Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Tolerância




# Respeito e consideração pela diferença.
# O termo "tolerância" teve no passado e com sentido negativo, a função de designar as atitudes permissivas por parte das autoridades diante de atitudes sociais impróprias ou erradas.
# Hoje em dia pode ser considerada uma virtude e se apresenta como algo positivo. Reconhecer nos demais o direito de ter opiniões diferentes.
# O que leva duas pessoas a entrarem em discórdia?
# A invasão do direito alheio, o ultrapassar o limite de tolerância, a incapacidade de compreensão mútua ou própria, a falta de empatia, a nossa própria natureza, o nosso temperamento...
# Somos todos diferentes e essa diferença é um recurso divino para promover o nosso aprendizado na Terra.
# Se não exercitarmos a tolerância além de desperdiçarmos a oportunidade de aprender e evoluir, semearemos conflito em terrenos em que se deveria cultivar a amizade.
# Não podemos exigir que as pessoas pensem e ajam à nossa maneira.
# Devemos aceitar a idéia de permitir que cada um siga o caminho que lhe é próprio.
# Vivemos em sociedade e é nela que sobrevivemos; e sobreviver não é assim tão fácil.
# A tolerância surge-nos aqui como uma virtude essencial desse processo tão vital, da integração.
# Não tenho de impor o que penso, quem sou, nem sobreviver sendo tu: A sociedade é tão mais rica quanto mais se viver a diferença.
# Na sociedade atual, as pessoas atropelam os valores umas das outras, impõem culturas e não consegue aceitar tudo o que não seja semelhante aos seus padrões de vida.
# Quantas vezes se assistem a cenas de racismo, imposição de religiões e de costumes?
# Fizeram isso durante o descobrimento e se pensarmos bem, fazemos isso todos os dias.
# Há um importante questionamento: a tolerância deve ter limites ou não?
# A tolerância te a sua justa medida.
# Ninguém pensa que se deve tolerar o roubo, a violação ou o assassinato.
# Impor o império da lei ou um sistema de autoridade teria de considerar-se como uma grosseira manifestação da intolerância.
# Parece claro que, se nos deixássemos levar por esses erros, acabaríamos sob a lei do mais forte.
# Seria impossível estabelecer um sistema de direito ou qualquer tipo de ordenamento jurídico.
# Seria como a lei da selva.
# Não haveria forma de viver pacificamente em sociedade.
# Promover a tolerância não é tolerar tudo, porque é evidente que não se podem permitir tudo.
# Bastará imaginar uma coletividade humana em que tudo devesse ser tolerado e logo se pensa num caos completo e absoluto.
# Então o problema surge, quando essa diversidade deixa de ser legítima, ou entra em colisão com o bem comum, ou com o direito dos outros.
# Você não pode dizer aos outros o que eles devem fazer.
# Você pode encorajar as pessoas, compartilhando as experiências que você viveu em situações parecidas com as delas.
# Não julgue, apenas acolha e fale com amor.
# É preciso ter percorrido o caminho do outro, tropeçado nos obstáculos, superado dores e desafios, para poder dizer a outra pessoa o que fazer.
# Diferente não é certo ou errado. É uma realidade.
# Diferenças só se tornam um problema quando resolvemos nos medir por nossas diferenças, querendo determinar quem está certo e quem está errado.
# Ou quando queremos igualar as pessoas!!!

22 - COMPREENSÃO, TOLERÂNCIA


"O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, e consiste em não se ver superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar salientar o que há de bom e virtuoso no próximo. Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual "

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo X. Bem-aventurados os Misericordiosos. Item 18. Dufétre.)

A maneira de procurar entender as justificativas ou as atitudes daqueles com quem estamos dialogando, leva-nos, certamente, a uma disposição de não-interferência nos próprios pontos de vista, portanto, de isenção, de imparcialidade, de neutralidade. Para sermos compreensivos precisamos estar preparados para aceitar as reações, a conduta, o modo de ser das pessoas, sem prejulgamentos ou condenações.

Precisamos estar preparados para aceitar as criaturas como elas são, do jeito que elas se expressam, até mesmo quando corrompidas, criminosas, assaltantes, prostituídas ou viciadas. Encarando-as com o pressuposto de que possuem uma essência espiritual e como tal são passíveis de bons sentimentos, com potencialidades latentes, sujeitas ao desenvolvimento, a nossa firme convicção nesses valores espirituais poderá transmitir aos seres mais difíceis a confiança que um dia esperavam para sair do estado conturbado e se conduzir a um rumo seguro em sua vida.

A rigor não temos mesmo muitos meios de avaliar as profundezas do caráter de ninguém, pois quaisquer conclusões apressadas são falsas. A atitude mais prudente, honesta e cristã é a de compreensão e tolerância, para com quaisquer indivíduos. Esse é o nosso comportamento mais produtivo.

O sentimento de tolerância é uma consequência da compreensão. Como não nos cabe salientar os erros e defeitos alheios, nem mesmo criticá-los, devemos admitir, desculpar, aceitar, perdoar, atenuar e mesmo comutar esses erros. Em nosso relacionamento comum, como podemos ser compreensivos e tolerantes?

a) Evitando fazer comentários desairosos e deprimentes em relação a quaisquer criaturas;

b) Aceitando as reações alheias sem nos aborrecer e sem condená-las;

c) Ouvindo serenamente, por mais chocantes e pavorosas que sejam suas narrações, aqueles que nos confiem seus problemas, sem esboçarmos escândalo, mas ajudando-os a encontrar, por eles mesmos, os caminhos de saída;

d) Afastando, de todas as maneiras, ressentimentos, mágoas ou remorsos que os dissabores provocados por alguém estejam nos perturbando a tranquilidade;

e) Eliminando a intransigência nas nossas análises em relação ao comportamento do próximo;

f) Ponderando com isenção e equilíbrio as infrações cometidas por funcionários, na oficina de trabalho ou no meio doméstico, aproveitando as experiências deles para renovar-lhes as oportunidades de acertos;

g) Não nos referindo a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos a outrem;

h) Transformando a austeridade punidora dos maus comportamentos entre familiares em colóquios abertos, ouvindo e comentando coletivamente em torno dos problemas, para que se chegue calmamente às correções cabíveis.

"Sede indulgentes, meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita." (Id., ibid. Item 16. A Indulgência - José, Espírito Protetor.)

Ney P. Peres

NECESSIDADE DE TER TOLERÂNCIA....


                                        A dificuldade do ser Humano em ser tolerante, é a aceitação da outra
                                 pessoa. São dificuldades em aceitar o que a outra pessoa pensa,  suas
                                 opiniões, seus comportamentos, o que dificulta os relacionamentos  a
                                 comunicação e a convivência.
                                 É preciso entender e muito necessário compreender, que nenhum ser
                                 humano  é  igual ao seu  semelhante e  que  as pessoas tem diferentes
                                 preferências.
               Se cultivarmos a tolerância, será possível até mesmo aceitar aquele (a) amigo (a), que adora passar o final de semana na praia, quando você é o maior defensor (a) de um relax nas montanhas, ou até mesmo gostar de apreciar o ponto de vista Espiritualista, mesmo sendo um Cristão (a) fervoroso (a).
Considerar que o barulho pode ser tão interessante, como o silêncio e de tantos outros meios de se praticar e ser tolerante.
Estamos falando da tolerância, essa qualidade delicada que faz até mesmo, que a briga por causa do time  de futebol favorito, um dos motivos maiores da discórdia possa chegar a uma solução razoável.
A definição da tolerância, palavra que vem do latim "Tolerare", sustentar, suportar, aguentar, relevar, é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário, a uma regra moral, cultural, civil ou física.
É preciso ter em mente que nenhum ser humano, é igual ao seu semelhante e que cada pessoa tem sua própria singularidade, que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento, sexo, cultura, língua, religião ou nacionalidade.
E essas diferenças sempre alimentaram, a discórdia entre as pessoas e grupos sociais. Existem diferentes alternativas para resolver um conflito, mas nenhuma vai funcionar realmente se não houver a Tolerância.
É a qualidade que abre as portas para o diálogo, a superação dos obstáculos e a negociação com sucesso. Com essas flexibilidade é possível ceder, ouvir o que a outra pessoa tem a dizer e chegar a um acordo.
É por isso que vale a pena praticar a tolerância, ela tem o poder de transformar realidades e unir as pessoas.
Se acostume a exercitar sempre a tolerância, praticando, seguindo sempre algumas regras básicas, que em muito lhe ajudarão.
               1º- AVALIE  SE A OPINIÃO PESSOAL SOBRE DETERMINADA PESSOA OU GRUPO,
                      NÃO ESTÁ FUNDAMENTADA EM PRECONCEITOS.
               2º- INVESTIGUE QUAIS SÃO SUAS CRENÇAS PESSOAIS, ESSA É A MELHOR  SO-
                      LUÇÃO, RECRIAR UM CAMINHO DIFERENTE E SEGURO.
               3º- TOME O CUIDADO DE NÃO JULGAR,  PRECIPITADAMENTE AS PESSOAS.
               4º- RESPEITE OS MEDOS DE VIVER DIFERENTES DAS OUTRAS PESSOAS, POIS
                      VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE LIVRE.
               5º- NÃO TENTE MUDAR AS PESSOAS, ACEITANDO-AS COMO ELAS SÃO E A
                      REALIDADE COMO ELA É, E NÃO COMO VOCÊ GOSTARIA QUE FOSSE.
               6º- PROCURE SE UTILIZAR MAIS DA EMPATIA, É MUITO NECESSÁRIO SEMPRE
                      SE COLOCAR NO LUGAR DA OUTRA PESSOA.
               7º- PROCURE SER MAIS TOLERANTE CONSIGO MESMO, POIS SABEMOS QUE
                      O ERRO FAZ PARTE DO SER HUMANO, E ISSO SE TORNA MAIS DIFÍCIL
                      PORQUE COBRAMOS DEMAIS, MAS MESMO ASSIM CONTINUE TENTANDO.
               8º-  RESPEITAR SEMPRE O LIVRE-ARBÍTRIO DAS OUTRAS PESSOAS.
               O Ser Humano tem dificuldades para conviver com as diferenças, algumas pessoas para se sentirem seguras, buscam conviver como os iguais, acreditando que é um defeito ser diferente.
E uma das lições mais difíceis é exatamente, aceitar e aprender a conviver com as diferenças, tolerar o outro (a).
Mas não apenas fingir, como acontece num ambiente social, por causa dos efeitos colaterais que demonstram, o que a intolerância traz.
É preciso aprender realmente a tolerar as diferenças e não usar um verniz social, como muita gente faz. A tolerância é uma virtude delicada, pois só pode ser assim considerada, se for na dose certa e este é um grande desafio.
Tolerar tudo não é mais tolerância e sim indiferença. Tolerar é aceitar o que algumas vezes poderia ser condenado, é deixar fazer o que se poderia impedir ou combater.
Portanto, é renunciar a uma parte de seu poder de sua força, de sua cólera.
Assim toleramos os caprichos de uma criança, ou as posições de um adversário. Mas isso só é virtuoso se assumirmos, como se diz, se superarmos para tanto nosso próprio interesse, próprio sofrimentos e nossa própria impaciência.
Pois a tolerância só vale contra si mesmo e a favor de outrem. Não há tolerância quando nada se tem a perder, menos ainda quando se tem tudo a ganhar em suportar, isto é em nada fazer.
O exercício  da tolerância inclui em primeiro lugar, o respeito a outra pessoa, isso não significa concordar incondicionalmente, como que está sendo dito, anular sua opinião ou se submeter ao que nos violenta ou faz mal.
A tolerância nos permite considerar que existem sim, diversas formas de olhar para a vida, outras maneiras de ser ou vários tipos de ideal. Que a opiniões diferentes da nossa, não significam necessariamente uma afronta pessoal.
Você mesmo alguma vez, se preocupou em perceber como será que está sua tolerância, se perguntou para si próprio (a):
               SERÁ QUE MINHA TOLERÂNCIA ESTA ZERADA?
               OU  SERÁ QUE ELA ESTÁ EM ALTA?
               As respostas são suas e tudo irá depender se quer ou não isso fazer, pois ser tolerante ou intolerante é uma opção sua, não se esqueça do que o Divino Mestre Jesus nos diz, e ainda nos pede que façamos e devemos de " AMAR A TODOS COMO EU VOS AMEI" e nos diz pedindo muito mais além, que devemos de:  " TRATAR BEM QUEM NÃO NOS TRATA BEM".
Pense bem nisso, mas seja sempre muito tolerante, lá na frente descobrirá que valeu a pena demais em ser tolerante.
Força meu irmão (a), continue firme lutando você consegue.....
Vibrações carinhosas de muita Luz e Paz em sua vida.  Jesus Carlos, Uchoa - sp.

Tolerância e Fraternidade

Tolerância e Fraternidade

O ser querido desertou do lar, vencido pela fragilidade das fôrças ainda impregnadas de alta dose de animalidade; todavia, acusa-te, fazendo-te responsável pela sua fuga. Sê tolerante e conserva-te fraterno em relação ao evadido.

O antigo dedicado de ontem não deseja mais a tua lealdade e sai, arremetendo diatribes que te maceram. Sustenta a tolerância e mantém a fraternidade pensando nele.

O beneficiário da tua bondade, navegando em situação de bonança, esquece as tuas dádivas e faz-se soberbo, malsinando o teu nome. Acautela-te na tolerância e reserva-lhe a fraternidade.

As tuas palavras de advertência, tocadas no mais nobre desejo de acertar, são agora transformadas por antigos comparsas que se fizeram teus adversários, em açoites que te alcançam. Continua tolerante e dissemina a fraternidade.

Os convidados pela tua lição de sacrifício a participarem do banquete de luz e vida do Evangelho, apontam-te mil débitos, e sofres. Porfia na tolerância e trabalha pela fraternidade.

Divulgas o bem por amor do bem, tentando viver o bem, mas, apesar disso, não faltam as agressões ao bem que fazes e desafios por parte daqueles que supões beneficiar. Confia na tolerância e aciona a fraternidade...

Tolerância e fraternidade sempre.

Em toda e qualquer circunstância essas duas armas cristãs, da "não violência", podem operar milagres. Talvez aqueles a quem as ofertas, recusem-nas momentaneamente, todavia, ser-te-ão benéficas utilizá-las, já que elas restaurarão tua paz, se a perdeste, ou manterão tua tranquilidade, se a conservas.

*

"Bem-aventurado aquele que sofre a tentação porque quando fôr provado receberá a coroa da vida à qual o Senhor tem prometido aos que o amam" - conforme ensinou o apóstolo Tiago, na sua Epístola universal, Capítulo um, versículo doze.

A tentação, por isso mesmo, possui as suas raízes no cerne daquele que é tentado, e como é natural, reponta frequentemente, ensejando-lhe a nobre batalha da própria redenção.

Viajores de muitas experiências malogradas, somos a soma das nossas dívidas em operação de resgate.

Cada ensejo depurador é bênção impostergável. Ora, se alguém nos fere ou magoa, nos acusa ou abandona, com fundamentos injustos, tentando nossa fraqueza ao revide ou à deserção do combate, mantenhamos tolerância para com ele - o instrumento inconsciente da Lei - e sejamos fraternos. facultando-lhe retornar com a certeza de se recebido pelo nosso coração.

A sombra é geratriz de equívocos como o êrro é matriz de tormentos íntimos naquele que o pratica. A punição mais severa, portanto, para o transviado é o despertar da consciência, hoje ou amanhã.

Jesus convocou-nos ao amor incondicional e ao perdão das ofensas, e Allan Kardec, o discípulo fiel, na tríade que formulou, situou a Tolerância como uma das bases da felicidade humana, sendo a fraternidade, dessa forma, o espelho onde se pode refletir a alma do amor, em todas as circunstâncias e lugares.

Tolerância e fraternidade, como roteiros para a harmonia que buscamos, são lições vivas de entendimento humano, nos deveres que esposamos à luz do Cristianismo Redivivo.

*

"Pois o filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos". Marcos: capítulo 10º, versículo 45.

*

"O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de RAÇAS NEM DE CRENÇAS, porque em todos os homens vê irmãos seus. Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 17º - Item 3, parágrafo 7.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 50.

DESENVOLVA A TOLERÂNCIA


Comumente você justifica que se vê cercado por pessoas
muito difíceis de conviver, e que por isso se insurge muitas
vezes.
Muito embora possa ser verdade que você esteja com
semelhante situação, o que não deve perder de vista é
a sua franca intolerância.
Nada é permitido pela Divindade, sem que haja uma razão
imperiosa para que aconteça isso ou aquilo, aqui ou ali, no
campo de sua vida.
Pense nisso e, depois, comece o processo de autocontrole,
buscando entender não só o momento presente das pessoas,
mas os vínculos da sua atualidade com a longa fieira de outras
realizações, boas ou não, que, por certo, você ignora.
Contenha o próprio temperamento, exercitando a tolerância,
aquela mesma que sempre espera que os outros lhe dediquem,
quando você erra, quando se equivoca.
Busque JESUS no seu cotidiano.
Esforce-se, aos poucos, por identificar-se com Ele, mesmo
que a duras penas, enquanto a virtude da tolerância toma
conta da sua vida, pouco a pouco.
Viva melhor, exercite a tolerância e verifique os bons
resultados.

----Espirito Joanes, psicografia de Raul Teixeira.
----Livro: Para Uso Diário, editora Fráter.

MÁGOA - TOLERÂNCIA E PERDÃO

MÁGOA - TOLERÂNCIA E PERDÃO

 A mágoa é um sentimento que corrói a alma de quem a sente. Aquele que guarda a mágoa está alimentando e dando força a um grande mal dentro de si.. Quando nos sentimos magoados com alguém provavelmente é porque entendemos que essa pessoa nos ofendeu e nos feriu e todas as vezes que relembramos o fato que nos causou a mágoa,é como se cravássemos um punhal numa ferida aberta. Essa ferida nunca cicatrizará e sentiremos cada vez mais dor e sofrimento. Pensemos nisso!


O que aconteceu já passou, faz parte do passado. Não cultivemos esse sentimento em nós, pois os maiores prejudicados seremos nós mesmos. Esqueçamos as ofensas. Deixemos que cada um faça a colheita da sua semeadura. Feliz daquele que esquece e perdoa, pois viverá alegre e em paz consigo mesmo e com o Mundo. Apeguemo-nos somente com os fatos felizes e agradáveis, lembrando que o mal é passageiro e o bem é eterno.

Somos filhos de Deus e como Pai bom e amoroso que é, só quer o nosso bem.

Limpe seu coração das mágoas e ressentimentos, perdoando e amando, e , siga em paz, pois desse modo, com maior facilidade você encontrará o caminho das alegrias celestiais.Vamos trabalhar as nossas mágoas, prestando atenção se muitas vezes, quando nos sentimos magoados com alguém, não é porque não aceitamos algumas verdades a respeito de nós mesmos. Quando nos obrigam a encararmos nossos defeitos e nossas mazelas, nos sentimos ofendidos e em seguida vem a mágoa. É o orgulho ferido.

Procuremos tirar sempre um proveito das críticas dirigidas a nós, não nos sentido ofendidos e magoados., mas observando se realmente aquela pessoa não tem alguma razão no que diz sobre nós. Se for verdadeiro, ótimo, pois poderemos a partir daí procurarmos melhorar nesse aspecto. Se não for verdadeira a opinião do outro sobre nós, não nos aflijamos, pois o tempo se encarregará de mostrar a verdade. Não nos esqueçamos de que ainda somos seres imperfeitos em busca de aprendizado, conhecimento, crescimento e evolução.

Assim, comecemos por retirar de nós todo sentimento de orgulho, de mágoa e ressentimento, que só servem para nos escravizar, a fim de nos tornarmos livres e seguirmos rumo à felicidade que tanto buscamos.

É muito importante trabalharmos a tolerância , pois todas as vezes que nos sentimos magoados ou ofendidos com as palavras ou atitudes dos outros estamos sendo intolerantes. Não podemos nos esquecer de que na escala evolutiva em que nos encontramos na Terra, escola abençoada da vida, somos todos irmãos, porém alguns estão num grau mais elevado, outros num grau inferior de entendimento.

Assim não nos deixemos envolver pelas más atitudes dos outros, pois eles ainda estão no início do aprendizado e muitas vezes não têm noção do que fazem.

Chegará o dia em que o homem, mais evoluído nos sentimentos, realmente não fará ao outro aquilo que não gostaria que fizessem para ele próprio.

Mas enquanto esse dia não chega, cabe àquele que possui maior entendimento tolerar e compreender seu irmão mais desafortunado de sentimentos nobres.

Peçamos e roguemos ao Pai Celestial por esses irmãos, envolvendo-os em vibrações amorosas, pois agindo dessa maneira estaremos contribuindo para o progresso desses irmãos e conseqüentemente para um mundo melhor.

Devemos estar cientes que o produto amargo de nossa infelicidade são nossas mágoas, resultado direto de nossas expectativas, que não se realizaram, sobre nós mesmos e sobre outras pessoas. Aprendemos quem somos e como agimos convivendo com os defeitos e qualidades dos outros. É justamente nos conflitos de relacionamentos que retiramos as grandes lições para identificar as origens de nossas aflições e mágoas.

Perguntemo-nos a nós mesmos:- “Por que estou me deixando magoar tanto?”.

Sempre temos infinitas possibilidades de escolha, por isso liguemo-nos com Deus e creiamos na Bondade Divina;com certeza de que Ele nos mostrará o caminho para conquistar a felicidade que tanto almejamos.

Bibliografia :
Texto baseado nos livros:
Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. X – item 4
As Dores da Alma – texto “Mágoa” , pág.111 e 114 (Francisco do Espírito Santo Neto/ Hammed )
Site Espírita “Gotas de Paz” – mensagens edificantes – Textos:- Mágoa e Perdão” “Mágoa e Orgulho”, “Mágoa e Tolerância”
Farmácia da Alegria – texto “Cápsulas de tolerância”- (Maria Chiara Carulli)

TOLERÂNCIA E RESPEITO


29 DE JANEIRO DE 2016
Warwick Mota

A diversidade religiosa é uma das marcantes características culturais que assinala a humanidade. São milhares de denominações que definem religiões e seitas, reunindo, em todos os pontos da Terra, seguidores de todos os credos.

Essa pluralidade de crenças, em conjunto com a diversidade étnica, torna as relações entre os povos ainda mais complexas, sendo responsável por inenarráveis conflitos que envolvem o homem desde os primórdios.

Recentemente o Rio de Janeiro foi palco de um episódio de grande desrespeito e intolerância religiosa, com agressões verbais e apedrejamento de uma criança de apenas onze anos, conforme relata a revista Istoé, em nota cujo título é “Pedrada do preconceito” (1).

Neta de espírita e filha de evangélica, a estudante Kayllane Campos tem em sua casa uma amostra da saudável tolerância religiosa que existe no Rio de Janeiro, desde que o candomblé, vindo da África, ancorou no bairro carioca da Saúde em 1886 e nele abrigou os primeiros cultos organizados por Mãe Aninha, congregando diversas religiões. Nada tem a ver com a tradição do Rio de Janeiro, portanto, as covardes agressões que a adolescente Kayllane, 11 anos de idade, sofreu na semana passada devido à sua fé. Ela foi apedrejada por dois supostos evangélicos quando saía de um culto de candomblé, e novamente se tornou vítima de violência, dessa vez verbal, quando chegava ao IML para exame de corpo de delito – “macumbeira, macumbeira, vá queimar no inferno”, gritavam insistentemente algumas pessoas. “Quem tacou pedra é vândalo que se esconde atrás da palavra de Cristo”, diz Karina Coelho, a evangélica que é mãe da praticante do candomblé Kayllane. “Eu condeno as pessoas que feriram minha filha”.

O que leva o homem a manifestar esse comportamento? Por que a diversidade de credos paradoxalmente levanta contendas, quando as religiões deveriam ter, por princípios fundamentais, a ética da tolerância, a caridade, o respeito, o amor fraterno, a compreensão e a paz?

As contendas político-religiosas são antigas, e a história registra perseguições implacáveis, desrespeito aos direitos mais básicos do homem e execuções cruéis, como as relatadas no Antigo Testamento, que marcam a rivalidade entre os profetas de Baal e Elias(2). Em todos os momentos da história da humanidade está presente a concepção dualística, que tenta estruturar o mundo à semelhança de uma balança que oscila na eterna batalha entre o bem e o mal, ou entre o mito de Satã e Deus.

A Idade Média é pródiga na propugnação dessa ideia, e as cruzadas representam um marco desse pensamento, pois registram episódios sórdidos, como o impiedoso extermínio dos cátaros ou albigenses, que deixou marcas atrozes de uma perseguição insana, fundamentada nos interesses e preconceitos da Igreja antiga, a qual definiu o catarismo como heresia maniqueísta.

São muitos os episódios de intolerância religiosa ocorridos no período que compreendeu a Idade Média, culminando com o Tratado de Paz de Westphalia (região do norte da Alemanha) que veio laureado por um antigo princípio: cujus regio, eius religio (quem tem a região tem a religião). Esse princípio marca a assinatura do Tratado, ocorrido em 1648, que pôs fim à Guerra dos Trinta Anos, conflito que, por sua vez, teve por estopim a rivalidade política existente entre o Imperador Habsburgo, do Sacro Império Romano-Germânico (católicos) e as cidades-Estado comerciais protestantes (luteranas e calvinistas) do norte da Alemanha, que fugiram ao seu controle.

A Paz de Westphalia garantiu, portanto, o direito de cada Estado manter seu regime e religião, sem interferência externa.

Esses acontecimentos, entretanto, não encerram os episódios de intolerância, embora tenham estabelecido o princípio de tolerância e liberdade religiosa.

Incomodado com essa questão, o filósofo jusnaturalista inglês, John Locke (1632 – 1704) resolve, em 1689, publicar uma carta acerca da intolerância (3), quando passa a defender a tolerância religiosa a partir da separação de Estado e Igreja, esclarecendo, de forma irrefutável, qual é o principal distintivo de uma verdadeira igreja, bem como o do verdadeiro homem de bem, digno de ser chamado cristão:

Se um homem possui todas aquelas coisas (bens materiais), mas lhe faltar caridade, brandura e boa vontade para com todos os homens, mesmo para com os que não forem cristãos, ele não corresponde ao que é um cristão.

E continua Locke, a nos ensinar acerca da tolerância religiosa:

Quem for descuidado com sua própria salvação dificilmente persuadirá o público de que está extremamente preocupado com a de outrem. Ninguém pode sinceramente lutar com toda a sua força para tornar outras pessoas cristãs, se não tiver realmente abraçado a religião cristã em seu próprio coração. Se se acredita no Evangelho e nos apóstolos, ninguém pode ser cristão sem caridade, e sem a fé que age, não pela força, mas pelo amor (4).

Os ensinamentos de John Locke corroboram com o pensamento de Allan Kardec, no resgate à aplicação da tolerância e do respeito, conforme lecionou o Mestre Jesus.

Fundamentado na ética do amor, que marca a mensagem do Cristo, o Codificador realça, com o ensino dos Espíritos, na mais pura acepção, o significado valorativo de tolerância e respeito, em O Livro dos Espíritos, quando fala da Lei de Igualdade (5). Esta Lei estabelece respeito como sendo uma atitude que consiste em não prejudicar alguém ou alguma coisa, evocando, assim, a regra de ouro que deveria nortear as relações entre os homens:

822. Sendo iguais perante a lei de Deus, devem os homens ser iguais também perante as leis humanas?

“O primeiro princípio de justiça é este: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem”.

O mestre lionês não apenas teoriza, mas exemplifica tolerância e respeito, ao superar com grandeza os ataques feitos ao Espiritismo, soprando, para bem distante, as cinzas do Auto de Barcelona, aconselhando-nos (6):

O Espiritismo se dirige aos que não creem ou que duvidam, e não aos que têm fé e a quem essa fé é suficiente; ele não diz a ninguém que renuncie às suas crenças para adotar as nossas, e nisto é consequente com os princípios de tolerância e de liberdade de consciência que professa. Por esse motivo não poderíamos aprovar as tentativas feitas por certas pessoas para converter às nossas ideias o clero, de qualquer comunhão que seja. Repetiremos, pois, a todos os espíritas: acolhei com solicitude os homens de boa vontade; oferecei a luz aos que a procuram, porque com os que creem não sereis bem-sucedidos; não façais violência à fé de ninguém, muito mais quanto ao clero que aos seculares, porque semeareis em campos áridos; ponde a luz em evidência, para que a vejam os que quiserem ver; mostrai os frutos da árvore e deles dai de comer aos que têm fome e não aos que se dizem saciados.

Ao tratar da Constituição Transitória do Espiritismo (7), Kardec aproveita para enfatizar o tema respeito e tolerância, exprimindo argumentos que marcam a robustez da Doutrina Espírita:

Acrescentemos que a tolerância, fruto da caridade, que constitui a base da moral espírita, lhe impõe como um dever respeitar todas as crenças. Querendo ser aceita livremente, por convicção e não por constrangimento, proclamando a liberdade de consciência um direito natural imprescritível, diz: Se tenho razão, todos acabarão por pensar como eu; se estou em erro, acabarei por pensar como os outros. Em virtude destes princípios, não atirando pedras a ninguém, ela nenhum pretexto dará para represálias e deixará aos dissidentes toda a responsabilidade de suas palavras e de seus atos.

Fica-nos claro, portanto, que a tolerância exige o respeito à regra de ouro presente na Questão 822 de O Livro dos Espíritos, mas entendemos que ela não é suficiente por ter características de uma virtude passiva: é necessário ir além do tolerar. É preciso amar o próximo como recomenda Jesus, e romper com os limites que estabelecemos para apenar alguém, como estabelece Pedro, ao perguntar ao Mestre: “Quantas vezes devo perdoar meu irmão? Sete vezes?”.          

Sabemos que o excesso de tolerância leva à indiferença e a ausência da tolerância leva à intolerância, mas, quando respeitamos o próximo, nós o amamos, e o amar é ativo, pois nos convida a romper os limites, conforme ensina Jesus: “Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas” (8).          

Cumprir a primeira milha é não fazer o mal ao próximo, cumprindo nossa obrigação de cristão. Cumprir a segunda milha consiste em amar o próximo para alcançar a elevação.



Referências:

Revista Istoé – 24 de junho de 2015, nº 2377, Ed. Três
A Bíblia de Jerusalém – 1º Reis 18: 1/40 – Edições Paulinas
LOCKE, John – Coleção “Os Pensadores” – Abril Cultural – pág. 03-39
Idem LOCKE, John
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos – Feb
KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1863 (pág. 367) – Feb
KARDEC, Allan. (Revista Espírita 1868, pag. 515) – Feb
A Bíblia de Jerusalém – Mateus 5, vv.41 – Edições Paulinas.
Artigos Internet

Dossiê Intolerância Religiosa – http://intoleranciareligiosadossie.blogspot.com.br/
A nova ordem global – http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/artigo_75.htm
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Transcrito de: “Brasília Espírita”, GEABL, no.198, janeiro-fevereiro de 2016, p.3.

O VALOR DA TOLERÂNCIA


O VALOR DA TOLERÂNCIA

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro. Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, lingüiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse: “Adorei a torrada queimada…”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse: “Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada… Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu tambem não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias! O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a
deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apóia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.”

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.

Tolerância - Emmanuel - Pensamento e Vida

Vive a tolerância na base de todo o progresso efetivo.

As peças de qualquer máquina suportam-se umas às outras para que surja essa ou aquela produção de benefícios determinados.

Todas as bênçãos da Natureza constituem larga sequência de manifestações da abençoada virtude que inspira a verdadeira fraternidade.

Tolerância, porém, não é conceito de Superfície.

É reflexo vivo da compreensão que nasce, límpida, na fonte da alma, plasmando a esperança, a paciência e o perdão com esquecimento de todo o mal.

Pedir que os outros pensem com a nossa cabeça seria exigir que o mundo se adaptasse aos nossos caprichos, quando é nossa obrigação adaptar-nos, com dignidade, ao mundo, dentro da firme disposição de ajudá-lo.

A Providência Divina reflete, em toda parte, a tolerância sábia e ativa.
Deus não reclama da semente a produção imediata da espécie a que corresponde. Dá-lhe tempo para germinar, crescer, florir e frutificar. Não solicita do regato improvisada integração com o mar que o espera. Dá-lhe caminhos no solo, ofertando-lhe o tempo necessário à superação da marcha.

Assim também, de alma para alma, é imperioso não tenhamos qualquer atitude de violência.

A brutalidade do homem impulsivo e a irritação do enfermo deseducado, tanto quanto a garra no animal e o espinho na roseira, representam indícios naturais da condição evolutiva em que se encontram.

Opor ódio ao ódio é operar a destruição.

O autor de qualquer injúria invoca o mal para si mesmo. Em vista disso, o mal só é realmente mal para quem o pratica. Revidá-lo na base de inconseqüência em que se expressa é assimilar-lhe o veneno.

É imprescindível tratar a ignorância com o carinho medicamentoso que dispensamos ao tratamento de uma chaga, porqüanto golpear a ferida, sem caridade, será o mesmo que converter a moléstia curável num aleijão sem remédio.

A tolerância, por esse motivo, é, acima de tudo, completo esquecimento de todo o mal, com serviço incessante no bem.

Quem com os lábios repete palavras de perdão, de maneira constante, demonstra acalentar a volúpia da mágoa com que se acomoda perdendo tempo.

Perdoar é olvidar a sombra, buscando a luz.

Não é dobrar joelhos ou escalar galerias de superioridade mendaz, teatralizando os impulsos do coração, mas sim persistir no trabalho renovador, criando o bem e a harmonia, pelos quais aqueles que não nos entendam, de pronto, nos observem com diversa interpretação, compreendendo-nos o idioma inarticulado do exemplo.

Oferece-nos o Cristo o modelo da tolerância ideal, em regressando do túmulo ao encontro dos aprendizes desapontados. Longe de reportar-se à deserção de Pedro ou à fraqueza de Judas, para dizer com a boca que os desculpava, refere-se ao serviço da redenção, induzindo-os a recomeçar o apostolado do bem eterno.

Tolerar é refletir o entendimento fraterno, e o perdão será sempre profilaxia segura, garantindo, onde estiver, saúde e paz, renovação e segurança.

Emmanuel
(Pensamento e Vida)

Tolerância - Links

http://pt.slideshare.net/tpaupitz58/tolerncia-na-viso-esprita