Estudando o Espiritismo

Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Jesus e a alegria de viver - Slides Nazareno


http://pt.slideshare.net/nazarenofeitosa/jesus-e-a-alegria-de-viver-nazareno-feitosa-v6

Trabalhando a Alegria e o Bom Humor


http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/1_0604.pdf

Jesus e a alegria de viver - Palestra de Nazareno


https://www.youtube.com/watch?v=VyxxyqPZ5Dw

Alegria - mensagem na voz de Chico


Uma razão para viver com alegria

Uma razão para viver
com alegria


Na entrevista que Divaldo Franco concedeu a Ana Maria Braga, em seu programa matinal na Rede Globo de Televisão, chamou a atenção a surpresa da jornalista com respeito à jovialidade do notável médium que, como sabemos, já ultrapassou a marca dos 80 anos. Qual o segredo dessa jovialidade? Divaldo disse: “Alegria de viver”, acrescentando em seguida que o Espiritismo lhe havia tirado todas as dúvidas a respeito das metas psicológicas e dos objetivos de nossa passagem pela Terra.

É provável que esteja aí, no esclarecimento de nossas dúvidas, o motivo pelo qual a Doutrina Espírita encanta os adultos que a ela chegam após terem cultivado outras crenças.

Foi o que nos disse há pouco uma dessas pessoas que ingressou pela primeira vez num centro espírita depois de haver perdido, em circunstâncias dramáticas, seu filho caçula. Estudando a Doutrina, conhecendo melhor os meandros e os mistérios da vida, ele também diz, como Divaldo, que o Espiritismo lhe esclareceu todas as dúvidas que uma vida dedicada ao catolicismo jamais havia solucionado.

Na semana passada, neste espaço da revista, o tema principal foi a larga distância que existe entre o mundo que conhecemos e o mundo sonhado pelos revolucionários franceses, mundo esse no qual um dia imperarão soberanas a fraternidade, a igualdade e a liberdade.

A pergunta inevitável é: por que esse dia se encontra tão longe?

Conforme observou Kardec a respeito do tema, a questão toda se resume à inexistência na Terra do sentimento de fraternidade, que, embora possa existir nesse ou naquele círculo, constitui um ideal distante das diferentes sociedades existentes no planeta, com culturas heterogêneas e um sentimento nacionalista muito forte que divide em vez de unir os terráqueos.

Ao mostrar com meridiana clareza quais são os nossos verdadeiros interesses nesta passagem pela Terra e quais as metas que o Espírito humano objetiva no seu longo processo evolutivo, o Espiritismo pode ajudar muito nessa união cada dia mais necessária, porque essa é a base da ideia  de fraternidade, que é o fato de sermos todos irmãos, filhos do mesmo Pai e a caminho do mesmo objetivo.

Na semana passada, discutiu-se também, nesta revista, um assunto que parece trivial, mas em verdade não o é: a autenticidade da frase “A maior caridade que podemos fazer ao Espiritismo é a caridade de sua própria divulgação”, que muitos atribuem a Emmanuel, que foi na Terra o mentor espiritual da obra de Chico Xavier.

Suscitado por um leitor da revista, o tema mereceu do nosso colaborador Leonardo Machado a seguinte observação: “Com relação ao e-mail de Cláudio Luis Mota da Silva, divulgado na edição 94, tenho o conhecimento de uma frase semelhante, embora com algumas outras especificidades, de Emmanuel. Transcrevo o contexto em que esta se encontra inserida: ‘Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus-Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação’. Este texto se encontra no livro Estude e Viva de Emmanuel/André Luiz por Chico Xavier/Waldo Vieira, no capítulo 40, mensagem intitulada ‘Socorro oportuno’, editado pela FEB.”

De acordo com o que disse o confrade, está explicado de onde surgiu a frase famosa, que, em verdade, não foi redigida naquela forma por Emmanuel.

Divulgar o Espiritismo não significa fazer a ele caridade. Não. Divulgar o Espiritismo significa ajudar as pessoas para que, tal como Divaldo observou, possam eliminar todas as dúvidas que tenham com relação às metas psicológicas e aos objetivos de sua passagem pelo planeta. Com isso, estaremos, sem dúvida, contribuindo para que o ideal da fraternidade seja, um dia, realidade no mundo em que vivemos.

Sobre a Verdadeira Alegria

Sobre a Verdadeira Alegria

A alegria é a mais expressiva comunicação de que a alma encontra-se em liberdade, todavia, para nós, que ainda nos encontramos em um planeta de expiações e provas (Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. III, 4), o conceito de alegria pode receber um largo espectro de interpretações. Muitos confundem a alegria com a necessidade mandatária de se liberar de todos os controles que a vida em sociedade pede para uma relação normal entre as pessoas. A alegria não pode ser confundida com a liberalidade, pois são coisas distintas: Uma, é a expressão da felicidade; a outra, é o atestado da fragilidade da alma.

A verdadeira alegria é forte, douradora. Constrói em nosso interior valores que nos transportam para Deus. A falsa alegria é efêmera, fugaz como o pensamento que a criou e nada constrói, pelo contrário, muitas vezes nos traz um estado de tristeza, depressão e arrependimento.

A verdadeira alegria, é construída com ações edificantes. A falsa alegria é montada através de artifícios como a bebida, as drogas ou as construções mentais inferiores, próprias de nosso estado espiritual.

Todas os retratos de Allan Kardec nos mostram um homem sisudo, dono de uma seriedade respeitosa e, no entanto, nosso codificador era uma pessoa que tinha grande alegria e prazer de viver. Sabemos que ele era naturalmente contido, mas estava longe da imagem que se faz dele.

Jesus, ao fazer sua entrada em Jerusalém, escolheu um dia alegre para os judeus, porque assim é que deveria ser entendido o Cristianismo. O Mestre Nazareno, em todas as suas prédicas, sempre demonstrou otimismo e prometeu as alegrias do céu para todo aquele que O seguisse.
Na ordem das lições de Jesus, a alegria é um sentimento transcendental. Está implícita em todas as passagens, porque mostra o resultado da vitória do homem sobre seus obstáculos maiores, sobre as muralhas que escondem a grandeza de Deus.

No Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar, ainda no Cap.III, item 11, os Espíritos Superiores nos ensinando, de maneira clara e inquestionável, as diferenças entre a verdadeira alegria e as ilusões que assaltam o homem desinformado.

Uma das leis mais importante que regem o nosso viver, é sem dúvida, a de Causa e Efeito, regulada pelo princípio do Livre Arbítrio, refletindo a perfeição de nosso Pai. Ele nos dá o direito de escolha, ao mesmo tempo em que nos ensina duas coisas fundamentais:

- Como aprender a fazer a melhor escolha.
- A responsabilidade irrevogável pela escolha que for feita.

Nesse sentido, somente nós poderemos decidir pela nossa verdadeira alegria. Fora disso, é ilusão de aprendizes mal orientados.

Assaruhy Franco de Moraes  

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A Influência das Nossas Crenças em Nossa Vida


A Influência das Nossas Crenças em Nossa Vida

“Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”.
Henry Ford

(O propósito deste artigo é levar informação para que você se sinta cada vez mais em paz interior, com o próximo, com Deus e com a vida).

Você já ouviu falar que a maioria das nossas decisões são baseadas em preconceitos1?

Tomamos nossas decisões a todo instante nos baseando em padrões ou crenças2 que consideramos estarem certos, conscientes ou não sobre isto. Nossas crenças tem muito haver com nossos valores.
Nossas crenças foram formadas sob influência principalmente das pessoas que nos criaram, geralmente os pais, e do ambiente em que crescemos. Nossos pais tiveram também influência dos pais deles e do ambiente. Naturalmente, ocorrem adaptações no modo de cada um pensar, conforme as experiências de vida e resultados que a pessoa vai obtendo.

Então se você acha que as crenças dos seus pais não são aplicáveis, mesmo que você tenha razão, entenda que não é culpa deles, eles aprenderam assim. Nossas crenças vão mudando ao longo do tempo, da mesma forma, a geração que vem após a nossa também achará que muitas crenças nossas são inadequadas ou ultrapassadas. Em alguns casos eles estarão certos e em outros não. Afinal, quando julgamos as crenças dos outros, estamos usando nossas crenças para isto, que obviamente as consideramos corretas, e muitas vezes não são. Consideramos verdade o que descobrimos até hoje, porém ainda há muito sobre a vida a ser descoberto e isto pode mudar tudo.

Muitos povos tem atitudes que eles obviamente consideram normais, corretas, verdades, enquanto que para outras pessoas em outra região do mundo, essas atitudes deles são um absurdo. Quero evitar críticas a qualquer crença, por esta razão convido você leitor a pensar em algumas situações assim, tão contrastantes de uma cultura para outra. Entrar na discussão sobre quem está certo e quem está errado é um julgamento difícil de fazê-lo, pois estaríamos como disse, baseando-nos em nossas próprias crenças e essa discussão não é o foco deste artigo.

Então como saber quem está certo e quem está errado? Pense... Pense... Quais crenças são certas?

Seria impossível ter uma resposta para cada crença, porém podemos considerar que a crença mais adequada é aquela em que é fundamentada no amor. O amor ao próximo e a si mesmo, pois viemos para viver em comunidade e para isto devemos nos ajudar. Quando se ama o próximo, se ama também a Deus, pois Deus está em você e está no próximo e em tudo. Ter empatia, que é procurar “colocar-se no lugar do outro” e entender o que ele está passando diante de determinada situação. Achar uma solução em que em ambos os lados haja ganhadores, em vez de um ganhar e outro perder. É como fazer um bom negócio em que fica bom para o vendedor e bom para o comprador. Algo mais próximo do justo, em que todos ganham em vez de um beneficiar-se à custa da miséria do outro. É você sentir-se bem com o que ganhou e também sentir-se bem porque o outro ficou satisfeito também.

Conflitos entre determinados povos existem há décadas e se retroalimentam baseados na violência, no rancor, no ódio, na ambição e na vingança. Neste cenário, fortes crenças colocam certos valores como um ideal, matando em nome de Deus, cuja forma de agir não faz nenhum sentido se este Deus que adoram for um Deus de amor. Somente poderá haver uma solução quando pessoas que tenham poder de decisão e de influência comecem uma longa e árdua caminhada a uma solução que seja boa para ambos os lados. O que é muito difícil, quando todos já estão sob a influência desse ambiente hostil há muito tempo. Achar uma solução é tão difícil quanto querer apagar um incêndio de grandes proporções com baldes de água.

Vamos agora pensar em crenças na vida individual do ser humano, em seu dia a dia, no relacionamento familiar, nas amizades e no trabalho.

Vejamos alguns exemplos de crenças limitantes.

A pessoa pode acreditar que:

É culpada pelo insucesso de alguém próximo a ela, como um filho...
A pessoa atribui responsabilidade a ela mesma sobre resultados que são responsabilidade de outra pessoa.
Cada um tem sua própria evolução. (Este assunto é tão importante que farei um artigo próprio sobre ele, e tem grande relação com a Reforma Íntima).

Nasceu para sofrer e que não merece ser feliz...

Não é boa em nada...

Sua felicidade depende exclusivamente de outra pessoa. Que não pode ser feliz sem aquela pessoa...

Sua vida termina com a morte do corpo físico...

Quem é rico não vai para o reino dos céus... Ganhar dinheiro é errado...

Dá tudo errado em sua vida...


As nossas crenças são importantes, pois são como uma “estrela-guia” dando-nos uma referência para seguirmos e basearmos nossas decisões. Contudo, não devemos fechar os olhos para outras possibilidades, não devemos considerar que a nossa crença é única, que é verdade absoluta e inquestionável. Acredito ser importante fazermos questionamentos com o objetivo de analisarmos nossas crenças, verificando se as informações recebidas fazem sentido em nossa mente e se, são saudáveis para nós, pois a análise irá completar um raciocínio que nos dará mais base e sairá de uma fé cega e inquestionável. Muitas crenças são passadas em forma de metáforas, em sentido figurado para que sejam interpretadas conforme nosso grau de conhecimento e compreensão. Querer ensinar a uma criança sobre assuntos de adultos só é possível se adequarmos nossa linguagem para que a criança entenda. Mais tarde, quando a criança estiver migrando para a fase adulta, ela terá mais informações, mais base, e completará o raciocínio muito básico que recebeu. Possuidora então, de informações mais complexas, poderá enxergar a situação de uma forma mais ampla. Caso semelhante ao da criança ocorre quando a pessoa que recebe a informação não tem preparo intelectual/cultural/educacional para compreender informações mais complexas. À medida que evolui, fica mais preparada para desvendar novos caminhos, caminhos sem fim, eu digo, pois é grande e infinito o mistério da vida.


Você já parou para pensar que:

Se não soubéssemos que nosso coração recebe pequenas cargas elétricas do próprio corpo a fim de provocar seu batimento, não acreditaríamos que essas cargas elétricas existem em nosso corpo?
Se a acupuntura não estivesse divulgada e aceita no meio médico, não acreditaríamos que existem milhares de pontos energéticos em nosso corpo?
Se não tivéssemos acompanhado a ida do homem à lua, não acreditaríamos ser possível?
Se não tivéssemos telefones móveis, não acreditaríamos ser possível se comunicar sem fios elétricos? E o que falar do sinal de imagem do rádio e televisão? Bomba atômica? Computadores?


Qual era a verdade antes de:

Descobrirem que a terra não era plana, que é semelhante a uma grande esfera?
Acreditavam que os barcos cairiam quando chegasse à linha do horizonte.

Descobrirem a composição do átomo?
Achavam que o átomo era indivisível, como uma bola de gude, sem nada dentro. A descoberta de mais partículas foi uma mudança de crença e depois com a física quântica, houve uma quebra de paradigma nunca imaginada antes e há muito a se descobrir neste campo. (Procure no Google, vídeos sobre a “experiência de dupla fenda” e entenda mais sobre isso).

O homem chegar à lua?
Atualmente pode-se ir e vir da lua e há pesquisas em outros planetas.

Inventarem as ondas infravermelhas, os raios-X, o controle remoto, a internet, o computador, o telefone celular?
Existem tantas formas de ondas invisíveis em volta de nós, porém acreditamos que elas existem porque a televisão funciona, o telefone celular, o micro-ondas, os raios-X e outros equipamentos. Imagine se essas formas de onda fossem visíveis a olho nu, o que veríamos no ar em volta de nós... Quando Tesla fez um pequeno barco movido com controle remoto sem fio, exigiram que ele o abrisse para verem o que tinha dentro do barco, pois não acreditavam que ele recebia comandos sem fios.

Descobrirem o magnetismo?
Podemos acreditar que um imã possui linhas de força entre os polos norte e sul com poder de atração para polos diferentes e repulsão para polos iguais. Se não tivéssemos acesso fácil aos imãs, digamos que eles existissem apenas em teoria ou que, por exemplo, ficassem distantes de nossas mãos, localizados na lua apenas como exemplo, será que acreditaríamos que eles possuem essas propriedades?


Quanta dúvida...

Quanta dúvida existiu e ainda existe sobre a existência de energia em nosso corpo, em nossas mãos, energia que auxilia na cura para nós ou para outros, auxiliando a Espiritualidade... Energia capaz de influenciar outras pessoas...

Quanta dúvida existe sobre a capacidade da nossa mente gerar ou curar doenças em nós...
O poder que o pensamento tem sobre nosso corpo, tanto fazendo o bem quanto o mal.
Se o médico diz que temos um mês de vida, acreditamos nele, mas muitos de nós não acredita no poder de cura através da nossa mente, através de Deus...

Quanta dúvida existe sobre a existência de espíritos e que eles estão entre nós, influenciando as nossas vidas... O que existe muitas vezes é um grande medo, baseado nas crenças que foram adquiridas de outras pessoas e não de próprias experiências ou estudo.

Quanto medo nós temos do desconhecido, em função das crenças que nos foram passadas...

Quantas crenças negativas recebemos, que nos impedem de crescermos no trabalho, no relacionamento conjugal, na família, na sociedade... Crenças como: Não confiar em ninguém... Nenhum homem presta... Vários familiares não foram felizes no casamento, então eu não vou ser também... Se eu tentar tal coisa vão rir de mim... Devo sempre ser vencedor, custe o que custar... Só vou ser aceito se... Para eu ser reconhecido tenho que... Só vou ser feliz se...

Quanta dúvida existe até hoje sobre o poder energético dos florais, descoberto pelo médico bacteriologista inglês Edward Bach em torno do ano 1930... A maioria das pessoas só acreditará quando a medicina oficial "bater o martelo" dizendo que o floral traz resultados.


Existe uma pequena estória que conta que vários cegos tateavam um elefante a fim de identificar o que era aquilo.
Aquele que tateou uma das pernas do elefante, afirmou que se tratava de uma coluna.
Aquele que tateou o rabo, afirmou que era uma corda.
Aquele que tateou a tromba, disse que era uma cobra.

Somente quando um dos cegos tomar conhecimento de uma nova perspectiva e tentar compreender o que o outro percebe é que notará que existem verdades diferentes. Juntando os conhecimentos de cada um, eles poderão perceber que o todo é mais do que cada um percebe e que cada um tem sua verdade. Abre-se a possibilidade de pelo menos se avaliar se a sua verdade é a que prevalece, ou não.

Observe que o início de tudo é conhecimento. Se ficarmos estagnados, não crescemos. Em seguida, devemos pensar o que fazer com esse conhecimento. Desprezá-lo ou abrir a possibilidade de pelo menos avaliar se o que o outro enxerga faz sentido. Caso opte por manter sua verdade, está ótimo. Não precisa mudar. Caso perceba que há algo que faz mais sentido para você do que aquilo que você tem até então e que lhe limita, explore melhor isto e veja que benefícios esse conhecimento trará para você.

Quanto mais conhecemos, mais percebemos que sabemos pouco. E quando não conhecemos nada, achamos que o que temos é o suficiente.


Em resumo, caro leitor, busque o conhecimento, pois é o início do processo de reforma íntima, de evolução espiritual.

Avalie a sua verdade com esse conhecimento e não tenha medo se tiver que mudar suas crenças limitantes, aquilo em que sempre acreditou, mas que o limita em ser feliz. Lembre-se que ao longo da história da humanidade, sempre houve e haverá mudanças de crenças coletivas e individuais. A vida é um grande mistério, e no momento não há qualquer perspectiva de ser desvendado por completo. Então vamos andando... De passo em passo, caminhando para frente, para nossa evolução espiritual. Nada de ficar parado, estagnado. Devemos caminhar buscando conhecimento e crescimento em direção a bons valores que tem como base o amor ao próximo e à nossa própria existência, valores que trazem felicidade e paz para nós e para nossos semelhantes, pois nossa Existência é parte de um grande e complexo processo da criação Divina.

1.   Preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". (Wikipédia).

2.   Crença é o estado psicológico em que um indivíduo detém uma proposição ou premissa para a verdade, ou ainda, uma opinião formada ou convicção. (Wikipédia).

Deixe seu comentário sobre este artigo ou escreva para o e-mail: psicoterapeutacarlosaugusto@gmail.com

Obrigado pela sua leitura.
Até o próximo artigo!

Carlos Augusto Eugênio dos Santos
Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica
E-mail: psicoterapeutacarlosaugusto@gmail.com
Curitiba – PR

http://terapiareformaintima.blogspot.com.br/2014/12/a-influencia-das-nossas-crencas-em_13.html

domingo, 14 de dezembro de 2014

A Raposa e as Uvas

A Raposa e as Uvas
Autor: Esopo [1]
Para superar Limites, primeiro precisamos Vê-los
A Raposa e as Uvas
Quando reconhecemos nossos limites, estamos prontos para superá-los...
Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes Uvas negras, e o mais importante, maduras.
Não pensou duas vezes, e depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher seu alimento.
Ela então usou de todos os seus dotes, conhecimentos e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.
Desolada, cansada, faminta, frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, deu de ombros, e se deu por vencida.
Por fim deu meia volta e foi embora. Saiu consolando a si mesma, desapontada, dizendo:
"Na verdade, olhando com mais atenção, percebo agora que as Uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio..."
Moral da História:
Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.
Moral da História Alternativa:
Ao não aceitar as próprias limitações, perde o indivíduo a oportunidade de corrigir suas falhas...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Caridade e Reforma Íntima

Caridade e Reforma Íntima

O Bem é amar a Deus e ao próximo (Mateus, XII: 34-40). Jesus nos ensinou isso há dois mil anos.
Quando ele retornou com o pseudônimo Espírito da Verdade, coordenando uma falange de Espíritos superiores que escreveram a revelação espírita, codificada por Allan Kardec, Jesus reduziu a expressão anterior ao amor ao próximo, já que não é possível amar a Deus (qualquer que seja o nome que lhe dermos) sem amar ao próximo! Isso foi necessário pois fazíamos questão de “não entender” o que Jesus havia nos ensinado, muita vezes torturando e matando o próximo em nome de Deus!
Essa nova máxima é Fora da Caridade Não Há Salvação (O Maior Mandamento, Capítulo XV – Fora da caridade não há salvação, O evangelho segundo o espiritismo de Allan Kardec).

Agora, nós devemos passar da teoria à prática. Isso se denomina método ou processo de reforma íntima.
Devemos nos perguntar: somos caridosos?
Mas não temos condições de responder a esta pergunta sobre nós mesmos. Nós somos extremamente complacentes conosco próprios. Nos vemos de forma idealizada, como se olhássemos para nós mesmos nos espelhos curvos dos parques de diversão: achamos que somos melhores do que realmente somos!
Então, precisamos perguntar aos próximos, nossos familiares, nossos cônjuges ou companheiros(as), nossos amigos, nossos inimigos, nossos colegas de estudo, de trabalho, de lazer, nossos vizinhos, nossos funcionários etc., o nosso maior defeito e a nossa maior virtude. Não que nos interessaria saber nossa maior virtude. Só perguntaremos nossa maior virtude para não constranger aquele a quem perguntamos, se somente perguntarmos nosso maior defeito.
Tirando os excessos de benevolência daqueles que nos amam, de malevolência daqueles que nos odeiam e a indiferença daqueles que nos ignoram, restará um meio termo que é quem está você.

Será muito pior, normalmente, do que supomos estar.
Quem está você, eu disse.
Você vai dizer: deveria ser quem é você!
A frase está certa: nós somos espíritos imortais, que é uma resposta genérica que pouco explica para os fins que estamos propondo. Estamos num certo ponto da nossa evolução. Explicar este ponto em que estamos na evolução é a explicação precisa de quem estamos nós!
Estamos em continua e permanente evolução moral e intelectual, numa trajetória espiritual ascensional, para frente no tempo e para cima na evolução. Hoje somos melhores do que fomos no passado e, amanhã, seremos melhores do que somos hoje. A evolução é semelhante a um pássaro que somente voará para cima se possuir as duas asas desenvolvidas: uma dessas “asas” é a moral; a outra é a inteligência. Não se ascende espiritualmente sem as duas!


Voltando ao método de reforma íntima, vamos escrever os nossos maiores defeitos, segundo as respostas de nossos próximos, iniciando pelo mais simples e terminando com o mais complexo.
Agora, que sabemos quem estamos, devemos responder a uma segunda pergunta:
Se fôssemos uma terra, que terra seríamos?
Usaremos a analogia com a terra da Parábola do Semeador (Mateus, XIII: 1-9;18-23).
Quem são os semeadores? Jesus é o grande semeador, seguido pelos seus emissários, Espíritos superiores, inclusive nosso Espírito protetor. Também são semeadores nossos pais, nossos professores, nossos amigos e, até mesmo, nossos inimigos, que tem coragem de nos dizer a verdade que os amigos talvez não tenham coragem de dizer.
Nós somos terra árida e pedregosa? Ferimos como as pedras, como o pó nos olhos do próximo?
Ou somos terra arada, semeada, mas deixamos essas sementes morrerem antes de brotarem? Pela indiferença, pela riqueza, pelo poder, pelos prazeres físicos.
Ou somos terra que já produz caules frágeis, mas que são espinheiros? Nos achamos bons, mas contanto que não mexam conosco! Se nos provocarem, viramos fera!
Ou somos terra que já produz arvoredos com flores? As flores são a melhor representação da caridade pelo pensamento e pelas palavras. Caridade não é darmos o excedente, o supérfluo. É fazer o bem ao próximo, com o nosso sacrifício. É dividir nossa comida, nossa roupa, nossa saúde, nossa felicidade com quem mais necessita. Implica em sacrifício de quem faz a caridade. Quando colhemos flores e as levamos para nossa casa, para nos deixar felizes, elas se sacrificaram por nós. Nós também, para fazer caridade, devemos nos sacrificar pelos próximos.
Ou somos terra que já produz árvores com frutos? Os frutos são a melhor representação da caridade por ações.
Ou somos terra que já produz grandes árvores com flores e frutos, um pomar? Em termos espirituais, isso ocorre quando a nossa caridade pelo pensamento, pelas palavras e pelas ações são bons exemplos para outros que, por sua vez, farão caridade para seus respectivos próximos! Como se nossos frutos ao se espalharem pela terra, produzem outras árvores, que darão novos frutos e, assim, sucessiva e infinitamente!

Sabendo quem estamos (auto-crítica), podemos iniciar o processo de reforma intima: com a lista de nossos vícios e desvios de conduta, do menos grave para o mais grave, devemos iniciar a reforma íntima pelo menos grave, estabelecendo um prazo realista para superá-lo. Um mês, por exemplo!
Solucionou esse primeiro defeito moral, passamos para o próximo, e assim, sucessivamente, até o mais grave. Os prazos podem variar, de um para outro vício e desvio de conduta, mas não se deve superar 6 meses para cada. Se não conseguir, tentar novamente em menor prazo (p. ex.: nos 6 meses iniciais não conseguiu; tentar novamente com prazo de 3 meses; não conseguiu ainda, tentar novamente com prazo de 2 meses etc.).
Se há desvio ou vício de conduta difícil de erradicar, não ficar estacionado na solução deste, procurando resolver outro desvio ou vício de conduta concomitantemente, cada um com seu prazo respectivo.
Anotar os progressos: que terra nos tornamos?

Pode ser que a solução dos desvios e vícios de conduta mais difíceis ocorra em outra(s) reencarnação(ões)! Não nos decepcionemos! Mas devemos tentar resolvê-los já nesta reencarnação! É nossa obrigação!
Finalizo perguntando a mim mesmo e a vocês: o que estamos esperando para iniciarmos, hoje mesmo, nosso processo de reforma íntima? Mãos à obra!

Celso

Sugestão de leitura: Fundamentos da Reforma Íntima, Abel Glaser/Cairbar Schutel (Espírito), Matão/SP: Casa Editora “O Clarim” (http://www.oclarim.org/loja/livraria/132/rqspPUV8qUm1HwRZJDbNXTgRYgV8p47E8tzxDxnq_.pdf)

https://estudosdeespiritismo.wordpress.com/2014/11/22/caridade-e-reforma-intima/

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Elísio da Rocha Dórea




Conhecido na seara da caridade como Dórea, cognominado “o Apóstolo anônimo da Caridade” pelo nosso querido Élzio Ferreira, nasceu na cidade de Cachoeira  no Estado da Bahia, em 14 de Junho de 1914. Teve seus primeiros contatos com a Doutrina dos Espíritos em torno de 1947, quando da freqüência às reuniões dirigidas pelo confrade Guaraci de Carvalho Lima e esposa, mais tarde filiando-se ao Centro Espírita Obreiros do Bem.
Espírito franco e dedicado profundamente ao serviço filantrópico, auxiliando diretamente ao “pobre”, ao desfavorecido socialmente, fundou o  Lar dos Velhinhos em Alagoinhas, o Lar do Irmão Velho em Feira de Santana, o Centro Espírita Irmão Salustiano em Ribeiro do Pombal, bem como o nosso Grupo da Fraternidade Leopoldo Machado; além de implantar a Campanha do Quilo em todas as cidades onde residiu.
Espírita convicto, defensor e praticante do Esperanto, da macrobiótica, e da meditação, Dórea é a representação viva do destemor pelo amor profundo em Deus. Suas obras foram e serão sempre lembradas pelo lema da Fraternidade entre as criaturas, pela ação corajosa e permanente demonstração da fé em seus atos