Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Corpos Espirituais - Heu

  • Se os núcleos dos átomos de nosso corpo fossem aumentados ao tamanho de uma bola de beisebol, eles estariam separados uns dos outros por uma distância de 2.000 milhas, aproximadamente. 
  • Se estendêssemos uma barra de aço sólida de São Francisco para Nova Iorque e removêssemos todo o espaço entre seus átomos, a barra se reduziria para um oitavo de polegada. 
        Estamos querendo dizer com isso que 99.99999 por cento do espaço é vazio. Parece sólido porque as vibrações dos átomos preenchem esse espaço, mas realmente há um amplo "lugar", dentro de nós, para a coexistência de vários corpos adicionais.  E de acordo com investigadores modernos (como também para alguns místicos antigos), possuímos vários corpos espirituais dentro de nosso próprio corpo físico, cada qual vibrando numa freqüência específica, de modo que informações de freqüências diferentes podem existir, semelhantes à difusão de diferentes ondas de rádio num mesmo quarto, ou como mensagens de telefone fluindo ao longo de uma única fibra ótica sem se misturarem. Desde que mantenham suas freqüências próprias, também esses corpos podem coexistir como entidades distintas num mesmo espaço.   Quando_morremos, abandonamos o corpo físico e, normalmente, nos transferimos, por algum tempo, para uma nova concha exterior: o corpo etérico. Da mesma maneira que uma onda de rádio é "inaudível" a um rádio que não está sintonizado naquela determinada estação, ao morrermos, passamos a existir de forma muito mais sutil e vibramos numa freqüência tão rápida que nosso novo corpo torna-se invisível à maioria das pessoas não-clarividentes.  Alguns dias depois de deixar para trás nosso corpo físico, é dito que abandonamos o corpo etérico e passamos a residir no corpo astral por um novo período de tempo (de algumas semanas para alguns séculos, dependendo de uma variedade de fatores - como a reencarnação, ou em decorrência de nossa elevação espiritual, etc). É dito que o corpo astral tem a mesma forma básica que nosso corpo físico teve, sendo mais sutil que o corpo etérico. Eventualmente, nós nos despojaremos do corpo astral, à medida em que avançarmos espiritualmente para dimensões superiores.
Consciência espírita: www.consciesp.org.brComunicação Instrumental com os Mortos? (Parte I)
Nosso corpo multidimensional
  
A morte
        
É-nos possível conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?
       
        "Nós, Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos achais. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em estado de compreendê-las esemelhante revelação os perturbaria."  (Ver exemplo em: DNA )           
        À medida que o Espírito se purifica, o corpo_que_o_reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres_vivos_se_destruam_mutuamente_para_se_nutrirem. O Espírito se acha mais livre e tem, das coisas longínquas, percepções que desconhecemos. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos.  Da purificação do Espírito decorre o aperfeiçoamento moral, para os seres que eles constituem, quando encarnados. As paixões animais se enfraquecem e o egoísmo cede lugar ao sentimento da fraternidade. Assim é que, nos mundos superiores ao nosso, se desconhecem as guerras, carecendo de objeto os ódios e as discórdias, porque ninguém pensa em causar dano ao seu semelhante. A intuiçãoque seus habitantes têm do futuro, a segurança que uma consciência isenta de remorsos lhes dá, fazem que a morte nenhuma apreensão lhes cause. Encaram-na de frente, sem temor, como simples transformação. A duração da vida, nos diferentes mundos, parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o Espírito, menos paixões a miná-lo. É essa ainda uma graça da Providência, que desse modo abrevia os sofrimentos.
        O corpo físico contém um corpo etérico, ou bioplásmico (duplo_etérico), segundo preferem os investigadores russos. Este corpo etérico contém nosso corpo astral que, por sua vez, contém nosso corpo mental-causal. Esse, por sua vez, aloja vários outros corpos mentais mais sutis. Os seres habitantes nesses corpos mentais são freqüentemente denominados Seres de Luz. Dentro de todos esses corpos está nossa Alma. É dito que a Alma é nossa realidade, ego eterno, o pequeno raio de pureza, amor eterno e Luz cósmica localizada na área do coração, mas existindo em uma dimensão mais sutil (num outro domínio de realidade) e, como tal, permanecendo invisível para nós.  

Corpo Espiritual (Perispírito)



Autor: André Luiz (espírito) / psicografia de Chico Xavier

RETRATO DO CORPO MENTAL - Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental (3) que lhe preside a formação.

Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnético, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja.

Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência.

Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta. 



CENTROS VITAIS - Estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim, o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer.

Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.

É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las.

Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma, e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células afetoras; o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação; o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo; o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.



CENTRO CORONÁRIO - Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas.

Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino.



ESTRUTURA MENTAL DAS CÉLULAS - É importante considerar, todavia, que nós, os desencarnados, na esfera que nos é própria, estudamos, presentemente, a estrutura mental das células, de modo a iniciarmo-nos em aprendizado superior, com mais amplitude de conhecimento, acerca dos fluidos que nos integram o clima de manifestação, todos eles de origem mental e todos entretecidos na essência da matéria primária, ou Hausto Corpuscular de Deus, de que se compõe a base do Universo Infinito.



CENTROS VITAIS E CÉLULAS - São os centros vitais fulcros energéticos quem sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação.

Essas células que obedecem às ordens do Espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem do elemento primitivo, comum, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido do oceano, quando as formações protoplásmicas nos lastrearam as manifestações primeiras.

Tanto quanto a célula individual, a personalizar-se na ameba, ser unicelular que reclama ambiente próprio e nutrição adequada para crescer a reproduzir-se, garantindo a sobrevivência da espécie no oceano em que respira, os bilhões de células que nos servem ao veículo de expressão, agora domesticadas, na sua quase totalidade em funções exclusivas, necessitam de substâncias especiais, água, oxigênio e canais de exoneração excretória para se multiplicarem no trabalho específico que nosso espírito lhes traça, encontrando, porém, esse clima, que lhes é indispensável, na estrutura aquosa de nossa constituição fisiopsicossomática, a expressar-se nos líquidos extracelulares, formados pelo líquido intersticial e pelo plasma sanguíneo.



EXTERIORIZAÇÃO DOS CENTROS VITAIS - Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo, em nossa rápida síntese, como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconhecermos facilmente que, como acontece na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei de merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro.



CORPO ESPIRITUAL DEPOIS DA MORTE - Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois da morte carnal, principalmente no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito.

Esse corpo que evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe são fronteiriços, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantêm o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei.

Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que as almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas nobres que abraçam, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos às necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível.





(3) O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre. (Nota do Autor Espiritual)

Livro: Evolução em Dois Mundos

Perispírito, Fluidos e Passe


Quando começamos a participar dos trabalhos de um centro espírita, nem sempre tivemos a oportunidade de estudar de maneira aprofundada todos os princípios da Doutrina Espírita. Mas a atividade diária das casas exige o conhecimento da teoria que estamos colocando em prática, daí a necessidade do estudo como pedra fundamental de um núcleo espírita.
Neste trabalho, reunimos alguns conceitos a respeito do perispírito, fluidos e passes, visando reunir de maneira direta a teoria essencial para o trabalhador espírita. Quem ministra passes, participa do atendimento fraterno ou da mediunidade está lidando com esses assuntos, e o conhecimento a  respeito é fundamental.
Abaixo estão trechos das obras básicas e alguns comentários nossos, em que procuramos encaminhar a ligação que existe entre o perispírito, fluidos e passe.

Sugestões e comentários:
Download do curso em Word97
O Perispírito, os Fluidos e os Passes

O que é o Perispírito

Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual (I Coríntios, XV,44).
135. Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo?
“Há o laço que liga a alma ao corpo.”
a) - De que natureza é esse laço?
“Semimaterial, isto é, de natureza intermédia entre o Espírito e o corpo. É preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente.”
O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
1º - o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
2º - a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
3º - o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.
O Livro dos Espíritos

Do que é feito

Havendo no universo três elementos básicos: Deus, Espírito e Matéria, a Doutrina Espírita denomina de Fluido Universal a matéria elementar que serve para a criação de todas as outras. Tanto a matéria que conhecemos na Terra (pedra, ar, água, nossos corpos e tudo o que existe), quanto a matéria do Plano Espiritual (que forma as cidades, colônias, o perispírito, o fluido que emitimos pelo passe) são feitos de Fluido Universal. Essa única matéria básica transforma-se em todas as outras conforme atua nela o pensamento divino ou dos próprios Espíritos.
Um exemplo para compreendermos essas transformações é o fato de um único elemento químico, o Carbono, transformar-se em diamante ou carvão, que são duas coisas completamente diferentes, apenas alterando-se as ligações moleculares entre os átomos de carbono.
Assim, o perispírito é feito de uma das transformações do Fluido Universal que existe em torno do planeta onde o Espírito deve encarnar.
94. De onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?
“Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.”
a) - Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro?
“É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos.”
O Livro dos Espíritos

186. Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?
“Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.”
a) - Parece resultar daí que, entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de Espírito puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada; não?
“Semelhante demarcação não existe. A diferença entre um e outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer.”
187. A substância do perispírito é a mesma em todos os mundos?
“Não; é mais ou menos etérea. Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro, operando-se, porém, essa mudança com a rapidez do relâmpago.”
O Livro dos Espíritos

10. - A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos; são uma mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram. as moléculas elementares que lhes formam a base, porém mais ou menos alteradas. Os efeitos que esses fluidos produzem estarão na razão da soma das partes puras que eles encerram. Tal, por comparação, o álcool retificado, ou misturado, em diferentes proporções, com água ou outras substâncias: seu peso específico aumenta, por efeito dessa mistura, ao mesmo tempo que sua força e sua inflamabilidade diminuem, embora no todo continue a haver álcool puro.
Os Espíritos chamados a viver naquele meio tiram dele seus perispíritos; porém, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O Espírito produz aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a si as moléculas que a sua natureza pode assimilar.
Resulta disso este fato capital: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou a inferioridade do Espírito. Por isso, em todos, são os mesmos os efeitos que o corpo produz, semelhantes as necessidades, ao passo que diferem em tudo o que respeita ao perispírito.
Também resulta que: o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio; que os Espíritos superiores, encarnando excepcionalmente, em missão, num mundo inferior, têm perispírito menos grosseiro do que o dos indígenas desse mundo.
A Gênese, Capítulo XIV

56. Ele tem a forma humana e, quando nos aparece, é geralmente com a que revestia o Espírito na condição de encarnado. Daí se poderia supor que o perispírito, separado de todas as partes do corpo, se modela, de certa maneira, por este e lhe conserva o tipo; entretanto, não parece que seja assim. Com pequenas diferenças quanto às particularidades e exceção feita das modificações orgânicas exigidas pelo meio em o qual o ser tem que viver, a forma humana se nos depara entre os habitantes de todos os globos. Pelo menos, é o que dizem os Espíritos. Essa igualmente a forma de todos os Espíritos não encarnados, que só têm o perispírito; a com que, em todos os tempos, se representaram os anjos, ou Espíritos puros. Devemos concluir de tudo isto que a forma humana é a forma tipo de todos os seres humanos, seja qual for o grau de evolução em que se achem. Mas a matéria sutil do perispírito não possui a tenacidade, nem a rigidez da matéria compacta do corpo; é, se assim nos podemos exprimir, flexível e expansível, donde resulta que a forma que toma, conquanto decalcada na do corpo, não é absoluta, amolga-se à vontade do Espírito, que lhe pode dar a aparência que entenda, ao passo que o invólucro sólido lhe oferece invencível resistência.
Livre desse obstáculo que o comprimia, o perispírito se dilata ou contrai, se transforma: presta-se, numa palavra, a todas as metamorfoses, de acordo com a vontade que sobre ele atua. Por efeito dessa propriedade do seu envoltório fluídico, é que o Espírito que quer dar-se a conhecer pode, em sendo necessário, tomar a aparência exata que tinha quando vivo, até mesmo com os acidentes corporais que possam constituir sinais para o reconhecerem.
O Livro dos Médiuns

Para que serve

Quando o Espírito está encarnado, o perispírito serve como elo de ligação entre o Espírito e o corpo. Desencarnado, o perispírito faz o papel de corpo com o qual o Espírito se manifesta.
284. Como podem os Espíritos, não tendo corpo, comprovar suas individualidades e distinguir-se dos outros seres espirituais que os rodeiam?
“Comprovam suas individualidades pelo perispírito, que os torna distinguíveis uns dos outros, como faz o corpo entre os homens.”
O Livro dos Espíritos

Em qualquer caso, é através do perispírito que o Espírito, ser imaterial, recebe as sensações do ambiente ou nele atua.
Durante a vida, o corpo recebe impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama fluido nervoso. Uma vez morto, o corpo nada mais sente, por já não haver nele Espírito, nem perispírito. Este, desprendido do corpo, experimenta a sensação, porém, como já não lhe chega por um conduto limitado, ela se lhe torna geral. Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espírito é que está a consciência, lógico será deduzir-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu. Do mesmo modo, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e qualquer sensação dolorosa. É o que se dá com os Espíritos completamente purificados. Sabemos que quanto mais eles se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.
Parte da questão 257 de O Livro dos Espíritos, Ensaio teórico da sensação nos Espíritos

Ainda na questão 257, Allan Kardec nos explica que, quando encarnados, percebemos o mundo através de nossos sentidos, que estão circunscritos em alguns órgãos: a visão pelos olhos, a audição pelos ouvidos, o tato pela pele e assim por diante. Os Espíritos ainda apegados à matéria, ao desencarnarem, continuam percebendo o plano espiritual pelos órgãos do perispírito, não por necessidade, mas por condicionamento. À medida em que evoluem, podem perceber tudo ao redor de si por todo o seu perispírito, sem precisarem de um órgão, e pelo mesmo motivo podem ver e ouvir a qualquer distância ou ler os pensamentos, conforme a sua vontade.
O perispírito é ainda a chave para a compreensão dos fenômenos mediúnicos, especialmente os chamados de efeitos físicos, como os de materializações (quando o perispírito dos mortos pode tornar-se visível ou tangível), de bicorporeidade (quando um indivíduo encarnado parece estar em dois lugares ao mesmo tempo), de transporte de objetos, de transfiguração (um médium toma a aparência do espírito que se comunica) e de curas.

Transporte e materialização de objetos
13ª Como trazes o objeto? Será segurando-o com as mãos?
"Não; envolvo-o em mim mesmo."
NOTA DE ERASTO. A resposta não explica de modo claro a operação. Ele não envolve o objeto com a sua própria personalidade; mas, como o seu fluido pessoal é dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e transporta o objeto que escolheu para transportar. Ele, pois, não exprime com justeza o fato, dizendo que envolve em si o objeto.
14ª Trazes com a mesma facilidade um objeto de peso considerável, de 50 quilos por exemplo?
"O peso nada é para nós. Trazemos flores, porque agrada mais do que um volume pesado."
NOTA DE ERASTO. É exato. Pode trazer objetos de cem ou duzentos quilos, por isso que a gravidade, existente para vós, é anulada para os Espíritos. Mas, ainda aqui, ele não percebe bem o que se passa, A massa dos fluidos combinados é proporcional à dos objetos. Numa palavra, a força deve estar em proporção com a resistência; donde se segue que, se o Espírito apenas traz uma flor ou um objeto leve, é muitas vezes porque não encontra no médium, ou em si mesmo, os elementos necessários para um esforço mais considerável.
18ª Como conseguiste outro dia introduzir aqueles objetos, estando fechado o aposento?
"Fi-los entrar comigo, envoltos, por assim dizer, na minha substância. Nada mais posso dizer, por não ser explicável o fato."
19ª Como fizeste para tornar visíveis estes objetos que, um momento antes, eram invisíveis?
"Tirei a matéria que os envolvia."
NOTA DE ERASTO. O que os envolve não é matéria propriamente dita, mas um fluido tirado, metade, do perispírito do médium e, metade, do Espírito que opera.
20ª (A Erasto) Pode um objeto ser trazido a um lugar inteiramente fechado?
Numa palavra: pode o Espírito espiritualizar um objeto material, de maneira que se torne capaz de penetrar a matéria?
"É complexa esta questão. O Espírito pode tornar invisíveis, porém, não penetráveis, os objetos que ele transporte; não pode quebrar a agregação da matéria, porque seria a destruição do objeto. Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazê-lo aparecer. De modo diverso se passam as coisas, com relação aos que compomos. Como nestes só introduzimos os elementos da matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda, como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a mesma facilidade com que os raios sol ares atravessam uma placa de vidro, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso.
Itens da questão 99 de O Livro dos Médiuns

Materialização de Espíritos
105. Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto. Mas, também, do mesmo modo que alguns desses fluidos, pode ele sofrer modificações que o tornem perceptível à vista, quer por meio de uma espécie de condensação, quer por meio de uma mudança na disposição de suas moléculas. Aparece-nos então sob uma forma vaporosa.
A condensação (preciso é que não se tome esta palavra na sua significação literal; empregamo-la apenas por falta de outra e a título de comparação), a condensação, dizemos, pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. Podemos apreender esse efeito, atentando no vapor, que passa do de invisibilidade ao estado brumoso, depois ao estado líquido, em seguida ao sólido e vice-versa.
Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como se dá com os nossos gases. Quando o Espírito nos aparece, é que pôs o seu perispírito no estado próprio a torná-lo visível. Mas, para isso, não basta a sua vontade, porquanto a modificação do perispírito se opera mediante sua combinação com o fluido peculiar ao médium. Ora, esta combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vêlo; é necessário que os dois fluidos possam combinar-se, que entre eles haja uma espécie de afinidade e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições que desconhecemos. E necessário, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar.
O Livro dos Médiuns

Bicorporeidade
119. ...Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. Demais, pelas mesmas causas que temos exposto, pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu início às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar.
O Livro dos Médiuns

Transfiguração
123. A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa. Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é radical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobretudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer.
Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.
Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. Sofreu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo, conforme explicamos nas questões 78 e seguintes. Provável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente.
O Livro dos Médiuns

Os Passes
O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.
Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os fluidos são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os fluidos maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.
Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.
Parte da questão 18 de A Gênese, capítulo XIV

Os “poros perispiríticos” acima citados também são chamados no movimento espírita de “chacras” ou “centros de força”, sendo um total de sete. São eles:

-          Coronário: situado no topo da cabeça, voltado para cima como uma coroa, está associado com o cérebro e o sistema nervoso. Liga-se também com a glândula pineal e é bastante usado para absorver os fluidos;
-          Frontal: situa-se no meio da testa, entre as sobrancelhas. É o chamado terceiro olho, terceira visão e está estreitamente ligado à vontade, ao animismo, à clarividência, clariaudiência;
-          Laringo: na região da garganta. Atua no processo de comunicação das pessoas, controla a garganta o pescoço, os braços e as mãos e liga-se à glândula tireóide;
-          Cardio: vitaliza o coração os pulmões, plexo cardíaco e sistema circulatório. Influi na emotividade da pessoa;
-          Esplênico: encontra-se na área do baço, sua função é selecionar e distribuir as energias vitalizadoras pelos órgãos do corpo;
-          Umbilico: na região umbilical, ligado ao pâncreas, intestino, estômago e fígado;
-          Sexo: entre o ânus e os órgão sexuais, recebe as energias através dos chacras plantares (na sola dos pés).


Os comentários sobre estes “centros” estão em obras acessórias, escritas, por exemplo, pelo espírito André Luiz.
31. - Como se há visto, o fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele. Pela identidade da sua natureza, esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo; o Espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas, depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou Espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são quais substâncias medicamentosas alteradas.
32. - São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de acordo com as circunstâncias. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado, como no magnetismo ordinário; doutras vezes é rápida, como uma corrente elétrica. Há pessoas dotadas de tal poder, que operam curas instantâneas nalguns doentes, por meio apenas da imposição das mãos, ou, até, exclusivamente por ato da vontade Entre os dois pólos extremos dessa faculdade, há infinitos matizes. Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: o fluido, a desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais.
33. - A ação magnética pode produzir-se de muitas maneiras:
1º pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido;
2º pelo fluido dos Espíritos, atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado, seja para o curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está na razão direta das qualidades do Espírito;
3º pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semiespiritual, ou, se o preferirem, humano-espiritual. Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece. Em tais circunstâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, no mais das vezes, provocado por um apelo do magnetizador.
34. - É muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício; mas, a de curar instantaneamente, pela imposição das mãos, essa é mais rara e o seu grau máximo se deve considerar excepcional. No entanto, em épocas diversas e no seio de quase todos os povos, surgiram indivíduos que a possuíam em grau eminente. Nestes últimos tempos, apareceram muitos exemplos notáveis, cuja autenticidade não sofre contestação. Uma vez que as curas desse gênero assentam num princípio natural e que o poder de operá-las não constitui privilégio, o que se segue é que elas não se operam fora da Natureza e que só são miraculosas na aparência.
A Gênese, capítulo XIV

OS CORPOS ESPIRITUAIS

O ESPÍRITO E SEUS CORPOS

Allan Kardec criou a denominação de perispírito

De  acordo  com as concepções espiritualistas, o espírito, na condição de  foco  inteligente e diretor da vida, encontra-se envolto por vários campos energéticos, cada qual a vibrar na dimensão espacial que lhe é própria,  sendo o  campo físico, a  camada mais externa  e, portanto, a mais densificada da complexidade humana.

Objetivando facilitar  o entendimento da seriação energética do homem,  Kardec resumiu o  assunto de forma a facilitar a compreensão, preferiu a  denominação de perispírito  para englobar tudo aquilo que reveste a essência espiritual, ou seja, que se encontra interposto entre o espírito e o campo físico. "Portanto, o perispírito, é uma nomenclatura utilizada por Allan Kardec  e representa todos os corpos que envolvem o Espírito quando este está desencarnado. Em síntese o nosso espírito está envolto em muitos corpos que se subdividem de acordo com as várias dimensões em que atuamos.

   
- Os Espíritos são seres inteligentes da Criação; povoam o Universo. Foram criados por Deus.

- Os Espíritos não têm forma determinada, a não  ser para  eles próprios. Uma chama, um clarão ou uma centelha podem definir o 

A matéria é o  instrumento  de que o espírito se serve  e,  ao mesmo tempo, sobre o qual exerce a sua ação. Sob este ponto de vista, pode-se dizer que a matéria é o agente com o auxílio do qual  atua o espírito para  conquistar a  sua evolução.

OS CORPOS ESPIRITUAIS 

O  Espírito André Luiz, estudando o  Homem  de acordo com o Espiritismo estabelece que ele  é composto de:

- Corpo Fisico ou Soma;
- Duplo Etérico ou biossoma;
- Psicossoma;
- Corpo Mental;
- Espírito.

Jorge Andréa dos Santos, médico e também renomado escritor espírita, entende o  homem composto de:

- Corpo físico.
- Duplo Etérico ou Corpo físico
- Perispírito ou Psicossoma
- Corpo mental
- Inconsciente atual
- Inconsciente passado ou Arcaico
- Inconsciente puro ou Espírito

a) EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS CAP. 2 PÁG. 25 (1958)
O  corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos  estudiosos, é  o envoltório  sutil da mente e
que, por agora, não podemos definir com mais amplitude e conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquizadores  encarnados, e isto por falta de terminologia  adequada no dicionário terrestre.

b) NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE CAP. 11 PÁG. 99 (1955)
A princípio seu  perispírito ou “corpo Astral” estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o
equilíbrio entre a alma e  o corpo de carne,  conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o  “duplo etérico”,  formado por  emanações neuropsíquicas que  pertencem  ao  campo fisiológico e que, por  isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora.

c) FORÇAS SEXUAIS DA ALMA CAP. 1 PÁG. 32 e 36 (1996)
1) Ainda poderíamos acrescentar no esquema do  psiquismo o corpo mental  envolvendo o inconsciente
atual.
2) Não poderíamos deixar de aventar as possibilidades da existência de um campo energético apropriado, entre o perispírito e o corpo físico, o duplo etérico.

d) MEDICINA DA ALMA CAP. 4 PÁG. 43 (1998)
No ser humano, o duplo etérico constitui a parte mais eterizada, ou menos grosseira, do corpo físico.

e) O PASSE ESPÍRITA CAP. 4 PÁG. 84 (1996)
O duplo etérico é, pois, um corpo fluídico, que se apresenta como uma duplicata energética do indivíduo, interpenetrando seu corpo físico, ao mesmo tempo em que parece dele emergir.

f) DA ALMA HUMANA CAP. 3 PÁG. 46 (1956)
O  duplo etérico tem, pois, uma individualidade própria,  característica, inconfundível, ainda que fazendo
parte integrante do corpo físico ou somático.

g) NOSSO LAR -  CAP .   3 6 º   -  O  SONHO
Recolhido ao quarto confortável e espaçoso, orei ao Senhor da Vida agradecendo-lhe a bênção de ter sido útil.  A "proveitosa  fadiga" dos que cumprem  o dever não me deu ensejo a qualquer  vigília desagradável. Daí a instantes, sensações de leveza invadiram-me a alma toda e tive a impressão de ser arrebatado em pequenino barco, rumando a  regiões desconhecidas. Para onde me dirigia? Impossível responder.
A meu lado, um homem silencioso sustinha o leme. E qual criança que não pode enumerar nem definir as belezas do caminho, deixava-me conduzir sem  exclamações  de qualquer  natureza, extasiado embora com  as magnificências da paisagem. Parecia-me que a  embarcação  seguia célere, não obstante  os movimentos de ascensão. Decorridos minutos, vi-me à frente de um porto maravilhoso, onde alguém me chamou com especial carinho: - André!... André!...
Desembarquei com precipitação verdadeiramente infantil. Reconheceria aquela voz entre milhares. Num momento, abraçava minha mãe em transbordamentos de júbilo.
Fui conduzido, então, por ela, a prodigioso bosque, onde as flores eram dotadas de singular propriedade de reter a luz, revelando a festa  permanente  do perfume e da cor. Tapetes  dourados  e luminosos estendiam-se, dessa maneira, sob as grandes árvores sussurrantes ao vento. Minhas  impressões de felicidade e paz eram inexcedíveis.
O sonho não era propriamente qual  se verifica na Terra. Eu sabia, perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras  de Retificação, em "Nosso Lar", e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso. Minhas noções de espaço e tempo eram exatas. A riqueza de emoções, por sua vez, afirmava-se cada vez mais intensa.


LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 186

Há mundos onde o Espírito, cessando de habitar corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?
R. Sim, e esse próprio envoltório torna-se tão etéreo que, para vós, é como se não existisse; é o estado dos Espíritos puros.

AUTODE SCOBRIMENTO  -   p s i c .  Di vald o   F r a n c o   ( J oan a  d e  Ân gel i s )
O   i n d i v í d u o  h u m a n o   é   u m   a g r upame n t o   d e   en e r g ia s   e m  d i f e r e n t es  n í v e i s   d e   v i b r açõ es   ( pág.1 6 ) .
O   s e r   hum an o   é   u m   c on j u n t o   h ar mô n i c o   d e   e ne r g i as,   c on s t i t u í d o   d e   e s p í r i t o   e  mat é r i a ,  me n t e  e p e r isp í r i t o ,   e m o ç ã o   e   c o r p o   f ís i c o ,   q u e   i n t er a gem   e m   f l u xo   c on t í n u o   u n s   s ob r e   os  o u tr os   ( pá g .2 0 ) .


O ESPIRITO E SEUS CORPOS
     1. INCONSCIENTE PURO OU ESPÍRITO..................................
   
    2. INCONSCIENTE PASSADO OU ARCAICO..........................
-   Reino Arcangélico
-  Engenheiros Siderais    
3.  INCONSCIENTE ATUAL.......................................................
 
   
-    Reino Arcangélico
                      4.  CORPO MENTAL..................................................................
    -    Corpo Causal – Sem Forma

-    Corpo Mental – Com forma
5.  CORPO ESPIRITUAL...........................................................
      -    Corpo Astral ou Psicossoma
   
6.  DUPLO ETÉRICO - BIOSSOMA..........................................
               -    Atômico
                 -   Sub-atômico
              -   Super-Etérico
 -   Etérico (radiante)
   
7.  CORPO FÍSICO - SOMÁTICO..............................................
               -   Gasoso                          
     -   Líquido         Hominal: Individualização do Ser (Inteligência)
               -   Sólido           Animal: Evolução/reprodução (Instinto)
                            Vegetal: Sistema/tecidos/nutrição (Sensibilidade)
                                            Mineral: Agregação/densificação (Afinidade)
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QUADRO COMPARATIVO
Nº  ESPIRITUALISMO  ESPIRITISMO (ANDRÉ LUIZ/JORGE ANDRÉA)
1  Corpo Divino Corpo Atmico Inconsciente Puro ou Espírito
2  Corpo Búdico Corpo Búdico Inconsciente Passado ou Arcaico
3  Corpo Nirvânico  Mental Superior Inconsciente Atual
4  Corpo Mental Mental Inferior Corpo Mental
5  Corpo Astral  Corpo Astral  Psicossoma/Corpo Espiritual/Perispírito
6  Duplo Etérico Duplo Etérico Biossoma/Duplo Etérico
7  Corpo Físico Corpo Físico Somático/Corpo Físico
48AS DEFINIÇÕES DOS CONCEITOS UTILIZADOS
1 – INCONSCIENTE PURO/CORPO DIVINO/CORPO ÁTMICO
- Espírito Essência ou Centelha Divina.
- Mônada ou Semente pulsante de vida.
- Eu Cósmico.
2 – INCONSCIENTE PASSADO OU ARCÁICO/CORPO BÚDICO
- Banco de dados da consciência, núcleo da consciência.
- Onde está gravado os dados relativos a nossa evolução.
3 – INCONSCIENTE ATUAL/CORPO NIRVÂNICO/MENTAL SUPERIOR
- É onde reside a vontade, desejos, força, imaginação, determinação
- Este é o  corpo onde  estão as  energias  criadas  pela nossa vontade, desejos, força, imaginação,
determinação.
4 – CORPO MENTAL/MENTAL INFERIOR
- É onde reside a Inteligência, mentalidade, reflexão, raciocínio, associação de idéias, percepção.
- Este é o corpo onde estão as energias criadas pelos nossos pensamentos.
5 – PSICOSSOMA/CORPO ESPIRITUAL/PERISPÍRITO/CORPO ASTRAL
- Este é o corpo onde está a sensibilidade geral - Instinto - Emoções, paixões e sentimentos.
- Este é o corpo onde estão as energias criadas pelos nossos sentimentos.
- Este é o  corpo onde  estão as  energias  criadas  pelos sentimentos negativos, vícios, paixões e
problemas emocionais.
- Ele é também o MOB (modelo organizador biológico).
6 - DUPLO ETÉRICO
- Campo energético apropriado  entre o Perispírito e o  Corpo Físico, é  semi-material, formado duma
matéria mais grosseira que o Perispírito e mais sútil que o Corpo Físico.
- Este é o  corpo onde estão as  energias são distribuídas  do espiritual para  o físico e vice-e-versa, é
considerado o mantenedor energético, uma verdadeira usina de energia. Distribui as energias
vitalizantes pelo corpo físico. Por isso também é chamado de Corpo da Vitalidade
- É por onde as energias espirituais "condensam" em direção ao corpo.
- É uma espécie de capa fina, sobre a pele, de matéria etérica que forma o magnetismo humano.
7 – CORPO FÍSICO
– Suporte material do espírito encarnado.
– Meio de que ele dispõe para atuar na matéria.
– Nele somatizam-se os impulsos positivos ou negativos oriundos dos demais corpos, em forma de
vitalidade ou doenças, desajustes ou desarmonias.
– Nele também somatizam-se as impressões oriundas das personalizadas  que vivemos encarnações
anteriores, que hoje se encontram latentes mas existentes em nosso animismo.
49s
50
INCONSCIENTE
PASSADO
Banco de Dados
ESPÍRITO
Tristezas
Depressões
Angústias
Apegos
Vícios
Ódio
Rancor
Revolta
Afetividade
Satisfações
Prazeres
Amor
DUPLO ETÉRICO
Usina de Energia
CORPO FÍSICO
Suporte material do
espírito encarnado
PERISPÍRITO OU
CORPO ESPIRITUAL
Sentimentos e
Emoções
CORPO DA ENERGIA DOS
DESEJOS
Vontade – Desejos – Fé -
Determinação – Força
CORPO DA ENERGIA
MENTAL
Inteligência – Raciocínio -
Reflexão - Percepção - Intuição
Independente de serem
positivas ou negativas as
energias criadas pelos desejos
são menos densa que as
energias criadas pelos
pensamentos, por isso estão
em dimensões diferentes.
Independente de serem positivas
ou negativas as energias criadas
pelos pensamentos são menos
densa que as energias criadas
pelos sentimentos, por isso estão
em dimensões diferentes.
Os desejos
antecedem os
pensamentos
Independente de serem positivas ou
negativas as energias criadas pela
memória espiritual é  menos densa que as
energias criadas pelos desejos, por isso
e tão em dimensões diferentes.
Os pensamentos
antecedem os
sentimentos
Estamos tratando como menos densa a
estrutura química das energias. Neste caso a densidade não é sinônimo de pureza.
Tal qual acontece com a estrutura química
da água, que estando potável ou poluída
não deixa de ser água
D
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PERISPÍRITO
51O PERISPÍRITO
Def inição,  or igem e natureza
O perispírito  é uma  condensação do fluido  cósmico universal  em torno de  um foco  de inteligência, ou
Alma.  É o envoltório semimaterial do Espírito e o laço que une o Espírito à matéria do corpo.
Se diz que o perispírito é semimaterial porque pertence à matéria pela sua origem (Fluido Universal) e à
espiritualidade pela sua natureza etérea.
Por sua natureza e em seu estado normal o perispírito é invisível, porém, ele pode sofrer modificações
que o tornem perceptível e até tangível, ou seja, possível de ser visto e tocado.
O Espírito extrai seu perispírito dos elementos contidos nos fluidos ambientais de cada mundo, de onde
se deduz que os elementos constitutivos do perispírito variam conforme os mundos.
A natureza do perispírito está sempre em relação ao grau de adiantamento moral do Espírito, portanto,
conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou mais
grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele venha encarnar.
Propr iedades
O perispírito não se acha encerrado nos limites do corpo, como numa caixa.
Pela sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para  o exterior  e forma  em torno do corpo uma
atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem dilatar com maior ou menor intensidade.
Sendo o  perispírito dos  encarnados  de natureza  idêntica a dos fluidos do mundo  espiritual, ele os
assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com o qual
se acha em contacto molecular.
Se os eflúvios são de boa natureza o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão
é penosa.  Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é
outra a causa de certas enfermidades.
Em  virtude de sua natureza etérea, o  Espírito  propriamente  dito não  pode atuar sobre a matéria
grosseira, sem intermediário, isto é, sem o elemento que o ligue à matéria.
Principais propriedades do perispírito
Visibilidade: Por meio de uma espécie de condensação o perispírito, que normalmente é invisível, pode
tornar-se perceptível à vista.
Tangibilidade: Pode, o perispírito  chegar a adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível,
conservando, porém, a possibilidade de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível.
Transfiguração: Admite-se que o Espírito pode dar ao seu perispírito toda a aparência que desejar, isto
opera-se  por uma mudança no aspecto geral da fisionomia ou por  uma aparência luminosa. Isto pode
ocorrer com o perispírito de uma pessoa desencarnada, como no de uma pessoa encarnada, não isolada do
corpo, mas irradiando-se  ao redor do corpo de maneira a  envolvê-lo, como um vapor, poderá mudar  de
aspecto,  se tal é a vontade do  seu espírito. Um outro espírito que esteja desencarnado,  combinando seu
fluido com o de um outro que esteja já encarnado pode-lhe substituir a aparência.
Bi-corporeidade: O Espírito de uma pessoa encarnada recobra parte se sua liberdade, isolando
parcialmente do corpo,   seu perispírito adquirindo momentaneamente a tangibilidade, aparece  em outro
local, tornando-se presente fisicamente em dois lugares ao mesmo tempo e mostrando-se com todas as
aparências da realidade. Neste estado, o corpo físico não estará jamais num estado normal, estará mais ou
menos extático.
Penetrabilidade: Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo, ele atravessa todas, como a luz atravessa corpos
transparentes.
Emancipação: Ela acontece através do sono e desdobramento mediúnico.
Funções
O perispírito é o organismo que personaliza e individualiza o Espírito e o identifica quanto à aparência.
A alma após a morte jamais perde sua individualidade.
Ela comprova essa individualidade, apesar de não mais possuir o corpo material, e o perispírito guarda a
aparência de sua última encarnação. É através dele que um ser abstrato como é o Espírito se torna um ser
concreto, definido e apreensível pelo pensamento.
Molde do corpo  f ísico
P o d e - s e  d iz e r ,   q ue   e le  é   o  e s b oç o ,  o   m od e l o ,  a  f o rma   em  q u e  s e   d es e n v o l v e   o   c o r p o  f í s i c o .
E l e   é   t amb ém  o  MOB   (mo de l o   o r ga n i z a d or   b i o ló g ic o ) .   É   n a   s u a   i n t im i d a d e   energ é t i c a   q u e  s e
a g r eg am  as  c é l u l as ,   q ue   s e  mo del am  o s   ó rg ã os ,   p r o po r c i on a n do - l he s  o   f u n c i on a me n t o .  
52Pr incípio das Comunicações
Para atuar na matéria, o Espírito precisa de matéria.
Como já foi dito, em virtude de sua natureza etérea, o Espírito, propriamente dito, não pode atuar sobre a
matéria grosseira sem um intermediário que o ligue a essa matéria.
Esse intermediário,  que nós  chamamos de perispírito, nos faculta a  chave de todos os fenômenos
espíritas de ordem material.  Portanto, o perispírito  é o órgão  de manifestação utilizado pelo Espírito  nas
comunicações com o plano dos espíritos encarnados.
Sede da memór ia e sensibi l idade
É comum  encontrarmos alguns autores espíritas que  confundem alguns atributos do Espírito  como
sendo do perispírito.  A sede da memória é um deles. Segundo Kardec, o Espírito é quem possui a sede da
memória, pois ele é o ser inteligente, pensante e eterno.
Sem o Espírito, o perispírito é uma matéria inerte privada de vida e sensações.
É importante lembrar que os Espíritos ao passarem de um mundo para outro, mudam de perispírito de
acordo com a natureza dos fluidos ambientes.
Se no perispírito residisse a sede da memória, o Espírito a perderia cada vez que tivesse que mudar a
constituição íntima de seu envoltório  fluídico. A mesma  coisa  se dá quando nos  referimos à  sede da
sensibilidade. É o Espírito quem ama, sofre, pensa, é feliz, triste, ou seja, é nele que residem todas essas
sensações ou faculdades. O perispírito é apenas  o órgão  que transmite todas essas sensações, portanto,
é um  instrumento a serviço  do  Espírito.  Logo, segundo Kardec, é incorreto dizer que é no perispírito que
ficam marcadas ou gravadas certas memórias ou atos do Espírito durante sua vida.
Como já vimos, o perispírito é matéria, não pensa nem tem memória. Isso são atributos do Espírito.
Ór g ã o   s e n s i t i v o   d o   E s p í r i t o
O perispírito é o órgão de transmissão de todas as sensações do Espírito.
O corpo recebe uma sensação que vem do exterior, o perispírito que está ligado a esse corpo transmite
essa sensação e o Espírito, que é o ser sensível e inteligente a recebe.
E vice-versa: quando o ato é de iniciativa do Espírito, o perispírito transmite e o corpo executa.
Os órgãos do per íspí r i to
Pela simples observação do corpo físico, pode-se deduzir que o Perispírito possui, também, algo
semelhante a órgãos, isto é, aglomerados de moléculas, cuja configuração especial é destinada à execução
de funções determinadas.
Tais aglomerados moleculares, evidentemente, são apropriados ao funcionamento na vida extra física,
promovendo a captação e assimilação  de energias  e fluídos necessários  à sua manutenção, captação e
assimilação, que se processam de modo, essencialmente, diverso da vida física
Não podem, por isso mesmo, ser iguais aos órgãos do corpo denso, mas determinam, pelas linhas de
força que os caracterizam, a conformação e distribuição funcional destes últimos, os quais, naturalmente
estão adaptados, pela evolução biológica, à execução e às suas funções específicas.
Os órgãos do perispírito podem  ser lesados pela ação desordenada ou maléfica da mente do indivíduo.
Peso do perispírito
O gênero  de vida de cada um,  no indivíduo carnal, determina a densidade do organismo  perispirítico,
após a perda corpo denso.
O mundo espiritual, guarda íntima ligação com o progresso moral que realizamos. A medida que
crescermos em moralidade, nosso perispírito gradativamente  vai ficando  mais leve  e poderemos nos
movimentar em planos mais sutís.
Hélio - He
Hidrogênio -
H2
Ar quente
Balões com gases de
densidades diferentes
atingem alturas diferentes.
Ao desencarnamos iremos
ao plano que seja
compatível com a nossa
densidade perispiritual.
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