Estudando o Espiritismo

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sábado, 24 de janeiro de 2015

O mal e o remédio

 •  Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante

Às vezes necessitamos tomar um remédio amargo, mas necessário para a cura “A alegria é tesouro da vida que deve ser buscada e vivenciada, em razão das bênçãos que proporciona. Isso, porém, não quer dizer que não ocorram momentos de preocupação, de tristeza, de ansiedade e de receio, perfeitamente naturais no comportamento saudável que, em vez de uma linha horizontal, possui os seus ascendentes e descendentes emocionais, dentro, no entanto, dos padrões de equilíbrio.” – Livro Entrega-te a Deus, cap. 11  Busca-se muito a felicidade hoje em dia, mas acabamos nos perdendo nesta busca, pois atribuímos a coisas transitórias o valor de coisas eternas. Confundimos felicidade com alegria. A felicidade é eterna e independe de fatores externos, somos felizes por estarmos num estado de paz interior que nada nos abala. A alegria representa momentos furtivos dos quais nos utilizamos para suavizarmos a encarnação. Não queremos dizer com este preâmbulo que a felicidade é algo que somente será alcançada quando formos espíritos puros. Lemos no próprio O Evangelho Segundo o Espiritismo que podemos construí-la desde já e sorve-lhe as benesses. Isto é conseguido através da prática do amor e da caridade. Estas duas palavras sempre são abordadas em toda dialética espírita e mesmo assim conseguimos envolvê-las em várias situações, chegando ao cerne da prática do exemplo do Cristo e da transformação moral que se faz necessária em nós em regime de urgência. Às vezes necessitamos tomar um remédio amargo, mas necessário para a cura. Assim também é a vida, melhor dizendo, o caminho que nos eleva a patamares superiores. Temos a dificuldade de analisarmos estes momentos, pois acreditamos que não estamos mais numa condição tão primária de evolução, acreditando-nos detentores de alta envergadura moral. Mas que não deixamos de comer a fruta no supermercado sem pagar, usar a impressora do nosso trabalho para imprimir documentos nossos sem anuência do nosso chefe ou, simplesmente, não aceitamos esperar a nossa vez na fila de passes, pois acreditamos que o que iremos fazer após é mais importante do que o outro que chegou mais cedo tem para fazer. Então, este remédio amargo, representa o início da cura que só poderá ser alcançada através do repouso e recolhimento necessários, ou seja, afastamento daquilo que nos oferece as dificuldades do caminho e reflexão sobre o que podemos fazer para melhorar e sarar do que estamos vivendo. Não nos acreditemos suficientemente fortes para confrontarmos situações que ainda nos chamam a incursão no erro. É melhor por vezes evitar o confronto do que tê-lo e sucumbir aos maus pendores. A doença física representa o grito da alma solicitando recolhimento e reflexão. Em alguns momentos não conseguimos de pronto reflexionar o ocorrido, mas é necessário que possamos sempre avaliar alguns pontos de nossa vida, retirando daí proveito para ajuizamento e detecção de pontos nevrálgicos que necessitam de resolução. É a parada na correria diária que sozinhos não conseguimos fazer. É a ponderação construtiva ativada pela solidão, em alguns momentos, ou pela alegria da presença de pessoas queridas, que também nunca tinham tempo para estar conosco, mas que diante do improvável, dedicam-se um pouco a nós. Não podemos corrigir numa única encarnação tudo o que fizemos de incorreto em outras encarnações, mas podemos e devemos ponderar o que estamos fazendo de errado e traçar uma meta para corrigir. Vivemos sobre a Terra 80, 90, 100 anos. Já desencarnamos e reencarnamos outras vezes. Então imaginemos que existem situações que podem ser reajustadas nesta encarnação, outras que demorarão um pouco mais de tempo e outras que somente em encarnações vindouras serão sanadas. Mas que isto não seja um desestímulo para nós. Muito pelo contrário, a partir do momento que passamos a nos analisarmos de forma racional começamos a detectar os nossos pontos fortes e fracos, as fortalezas e as ameaças. O que já trazemos em nós como verdade e que não importa a situação que vivenciemos, não iremos deixar de acreditar ou fazer. Temos como exemplo o morador de rua que encontra grande soma em dinheiro e que possuía somente R$ 1,00 (um real) no bolso e devolve ao dono, pois “não foi assim que minha mãe me educou. Não posso ficar com o que é dos outros!” Belo exemplo a ser seguido. Existem outras tantas coisas que ainda precisamos de maior desenvoltura moral para poder confrontar e sairmos vencedores. Algumas destas, precisamos confrontar inúmeras vezes para que possamos sair verdadeiramente vitoriosos, ratificando para que se torne uma verdade em nós. A encarnação é rica de méritos para aquele que se esforça e busca, através de uma vontade firme dirigida para o bem, caminhar no amor. Fazer de seus passos um hino de bênçãos que emanadas do mais alto, transformam-se em escoador do bem em nós. Fazer o bem não é algo tão difícil assim. Exercitá-lo diariamente, talvez seja uma dificuldade para muitos de nós. Quando somos esporádicos, não nos comprometemos com nada nem com ninguém. Quando exercitamos o bem e o transformamos em uma necessidade diária nossa, passamos a transformar o ambiente pelo qual circulamos e trocamos experiências com as outras pessoas. O mal é o remédio necessário para fazer sarar a chaga do egoísmo e do orgulho que há em nós. Em vez de lutarmos contra o mal, façamos o bem, a tantos quantos apareçam na nossa frente. Ainda seremos devedores das Leis, mas estaremos saldando em parte a dívida contraída outrora http://www.oclarim.org/site/

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