Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 10 de março de 2015

Respeito às leis, às religiões e aos direitos humanos

1. Disse-nos Jesus que seus discípulos seriam reconhecidos por uma faceta especial de comportamento. Qual é ela?

2. Qual é o conceito de justiça segundo o Espiritismo?

3. Que conduta com relação ao próximo a lei natural estabelece?

4. Que causas geram os desrespeitos humanos?

5. Que fator possibilitará a necessária mudança, quando então se verá na sociedade terrena uma maior quota de respeito, não somente às leis, mas também às pessoas e a tudo o que a elas interesse?

Texto para leitura

É a falta de amor que gera o desrespeito entre as pessoas
1. Disse-nos Jesus: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”.

2. Neste ensinamento, que foi registrado pelo apóstolo João, encontra-se resumida a lei de justiça, amor e caridade. Com sua observância, os homens se respeitariam mutuamente, os vínculos sociais entre as criaturas seriam mais consolidados, as leis mais justas, a convivência humana mais pacífica.

3. Se nos amássemos uns aos outros, não haveria na Terra desrespeito algum entre os seres humanos. Cada qual compreenderia os seus direitos, os seus limites de liberdade e professaria a crença para a qual estivesse inclinado, sem embargar ou criticar a crença alheia. Os homens executariam as leis e as normas que regem a vida em sociedade com precisão e naturalidade.

4. É preciso reconhecer, porém, que tal estado de coisas ainda não se verifica na Terra, e é essa a razão por que existe ainda tanto desrespeito às leis, às crenças religiosas e aos direitos humanos no mundo em que vivemos.

A justiça consiste em cada um respeitar o direito do outro
5. Quando se fala em desrespeito aos direitos dos outros, é bom lembrar que, segundo os ensinamentos espíritas, a justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais. Duas coisas, adverte o Espiritismo, determinam esses direitos – a lei humana e a lei natural.

6. A lei humana, evidentemente, altera-se com o tempo. Algo que fosse aplicável na Idade Média, como por exemplo a admissão da escravidão, seria hoje inconcebível e intolerável.

7. A lei natural, por sua vez, é de todos os tempos, e é ela que nos determina, como recomendou Jesus: “Queira cada um para os outros o que deseja para si mesmo”, regra singela de verdadeira justiça que Deus implantou no coração do homem.

8. Perante as leis, as religiões e os direitos humanos em geral, devemos, pois, agir sempre cordialmente, mantendo o respeito e a fraternidade legítima, como André Luiz nos recomenda expressamente em seu livro “Conduta Espírita”, psicografado pelo médium Waldo Vieira.

Respeito e cordialidade com todos deve ser o nosso lema
9. Eis algumas posturas extraídas da mencionada obra:

·       Respeitar as ideias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da leviandade que gera a maledicência.

·       Suprimir toda crítica destrutiva na comunidade em que aprendemos e servimos.

·       Perdoar sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à nossa fé, confessando, quando for preciso, a nossa qualidade religiosa, principalmente através da boa reputação e da honradez que nos exornem o caráter.

·       Cooperar com os poderes constituídos e as organizações oficiais, empenhando-nos desinteressadamente na melhoria das condições da máquina governamental, no âmbito de nossos próprios recursos.

·       Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos.

·       Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo.

10. Diante do que a lei natural estabelece, não é difícil concluir que as causas que geram os desrespeitos humanos decorrem da própria imperfeição dos homens. São as mesmas causas que obstaculizam o progresso, e é possível encontrar em sua raiz o orgulho e o egoísmo e todas as paixões e imperfeições características dos Espíritos em via de progresso.

11. À medida que o homem progride moralmente, amplia-se o seu livre-arbítrio e aumenta, no mesmo diapasão, seu senso de responsabilidade.

12. O amadurecimento pessoal em torno dos deveres morais e sociais – que constituem a questão matriz dos direitos humanos legítimos –, é que possibilitará a necessária mudança, quando então se verá na sociedade terrena uma maior quota de respeito, não somente às leis, mas também às pessoas e a tudo o que a elas interesse.

Respostas às questões propostas
1. Disse-nos Jesus que seus discípulos seriam reconhecidos por uma faceta especial de comportamento. Qual é ela?

Seus discípulos, afirmou Jesus, seriam reconhecidos por se amarem uns aos outros. Nesse ensinamento, registrado pelo apóstolo João, encontra-se resumida a lei de justiça, amor e caridade. Se ele fosse observado, os homens se respeitariam mutuamente, os vínculos sociais entre as criaturas seriam mais consolidados, as leis mais justas, a convivência humana mais pacífica.

2. Qual é o conceito de justiça segundo o Espiritismo?

Segundo os ensinamentos espíritas, a justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais. Duas coisas, adverte o Espiritismo, determinam esses direitos – a lei humana e a lei natural.

3. Que conduta com relação ao próximo a lei natural estabelece?

A lei natural, que é de todos os tempos, determina-nos, tal como recomendou Jesus: “Queira cada um para os outros o que deseja para si mesmo”, uma regra singela de justiça que Deus implantou no coração do homem.

4. Que causas geram os desrespeitos humanos?

As causas que geram os desrespeitos humanos decorrem da própria imperfeição dos homens. São as mesmas causas que obstaculizam o progresso, e é possível encontrar em sua raiz o orgulho e o egoísmo e todas as paixões e imperfeições características dos Espíritos em via de progresso.

5. Que fator possibilitará a necessária mudança, quando então se verá na sociedade terrena uma maior quota de respeito, não somente às leis, mas também às pessoas e a tudo o que a elas interesse?

Sabemos que à medida que o homem progride moralmente amplia-se o seu livre-arbítrio e aumenta, no mesmo diapasão, seu senso de responsabilidade. É, portanto, o amadurecimento das pessoas que possibilitará a necessária mudança, quando então se verá na sociedade terrena uma maior quota de respeito às leis, às pessoas e a tudo o que a elas interessa.



Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Introdução, item 8, e questões 785, 874, 875 e 876.

O Evangelho segundo João, 13:35.

Conduta Espírita, de André Luiz, psicografado por Waldo Vieira, capítulos 9, 20, 23 e 31.

Leis Morais da Vida, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P. Franco, p. 134.