Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

LEI DE IGUALDADE


A) Igualdade Natural — Desigualdade de Aptidões — Desigualdades Sociais - Igualdade Natural

Todos os homens são iguais perante Deus. Todos tendem para o mesmo fim e Deus fez as suas leis para todos (LÊ, 803). Vale dizer, que Deus não concedeu superioridade natural a nenhum homem, nem pelo nascimento, nem pela morte, pois todos estão submetidos às mesmas leis naturais: todos nascem com a mesma fragilidade, passam pelas mesmas tribulações que caracterizam a condição humana e todos têm em comum um mesmo princípio e a mesma destinação — esta é a essência da igualdade natural que caracteriza o ser humano.

Desigualdade de Aptidões

Deus criou todos os Espíritos iguais, mas cada um deles viveu mais ou menos tempo e, por conseguinte, realizou mais ou menos aquisições; a diferença está no grau de experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio; daí decorre que uns se aperfeiçoam mais rapidamente, o que lhes dá aptidões diversas (LÊ, 804). Portanto, as diferenças que os homens apresentam entre si, quer em inteligência, quer em desenvolvimento moral, não derivam da sua natureza íntima; resultam antes de dois fatores a considerar:

l — No maior ou menor desempenho de suas potencialidades, no desenvolvimento ou não das aptidões e virtudes, enfim, no bom ou no mau uso do livre-arbítrio por parte de cada um; disto decorre que uns se aperfeiçoam mais rapidamente, o que lhes confere aptidões mais diversificadas.

2 — Sendo os diversos mundos solidários entre si, os habitantes dos mundos superiores reencarnam em mundos mais atrasados como Espíritos missionários para aprimorar o progresso intelectual e moral, através de seus exemplos. Partindo da premissa de que os Espíritos não mais regridem no seu progresso, tem-se que, ao passar de um mundo superior para um inferior, conservarão integralmente as faculdades e aptidões adquiridas; conseqüentemente, tal fato acentua ainda mais as desigualdades de aptidões que existem entre os homens.

Deus não criou, portanto, Espíritos com faculdades desiguais, mas permitiu que Espíritos com os mais diversos graus de desenvolvimento estivessem em contato entre si para auxiliar a evolução dos mais atrasados e, em necessitando uns dos outros, cumprissem a lei do amor. Tal fato explica porque o misto de aptidões é necessário, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, respeitando-se, evidentemente, os limites das forças físicas e intelectuais; neste contexto, o que um não tem condições de fazer, o outro fará e assim é que cada um desempenhará um papel útil dentro da Criação.

Desigualdades Sociais

As desigualdades sociais não se enquadram nas leis naturais porque não são obra de Deus, e sim consequência do orgulho e do egoísmo do próprio homem. Contudo, à medida que a humanidade avançar no seu progresso moral, essas desigualdades tenderão a desaparecer, e restando tão somente a desigualdade fruto do mérito e das virtudes adquiridas pelo homem. Somente então as criaturas se reconhecerão como filhos de Deus e se amarão como irmãos, e não se avaliarão mais pelo sangue, nem pelo papel que ocupam na sociedade, mas sim pelo evolução moral do Espírito, que independe da condição social.

No tocante àqueles que se aproveitam da superioridade da sua posição social para oprimir os mais fracos, serão oprimidos por sua vez e renascerão numa existência em que sofrerão tudo o que fizeram sofrer (LÊ, 807).

B) Desigualdades das Riquezas — Provas da Riqueza e da Miséria -

Desigualdades das Riquezas

A desigualdade das riquezas nem sempre se origina das diferentes faculdades, ou dos mais variados recursos de que alguns dispõem para adquirir mais bens do que outros; muitas vezes é também fruto de falcatruas, injustiças e outros meios ilícitos de que laçam mãos os que ainda se deixam levar pela cobiça e pela posse de bens materiais. Mas, convém ressaltar que herdeiros de fortunas amealhadas desta fonna não são responsáveis pelo mal que seus antepassados fizeram, principalmente se desconhecem tal fato.

É preciso considerar que muitas vezes uma fortuna vem parar providencialmente nas mãos de um homem, justamente para que ele tenha a oportunidade de reparar uma injustiça cometida. Se estiver ao alcance deste homem compreender a necessidade moral de reparar este mal cometido por outrem, será então um homem justo e, como tal, feliz e a reparação da falta será levada em conta para ambos.

A igualdade absoluta das riquezas jamais existiu e tampouco poderá existir, pois a própria diversidade das faculdades e diferentes aptidões entre os homens impediriam que assim fosse; o que importa é combater, antes de tudo, o egoísmo para que as relações sociais sejam sempre fraternas. Somente assim, o relativo bem-estar de todos será meta passível de ser atingida pelos homens quando, entre eles, o sentimento de fraternidade sobrepujar-se ao egoísmo e a verdadeira justiça for finalmente praticada.

Aqueles, portanto, que acreditam que a cura para os males que afligem a sociedade está na igualdade absoluta das riquezas, estão enganados, pois não compreendem que a igualdade seria logo rompida pela própria força das circunstâncias. Combatei o egoísmo, pois essa é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras (LÊ, 811a).

Provas da Riqueza e da Miséria

A diversidade de riquezas e de misérias tem uma finalidade útil : a de provar as almas no excesso e na submissão. Assim, os que sofrem com resignação, sem murmurações e com trabalho constante, conseguem superar suas provas. Pelo arrastamento ao mal a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova arriscada, mais perigosa que a da pobreza; é o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. Ë o mais estreito laço que prende o homem à Terra.

Deus concede provas a seus filhos, que têm, às vezes, a possibilidade de as escolherem antes das reencamações, podendo, por isso, nascerem na abastança ou na miséria. Ambas as provas apresentam facetas diferentes, mas tanto o rico quanto o pobre podem fracassar. O primeiro por não fazer o bem, e o segundo pelas queixas contra a Providência. O rico está mais sujeito às tentações, mas dispõe de meios de praticar o bem; mas isso é justamente o que nem sempre faz, pois se torna egoísta, orgulhoso e insaciável. Com a riqueza, suas necessidades aumentam, e cie nunca julga possuir o bastante para satisfazer a sua ambição.

A riqueza também pode ser um fator para a redenção do Espírito, quando dela sabe servir-se, empregando-a com critério e discernimento. Enquanto para uns a pobreza é a prova da paciência e da resignação, a riqueza é para outros o exercício da caridade e da abnegação. Qual é, pois, o melhor emprego da fortuna? Procurai nestas palavras: "Amai-vos uns aos outros", a solução do problema; aí está o segredo de hem empregar as riquezas. Aquele que está animado de amor ao próximo tem sua linha de conduta toda traçada, pois o emprego que apraz a Deus é o da caridade; não essa caridade fria e egoísta que consiste em derramar em torno de si o supérfluo de uma existência dourada, mas essa caridade cheia de amor que procura o infeliz e o reergue sem humilhá-lo (ESE, Cap. XVï, item 11).

C) Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher — Igualdade Perante o Túmulo

Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher

A Doutrina Espírita esclarece que tanto o homem quanto a mulher são Espíritos da mesma natureza, criados por Deus com os mesmo talentos e aptidões, com os mesmo direitos e deveres; ambos têm o discernimento do bem e do mal, e ambos têm a faculdade de evoluir, em igualdade de condições. Deste modo, a suposta inferioridade social e moral da mulher é consequência do abuso da força e autoridade do homem, mais forte fisicamente.

Com a evolução gradativa das relações sociais, os horizontes vão alargando-se e, sob o impulso da Lei de Amor e da Lei de Sociedade, a mulher pôde desenvolver suas aptidões sem grandes constrangimentos; com isto, tornou-se evidente que a condição feminina de inferioridade em relação à masculina não decorria de imposição divina, mas tão somente do domínio injusto e cruel que o homem exerceu sobre ela (LÊ, 818).

Assim, o homem e a mulher têm direitos iguais, embora tenham aptidões diferentes a desempenharem na sociedade. O homem é fisicamente mais forte para os trabalhos mais rudes e a mulher, mais delicada, para os trabalhos mais leves. Ambos devem ajudar-se mutuamente nas provas da vida, e não simplesmente o mais forte subjugar o mais fraco, escravizando-o. A mulher está preparada biologicamente para a tarefa da maternidade e, se de um lado, tem menor força física, de outro, tem maior sensibilidade para o exercício das funções maternais.

Do exposto conclui-se que sendo os seres humanos iguais perante as Leis de Deus, deverão também ser iguais perante as leis dos homens, pois o princípio da Lei de Amor fundamenta-se na máxima cristã: "Não fazer aos outros o que não gostaria que os outros lhe fizessem". Portanto, a lei humana, para ser justa, deve consagrar a igualdade de direitos entre o homem e a mulher; todo privilégio concedido a um ou a outro é contrário à justiça. A emancipação da mulher segue o progresso da civilização, sua escravização marcha com a barbárie (LÊ, 822a). Além do mais, as diferenças sexuais só existem no organismo físico e, portanto, os Espíritos podem reencarnar tanto na condição feminina quanto masculina; sob esse aspecto, e corroborando a citação acima, nenhuma diferença existe entre ambos.

Igualdade Perante o Túmulo

A perpetuação da memória por meio de monumentos fúnebres é o último ato de orgulho dos familiares e amigos, desejosos de se glorificarem a si mesmos, em nítida demonstração de riqueza. Pelo fato de a igualdade entre os homens não cessar com a desencarnação, a saudade de um ser amado reveste-se da mesma importância para os parentes que nada possuem, mesmo que em seu túmulo não haja nada de suntuoso. É em vão que o rico tenta perpetuar a sua memória por meio de faustosos monumentos. O tempo os destruirá, como aos seus próprios corpos. Assim o quer a Natureza (LÊ, 824).

As pompas fúnebres são justas e de bom exemplo quando homena­geiam a memória de um homem de bem, mas não apagarão as más ações de todo aquele que não soube viver de acordo com a moral cristã. Conseqüentemente, tais pompas de nada valerão e tampouco o ajuda­rão na sua ascensão espiritual.

Bibliografia:L.E, 817 a 824

QUESTIONÁRIO

a) igualdade natural — desigualdade de aptidões — desigualdades sociais:

1) Se todos são iguais perante Deus, como explicar a desigualdade de aptidões?

2) As desigualdades das condições sociais é uma lei natural? Explicar.

3) Pode-se esperar que as desigualdades sociais venham a desaparecer um dia? Desenvolva.

b) desigualdade das riquezas — provas da riqueza e da miséria:

1) Como se explica a desigualdade de riquezas?

2) Se uma fortuna foi mal adquirida, os herdeiros também serão responsáveis por isso?

3) Qual das duas provas é mais perigosa para o homem: a da pobreza ou da riqueza?

c) igualdade dos direitos do homem e da mulher — igualdade perante o túmulo:

1) É certo que homem e mulher tenham os mesmos direitos? Por quê?

2) Por que a tendência em perpetuar a memória dos mortos?

3) Como a Doutrina Espírita considera as pompas fúnebres?

A LEI DE IGUALDADE

A LEI DE IGUALDADE


Perante Deus, todos os homens são iguais, pois tiveram o mesmo princípio e destinam-se, sem exceção, ao mesmo fim: a glória e a felicidade.
                As dissemelhanças que apresentam entre si, quer em inteligência, quer em moralidade, não derivam da natureza íntima deles; resultam apenas de haverem sido criados há mais ou há menos tempo e do maior ou menor aproveitamento desse tempo, no desenvolvimento das aptidões e virtudes que lhes são intrínsecas, consoante o bom ou o mau uso do livre arbítrio por parte de cada um.
                A igualdade absoluta dos homens perante Deus não é válida em sociologia, a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.
                A ambição e a inveja de uns, somadas ao idealismo irrefletido de outros, fazem que muitos sonhem com uma quimérica igualdade das riquezas, que, se chegasse a concretizar-se, seria desfeita a curto prazo pela força das coisas.
                Não infira daí que as falhas de nossa estrutura sócio-econômica, responsáveis por tantos sofrimentos, não devam ser sanadas. Pelo contrário, todos devemos lutar para que as instituições terrenas se aperfeiçoem, permitindo alcancemos uma situação tal em que caiam os privilégios de casta ou de nascimento; extingam-se os preconceitos de cor, de raça e de crença; haja oportunidades educacionais para quantos as desejem, indistintamente; as sanções penais não recaiam tão somente sobre os fracos; a mão-de-obra seja associada e não escrava do capital, etc.
                O melhor meio de atingirmos esse objetivo, todavia, não é a subversão da sociedade, o que retardaria o progresso e o bem-estar coletivos, mas sim a cristianização do homem, levando-o ao cumprimento exato de seus deveres para consigo mesmo, para com o próximo e para com Deus, incutindo-lhe, outrossim, serena e inabalável confiança nos desígnios da Providência, que não desampara ninguém e, malgrado certas aparências enganadoras, a todos retribui de conformidade com seus méritos, através do mecanismo das vidas sucessivas.
                Urge compreendamos que, qualquer que seja a posição em que se achem situados, todos os homens são proletários da evolução e que a diversidade de funções no complexo social é tão indispensável à sua harmonia quanto as variadas finalidades dos órgãos o são ao equilíbrio de nosso organismo.

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris

Lei de igualdade - Links

https://www.youtube.com/watch?v=XVc_cdlHTjg

http://www.sergiobiagigregorio.com.br/palestra/lei-de-igualdade.htm

http://www.febnet.org.br/blog/geral/banco-de-aulas-fundamental-ii-mod-xiv/

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=7&ved=0ahUKEwiKrs6lkenTAhUHj5AKHRgkBPIQFghEMAY&url=http%3A%2F%2Fesde.febnet.org.br%2Fbanco_estudo%2F5236%2Fmdulo-xiv-lei-de-igualdade-rot1-igualdade-natural-e-desigualdade-de-aptides.html&usg=AFQjCNEwcRcTxxqREmRoFYDzgnZYdA0PIQ&cad=rja

http://bvespirita.com/Das%20Leis%20Morais%20-%20Da%20Lei%20de%20Igualdade%20-%20Das%20Leis%20de%20Liberdade%20(SEF).pdf

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=13&ved=0ahUKEwielpTvkunTAhVOlpAKHeUXAf84ChAWCDkwAg&url=http%3A%2F%2Fwww.kardecian.org%2FDownload%2Fciclos_arquivo_ppt%2FLei_de_Liberdade_e_Igualdade_na_Sociedade-MarciaM.pptx&usg=AFQjCNGrQDVLwOM9zZ5gLxKOxiAjQy9jdQ&cad=rja

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=16&ved=0ahUKEwielpTvkunTAhVOlpAKHeUXAf84ChAWCEswBQ&url=http%3A%2F%2Fwww.ceismael.com.br%2Fdownload%2Fmoral%2Flei-igualdade.ppt&usg=AFQjCNGVgYTM9TyVtacw_HK1m81w--WkWA&cad=rja

http://slideplayer.com.br/slide/340426/

http://bibliadocaminho.com/ocaminho/Tematica/EE/Estudos/EsdePf.14.2.htm

https://www.youtube.com/watch?v=NsZ0g4PIgs8

https://livrodosespiritos.wordpress.com/leis-morais/cap-9-lei-de-igualdade/ii-desigualdade-de-aptidoes/

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwi2gKa_lunTAhULPJAKHVUDC-0QFggiMAA&url=http%3A%2F%2Fesde.febnet.org.br%2Fbanco_estudo%2F5324%2Fmdulo-xiv-lei-de-igualdade-rot2-desigualdades-sociais-igualdade-de-direitos-do-homem-e-da-mulher.html&usg=AFQjCNGJjrlcMUTNhjvwaPObzIrAbuq-Zw&cad=rja





Lei de igualdade - OLE

https://livrodosespiritos.wordpress.com/leis-morais/cap-9-lei-de-igualdade/

ESDE - Textos complementares

http://cursodeespiritismo.blogspot.com.br/2016/02/esde-textos-complementares.html

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Amor no espiritismo

http://blog.mundomaior.com.br/23/12/2013/amor-espiritismo/

Amor no espiritismo

por Blog Mundo Maior
Espiritismo, Relacionamento
Qual a visão do amor no espiritismo?

Qual a visão do amor no espiritismo? Primeiro de tudo, muito se fala e se entende em relação ao amor, mas ao contrário do que muitos dizem e enxergam, o amor não é um sentimento único, não é uma coisa só. Amor não é simplesmente o que um amado sente pelo outro.

 O espiritismo sustenta que o amor é muito mais amplo do que achamos. Como classificar, por exemplo, o Amor-síntese, que é aquele que Jesus sentia por toda humanidade, da mesma forma que uma pessoa sente amor por um amigo?

Mas o que é o amor, afinal? O amor é a conexão e a atração entre as almas e os mundos. Existem diversos tipos de amor, como o amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor da pátria, da raça e até o amor pela humanidade.

O amor é mais forte do que o ódio, mais poderoso que a morte, Se o Cristo foi o maior dos missionários e dos profetas, se tanto império teve sobre os homens, foi porque trazia em si um reflexo mais poderoso do amor divino. Jesus passou pouco tempo na Terra; foram bastantes três anos de evangelização para que o seu domínio se estendesse a todas as nações. Não foi pela ciência nem pela arte oratória que ele seduziu e cativou as multidões; foi pelo amor! Desde sua morte, seu amor ficou no mundo como um foco sempre vivo, sempre ardente. Por isso, apesar dos erros e faltas de seus representantes, apesar de tanto sangue derramado por eles, de tantas fogueiras acesas, de tantos véus estendidos sobre seu ensino, o Cristianismo continuou a ser a maior das religiões; disciplinou, moldou a alma humana, amansou a índole feroz dos bárbaros, arrancou raças inteiras à sensualidade ou à bestialidade.

Deus não exige de nós o amor impossível, pois ainda não temos capacidade para amar a tudo e a todos, principalmente aqueles que não conhecemos, mas o que Deus nos exige, e isso sim é possível, é a ausência do ódio em nossos corações. Atingir isso já é um grande passo para atingir o amor no espiritismo, ou em qualquer outra crença.

Sugerimos como leitura os seguintes livros:

O amor foi mais forte: O Amor foi mais forte: Vivenciaremos o entrelaçar de uma história com muitos sentimentos envolvidos, um misto de revolta, saudade, obsessão, vingança e até arrependimento. Leia e emocione-se!

O Amor jamais te esquece: A força do Amor amparando almas em seus dramas de expiações, personagens que viveram nos tempos de Jesus Cristo, como Públio Lentulus, Lívia, Zacarias e outros.

Amor não pode esperar: Nunca houve tanto desamor no mundo, se revelando no descaso ao próximo e a responsabilidade de cuidar bem de si. Pessoas vivem apenas de aparências e leviandades, essas atitudes tem custado caro e o sofrimento aparece tentando mostrar a verdade que muitos não querem ver, culpando os outros pelos seus desacertos. Não retarde seu progresso, faça já a sua parte porque a hora é agora e seu AMOR NÃO PODE ESPERAR.

terça-feira, 2 de maio de 2017

A opção da simplicidade


Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.

Acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.

Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.

Viver com simplicidade é uma opção que se faz.

Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.

A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.

Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.

Olvidam do que gostam, não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs.

De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?

Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.

Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.

É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.

O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.

A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções.

Ela experiencia a alegria de ser, apenas.

Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.

Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida.

Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.

A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.

Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar sorvete...

Tudo isso compõe a simplicidade do existir.

Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.

Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.

Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.

É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se.

Progredir sempre é uma necessidade humana.

Mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.

Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.

As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.

Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam.

As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.

Preste atenção em como você gasta seu tempo.

Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência.

Experimente desapegar-se dos excessos.

Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP.
Em 24.3.2014.

Divaldo fala sobre o Jogo da Baleia Azul e a Epidemia de Suicídios

Com caráter epidêmico, o suicídio alcança índices surpreendentes na estatística dos óbitos terrestres, havendo ultrapassado o número daqueles que desencarnam vitimados pela AIDS.

A ciência, aliada à tecnologia, tem facultado incontáveis benefícios à criatura humana, mas não conseguiu dar-lhe segurança emocional.

Em alguns casos, a comunicação virtual tem estimulado pessoas portadoras de problemas psicológicos e psiquiátricos a fugirem pela porta abissal do autocídio, como se isso solucionasse a dificuldade momentânea que as aturde.

Por outro lado, sites danosos estimulam o terrível comportamento, especialmente entre os jovens ainda imaturos, que não tiveram oportunidade de experienciar a existência. De um lado, as promessas de felicidade, confundidas com os gozos sensoriais, dão à vida um colorido que não existe e propõem usufruir-se do prazer até a exaustão, como se a Terra fosse uma ilha de fantasia. Embalados pelos muito bem feitos estimulantes de fuga da realidade, quando as pessoas dão-se conta da realidade, frustam-se e amarguram-se, permitindo-se a instalação da revolta ou da depressão, tombando no trágico desar.

Recentemente a Mídia apresentou uma nova técnica de autodestruição, no denominado clube da baleia azul, no qual os candidatos devem expor a vida em esportes radicais ou situações perigosíssimas, a fim de demonstrarem força e valor, culminando no suicídio. Se, por acaso, na experiência tormentosa há um momento de lucidez e o indivíduo resolve parar é ameaçado pela quadrilha de ter a vida exterminada ou algum membro da sua família pagará pela sua desistência.

O uso exagerado de drogas alucinógenas, a liberdade sexual exaustiva e as desarrazoadas buscas do poder transitório conduzem à contínua insatisfação e angústia, sendo fator preponderantes para a covarde conduta.

O suicídio é um filho espúrio do materialismo, por demonstrar que o sentido da vida é o gozo e que, após, tudo retorna ao caos do princípio.

É muito lamentável esse trágico fenômeno humano, tendo-se em vista a grandeza da vida em si mesma, as oportunidades excelentes de desenvolvimento do amor e da criação de um mundo cada vez melhor.

Ao observar-se, porém, a indiferença de muitos pais em relação à prole, a ausência de educação condigna e os exemplos de edificação humana, defronta-se, inevitavelmente, a deplorável situação em que estertora a sociedade.

Todo exemplo deve ser feito para a preservação do significado existencial, trabalhando-se contra a ilusão que domina a sociedade e trabalhando-se pelo fortalecimento dos laços de família, pela solidariedade e pela vivência do amor, que são antídotos eficazes ao cruel inimigo da vida – o suicídio!

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 20-04-2017.

O JOGO QUE INCENTIVA O SUICÍDIO (BALEIA AZUL) CHEGA AO BRASIL

Veja melhor no site:

http://estudantespirita.com.br/o-jogo-que-incentiva-o-suicidio-baleia-azul-chega-ao-brasil/

Chega ao Brasil mais um fruto da mente desvairada humana. Trata-se de um jogo mortal/suicida, chamado Baleia Azul ou Desafio da Baleia Azul. A revista Mundo Estranho, da Editora Abril, publicou uma matéria, explicando origem e como esse absurdo funciona:

Esse tal “joguinho” surgiu na Rússia, em 2016 e está associado a mais de 100 casos de suicídio no mundo. E, aparentemente, chegou ao Brasil. O jogo consiste em 50 desafios, distribuídos diariamente por um “curador” em grupos fechados de redes sociais. Todos os dias, em horário marcado, uma mensagem com a nova missão é publicada. O grau de seriedade é variável. No começo, as tarefas são mais simples, como assistir a um filme de terror sozinho ou desenhar uma baleia numa folha. Aos poucos, elas vão ficando cada vez mais perigosas: os participantes devem tatuar uma baleia no braço com uma faca. A 50ª e última tarefa, o indivíduo deve cometer suicídio.

Mas daí você deve pensar: o que tem a ver o nome desse jogo com os objetivos praticados nele? O nome se refere à uma crença popular que diz que a baleia-azul seria capaz de se suicidar, ao encalhar voluntariamente em praias.

Segundo o portal G1, que mostra alguns casos ocorridos na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto Resultado de imagem para jogo Blue Whale",de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida. Mas foi no ano passado (2016), que começou a aparecer muito mais casos, o tal “joguinho” estava começando a tornar-se viral, quando fontes diversas chegaram a divulgar, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades online identificadas como “grupos da morte”.

Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação.

Na última terça-feira (11/4/2017), dois casos em cidades diferentes foram registrados no Brasil e podem estar relacionados ao jogo. Ambas as vítimas teriam falado para seus familiares que estavam participando de algo do tipo e que recebiam constantes ameaças caso tentassem sair do grupo.

Mas se você acha que o jogo da Baleia Azul é o único nessa lista de joguinhos mortais, você está enganado. Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais. Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.



Vamos obter mais alguns detalhes sobre algumas vítimas e este jogo maldito:

Na região do Mato Grosso, uma jovem de 16 anos é encontrada numa lagoa, na cidade de Vila Rica. A principal suspeita da polícia é de que a jovem participava de um jogo online que incitava desafios. o delegado André Rigonato, que conduz as investigações, afirmou que a mãe da adolescente relatou informalmente à polícia que a filha teria apresentado cortes nos braços há cerca de dois meses. A ação, segundo o relato, teria sido uma das “tarefas” impostas aos membros do suposto jogo online do qual a jovem participava. “A família tomou conhecimento desses cortes, mas não sabia da gravidade da situação”, disse.

Outro casso ocorreu em Minas Gerais. Gabriel Antônio dos Santos, de 19 anos, morava em Pará de Minas, cidade que fica na região central do estado, segundo a mãe do jovem, ele estava desesperado para sair do grupo da #Baleia Azul do qual ele participava pelo whatsapp, mas ele não conseguiu se livrar da última e derradeira tarefa o suicídio.

Segundo o Jornal Estado de Minas, o jovem tinha esposa e uma filha de apenas 40 dias de vida. Ele cometeu o suicídio na quarta-feira (12), o corpo dele foi encontrado por sua mulher em cima da cama do casal. A família está chocada, segundo parentes e amigos ele sempre foi um rapaz trabalhador, que pagava suas contas, mantinha sua casa e estava feliz com a chegada da filha. Mas depois que começou a participar do grupo secreto Baleia Azul, começou a agir de maneira estranha.

Segundo a mãe da vítima, o filho vinha tentando deixar o grupo mas estava recebendo ameaças e sendo muito pressionado. Segundo Maria, nos últimos dias o filho estava agindo estranhamente e parecia desesperado. Até que nesta quarta-feira ele cometeu suicídio. A esposa de Gabriel tinha passado a noite na casa de sua mãe e ao chegar em casa encontrou o marido desacordado, ele tomou dezenas de comprimidos, cinco cartelas de um antidepressivo foram encontradas ao lado do corpo, a polícia e os bombeiros foram acionados, mas infelizmente não tinha mais nada a ser feito.

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul. Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

A lenda da Baleia Azul – ou como uma notícia falsa traduz um perigo real

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André Trigueiro (https://www.facebook.com/AndreTrigueiroJornalista/)

"Era uma vez uma Baleia Azul. Que segundo o colega Daniel Barros, do Estadão, teria o poder de arrastar jovens no mundo inteiro para um jogo letal em que, após sucessivas provas impostas pelos moderadores, ordenava aos participantes que se matassem. Segundo ele, trata-se de mais uma lenda da internet. Será? Muita gente me pediu que denunciasse aqui o tal jogo virtual, que chegou até a inspirar uma reportagem na TV. Melhor checar antes do que se trata. Leia e tire suas próprias conclusões."

A lenda da Baleia Azul – ou como uma notícia falsa traduz um perigo real
Por Daniel Martins de Barros


A notícia da onda de suicídios causados pelo jogo Baleia Azul é falsa. Mas serve de alerta.

“Era uma vez um povo sedento informação. As pessoas eram curiosas e adoravam falar umas sobre as outras. Certo dia surgiu um ser muito poderoso, que sabia de todas as coisas, estava em todos os lugares, e dava todas as respostas. A única coisa que ele pedia em troca era dedicação total. A empolgação foi geral – todo mundo se tornou discípulo e seguidor, continuamente entregando ofertas de tempo e atenção. Até que um dia chegou a mensagem terrível: o tempo gasto com o oráculo seria descontado da vida das crianças. As pessoas entraram em pânico, mas era tarde demais. Pois enquanto os adultos deixavam de dar atenção aos filhos, dedicando-se ao oráculo, as próprias crianças e adolescentes se haviam se tornado devotos, e agora voluntariamente se entregariam em sacrifício. A única solução foi os pais voltarem a dedicar mais tempo para seus filhos, livrando-os de tão trágico destino.”
Chamemos essa historinha de a lenda da Baleia Azul. Esse é nome de um jogo em uma rede social russa que causou pânico global ao se noticiar que ele estava levando os jovens ao suicídio. Trata-se de um boato, surgido pela interpretação distorcida de uma notícia antiga, de um ano atrás, que voltou às manchetes depois de repercutir na imprensa inglesa. O jogo consiste numa série de 50 tarefas, progressivamente mais difíceis, culminando com o desafio do suicídio – e as manchetes diziam que centenas de jovens já teriam chegado ao fim e se matado. A verdade, no entanto, é que nenhum caso foi ligado de fato ao jogo. O site de verificação de boatos Snopes.com trilhou o caminho da história de trás para frente, chegando à notícia original, publicada pelo periódico russo Novaya Gazeta, e mostrou como ela era recheada de inferências e suposições, sem um fato sequer apurado realmente. A equipe da Radio Free Europe, organização dedicada a levar informações a regiões com pouca liberdade de expressão (como leste europeu), apurou mais profundamente o caso, fazendo-se passar por um adolescente que queria jogar o baleia azul. Eles chegaram a estabelecer um diálogo com moderadores do jogo, que confirmaram não ser possível desistir depois de começar, mas desapareceram em seguida. Conseguiram ainda contato com vários jovens que haviam se engajado na brincadeira macabra; a maioria entrara no jogo por curiosidade, e todos também perderam contato com os moderadores em pouco tempo.
Por que então, mesmo sendo um boato, essa história exagerada e pouco crível fez tanto barulho?
Em primeiro lugar, porque ninguém sabe exatamente a razão de o suicídio entre jovens crescer no mundo todo, Brasil inclusive. Diante da angustiante ausência de explicações qualquer motivo que tenha ares de resposta encontra terreno fértil para se multiplicar. Além disso a notícia segue uma estrutura básica de várias história clássicas, como tentei mostrar nesse arremedo de fábula acima. Muitos são os relatos de um poder dado à humanidade que é mal utilizado pelos homens, trazendo grandes prejuízos (ideia que vai de Prometeu a Frankenstein, sem falar na serpente de Adão e Eva). E não são poucas as narrativas em que o preço cobrado é a vida dos filhos (desde a morte dos primogênitos, no livro do Êxodo até o massacre dos meninos no evangelho de Mateus, passando por Rapunzel, Rumpelstiltskin, O Flautista de Hamelin). Se essa ideia se repete tanto, provavelmente toca em medos fundamentais que carregamos, seja de não sabermos lidar com nosso potencial e nossa autonomia, seja de colocarmos interesses pessoais acima das necessidades dos filhos.
E não é isso mesmo que enfrentamos nessa era de tanta internet, tantas redes sociais, tanto tempo on-line? Essa tecnologia é tão nova e poderosa que ainda não sabemos bem como lidar com ela. Mas todos sabemos que estamos dando atenção demais à tecnologia, em prejuízo do tempo que deveríamos dedicar a quem está perto. Daí o sucesso da notícia sobre o jogo. Ela é um exemplo perfeito – e totalmente contemporâneo – do que em inglês se chama cautionary tale, ou “conto de cautela”, nas quais um perigo é apresentado, conta-se a história de alguém que desprezou o perigo e mostram-se as terríveis consequências de sua atitude irresponsável.
Moral da história: a notícia da baleia azul pode ser exagerada, mas os perigos que ela traduz são tão presentes que todo mundo acreditou. Na dúvida, então, não custa dar ouvidos ao alerta que ela fez.


(fonte: http://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/a-lenda-da-baleia-azul-ou-como-uma-noticia-falsa-traduz-um-perigo-real/)