quantas sejam necessárias para atingir a plenitude de seu ser e de sua felicidade.
Mas, para atingir esse fim, a pluralidade das existências é então necessária?
- Sim, porque a vida do Espírito é uma educação progressiva, que pressupõe uma longa série de trabalhos a realizar e de etapas a percorrer.
Uma só existência humana, quando é muito boa e muito longa, não poderia bastar ao destino de um Espírito?
- Não. O Espírito só pode progredir, reparar, renovando várias vezes suas existências em condições diferentes, em épocas variadas, em meios diversos. Cada uma de suas reencarnações lhe permite apurar sua sensibilidade, aperfeiçoar suas faculdades intelectuais e morais.
Dissestes que o Espírito reencarna para reparar; então, ele praticou o mal em suas vidas precedentes?
- Sim. O Espírito praticou o mal, já que não fez todo o bem que devia ter feito. Existe aí uma lacuna que é necessário preencher.
Que é o mal?
- É a ausência do bem, como o falso é a negação do verdadeiro e a noite a ausência da luz. O mal não tem existência positiva; ele é negativo por natureza. A prática do bem engrandece o nosso Ser; a sua omissão o diminui.
Como as reencarnações nos permitem reparar as existências falhas?
- Da mesma forma como o operário recomeça a tarefa que fez mal, assim o Espírito refaz a vida em que falhou.
Já que vivemos várias vezes, como se explica que não guardamos nenhuma lembrança de nossas vidas passadas?
- Deus não o permite, porque nossa liberdade ficaria diminuída pela influência da lembrança do nosso passado. “O que põe a mão na charrua, se quer fazer bem seu trabalho, não deve olhar para trás.”
Por qual fenômeno o esquecimento de nossas vidas anteriores se produz assim entre nós?
- No momento em que o Espírito reencarna, isto é, toma um corpo, à medida que nele penetra, suas faculdades adormecem, uma após outra; a memória se apaga e a consciência adormece. No momento da morte se produz o fenômeno contrário: à medida que o Espírito desencarna, as faculdades se desprendem, uma após outra, a memória se liberta, a consciência desperta. Todas as vidas anteriores vêm, pouco a pouco, ligar-se à vida que o Espírito acaba de deixar.
É necessário que a vida atual seja suspensa, adormecida, para que as vidas anteriores se revelem?
- Sim, como é necessário que o sol se deite para que as estrelas, ocultas nas profundezas da noite, apareçam a nossos olhos.
Não existe algum meio de provocar momentaneamente a lembrança das vidas passadas?
- Sim. Pela hipnose ou sono artificial em diversos graus. Sábios contemporâneos fizeram e ainda fazem em nossos dias experiências concludentes, que comprovam a realidade das existências anteriores.
Como se fazem essas experiências?
- Quando um experimentador consciencioso e competente encontra um indivíduo apto a suportar sua influência magnética, ele o adormece. Graças a esse sono, a vida presente é momentaneamente suspensa: então, a lembrança das vidas anteriores, adormecida nas profundezas da consciência, desperta e o indivíduo hipnotizado revê e narra todo o seu passado. Foram escritos livros inteiros sobre essas revelações preciosas, que nos fazem conhecer as leis do destino.
Léon Denis.
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/reencarnacao/provas-da-reencarnacao/#ixzz1kKaTH6Us
O mesmo tema, vários artigos, para ajudar a alguém que está preparando uma exposição ou estudando um assunto
Estudando o Espiritismo
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Reencarnação, a prova definitiva
Paulo da Silva Neto Sobrinho
É comum a quem não acredita na reencarnação pedir provas de que ela realmente exista. Por outro lado, muitos querem, a todo custo, levar este princípio para o campo religioso, quando, a nosso ver, não tem nada a ver com religião, por se tratar de uma lei da natureza.
A grande maioria dos sistemas religiosos adota essa crença, ficando, fora deste contexto, quase que apenas as ditas religiões cristãs. Fato que muitos não sabem é que no cristianismo primitivo era aceita, sem maiores problemas, inclusive, fazia parte da cultura dos judeus.
Mas não queremos aqui tratar deste assunto por este ângulo, queremos isto sim, mostrar que a prova já existe, só falta um pouco mais de tempo para se consolidar de maneira decisiva, de modo que, a ciência, dita oficial, a aceite sem o mínimo de reservas.
Vejamos então uma experiência narrada no livro “Vidas Sucessivas”, Albert de Rochas, para tirarmos nossas conclusões:
Foi em 1887. Havia na Espanha um grupo espírita chamado “A Paz”, cujo fundador e presidente era Fernandez Colavida, apelidado do outro lado dos Pirineus de Kardec Espanhol.
Em todas as suas sessões, esse grupo fazia o estudo e o controle dos fenômenos espíritas. Minha esposa e eu éramos, naquela época, membros desse grupo.
Ora, certo dia, o sr. Fernandez quis experimentar se podia provocar sobre um sonâmbulo a recordação de suas existências passadas. Eis como agiu. Estando o médium magnetizado em alto grau, ordenou-lhe que dissesse o que havia feito na véspera, na antevéspera, uma semana antes, um mês, um ano e, conduzindo-o assim, ele o fez recuar até a infância, que descreveu como todos os seus detalhes.
Sempre estimulado, o médium contou sua vida no espaço, a morte em sua última encarnação e, conduzido continuamente, chegou a quatro encarnações, das quais a mais antiga fora uma experiência completamente selvagem. É interessante observar que, a cada existência, as feições do médium modificavam-se completamente.
Para trazê-lo de volta ao seu estado normal, ele o fez retornar até sua existência presente, depois o despertou.
Não desejando ser acusado de ter-se enganado, ele fez o médium ser magnetizado por um outro magnetizador, que deveria sugerir-lhe que as existências passadas não eram verdadeiras. Apesar desta sugestão, o médium expôs novamente as quatro existências como o havia feito alguns dias antes.
Obtive o mesmo resultado sobre o mesmo fato com um outro médium. (1)
(1) Os primeiros estudos foram controlados por todos os membros que formam o grupo “A Paz”. A. R.
Essa experiência se fez por magnetização do sujet, em outras palavras hipnose, que, levado a um sono profundo, foi induzido a regredir mentalmente, primeiro aos fatos ocorridos nesta vida, depois aos de vidas anteriores. E pela data pode-se bem perceber que o assunto não era modismo.
Numa segunda experiência, é feita ao sujet a sugestão de que as existências passadas não eram verdadeiras, e apesar disso ele expõem as quatro existências exatamente como tinha feito antes, atesta a preocupação do pesquisador em fugir da fraude ou do engano.
A questão que levantamos em cima deste caso é a seguinte, que para melhor compreensão iremos colocar num esquema gráfico.
Cada número corresponde a uma determinada quantidade de anos. Na linha do tempo o ponto “0” representa o início da vida atual, enquanto que os números negativos o período anterior.
Considerando que os fatos da vida atual são perfeitamente comprováveis, e certamente aceitos como reais, ou seja, que o indivíduo tenha realmente, em regressão, “viajado no tempo”, por que somente os períodos anteriores à vida atual seriam fruto da imaginação? Só porque na maioria das vezes não podemos comprovar? Mas se os fatos da vida atual foram retirados da memória do individuo porque os outros não seriam, já que o método aplicado é o mesmo?
Mas, por que os períodos anteriores não são comprováveis? A bem da verdade, deveríamos dizer que são mais difíceis de se comprovar, porque o período de intermissão – período entre a última desencarnação e a nova encarnação – é, em média, de 250 anos, conforme nos informa Dr. Hernani de Guimarães Andrade. Fica, portanto, muito difícil uma comprovação num espaço de tempo desses, pois muitas informações não possuem registro para que se possa comprová-las. Entretanto, nos casos de crianças, que se lembram espontaneamente de uma reencarnação anterior, as coisas podem ficar muito mais fáceis. E em alguns casos já pesquisados os indícios são muito fortes.
Em recente reportagem na revista ISTOÉ, se falou do estudo do psicólogo Júlio Peres, do Instituto de Terapia Regressiva Vivencial Peres, que fez um mapeamento de ondas cerebrais de pacientes em regressão para se saber qual ou quais as áreas do cérebro que estariam em atividade naquele momento. Assim, alguns pacientes foram submetidos a uma tomografia com emissão de radifármaco (método spect), cujos exames foram analisados pelo médico Andrew Newberg, especialista em estados modificados de consciência da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos. Estes estudos revelaram que as áreas do cérebro mais requisitadas durante a regressão de memória são as do lobo médio temporal e as do lobo pré-frontal esquerdo, que respondem pela memória e pela emoção. Ou seja, não é fruto da imaginação. “Se o paciente estivesse criando uma estória, o lobo frontal seria acionado e a carga emocional não seria tão intensa”, conforme a explicação de Júlio Peres.
Outra pesquisa que vem sendo feita mais recentemente é o da análise das impressões digitais. O delegado de polícia João Alberto Fiorini, da Agência de Inteligência do Paraná, especialista em impressões digitais, está desenvolvendo pesquisa científica em sua área para comprovar a reencarnação.
Como suas pesquisas estão se iniciando praticamente agora, só conseguiu comprovar três casos, entretanto, as perspectivas futuras são animadoras, já que com o seu trabalho sendo divulgado mais pessoas poderão apresentar os seus casos para análise.
O que estamos notando é que o cerco está se apertando cada vez mais, e fatalmente muito breve, estaremos diante da ciência oficial admitindo a reencarnação como uma Lei natural.
Não sabemos se isso irá modificar o comportamento das pessoas, já que todos compreenderão que a justiça divina nos fará quitar todo o mal que tivermos praticado, uma vez que um dos objetivos da reencarnação é justamente esse.
Uma coisa é certa, as religiões cristãs tradicionais terão que se ajustarem à nova realidade. Mas, pensamos, que isso terá um preço o qual elas não se furtarão de pagar. É que seus adeptos poderão se insurgir contra elas, alegando que deveriam saber disso, mas preferiram ficar ao lado dos materialistas. Concluirão que não existe mais inferno, fato sempre dito como verdade pelos líderes religiosos, aí sim para elas será um verdadeiro “inferno”. Compreenderão finalmente, que Deus nos ama, num amor incondicional, que faz, que quer queiramos ou não, estejamos no futuro junto a ele, numa comunhão com todos os outros espíritos criados por Ele.
Mas, é obvio que muitos ainda não acreditarão, deixamos a eles a oportunidade de apresentarem suas contra-provas. E que nos expliquem também como justificar a existência dos gênios precoces e por qual mecanismo um indivíduo consegue fazer algo que nesta vida atual não tenha aprendido, como, por exemplo, pintar? De onde tiram algumas crianças, que ainda não sabem o que é o bem e o mal, um ódio inexplicável pelos pais?
Quer queiramos ou não, o fato é que existe uma certa interferência das religiões nessa questão, por mais que alguns cientistas neguem, estão atrelados às suas correntes religiosas e o preconceito cria obstáculos à plena aceitação dessa realidade.
O escritor Hermínio C. Miranda, nos dá as razões do porquê da Igreja Católica em se manter firme em não aceitar a reencarnação, o que a nosso ver, poderia ser aplicado às demais correntes ditas cristãs. Diz esse erudito estudioso: “... o simples acolhimento da doutrina das vidas sucessivas teria precipitado a invalidação de princípios vitais à Igreja, como o da unicidade da vida, céu, inferno, juízo final, pecado original e, por via de conseqüência, sacramentos, exclusividade salvífica, mediação sacerdotal entre a criatura e Deus, divindade de Jesus e outros tantos aspectos que a Igreja considera, naturalmente, inegociáveis, porque eternos, imutáveis, irremovíveis. É preciso, ainda, lembrar que tudo isso está assentado em bases materiais e econômico-financeiras que garantem incalculável massa crítica de poder político, do qual a instituição não está disposta nem preparada para abrir mão, senão à custa de um suicídio institucional”.
Não podemos deixar de citar o eminente pesquisador “made in Brazil”, o nosso mestre Dr. Hernani Guimarães Andrade, que enfaticamente nos disse:
“Não fosse a ‘teimosia’ dos chefes religiosos e a ‘indiferença’ dos atuais ‘donos’ da Ciência, a reencarnação já estaria fazendo parte das leis definitivamente aceitas, pelo nosso atual sistema científico. Seria levada á conta das leis biológicas conhecidas e que explicam a biogênese, especialmente o processo da vivificação da matéria orgânica, sem embargo da ação da entropia. A entropia, ou ‘Segundo princípio da Termodinâmica’ tem sido uma barreira quase intransponível para as tentativas de explicação da origem da vida, apenas lançando-se mão dos postulados materialistas-reducionistas da Ciência oficial”.
“Ao meu modesto modo de ver, a obra do Dr. Ian Stevenson, Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birth Marks and Birth Defects [1], e a sinopse desse livro, Where Reincarnation and Biology Intersects: A Synops, não-só representa a evidência definitiva da reencarnação, como ‘deita uma pá de cal’, em cima de qualquer argumentação negativista contra a ‘Lei da Reencarnação’. Não há mais lugar para dúvidas. De agora em diante, restará apenas a sofisticada e inútil controvérsia acerca da natureza ‘daquilo’ que passa de uma encarnação para outra... (ver. Você e a Reencarnação, pp. 100-107)”
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Fev/2003.
Referências bibliográficas:
- Os Cártaros e a Heresia Católica, Hermínio C. Miranda, Lachâtre, Niterói, RJ, 1ª edição, 2002.
- Revista Espiritismo & Ciência, nº 2 e nº 3, Mythos Editora, São Paulo, SP.
- Revista ISTOÉ, nº 1710, 10 de julho de 2002.
- Vidas Sucessivas, Albert de Rochas, Lachâtre, trad. Márcia Jotha, Bragança Paulista, SP, 1ª edição, 2002.
- Você e a Reencarnação, Dr. Hernani de Guimarães Andrade, CEAC Editora, Bauru, SP, 1ª edição, 2002.
[1] Volume I: Birthmarks, 1.200 páginas e Volume II: Birth Defects and Other Anomalies, 1.100 páginas.
Provas da Reencarnação
Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec
Parte 7
Em princípio, o esquecimento das existências anteriores é uma das conseqüências da reencarnação. Todavia, esse esquecimento não é absoluto. Entre muitas pessoas, o passado se encontra sob a forma de impressões, senão de lembranças precisas. Essas impressões influenciam por vezes os nossos atos que não provêem nem da educação, nem do meio, nem da hereditariedade. Nesse número podemos classificar as simpatias e as antipatias súbitas, as intuições rápidas, as idéias inatas. Basta nos interiorizarmos, estudarmo-nos com atenção, para reencontrarmos em nossos gostos, nossas tendências, nos traços de nosso caráter, numerosos vestígios desse passado. Infelizmente, poucos entre nós, se entregam a esse exame de uma maneira metódica e atenta.
Há mais. Pode-se citar, em todas as épocas da história, um certo número de homens que, graças a disposições excepcionais de seu organismo psíquico, conservaram lembranças de suas vidas passadas. Para eles, a pluralidade das existências não é uma teoria; é um fato diretamente percebido.
É um fato bem conhecido que Pitágoras lembrava-se de pelo menos três de suas existências e dos nomes que tinha em cada uma delas: ele declarava haver sido Hermotine, Euphorbe e um dos Argonautas. Júlio, dito o Apóstata, tão caluniado pelos cristãos, mas que foi, em realidade, uma das grandes figuras da história romana, se recordava de haver sido Alexandre da Macedônia. Empédocles afirmava que, quanto a ele, "se lembrava de haver sido sucessivamente rapaz e moça.
Na Idade Média, encontramos esta faculdade em Jérôme Cardan.
Entre os modernos, Lamartine declarou, em sua Viagem ao Oriente, haver tido reminiscências bastante nítidas de um passado distante.
Às reminiscências de homens, ilustres nas maior parte, é preciso acrescentar aquelas de um grande número de crianças.
Aqui, o fenômeno se explica facilmente. A adaptação dos sentidos psíquicos ao organismo material, a partir do nascimento, se opera lenta e gradualmente. Ela não está completa senão aos sete anos; mais tarde ainda em certos indivíduos.
Até essa época, o espírito da criança, vive ainda, em certa medida, a vida do espaço. Ele desfruta de percepções, visões que impressionam por vezes o cérebro físico com clarões fugidios. É assim que pudemos recolher de certas bocas juvenis alusões às vidas anteriores, descrições de cenas e de personagens que não tinham nenhuma relação com a vida atual desses jovens seres.
Essas visões, essas reminiscências se esvanecem geralmente com a idade adulta, quando a alma da criança entra em plena posse de seus órgãos terrestres. Então, é em vão que se interroga sobre essas lembranças fugazes. Toda transmissão das vibrações perspirituais cessaram; a consciência profunda se tornou muda.
Entretanto, a despeito das dificuldades materiais, vê-se produzir em certos seres, desde idades bem tenras, faculdades de tal modo superiores e sem nenhuma relação com as de seus ascendentes, que não se pode, malgrado todas as sutilezas da casuística materialista, relacioná-las a alguma causa imediata e conhecida.
Freqüentemente temos citado o caso de Mozart, executando uma sonata ao piano com quatro anos e, aos oito, compondo uma ópera. Paganini e Teresa Milanollo, ambos crianças, tocavam violino de maneira maravilhosa. Liszt, Beethoven e Rubinstein foram aplaudidos aos dez anos. Miguel Ângelo e Salvador Rosa revelaram, repentinamente, terem talentos improvisados. Pascal, aos doze anos, descobriu a geometria plana, e Rembrandt, antes de saber ler, desenhava como um grande mestre.
Henri de Heinecken, nascido em Lübeck em 1721, fala quase ao nascer. Aos dois anos, sabia três línguas. Aprendeu a escrever em poucos dias e logo se exercita para pronunciar pequenos discursos. Aos dois anos e meio, se submeteu a um exame de geografia e história, antiga e moderna. Vivia apenas do leite de sua ama de leite; tentou-se desmamá-lo, ele se depauperou e faleceu em Lübeck no dia 27 de junho de 1725, no curso de seus cinco anos, afirmando suas esperanças na outra vida. "Ele estava, dizem as Memórias de Trevoux, delicado, enfermo, freqüentemente doente." Este jovem fenômeno teve a plena consciência de seu fim próximo. Falava com uma serenidade pelo menos tão admirável quanto a sua ciência prematura, e queria consolar seus pais dirigindo-lhes encorajamentos retirados de suas crenças comuns.
O professor Ian Stevenson, diretor do departamento de psicologia da Universidade de Charlotesville (Estado de Virgínia) levantou mais de 1600 casos de regressão a vidas anteriores. Os vinte mais flagrantes entre eles foram reportados em sua obra : 20 casos sugerindo o fenômeno da Reencarnação.
A possibilidade de trazer à consciência de um indivíduo em transe as lembranças anteriores ao nascimento foi assinalada pela primeira vez no Congresso Espírita de Paris, em 1900. O coronel de engenharia A. de Rochas, antigo administrador da Escola Politécnica, se ocupou bastante desse gênero de experimentação; ver em seu livro: As Vidas Sucessivas.
Vale anotar:
- Pode-se citar como provas da reencarnação : as reminiscências e as lembranças, as reconstituições das vidas anteriores sob hipnose e as faculdades incríveis dos pequenos « gênios ».
Para saber mais:
- La Réincarnation de Gabriel Delanne (ch. XIII, Vue d’ensembles des arguments qui militent en faveur de la Réincarnation)
- O Problema do Ser e do destino Léon Denis (2ª parte, cap. XIV, As Vidas sucessivas. Provas experimentais. Renovação da memória)
- O Problema do Ser e do destino Léon Denis (2ª parte, cap. XV, As Vidas sucessivas. As crianças prodígios e hereditariedade)
- Spiritualisme vers la lumière de Louis Serré (Vivons-nous plus d’une vie ?, page 106)
- Les Cathares et la Réincarnation du Dr Guirdham
- 20 cas suggérant le phénomène de la réincarnation de Ian Stevenson
- Les vies successives de A. de Rochas
AS PROVAS DA REENCARNAÇÃO
A reencarnação não é uma invenção do Espiritismo, porque, como toda lei natural a qual
estão submetidos os espíritos criados por Deus, ela foi percebida pelo homem desde suas mais
antigas civilizações.
No Ocidente, pode ser novidade a idéia da pluralidade das existências, mas no Oriente
não. A prova disso está no texto encontrado pelo pesquisador da história do Egito, Picone-Chiodo,
escrito cerca de três mil anos antes de Cristo, que dizia: “Antes de nascer à criança viveu, e a
morte não é o fim. A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce”.
Entre os hindus, o princípio da reencarnação era ensinado 1.300 anos a.C. pela filosofia
dos Vedas, com o nome de metempsicose. Na Grécia antiga, a tese reencarnacionista
(palingenesia) teve largo curso, relatando-se inclusive que Pitágoras se recordou de várias de
suas existências anteriores, inclusive reconhecendo um escudo que dizia ter usado na guerra de
Tróia, quando seu nome era Euforbus.
PERFEIÇÃO ESPIRITUAL
A reencarnação, segundo a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, é a volta do
espírito a um novo corpo de carne que nada tem a ver com o anterior. Isto é, a alma que não se
depurou em uma vida corpórea recebe a prova de uma nova existência, durante a qual dá mais
um passo na senda do progresso. É por essa razão que passamos por muitas existências.
Se somos seres imortais, tendentes à perfeição, certamente os poucos anos de uma vida
física são insuficientes para a aquisição das experiências necessárias ao nosso aperfeiçoamento.
Senão, ficaria sem sentido a afirmativa de Jesus: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai
Celestial”.
Não é somente na Terra que reencarnamos; podemos viver em mundos diferentes. As
reencarnações que passamos aqui não são as primeiras nem as últimas; são, porém, as mais
materiais e bastante distantes da perfeição. A alma pode viver muitas vezes no mesmo globo e só
pode passar a reencarnar em mundos superiores quando haja alcançado condição suficiente para
tal.
PROVAS CIENTÍFICAS DA REENCARNAÇÃO
Todavia, a reencarnação, antes de ser mera questão doutrinária, assenta, pois, seu
fundamento na palavra de Jesus e na própria Bíblia, sem falar na comprovação do fenômeno
reencarnatório pela pesquisa científica, hoje de amplo domínio público.
O parapsicólogo indiano Hamendra Banerjee pesquisou mais de 1.200 casos de pessoas
que tinham nítidas lembranças do que foram em vidas anteriores, ou seja, desde o local onde
tinham vivido no passado até nomes de parentes, passando por seus próprios nomes, apelidos e
fatos acontecidos com elas. Esses dados foram devidamente checados por Banerjee
comprovando a reencarnação, embora tenha ele admitido que é possível alguém recordar-se de
outras vidas através de uma memória extracerebral. No entanto, para nós, espíritas, essa
memória, que sobrevive à morte do corpo físico e volta a existir em outra roupagem carnal,
chama-se espírito reencarnado.
Um fato observado pelo professor Banerjee, na época diretor de pesquisas do Instituto
Indiano de Parapsicologia, trata da reencarnação em sexos opostos. Gnana, com três anos de
idade, afirmava ter sido o menino Tiillekeratne, que morrera aos 11 anos. Quando levada a casa
em que morara na outra vida, a menina ficou muito contente ao reconhecer a irmã e manifestou
aversão ao irmão com quem brigara pouco antes de morrer. Outro caso pesquisado foi o de
Nejati, que dizia ser Nagib Budak. O morto e o reencarnado moravam à distância de 75
quilômetros. Najib fora assassinado com uma punhalada. O menino Nejati nasceu com a marca
do ferimento da punhalada recebida na outra encarnação. Ele também reconheceu casas e
parentes da vida anterior. CRIANÇAS SUPERDOTADAS
Como explicar, sem a reencarnação, o caso do pequeno Sho Yano, de nove anos? Apesar
da pouca idade, ele já sabe o que pretende ser quando crescer: médico. A diferença é que, ao
contrário das outras crianças, ele não terá de esperar muito por isso. O garoto franzino, de 1,31
metro, acaba de entrar na Universidade de Loyola, em Chicago, Estados Unidos, onde estudará
Medicina. Daqui a quatro anos será doutor. Descendente de japoneses e coreanos, Yano é um
gênio, e daqueles brilhantes. Tanto que seu coeficiente intelectual (QI) supera o índice máximo de
200 pontos. Graças à sua genialidade, ele se tornou o mais jovem universitário dos Estados
Unidos.
Matthew Marcus, de doze anos de idade, residente em White Piains, subúrbio de Nova
Iorque, é o mais jovem estudante deste século do college norte-americano. Autodidata em
Matemática, Química e Física, em dois anos completou os seis anos da high school.
Por conselho dos professores, os pais de Matthew decidiram matriculá-lo numa escola
superior. Hoje, seus colegas de classe são rapazes e moças de mais de 18 anos. Comporta-se
normalmente como um menino da sua idade, diferenciando-se apenas quando penetra na
intimidade dos livros de Cálculos Avançados, Mecânica, Física, Química, etc.
Em virtude do crescente número de crianças com grau de inteligência superior à média
comum, tem-se desenvolvido muito a pesquisa em torno das prováveis origens desse fenômeno.
Sobre o assunto, existem duas teses mediante as quais a ciência acadêmica tem procurado
explicar a existência de superdotados.
A primeira delas é a da hereditariedade genética, isto é: pais superinteligentes gerariam
filhos superinteligentes. A segunda tese atribui o fenômeno ao que chama de hipoxemia cerebral:
crianças nascidas de partos difíceis teriam, em decorrência disso, as células cerebrais
estimuladas, e disso decorreria um quociente de inteligência superior.
Ambas têm cunho materialista e nenhuma vai a fundo na questão. Nenhuma tem a
coragem de examinar o problema à luz de uma filosofia que considere o homem como algo
transcendente à matéria. Só a teoria reencarnacionista pode abrir à Ciência caminhos mais
seguros para uma investigação eficiente acerca desse e de outros fenômenos da mesma
natureza. Em sua milenar sabedoria, Sócrates afirmava que “aprender é recordar”.
Léon Denis, abonando a tese espírita de que a inteligência é atributo do espírito e não da
matéria, lembra gênios que foram pais de néscios, como Marco Aurélio que gerou Cômodo. Todos
nós conhecemos filhos de excepcional inteligência, tendo por pais pessoas absolutamente
comuns, ou vice-versa. E nem todos os casos decorrem de partos difíceis.
A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA
Entre os judeus, a crença da reencarnação era geral. Textos do Velho Testamento e do
Evangelho de Jesus aludem à reencarnação com o nome de ressurreição.
A primeira passagem em que Jesus admitiu o renascimento em outro corpo ocorreu
quando revelou, a dois enviados de João Batista, que este era “o Elias que havia de vir”, ou seja,
a reencarnação de Elias. Com isso, Jesus confirmou explicitamente o retorno do espírito a um
novo corpo de carne, que nada tem a ver com o anterior, confirmando assim as profecias
registradas no Velho Testamento acerca do retorno de Elias, como seu precursor. É importante
esclarecer que a última profecia a esse respeito encontra-se no versículo 5, capitulo 4, do Livro de
Malaquias.
A segunda vez em que Jesus nos fala de reencarnação foi no Monte Tabor, após a sua
transfiguração, estando presentes Pedro, João e Tiago. Nessa oportunidade, segundo o relato de
Marcos, Ele conversou com os espíritos de Elias e Moisés materializados.
Isso se deu quando os apóstolos, ao descerem do Monte Tabor, procuraram obter de
Jesus um esclarecimento para a seguinte dúvida: se os fariseus e os escribas, intérpretes das
escrituras, declaravam que Elias ao voltar desempenharia a missão de precursor do Messias, isto
é, desempenharia sua missão antes de Jesus e que Elias estava no mundo espiritual, logo Jesus
não seria o Messias esperado. Diante desse questionamento, o Mestre respondeu sem rodeios:
“Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram, como está escrito dele”.
Ao receberem essa resposta, eles deduziram que o espírito Elias havia reencarnado como
João Batista, que, em virtude de ter sido degolado, a mando de Herodes, já havia retornado à espiritualidade. Tudo isso se confirma com o registro de Mateus sobre a conclusão a que os
apóstolos chegaram: “Então os discípulos compreenderam que Jesus tinha falado de João
Batista”.
JESUS E NICODEMUS
A terceira passagem na qual Jesus também se refere à reencarnação foi no diálogo
estabelecido com Nicodemus. Ao ser questionado pelo Doutor da Lei sobre o que seria necessário
para alcançar o “reino dos céus”, em outras palavras a perfeição espiritual, Jesus sentenciou:
“Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.
Diante desta resposta, diz Nicodemus: “Como pode nascer um homem já velho? Pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer pela segunda vez?”.
E Jesus redargüiu entre outros esclarecimentos, afirmando: “... Não te admires de que eu
te haja dito ser preciso que nasças de novo”.
PAULO DE TARSO E A REENCARNAÇÃO
Quanto ao fato de o apóstolo Paulo ter dito que “os homens devem morrer uma só vez,
depois do que vem o julgamento”, entendemos que ele, ao expressar-se dessa forma, não
pretendeu de maneira alguma negar a reencarnação, pois é evidente que estava se referindo à
morte do corpo físico e não à da alma, pois ela, de fato, não morre nem uma vez; é claro que
ele não poderia ter dito tal absurdo, levando-se em consideração que o Apóstolo dos Gentios tinha
plena convicção da imortalidade.
JUSTIÇA DIVINA
Sob o aspecto moral, como explicar os mecanismos da Justiça Divina sem a
reencarnação, ante tão gritantes diferenças sociais, físicas e intelectuais facilmente perceptíveis
entre as criaturas, filhas do mesmo Pai Celestial? Eis porque aqueles que hoje levam a miséria a
muitos dos seus irmãos em humanidade, voltarão à Terra em condições de extrema pobreza.
Aqueles que tiraram a vida de seus semelhantes reencarnarão amanhã, exibindo as chagas da
lepra ou experimentando as dores do câncer. É o funcionamento da lei de causa e efeito, ou
melhor, é a aplicação do “a cada um será dado segundo as suas próprias obras”.
Enfim, com a reencarnação temos a certeza de que depois da morte continuaremos a
viver, e retornaremos a um novo corpo físico tantas vezes sejam necessárias, até que, pelos
degraus abençoados da evolução, atinjamos a perfeição espiritual.
Diante de todas essas evidências é que o Codificador do Espiritismo, Allan Kardec,
enunciou a máxima: “nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, esta é a lei”.
Gerson Simões Monteiro
é Presidente da Fundação Cristã-Espírita
Cultural Paulo de Tarso
e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br
domingo, 22 de janeiro de 2012
Televisão pode apontar os níveis baixos de consciência.
Televisão pode apontar os níveis baixos de consciência.
http://www.forumespirita.net/ fe/pedagogia-espirita/vigiai- e-orai-40058/msg253889/? topicseen#msg253889
Tem-se dado hoje grande realce ao fator ambiente que impinge imagens, comportamentos e influências susceptíveis de serem imitadas pelos adolescentes, resultando em suicídios quase epidêmicos. Há relatos em que o noticiário de jornais induziu o suicídio por imitação. Isto deverá ser um espinho na carne das consciências que já saíram do estágio do sono.
O articulista da revista espírita fraternidade diz que “de forma sistemática ou não, verbal ou não, consciente ou inconsciente, intencional ou não, todos somos responsáveis, quando transmitimos valores, atitudes, tabus, preconceitos e esteriótipos”. Talvez por isso a grande preocupação da Associação dos Magistrados Brasileiros que é colocada aqui neste fórum em “Vida e Valores (a televisão).
Dr. Formiga
http://www.forumespirita.net/
A Revista FRATERNIDADE (Lisboa), 404: 44-45, 1997 cita o "New England Journal of Medicine". Esse periódico afirma que pesquisadores estudaram a variação do número de óbitos em adolescentes na grande área de Nova Iorque, após a projeção de quatro filmes de suicídios. O número, estatisticamente significativo de suicídios foi maior no período que sucedeu à projeção de tais filmes, do que no período que a antecedeu. Os autores, dizem que o suicídio é ato humano complexo, provavelmente determinado por predisposição, experiência e ambiente.
Tem-se dado hoje grande realce ao fator ambiente que impinge imagens, comportamentos e influências susceptíveis de serem imitadas pelos adolescentes, resultando em suicídios quase epidêmicos. Há relatos em que o noticiário de jornais induziu o suicídio por imitação. Isto deverá ser um espinho na carne das consciências que já saíram do estágio do sono.
O articulista da revista espírita fraternidade diz que “de forma sistemática ou não, verbal ou não, consciente ou inconsciente, intencional ou não, todos somos responsáveis, quando transmitimos valores, atitudes, tabus, preconceitos e esteriótipos”. Talvez por isso a grande preocupação da Associação dos Magistrados Brasileiros que é colocada aqui neste fórum em “Vida e Valores (a televisão).
Dr. Formiga
“Garoto de 10 anos é apontado como reencarnação do espírito de Emmanuel.”
O ‘ESCOLHIDO’
Novo iluminado para o espiritismo
Guia de Chico Xavier reencarna em menino de São Paulo
Um menino de dez anos é o iluminado. Ele poderá se tornar uma referência para quase 30 milhões de simpatizantes da doutrina espírita no Brasil. Pouco se sabe sobre ele. Nem mesmo o nome. Conta-se que mora com os pais no interior de São Paulo e será um professor que difundirá o espiritismo. Na tarefa, contará com auxílio importante. O seu mentor seria o espírito de Chico Xavier. O garoto é apontado como a reencarnação de Emmanuel, mentor na maior parte dos 92 anos do médium mineiro. A missão para os dois vai além da vida e da morte. Nas comemorações pelo centenário de Chico, a história do menino é o maior enigma. Há muita curiosidade sobre onde está o jovem e do que é capaz.
Amigo de Chico, Divaldinho Mattos conta que o médium - morto aos 92 anos, chegou a conhecer o bebê em 2000 ou 2001. "Chico visitou a família, numa cidade do interior paulista. Os pais são de boa condição financeira", diz ele, diretor do Centro Espírita Maria de Nazaré, em Votuporanga (SP). O médium, porém, manteve segredo sobre as vidas anteriores do garoto. Ninguém mais teria tido acesso ao jovem. "Não se pode saber quem é o menino. A família não teria sossego", defende Wanda Joviano, colega de Chico.Para Divaldinho, nem Emmanuel terá consciência de seu passado. "Daqui a alguns anos, quando despertar na área da Educação, ele terá uma vidência.
O mundo espiritual tem de resguardá-lo", observa. O escritor Geraldo Lemos Neto, 48, conversou com o próprio médium sobre o assunto. "Chico dizia que ele teria grande capacidade sensitiva. "Muita gente vai dizer que ele é Emmanuel. Mas ninguém terá certeza", afirma Divaldinho.
Muitos apostam que o menino já tenha começado a manifestar dons espirituais. Outros acreditam que ainda é muito cedo. Chico começou aos 17 anos. Portanto, teremos que esperar mais uns 5 ou 7 anos para conhecer o dom deste menino, acreditam os estudiosos.
Chico Xavier não voltará a terra
A maioria dos amigos não acredita que o médium volte a reencarnar para fazer companhia a Emmanuel.
"Chico afirmou que a tarefa dele no século 21 será a de guiar o Emmanuel reencarnado para as tarefas da difusão dos ensinamentos de Jesus sob a ótica da doutrina espírita", explica Geraldo Lemos Neto.
No entanto, os dois já teriam estado juntos na Terra. Segundo os mais próximos, Chico e Emmanuel foram, respectivamente, os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega no Brasil colonial.
Para outros adeptos, Chico teria sido Flávia, a filha doente do senador romano Publio Lentulus, a mais conhecida encarnação atribuída a Emmanuel. Pai e filha teriam morrido na erupção do Vesúvio, em 79. No livro "Deus conosco", Chico descreve as 12 reencarnações de Emmanuel. A última como padre paraense morto no início do século passado no Rio.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
PRESSÕES POR TESTEMUNHO
PRESSÕES POR TESTEMUNHO |
"PARA ISENTÁ-LO DA OBSESSÃO, É PRECISO FORTIFICAR A ALMA,
PELO QUE NECESSÁRIO SE TORNA QUE O OBSIDIADO TRABALHE
PELA SUA PRÓPRIA MELHORIA, O QUE AS MAIS DAS VEZES BASTA
PARA O LIVRAR DO OBSESSOR, SEM RECORRER A TERCEIROS. ESE
PELO QUE NECESSÁRIO SE TORNA QUE O OBSIDIADO TRABALHE
PELA SUA PRÓPRIA MELHORIA, O QUE AS MAIS DAS VEZES BASTA
PARA O LIVRAR DO OBSESSOR, SEM RECORRER A TERCEIROS. ESE
Era manhã de sexta-feira na Terra. Aprontávamos todos para mais uma excursão de socorro e aprendizado. Dona Modesto, como de costume, seria nossa condutora.
Visitaríamos as regiões de dor na erraticidade. Antes, porém, beneficiaríamos o médium Sinésio que cumpria a tarefa de papel de "pólo magnético atrativo", tarefa apelidada pelo humorado Dr. Inácio Ferreira como "isca mediúnica",
Nossa equipe compunha-se pelos jovens Rosângela e Pedro Helvécio. Além deles, diversos componentes do "bando" de Irmão Ferreira estariam cumprindo a atividade de defesa. Irmão Ferreira é excelente trabalhador das "regiões abismais". Graças à sua índole corajosa e seu incomparável poder mental, tornou-se o que se pode chamar, segundo Dona Modesto, um "cangaceiro do Cristo". Tendo vivido as lides do cangaço brasileiro, pernoitou longos anos de sofrimento em psicosferas pestilenciais, adquirindo vasta experiência sobre o modus operandi das trevas. Depois dessa etapa, resgatado a pedido de Jesus destinado a Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo, passou a compor o "esquadrão de servidores da defesa" junto ao Hospital Esperança. Sua tarimba pode ser concebida pelo fato de somente ele e Eurípedes conseguirem penetrar os mais inóspitos locais de inferioridade moral. Eurípedes, pelas suas conquistas superiores; irmão Ferreira, por ser um "embaixador do Senhor", com recursos especialíssimos de força a eles emprestados para o serviço do bem e da remissão de si próprio. Nosso irmão é o testemunho de que a proposta de Deus é a inclusão, jamais deixando qualquer de seus filhos sem a misericórdia do recomeço.
Sinésio é um médium aplicado e de vastas qualidades em desenvolvimento com seu esforço moral.
Na noite anterior foi estabelecida uma conexão mental com uma entidade perversa do grupo dos dragões ("Espíritos caídos no mal, desde eras primevas da Criação Planetária, e que operam em zonas inferiores da vida, personificando lideres de rebelião, ódio, vaidade e egoísmo; não são, todavia, demônios eternos, porque individualmente se transformam para o bem, no curso dos séculos, qual acontece aos próprios homens." - Nota do autor espiritual André Luiz na obra "Libertação", psicografada por Francisco Cândido Xavier, capitulo VIII).
Às sete horas em ponto, nosso grupo de assistência chegou ao seu lar. Ele havia despertado com bom humor, mas logo que retomou seus deveres, a sanha perturbadora do desencarnado alterou seu campo mental. Notamos que às sete horas e trinta minutos suas mentalizações pairavam em torno de irritações e aflições inúteis e sem razão. Digladiava com preocupações da rotina material sem justos e necessários motivos, enquanto o hóspede infeliz induzia pensamentos de derrotismo e raiva. Às oito horas, Sinésio apresentava um quadro de intensa pressão espiritual que caracteriza a obsessão simples, da qual ninguém está isento nas esferas terrenas. Víamos claramente o sofrimento do medianeiro, o qual sabia lucidamente tratar-se de um episódio mediúnico. A cada hora intensificava-se mais a situação, graduava-se o assédio a cada minuto.
Em nossa equipe percebíamos a tranqüilidade de Dona Modesto e Irmão Ferreira, enquanto Rosângela, muito sensível à dor experimentada pelo companheiro no plano físico, não conteve seus ímpetos de compaixão e desabafou:
- Mas, Dona Modesto, porque deixar esse quadro "correr a solto"? São passadas três horas, e pelo que vejo das próprias reações físicas do médium ele terá o desajuste coronário, não demora !
- Calma, Rosângela, tudo tem um fim útil, assim não fosse já teríamos agido. Estamos aguardando o "bote" ... Sinésio é bem resistente, confie.
Já eram passadas três horas e quarenta minutos, quando extenso vozerio a distância cortou a cena. Dona Modesto solicitou-nos vigilância e fé. Irmão Ferreira fez um leve sinal ao seu "bando", que se apressou em tomar posições estratégicas. Minha tarefa era convocar o medianeiro à oração, o que sem dificuldades foi captado pelo seu bondoso e oprimido coração. Ele orou compungidamente pedindo paz a Jesus pelas almas que lhe intensificavam as provas na vida espiritual; e o fez com tanta unção que, como se "caridoso golpe de expulsão" provocasse o desligamento entre as mentes, vemos o "dragão" literalmente caído, tal como se houvesse tomado um choque de graves proporções. Nessa hora percebemos a origem do vozerio. Quase uma centena de almas ligadas às trevas se ajuntava ali. Um deles pronunciou:
- O que é isso?! Um dragão tombado?! Quantas vezes vamos pelejar para derrubar um infeliz tão fraco como esse?! Vamos arruinar com a vida desse "condenado" e mostrar aos tutores que não existem créditos de proteção para quem deve.
Para surpresa do grupo, uma "rede de acolhimento" descia lentamente do alto envolvida em uma chuva com luzes vivas e multicoloridas com propósito de envolver a todos. Ouviam-se trovões e relâmpagos intensos, os quais eram perceptíveis com grande intensidade. Os sons lembravam uma guerra ... A chusma de espíritos notou a força que lhes cercava. Irmão Ferreira surgiu em meio ao cenário como se materializasse aos olhos de nossos irmãos e pronunciou, no seu tom costumeiro (Preferimos o linguajar original de nosso irmão que, segundo ele, imprime um maior poder de diálogo com os habitantes das faixas sombrias):
- O que vóis mecê acha que vai fazê aqui? Nóis tamo aqui em nome de nossu senhô Jesus Cristo. E pedimo a bênçâo de Deus prá todos vóis mecê.
- Seu cangaceiro estúpido, quanto tempo acha que vai proteger esse fracassado?
- Isso eu num sei respondê, mas que agora nois vamo tê uma conversa de home pra home, isso nóis vai.
A rede descia provocando medo em todo o grupo pela natureza das forças elevadas que emitia. Acordes apropriados para esse tipo de momento fluíam como se viessem de cada nó. Dona Modesto convocou-nos à prece. Com incrível rapidez os dragões dispersaram, entre palavrões e juras de vingança. Ficou somente o obsessor caído. Irmão Ferreira, literalmente, o colocou no colo e levou-o para um posto próximo às nossas movimentações. Rosângela, antes da saída do cangaceiro, a ele endereçou a seguinte questão:
-Já que o obsessor vai ser beneficiado, o que meu irmão fará pelo médium?
- Oh, minina! Se vossa mecê qué paparicá minino sadio, pode ficá. Vou prá onde Jesus correu com suas bênçâo. Vou acudi os obissessô. Isca é prá sê devorada. O que interessa é o peixe devoradô - e soltou sua tradicional e altissonante risada.
Todos rimos do inesgotável bom humor de Ferreira em pleno momento de tumulto e atenção. Ele saiu prontamente, deixando-nos com Dona Modesto e Helvécio. A "rede de acolhimento" foi levada juntamente com o "bando de cangaceiros", que a conduziriam até um local de segurança nas proximidades das regiões de padecimento nas quais nossos irmãos infortunados se acomodavam. Helvécio, atento e ponderado como sempre, destacou:
- Que bênção a mediunidade com Jesus!
- Sim, Helvécio. Uma bênção incomensurável - atalhou Dona Modesto.
Por sua vez, Rosângela, preocupada com o médium, procurou saber o que lhe tinha sucedido. Verificando a mudança de clima mental e a instantânea felicidade na qual se encontrava, arriscou um palpite:
- A um minuto parecia uma "mente na loucura" ou um candidato ao enfarto do miocárdio, agora dá-me a impressão de ser uma ave voejante que perpassa os mundos em profusão de paz e alegria. Que mudança!
- Não, Rosângela, a mudança foi o que aconteceu nas últimas horas, porque, em verdade, esse é o estado habitual da mente de Sinésio.
- Mas será por isso que o Ferreira nem se preocupou?
- Isso mesmo. Aqui o grande necessitado a ser socorrido era o "dragão" enfermo. O médium era apenas a isca. Ele tem o cérebro que assimila a prece com maior vitalidade, ordenando suas substâncias e promovendo a harmonia. Nosso irmão fora do corpo, no entanto, está exaurido e com terríveis lembranças que não tem como esquecer nos labirintos mentais, é escravo de profundas hipnoses e rasteja por entre fios e grilhões de matéria semicondensada, ligada às regiões em que estagia nas penumbras da vida imortal. Em toda obsessão a dor maior é sempre daqueles que não têm um corpo físico para abafar as traumáticas reminiscências de outros tempos. Os desencarnados "sabem e podem mais" pela liberdade de ação, os encarnados, entretanto, estão mais bem aquinhoados de estímulos para vencer os circuitos viciosos da dor das recordações.
- Seria justo considerar que o sofrimento de algumas horas de Sinésio é menor que as lutas enfrentadas por essa criatura aqui amparada?
- Sem dúvida nenhuma. Nossos irmãos na Terra tratam os obsidiados como vítimas de cobradores impiedosos tão somente porque não conhecem com nuanças os infinitos e complexos dramas da mente sem o torpor da matéria. Se pudessem conceber semelhantes dores, chorariam pelos que aqui se encontram. Todo obsidiado apela para o amparo refazente que se encontra disponível nas casas de amor. Os obsessores, no entanto, não descobriram ainda como definir seus caminhos perante as graves perturbações emotivas que carregam e se iludem com as sensações inferiores de vingança e humilhação, perante quantos fazem luz que os importuna e agride.
- E por que é permitido que um médium com o campo mental ajustado passe por esse tipo de transtorno? Não seria mais justo poupar-lhe, já que vem burilando seus pendores e buscando o crescimento? Com sinceridade, Dona Modesto, não consigo entender a razão de uma obsessão em tão esforçada criatura ...
- Filha querida, que queria você? Que Sinésio ajuntasse luz somente para ostentar grandeza? Que bens adviriam de uma mediunidade se o médium, a pretexto de sossego justo, não mais desejasse usar sua luz para exterminar as trevas do mundo? Essa é a chamada "pressão espiritual por testemunho". Quadro comum na vida dos trabalhadores do Cristo. Mesmo quando guardam cuidado e vigilância, devoção e disciplina com a conduta, são chamados a sentir e testemunhar seus valores. Na Terra, o homem ainda cultiva a idéia da melhora espiritual como forma de regozijo e paz perene e egoísta. Você mesmo, Rosângela, que veio da formação evangélica sabe bem do que estou falando. Sinésio, pelos recursos de amadurecimento que tem desenvolvido, pode participar dessas iniciativas sem riscos maiores em razão das reservas morais de sua força psíquica. Tornando-se alvo de alguma trama dos adversários, funciona como uma isca atraindo para muito perto da sua vida mental os desencarnados que, sem perceberem, emaranham-se em uma "teia de irradiações poderosas", permitindo-nos uma ação mais concreta em comparação a muitas das incursões nos vales sombrios. Temos assim um típico e pouco comum episódio de obsessão simples que termina tão logo é feito o desligamento de ambas as mentes. Uma "obsessão provocada", uma "obsessão controlada" ...
- Mas, e se o nosso irmão não dispusesse de algum recurso no campo moral que ensejasse essa iniciativa?
- Simplesmente não cometeríamos o absurdo de entregar uma esperança nas mãos do fracasso. Nesse caso, além de poder servir à Lei do Amor, o médium dilata suas resistências espirituais logrando um excelente patrimônio autodefensivo para esses instantes tormentosos da Terra. Atualmente, até mesmo os que não peregrinam pela mediunidade ostensiva são atacados por espessa "nuvem negra bacteriana" que paira na psicosfera, capaz de provocar os mais diversos prejuízos, conforme os costumes de cada criatura. O Codificador, sempre detalhista nas suas observações, ocupou-se em receber dos Sábios Guias alguma orientação sobre o tema, como segue:
"Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal ?" "Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. " (O Livro dos Espíritos, q. 466)
Como vemos a vida espiritual é um oceano de novidades que o homem na carne, mesmo guardando noções valorosas de espiritualidade, sequer imagina sobre as infinitas leis e ocorrências por aqui experienciadas.
Por isso, os espíritas, que em muitas ocasiões demonstram presunção e sapiência acerca da vida imortal, procurem revisar suas posturas morais, porque como já diz o velho ditado "há muita coisa entre o céu e terra que sequer imagina a vã sabedoria",
Espírito Ermance Dufaux
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