Estudando o Espiritismo

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sábado, 7 de abril de 2012

Escolha das provas


Escolha das provas

"O Livro dos Espíritos" - Questões 265 a 273

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.brCentro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Deise Bianchini
Mato Grosso do Sul
06/01/2001

Dirigente do Estudo da Noite:

Deise Bianchini - Naema

Oração Inicial:

<claralice> Boa noite amigos!!!!
Que a paz do Mestre Jesus nos envolva
Neste instante em que iniciamos mais uma vez as atividades do #Espiritismo_Estudos recorremos à prece que nos liga em pensamentos e sentimentos aos nossos queridos amigos espirituais
os mentores do canal Espiritismo e destas atividades e a todos os generosos amigos responsáveis pelas tarefas de divulgação da Doutrina Espírita E assim, rogamos a todos os mensageiros de paz, luz e amor a Jesus
e a Deus nosso Pai
pedindo-Lhes que nos permitam aqui estarmos sob Suas Bênçãos e que possamos ampliar, através do estudo, nossos horizontes de conhecimento e desta forma ampliarmos também nossas condições de aprendizes do Bem afim de que possamos perceber todas as oportunidades benditas em que devemos nos envolver em favor do Bem Que Jesus nos ilumine, bem como a todos que desenvolverão as tarefas de hj, ilumine a todos os presentes
e a todos aqueles que por algum motivo aqui não puderam estar E em nome de Deus e de Jesus iniciamos nossos estudos Assim seja!!

Exposição:

<Naema>Há Espíritos que, por provação, escolhem o contacto do vício, outros que o buscam por simpatia e pelo desejo de viverem num meio conforme aos seus gostos, ou para poderem entregar-se materialmente a seus pendores materiais, são aqueles cujo senso moral ainda está pouco desenvolvido. A prova vem por si mesma e eles a sofrem mais demoradamente. Cedo ou tarde, compreendem que a satisfação de suas paixões brutais lhes trouxe deploráveis conseqüências, que eles sofrerão durante um tempo que lhes parecerá eterno. E Deus os deixará nessa persuasão, até que se tornem conscientes da falta em que incorreram e peçam, por iiniciativa próprio, lhes seja concedido resgatá-la, mediante úteis provações." Pode parecer natural que se escolham as provas menos dolorosas, mas para o Espírito não é assim. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar. Sob a influência das idéias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado penoso. Na vida espiritual, porém, compara esses gozos passageiros e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos. Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar mais rapidamente. Após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais rápido. Não há, pois, motivo de espanto no fato de o Espírito não preferir a existência mais suave. Não lhe é possível, no estado de imperfeição em que se encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a fruí-la, é que trata de se melhorar. Se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando posição mais elevada, por que não haveria o Espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que o conduza à felicidade eterna? Os que dizem que pedirão para ser príncipes ou milionários, uma vez que ao homem é que caiba escolher a sua existência, se assemelham aos míopes, que apenas vêem aquilo em que tocam. Dizem todos os Espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, a fim de fazerem a sua escolha. Na vida corporal não se nos oferece um exemplo deste fato? Não levamos, freqüentemente, anos a procurar a carreira pela qual afinal nos decidimos, certos de ser a mais apropriada a nos facilitar o caminho da vida? Se numa fracassamos, recorremos a outra. Cada uma das que abraçamos representa uma fase, um período da vida. Não nos ocupamos cada dia em cogitar do que faremos no dia seguinte? Ora, que são, para o Espírito, as diversas existências corporais, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita, que é, como sabemos, a vida normal, visto que a outra é transitória, passageira? O Espírito , até que chegue ao estado de pureza perfeita passará constantemente por provas. Mas não tribulações materiais. Havendo-se elevado a um certo grau, o Espírito, embora não seja ainda perfeito, já não tem que sofrer provas. Continua, porém, sujeito a deveres nada penosos, cuja satisfação lhe auxilia o aperfeiçoamento, mesmo que consistam apenas em auxiliar os outros a se aperfeiçoarem. O Espírito pode escolher uma prova que esteja acima de suas forças e sucumbir. Pode também escolher alguma que nada lhe aproveite, como sucederá se buscar vida ociosa e inútil. Mas, então, voltando ao mundo dos Espíritos, verifica que nada ganhou e pede outra que lhe faculte recuperar o tempo perdido.

Perguntas/Respostas:

01 <Alan_Parsons> na verdade, não é uma pergunta. Gostaria apenas de fazer uma retificação ao que você estava colocando no canal... ao espírito não é dada prova superior a que possa suportar. Se vem a fracassar foi porque não foi bastante forte a vontade. (t)
<Naema> Bem, foi colado como se encontra no "O Livro dos Espíritos" , conforme a questão 269, na parte da resposta " Pode escolher uma prova que esteja acima de suas forças e, então, sucumbe; .... <Naema> eu encaro essa escolha como uma permissão de Deus, uma prova ao nosso orgulho (t)
02<_Celinha_> Obrigada. São duas.. tudo bem? <_Celinha_> [Naema] Boa noite a todos. A escolha das provas pressupõe que o Espírito está "escolhendo" o gênero de prova por qual irá passar... essa escolha é sempre isolada? Só dele? Ou os irmãos espirituais primeiro o preparam e alertam para as suas necessidades de evolução e acabam por ajudar nessa escolha? Como se dá esse processo? <_Celinha_> essa foi a primeira.
<_Celinha_>
[Naema] Abortos voluntários, ou seja, o bebê vem a falecer sem provocação materna, podem ser encarados como Espíritos que se assombram diante das provas que enfrentarão e por isso, psiquicamente, acabam por bloquear o fluxo de vida que os mantinham vivos? Ou seja, apesar de cientes das necessidades, fraquejam antes de reencarnarem? sendo que esta segunda tem correlação com o que o Alan Parsons fez menção agora à pouco. Muito obrigada.
<Naema> Nem todos os espíritos tem condições de escolher o gênero de provas, existem as encarnações compulsórias, motivadas por vários aspectos, inclusive auxiliar um outro irmão com o afastamento daquele espírito A partir do momento que atingimos um certo grau de evolução moral, começamos a escolher o gênero de provas que teremos que passar Sempre amparados, lógico, pelos nossos amigos espirituais, que seriam nossos instrutores Pois ao estarmos na outra vida, continuamos nosso aprendizado Nesse momento, ao fazermos nossas escolhas, se agirmos com humildade, procuraremos os conselhos para que nossa escolha seja efetiva Isso é, para que não desperdicemos oportunidades Normalmente não nos são dadas provas além daquilo que podemos suportar Utilizamos nosso livre arbítrio nas escolhas, e depois nas decisões quando encarnados Aí é que realmente somos postos à prova, porque não temos consciência desses compromissos. Vemos nos livros de André Luiz o espírito ao se preparar para encarnar passa por uma fase de esquecimento total e durante a gestação esse esquecimento vai-se completando ele vai-se envolvendo com o embrião e fazendo as ligações, como que se enovelando ao ser que está sendo formado Não sei dizer a você se nesse estado ele terá condições de se lembrar dos compromissos, mas pode haver essa desistência, pois os sentimentos dos encarnados, mesmo que não sejam conscientes, existem, e podem ser transmitidos ao feto em formação,imagine que vai reencarnar um inimigo antigo do pai ou da mãe, o compromisso espiritual foi feito, na carne eles não recordam, mas as lembranças do crime ou ódio podem continuar a existir e causar uma sensação de desamparo ao feto, que desiste Lógico, existem outros fatores.
Não sei se fui clara, o assunto é muito longo (t) 03 <Alan_Parsons> apenas para constar, o meu comentário está embasado numa mensagem de S. Agostinho no "O Evangelho Segundo o Espiritismo" . Aliás, concordo inteiramente com ele. Lembremos também que ele foi um dos espíritos da codificação.
<Naema> Sim , eu concordo com vc de maneira geral (t)
04<Safiri> Pode acontecer de um espírito não ter direito a escolhas ? Em caso afirmativo, quais as condições que levam a essa situação ? (t)
<Naema> Pode acontecer. Um espírito muito endurecido no mal, pode ter uma reencarnação compulsória Ou um espírito de suicida, precisa da reencarnação para recompor seu perispírito, mas está tão envolvido nos pensamentos recorrentes que não tem condições de escolha, é sempre um benefício que é concedido a ele ou a outros Li, mas não me recordo da referência, que o espírito de Hitler teria reencarnado como um deficiente físico e mental Para dar oportunidade, não apenas a ele, mas aos seus inimigos, àqueles que sofreram tanto e que não tinham condições do perdão Nessa situação, com ele "escondido" em um corpo físico, foi possível o resgate desses espíritos infelizes (t)
05<Alexia2> Se somos auxiliados ao escolhermos nossas provas, temos então espíritos que nos auxiliam durante todo esse processo, como se faz esse auxílio e de que forma podemos melhorá-lo (t)
<Naema> Todo auxílio obtemos através da prece Em nossas preces, feitas de coração, nos colocamos ao alcance dos conselhos dos nossos amigos espirituais que estão sempre nos intuindo, depende apenas de nós abrir os canais de contato :)))
06<_Celinha_> [Naema] Sua resposta sobre o aborto voluntário ser uma desistência por parte do Espírito reencarnante foi para mim, clara. Obrigada Naema. Apenas considero ainda oportuno lembrar que apesar de estar o Espírito num estágio letárgico ele pode encontrar condições de quebrar o laço com seu corpo físico em formação e por isso, falecer no útero materno. Isso naturalmente é concedido, porque Deus controla tudo. Sendo assim, esse Espírito, por exemplo até poderá provocar o seu próprio aborto uma, duas, três, enfim, não sabemos quantas vezes, mas até certo ponto, pois se Deus considerar que basta, sua reencarnação será compulsória e ele nascerá, quer queira quer não. Isso pode ocorrer com os suicidas por exemplo, que reencarnando têm duras provas no campo físico, já que na vida anterior (ou anteriores) desprezou e matou sua morada física.
<Naema> Muito bom, sem comentários:)))))
07<Alan_Parsons> a respeito de Hitler, tamanha foi a barbárie perpetrada que dificilmente poderia ser resgatada em apenas uma existência. Isso para não falar em outros exemplos lamentáveis como os de Mao-Tse-Tung, Ivan o Terrível, Vlad o Empalador... não obstante, isso fica ao inteiro alvedrio de Deus. Pode ser que a eles tenha sido concedida a ventura de resgatar tudo em uma única existência. (t)
<Naema> Acho muito difícil, Alan, que ocorra em uma única existência. Concordo com você . Só uma pergunta, alvedrio é a mesma coisa que critério? <Alan_Parsons> sim.
<Naema> :)))))
<Naema> Essa momento não é apenas para perguntas, comentários também são bem-vindos, pois estamos todos na mesma escola
08<_Celinha_> Olha vou fazer uma pergunta...acho que é meio chata... Os animais não têm consciência e no entanto, sofrem, porque alguns ficam aleijados, contraem câncer, etc. Logo, estariam também os animais sujeitos a provas?
<Naema> As provas, como encaramos na Doutrina Espírita, tem a finalidade de crescimento moral, dependendo da forma como a encaramos. Os animais não passam por esse processo, ainda não são espíritos. Portanto não estariam sujeitos a provas.
09<Alan_Parsons> retornando ao tema do resgate das culpas, cumpre ressaltar que o problema é psicológico. Um espírito que tenha cometido as piores barbaridades em uma existência dificilmente se poderia considerar desculpado após uma existência de padecimentos. Por isso o resgate é feito por etapas atendendo ao imperativo psicológico antes de tudo (t)
<Naema> O resgate só estará completo quando o espírito se conscientizar de seu erro. Com essa consciência ele próprio terá necessidade de se reconciliar com aqueles que fez sofrer. Essa consciência pode demorar séculos a ocorrer, mas chegará um dia Isso é certeza.
10<Jofer> Em alguns casos de abortos espontâneos, são os Espíritos que encontram-se ensaiando as próximas encarnações Exemplo Espíritos suicidas que não conseguem (pelo que de revolta e desequilíbrio que guardam no seu intimo) se segurar no útero da mãe, se desprendendo.
<Naema> Vou passar os comentários sobre a observação do Jofer à Celinha <_Celinha_> Jofer... boa lembrança...tínhamos feito esse comentário antes e realmente... o Espírito reencarnante, apesar de estar com a consciência semi-nublada pelo futuro nascimento... poderá sim, com sua força psíquica, romper os laços que o unem à mãe e ao seu corpo. Logo o que temos nessas situações é o Espírito inseguro de suas potencialidades em enfrentar suas provas.. você lembrou dos suicidas.. exatamente... nesses casos em especial, é muito duro o gênero de prova e por isso ele poderá desistir, apesar de carinhosamente assessorado. Mas isso têm um limite... Deus permite até um certo ponto.. depois disso, a reencarnação torna-se compulsória.
11<_Celinha_> creio que nem seja uma pergunta só um complemento ao que o Parson Um dos maiores cânceres que a Humanidade possui é o orgulho, que geralmente é o responsável pelo indivíduo ter que, mais tarde, trabalhar no resgate de sua dignidade espiritual através das provas. Outro é a culpa. A culpa pode colocar por água abaixo todo processo de recuperação dessa dignidade espiritual, por isso, a bendita fórmula do esquecimento. Imaginem por exemplo um espírito sabedor que dizimou milhares... sua culpa o perseguiria, além dos seus desafetos, ou pior, seus admiradores. O esquecimento é portanto, essencial para que a prova seja eficaz.
12<Josh___> era apenas uma pergunta complementar à colocação de reencarnações compulsórias! queria saber se está previsto também as provas compulsórias. Obrigado
<Naema> Fazemos nossas escolhas Josh, mas não se esqueça que o amor cobre uma multidão de pecados Aquele que veio nessa vida, para passar por determinado tipo de sofrimento pode levar uma vida tão boa, dentro dos princípios morais que terá amenizado o padecimento
Tem aquela história do homem que se comprometeu a perder um braço na atual encarnação, pois havia sido um assassino, que fez mau uso desse instrumento Quando deveria perder o braço, perdeu apenas um dedo Vemos assim, que nós mesmos fazemos nossos destinos Como última observação, as encarnações compulsórias não são provas as provas são escolhas nossas
O espírito não pediu para vir, veio obrigado

Oração Final:

<_Celinha_> Queridos amigos e amigas deste Canal... Vamos unir nosso pensamentos a Deus e fazer uma bela prece de agradecimento e de amor a esta vida e a tudo quanto possuímos por graça do nosso Pai. Bela, não no sentido das palavras, mas do sentimento... E portanto, com o todo amor do nosso coração, agradecemos Pai Carinhoso, por Sua Infinita Bondade para com todos nós e em especial, agradecemos por esta noite de aprendizado junto a amigos queridos e que tão leve e feliz deixa a nossa existência. Pai, dos seus filhos queridos, um carinhoso Muito Obrigado pela VIDA e rogamos que o trabalho deste Canal e esta amizade mesmo à distância, permaneça firme e sincera, fortalecendo nossos laços de irmãos que somos todos nós. Com a sua Benção, pedimos hoje agora e sempre, muita Paz a todo o Universo. e que assim seja.

Escolha das Provas - Emmanuel


Escolha das Provas

Livro: Nascer e Renascer - 06
Emmanuel & Francisco Cndido Xavier
Estudando o problema da escolha de provações da Esfera Espiritual para o círculo das experiências humanas, imagine­mos um campo de serviço terrestre em que determinado trabalhador é chamado à execução de tarefa específica.
Decerto que, aí dentro, vige a liberdade na razão direta do dever bem cumprido.
O servidor que haja inutilizado deliberadamente as peças do arado que lhe requer devoção e suor gastará tempo em adquirir instrumento análogo com que possa atender à orientação que o dirige.
O lavrador invigilante que tenha permitido por desleixo a incursão de vermes destruidores na plantação que lhe define o trabalho, não pode esperar a colheita farta antes que se consagre à limpeza e à preservação da leira que a administração lhe confia.
O cooperador com a infelicidade de envolver-se em processos de crueldade, terá cerceado a sua independência de ação, de vez que será necessário circunscrever-lhe a influência em processo adequado de reajuste.
Entretanto, se o operário fiel da lavoura satisfaz agora a todos os requisitos das obrigações a que se vê convocado, sem dúvida, plasma, em seu próprio favor, o direito de indicar por si mesmo o novo passo de serviço na direção do futuro, com pleno assentimento da autoridade superior que lhe traça o roteiro de lutas edificantes.
Assim, além da desencarnação, nem todos desfrutam de improviso a faculdade de escolher o lugar ou a situação em que deva prosseguir no esforço de evolução, porqüanto, quase sempre, é imperioso o regresso às sombras da retaguarda para refazer com sofrimento e lágrimas, amargura e sacrifício o ensejo perdido de acesso à luz.
Se desejas a marcha vitoriosa para lá dos portais de cinza em que se nos renova a visão espiritual, afeiçoa-te, com perse­verança e lealdade, ao próprio dever, dele fazendo o pão espiritual, cada dia, porque para alcançar o triunfo e a elevação de amanhã, é indispensável consagrar-lhes a nossa atenção desde hoje.

A escolha da prova


A escolha da prova


Esta comunicação confirma dois aspectos que desenvolvemos no post anterior. Por um lado, o espírito tem alguma liberdade na escolha da prova reencarnatória, sendo chamado a participar no trabalho preparatório de toda uma equipa que se envolve na concepção de mais uma etapa evolutiva do ser.

Por outro, para que a nova reencarnação tenha sucesso na aquisição de valores expressivos em benefício do espirito, no seu regresso ao mundo espiritual, constituindo-lhe um acréscimo de alegria pelo aprendizado conseguido, necessário se torna que ele detenha desde logo um repositório de aquisições bem firmado que lhe permita reafirmar as suas boas intenções, manifestadas na espiritualidade, mas depressa esquecidas, perante mais um desafio terreno, exposto que se encontra, desde o nascimento, a tentações muito difíceis de resistir.

Quanto maiores forem os privilégios duma reencarnação concretizada num mundo de conforto e prazeres, maiores serão os desafios que o espírito terá de enfrentar. Poucos o conseguem, pois fácil se torna deixarmo-nos seduzir pela aparência duma vida livre de escolhos, onde crescem o egoísmo, o orgulho da raça, do nome de família e da fortuna, características do estádio em que ainda se encontra a nossa morada terrena.

Àqueles que lhe resistem, chamamos-lhes "santos", já que pelos obstáculos que têm de ultrapassar, se constituem como espíritos de excepção. Daí que seja de fundamental importância, o cuidado com que são preparadas as reencarnações de cada um de nós, de acordo com as nossas reais capacidades e aquisições, no momento actual em que a maioria de nós se encontra, devendo com humildade, seguir as orientações que, no mundo dos espíritos nunca nos faltam, para que um progresso, ainda que lento na aparência, se possa efectivamente concretizar.


Após a leitura duma lição do Capítulo: "Sede Perfeitos", manifestou-se um espírito, bastante triste pela opção tomada, antes da sua última reencarnação:
Fui autorizado a comunicar-me, através da médium, para vos deixar um pequeno apontamento da minha própria história para que sirva de alerta a muitos de nós. Agradeço a quem mo permitiu e peço também autorização a vós outros para que oiçam com atenção as minhas simples palavras.


Fui eu, João de A. e M., pertencente a uma das mais célebres famílias terrenas, tendo escolhido, ainda minado de orgulho e ansioso por usufruir todos os privilégios da Terra, indiferente a alguns conselhos que os meus guias, os meus mestres me inspiravam, tentando demover-me da mais perigosa das provas terrenas –a riqueza – insensível a todos os avisos, porque as minhas forças e os meus muitos defeitos me iriam, provavelmente, fazer cair, insisti até conseguir a reencarnação desejada.


E, assim, num belo dia, nasci no seio dessa família que tudo me prodigalizou: amor, atenção dos muitos criados que colocaram ao meu serviço, mas também dinheiro, muito dinheiro, com o qual convivi desde tenra idade.


Não me prepararam, meus pais terrenos, para o perigo do mau uso que se pode fazer, não me ensinando a gerir as minhas economias que me caíam nas mãos sem que eu fizesse o mínimo esforço para as obter. Podeis imaginar os perigos que enfrentei e a que mal soube resistir, pois cheio de contentamento, gastava egoisticamente tudo em mim e quanto mais tinha mais desejava e mais gastava.


Percorri toda essa existência terrena, gozando os prazeres da vida, todos aqueles que o dinheiro me podia proporcionar, não me furtando a nada, não prescindindo de qualquer um deles, sempre rodeado de muitos amigos (julgava eu), porque, quando muito temos, muito atraímos a nós, excepto, o melhor que nos podem dar – a amizade desinteressada, a mão amiga que nos apoia quando necessitamos e até aquela que nos contraria quando erramos – nem aí fui auxiliado, pois apenas pretendiam de mim aquilo que o meu dinheiro lhes podia proporcionar. Não que os acuse – que fique bem claro – porque o único responsável da minha queda fui eu com o meu egoísmo, com o meu desinteresse pelos pobres, por aqueles que sofriam, por aqueles que nada tinham e que se contentariam com uma simples moeda que eu gastava num abrir e fechar de olhos.


Em nada pensei que fosse exterior a mim, mas também nada ganhei, pois cheguei ao final da minha existência, fútil e vazia, tão fútil e vazio como ela própria; de alma seca, de sentimentos quase despida essa alma e ainda revoltada, porque a minha juventude tinha partido e, com ela, esses mesmos prazeres que tanto me deliciavam e que tanto me iludiram, proporcionando-me essa mesma queda.


Cheguei ao Mundo Espiritual ainda mais vazio e quando abri os olhos e me encarei, chorei, oh se chorei! Chorei pelo tempo que perdi, pelo egoísmo que não combati, por um Mundo que eu almejava e que estava ainda mais distante do que quando eu reencarnei.


Como me arrependi de ter falhado os meus propósitos, porque podeis crer, o meu propósito era sincero e era firme.

Só não era suportado em qualidades verdadeiramente adquiridas e que me fariam realmente progredir na Terra, onde a memória se escapa e onde as culpas cravadas na nossa alma são como que esbatidas, permanecendo apenas no inconsciente que, às vezes, brota e nos diz – quando queremos ouvi-lo – que estamos errados e que devemos mudar de direcção. Quase nunca ouvimos essa consciência, porque são os prazeres mundanos que a atrofiam, que a mandam calar para podermos seguir em frente gozando-os plenamente.


Agora estudo afincadamente, trabalho - sempre que me autorizam - naquilo que sei fazer, que é ainda muito pouco.


Tenho vindo a estas reuniões para ouvir as benditas lições que aqui são transmitidas a muitos como eu e medito como a minha vida provavelmente teria sido outra, se no meu lar rico e cheio de luxos eu tivesse alguns momentos semelhantes a estes, cultivados por aqueles que tinham a obrigação de me educar (e continuem a não ver qualquer crítica nestas minhas palavras); apenas tristeza por uma oportunidade perdida.


Que Deus me possa orientar os passos daqui por diante para que possa futuramente ganhar com merecimento uma nova oportunidade de regressar para provar que posso e devo mudar.


Registai bem esta minha história que não tem maior interesse senão de servir como exemplo para todos aqueles que se desviam do caminho recto, inebriados pelos prazeres terrenos.


Dizei a cada um deles, sempre que tiverem oportunidade, que meditem na lição de Jesus. Ensinai-lhes o que lhes acontece quando desrespeitam a Lei e quando aportam aqui a este lado: não são acusados, mas choram tristemente de arrependimento, porque maltrataram as Leis Divinas e a si mesmos.


– Obrigado querido amigo.
- Nada mereço para que me agradeçam.


–Ao ouvir as tuas palavras, amigo, “montes” de pensamentos desencontrados nos assomam à nossa mente e nós que conhecemos a doutrina espírita e temos a obrigação de conhecer as finalidades da existência terrena, quantas vezes nos perguntamos: “Será que estou a falhar? Será que estou a ir por mau caminho?”
E existe um ditado que todos nós bem conhecemos: Nunca digas desta água não beberei. Eu próprio me pergunto a mim, se tivesse nascido rico da riqueza terrena, será que eu teria até agora passado até agora uma prova tão perigosa?


- Quase nunca se consegue…Alguns espíritos superiores resistem e distribuem essa riqueza que herdaram por todos aqueles que se lhe aproximam sem olhar, sem pensar sequer o que poderiam fazer com esse mesmo dinheiro que é seu. Mas são poucos aqueles que o conseguem.

Aprendi à minha custa que só devemos pedir esta prova quando já tivermos muita experiência e muito amor ao próximo e a Jesus.


– É verdade meu amigo. Quantos de nós não dizemos: Ai, se eu fosse rico! Eu faria a caridade…aliás o Evangelho remete-nos para um desejo secreto de satisfazermos a nós próprios e só depois os outros. Confesso que eu tenho medo e por isso, comungamos contigo os nossos sinceros sentimentos de que possas triunfar no Mundo Espiritual, porque Deus é o Pai infinitamente bom e justo. Rogamos-Lhe por ti nesta modesta reunião que tantas lições nos traz do Evangelho e lições vivas como as tuas.


- Orai sim, orai por mim que tanto preciso, pois irei, conduzido pelos meus Mestres, desta vez avisadamente e com a sua ajuda, reencarnar numa existência miserável, necessitando de tudo, mas recebendo algo precioso e que me sustentará nas provas que terei de enfrentar: o Amor duns pais amantíssimos de muitas vidas, que tudo farão para me evitar a fome e o frio – mitigando-o, pois não o poderão fazer totalmente.
Aí aprenderei com a dor da indiferença dos ricos a ser mais humilde e a apreciar verdadeiramente o valor do dinheiro.
Para tentar então, posteriormente, e novamente a mesma reencarnação que ora falhei, pois quando falhamos não devemos desistir.


Devemos aprender, porfiar que um dia conseguiremos sair vitoriosos daquilo em que fracassámos.
Orai, pois por mim. Orai por mim.


Manuel

A escolha das provas


A escolha das provas




Antes de começar nova existência corporal, na erraticidade, o Espírito escolhe o gênero de provas por que há de passar, e nisso consiste o seu livre-arbítrio (questão 258 de O Livro dos Espíritos, a obra fundamental do Espiritismo).

Desenfaixado do corpo físico, em regra, o Espírito desfruta de ampliada percepção, que não fica limitada aos cinco sentidos conhecidos e usados por nós no planeta Terra: a visão, o tato, o olfato, a audição e o paladar, razão pela qual enxerga com muito maior clareza os erros, males e equívocos cometidos anteriormente, ansiando por corrigi-los e repará-los o mais rapidamente possível, em nova existência corporal que pretende ocorra em breve tempo. É claro que, pelas mesmas razões, constata também os acertos que praticou, vibrando com a oportunidade e com a possibilidade de acertar cada vez mais, no rumo do aperfeiçoamento constante.

Como a pressa é grande e o desejo de reparação ainda maior, solicita o Espírito aos Mentores Espirituais, muitas vezes, permissão para enfrentar diversas e difíceis provas ao mesmo tempo, ocasião em que os avalistas de nova existência corporal aconselham e orientam para que esta se dê em menor escala, a fim de evitar o sucumbimento, o fracasso, que por certo adviria se o pedido fosse atendido integralmente.

Não é incomum, assim, que se peça para renascer entre malfeitores ou entre ladrões, por exemplo, conhecendo-se os riscos que tal escolha representa, exatamente para pôr em prova o caráter, bem como para tentar dominar as tendências equivocadas. A propósito, é muito comum entre nós, os viventes aqui da Terra, lamentavelmente, esta inclinação para o furto, para o roubo, para levar vantagem em tudo, como facilmente se observa em nosso dia-a-dia. E é evidente que o fato de ser comum não lhe retira o erro, o equívoco, o prejuízo causado a outrem e, por isso, obrigatoriamente, deverá ser reparado por quem o pratica, por quem assumiu tal compromisso, sem nenhuma exceção.

Se há liberdade de escolha, ainda que relativa em alguns casos, há de outra parte responsabilidade pelos atos praticados e, a toda evidência, responsabilidade pelas conseqüências decorrentes da prática de tais atos, como é lógico.

Outrossim, há também os que desejam renascer entre os ricos, muito ricos, para colocar em prova a sua conduta, o seu comportamento, o seu caráter, etc.

Dependendo do caráter do indivíduo, para exemplificar, a riqueza pode torná-lo avaro ou pródigo, egoísta ou generoso, voltado ou não para a sensualidade, etc.

A muitos parece absurda a idéia de que alguém prefira escolher a prova da pobreza, e não a prova da riqueza. No entanto, esta conclusão decorre apenas de ser superficial a análise, uma vez que, realizada em profundidade, conduzirá a que a prova da riqueza é em geral muito mais difícil.

Mais difícil porque as tentações serão maiores e as facilidades enormes, em variados campos de atuação, razão pela qual a queda pode tornar-se bastante fácil.

Quem conseguir fazer bom uso dos recursos que detém em abundância, como, por exemplo, criar empregos que redundem em trabalho e renda dignos a terceiros; quem construir creches e escolas que auxiliem sobretudo os mais necessitados, facilitando-lhes o acesso ao conhecimento e à melhor qualidade de vida; quem oferecer, enfim, oportunidades de progresso material, intelectual e moral aos outros, estará se saindo airosamente da prova da riqueza a que se submeteu.

Na prova da pobreza, do mesmo modo, apenas para exemplificar, quem resistir às tentações do furto, do roubo, de causar prejuízo a outrem; quem conseguir se conduzir sem revolta, com retidão de caráter, com disciplina, com determinação, com empenho e esforço, com honradez e honestidade, estará também se saindo vitoriosamente da prova, sem a menor sombra de dúvida.

Por esta simples e ligeira exposição, visto que a escolha das provas é assunto extenso, complexo e de incontáveis variáveis, não é difícil concluir desde logo que aqui não estamos em férias.

Estamos, sim, nesta escola, nesta prisão ou neste hospital chamado Terra, em regime de aprendizado, uma vez que necessitamos muito aprender, crescer e progredir, intelectual e moralmente, na direção da perfeição e da suprema felicidade, destino final de todos nós.

Procuremos, pois, fazer sempre o Bem, preferentemente sem olhar a quem, que seguramente seremos muito mais felizes. E muito mais felizes desde agora.
Antônio Moris Cury

Destino versus escolha das provas


EDUARDO BATISTA DE OLIVEIRA
ebatistadeoliveira@ig.com.br

Juiz de Fora, Minas Gerais (Brasil)

 

Destino versus escolha das provas

Dogmas são preceitos apresentados como certos e indiscutíveis e cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar.
Por princípio, a Doutrina Espírita não é dogmática, mas, sobretudo, ciência e filosofia, com conseqüências religiosas. Por isso, dias atrás, estranhou-me  ouvir uma pessoa (querida) afirmar, não sem fundamentação, que via no livre-arbítrio um dogma do Espiritismo. Segundo sua lógica, o princípio do livre-arbítrio contrariava outro pressuposto do Espiritismo, que é o destino, entendido este no sentido de um programa reencarnatório.
À primeira vista, pareceu-me que havia razão naquela afirmativa. Pois, de fato, se tudo o que nos acontece na vida presente estivesse previsto, o livre-arbítrio seria uma balela. No entanto, recusei-me a aceitar a lógica apresentada e procurei estudar o assunto, segundo o ensinamento dos Espíritos Superiores, base do Espiritismo, tendo chegado às seguintes conclusões, resumidamente:
1) Antes de nova existência corpórea, o Espírito escolhe o gênero de provas a que deseja se submeter; nisto consiste o livre-arbítrio na escolha das provas. Entretanto, Deus, ao conceder ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências.
2) Na escolha das provas, o Espírito, via de regra, segue uma orientação: o desejo de sua própria evolução. Por isso, o Espírito não escolhe as provas menos penosas. Liberto da matéria, o Espírito não vê nas provas somente seu lado penoso, mas um atalho que o faça alcançar mais rapidamente um estado melhor, como um doente pode escolher um remédio mais desagradável para se curar logo.
3) A despeito do livre-arbítrio, Deus pode impor certa existência a um Espírito, quando este não estiver apto a compreender o que lhe seria mais proveitoso.
4) O Espírito escolhe o gênero das provas: os detalhes são conseqüências da posição escolhida e, freqüentemente, de suas próprias ações. O Espírito, escolhendo um caminho, sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe que acontecimentos o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias.
5) Por fim, o Espírito pode escolher prova que esteja acima das suas forças e então sucumbir. Por outro lado, pode escolher outra que não lhe dê proveito algum, como um gênero de vida ociosa e inútil. Nesses casos, voltando ao mundo espiritual, percebe que nada ganhou e pede para recuperar o tempo perdido.
Da forma exposta, compreendi melhor os princípios do livre-arbítrio e do destino. Compreendi que, apesar de à primeira vista termos a impressão de que um desses pressupostos contraria o outro, tal lógica incorreta, do ponto de vista espírita, é motivada pela confusão que fazemos, tomando por destino os mínimos detalhes de nossas vidas. O certo é que nem tudo está previsto, mas apenas o gênero das provas a que nos submetemos a cada vez: isto, sim, é fruto da nossa própria escolha, ou das escolhas que fizemos e decisões que tomamos em vidas passadas.
É certo que muito mais ainda há a se dizer sobre o tema. De modo que, se Deus assim o permitir, poderei, de uma próxima feita, continuar discorrendo sobre determinismo e livre-arbítrio.
Encerro com um princípio da justiça da Lei Divina, muito apropriado a toda essa reflexão (e que nos serve de estímulo à prática do bem): “A ação positiva do presente corrige efeitos do passado negativo”.

Escolha das Provas (Estudo 47 de 193)


Escolha das Provas (Estudo 47 de 193)





LE047-Estudo Sintetico do Livro dos Espiritos
LIVRO DOS ESPIRITOS- Allan Kardec. Da Vida Espirita. Parte Segunda. Capitulo VI. Perguntas 258 a 273.
Tema: Escolha das Provas

a) "Em pleno gozo do seu livre-arbitrio e na erraticidade: o Espirito pode escolher o genero de provas por que ha' de passar."

b) "Dando ao Espirito a liberdade de escolha, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequencias que estes tiverem".

c) "Do fato de pertencer ao Espirito a escolha do genero das provas nao implica que todas as tribulacoes que experimente estejam previstas. As particularidades ocorrem como consequencia dos atos e acoes praticadas."

d) "Entre as provas mais dificeis, para o Espirito em evolucao, temos a da riqueza que evidencia tentacao para o egoismo, a vaidade, a ambicao e a avareza. E dificil, tambem, a de nascer e viver entre pessoas de ma' vida num ambiente de delinquencia."

e) "Aos Espiritos, em sua origem, simples e ignorantes incapazes de procederem 'a escolha da prova que necessitam, Deus lhes supre a inexperiencia tracando-lhes o caminho que devem seguir, como o fazeis 'as criancinhas."

f) "Deus nao apressa a expiacao, sabe esperar, todavia, pode impor certas existencias a um Espirito, quando este, pela sua inferioridade ou ma' vontade, nao se mostra apto a compreender o que lhe seria mais util.

g) "As provas sao indispensaveis para o aperfeicoamento do Espirito, todavia, quando ja' elevado a um certo grau, continua sujeito, nao a provas, mas a deveres, cuja satisfacao auxilia-lhe a evolucao ate' 'a perfeicao."

h) "O Espirito pode escolher uma prova que esteja acima de suas forcas e sucumbir, assim como, pode tambem, escolher uma vida ociosa e inutil, sem qualquer proveito para a sua evolucao."

i) "Dependendo do genero de expiacao, um Espirito que tenha vivido entre racas, tidas como civilizadas pode reencamar entre povos mais atrasados."


QUESTOES PARA ESTUDO E DIALOGO VIRTUAL:

1 - Todos os espiritos escolhem o genero de provas que terão de passar quando encarnados ?

2 - Tudo que nos acontece na vida e' consequencia do genero de provas que escolhemos"?

3 - Como e' determinada as provas dos espiritos que nao tem o seu livre arbitrio plenamente desenvolvido ?

4 - A nossa visao ao escolher uma prova e' a mesma visao de quando estamos no corpo fisico ?

5 - Pode um espirito escolher uma prova que lhe seja inutil para sua evolucao ?


Escolha das Provas


Escolha das Provas

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.brem conjunto com o Centro Espírita Maria Angélica
Palestrante: Sandra Sales
Rio de Janeiro
21/01/2000

Organizadores da palestra:

Moderador: "Wania" (nick: |Moderadora|) "Médium digitador": "jaja" (nick: Sandra_Sales)

Oração Inicial:

<Caminheiro> Pai querido! Tantas e tantas vezes nos deparamos com problemas em nossas vias e nos perguntamos: "Por que tanto sofrimento, tantas dificuldades? Será que atirei pedras na cruz?" E a resposta, nas maioria das vezes é: "Sim. Atiramos muitas pedras na cruz! Não na Cruz de Jesus, mas em nossa própria cruz!" Reclamamos diante de problemas grandes e pequenos, sem percebermos que o teu amor e o teu carinho por nós nos guia e acompanha sempre! Então, Paizinho, queremos hoje aproveitar estes momentos de aprendizado, de estudos; para - juntamente com nossa maninha Sandra Sales - começarmos, pelo menos, a compreender o por quê de certas provas, de certos problemas a enfrentar, de certas barreiras difíceis de transpor! Ilumina-nos com a presença de teus benfeitores, de modo que, mais que simplesmente aprendermos, possamos transformar em prática cotidiana o nosso aprendizado! Que assim seja, em nome de Jesus!

Apresentação do Palestrante:

<Sandra_Sales> Meus queridos irmãos, que a paz de Jesus esteja com todos nós para que possamos aproveitar bem nosso estudo de hoje. Colaboramos no movimento espírita, na divulgação doutrinária. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Sandra_Sales> Sabemos que nossa existência é um caminho em direção a um progresso cada vez maior, que visa nos conduzir a tão almejada felicidade. Para tanto, Deus nos concede várias experiências, através das diferentes encarnações, nas quais aprendemos, ensinamos, ensaiamos, erramos, experimentamos todo tipo de provas e expiações. Sem tais circunstâncias não conseguimos o aprendizado necessário. Entretanto, Deus, na sua infinita bondade, nos possibilita a participação na escolha destas provas. Sem dúvida alguma, tal participação está condicionada à nossa maturidade espiritual, isto é, quanto maior nosso progresso, maior nossa capacidade e liberdade de escolha. Além disso, a toda ação teremos uma reação correspondente, isto é, nossa colheita dependerá de nossa semeadura. (t)

Perguntas/Respostas:

<|Moderadora|> [01] < Wania> Qual é a diferença entre prova e expiação?
<Sandra_Sales> Prova é toda e qualquer experiência que nos serve de desafio, de teste. Pode ser missionária ou não. Expiação diz respeito às experiências que temos que vivenciar para reparar algum erro ou atitude equivocada. Toda expiação acaba sendo uma prova, mas nem toda prova é uma expiação. (t)
<|Moderadora|> [02] <Caminheiro> Por que necessitamos de "provas"? Elas são para provar algo para Deus ou para provar algo para nós mesmos?
<Sandra_Sales> Toda experiência de aprendizagem oferece desafios. Alguns em função do próprio "desconhecido", outros em razão de nossos tropeços e outros em razão da necessidade de reforçar o que já foi aprendido. Na nossa condição espiritual necessitamos de provas, muitas ainda na esfera material, em função do nosso grau evolutivo. Dizem os amigos espirituais que os espíritos mais evoluídos não necessitam de provas como nós as concebemos, mas ainda têm o que aprender. Portanto, a idéia de prova está relacionada a aprendizagem e, portanto, refere-se a nós e não a Deus, que tudo sabe. (t)
<|Moderadora|> [03] <Wania> O espírito que está no processo reencarnatório, tem idéia do que lhe espera na vida terrena?
<Sandra_Sales> Normalmente sim, mas nem sempre. Porém, na maioria das vezes, como você disse bem, tem "idéia". Uma analogia interessante é o nosso processo de "viagem" aqui mesmo na Terra. Sabemos para onde vamos, o que levamos, o que desejamos, mas não conhecemos todos os detalhes deste percurso. Para isso, dizem os espíritos, necessitamos maior progresso espiritual que nos permitirá olharmos nossas vidas tal como se estivéssemos no alto de uma montanha. (t)
<|Moderadora|> [04] <Billykid> As provas faz com que soframos certas vezes . Contudo estes sofrimentos tem caráter positivo quando superados. A não superação dessas provas pode gerar algum trauma que de alguma forma atrapalhe a evolução?
<Sandra_Sales> Toda prova que foi superada é motivo de muita alegria para o espírito e quando não é motivo de infelicidade. Podemos entender que gere algum "trauma" se isso for compreendido como a tristeza, a frustração, a decepção pela não realização dos propósitos no bem. Entretanto, nenhum sofrimento é eterno e Deus, na sua misericórdia, nos oferece sempre novas oportunidades. A doutrina espírita é a doutrina da confiança, da alegria, do desejo e da fé num futuro melhor. Não há prova ou expiação que nos impeça de alcançar tal futuro. (t)
<|Moderadora|> [05] <Wania> O espírito escolhe o seu destino de um modo geral, ou escolhe todas as situações da sua vida?
<Sandra_Sales> O espírito faz um planejamento prévio, vamos assim dizer, orientado pelos mensageiros espirituais. Não tem acesso a todas as situações de sua vida. Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" temos a história do senhor que ora, sedento, num deserto. Ele não sabe como conseguir água, mas a sua prece inspira-o a caminhar seguro na direção do que precisa Em outros momentos, os amigos espirituais nos relatam que algo que estava planejado sofre alguma adaptação. Tudo isso concorre para o nosso progresso. Nossa conduta no bem é capaz de nos proporcionar alguma alegria que não nos estava "reservada". Por exemplo, conhecemos várias companheiras que depois do trabalho de evangelização infanto-juvenil, ou da adoção de alguma criança, conseguiram realizar o "sonho" da maternidade que, até então, não havia sido possível. Concluindo, nossa vida é construída diariamente e devemos ter em mente que todo dia é dia de fazê-lo feliz. (t)
<|Moderadora|> [06] <Wania> No que se baseia o espírito, para escolher as suas provas?
<Sandra_Sales> O espírito escolhe suas provas baseado, primeiramente, na Lei de Liberdade. Em "O Livro dos Espíritos, questão 843, temos: "Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina." Como nos diz Vinícius, no livro "Em torno do Mestre", nós participamos da obra divina como co-criadores, ou seja, cada um responde pelos seus atos. Contudo, não nos parece agradável pensarmos em escolhas que gerem sofrimento.
Os espíritos nos esclarecem que "se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando posição mais elevada, por que não haveria o espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que o conduza à felicidade eterna?" ("O Livro dos Espíritos", questão 266)
Sabemos que precisamos agir com caridade não tratando tais esclarecimentos de forma simplista, do tipo "meu amigo está sofrendo, naturalmente agiu mal em outras vidas, está recebendo o que merece." Todo sofrimento é, antes de tudo, oportunidade de trabalho no bem e crescimento espiritual, para quem sofre e para aqueles que com ele convivem. (t)
<|Moderadora|> [07] <Caminheiro> Como fica a escolha das provas quando ainda não estamos em condições morais de escolhê-las? Quem escolhe por nós?
<Sandra_Sales> Sua pergunta lembra a de Kardec, na questão 262 de "O Livro dos Espíritos", onde os espíritos respondem que "Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem." (t)
<|Moderadora|> [08] <Selma_AM> Boa noite, Sandra! O fato de havermos escolhido uma prova, e passarmos com êxito por ela, pode nos eximir de passarmos por determinada expiação?
<Sandra_Sales> Sim. A justiça de Deus é misericordiosa. No livro "Ecos de São Bartolomeu", Luis Antonio Millecco relata um possível acidente que ocorreria com um rapaz ao pisar numa casca de banana. Entretanto, sua vida dedicada ao bem colocou no seu caminho uma pessoa bem intencionada que retirou a casca do chão segundos antes da provável queda. Nós desconhecemos o poder das boas ações, por menores que sejam. Em outro caso, Irmão X, em "Cartas e Crônicas", conta que dois rapazes escaparam de uma mordida de uma serpente, pois pararam para dividir o seu único pão com um ancião faminto. Confirmando, nossa boa ação nos livra de males maiores. (t)
<|Moderadora|> [09] <Wania> Pode acontecer do espírito escolher provas que não representem nada para o seu processo evolutivo?
<Sandra_Sales> Nenhuma encarnação fica sem valor e os espíritos, devidamente orientados pelos mentores, querem aproveitar a oportunidade ao máximo. Ele pode, sim, ao atravessar a prova, não se empenhar e, portanto, deixará passar a chance de crescer espiritualmente mais um pouco. Seria o que a gente diz, informalmente, "desperdiçar a reencarnação", ou "deixar para a próxima." (t)
<|Moderadora|> [10] <Caminheiro> É lícito a alguém escolher passar pela prova de ser "abortado"? Caso positivo, como fica a responsabilidade da mãe neste ato?
<Sandra_Sales> Nenhum espírito escolhe algo que comprometa outro. Ele escolhe sim a prova, isto é, não vingar após o nascimento, ou antes dele. Mas isto não implica em induzir a mãe ao aborto. Se ele precisa passar pelo sofrimento da rejeição materna, isto não quer dizer que a mãe precisa abortá-lo. A Providência Divina aproveita-se de situações em que escolhas já feitas (aborto) sirvam de experiência para espíritos que necessitem viver o sofrimento da rejeição. Lembrando "O Evangelho Segundo o Espiritismo": "o escândalo é necessário, mas ai daquele por quem o escândalo venha." (t)
<|Moderadora|> [11] <Selma_AM> Qual a principal característica que nos dará a certeza de estarmos passando por uma prova ou de estarmos expiando erros de vidas passadas?
<Sandra_Sales> Não nos parece que essa diferença seja importante, até porque isso não é claro nem permitido conhecer, na maioria das vezes. O importante é que aproveitemos qualquer desafio para nossa melhoria espiritual. Como dissemos antes, todo sofrimento implica em aprendizado, mas não devemos buscá-lo, muito menos provocá-lo. Seremos sempre responsáveis pelos nossos atos. Deus é justo, bom e a tudo provê. Dá-nos liberdade e responsabilidade pelos nossos atos e pensamentos. Sejam provas ou expiações, são todos momentos de decisão e ação, sobretudo no bem. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

<Sandra_Sales> Podemos concluir dizendo que quanto maior a nossa dificuldade, maior a nossa necessidade de progresso. Tais situações se afiguram como expiações. Entretanto, as provas que nos parecem mais suaves, ainda que difíceis para outros, revelam já determinada superação, ou tranqüilidade. O que precisamos ter em mente é que contamos sempre com a ajuda dos amigos espirituais para uma vida mais correta, para a vitória sobre as dificuldades, para a superação das provas, isto é, para o encontro "do caminho, da verdade e da vida", ou seja, uma vida amparada pelos ensinamentos do Mestre Jesus. Que o Mestre nos abençoe, nos dê coragem, fé e confiança, pois, como ele próprio nos disse, nunca nos deixa sós. E com esse encorajamento podemos seguir em frente mais seguros e firmes. E que assim seja! (t)

Oração Final:

<Kaminheiruo> Pai querido! Que momentos magníficos de aprendizado nos concedeu hoje! Pedimos que fique em nossos corações as lições desta noite! Que sejamos um pouquinho melhores amanhã que hoje! Que sejamos praticantes verdadeiros da Doutrina Espírita, procurando antes reformarmo-nos intimamente que julgar ou condenar quem quer que seja! Que, a partir de hoje, saibamos compreender melhor nossas provas, transformando-as em proveito para nossa evolução. Assim seja!

Escolha das Provas: é possível escolher fazer o mal?


Escolha das Provas: é possível escolher fazer o mal?

Carlos Augusto Petersen Parchen
Recebemos, recentemente, a seguinte pergunta: "pode um espírito escolher, como prova para sua próxima encarnação, ser um criminoso ou praticar o mal?"
Vamos abordar tal questão.
Em o Livro dos Espíritos, Kardec faz uma abordagem geral da escolha das provas, sem no entanto explicitar todas as situações onde isso ocorre e onde isso não ocorre.
A escolha das provas, de maneira livre e consciente pelos espíritos desencarnados, só é possível quando o espírito tem um certo grau de conhecimento, discernimento e qualidades morais para tal.
Na verdade, do modo que os espíritos respondem da questão 258 em diante, bem genericamente, pode-se interpretar, com uma leitura inicial e não aprofundada e complementada pelas outras obras, que todos os espíritos escolhem livre e conscientemente suas provas na erraticidade.
Mas não é isso que está dito, o que é confirmado pela Leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo e das outras obras básicas. O que se pretende dizer é que o Espírito, ao exercitar o livre arbítrio, quer como encarnado, quer como desencarnado, em suas atitudes e trânsito perante as Leis Divinas, estabelece automaticamente para si as suas provações e, portanto as "escolheu" livremente, por sua própria vontade.
Na realidade, não haveria necessidade nenhuma de que os espíritos pudessem, na erraticidade, "escolher" provas e expiações, pois a Lei de Causa e Efeito, a Lei de Ação e Reação, a Lei de Justiça já registraram no perispírito e na mente do espírito as energias e tendências que o farão enfrentar as provas e expiações que necessite passar. Isso é automático e faz parte da justiça Divina e da Lei Natural.
É por isso que só a espíritos um pouco mais esclarecidos é dado a oportunidade de "escolher" suas provas e expiações, mas mesmo assim, é preciso lembrar que o livre arbítrio é inviolável, e que o espírito não lembrará, depois de encarnado, que "escolheu" isto ou aquilo, e poderá tomar atitudes e decisões que levem ao caminho completamente oposto do "escolhido".
Isto é uma verdade peremptória, pois se assim não fosse, nós seríamos "robôs", autômatos", "marionetes", ou seja, teríamos instalado o determinismo, que a Doutrina Espírita tão bem nos explica que não existe.
Infelizmente, muitos espíritas "estudam" espiritismo apenas pela "metade", não estudam o conjunto da obra de Kardec, e tomam romances como livros ou obras básicas, o que não é verdade. O livro "Nosso lar", por exemplo é fantástico, que trouxe novos conhecimentos, mas é um romance, descreve apenas uma situação, uma pequena parte da realidade, que não pode ser extrapolada para todo o plano espiritual. Muitos conhecimentos estão "romanceados", e são, guardadas as devidas proporções, como as parábolas do Mestre Jesus, onde se deve buscar o sentido oculto na alegoria (no "romanceado").
Respondendo objetivamente a pergunta, ninguém pode escolher como prova fazer o mal, pois a pessoa que quer, conscientemente, praticar o mal, tem o mal dentro de si, e enquanto estiver neste estado, não escolherá suas provas e expiações na erraticidade. Elas serão determinadas automaticamente pelo registro energético no perispírito e pelo registro moral na inteligência, ou seja, pelo "karma" daquela espírito.
Pelas conseqüências de sua(s) vida(s) passada(s), ou seja, por sua livre escolha e vontade, pois exerceu o livre arbítrio, o espírito "determina" automaticamente em que condições sociais, econômicas, culturais e com qual patrimônio genético vai reencarnar. Pode nascer num lugar onde exista o mal, e para progredir, terá que vencer as influências, as tendências, as deficiências físicas, etc.
Tudo nos é permitido, pois temos livre arbítrio, mas isso não será determinado pelo espírito na escolha de suas provas lá no plano espiritual, mas sim pelo seu comportamento perante o que vai enfrentar na reencarnação, o que é decorrente do registro das suas infrações ou acertos no trânsito da Lei Divina ou Natural, ou seja, pelas conseqüências de seus débitos ou créditos na caminhada evolutiva.
Assim como Deus não pune ninguém, não aplica castigos, por ser absolutamente desnecessário, pois cada um planta em si mesmo a conseqüência de seus atos, tendo por obrigação a colheita de seus próprios frutos, a "escolha" de um "rol de provas e expiações" também seria completamente desnecessário, até mesmo inútil, pois já estabelecemos em nossa caminhada como será pavimentado e aberto o próximo caminho.
Mas continuaremos com o livre arbítrio de a cada dia traçar novos rumos, abrir trilhas, seguir desvios, sejam elas para crescimento ou para estagnação no erro e no mal.
A Justiça Divina é perfeita, sua lógica irrefutável. Cabe a nós mudarmos paradigmas e abrirmos mentes e corações para analisar essa bela Doutrina que foi codificada por Kardec.
Sem dogmas, sem fanatismo, com muito amor, seguindo a grande máxima: "Espíritas: Amai-vos e Instruí-vos"!
Carlos Augusto Parchen
Centro Espírita Luz Eterna – CELE
e-mail: c_a_parchen@yahoo.com.br

Escolha das Provas


Escolha das Provas

"O Livro dos Espíritos" - Questões 258 a 264

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.brCentro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Deise Bianchini
Mato Grosso do Sul
18/11/2000

Dirigente do Estudo da Noite:

Deise Bianchini - Naema

Oração Inicial:

<Naema> Amigos espirituais
agradecemos pela chance que nos foi dada de estarmos aqui esta noite
procurando aprender um pouco mais da Doutrina Espirita que possamos ser amparados em nossos propositos tanto de divulgação como de aprendizagem que nessa noite encontremos aquilo que viemos buscar Assim Seja!

Mensagem Introdutória:

Examinadores
Observando a Terra, do ponto de vista espiritual, podemos compará-la a imensa escola, com vários cursos educativos. O aluno inicia o aprendizado pelo número de matrícula. O Espírito começa o grande estágio carnal pela certidão do berço. O primeiro ingressa na classe que lhe compete. O segundo é conduzido ao ambiente a que mais se ajusta. Pequeninos, sorriem no jardim da infância, ensaiando idéias da vida. Almas primitivas, na verdura da selva, adquirem noções de comportamento. Há crianças, nas letras primárias, dominando o alfabeto. Há irmãos, em lutas menores, penetrando os domínios da experiência. Existem jovens, nos bancos da instrução intermediária, disputando conquistas mais altas. Possuímos inúmeros companheiros em tarefa importante, marchando para mais elevados conhecimentos. Contam-se, ainda, aqueles que se ergueram às instituições de ensino superior, buscando a especialização profissional ou científica, de modo a participarem da elite cultural, no progresso da Humanidade. Vemos, igualmente, corações amadurecidos, a transitarem na universidade do sofrimento, procurando as aquisições de amor e sabedoria que lhes confiram acesso ao escol da sublimação, na Espiritualidade Vitoriosa. Assim, pois, se te vês no círculo das grandes aflições ou dos grandes problemas, é que já ascendeste aos centros de adestramento maior para a assimilação de virtudes excelsas. Recebe, desse modo, os parentes difíceis e os amigos complexos, os adversários gratuitos e os irmãos desafortunados, tanto quanto aqueles que te apedrejam e ferem, perseguem e caluniam, por examinadores constantes de teu aproveitamento nas ciências da alma, por instrutores na luta cotidiana... Cada um deles, hora a hora, te examina o grau de paciência e serviço, caridade e benevolência, perdão e fé viva, bom ânimo e entendimento. E, lembrando-te de que o próprio Cristo sofreu ironia e espancamento entre eles, no dia da cruz, asserena-te na banca de provas em que te encontras, aprendendo a valorizar, em teu próprio favor, o poder da humildade e a força da compaixão. Emmanuel
Do Livro: Religião dos Espíritos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB

Exposição:

Quando falamos das escolhas das provas
devemos ter consciência de que o próprio Espírito escolhe o gênero de provas que vai passar
Isso por que temos o livre-arbítrio
Nada ocorre sem a permissão de Deus
Elaborou as Leis e nos deixa a liberdade de escolha da qual teremos a responsabilidade de nossos atos Mesmo escolhendo as provas
nem todas as dificuldades porque passamos são previstas
escolhemos os gêneros das provas
os detalhes do que nos acontece são conseqüências dos nossos próprios atos
A cada escolha, teremos diferentes lutas a enfrentar Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunstancias Somente são previstos os grandes acontecimentos O espírito nascendo no meio de pessoas de má vida terá de lutar contra o instinto do roubo O espírito, em seu caminho evolutivo,
não necessita experimentar todos os gêneros de tentações Se , desde o início, tomar um caminho que o isente das muitas provas
mas aquele que se deixar arrastar para o mau caminho corre todos os perigos deste caminho
O espírito é criado simples e ignorante Para suprir essa ignorância, na escolha das existências, Deus o supre essa inexperiência
traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazemos com uma criança desde o berço À medida que seu livre-arbírtiro se desenvolve ele passa a escolher
O Espírito não faz suas escolhas imediatamente após a morte Os espíritos escolhem as provas
que podem ser para ele uma expiação, segundo a natureza de suas faltas <Naema> Amigos
terminada a primeira parte dos estudos podemos passar para as perguntas

Perguntas/Respostas:

01 <^^EroS^^> !como o espírito sabe se irá falir ou não nas provações terrenas(t)
<Naema> O Espírito não sabe que vai falir e ele não quer falir, seus planos as provas por que vai passar são os resgates que está procedendo para conseguir debitá-los Mas pode acontecer de ele falhar
Aí estará apenas adiando o que teria de fazer Por que temos de resgatar todos os nossos débitos Podemos demorar um pouco mais, mas acabaremos chegando lá.

Oração Final:

<claralice> Que a Paz de nosso Mestre Jesus continue envolvendo nossos corações Amigos, neste instante vamos elevando nossos pensamentos buscando nossos amigos espirituais de mais alto trazendo à nossa mente a figura meiga e serena de Jesus a quem neste momento agradecemos
pela oportunidade de aqui termos podido estar em torno de lições edificantes
que nos permitem a ampliação de nossos horizontes intelectuais e espirituais Agradecemos a todos os generosos amigos espirituais pela acolhida sempre tão fraterna em torno de todas as atividades do Canal Espiritismo Neste instante em que estamos em prece
juntamente com nossos agradecimentos
queremos ainda rogar a Jesus
a proteção tão necessária a este canal
e ao canal espiritismo
que todos os frequentadores e amigos que ali comparecem, bem como os que aqui estão possam receber as bênçãos da paz interior da saúde, da fraternidade e do amor
que todos os operadores e responsáveis pela ADM também possam ser assistidos por tuas bênçãos, Jesus. E a nossa rogativa também se dirige a todos nossos irmãos em humanidade principalmente a todos os que neste momento experienciam as dores das provações difíceis, porém edificantes que Jesus lhes sustente a fé e a esperança hoje e sempre
Assim seja!

domingo, 1 de abril de 2012

Proposta educativa do Espiritismo: melhoria espiritual pela reforma íntima



Proposta educativa do Espiritismo: melhoria espiritual pela reforma íntima


A adoção da visão espírita como mecanismo de compreensão do mundo e da vida traz consigo um poderoso convite à ação. Sabe-se, por meio dela, de antemão, da relação existente entre nossas ações e a configuração do mundo a nossa volta.

Nada é por acaso. Se sofro ou se sou feliz, encontra-se em mim o porquê , em minhas atitudes, a resposta.

Embora pareça relativamente simples na prática essa relação entre realidade e ação não é percebida por muitos como assim tão óbvia. O sofrimento é compreendido mais como condição inexorável da vida do que como resultado de uma conduta.

A observação mais atenta ao entorno de nossas vidas é capaz de revelar padrões de experiência que trazem em si o germen de grandes lições, invariavelmente em setores onde somos carentes delas. A identificação desses padrões proporciona a possibilidade de um agir mais consciente sobre nossa conduta, inclusive de optarmos por corrigir condutas reiteradas que nos geram como consequência a infelicidade.

A opção consciente pela correção da própria conduta e a consequente colocação em prática dessa decisão encontram-se na base do processo de reforma íntima preconizado pelo Espiritismo. Trata-se, portanto, sempre de uma atitude consciente.

Os percalços encontrados nesse intento são igualmente importantes, pois revelam, de forma simples e cristalina, a condição de adiantamento real na qual nos encontramos.

O desânimo ante as dificuldades de lidar com nossas imperfeições levam muitos a retardarem seu progresso. Felizmente um elo solidário existe no sentido do compartilhamento de experiências e reflexões úteis na convivência com os desafios da reforma íntima.

O estudo sério e profundo sobre o tema consiste numa ferramenta providencial de auxílio a tantos quantos já se deram conta de que desenvolvimento espiritual é um caminho do qual não podemos abdicar sem sofrer.
Astúrio Passos