Estudando o Espiritismo

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sábado, 7 de janeiro de 2017

Suicídio – Diálogo com Pai João.


— Pai João, eu quero morrer — falou a filha chorando.

Porque para mim não tem mais sentido viver. Tudo desmoronou.

— Oh, filhinha, não pensa assim não! Tudo tem jeito. Deus sempre arruma uma saída, até para o que parece impossível. Deixa eu dizer uma coisa. Tá um péssimo momento pra morrer.

— Não brinca comigo numa hora dessa!

— Não tô brincando. Quer saber? Os que estão do lado de cá do astral estão desesperados para ir para aí. E você quer morrer e vir para o lado de cá!

— Eles querem vir para cá porque não sabem como anda a vida aqui na matéria.

— Ilusão, minha filha. Você é quem não sabe como tá a vida do lado de cá. Aqui tá muito pior que aí. É muita perturbação e dor. Nem os protetores espirituais estão sossegados do lado de cá. Aqui tem droga, feitiço e roubalheira, traição e sequestro, combate e depressão, fofoca e desafeto. Mesmo aqui tem espírito querendo morrer mesmo sabendo que não pode. Existem loucos perambulando e suicidas que se agrupam em templos de dor.

— Pai João, que é isso? Não tem nada que preste desse lado aí?

— Tem minha filha. Aqui tem o mesmo remédio que a filha tá precisando e está disponível aí. O remédio da fé, do trabalho, da paciência, do bem ao próximo e do esclarecimento. A filha nem precisa morrer para isso. Aí mesmo tem tudo o que a filha precisa.

— O senhor acha mesmo que é disso que eu preciso?

— A filha já tomou esses remédios?

— Ainda não.

— Então experimenta e depois me fala como ficou.

Graças a Deus que a moça resolveu seguir o conselho e hoje está muito melhor, mas se algum filho estiver pensando como ela, lembra do aviso que ainda está valendo: tá um péssimo momento para morrer.