O mesmo tema, vários artigos, para ajudar a alguém que está preparando uma exposição ou estudando um assunto
Estudando o Espiritismo
Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.
terça-feira, 14 de julho de 2015
NA LUZ DA COMPAIXÃO
"Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia". - Jesus.
(MATEUS, 5:7)
Misericórdia, significa compaixão pela dor, pelo sofrimento alheio, por isso, tendo compaixão do próximo, sentindo a extensão da dor do outro, e fazendo algo de útil em seu benefício para diminuir seu sofrimento, alcançaremos a misericórdia do Pai, que se exterioriza oferecendo meios para que nada falte ao homem.
Ter compaixão significa, também, saber perdoar, esquecimento das ofensas.
Quando Jesus disse a Pedro, que se deve perdoar ao irmão, não sete vezes, mas, setenta vezes sete, ensinou que a misericórdia não tem limites.
Quando compreendermos, que a dor é uma benção que Deus permite para testar a nossa confiança na sua justiça, a nossa postura diante das ofensas, humilhações, ironias, etc. será de tolerância, compreensão para com quem nos agride, porque já teremos condições de entender que a ignorância gera todos os males. Pois, é pela ignorância das Leis Divinas que as pessoas cometem enganos.
Se ao tomar conhecimento dessas Leis, a criatura refletir, meditar procurando interiorizá-las, o seu comportamento, o seu modo de ver a vida se modifica para melhor, passando então, a ser mais compreensiva, mais tolerante porque percebe que ela própria comete enganos.
Fica evidente que erros são filhos da ignorância, que à medida que o Espírito aprende e melhora, as suas atitudes também melhoram.
Com essa compreensão aprende a desculpar, a perdoar verdadeiramente as ofensas que recebe, porque sabe que é melhor ser agredido do que ser o agressor.
Como a Lei de Causa e Efeito está sempre agindo, quando usarmos de misericórdia para com o próximo, também, por nossa vez receberemos misericórdia, porque todos somos suscetíveis de erros.
Em todas as situações difíceis o cristão deve manter firmeza interior, porque assim estará agindo com entendimento e compaixão.
"Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para que a sombra te não envolva".
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Abril / 2007
Pena ou Compaixão
Você já sentiu pena de alguém que está passando por sérias dificuldades? E de si mesmo? E daquela barata semi-esmagada, bem abaixo de seus pés, aguardando a última pisada? Ê tema complicado.
É comum que digamos estar sentindo pena de alguém. Não menos comum é ouvirmos que não se quer que ninguém sinta pena de si. Pena parece algo humilhante, ofensivo, dá entender que a pessoa está, digamos, acabada. De outro lado, quem sente pena, está sensibilizado, gostaria de ajudar, quer o bem da pessoa que passa por dificuldade. Não obstante a boa vontade, precisamos estabelecer importante diferença entre pena e compaixão.
A percepção de quem sente pena é de cima para baixo, de alguém que se acha melhor e mais forte – naquele particular momento – do que o outro de quem se tem pena. Mais que isso, a pena pressupõe que percebemos o outro incapaz de reagir, de conseguir erguer-se por si só. Por isso, a atitude de quem sente pena é exageradamente passional, mas nitidamente fora do foco, desviante, porque busca prestar solidariedade ao outro sem acreditar na força da pessoa em dificuldade. Pior que isso, geralmente quem sente pena traz no seu íntimo uma negação implícita de empatia, pois não raro confessa: “não queria estar no lugar dele”. Ora, como ter empatia, sem buscar a sintonia fina com a dor alheia? Isso gera atitudes distanciadas, humilhantes e reforça no outro a sensação de que ele é um coitadinho e que o problema que ele vai ter de enfrentar é um monstro horrendo e quase invencível, devorador de esperanças. De tabela, faz o outro se sentir perdido, incapaz e dependente da ajuda exterior, na medida que não lhe desperta o interesse de aprender e coragem de crescer com a situação.
Carl Rogers, notável psiquiatra americano já falecido, um dos precursores da psicologia humanista e criador da terapia centrada na pessoa, afirma que toda pessoa tem o que chamou de tendência realizadora, que nos conduz à luz interior, que nos arrasta para o crescimento. Rogers defende a tese de que todos temos as respostas para nossas inquietações e as potencialidades necessárias para resolvermos nossos problemas. Algo parecido com a afirmação crística de que o Reino dos Céus está em nós? Não é mera coincidência. Ter pena é, pois, negar a tendência realizadora do ser humano e sua capacidade de crescimento. Na doutrina budista, a compaixão é a pedra fundamental dos ensinamentos de Buda. O Dalai-Lama – líder espiritual do Budismo Tibetano - tem girado o mundo ensinando e defendendo que tenhamos uma vida mais compassiva. Nos últimos anos a ciência tem atestado inúmeros benefícios à saúde desse estilo de vida.
Com o estudo adiantado e sistematizado do que acontece no mundo dos espíritos, já sabemos que a lei do progresso preside o universo. Tudo avança. Todas as pessoas trazem em si o gérmen da evolução. Todas. Ter pena é subestimar, negar mesmo a lei do progresso.
A compaixão exige outra atitude. Ter compaixão é ser empático, ou seja, é nivelar-se com o outro, ombreando-o lado a lado, sem, contudo, carregá-lo. Por isso, imprescindível que se acredite nele e que ele também volte a acreditar em si e na vida, mesmo com suas naturais agruras. Geralmente pessoas que passam por grandes dificuldades têm afetados núcleos íntimos importantíssimos à essência humana, como a auto-estima, a auto-confiança, o amor-próprio, a fé, a capacidade de iniciativa e empreendimento, o discernimento crítico, o senso de oportunidade e de gestão, a capacidade de entregar-se e, principalmente, de amar. Ser compassivo é ajudar de forma eficaz a reconstrução dessa essencialidade, então desestruturada por um momento difícil. Veja que não disse que essas potencialidades se perderam. Disse que estão desestruturadas, embaralhadas entre sentimentos ambíguos e pensamentos confusos. O que Carl Rogers fazia? Escutava. Desenvolveu técnicas terapêuticas onde era muito mais importante ouvir do que dar conselhos prontos. Qual seu método? Algo similar a maiêutica socrática, ou seja, através de perguntas que conduzem o interlocutor às suas próprias conclusões. Através de suas técnicas, Rogers propiciava – sem pena ou dó, mas de forma compassiva - que a pessoa fizesse uma viagem para dentro de si mesma em busca de seu eu, de sua essência. Ouvir, respeitosa e inteligentemente, é apenas uma forma de ser compassivo. Quem tem pena, como dito alhures, quer distância, não deseja envolvimento, traz os conselhos embrulhados com lacinho e tudo, os doa ao coitadinho e tchau, quase sempre fazendo um discurso de entrega da salvação sobre seu próprio exemplo de vida. Paulo Freire – maior pedagogo que essa pátria pariu - sempre afirmou que a liberdade não pode ser doada, mas conquistada.
Mas de tudo, o mais perigoso mesmo é a autocomiseração. Trocando em miúdos, é sentir pena de si mesmo. Diria que é o resultado da impregnação do sentimento de pena que tanto recebeu dos outros, passando a hospedá-lo em seu íntimo e a comportar-se como um desgraçado. Outro dia acompanhei duas senhoras disputando desgraças. Uma falava de sua vida enfermiça, listando as intermináveis mazelas de seu corpo físico. A outra, para não ficar por baixo, alardeava as suas. Do cabelo ao coração, não teve órgão são (até rimou). Quando no final das contas o placar deu empate, deixaram as doenças e travaram combate no campo emocional. _ Por que a senhora não tem o marido que eu tenho. Eu sou uma desafortunada mesmo. Não?! Respondia a outra, cheia de argumentos. _ O meu é que é dose pra leão. Começa pelo ronco (neste momento devo admitir que quase intervenho, ronco não deveria contar ponto negativo, afinal, ninguém ronca porque quer. Já deu para perceber que eu ronco um pouquinho né...). Enfim, a fila andou e as duas seguiram suas lamentações. Exemplo de autocomiseração pública.
Em verdade a pena e a autocomiseração quase sempre se valem do que se chama em medicina de ganho secundário. Trata-se de comportamento que o doente passa a ter, alongando seu estado de enfermidade – muitas vezes inconscientemente – para continuar usufruindo ganhos que não tem quando em estado saudável ou porque não quer enfrentar os riscos da vida e prefere ficar ali parado, se fingindo de morto vivo. É a síndrome da barata semi-esmagada. Aquela mesma que você poupou a última pisada e quando foi procurar cadê? Fugiu para um lugar seguro, longe dos riscos da vida (Aliás, elas são invencíveis em nos enganar. Que técnica! Também ninguém tem pena, nem compaixão delas). Quer outro exemplo de ganho secundário? Mais atenção de amigos e parentes, doações de bens materiais, etc... Temos de nos questionar sobre o que está por trás disso? Especialmente do nosso comportamento. Será que só damos atenção aos outros quando há ameaça de perdê-los? Será que estamos ajudando o outro, quando fazemos tudo para que ele não enfrente a vida como ela é? Será que só somos caridosos quando estamos diante de tragédias? A resposta não é simples, mas um dos seus componentes, por certo é a culpa. Muitas das nossas ações são movidas por culpa, muito mais do que por amor, caridade ou compaixão. E muitos são os que sabem explorar esses sentimentos. Outro dia uma jovem, cerca de 30 anos, foi mais uma vez a uma instituição de caridade pedir ajuda. Já tinha aparecido relatando enfrentar várias doenças. Certa vez, apareceu inclusive cega. Desta vez inovou. Apareceu mancando com extremas dificuldades, apoiada em improvisada bengala de pau. Segundo explicou, tinha sofrido grave acidente. Precisava como nunca de uma cesta básica. Após receber a cesta, caminhou arrastando-se. O doador saiu à rua, segundos depois, e ainda pôde ver a jovem erguer-se ereta e firme, ao tempo que lançava ao longe a bengala e seguia lépida a seu destino.
O convite aqui, repise-se, não é cair na fácil tentação de se concluir que não se deve ajudar o pedinte ou para se julgar o mérito do ato da jovem, mas sua mensagem implícita. Por que ela estabeleceu este tipo de comunicação visando tocar o doador em algum ponto do seu ser onde estava alojada a culpa, parceira velada e mascarada da pena.
A verdadeira ajuda está em fazer com que o outro se redescubra e se reeduque como ser capaz de enfrentar sua própria história. Isto não se consegue com pena, só com compaixão.
Viver Compaixão
Recentemente, Dalai Lama, monge e líder tibetano, esteve no Brasil fazendo palestras em vários lugares, tendo sido ouvido por milhares de pessoas. O conceito de espiritualidade, para ele, está relacionado, segundo suas próprias palavras, com as qualidades do espírito humano – tais como o amor e compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia – que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros.
Tal conceito não poderá ser refutado por nenhuma religião, filosofia ou qualquer outro tipo de segmento, já que encerra uma verdade em si mesma.
Dentre as qualidades acima citadas, todas são relevantes, mas, gostaria de dar destaque à compaixão, em razão da sua importância e necessidade de ser exercitada em nós.
Primeiramente, citaria uma definição de Hammed, autor espiritual de vários livros, recebidos através da psicografia, que diz assim: “Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. Somos compassivos quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias”. E diz ainda, “Compaixão é o desenvolvimento do sentimento de fraternidade que move o ser fraterno a ter uma noção ética com vistas à integração e à solidariedade entre as pessoas”.
A propósito dos acontecimentos de violência que temos presenciado, a situação geral do planeta, guerras, misérias e miseráveis, corruptos e corrompidos, certamente, a ausência de compaixão em nós, é um dos motivos de tantas mazelas e tristezas.
Ser compassivo é ser ativo. Pensar na dor do próximo como se sua fosse. Despojar-se de todo sentimento de superioridade, tratando de igual para igual o ser necessitado, para que ele possa, com apoio e compreensão, livrar-se da situação aflitiva, sem nenhum constrangimento.
Porém, uma outra necessidade surge, que é aprender a sensibilizar-se e desenvolver o afeto que está latente em nós. Para Ermance Dufaux, “deveremos nos habituar a olhar o mundo, a natureza, os acontecimentos, as pessoas, sob uma ótica reflexiva, pelas vias da meditação, buscando sempre os “porquês” de tudo, ainda que, em princípio, não tenhamos condições de compreender com profundidade em nossas análises”.
A indiferença e a insensibilidade diante das dores alheias provocam o agravamento das relações humanas, banalizando acontecimentos extremamente graves.
Outro aspecto que merece atenção é a diferença entre ser compassivo e sentir dó ou pena. Enquanto a compaixão provém de um coração puro, solidário, compreensivo, o sentir dó ou pena implica uma atitude de arrogância, por se acreditar que aquele que se encontra em aflição é inferior ou incapaz de sobreviver sem a nossa ajuda.
A compaixão se aplica em todas as situações, em todos os locais e não deve se restringir ao âmbito de nossas vidas privadas.
É claro que exercer a compaixão irrestritamente não é tarefa das mais fáceis, levando quase sempre a um exaurimento de forças, pois a exposição constante aos sofrimentos somada com a sensação de não ter seu esforço ou valor reconhecido, pode provocar sentimentos de impotência e até de desespero.
Porisso, lembremos mais uma vez, palavras de Jesus, “Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o Reino de Deus “ e esse Reino certamente nos pertencerá quando nos tornarmos agentes da paz , da alegria, observadores dos princípios éticos e morais que devem nortear a vida de todos nós, seres humanos.
Martha Triandafelides Capelotto – Divulgadora do Espiritismo.
COMPAIXÃO
COMPAIXÃO
Segundo o que versa o verbete do Dicionário Digital Aulete sobre COMPAIXÃO, temos: Sentimento pesar, pena e simpatia para com o sofrimento de outrem, associado ao desejo de confortá-lo, ajudá-lo etc.; DÓ; PIEDADE.
A compaixão, este sentimento tipicamente humano, tem sido destaque da mídia ultimamente. Quantas não foram as calamidades de toda sorte ocorridas recentemente, nas quais milhares de pessoas mobilizaram-se para auxiliar seus irmãos desafortunados e vítimas de tsunamis, guerras civis, terremotos, enchentes, enfim, diversos eventos provocados pelo homem ou pela natureza e que são exaustivamente veiculados nas emissoras de TV, imprensa escrita, internet... Diante dessa avalanche de informações e de sua reiterada repetição, não é difícil que as pessoas tenham seu íntimo despertado para este sentimento: a compaixão.
Desperta a compaixão em nossos íntimos, passamos então a nos mobilizar para auxiliar nossos irmãos ou pelos menos minimizar seus tormentos. Entidades de ajuda humanitária então demovem grandes esforços, doações são realizadas e levadas a quem necessita. Quantas dores então são amainadas, quantos necessitados enxergam então um norte de esperança...a compaixão! A compaixão que leva à caridade, à solidariedade...
E quanto à compaixão anônima, aquela que podemos praticar nos pequenos gestos do dia-a-dia?
Quantos reparam no irmão bem próximo, familiar, amigo, vizinho, a ponto de perceber uma angústia em seu olhar, uma necessidade de uma palavra de encorajamento ou um gesto de afeto?
Quantos, ao passar por um indigente que esmola uns trocados, permanecem sem se irritar ou se questionar se aquele infeliz é criminoso ou viciado ou o que ele poderá fazer com os trocados que vier a dar? Então, não dá os trocados e isenta sua consciência, justamente por conta da idéia preconceituosa, também isenta de compaixão... Quantos, nesta situação, aproximam-se do irmão de jornada (já que todos somos filhos de uma mesmo Pai estamos neste Planeta em evolução) e lhe pergunta: Tens fome? Posso lhe oferecer algo para comer? Mas é mais fácil pré conceber a situação e nada fazer, apesar de penalizar-se da pessoa...
E nesse último exemplo vemos a diferença ainda entre dó e compaixão: enquanto aquela é estática, esta é dinâmica, leva à ação, ao movimento, ao fazer, ou seja, conduz à caridade em ação.
É justamente o medo de envolver-se com o outro que torna a compaixão difícil de ser praticada, nesta realidade globalizada e, ao mesmo tempo, individualista em que vivemos, que paradoxo!. Remeter donativos às vítimas da fome na África e isentar a consciência é fácil, mas que dizer de estender a mão a quem precisa, envolver-se em seus problemas, ajudar a resolvê-los? Mas não, o problema não é seu, cada um que resolva os que tem, porque nos falta tempo e vemos tais atitudes até entre os irmãos de causa religiosa, em quaisquer denominações.
Será tão difícil exercitar a compaixão e tirarmos a ferrugem da porção de humanidade que temos latente em nossas almas? Seria muito complicado oferecer uma sobra de comida a um animalzinho abandonado que aporta à soleira de sua porta em busca de abrigo e em fuga aos maus tratos? Tão difícil, em seu local de trabalho, deixar de lado a competitividade insana e perguntar ao colega visivelmente abatido: estás bem, precisa conversar? Tão complicado assim dar um abraço em alguém? Isso mesmo, quantas vezes abraçou alguém nesta semana?
A compaixão, como todos nossos propósitos para o bem, exige prática diuturna, pois com o tempo desabrocha como qualidade natural que reside em nós e passa não só ser uma obrigação para com nossos irmãos, mas uma necessidade para nossos espíritos que buscam o caminho da luz e da perfeição relativa. ‘Sede perfeitos, como Vosso Pai é perfeito’, disse nosso querido Mestre.
Avante então irmãos, mãos à obra, deixemos aflorar a compaixão guardada em nós, coloquemo-nos na situação de nossos irmãos, pratiquemos a caridade e, acima de tudo, busquemos agora e, cada vez mais, nos tornarmos mais ‘humanos’. Um grande abraço e muita paz.
Segundo o que versa o verbete do Dicionário Digital Aulete sobre COMPAIXÃO, temos: Sentimento pesar, pena e simpatia para com o sofrimento de outrem, associado ao desejo de confortá-lo, ajudá-lo etc.; DÓ; PIEDADE.
A compaixão, este sentimento tipicamente humano, tem sido destaque da mídia ultimamente. Quantas não foram as calamidades de toda sorte ocorridas recentemente, nas quais milhares de pessoas mobilizaram-se para auxiliar seus irmãos desafortunados e vítimas de tsunamis, guerras civis, terremotos, enchentes, enfim, diversos eventos provocados pelo homem ou pela natureza e que são exaustivamente veiculados nas emissoras de TV, imprensa escrita, internet... Diante dessa avalanche de informações e de sua reiterada repetição, não é difícil que as pessoas tenham seu íntimo despertado para este sentimento: a compaixão.
Desperta a compaixão em nossos íntimos, passamos então a nos mobilizar para auxiliar nossos irmãos ou pelos menos minimizar seus tormentos. Entidades de ajuda humanitária então demovem grandes esforços, doações são realizadas e levadas a quem necessita. Quantas dores então são amainadas, quantos necessitados enxergam então um norte de esperança...a compaixão! A compaixão que leva à caridade, à solidariedade...
E quanto à compaixão anônima, aquela que podemos praticar nos pequenos gestos do dia-a-dia?
Quantos reparam no irmão bem próximo, familiar, amigo, vizinho, a ponto de perceber uma angústia em seu olhar, uma necessidade de uma palavra de encorajamento ou um gesto de afeto?
Quantos, ao passar por um indigente que esmola uns trocados, permanecem sem se irritar ou se questionar se aquele infeliz é criminoso ou viciado ou o que ele poderá fazer com os trocados que vier a dar? Então, não dá os trocados e isenta sua consciência, justamente por conta da idéia preconceituosa, também isenta de compaixão... Quantos, nesta situação, aproximam-se do irmão de jornada (já que todos somos filhos de uma mesmo Pai estamos neste Planeta em evolução) e lhe pergunta: Tens fome? Posso lhe oferecer algo para comer? Mas é mais fácil pré conceber a situação e nada fazer, apesar de penalizar-se da pessoa...
E nesse último exemplo vemos a diferença ainda entre dó e compaixão: enquanto aquela é estática, esta é dinâmica, leva à ação, ao movimento, ao fazer, ou seja, conduz à caridade em ação.
É justamente o medo de envolver-se com o outro que torna a compaixão difícil de ser praticada, nesta realidade globalizada e, ao mesmo tempo, individualista em que vivemos, que paradoxo!. Remeter donativos às vítimas da fome na África e isentar a consciência é fácil, mas que dizer de estender a mão a quem precisa, envolver-se em seus problemas, ajudar a resolvê-los? Mas não, o problema não é seu, cada um que resolva os que tem, porque nos falta tempo e vemos tais atitudes até entre os irmãos de causa religiosa, em quaisquer denominações.
Será tão difícil exercitar a compaixão e tirarmos a ferrugem da porção de humanidade que temos latente em nossas almas? Seria muito complicado oferecer uma sobra de comida a um animalzinho abandonado que aporta à soleira de sua porta em busca de abrigo e em fuga aos maus tratos? Tão difícil, em seu local de trabalho, deixar de lado a competitividade insana e perguntar ao colega visivelmente abatido: estás bem, precisa conversar? Tão complicado assim dar um abraço em alguém? Isso mesmo, quantas vezes abraçou alguém nesta semana?
A compaixão, como todos nossos propósitos para o bem, exige prática diuturna, pois com o tempo desabrocha como qualidade natural que reside em nós e passa não só ser uma obrigação para com nossos irmãos, mas uma necessidade para nossos espíritos que buscam o caminho da luz e da perfeição relativa. ‘Sede perfeitos, como Vosso Pai é perfeito’, disse nosso querido Mestre.
Avante então irmãos, mãos à obra, deixemos aflorar a compaixão guardada em nós, coloquemo-nos na situação de nossos irmãos, pratiquemos a caridade e, acima de tudo, busquemos agora e, cada vez mais, nos tornarmos mais ‘humanos’. Um grande abraço e muita paz.
Compaixão
Compaixão
Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão. Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.
Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa couraça de indiferença, a fim de poupar-se a maior soma de dores.
Deixando de interessar-se pelos outros, estes esquecem-se dele, e a vida social não vai além das superficialidades imediatistas, insignificantes.
Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.
Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção domina com arbitrariedade.
Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge da compaixão, distancia-se de todos, pensando e vivendo exclusivamente para o seu ego e para os seus. No entanto, sem um relacionamento salutar, que favorece a alegria e a amizade, os sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida perdem a sua alta significação tornando-se mais estreitos e egotistas.
A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.
É o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.
O individualismo é-lhe a grande barreira, face a sua programação doentia, estabelecida nas bases do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das colossais potencialidades da vida, jacentes em todos os indivíduos.
A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.
É possível que esse sentimento não resolva grandes problemas, nem execute excelentes programas. Não obstante, o simples desejo de auxiliar os outros proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, que se transformarão em recursos de socorro nas próximas oportunidades.
Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.
Pouco importa se o outro, o beneficiado pela compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer venha a identificá-la. O essencial é o sentimento de edificação, o júbilo da realização por menor que seja, naquele que a experimenta.
Expandir esse sentimento é dar significação à vida.
A compaixão está cima da emotividade desequilibrada e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.
Quando se é capaz de participar dos sofrimentos alheios, os próprios não parecem tão importantes e significativos.
Repartindo a atenção com os demais, desaparece o tempo vazio para as lamentações pessoais.
Graças à compaixão, o poder de destruição humana cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na Terra.
Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas limitações e deficiências, cresce em ação no rumo do Grande Poder.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Da obra: Responsabilidade
Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão. Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.
Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa couraça de indiferença, a fim de poupar-se a maior soma de dores.
Deixando de interessar-se pelos outros, estes esquecem-se dele, e a vida social não vai além das superficialidades imediatistas, insignificantes.
Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.
Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção domina com arbitrariedade.
Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge da compaixão, distancia-se de todos, pensando e vivendo exclusivamente para o seu ego e para os seus. No entanto, sem um relacionamento salutar, que favorece a alegria e a amizade, os sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida perdem a sua alta significação tornando-se mais estreitos e egotistas.
A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.
É o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.
O individualismo é-lhe a grande barreira, face a sua programação doentia, estabelecida nas bases do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das colossais potencialidades da vida, jacentes em todos os indivíduos.
A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.
É possível que esse sentimento não resolva grandes problemas, nem execute excelentes programas. Não obstante, o simples desejo de auxiliar os outros proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, que se transformarão em recursos de socorro nas próximas oportunidades.
Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.
Pouco importa se o outro, o beneficiado pela compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer venha a identificá-la. O essencial é o sentimento de edificação, o júbilo da realização por menor que seja, naquele que a experimenta.
Expandir esse sentimento é dar significação à vida.
A compaixão está cima da emotividade desequilibrada e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.
Quando se é capaz de participar dos sofrimentos alheios, os próprios não parecem tão importantes e significativos.
Repartindo a atenção com os demais, desaparece o tempo vazio para as lamentações pessoais.
Graças à compaixão, o poder de destruição humana cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na Terra.
Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas limitações e deficiências, cresce em ação no rumo do Grande Poder.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Da obra: Responsabilidade
terça-feira, 7 de julho de 2015
SUPOSTA REENCARNAÇÃO DE EMMANUEL EM SÃO PAULO, negada pelo próprio médium
MENINO MEDIUM, SUPOSTA REENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO EMMANUEL. VEJAM E COMPAREM A SEMELHANÇA DOS TRAÇOS FISIONÔMICOS. ELE DEU UMA ENTREVISTA NO PROGRAMA “MAIS VOCÊ”, E RESPONDEU A VÁRIAS PERGUNTAS FEITAS PELA APRESENTADORA ANA MARIA BRAGA. O NOME DELE É GUILHERME, E O MAIS CURIOSO É QUE O SEU SOBRENOME É “ROMANO”. ROMANO, CIDADÃO DE ROMA. FOI A ENCARNAÇÃO MAIS MARCANTE DE EMMANUEL, QUANDO ELE ERA UM SENADOR ROMANDO, CHAMADO PUBLIUS LENTULUS, E ESTEVE FACE A FACE COM O CRISTO.
Guia de Chico Xavier reencarna em menino de São Paulo Um menino de 13 anos é o iluminado. Ele poderá se tornar uma referência para quase 30 milhões de simpatizantes da doutrina espírita no Brasil. Pouco se sabe sobre ele. Nem mesmo o nome. Conta-se que mora com os pais no interior de São Paulo e será um professor que difundirá o espiritismo. Na tarefa, contará com auxílio importante. O seu mentor seria o espírito de Chico Xavier. O garoto é apontado como a reencarnação de Emmanuel, mentor na maior parte dos 92 anos do médium mineiro. A missão para os dois vai além da vida e da morte. Nas comemorações pelo centenário de Chico, a história do menino é o maior enigma. Há muita curiosidade sobre onde está o jovem e do que é capaz. Amigo de Chico, Divaldinho Mattos conta que o médium - morto aos 92 anos, chegou a conhecer o bebê em 2000 ou 2001. "Chico visitou a família, numa cidade do interior paulista. Os pais são de boa condição financeira", diz ele, diretor do Centro Espírita Maria de Nazaré, em Votuporanga (SP). O médium, porém, manteve segredo sobre as vidas anteriores do garoto. Ninguém mais teria tido acesso ao jovem. "Não se pode saber quem é o menino. A família não teria sossego", defende Wanda Joviano, colega de Chico.Para Divaldinho, nem Emmanuel terá consciência de seu passado. "Daqui a alguns anos, quando despertar na área da Educação, ele terá uma vidência. O mundo espiritual tem de resguardá-lo", observa. O escritor Geraldo Lemos Neto, 48, conversou com o próprio médium sobre o assunto. "Chico dizia que ele teria grande capacidade sensitiva. "Muita gente vai dizer que ele é Emmanuel. Mas ninguém terá certeza", afirma Divaldinho. Muitos apostam que o menino já tenha começado a manifestar dons espirituais. Outros acreditam que ainda é muito cedo. Chico começou aos 17 anos. Portanto, teremos que esperar mais uns 5 ou 7 anos para conhecer o dom deste menino, acreditam os estudiosos. Chico Xavier não voltará a terra A maioria dos amigos não acredita que o médium volte a reencarnar para fazer companhia a Emmanuel. "Chico afirmou que a tarefa dele no século 21 será a de guiar o Emmanuel reencarnado para as tarefas da difusão dos ensinamentos de Jesus sob a ótica da doutrina espírita", explica Geraldo Lemos Neto. No entanto, os dois já teriam estado juntos na Terra. Segundo os mais próximos, Chico e Emmanuel foram, respectivamente, os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega no Brasil colonial. Para outros adeptos, Chico teria sido Flávia, a filha doente do senador romano Publio Lentulus, a mais conhecida encarnação atribuída a Emmanuel. Pai e filha teriam morrido na erupção do Vesúvio, em 79. No livro "Deus conosco", Chico descreve as 12 reencarnações de Emmanuel. A última como padre paraense morto no início do século passado no Rio.
Neste vídeo o próprio garoto, mais velho, nega:
segunda-feira, 6 de julho de 2015
PORTEIRO DO BAR
PORTEIRO DO BAR
Uma história verídica, que traz lição para todos!
Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever.
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.
- Façamos um trato – disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc …
E após foram os pregos e os parafusos…
Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO BAR.
Então diga seu nome para que possamos escrever ao menos na ata. Meu nome é Valentin Tramontina, respondeu ele.
Essa história é verídica, e refere-se ao grande industrial Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Uma história verídica, que traz lição para todos!
Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever.
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.
- Façamos um trato – disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc …
E após foram os pregos e os parafusos…
Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO BAR.
Então diga seu nome para que possamos escrever ao menos na ata. Meu nome é Valentin Tramontina, respondeu ele.
Essa história é verídica, e refere-se ao grande industrial Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
A PROFETISA ANA CONFIRMA QUE É JESUS O FUTURO MESSIAS
http://cbconsultores.blogspot.com.br/2013/12/a-profetisa-ana-confirma-que-e-jesus-o.html
A PROFETISA ANA CONFIRMA QUE É JESUS O FUTURO MESSIAS
ESTUDO DOS EVANGELHOS Á LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA
O CÂNTICO DE SIMEÃO
38.4 - A PROFETISA [MÉDIUM] ANA CONFIRMA AS PALAVRAS DE SIMEÃO - JESUS O FUTURO MESSIAS
Luc. 2: -36-39
36. Havia também uma profetisa, de nome Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser (era ela de idade avançada, tendo vivido com seu marido sete anos, desde a sua virgindade); 37. viúva de oitenta e quatro anos, que não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações; 38. Esta, chegando na mesma hora deu graças a Deus e falou a respeito do menino a todos os que esperavam o resgate de Jerusalém; 39. Quando se tinham cumprido todos os preceitos de acordo com a lei do Senhor, regressaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
Aparece agora em cena outra figura, da qual o evangelista procura dar os traços mais característico. Ana, filha de Fanuel, viúva de oitenta e quatro anos [NÃO EXISTE IDADE PARA SE SER MÉDIUM - Grifo nosso], que estivera casada apenas sete anos, e que permanecia no templo em jejuns e orações, como era hábito das pessoas piedosas, quando de idade provecta ( cfr, 1 Tim, 5: 5). Ana era médium (profetisa) e percebeu a identidade de quem ali se achava. Dirigiu-se ao pequeno grupo que louvava a Deus e depois saiu a narrar a todos o aparecimento do Messias, tão ansiosamente aguardado. Cumpridas as leis Mosaicas, a família regressa à sua cidade de Nazaré, na Galileia . O caso de Ana chama-nos a atenção para a dedicação que, depois à e certa idade, as criaturas fazem de suas vidas a Deus. Embora durante a juventude vivam a vida do mundo, depois de algum tempo, sentindo-lhe o vazio, se dedicam à vida de orações e jejuns, aguardando o Messias. Todo o simbolismo da vinda do Messias é assim compreendido: é o nascimento do Cristo Interno (do Cristo de Deus) que vem resgatar o povo de Israel, isto é, as criaturas que, mesmo pertencendo a Deus, estilo mergulhadas na matéria combatendo a Deus (sentido etimológico da palavra Israel). Aspiração comum a toda a humanidade, é mais sentida e mais forte depois que chegaram as desilusões da vida terrena, com o afastamento de tudo o que se tem de mais caro: bens, riquezas, situações, amores, mocidade, cultura. Quando tudo aparece realmente como é - ilusório - então o espírito se volta para Deus e fica ansiosamente aguardando o aparecimento do Messias DENTRO DE SI MESMO.
A PROFETISA ANA CONFIRMA QUE É JESUS O FUTURO MESSIAS
ESTUDO DOS EVANGELHOS Á LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA
O CÂNTICO DE SIMEÃO
38.4 - A PROFETISA [MÉDIUM] ANA CONFIRMA AS PALAVRAS DE SIMEÃO - JESUS O FUTURO MESSIAS
Luc. 2: -36-39
36. Havia também uma profetisa, de nome Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser (era ela de idade avançada, tendo vivido com seu marido sete anos, desde a sua virgindade); 37. viúva de oitenta e quatro anos, que não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações; 38. Esta, chegando na mesma hora deu graças a Deus e falou a respeito do menino a todos os que esperavam o resgate de Jerusalém; 39. Quando se tinham cumprido todos os preceitos de acordo com a lei do Senhor, regressaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
Aparece agora em cena outra figura, da qual o evangelista procura dar os traços mais característico. Ana, filha de Fanuel, viúva de oitenta e quatro anos [NÃO EXISTE IDADE PARA SE SER MÉDIUM - Grifo nosso], que estivera casada apenas sete anos, e que permanecia no templo em jejuns e orações, como era hábito das pessoas piedosas, quando de idade provecta ( cfr, 1 Tim, 5: 5). Ana era médium (profetisa) e percebeu a identidade de quem ali se achava. Dirigiu-se ao pequeno grupo que louvava a Deus e depois saiu a narrar a todos o aparecimento do Messias, tão ansiosamente aguardado. Cumpridas as leis Mosaicas, a família regressa à sua cidade de Nazaré, na Galileia . O caso de Ana chama-nos a atenção para a dedicação que, depois à e certa idade, as criaturas fazem de suas vidas a Deus. Embora durante a juventude vivam a vida do mundo, depois de algum tempo, sentindo-lhe o vazio, se dedicam à vida de orações e jejuns, aguardando o Messias. Todo o simbolismo da vinda do Messias é assim compreendido: é o nascimento do Cristo Interno (do Cristo de Deus) que vem resgatar o povo de Israel, isto é, as criaturas que, mesmo pertencendo a Deus, estilo mergulhadas na matéria combatendo a Deus (sentido etimológico da palavra Israel). Aspiração comum a toda a humanidade, é mais sentida e mais forte depois que chegaram as desilusões da vida terrena, com o afastamento de tudo o que se tem de mais caro: bens, riquezas, situações, amores, mocidade, cultura. Quando tudo aparece realmente como é - ilusório - então o espírito se volta para Deus e fica ansiosamente aguardando o aparecimento do Messias DENTRO DE SI MESMO.
A Infância de Jesus - A Benção da Virilidade
Portal do Espírito
A sua referência sobre Doutrina Espírita na Internet
Estudo Dinâmico do Evangelho
Segunda edição
Amílcar Del Chiaro Filho
Capitulo III - A Infância de Jesus - A Benção da Virilidade
Teria alguma importância saber onde e quando Nasceu Jesus? Apenas a verdade histórica. Provar que ele não é um mito, embora tenha nascido numa época mitológica. Jesus de Nazaré, não é um mito como muitos historiadores pensam, mas um ser real, de carne e osso. Não é, também, um fantasma, como quiseram os "docetista", 200 anos depois do seu nascimento, ou como querem os Roustanguistas, do século XIX na França e no Brasil no mesmo século e na atualidade, por parte de alguns espíritas. Não adianta escolhermos uma data se ele não nascer em nosso coração.
Se o nascimento de Jesus foi cercado de lendas, não menos lendária foi a sua infância. A necessidade de divinização da sua figura, fez com que se criasse fantasias em torno do menino. Os quatro evangelhos não falam praticamente nada sobre a sua primeira e segunda infância. Lucas cita a visita ao Templo e a discussão com o doutores, o que teria sido aos 13 anos para a benção da virilidade. Os Evangelhos apócrifos (apócrifos porque não foram escolhidos por Jerônimo) contam algumas passagens tão interessantes quanto absurdas. Por exemplo: o menino colocar um peixe salgado numa bacia com água e ordenar que voltasse à vida, e o peixe começou a nadar. Noutra ocasião, num sábado, teria feito pardais de argila, e como foi repreendido pelos adultos, porque estava profanando o sábado, ele deu vida aos passarinhos de barro e mandou que eles voassem bem alto) Conta-se, também, que como aprendiz de carpinteiro, era muito útil, pois podia fazer a madeira aumentar de tamanho até o ponto desejado. Alguém disse, também, que quando ele fazia a junção, o encaixe de duas vigas, era tão perfeita a junção que parecia ter nascido assim. (essas informações, exceto a última, estão no livro de A.N.Wilson - Jesus - Uma Biografia.
Mesmo no meio espírita, quando se fala da infância de Jesus, é inevitável a adjetivação melosa, como, o divino menino - a Augusta criança, etc.
Ao que tudo indica José fixou-se com a família em Nazaré, embora C.T.Pastorino coloque em dúvida a existência de uma cidade chamada Nazaré ao tempo de Jesus, ou nos primeiros anos do século I - da Era Cristã. Mas, voltemos atrás, logo após o nascimento.
A lei judaica determinava que o primogênito varão fosse consagrado a Deus. Isto queria dizer que deveria ser sacerdote, porém, como esta era uma atividade exclusiva dos filhos da tribo de Levi, os primogênitos das demais tribos eram dispensados da obrigação, pagando resgate de cinco ciclos de prata. Sendo Jesus da tribo de Judá, Maria fez o pagamento isentando-o do sacerdócio.
Maria fez também a oferta pela sua purificação do sangue do parto. Como era pobre, ofereceu um casal de rolinhas. Neste episódio aconteceu o encontro com Simeão e com a profetiza Ana. A esta altura o menino já havia sido circundado, aos 8 dias de vida, como mandava a lei.
A circuncisão era uma medida religiosa, mas de grande inteligência, e importância e higiênica, pois ela consiste no corte da pele que cobre a glande, (prepúcio). Com a glande descoberta não se cria ali o "esmegma", uma espécie de sebo, nem se segura resíduos de urina, ficando o indivíduo muito mais saudável.
Foi durante a apresentação do menino para a circuncisão, que houve o encontro com Simeão, um homem muito idoso, que reconheceu o menino como a encarnação do Messias, ( Senhor, despede o teu servo, pois os meus olhos já viram a salvação). e também com a profetisa Ana, que previu para Maria muitas dores, como se o seu peito fosse trespassado por uma espada.
Após a apresentação no Templo, a única referência ao menino é que crescia de corpo e espírito. Só volta a ser citado aos 12 ano
Na Revista Educação Espírita, da Editora Edicel, criada por José Herculano Pires, no seu nº 3 trouxe um trabalho de Walter da Silveira Franco
( do Grupo de Estudos Pedagógicos de São Paulo), denominado, A Educação de Jesus, tendo como bibliografia, além de Tratados de Pedagogia, Solen Asch, no seu livro Maria, (dados sobre a educação de Jesus, segundo a tradição judaica), há, ali, trechos de grande beleza, mas que fugiria ao objetivo deste estudo. Edouard Schuré, em Os Grandes Iniciados, também fala da educação familiar recebida por Jesus e descreve os hábitos e costumes da época.
Até os 7 anos Jesus foi educado por Maria, recebendo as noções religiosas e históricas do seu povo, e aprendendo as primeiras letras. Aos 7 anos é encaminhado para a Sinagoga onde dá continuidade a sua educação religiosa e à alfabetização.
Quanto a discussão com os doutores e anciãos, Herculano Pires afirma ter sido A Benção da Virilidade, que todo menino judeu recebe ao completar 13 anos. Segundo Herculano, os doutores da lei e os anciãos sabatinavam os rapazinhos para saber o quanto eles sabiam da história do povo hebreu e das suas tradições. Como o menino de Nazaré demonstrou uma grande sabedoria para a sua idade e a sua condição social e sendo natural de uma pequena cidade da Galiléia, prazerosamente alongaram a sabatina.
Isto não explica o fato de José e Maria não saberem que ele havia ficado no Templo, pois, eles deveriam estarem lá, embora Maria tivesse que ficar no Pátio da Mulheres. Na nossa opinião o relato é parcialmente fantasioso. Outra dificuldade nesse passo do evangelho é que Lucas afirma que o menino tinha 12 anos, e não faz referência, em nenhum momento, à benção da virilidade. Esta é uma passagem privativa de Lucas. Huberto Rohden e Torres Pastorino conservam os 12 anos para o acontecimento. Pastorino recorre à numerologia e afirma que o 12 é o números dos Messias, dos Enviados.
No entanto, as maiores controvérsias estão após este acontecimento, porque os evangelistas guardam absoluto silêncio do que Jesus teria feito dos 13 aos 30 anos, pela cronologia do evangelho, ou dos 14 aos 32 ou 35 anos conforme as investigações históricas.
Existe um livro muito interessante de Francisco Klors Wernek, Jesus dos 13 aos 30 Anos, que apresenta as traduções de manuscritos históricos, que conta sobre um moço judeu que teria estado em vários templos de diferentes países. O moço corresponderia ao nome e características de Jesus de Nazaré.
Existem muitas hipóteses, e alguns autores, baseando-se em documentos que aparentam exatidão, afirmam que Jesus esteve em várias escolas iniciáticas, no Egito, na Índia, ou mesmo na Judéia, entre os essênios.
Schuré, no livro, Os Grandes Iniciados, compara a Doutrina de Jesus com a dos Essênios, e afirma que Jesus foi um iniciado Essênio, galgando os graus iniciáticos com rapidez espantosa. Segundo Schuré, havia uma espécie de ordem terceira, composta por essênios casados, vivendo nas comunidades judaicas. (Ob. Os essênios eram celibatários). Isto explicaria porque Jesus ia de cidade a cidade com os discípulos e sempre encontrava pousada e alimentação.
A nosso ver, baseado em Herculano Pires e outros espíritas, e no nosso próprio raciocínio, Jesus viveu na Aldeia de Nazaré, onde aprendeu o ofício de carpinteiro e construtor, porque os pais judeus faziam os seus filhos aprenderem duas profissões, para que nunca passassem necessidades. Jesus permaneceu em Nazaré até o início do seu ministério, possivelmente aos 32 ou 35 anos.
Nosso ponto de vista é que Jesus não foi iniciado em nenhuma religião. Ora, se ele foi o espírito mais perfeito que se encarnou em nosso planeta, conforme afirma O Livro dos Espíritos, e se ele é o governador da Terra, conforme diz Leon Denis, em Cristianismo e Espiritismo, (Sic) e Emmanuel, em A Caminho da Luz, (Sic) tendo presidido a sua formação, evidentemente ele não precisaria de iniciação. Huberto Rodhen também não acredita numa halo iniciação, mas sim, numa autoiniciação. Francisco Klors Wernek. No seu livro, Jesus dos 13 aos 30 anos, apresenta evidências sedutoras, com documentos antiqüíssimos, sobre as iniciações de Jesus.
Sua educação infantil pode ser aceita, porque, além do espírito ainda não ter domínio completo do corpo, era preciso não chamar muita atenção sobre si.
A sua referência sobre Doutrina Espírita na Internet
Estudo Dinâmico do Evangelho
Segunda edição
Amílcar Del Chiaro Filho
Capitulo III - A Infância de Jesus - A Benção da Virilidade
Teria alguma importância saber onde e quando Nasceu Jesus? Apenas a verdade histórica. Provar que ele não é um mito, embora tenha nascido numa época mitológica. Jesus de Nazaré, não é um mito como muitos historiadores pensam, mas um ser real, de carne e osso. Não é, também, um fantasma, como quiseram os "docetista", 200 anos depois do seu nascimento, ou como querem os Roustanguistas, do século XIX na França e no Brasil no mesmo século e na atualidade, por parte de alguns espíritas. Não adianta escolhermos uma data se ele não nascer em nosso coração.
Se o nascimento de Jesus foi cercado de lendas, não menos lendária foi a sua infância. A necessidade de divinização da sua figura, fez com que se criasse fantasias em torno do menino. Os quatro evangelhos não falam praticamente nada sobre a sua primeira e segunda infância. Lucas cita a visita ao Templo e a discussão com o doutores, o que teria sido aos 13 anos para a benção da virilidade. Os Evangelhos apócrifos (apócrifos porque não foram escolhidos por Jerônimo) contam algumas passagens tão interessantes quanto absurdas. Por exemplo: o menino colocar um peixe salgado numa bacia com água e ordenar que voltasse à vida, e o peixe começou a nadar. Noutra ocasião, num sábado, teria feito pardais de argila, e como foi repreendido pelos adultos, porque estava profanando o sábado, ele deu vida aos passarinhos de barro e mandou que eles voassem bem alto) Conta-se, também, que como aprendiz de carpinteiro, era muito útil, pois podia fazer a madeira aumentar de tamanho até o ponto desejado. Alguém disse, também, que quando ele fazia a junção, o encaixe de duas vigas, era tão perfeita a junção que parecia ter nascido assim. (essas informações, exceto a última, estão no livro de A.N.Wilson - Jesus - Uma Biografia.
Mesmo no meio espírita, quando se fala da infância de Jesus, é inevitável a adjetivação melosa, como, o divino menino - a Augusta criança, etc.
Ao que tudo indica José fixou-se com a família em Nazaré, embora C.T.Pastorino coloque em dúvida a existência de uma cidade chamada Nazaré ao tempo de Jesus, ou nos primeiros anos do século I - da Era Cristã. Mas, voltemos atrás, logo após o nascimento.
A lei judaica determinava que o primogênito varão fosse consagrado a Deus. Isto queria dizer que deveria ser sacerdote, porém, como esta era uma atividade exclusiva dos filhos da tribo de Levi, os primogênitos das demais tribos eram dispensados da obrigação, pagando resgate de cinco ciclos de prata. Sendo Jesus da tribo de Judá, Maria fez o pagamento isentando-o do sacerdócio.
Maria fez também a oferta pela sua purificação do sangue do parto. Como era pobre, ofereceu um casal de rolinhas. Neste episódio aconteceu o encontro com Simeão e com a profetiza Ana. A esta altura o menino já havia sido circundado, aos 8 dias de vida, como mandava a lei.
A circuncisão era uma medida religiosa, mas de grande inteligência, e importância e higiênica, pois ela consiste no corte da pele que cobre a glande, (prepúcio). Com a glande descoberta não se cria ali o "esmegma", uma espécie de sebo, nem se segura resíduos de urina, ficando o indivíduo muito mais saudável.
Foi durante a apresentação do menino para a circuncisão, que houve o encontro com Simeão, um homem muito idoso, que reconheceu o menino como a encarnação do Messias, ( Senhor, despede o teu servo, pois os meus olhos já viram a salvação). e também com a profetisa Ana, que previu para Maria muitas dores, como se o seu peito fosse trespassado por uma espada.
Após a apresentação no Templo, a única referência ao menino é que crescia de corpo e espírito. Só volta a ser citado aos 12 ano
Na Revista Educação Espírita, da Editora Edicel, criada por José Herculano Pires, no seu nº 3 trouxe um trabalho de Walter da Silveira Franco
( do Grupo de Estudos Pedagógicos de São Paulo), denominado, A Educação de Jesus, tendo como bibliografia, além de Tratados de Pedagogia, Solen Asch, no seu livro Maria, (dados sobre a educação de Jesus, segundo a tradição judaica), há, ali, trechos de grande beleza, mas que fugiria ao objetivo deste estudo. Edouard Schuré, em Os Grandes Iniciados, também fala da educação familiar recebida por Jesus e descreve os hábitos e costumes da época.
Até os 7 anos Jesus foi educado por Maria, recebendo as noções religiosas e históricas do seu povo, e aprendendo as primeiras letras. Aos 7 anos é encaminhado para a Sinagoga onde dá continuidade a sua educação religiosa e à alfabetização.
Quanto a discussão com os doutores e anciãos, Herculano Pires afirma ter sido A Benção da Virilidade, que todo menino judeu recebe ao completar 13 anos. Segundo Herculano, os doutores da lei e os anciãos sabatinavam os rapazinhos para saber o quanto eles sabiam da história do povo hebreu e das suas tradições. Como o menino de Nazaré demonstrou uma grande sabedoria para a sua idade e a sua condição social e sendo natural de uma pequena cidade da Galiléia, prazerosamente alongaram a sabatina.
Isto não explica o fato de José e Maria não saberem que ele havia ficado no Templo, pois, eles deveriam estarem lá, embora Maria tivesse que ficar no Pátio da Mulheres. Na nossa opinião o relato é parcialmente fantasioso. Outra dificuldade nesse passo do evangelho é que Lucas afirma que o menino tinha 12 anos, e não faz referência, em nenhum momento, à benção da virilidade. Esta é uma passagem privativa de Lucas. Huberto Rohden e Torres Pastorino conservam os 12 anos para o acontecimento. Pastorino recorre à numerologia e afirma que o 12 é o números dos Messias, dos Enviados.
No entanto, as maiores controvérsias estão após este acontecimento, porque os evangelistas guardam absoluto silêncio do que Jesus teria feito dos 13 aos 30 anos, pela cronologia do evangelho, ou dos 14 aos 32 ou 35 anos conforme as investigações históricas.
Existe um livro muito interessante de Francisco Klors Wernek, Jesus dos 13 aos 30 Anos, que apresenta as traduções de manuscritos históricos, que conta sobre um moço judeu que teria estado em vários templos de diferentes países. O moço corresponderia ao nome e características de Jesus de Nazaré.
Existem muitas hipóteses, e alguns autores, baseando-se em documentos que aparentam exatidão, afirmam que Jesus esteve em várias escolas iniciáticas, no Egito, na Índia, ou mesmo na Judéia, entre os essênios.
Schuré, no livro, Os Grandes Iniciados, compara a Doutrina de Jesus com a dos Essênios, e afirma que Jesus foi um iniciado Essênio, galgando os graus iniciáticos com rapidez espantosa. Segundo Schuré, havia uma espécie de ordem terceira, composta por essênios casados, vivendo nas comunidades judaicas. (Ob. Os essênios eram celibatários). Isto explicaria porque Jesus ia de cidade a cidade com os discípulos e sempre encontrava pousada e alimentação.
A nosso ver, baseado em Herculano Pires e outros espíritas, e no nosso próprio raciocínio, Jesus viveu na Aldeia de Nazaré, onde aprendeu o ofício de carpinteiro e construtor, porque os pais judeus faziam os seus filhos aprenderem duas profissões, para que nunca passassem necessidades. Jesus permaneceu em Nazaré até o início do seu ministério, possivelmente aos 32 ou 35 anos.
Nosso ponto de vista é que Jesus não foi iniciado em nenhuma religião. Ora, se ele foi o espírito mais perfeito que se encarnou em nosso planeta, conforme afirma O Livro dos Espíritos, e se ele é o governador da Terra, conforme diz Leon Denis, em Cristianismo e Espiritismo, (Sic) e Emmanuel, em A Caminho da Luz, (Sic) tendo presidido a sua formação, evidentemente ele não precisaria de iniciação. Huberto Rodhen também não acredita numa halo iniciação, mas sim, numa autoiniciação. Francisco Klors Wernek. No seu livro, Jesus dos 13 aos 30 anos, apresenta evidências sedutoras, com documentos antiqüíssimos, sobre as iniciações de Jesus.
Sua educação infantil pode ser aceita, porque, além do espírito ainda não ter domínio completo do corpo, era preciso não chamar muita atenção sobre si.
Assinar:
Postagens (Atom)

