Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

PAI E AMIGO


“E, levantando-se, foi, para seu pai; e, quando ainda estava longe, o pai chegou a vê-lo, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” - Jesus

(LUCAS, 15:20)

Sendo, ainda, Espíritos imperfeitos buscando o aperfeiçoamento, é natural que vez ou outra nos sintamos entristecidos e até desanimados diante de situações, onde percebemos que não agimos da forma como deveríamos.

Nesses momentos, procuremos lembrar que o amor de Deus, Nosso Pai, nunca falta e que Ele conhece as nossas dificuldades, por isso, proporciona a todos a oportunidade do reajuste.

A Parábola do Filho Pródigo, na qual esta lição se baseia, fala à Humanidade da bondade sem limites, da caridade infinita de Deus.
As individualidades que representam o Filho Obediente e o Filho Desobediente simbolizam a Humanidade da Terra. O Pai de ambos simboliza Deus.
Esta simples alegoria, demonstra o amparo e a proteção que Deus sempre reserva a todos os seus filhos. Nenhum deles é abandonado pelo Pai, tenha os defeitos, as dificuldades que tiver, pratique as faltas que praticar, porque somos todos criaturas suas.
Estejam os filhos onde estiverem, encarnados ou desencarnados, o Pai a nenhum despreza, a nenhum abandona , por que nos criou para sermos felizes e desfrutarmos do seu Amor, e não para sofrermos indefinidamente.

A Lei de Deus é igual para todos: não poderia ser boa para o bom e má para o mau, porque tanto o bom quanto o que é mau estão sob as vistas do Criador, que faz o mau se tornar bom, e o bom se tornar melhor, pois tudo é criado para glorificá-Lo.
Nas Leis de Deus não há privilégios nem exclusões, porque todos foram criados iguais e com as mesmas oportunidades de crescimento, de aperfeiçoamento.

Quando a criatura humana, num momento de irreflexão se afasta das Leis Divinas, e se entrega a toda sorte de dissoluções, a dor e a miséria, esses terríveis aguilhões do Progresso Espiritual ferem a sua alma orgulhosa até que num momento supremo de angústia, ela possa elevar-se para Deus e decidir voltar ao caminho que leva à perfeição.
É então que, como o filho pródigo, o homem transviado, arrependido, volta-se para o Pai carinhoso e diz: “Pai, pequei contra Ti, já não sou digno de ser chamado seu filho...” E Deus, nosso amoroso Criador, abre àquele filho as portas da regeneração e lhe possibilita tudo o que for necessário para esse grandioso trabalho da perfeição espiritual.

A citação evangélica, acima, convida a que nos fixemos no ensinamento de Jesus, enunciando o retorno do filho pródigo aos braços do pai, que o esperava sem exigir desculpas, sem impor qualquer condição, apenas aguardava que o filho se levantasse e desejasse o calor do seu coração.

Portanto, não desanimemos diante dos enganos, que mesmo sem querer , possamos cometer. Guardemos no íntimo a certeza de que Deus, Nosso Pai, não abandona a nenhum de seus filhos, seja ele quem for.
Não há falta, por maior que seja, que não possa ser reparada.
Tudo se corrige, tudo se transforma do pequeno para o grande, do mau para o bom, das trevas para a luz, do erro para a verdade.
Ao impulso do progresso tudo se aperfeiçoa, tudo evolui, todas as almas caminham para Deus.

Maria Aparecida Ferreira Lovo
Setembro / 2009

Bibliografia:
1 - XAVIER, Francisco C., pelo Espírito Emmanuel. Palavras de Vida Eterna.14. ed., Uberaba-MG: CEC, 1990, lição 89 Parábolas e Ensinos de Jesus, Cairbar Schutel,” Parábola do Filho Pródigo”