Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Igualdade Natural. Desigualdade de aptidões

Igualdade Natural. Desigualdade de aptidões. (Estudo 138 de 193)
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a) Deus criou todos os homens na mesma condição de igualdade, tanto materialmente como espiritualmente. As leis são as mesmas para todos, estando todos sujeitos às mesmas fraquezas, às mesmas dores, bem como à mesma evolução. Não há privilégios, nem exceções ou condenações. Todoso são iguais perante Deus.

b) A desigualdade ou diversidade de aptidões é decorrente dos diversos graus de evolução em que estagiam os espíritos, encarnados ou desencarnados. Esses diferentes graus de volução são fruto de maior ou menor quantidade de experiências, bem como de uma boa ou má utilização da vontade (livre-arbítrio), na busca do auto-aperfeiçoamento.

c) Essa variedade de aptidões é necessária a fim de que cada um possa contribuir, dentro da posição em que se encontra, com os objetivos da Providência Divina.

d) Quando um Espírito atinge um determinado grau de desenvolvimento de suas aptidões, ele não regride, não as perde. Pode escolher um envoltório de condições mais grosseiras, a fim de ter um maior aprendizado, mas continuará no íntimo tendo as mesmas aptidões desenvolvidas.

Igualdade Natural. Desigualdade de aptidões. - Conclusão Voltar ao estudo


1 - Como podemos entender essa igualdade natural, na qual Deus nos criou a todos?
Sabemos, pelos ensinamentos dos Espíritos Superiores, que Deus nos cria à todos iguais: simples e ignorantes, mas todos com vistas à perfeição. Ou seja, Deus nos cria iguais, e nos dá à todos as mesmas condições e possibilidades evolutivas. O crescimento vai depender da utilização do livre-arbítrio de cada um.
2 - Sendo que a desigualdade de aptidões é fruto do aprendizado, espíritos mais velhos são necessariamente mais evoluídos do que os que foram criados mais tarde?Justificar.
Não. Espíritos "mais velhos", ou melhor, criados antes uns que outros ( e sabemos, pela Doutrina Espírita que isso é possível, pois Deus está incessantemente criando, e isso inclui novos Espíritos sendo criados à todo instante) , não são necessariamente mais evoluídos. A evolução está no aproveitamento de experiências, e não na quantidade ou no tempo delas. Assim sendo, mais evoluído é sempre aquele Espírito que melhor aproveita suas lições para seu crescimento.
3 - As pessoas que possuem aptdões mais desenvolvidas( Chico Xavier, por exemplo, com sua maravilhosa aptidão mediúnica, ou Albert Einstein, com seu reciocínio), são "escolhidas" ou "beneficiadas" por Deus? Por que?
Não, não são beneficiados, nem escolhidos. São sempre Espíritos mais evoluídos, ou seja, que melhor aproveitaram suas experiências, e que fizeram jus à merecerem maiores responsabilidades em termos de auxiliarem os "irmãos menores"a crescerem, e fazem isso sempre através de seus exemplos, de sua vida. Citamos Chico e Einstein, por serem mais conhecidos de todos, mas existem muitos exemplos anônimos de Espíritos muito evoluídos que auxiliam os outros, por seu merecimento e crescimento, e não por benefício.
4 - Como podemos entender, dentro das explicações que temos nestas três questões do Livro dos Espíritos (803 à 805), as inúmeras diferenças e conflitos que estamos assistindo hoje no planeta Terra, movidas por divergências políticas, econômicas e até mesmo religiosas? E qual o nosso papel como espíritas diante de tudo isso, com base nas mesmas questões?
Essas diferenças são fruto dos diferentes graus de evolução em que se encontram os habitantes do planeta Terra. Temos ainda, em nosso planeta, Espíritos bastante atrasados, ainda arraigados ao orgulho, egoísmo e vaidade. E temos necessidade dessa convivência para melhor aprendermos e mais rápido crescermos, ao mesmo tempo em que auxiliamos esses irmãos. Nossa postura como espíritas deve ser a de vivenciarmos os ensinamentos que os Espíritos Superiores nos relembraram, baseados no que Jesus ensinou: "Não julgueis, a fim de que não sejais julgados.", "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como à si mesmo.", "Amai os vosso inimigos, orai por aqueles que vos perseguem e caluniam." e "Não façais a outrem aquilo que não gostaríeis que vos fosse feito."